Terça-feira, 11 de Julho de 2006

As siglas poveiras

 
Exemplo de siglas poveiras hereditárias numa família de quatro filhos. A posição dos piques varia consoante a família.
 
                Exemplo de siglas poveiras,                    
    hereditárias numa família de quatro filhos.         
  A posição dos piques varia consoante a família.

 
 

As siglas poveiras ou marcas poveiras são uma forma de "proto-escrita primitiva", tratando-se de um sistema de comunicação visual simples usado na Póvoa de Varzim durante séculos, em especial nas classes piscatórias. Para se escrever usava-se uma navalha e eram escritas sobre madeira, mas também poderiam ser pintadas, por exemplo, em barcos ou em barracos de praia.
 
No passado, era também usado para recordar coisas; eram conhecidas como a «escrita» poveira, mas não formavam um alfabeto, funcionando tal como os hieróglifos; usada porque muitos pescadores eram desconhecedores do alfabeto latino, e assim as runas adquiriram bastante utilidade. Por exemplo, era usadas pelos vendedores no seu livro de conta fiada, sendo lidas e reconhecidas como reconhecemos um nome escrito em alfabeto latino. Os valores em dinheiro eram simbolizados por rodelas e riscos designando vinténs e tostões, respectivamente; e desenhados depois da marca de um dado indivíduo.
 
 
História
 
As siglas terão entrado em uso na Póvoa de Varzim devido à colonização viking entre os séculos IX e X e permanecido na comunidade devido à prática da endogamia e protecção cultural por parte da população.
 
Os vikings (por vezes usa-se a forma aportuguesada viquingues ou ainda varegues) eram guerreiros-marinheiros da Escandinávia que entre o final do século VIII e o século XI pilharam, invadiram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa e ilhas Britânicas. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles também fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente.
 
As marcas poveiras  eram usadas como brasão ou assinatura familiar para assinar os seus pertences – também existiram na Escandinávia, onde eram chamados de "bomärken".
 
As siglas foram estudadas, pela primeira vez, por António dos Santos Graça no seu livro «Epopeia dos Humildes». Editado em 1952, o livro contém centenas de siglas e a história e tragédia marítima poveiras. Outras das suas obras são "O Poveiro" (1932), "A Crença do Poveiro nas Almas Penadas" (1933) e "Inscrições Tumulares por Siglas" (1942).
 
 
Herança da marca
 
As siglas são brasões de famílias hereditários, transmitidos por herança de pais para filhos, têm simbolismo e só os herdeiros podem usar.
 
As siglas eram passadas do pai para o filho mais novo, aos outros filhos eram dadas a mesma sigla mas com traços, chamados de «pique». Assim, o filho mais velho tem um pique, o segundo dois, e por aí em diante, até ao filho mais novo que não teria nenhum pique, herdando assim o mesmo símbolo que o seu pai.
 
Na tradição poveira, que ainda perdura, o herdeiro da família é o filho mais novo tal como na antiga Bretanha e Dinamarca. O filho mais novo é o herdeiro dado que é esperado que tome conta dos seus pais quando estes se tornassem idosos.
 
 
Siglas e religião
 
Locais úteis para o estudo das siglas são os templos religiosos localizados não só na cidade e no seu concelho, mas também por todo o noroeste peninsular, em especial no Minho (em Portugal), mas também na Galiza (Espanha).
 
Os Poveiros, ao longo de gerações, costumavam gravar nas portas das capelas perto de areais ou montes a sua marca como documento de passagem, como se pode verificar na Nossa Senhora da Bonança, em Esposende, e Santa Trega (Santa Tecla) no monte junto a La Guardia, Espanha. A marca serviria para como que os poveiros que mais tarde a vissem, que passou por ali ou para trazer boa ventura a si mesmos pelo santo que fora venerar.
 
Em 23 de Setembro de 1991 é inaugurada nas festividades de Santa Trega, uma escultura em honra às siglas poveiras que recorda a antiga porta coberta de siglas da capela de Santa Trega, por forma a perdurar o que tinha sido perdido. Com a inauguração veio da Póvoa de Varzim uma expedição a bordo da lancha poveira "Fé em Deus", cujos pescadores subiram ao Trega e oraram na ermida dedicada à padroeira do Monte. Os montes perto da costa, por serem visíveis do mar, têm importância na religiosidade dos poveiros. Outrora, os pescadores iam ao monte rezar à santa num ritual com cantigas por forma a mudar os ventos para que pudessem regressar a casa.
 
Os templos de Senhora da Abadia e São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, São Torcato, em Guimarães e Senhora da Guia, em Vila do Conde tem todos também a marca de siglas poveiras durante a sua história.
 
No concelho, estas siglas podem ainda ser encontradas em especial na Igreja Matriz (desde 1757), mas também na Igreja da Lapa na cidade e na Capela de Santa Cruz em Balasar.
 
A mesa da sacristia da antiga Igreja da Misericórdia que serviu de Matriz até 1757 guardava em si milhares de siglas que serviriam para um estudo mais pormenorizado, mas foi destruída quando a igreja foi demolida. Os poveiros escreviam a sua sigla na mesa da igreja matriz quando se casavam como forma a registar o evento.
 
