Domingo, 20 de Agosto de 2006

A Ria Formosa - Algarve

 
Parque Nacional da Ria Formosa - Algarve
 
 
A Ria Formosa em Faro
 
A Ria Formosa em Faro
 
 

A Ria Formosa é um sapal situado na província do Algarve em Portugal, que se estende pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António, abrangendo uma área de cerca de 18.400 hectares ao longo de 60 quilómetros desde o rio Ancão até à praia da Manta Rota.
 
Sapal é a designação dada às formações aluvionares periodicamente alagadas pela água salgada e ocupadas por vegetação halofítica ou, nalguns casos, por mantos de sal. O sapal é um ecossistema de grande importância ecológica, que possui um papel preponderante no equilíbrio do ciclo de matéria orgânica numa perspectiva de produtores primários. Contém uma enorme diversidade faunística e florística de relevo nacional e internacional, principalmente como habitat de aves aquáticas (migratórias ou não), crustáceos (uca sp.), bivalves, etc.
 
A Ria Formosa trata-se de uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural, atribuído pelo Decreto-lei 373/87 de 9 de Dezembro de 1987. Anteriormente, a Ria Formosa tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.
 
A sul é protegida do Oceano Atlântico por um cordão dunar quase paralelo à orla continental, formado por duas penínsulas (a de Faro, que engloba a praia do Ancão e a praia de Faro; e a de Cacela, que engloba a praia da Manta Rota) e cinco ilhas barreira arenosas (Ilha da Barreta, Ilha da Culatra, Ilha da Armona, Ilha de Tavira e Ilha de Cabanas), que servem de protecção a uma vasta área de sapal, canais e ilhotes.
 
A norte, em toda a extensão, o fim da laguna não tem uma delimitação precisa, uma vez que é recortada por salinas, pequenas praias arenosas, por terra firme, agricultável e por linhas de água doce que nela desaguam (Ribeira de São Lourenço, Rio Seco, Ribeira de Marim, Ribeira de Mosqueiros e o Rio Gilão).
 
Tem a sua largura máxima junto à cidade de Faro (cerca de 6 Km) e variações que nos seus extremos, a Oeste e a Este, atingem algumas centenas de metros.
 
Este sistema lagunar tem uma forma triangular e apesar de ser reconhecido como ria, na realidade não o é, uma vez que uma ria é um vale fluvial inundado pelo mar o que não é o caso, uma vez que a laguna não é nenhum vale fluvial e é formada por ilhas barreira. O seu fundo é constituído essencialmente por sedimentos lagunares (matéria orgânica, vasa salgada), sedimentos Continentais (oriundos do transporte pelas ribeiras e escorrência das águas das chuvas) e sedimentos arenosos ( provenientes das correntes de maré, sobretudo nas barras, galgamentos e ventos) que se têm vindo a consolidar com a ajuda da "morraça" que é um tipo de vegetação predominante e característico desta região.
 
A sua fisionomia é bastante diversificada devido aos canais formados sob a influência das correntes de maré, formando assim, uma rede hidrográfica densa. É uma zona húmida de importância internacional como habitat de aves aquáticas. Está, por este motivo, inscrita na convenção de Ramsar, pelo que o Governo Português assumiu o compromisso de manter as características ecológicas da zona e de promover o seu uso racional.
 
Esta área protegida está também classificada como zona de protecção especial no âmbito da Directiva 79/409/UE. O parque natural está geminado com Domaine de Certes - Le Teich, França, ao abrigo do Programa de Germinação de Áreas Protegidas Costeiras da Europa.
 
O Parque Nacional da Ria Formosa tem sido ameaçado pelo excesso de população que vive na região, principalmente devido ao turismo. 
Fonte: Wikipédia.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:56
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Sábado, 22 de Julho de 2006

Construções na Areia

 
Construções na areia - Praia da Figueira da Foz


 
Construções na areia (pormenor) - Praia da Figueira da Foz
 
 

Em tempo de praia, construir um castelo na areia é uma forma das crianças se divertirem e sociabilizarem. Contudo, esta brincadeira torna-se, por vezes, uma paixão, ou uma especialidade dentro do desporto de construções na areia, praticado quer por crianças quer por adultos.
 
