Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

Rafael Bordalo Pinheiro

 
Retrato de Rafael Bordalo Pinheiro      Imagem em barro do Zé Povinho

     Retrato de Rafael Bordalo Pinheiro        Imagem em barro do Zé Povinho




Rafael Bordalo Pinheiro
, desenhador e aguarelista, ilustrador de obra vasta dispersa por largas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. Um nome que está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio levando a uma visibilidade nunca antes atingida. Autor da figura popular Zé Povinho  que se veio a tornar num símbolo do povo português.
 
Biografia
 
Nasceu em 1846 em Lisboa. Filho de Manuel Maria Bordalo Pinheiro, cedo ganha o gosto pelas artes.
 
Em 1860 inscreve-se no conservatório e posteriormente matricula-se sucessivamente na Academia de Belas Artes (desenho de arquitectura civil, desenho antigo e modelo vivo), no Curso Superior de Letras e na Escola de Arte Dramática, para logo de seguida desistir. Estreia-se no Teatro Garrett embora nunca venha a fazer carreira como actor.
 
Em 1863, o pai arranja-lhe um lugar na Câmara dos Pares, onde acabou por descobrir a sua verdadeira vocação, derivado das intrigas políticas dos bastidores.
 
Casa em 1866 com Elvira Ferreira de Almeida e no ano seguinte nasce o seu filho Manuel Augusto.
 
Começa por tentar ganhar a vida como artista plástico com composições realistas apresentando pela primeira vez trabalhos seus em 1868 na exposição promovida pela Sociedade Promotora de Belas-Artes, onde apresenta 8 aguarelas inspiradas nos costumes e tipos populares, com preferência pelos campinos de trajes vistosos. Em 1871 recebe um prémio na Exposição Internacional de Madrid. Paralelamente vai desenvolvendo a sua faceta de ilustrador e decorador.
 
Em 1875 cria a figura do Zé Povinho, publicada n'A Lanterna Mágica. Nesse mesmo ano, parte para o Brasil onde colabora em alguns jornais e a enviar a sua colaboração para Lisboa, voltando a Portugal em 1879 e lança O António Maria.
 
Experimenta em 1885 trabalhar o barro e começa o fabrico da louça artística das Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
 
Morre a 23 de Janeiro de 1905, faz hoje 102 anos, em Lisboa, no nº 28 da Rua da Abegoaria (actual Largo Rafael Bordalo Pinheiro).
 
O Desenhador
 
Bordalo Pinheiro deixou um legado iconográfico verdadeiramente notável, tendo produzido dezenas de litografias. Compôs inúmeros desenhos para almanaques, anúncios e revistas estrangeiras como El Mundo Cómico (1873-74), Ilustrated London News, Ilustracion Española y Americana (1873), L'Univers Illustré e El Bazar. Fez desenhos em álbuns de senhoras, foi o autor de capas e de centenas de ilustrações em livros, e em folhas soltas deixou portraits-charge  de diversas personalidades. Começou a fazer caricatura por brincadeira como aconteceu nas paredes dos claustros do edifício onde dava aulas o Professor Jaime Moniz, onde apareceram, desenhados a ponta de charuto, as caricaturas dos mestres. Mas é a partir do êxito alcançado pel'O Dente da Baronesa (1870), folha de propaganda a uma comédia em 3 actos de Teixeira de Vasconcelos, que Bordalo entra definitivamente para a cena do humorismo gráfico.
 
Dotado de um grande sentido de humor mas também de uma crítica social bastante apurada e sempre em cima do acontecimento, caricaturou todas as personalidades de relevo da política, da Igreja e da cultura da sociedade portuguesa. Apesar da crítica demolidora de muitos dos seus desenhos, as suas características pessoais e artísticas cedo conquistaram a admiração e o respeito público que tiveram expressão notória num grande jantar em sua homenagem realizado na sala do Teatro Nacional D. Maria II, em 6 de Junho de 1903 que, de forma inédita, congregou à mesma mesa praticamente todas as figuras que o artista tinha caricaturado.
 
Na sua figura mais popular, o Zé Povinho, conseguiu projectar a imagem do povo português de uma forma simples mas simultaneamente fabulosa, atribuindo um rosto ao país. O Zé Povinho continua ainda hoje a ser retratado e utilizado por diversos caricaturadores para revelar de uma forma humorística os podres da sociedade.
 