 
Marcas de peixe
 
O peixe apanhado na rede pertencia ao seu proprietário, quer seja lanchão ou sardinheiro; os peixes eram assim marcados com sigla e entregues às mulheres dos donos da rede. As marcas de peixe são golpes feitos em forma de sigla no peixe em diferentes pontos.
 
A tripulação de cada barco tinha também uma sigla que era usada por todos os tripulantes, caso estes mudassem de barco passariam a usar a sigla desse barco.
 
 
Uso actual de siglas
 
Apesar de já não ter o uso de outrora, alguns banheiros ainda colocam a sua marca familiar nos barracões, acontecendo o mesmo dentro do núcleo familiar com os pertences em algumas famílias típicas. A Casa dos Pescadores da Póvoa de Varzim ainda aceita as siglas como formas correctas de assinatura.
 
No entanto, não existe contudo uma política de salvaguarda por parte do município. Pelo contrário, com a recente reestruturação dos barracões, muitas das siglas dos concessionários desapareceram das praias.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:12
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Segunda-feira, 10 de Julho de 2006

O Calado do navio

 
Marcas de calado no casco de um navio
 
Marcas de calado no casco de um navio
 
 

Calado é a designação dada à profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação. O calado mede-se verticalmente a partir de um ponto na superfície externa da quilha.
 
Em função do ponto da embarcação e da forma de medição existem diversas formas de expressar o calado. As mais comuns são:
  • Calado a meia-nau — distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa do navio medida na secção a meia-nau, isto é, a meio comprimento entre as perpendiculares dos pontos extremos da proa e popa. Em geral não correspondendo ao calado médio, o qual é a média aritmética dos calados medidos sobre as perpendiculares a vante e a ré do navio.
  • Calado máximo — distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha do navio medida quando este estiver na condição de deslocamento em plena carga (ou deslocamento máximo).
  • Calado médio — média aritmética dos calados medidos sobre as perpendiculares a vante e a ré.
  • Calado mínimo — distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha do navio medida quando este estiver na condição de deslocamento mínimo.
  • Calado moldado — distância vertical entre a superfície da água e a linha da base moldada do casco. É utilizado no cálculo dos deslocamentos e para a determinação das curvas hidrostáticas da embarcação.
  • Calado normal — distância vertical entre a superfície da água e a parte mais baixa da quilha de uma embarcação, quando esta está com o seu deslocamento normal.
O conhecimento do calado do navio em cada condição de carga e de densidade da água (em função da salinidade e temperatura) é fundamental para determinar a sua navegabilidade sobre zonas pouco profundas, em especial nos portos e em canais.
 
O calado, acrescido de um valor de segurança (o pé de piloto), determina os portos onde o navio pode entrar e as barras e canais que pode atravessar em cada condição de maré.
 
Nalguns casos é obrigatório inscrever no costado das embarcações um conjunto de marcas e de informações sobre calado por forma a que as autoridades portuárias possam controlar a segurança da operação dos navios e o estado de carga (a marca de carga - por vezes designada linha Plimsoll - determina a linha de água segura para cada carga e densidade esperada da água).
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Domingo, 9 de Julho de 2006

Barco Moliceiro, Moliço e Ovos Moles

 

Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
Barcos Moliceiros atracados na Ria de  Aveiro - Portugal
 
 

Moliceiro é o nome dado aos barcos que circulam na Ria de Aveiro, originalmente para a apanha do moliço, mas actualmente mais usados para fins turísticos. É um dos "ex-libris" de Aveiro, em conjunto com os Ovos Moles e a Universidade de Aveiro. De entre os barcos típicos da região, o moliceiro é considerado o mais elegante; apesar da decoração colorida e humorística, é um barco de trabalho.
 
A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira. A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. Abarca 11.000 hectares, dos quais 6.000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Nela desaguam o Rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características de Aveiro.
 
Moliço é o nome dado às plantas aquáticas que são colhidas para serem usadas na agricultura. Esta palavra provém do Latim "mollis", que expressa a qualidade de mole. A designação de moliço é geralmente usada para as plantas vasculares que crescem submersas em água salgada, que em Inglês são designadas por "seagrass", mas pode também ser aplicada às algas que crescem no meio dessas plantas. Um caso diferente é o de outras algas, incluindo algas do género "Sargassus", designadas por sargaço, que eram colhidas na zona de rebentação das praias do norte de Portugal, também para utilização na agricultura. O moliço era particularmente importante na laguna costeira da Ria de Aveiro, situada na costa do norte de Portugal. Ali o moliço era colhido em grandes quantidades, por ancinhos arrastados a partir de um barco moliceiro. As plantas mais abundantes no moliço pertenciam ao género "Zostera", com destaque para "Z.noltii" (cirgo), mas também incluía outras plantas aquáticas tolerantes de água salgada, como são a "Ruppia" e o "Potamogeton". Nos séculos XIX e XX, a colheita de moliço teve um papel importante ao remover nutrientes de plantas da Ria de Aveiro, ajudando a estabilizar esta laguna eutrófica. O barco moliceiro pertence à família de barcos pequenos de origem mediterrânica designados por bateiras. O aspecto mais fascinante deste barco são as pinturas ornamentais, que seguem uma tradição popular bem estabelecida.
 