As construções originais fazem-se, geralmente, com a própria areia da praia, constituída por sedimentos de rocha, que é molhada para permitir a fixação de estruturas. Porém, com o fascínio provocado pelas potencialidades deste passatempo, surgiram campeonatos, festivais e mesmo espectáculos de construções, que utilizam já misturas de areia com pequenas quantidades de argila para permitir construções ainda mais audazes.
 
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Terça-feira, 18 de Julho de 2006

Atol

 
Um atol visto do espaço
 
Um ATOL visto do espaço
 
 

Um Atol é uma ilha em forma de anel feita de corais e outros invertebra­dos, aproximadamente circular, constituindo no seu in­terior uma laguna.
 
Kiritimati ou ilha Christmas é uma ilha do Pacífico, parte da república de Kiribati. É considerada o maior atol do mundo. Tem 642 km² de superfície emersa o que representa 70% do território de Kiribati.
 
É o primeiro local habitado do mundo a ver o nascer em cada dia. Tem cerca de 5 mil habitantes.
 
Kiritimati foi descoberta por James Cook em 1774. Foi reclamada pelos Estados Unidos em 1854, mas foi anexada pelos britânicos em 1888. Em 1957 foi efectuado aqui o primeiro teste da bomba de hidrogénio britânica. Tornou-se parte de Kiribati em 1979.
 
O Kiribati (ou Quiribati) é um país da Micronésia e Polinésia que ocupa uma área muito vasta do Oceano Pacífico, mas que é bastante pequeno em termos de área terrestre. Compreende vários grupos de ilhas. De oeste para leste: a ilha de Banaba, as ilhas Gilbert, as ilhas Phoenix e as Espórades Equatoriais à excepção de algumas possessões norte-americanas a norte do arquipélago. Tem fronteira marítima com as Ilhas Marshall, a noroeste, com a possessão dos Estados Unidos da América das ilhas Howland e Baker, a norte, com as três possessões dos Estados Unidos da América nas Espórades Equatoriais, também a norte (Kingman, Palmyra e Jarvis), com o território francês da Polinésia Francesa, a sueste, com as possessões neo-zelandesas das Ilhas Cook e de Tokelau, a sul, com Tuvalu, também a sul, e com Nauru, a oeste. Capital: Bairiki.
 
As Espórades Equatoriais ou Ilhas da Linha (do Equador, por o atravessarem) são um grupo de 11 ilhas coralinas no Oceano Pacífico, a sul do Havai e a norte da Polinésia Francesa. Pertencem à república de Kiribati, com excepção das duas mais a norte, que pertencem aos Estados Unidos da América, Palmyra e Jarvis, que são desabitadas. Têm cerca de 9.000 habitantes de origem gilbertina (ilhas Gilbert), principalmente em Kiritimati, que é o maior atol do mundo.
 
Estas ilhas formam uma zona horária peculiar: UTC + 14, ou seja, têm a mesma hora que no Havai, mas no dia seguinte e chegam a ter 25 horas de diferença de outras ilhas da Oceania, em virtude da Linha Internacional de Mudança de Data  (International Date Line, no mapa abaixo).
 
O Havai localiza-se num arquipélago no meio do Oceano Pacífico, podendo ser considerada o Estado americano mais isolado em relação ao resto do país. A sua capital e maior cidade, Honolulu, localiza-se a mais de 3,8 mil quilómetros longe de qualquer outro Estado americano. O Havai é o estado mais meridional de todo o país. O Havai é considerado parte dos Estados do Pacífico. A economia do Estado está baseada primariamente no turismo.
 
Linha Internacional de Mudança de Data
 
                                     Algumas ilhas mencionadas no texto
                              e a Linha Internacional de Mudança de Data
 
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

Os Mapas

 
Mapa de Portugal de 1561
 
Mapa de Portugal de 1561
 
 
 

O mapa é uma representação do espaço.
O espaço é o objecto em si da Geografia
.
 