O Ceramista
 
Após a constituição da fábrica de faiança das Caldas da Rainha, Rafael Bordalo Pinheiro dedica-se à produção de peças de cerâmica que, nas suas mãos, rapidamente, adquiriram um cunho original. Jarras, vasos, bilhas, jarrões, pratos e outras peças demonstram um labor tão frenético e criativo quanto barroco e decorativista, características, aliás, também presentes nos seus trabalhos gráficos. Mas Bordalo não se restringiu apenas à fabricação de loiça ornamental. Além de ter desenhado uma baixela de prata da qual se destaca um originalíssimo faqueiro que executou para o 3º visconde de S. João da Pesqueira, satisfez dezenas de pequenas e grandes encomendas para a decoração de palacetes: azulejos, painéis, frisos, placas decorativas, floreiras, fontes-lavatório, centros de mesa, bustos, molduras, caixas, e também broches, alfinetes, perfumadores, etc.
 
No entanto, a cerâmica também não poderia excluir as figuras do seu repertório. A par das esculturas que modelou para as capelas do Buçaco representando cinquenta e duas figuras da Via Sacra, Bordalo apostou sobretudo nas que lhe eram mais gratas: O Zé Povinho (que será representado em inúmeras atitudes), a Maria Paciência, a mamuda ama das Caldas, o polícia, o padre tomando rapé e o sacristão de incensório nas mãos, a par de muitos outros.
 
Embora financeiramente a fábrica se ter revelado um fracasso, a genialidade deste trabalho notável teve expressão nos prémios conquistados: uma medalha de ouro na Exposição Colombiana de Madrid em 1892, em Antuérpia (1894), novamente em Madrid (1895), em Paris (1900), e nos Estados Unidos, em St. Louis (1904).
 
O Jornalista
 
Rafael Bordalo Pinheiro destacou-se sobretudo como um homem de imprensa. Durante cerca de 35 anos (de 1870 a 1905) foi a alma de todos os periódicos que dirigiu quer em Portugal, quer nos três anos que trabalhou em terras brasileiras.
 
Semanalmente, durante as décadas referidas, os seus periódicos debruçaram-se sobre a sociedade portuguesa nos mais diversos quadrantes, de uma forma sistemática e pertinente.
 
Em 1870 lançou três publicações: O Calcanhar de Aquiles, A Berlinda e O Binóculo, este último, um semanário de caricaturas sobre espectáculos e literatura, talvez o primeiro jornal, em Portugal, a ser vendido dentro dos teatros. Seguiu-se o M J ou a História Tétrica de uma Empresa Lírica, em 1873. Todavia, foi A Lanterna Mágica, em 1875, que inaugurou a época da actividade regular deste jornalista sui generis que, com todo o desembaraço ao longo da sua actividade, fez surgir e também desaparecer inúmeras publicações. Seduzido pelo Brasil, também aí (de 1875 a 1879) animou O Mosquito, o Psit!!! e O Besouro, tendo tido tanto impacto que, numa obra recente, intitulada Caricaturistas Brasileiros, Pedro Corrêa do Lago lhe dedica diversas páginas, enfatizando o seu papel.
 
O António Maria, nas suas duas séries (1879-1885 e 1891-1898), abarcando quinze anos de actividade jornalística, constitui a sua publicação de referência. Ainda fruto do seu intenso labor, Pontos nos ii são editados entre 1885-1891 e A Paródia, o seu último jornal, surge em 1900.
 
A seu lado, nos periódicos, estiveram Guilherme de Azevedo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, João Chagas, Marcelino Mesquita e muitos outros, com contributos de acentuada qualidade literária. Daí que estas publicações constituam um espaço harmonioso em que o material textual e o material icónico se cruzam de uma forma polifónica.
 
Vivendo numa época caracterizada pela crise económica e política, Bordalo, enquanto homem de imprensa, soube manter uma indiscutível independência face aos poderes instituídos, nunca calando a voz, pautando-se sempre pela isenção de pensamento e praticando o livre exercício de opinião. Esta atitude granjeou um apoio público tal que, não obstante as tentativas, a censura nunca logrou silenciá-lo. E todas as quintas-feiras, dia habitual da saída do jornal, o leitor e observador podia contar com os piparotes costumeiros, com uma crítica a que se juntava o divertimento. Mas como era natural, essa independência e o enfrentar dos poderes instituídos originaram-lhe alguns problemas como por exemplo o retirar do financiamento d'O António Maria como represália pela crítica ao partido do seu financiador. Também no Brasil arranjou problemas, onde chegou mesmo a receber um cheque em branco para se calar com a história de um ministro conservador metido com contrabandistas. Quando percebe que a sua vida começa a correr perigo, volta a Portugal, não sem antes deixar uma mensagem:
 