Os mapas mais conhecidos são representações bidimensionais de um espaçotridimensional. A ciência da concepção e fabrico de mapas designa-se cartografia. Por vezes a cartografia debruça-se sobre a projecção de superfícies curvas sobre superfícies planas, no processo chamado planificação
.
 
Os mapas mais antigos que se conhecem foram encontrados na antiquíssima cidade de Çatal Hüyük, na Turquia, e datam de cerca de 6200 a.C., estando pintados numa parede. Com a invenção do papel os mapas passaram a ser desenhados em folhas (talvez daí subsista quase como sinónimo a palavra "carta". Na Idade Média, os mapas em uso na Europa eram frequentemente centrados em Jerusalém, e com o Oriente
para cima.
 
Um dos grandes passos na evolução dos mapas é dado na época dos Descobrimentos
, quando as áreas representadas eram bem maiores que anteriormente e havia a necessidade de obter bons níveis de precisão posicional para conseguir navegar com relativa segurança.
 
Se o mapa cobrir uma grande área da superfície terrestre, de modo a que a curvatura da Terra ou a ondulação do geóide (modelo físico da forma da Terra) possam já influir na medição de distâncias e na precisão pretendida na representação, ter-se-á de escolher uma projecção cartográfica. Matematicamente, esta é uma função que transforma coordenadas polares ou geodésicas (latitude, longitude
) em coordenadas do plano do mapa. Necessariamente, isto provoca distorção.
 
Um dos elementos fundamentais dos mapas modernos é a presença de uma escala
, que permite determinar as dimensões reais dos objectos cartografados e medir distâncias (a escala é um quociente entre a medida no mapa e a medida real correspondente). Quanto maior é a escala, maior o detalhe.
 
Há também mapas que apenas representam a posição relativa dos objectos e não permitem retirar conclusões sobre as distâncias entre eles. Exemplos são os mapas do metropolitano
de muitas cidades.
 
Como representações abstractas do Mundo os mapas não são neutrais e devem ser interpretados cuidadosamente: uma das razões é a distorção provocada pela projecções cartográficas, que pode induzir em erro quanto à comparação de áreas distintas, por exemplo. Os objectos que se representam num mapa dependem do tipo de uso para o qual este é elaborado. Por exemplo, um mapa de estradas dará importância à rede viária ao representar os vários tipos de vias, os cruzamentos e as distâncias entre cidades. Um mapa geológico caracterizará do ponto de vista da geologia o solo numa dada região. Um mapa político mostrará as fronteiras ou outras divisões administrativas. Um mapa para navegação marítima dará prioridade à localização de faróis
, portos e relevo submarino.
 
A cartografia sofreu uma verdadeira revolução com a aplicação dos Sistemas de Informação Geográfica e do Sistema de Posicionamento Global (vulgarmente conhecido por GPS) a partir do final do século XX. Esta revolução opera-se não apenas a nível da produção mas também da circulação, manipulação e utilização de informação espacial. É fácil hoje produzir um mapa personalizado no computador ou obter um outro, de qualquer local do Mundo, na Internet
.
 
Mapa online Google Earth aqui 
 
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Domingo, 9 de Julho de 2006

Barco Moliceiro, Moliço e Ovos Moles

 

Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
 

Moliceiro é o nome dado aos barcos que circulam na Ria de Aveiro, originalmente para a apanha do moliço, mas actualmente mais usados para fins turísticos. É um dos "ex-libris" de Aveiro, em conjunto com os Ovos Moles e a Universidade de Aveiro. De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante; apesar da decoração colorida e humorística, é um barco de trabalho.
 
A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira. A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. Abarca 11.000 hectares, dos quais 6.000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Nela desaguam o Rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro.
 