".... não estamos filiados em nenhum partido; se o estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira é a VERDADE. Não recebemos inspirações de quem quer que seja e se alguém se serve do nosso nome para oferecer serviços, que só prestamos à nossa consciência e ao nosso dever, - esse alguém é um infame impostor que mente." ( O Besouro, 1878)
 
 
O Homem de teatro
 
Com 14 anos apenas, integrado num grupo de amadores, pisou como actor o palco do teatro Garrett, inscrevendo-se depois na Escola de Arte Dramática que, devido à pressão da parte do pai, acabou por abandonar. Estes inícios — se revelaram que o talento de Rafael Bordalo não se direccionava propriamente para a carreira de actor — selaram, porém, uma relação com a arte teatral que não mais abandonou.
 
Tendo esporadicamente desenhado figurinos e trabalhado em cenários, Bordalo foi sobretudo um amante do teatro. Era espectador habitual das peças levadas à cena na capital, frequentava assiduamente os camarins dos artistas, participava nas tertúlias constituídas por críticos, dramaturgos e actores. E transpunha, semana a semana, o que via e sentia, graficamente, nos jornais que dirigia. O material iconográfico legado por Rafael Bordalo adquire, neste contexto, uma importância extrema porque permite perceber muito do que foi o teatro, em Portugal, nessas décadas.
 
Em centenas de caricaturas, Rafael Bordalo faz aparecer o espectáculo, do ponto de vista da produção: desenha cenários, revela figurinos, exibe as personagens em acção, comenta prestações e critica gaffes. A par disso, pelo seu lápis passam também as mais variadas reacções do público: as palmas aos sucessos, muitos deles obra de artistas estrangeiros, já que Lisboa fazia parte do circuito internacional das companhias; as pateadas estrondosas quando o público se sentia defraudado; os ecos dos bastidores; as anedotas que circulavam; as bisbilhotices dos camarotes, enfim, todo um conjunto de aspectos que têm a ver com a recepção do espectáculo e que ajudam a compreender o que era o teatro e qual o seu papel na Lisboa oitocentista.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Nero

 
Nero Cláudio César Augusto Germânico
 
 
 

Nero Cláudio César Augusto Germânico ou Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (15 de Dezembro 37, fazia hoje 1975 anos, - 9 de Junho 68) foi o quinto Imperador Romano entre 54 e 68.
 
Nascido em Âncio com o nome de Lúcio Domício Aenobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, pelo pai Gneu Domício Aenobarbo e da família imperial Julio-Claudiana através da mãe Agripina, a Jovem, filha de Germânico e neta de César Augusto.
 
A ascensão política de Nero começa quando Agripina incentiva o marido, o imperador Cláudio, a adoptá-lo e escolhê-lo seu sucessor, após desmoralizar os partidários de Britânico, filho de Cláudio, e seduzir o seu próprio filho a casar-se com Otávia, filha do imperador. Quando Cláudio, sogro e padrasto de Nero, morreu em 54, provavelmente assassinado pela própria Agripina, Nero foi proclamado imperador sem oposição. Segundo a historiografia tradicional, no início foi um bom governante, sob orientação de sua mãe, do seu preceptor o filósofo Sêneca e do prefeito pretoriano Burrus.
 
No entanto, aos poucos, a paranóia que marcara já a personalidade dos seus antecessores Tibério e Calígula, foi se instalando em Nero. Desencadeou uma série de assassinatos, incluindo do próprio Britânico (em 55), da sua mãe Agripina (em 59, após várias tentativas) e de sua esposa (em 62). Afastou-se de Sêneca e foi acusado de ter provocado, em 64, o grande incêndio de Roma, que destruiu dois terços da cidade, na esperança de reconstruí-la com esplendor. A pretexto do desastre, Nero iniciou a primeira e intensa perseguição aos cristãos. Embora se acreditasse que Nero foi o responsável, os estudiosos actuais duvidam da veracidade da acusação. Para Massimo Fini, as calúnias contra Nero foram inventadas por Tácito, Suetônio e historiadores cristãos. Ao contrário do que se afirmava, Nero não promovia as lutas de gladiadores; promovia, isto sim, competições musicais e teatrais.
 
Nero considerava-se um artista e desejava ser tratado como tal. Ficaram famosas as suas festas e banquetes em que obrigava a corte a ouvir os seus poemas e cantigas. É também conhecida a sua entrega à libertinagem e a gabar-se de pretensos dotes artísticos e de cavalaria. Instituiu os jogos chamados Juvenália e Neronis, e exibia-se nos teatros e nos circos como histrião. Dentro do grupo dos seus libertinos amigos de então, contava-se Marco Sálvio Otho, futuro imperador. Nero favoreceu cultos orientais estranhos à tradição romana e recorreu fartamente aos processos por traição para confiscar bens dos ricos e nobres como forma de compensar o tesouro dos seus excessos. A sua crueldade e irresponsabilidade provocaram o descontentamento no meio militar e a oposição da aristocracia e o início da disseminação de revoltas em 65. A sua resposta foi violenta e deu origem a nova onda de assassinatos e execuções da qual foram vítimas, entre outros, Sêneca e o poeta Lucano.
 
Em 68, a sua situação como imperador era insustentável. Sérvio Sulpício Galba, o governador da província romana da Hispânia, decidiu tomar a iniciativa e marchou contra Roma, à frente de um enorme exército. O Senado seguiu o rumo dos acontecimentos e declarou Nero nefas e persona non grata, o que na prática o tornava num inimigo público, e reconheceu Galba como novo imperador. Sem apoio de nenhum dos quadrantes de Roma, Nero foi obrigado a fugir. Perseguido pela guarda pretoriana, acabou por se suicidar, auxiliado pelo seu secretário, a única pessoa que lhe permanecera fiel.
 
Nero foi o último imperador da Dinastia Julio-Claudiana. A sua morte sugeriu um período de paz, mas por pouco tempo. O ano 69 foi dominado pela guerra civil que ficou conhecido como o ano dos quatro imperadores. A paz e estabilidade política chegariam apenas com Vespasiano e com a Dinastia Flaviana.
 
 
Descendência
  • De Octávia, que mandou executar em 62 d.C. e com quem não teve filhos;
  • De Popeia, com quem casou imediatamente, também não teve filhos, terminando, assim a dinastia Julio-Claudiana.
Certa vez apaixonou-se por um escravo romano e mandou os seus guardas cortarem os órgãos genitais do rapaz para ele ficar parecendo uma moça.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Anders Celsius

 
Anders Celsius
 
 
 

Anders Celsius (27 de Novembro de 1701, faz hoje 305 anos, - 25 de Abril de 1744) foi um astrónomo sueco.
 
Celsius nasceu em Ovanåker, na Suécia. Foi professor de Astronomia na Universidade Uppsala de 1730 a 1744, mas viajou de 1732 a 1735, visitando principalmente observatórios na Alemanha, Itália e França.
 
Em 1733 publicou em Nuremberga (Nürnberg) uma colecção de 316 observações da Aurora Boreal feitas por ele próprio e outros durante os anos 1716-1732.
 
Em Paris, defendeu a medida do arco de meridiano na Lapónia, e em 1736 fez parte da expedição organizada com este intuito pela Academia Francesa de Ciências e dirigida por Pierre Louis Moreau de Maupertuis.
 
Celsius foi um dos fundadores do Observatório Astronómico de Uppsala em 1741, mas é mais conhecido pela escala de temperatura Celsius, proposta pela primeira vez num documento endereçado à Academia Real de Ciências da Suécia em 1742.
 
Morreu de tuberculose em Uppsala (uma cidade e município da Suécia, situada a cerca de 70 km a norte de Estocolmo e a quarta maior cidade na Suécia).
 
 
A escala Celsius
 
Celsius
(°C) designa a unidade de temperatura, assim denominada em homenagem ao astrónomo sueco Anders Celsius, que foi o primeiro a propô-la em 1742. A escala de temperatura Celsius foi concebida de forma a que o ponto de congelação (congelamento) da água corresponde a 0 grau, e o ponto de evaporação corresponde a 100 graus observados a uma pressão atmosférica padrão.
 
Como existem cem graduações entre esses dois pontos de referência, o termo original para este sistema foi centígrado (100 partes) ou centésimos. Em 1948, o nome do sistema foi oficialmente modificado para Celsius durante a 9° Conferência Geral de Pesos e Medidas (CR 64), tanto em reconhecimento a Celsius como para eliminar a confusão causada pelo conflito de uso do prefixos centi do SI (Sistema Internacional de Unidades) . Portanto, não é conveniente dizer "graus centígrados" mas sim "graus Celsius".
 
Enquanto que os valores de congelação e evaporação da água são aproximadamente correctos, a definição original não é apropriada como um padrão formal: ela depende da definição de pressão atmosférica padrão, que por sua vez depende da própria definição de temperatura. A definição oficial actual de Celsius define 0.01 °C como o ponto triplo da água, e 1 grau como sendo 1/273.16 da diferença de temperatura entre o ponto triplo da água e o zero absoluto. Esta definição garante que 1 grau Celsius representa a mesma diferença de temperatura que 1 Kelvin.
 