Moliço é o nome dado às plantas aquáticas que são colhidas para serem usadas na agricultura. Esta palavra provém do Latim "mollis", que expressa a qualidade de mole. A designação de moliço é geralmente usada para as plantas vasculares que crescem submersas em água salgada, que em Inglês são designadas por "seagrass", mas pode também ser aplicada às algas que crescem no meio dessas plantas. Um caso diferente é o de outras algas, incluindo algas do género "Sargassus", designadas por sargaço, que eram colhidas na zona de rebentação das praias do norte de Portugal, também para utilização na agricultura. O moliço era particularmente importante na laguna costeira da Ria de Aveiro, situada na costa do norte de Portugal. Ali o moliço era colhido em grandes quantidades, por ancinhos arrastados a partir de um barco moliceiro. As plantas mais abundantes no moliço pertenciam ao género "Zostera", com destaque para "Z.noltii" (cirgo), mas também incluía outras plantas aquáticas tolerantes de água salgada, como são a "Ruppia" e o "Potamogeton". Nos séculos XIX e XX, a colheita de moliço teve um papel importante ao remover nutrientes de plantas da Ria de Aveiro, ajudando a estabilizar esta laguna eutrófica. O barco moliceiro pertence à família de barcos pequenos de origem mediterrânica designados por bateiras. O aspecto mais fascinante deste barco são as pinturas ornamentais, que seguem uma tradição popular bem estabelecida.
 
Ovos Moles é um doce típico da cidade de Aveiro. Doce Regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda na paragem dos comboios da estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.
 
A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como amêijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que são passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos a dar mais consistência.
 
A massa do doce de ovos usada, embora consistente, é muito cremosa e obtida exclusivamente através de açúcar em ponto e gemas de ovos muito frescos, na sua confecção, não deve ser mexida em círculo (para não ficar estriada), mas aproximando e afastando a colher do operador.
 
Às gemas de ovos, depois de cuidadosamente separadas das claras e misturadas, junta-se cerca de metade do peso de açúcar em ponto, de «estrada» a «bola rija», já frio. Mexendo sempre para o mesmo lado com a colher de pau, evitando os círculos, leva-se ao lume até se ver o fundo da caçarola de cobre.
 
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

O Eléctrico

 
Eléctrico (linha 28), Lisboa, faz um percurso turístico, passando pelas zonas mais antigas da cidade
 
Eléctrico (linha 28), Lisboa,
faz um percurso turístico, passando pelas zonas mais antigas da cidade


  
 

Um eléctrico (ou Trolley) é o carro eléctrico tradicional em grandes cidades como Basileia, Zurique, Lisboa, Porto e Rio de Janeiro. O eléctrico faz um percurso tipicamente mas não obrigatoriamente turístico. Movimenta-se sobre carris (trilhos), que em geral se encontram embutidos nas partes mais antigas das cidades. Destina-se sobretudo ao transporte de passageiros, e constitui um meio de transporte rápido, já que geralmente tem prioridade sobre o restante trânsito.
 
Os eléctricos foram muito utilizados por toda a Europa, e também pela América, já no século XX. Actualmente (2005), o transporte urbano sobre trilhos, também conhecido por VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma evolução do "bonde", encontra-se em expansão em várias cidades de todo o mundo.
 
Com o advento do carro eléctrico, semelhante a um autocarro, embora movido a electricidade, o eléctrico passou a ser substituído por este, embora actualmente se verifique uma reinstalação de unidades actualizadas (ao nível do motor e chassis) mediante a crescente preocupação com o meio-ambiente e nível de vida nas cidades, como o caso de Mulhouse, na França. Paralelamente, a subsistência do eléctrico representa uma mais-valia cultural das próprias cidades, já que cada uma introduziu modificações características. Muitas das grandes cidades da Suíça ainda usam os eléctricos, bem como as grandes cidades da Alemanha e algumas cidades da França (Estrasburgo).
 
Os eléctricos têm grandes vantagens em relação aos autocarros, entre as quais se destacam a menor poluição (tanto sonora quanto atmosférica) e a prioridade no trânsito.
 