Anders Celsius propôs inicialmente que o ponto de congelação fosse 100 graus, e o ponto de evaporação 0 grau. Isso foi invertido em 1747, sob instigação de Linnaeus, ou talvez de Daniel Ekström, o construtor da maior parte dos termómetros usados por Celsius.
 
A escala Fahrenheit
 
Devido às baixas temperaturas verificadas nos países do norte da Europa, Gabriel Fahrenheit havia desenvolvido uma escala prévia para conseguir medir as baixíssimas temperaturas destas regiões.
 
Conversão
 
0 método de conversão para Fahrenheit consiste em multiplicar o valor em Celsius por 1,8 e somar 32 ao resultado. De maneira similar, para converter Fahrenheit para Celsius subtrai-se 32 e divide-se o resultado por 1,8.
 
Actualidade
 
A escala Celsius é usada quotidianamente em quase todo o mundo, apesar de ter sido chamada de centígrada até o final dos anos 1980 e início dos 1990, principalmente em previsões do tempo em redes de rádio e televisão europeias como a BBC, a ITV, e RTÉ.
 
Nos EUA e na Europa do norte, Fahrenheit é a escala preferida para medidas de temperatura no dia a dia. Deve ser notado, no entanto, que mesmo estes países usam Celsius ou Kelvin em aplicações científicas.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

James Cook

 
Retrato de James Cook por Nathaniel Dance - 1975 aprox.
 
Retrato de James Cook por Nathaniel Dance - 1975 aprox.
 
 
 

James Cook (nasceu em Marton, 27 de Outubro de 1728, faz hoje 278 anos, faleceu em Havai, 14 de Fevereiro de 1779) foi um navegador inglês, pioneiro da exploração do Oceano Pacífico, foi o responsável pela descoberta da Austrália.
 
Nasceu em Marton-in-Cleveland, Yorkshire, actualmente o maior condado histórico da Inglaterra, cobrindo aproximadamente 15 000 km², com uma população de 5 milhões de habitantes. Em 1746 mudou-se para Whitby, onde estudou náutica, matemática e astronomia. Em 1755 ingressa à marinha britânica. Excelente cartógrafo, é incumbido de fazer três viagens de circum-navegação.
 
Em 1768, no navio HMS Endeavour, foi o comandante escolhido para levar os membros da Royal Society ao Taiti, para observar o trânsito de Vénus, na primeira expedição científica pelo Pacífico. Esteve em Novembro de 1768 no Rio de Janeiro, mas os tripulantes não receberam permissão para aportar, ficando reclusos nas embarcações e sob vigia das autoridades portuguesas. O famoso naturalista Joseph Banks, que participava da expedição, teve momentos fortuitos e conseguiu recolher 320 espécies vegetais nos arredores da cidade, segundo o livro de John Hawkesworth, "An account of the voyages undertaken by the order of his Present Majesty for Making Discoveries", Londres 1773. As autoridades locais negavam a permanência de estrangeiros na colónia e o francês Louis-Antoine de Bougainville enfrentou obstáculos semelhantes quando visitou o Rio de Janeiro.
 
Após o sucesso da expedição científica, Cook prosseguiu com objectivos de exploração. Durante a viagem, descobre o arquipélago que baptiza de Ilhas Sociedade, na Polinésia Francesa, e mapeia toda a Nova Zelândia. No regresso, descobre a costa ocidental da Austrália.
 
Em 1772, Cook parte para nova circum-navegação ao comando das naus Resolution e Adventure. Durante esta viagem chega à mais baixa latitude ao sul alcançada até então (70°10''S), cruzando pela primeira vez o círculo polar Antárctico. Esta viagem resultou na descoberta das Ilhas Cook, actualmente um território sob administração da Nova Zelândia, na Polinésia. 
 
Em 1776, com os navios Resolution e Discovery, parte para o que seria a sua última missão e descobre o arquipélago do Havai, que chama de Sandwich. Costeia a América e atravessa o Estreito de Bering, chegando ao Árctico. No regresso ao Havai, Cook é morto num confronto com nativos.
 
Cook ficou conhecido pela preocupação com a saúde e a alimentação da sua tripulação. Na sua primeira viagem nenhum membro da tripulação morre de escorbuto, doença causada pela falta de ácido ascórbico no organismo e responsável pela morte de muitos marinheiros até o século XVIII. Ele é considerado o pai da Oceania.
 
A ambição me leva a ir não só mais longe do que qualquer outro homem antes de mim já foi, mas até tão longe quanto creio ser possível a um homem ir. - O diário do capitão James Cook.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Madre Teresa de Calcutá

 
Madre Teresa de Calcutá
 

Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.
 
Considerada a missionária do século XX, concretizou o projecto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direcção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.
 
O início de uma jornada
 
Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto.
 
No dia 24 de Maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no facto de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
 
De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se reflectiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de Maio de 1937.
 
Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
 
Em 1946, decidiu reformular a sua trajectória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objectivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sari (veste das mulheres indianas, constituída por uma longa peça de pano que lhes cobre todo o corpo). Como princípios, adoptou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.
 
Começou a sua actividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.
 
No dia 21 de Dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.
 
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.
 
Um serviço ao mundo
 
Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.
 
Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação da Madre Teresa de Calcutá e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
 
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de Outubro de 1979, faz hoje 27 anos.
 
Morreu com 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de Março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de Outubro de 2003, o Vaticano beatificou Madre Teresa.
 
Hoje a sua Congregação reúne 3 mil freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Papa João Paulo II

 
Papa João Paulo II
 
 

Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła, (Wadowice, Polónia, 18 de Maio de 1920 - Vaticano, 2 de Abril de 2005) foi o Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana de 16 de Outubro de 1978, faz hoje 28 anos,  até à data da sua morte. Sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro Papa não italiano em 450 anos (desde o holandês Adriano VI, no século XVI). Teve o 3.º papado mais longo da história do catolicismo. O seu funeral foi o maior de um Chefe de Estado em toda a história.
 
História pessoal
 
Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Sul da Polónia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyla. O seu irmão Edmund, ao formar-se em medicina, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal.
 
Em 1929, perderia a mãe Emília, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
 
Manifestando interesse pelo teatro — cuja participação potenciava apoios à Resistência Polaca contra o nazismo —, pela música popular e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação nazi, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha nazista. Atleta (chegou a actuar como guarda-redes de futebol numa equipe amadora de Wadowice), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946 pelo então Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.
 
Foi docente de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e posteriormente na Universidade Católica de Lublin. Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a Cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
 
Eleição
 
Quando da morte de Paulo VI, que aconteceu no dia 6 de Agosto de 1978, esteve presente no conclave de 26 de Agosto de 1978, que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da história. Trinta e três dias depois de votar no conclave, no dia 28 de Setembro de 1978, o então cardeal de Cracóvia Karol Wojtyła ficou sabendo da triste – e até hoje suspeita – morte de João Paulo I pelo aviso do seu motorista particular. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978.
 
O conclave que se sucedeu ao inesperado falecimento do Papa João Paulo I foi dominado por duas correntes que tiveram como candidatos o conservador Arcebispo de Génova Giuseppe Siri e o mais liberal Arcebispo de Florença Giovanni Benelli. Crê-se que a eleição de Karol Wojtiła tenha sido uma solução de compromisso e constituiu uma surpresa. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
 
No fundo, foi o Papa mais novo desde Pio IX, porque ele foi eleito na época com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; para muitos tem o carisma do Papa João XXIII; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; escreveu 14 encíclicas.
 
 
Brasão e Lema
  • Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma cruz latina de jalde adestrada acompanhada de uma letra M de mesmo, no cantão senestro da ponta. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: TOTVS TVVS, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
  • Interpretação: O escudo obedece ás regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra M representa a Virgem Maria, co-redentora do género humano, que esteve todo o tempo junto à cruz de seu Filho (“Iuxta crucem lacrimosa” Cf. Jo 19,25), sendo de jalde (ouro), tem o significado já descrito deste metal. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do Papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-hei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema TOTVS TVVS, é uma expressão da imensa confiança do Papa na Mãe de Deus : “Sou todo teu, Maria”, sendo que ele colocou toda a sua vida sacerdotal sob a protecção da Virgem.
 
Pontificado
 
Com mais de 26 anos, é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. Tornando-se, com o seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação, o Papa mais popular da história.
 
A primeira metade do pontificado fica marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Na segunda metade é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres.
 
Criticou a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento, e em especial a Teologia da Libertação. Em visita à Nicarágua, João Paulo II chegou a discutir com fiéis, e depois de condenar a participação de padres católicos no governo sandinista foi vaiado.
 
"Não é possível compreender o homem a partir de uma visão económica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de Novembro de 2002.
 
Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e também as condenações à pena capital".
 
Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
 
Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo, João Paulo II enfrentou no entanto acusações de «proselitismo agressivo» feitas pelo mundo Ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma «viragem» nas relações entre as duas religiões. Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar ao Muro das Lamentações em 26 de Março de 2000, em Jerusalém e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
 
Na década de 1980, os líderes da União Soviética estavam a fazer planos para matar o pontificado. Como estratégia, o serviço secreto russo negou as acusações feitas pelo Parlamento da Itália. As acusações foram negadas pelo ultimo chefe da KGB da União Soviética.
 
Visitas ao Brasil
 
O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes. Na primeira vez chegou ao meio-dia do dia 30 de Junho de 1980 e percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30.000 km. Entrou por Brasília e partiu por Manaus. A segunda foi entre 12 e 21 de Outubro de 1991. O Papa não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado, mas no Brasil ele quebrou a tradição. Visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Esteve também no Brasil entre 2 e 6 de Outubro de 1997. O Papa sempre demonstrou grande amor pelo Brasil, o país com mais católicos no mundo. Inclusive, na sua primeira visita, chegou a demonstrar o seu apoio ao movimento sindical então liderado por Lula, em aberto desafio ao governo militar brasileiro – uma situação parecida com a da sua Polónia natal. O marco dessas visitas ao país foi a música entoada por todo o povo brasileiro: "A bênção, João de Deus", composta por M. Marciel. A música retrata o carinho de uma nação pelo Papa. A música ganhou tanta notoriedade que até hoje é entoada pela torcida do Fluminense, que clama pelo apoio do Papa João Paulo II não só nos momentos de maior dificuldade, mas também nos momentos de maior alegria.
 
Visitas a Portugal
 
A primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior, em plena Praça de São Pedro, no altar da Nossa Senhora de Fátima
. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.
 
Em 14 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Em 15 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga.
 
Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
 
Beatificação
 
No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção ao caso da beatificação de João Paulo II (tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá) e abriu mão do que diz o código de direito Canónico, abrindo, assim, o seu processo de beatificação em 28 de Junho do mesmo ano.
Fonte: Wikipédia.  
 
 
Nota:
  
Porque foi um pormenor que muitos viram, como eu, numa reportagem na TV, e que certamente recordarão, transcrevo, por achar útil, como complemento ao presente post, este comentário inserido no mesmo, embora de autor anónimo:
 
[ De eu_mesmo a 16 de Outubro de 2006 às 15:26
Caríssimo,
Deixo este comentário sem mais comentários.
 
Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.

(João Paulo II, mensagem deixada entre as pedras do Muro das Lamentações (Kotel), em Jerusalém, a 26 de Março de 2000).]
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:21
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Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

O PoSAT-1

 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português
 
PoSAT-1 ...  o primeiro satélite português ... fonte da imagem
 
 
 

O PoSAT-1 é o primeiro satélite português, entrou em órbita em 26 de Setembro de 1993, (faz hoje 13 anos) por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do foguetão.
 
O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.
 
Fernando Carvalho Rodrigues nasceu a 28 de Janeiro de 1947 em Casal de Cinza, freguesia do concelho da Guarda, Portugal. É professor da Universidade Independente em Lisboa. Conhecido como o «pai do satélite português», é, na realidade, o responsável máximo pelo consórcio PoSAT que constitui e lançou o primeiro satélite português em 26 de Setembro de 1993.
 
A Missão
 
A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.
 
Composição
 
O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.
 
Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contem 1344 células de GaAs.
 
Números
  • Velocidade7,3 km por segundo.
  • Órbita:  dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.
Morte
 
A morte física PoSAT-1 prevê-se para 2043. O Satélite de repente, descerá de órbita,  de dia para dia, até que grande parte deve desintegrar-se na atmosfera.
 
Imagem de Satélite em Tempo real:
(carregue em "Choose satellite", seleccione POSAT, depois "View Earth from Satellite" )
 
Percurso do satélite português POSAT 1 em tempo real.
(clique nas várias opções de visualização - zoom ( +  - ), Satellite, Hybrid...
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006

Joseph Cugnot

 
A locomotiva de Cugnot


A locomotiva de Cugnot

A locomotiva de Cugnot
 
 

Nicolas-Joseph Cugnot (nasceu em 25 de Setembro de 1725, faz hoje 281 anos, faleceu em 2 de Outubro de 1804) foi um inventor francês que construiu o que poderá ter sido o primeiro veículo auto-propulsionado do mundo.
 