No Brasil, um eléctrico é chamado "bonde". Este nome possui origem na cidade do Rio de Janeiro, onde a Botanical Garden Rail Road Company operava eléctricos. O termo bonde é uma alusão aos cupons ou bilhetes utilizados como pagamento das passagens, e que na América do Norte eram conhecidos como bonds. A partir daí, os passageiros passaram a chamar tais veículos de bond, tendo este termo sido posteriormente aportuguesado para "bonde".
 
 
História
 
Na sua primeira versão, o eléctrico era movido por cavalos. Os primeiros eléctricos foram construídos nos Estados Unidos. Em 1832 faziam o percurso (linha) Nova York-Harlem e em 1834 em Nova Orleães. Inicialmente a linha férrea era saliente, acima do nível da estrada, transtornando a circulação pedestre e provocando acidentes. Seriam suplantados por carris (rails) embutidos na estrada em 1852, uma invenção de Alphonse Loubat.
 
O primeiro eléctrico na França iria surgir um ano depois, para a exposição mundial, com uma linha montada especificamente para demonstração ao longo de Cours de la Reine.
 
O sistema de bondes (eléctricos) avançou também rapidamente no Brasil, em especial na cidade do Rio de Janeiro, onde se tornou o principal meio de transporte, sendo hoje considerado um dos principais condicionantes e possibilitadores do crescimento urbano desta metrópole que hoje se destaca por possuir mais de 6 milhões de habitantes.
 
O fenómeno do eléctrico iria propagar-se pela restante Europa (Londres, Berlim, Paris, etc.). Mais rápido e confortável que o autocarro, seriam, no entanto, mais dispendiosos dado que ainda eram puxados por tracção animal. Com a invenção do motor a vapor em 1873 e motor eléctrico, em 1881, este meio de transporte seria rapidamente adoptado assim que resolvidos os problemas de produção e transmissão de electricidade. O primeiro eléctrico movido a electricidade foi inaugurado em Berlim em 1881.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

A London Eye

 
A London Eye
 
  

A London Eye (cujo nome oficial é British Airways London Eye), também conhecida em português como a Roda do Milénio (Millennium Wheel), é um tipo de "roda-gigante de observação". Está situada na cidade de Londres, capital do Reino Unido. Foi inaugurada no ano de 1999 e é um dos pontos turísticos mais disputados da cidade, além de ser a maior roda-gigante do mundo.
 
 
História
 
A London Eye é considerada como um ponto turístico singular em Londres. Isso não apenas pela ousadia do seu projecto, mas também pelas dificuldades que a acompanharam desde quando foi concebida até à sua inauguração.
 
 
A ideia
 
A ideia por trás da London Eye remonta ao início da década de 90. Nessa época, tendo em vista o novo milénio que se aproximava, vários projectos foram apresentados para marcar essa passagem. Em Londres, o jornal The Sunday Times, em conjunto com a Architecture Foundation, decidiu dar início a uma competição onde se escolheria um projecto para uma nova estrutura na cidade.
 
Os arquitectos David Marks e Julia Barfield tiveram a ideia de criar uma grande roda-gigante. Mas não seria uma roda-gigante comum; ela possibilitaria uma vista de toda a cidade de Londres. Em vez de simples gôndolas, como nas rodas-gigantes convencionais, haveria grandes cabines fixadas à roda, dotadas de amplas janelas de vidro. As cabines movimentar-se-iam de acordo com a rotação, sempre deixando o visitante numa posição "de pé". De facto era um projecto muito inovador, diferente de tudo que já tinha sido construído na cidade desde então.
 
Mas será que era realmente necessário ter uma estrutura enorme bem no meio de Londres? Será que todos se importavam tanto com o novo milénio que era necessário até criar um novo ponto turístico? Independente dessas ideias, o Sunday Times ignorou as sugestões enviadas e acabou com a competição.
 
 
British Airways entra em cena
 
Mas David e Julia não abandonaram a sua ideia. Decidiram criar a empresa Marks Barfield, levando em frente o projecto com o seu próprio dinheiro. Até o tablóide londrino Evening Standard resolveu dar um impulso, fazendo publicidade em busca de parceiros para custear o plano.
 
Quando todos já achavam que nada ia dar certo, que todo o trabalho tinha sido em vão, a British Airways aparece. Numa parceria com a Marks Barfield, eles decidem pagar pela construção da então baptizada British Airways London Eye.
 
 
A construção
 
O aval já tinha sido dado, e o lugar escolhido para a London Eye seria a margem sul do Tamisa, bem próximo ao Parlamento. O distrito de Lambeth permitiu que ela ficasse, com a condição de ser desmontada cinco anos depois. Mas o problema era como ela chegaria ali.
 
Considerando que as ruas de Londres são demasiado estreitas e que seria impossível mover uma roda-gigante de 135 metros de diâmetro rio acima, foi decidido que ela seria construída no próprio Tamisa, sendo suspendida depois. Todo o material usado viria por balsas. Apesar de ser um ícone londrino, muito pouco da London Eye é de facto inglês. As partes da roda foram fabricadas na Holanda, as cabines são dos Alpes Franceses, e as janelas foram produzidas em Veneza.
 
Todo o material subiu o rio até chegar ao lugar onde iria ser montada a roda. Em Setembro de 1999, ela já estava pronta, e então iria começar o trabalho de 16 horas até suspender as 1.700 toneladas da London Eye. Mas, contra todas as expectativas, um cabo partiu-se. O novo milénio aproximava-se e os "mídia" já chamavam o projecto de Wheel of Misfortune (Roda do Infortúnio). Levou mais um mês e 10 dias até que ela estivesse "em pé". As cabines chegaram logo depois, e após 16 meses de trabalho, a inauguração estava marcada para o dia 31 de Dezembro de 1999.
 
 
A inauguração
 
Tudo já estava preparado. A abertura da London Eye seria na passagem do ano, com a presença do Primeiro Ministro Tony Blair.
 
Mas ninguém poderia adivinhar que uma das cabines não iria ser aprovada num teste de segurança. Levaria mais um mês até que o público pudesse desfrutar do "voo", como a British Airways chama o passeio.
 
Mas isso não impediu que a roda girasse sem passageiros. Nos últimos minutos de 1999, Tony Blair apertou um botão, um Concorde voou sobre o céu de Londres e os fogos foram lançados. O novo milénio já tinha chegado, e com ele a London Eye.
 
 
A 2° inauguração
 
No primeiro dia de Fevereiro de 2000, o público finalmente teve a sorte de entrar na London Eye. O tempo estava essencialmente britânico, com muita neblina, mas isso não impediu os londrinos de experimentar o seu novo ponto turístico. A mais nova roda-gigante de Londres provou ser um sucesso imediato.
 
Ironicamente, um outro projecto para o novo milénio que tinha sido amplamente apoiado pelo governo, o Millennium Dome (em Greenwich, foi a célebre bolha com picos), não fez sucesso algum, estando hoje fechado ao público.
 
 
A London Eye hoje

 
Turistas numa cabine da London Eye
 
Turistas numa cabine da London Eye

 
As 32 cabines podem comportar 15.000 visitantes por dia e a volta completa dura um pouco menos de 30 minutos. Hoje em dia há diversos pacotes oferecidos pela British Airways aos visitantes da London Eye. Desde reservas para casais com direito a champanhe até guias em diversas línguas que, além de ajudar os turistas a divisar alguns prédios na cidade, também contam a história da construção da "Eye", como é popularmente chamada pelos londrinos.

 
A London Eye à noite, vista do Bankside
 
A London Eye à noite, vista do Bankside
 
 
Havia, como foi dito, uma restrição de cinco anos para a London Eye. Os críticos já tinham dado o apelido de Eyeful Tower, numa referência à Torre Eiffel, que também fora concebida para ser desmontada no futuro. Mas em 2002 o distrito de Lambeth concedeu à British Airways uma licença permanente.
 