Cugnot nasceu em Poid, Meuse, Lorraine. A Lorena (francês Lorraine ) é uma região do nordeste da França. A única região francesa a possuir fronteiras com três outros países: a Bélgica (Valónia), o Luxemburgo e a Alemanha (länder de Sarre e Renânia-Palatinado). Ela é também vizinha de três regiões francesas: Alsácia, Champanha-Ardenas e Franche-Comté.
 
Foi engenheiro militar e fez experiências com modelos de máquinas a vapor. Estas experiências destinavam-se ao transporte de pesados canhões para o Exército Francês. Corria o ano de 1765.
 
Cugnot parece ter sido o primeiro a conseguir converter o movimento de um piston num movimento rotativo.
 
Uma versão funcionável da sua máquina a vapor, circulou em 1769 e no ano seguinte construiu uma versão melhorada. Este veículo tinha capacidade para carregar até 4 toneladas à velocidade de 4 km por hora; tinha dois pares de rodas atrás e um na frente que suportavam a caldeira e era dirigido por um leme. Em 1771, o seu veículo bateu contra uma parede de tijolos, ficando conhecido como o primeiro acidente automóvel do mundo. Este acidente, juntamente com problemas financeiros, puseram termo às experiências do exército francês com veículos mecanizados; no entanto, no ano seguinte, Luís XV atribuiu a Cugnot uma pensão de 600 francos anuais, como prémio pelo seu trabalho inovador.
 
Com a Revolução Francesa, a pensão foi-lhe retirada em 1789 e o inventor exilou-se em Bruxelas, onde viveu na pobreza. Pouco antes da sua morte, voltou a Paris a convite de Napoleão Bonaparte, onde veio a morrer.
 
A máquina de Cugnot de 1770 encontra-se preservada em Paris no ‘Conservatoire des Arts et Metiers’.
Fonte: Wikipédia.
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Domingo, 3 de Setembro de 2006

Alves dos Reis

 
Artur Virgílio Alves dos Reis nasceu em Lisboa em 3 de Setembro de 1898 - fazia hoje 108 anos - e faleceu em Julho de 1955.
 
Foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo.

 
Recorde o que já publiquei sobre este assunto, em:
 
6 de Dezembro de 2005
 
20 de Julho de 2005,  com maior desenvolvimento deste caso.
 
 
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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2006

Louis Armstrong

 
Louis Armstrong - no ano de 1930
 
 
 

Louis Armstrong  (4 de Agosto de 1901, Nova Orleans - 6 de Julho de 1971, Nova Iorque) foi um músico dos Estados Unidos da América.
 
Biografia

Trompetista e cantor de jazz americano. É conhecido pelo pseudónimo de Satchmo. Quando era criança e a viver em condições miseráveis, começou a cantar em locais públicos de Nova Orleans com alguns companheiros.
 
Em 1917 ingressa numa orquestra, a de Kid Ory. A partir de então inicia uma carreira de continuados êxitos, primeiro no conjunto de King Oliver e depois no de Fletcher Henderson.
 
Em 1925 forma o seu próprio grupo, chamado Hot Five. Nos anos 30 é o precursor da passagem do estilo polifónico tradicional de Nova Orleans para a preponderância do solista, característica esta das modernas correntes do jazz. Grava mais de um centena de discos e intervém numa quinzena de filmes.
 
Gravou três composições com Ella Fitzgerald: Ella and Louis, Ella and Louis Again e Porgy and Bess.
 
De entre as muitas gravações, destacam-se:
 
"Stardust", "What a Wonderful World", "When The Saints Go Marching In", "Dream a Little Dream of Me", "Ain't Misbehavin'", e "Stompin' at the Savoy".
 
 
 
What a wonderful world
 
Louis Armstrong

(tradução da música de fundo actualmente neste blog)
 
Que mundo maravilhoso
 
Vejo árvores verdes
Rosas vermelhas também
Vejo-as desabrochar para mim e para você
E penso comigo
Que mundo maravilhoso
Vejo céus azuis
E nuvens brancas
O abençoado dia brilhante
A sagrada noite escura
E penso comigo
Que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris
Tão lindas no céu
Estão também nas faces
Das pessoas que passam
Vejo amigos cumprimentando-se
Dizendo "Como vai você?"
Na verdade estão dizendo:
"Eu te amo"
Escuto bébés chorarem
Observo crescerem
Eles aprenderão muito mais
Do que eu jamais aprenderei
E eu penso comigo
Que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo
Que mundo maravilhoso !
 
Música: - What A Wonderful World - Louis Armstrong
Publicado por: Praia da Claridade às 00:27
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