O terreno onde se encontra a London Eye é de propriedade do South Bank Centre, que possui vários outros prédios nos arredores. Em 2005 foi divulgado nos "mídia" o conteúdo de uma carta que supostamente teria vindo da directoria do SBC, afirmando que o aluguer passaria das actuais £65,000 para £2,5 milhões, o que a British Airways considerou inviável. Nessa época houve boatos que a London Eye seria então movida para o Hyde Park, ou até mesmo para Paris. O South Bank Centre negou o conteúdo da carta.
 
Em 2006, depois de um conflito jurídico sobre o valor do aluguer, a British Airways e o South Bank Centre fizeram um acordo onde a London Eye deveria repassar pelo menos £500,000 por ano ao SBC, num contrato válido por 25 anos.
 
A London Eye entrou para o Guinness, como a maior roda-gigante do mundo. Mas em breve esse título deverá ser revogado, porque há planos para construir uma roda-gigante de 170 metros de altura em Las Vegas (a maior cidade do Estado americano de Nevada) e outra de 200 metros em Shanghai (a maior cidade da República Popular da China).
 
As estações do metro mais próximas são Waterloo e Westminster.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sábado, 8 de Abril de 2006

Cabo Mondego - Figueira da Foz

 

Figueira da Foz  -  ao fundo o Cabo Mondego

                                      Cidade da Figueira da Foz
 Ao fundo, debruçando-se sobre o mar, o Cabo Mondego e a Serra da Boa Viagem



O Cabo Mondego situa-se na costa marítima portuguesa, pelo que é banhado pelo Oceano Atlântico.  Localiza-se na ponta ocidental da Serra da Boa Viagem, a uma latitude de 40º 11´ 3´´ N  e a uma longitude de 08º 54´34´´W, a três quilómetros a norte da cidade da Figueira da Foz. Cortado a pique e com inúmeras falésias, muitas destruídas, incompreensivelmente, pela mão do Homem para fins industriais, tem cerca de quarenta metros de altura. Junto dele está localizado o Farol do Cabo Mondego, com quinze metros de altura, para apoio à navegação marítima. Do ponto de vista geológico, este cabo tem um alto valor científico, como é reconhecido mundialmente.


 Farol do Cabo Mondego - Figueira da Foz




 Farol do Cabo Mondego - Figueira da Foz

 

Serra da Boa Viagem  -  Serra portuguesa situada a três quilómetros a Norte da cidade da Figueira da Foz com 261,88 metros de altura, quota esta localizada no vértice geodésico da Bandeira, na freguesia de Quiaios. Cerca de 83% da sua área situa-se nas quotas dos 150 a 250 metros de altura. O facto desta elevação se encontrar junto do Oceano Atlântico, confere a esta, e a toda a zona envolvente, uma paisagem de singular beleza, de que se destaca o "Parque Natural da Serra da Boa Viagem" com um vasto património natural, arqueológico e paisagístico, mas que tem sido severamente castigado pelos fogos...  No seu extremo ocidental situa-se o Cabo Mondego.

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Terça-feira, 28 de Março de 2006

As Falésias


Falésia é uma forma geográfica litoral, caracterizada por um abrupto encontro da terra com o mar. Formam-se escarpas na vertical que terminam ao nível do mar e encontram-se permanentemente sob a acção erosiva do mar.  As ondas desgastam constantemente a costa, o que por vezes pode provocar desmoronamentos ou instabilidade da parede rochosa.
 
Com as mudanças climáticas, o nível do mar pode descer, deixando entre a falésia e o mar um espaço plano. Passa-se a chamar, então, uma arriba fóssil.
 
Uma escarpa é uma ladeira ou monte muito íngreme. É resultante de um falhamento geológico. A escarpa pode ser dividida em duas maneiras, escarpa de linha de falha ou escarpa de falha.
 
Uma falha geológica, ou simplesmente falha é uma superfície num volume de rocha onde se observa deslocamento relativo dos blocos paralelo à fractura. A extensão da falha varia entre centenas de quilómetros a poucos centímetros. O plano de falha é a superfície da fractura onde se observa deslocamento relativo entre blocos, e as suas dimensões também podem variar de forma ampla.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Falésias do Cabo Mondego
- Figueira da Foz -

Consideradas as mais belas da Península Ibérica,
continuam, inexplicavelmente, a ser destruídas pelo Homem
para fins industriais !... 
Até quando ???....


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


sinto-me:
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

Península do Sinai

PeninsulaSinai.jpg              Sinai.JPG

 

Sinai é uma península montanhosa e desértica do Egipto, entre os Golfos de Suez e Aqaba. Este nome vai buscar a sua origem no deus Sin, deus da Lua. Por isso se diz que Sinai é a "Terra da Lua"; e a terra das águas turquesas da Paz. Ocupa uma posição estratégica que une dois continentes - África e Ásia - separando também dois mares - o Mediterrâneo e o Mar Vermelho. A Península tem uma superfície de 61.000 Km2 em forma triangular dividindo-se em duas partes: Sinai do norte e do sul. A sua fauna é muito variada e extremamente rica especialmente em aves. Também a flora é de grande valor, possuindo mais de 5.000 classes de plantas diferentes.
O Golfo de Aqaba (em árabe: Bahr el-Akabah), também chamado de Golfo de Eilat, consiste na baía nordeste do Mar Vermelho e separa a Arábia da Península do Sinai.

Toda esta região se tornou conhecida devido aos seus muito numerosos poços subterrâneos - é a terra do petróleo, do ouro e de toda a espécie de minerais. Nela convivem pessoas de diferentes credos religiosos. Por esta Península passaram todos os profetas.

Segundo a Bíblia, foi no Monte Sinai que Jeová deu o Decálogo a Moisés.
Os Dez Mandamentos ou Decálogo - do grego (deka), «dez» e (lógoi), «palavras» - é o nome dado aos dez mandamentos da Lei de Deus que, segundo a Bíblia, foram transmitidos a
Moisés no Monte Sinai.
Segundo o
Livro do Êxodo, Moisés conduziu 600 mil judeus escravizados para fora do Egipto, atravessando o Mar Vermelho. No sopé do monte Sinai, recebeu as duas "Tábuas da Lei" com os Dez Mandamentos da Lei de Deus.
O Livro do Êxodo conta a história da saída do povo de Israel do Egipto, onde foram escravos durante 400 anos.

A península foi ocupada pelo exército de Israel em 1967, durante a guerra dos Seis Dias.

Em Sinai encontram-se:
  • O Templo de Sirapid El Jadem: da época faraónica e dedicado à deusa Hator.
  • A Fortaleza do Soldado: que data da época de Saladino.
  • O Convento de Santa Catarina: construído no século IV compreende a Igreja Principal construída no ano 342 e a Igreja de Alika. O convento também possui uma biblioteca com milhares de livros antigos, exemplares únicos escritos em vários idiomas. Este convento é possuidor da mais antiga colecção de ícones do mundo cristão.
Turismo de Lazer, Terapêutico e de Aventura

Sinai possui praias maravilhosas nas quais se podem praticar desportos náuticos como o mergulho. A região é mesmo intitulada a meca dos mergulhadores, dos centros terapêuticos, dos desportos de aventura, dos safaris em 4x4, dos percursos em motos de três rodas pelo deserto, dos passeios de camelo desfrutando de lugares com espécies animais únicas e paisagens insólitas.

Turismo de desportos náuticos

Sharm el Sheikh é a zona mais conhecida pelos mergulhadores de todo o mundo.
Sharm el Sheikh está na península do Sinai, junto do Mar Vermelho. É a maior estação balnear do Egipto. É reputada por causa da grande quantidade de corais na sua costa.

Reservas naturais e zonas protegidas

Rash Mohamed é uma zona única em todo o mundo: compreende áreas de mananciais de água quente (mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público. Isso inclui, por exemplo, rios, lagos, represas e lençóis freáticos), espécies únicas de plantas e aves e, ainda, do maior agrupamento de corais.
Fonte: Wikipédia
 .
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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