Ovos Moles é um doce típico da cidade de Aveiro. Doce Regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Desde o início da linha de caminho de ferro Porto-Lisboa que é tradicional a sua venda na paragem dos comboios da estação de Aveiro, feita por mulheres usando trajes regionais.
 
A «massa de doce de ovos» é comercializada em barricas de madeira pintadas exteriormente com barcos moliceiros e outros motivos da Ria de Aveiro. Também se apresenta em tacinhas de cerâmica e ainda envolvida em hóstia (massa especial de farinha de trigo), moldada nas mais diversas formas de elementos marinhos, como amêijoas, peixes, bateiras, conchas e búzios, que são passados por uma calda de açúcar para os tornar opacos a dar mais consistência.
 
A massa do doce de ovos usada, embora consistente, é muito cremosa e obtida exclusivamente através de açúcar em ponto e gemas de ovos muito frescos, na sua confecção, não deve ser mexida em círculo (para não ficar estriada), mas aproximando e afastando a colher do operador.
 
Às gemas de ovos, depois de cuidadosamente separadas das claras e misturadas, junta-se cerca de metade do peso de açúcar em ponto, de «estrada» a «bola rija», já frio. Mexendo sempre para o mesmo lado com a colher de pau, evitando os círculos, leva-se ao lume até se ver o fundo da caçarola de cobre.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

A Caravela

 
Caravela Vera Cruz a navegar no rio Tejo, Lisboa - Portugal
 
Caravela Vera Cruz a navegar no rio Tejo, Lisboa - Portugal
 
 
 

A caravela foi uma embarcação usada pelos portugueses e espanhóis durante a Era dos Descobrimentos. Segundo alguns historiadores o vocábulo é de origem árabe carib (embarcação de porte médio e de velas triangulares — velame latino). De acordo com outros, no entanto, a palavra seria derivada de carvalho, a madeira usada para construir as embarcações.
 
A caravela era um navio rápido, de fácil manobra, apto para à bolina (ver aqui ), de proporções modestas e que, em caso de necessidade, podia ser movido a remos. Eram navios de pequeno porte, de dois mastros, um único convés e ponte sobre-elevada na popa; deslocavam 50 toneladas. As velas «latinas» (triangulares) eram duas vezes maiores que as das naus, o que lhes permitia ziguezaguear contra o vento e, consequentemente, explorar zonas cujo regime dos ventos era desconhecido. Apetrechada com artilharia, a caravela transformou-se mais tarde em navio mercante para o transporte de homens e mercadorias.
 
Gil Eanes utilizou um barco de vela redonda, mas seria numa caravela que Bartolomeu Dias dobraria o Cabo da Boa Esperança (ver aqui ), em 1488. É de salientar que a caravela é uma invenção portuguesa, em conjunto com os conhecimentos que haviam adquirido dos árabes.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:45
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

A Popa de um navio

 
A popa de um navio moderno
 
A popa de um navio moderno
 
 

A popa é a secção traseira de uma embarcação, sendo tecnicamente definida como a área construída entre o painel de popa e as alhetas da embarcação. O termo popa é por vezes utilizado para designar genericamente toda a secção localizada a ré da meia-nau.
 
Por razões funcionais a popa sempre foi a localização do aparelho de manobra do navio, em especial do leme e da respectiva roda do leme, que antes do desenvolvimento das tecnologias de movimento hidráulico não podiam ser manobrados de muito longe.
 
Por extensão, e para permitir maior proximidade à zona de manobra, ao mesmo tempo que aproveitava a zona mais abrigada do navio e menos sujeita a balanço, a popa passou a ser a localização preferida para a instalação dos aposentos do capitão e dos seus oficiais. Tal levou a que o castelo de popa, nome porque era designada a superstrutura localizada a ré, passasse a ser em extremo elaborada, com grandes janelas decorativas, lanternas, talhas e outros sinais da ostentação. Os passageiros importantes eram acomodados no castelo de popa, sendo-lhe também ali servidas as refeições.
 
Nos navios de guerra, a concentração da oficialidade no castelo de popa transformou-se numa vulnerabilidade, já que em batalha atingir o castelo de popa com uma bordada era seguro que causaria baixas importantes. Daí que as tácticas navais de combate da época da navegação à vela privilegiassem o assalto ao castelo de popa.
 
Tradicionalmente é também à popa que se coloca a bandeira de registo do navio (embora durante a navegação esta possa ser movida para o mastro principal) e se inscreve o nome e porto de registo da embarcação. Os antigos navios tinham à popa, sobre a bandeira, uma lanterna, por vezes de grandes dimensões e grande valor decorativo (hoje substituída por uma simples lâmpada de sinalização sobre a bandeira).
 
Na primeira metade do século XIX a popa dos navios foi sendo progressivamente arredondada, sendo abandonados os tradicionais "castelos de popa". Com o advento dos navios movidos a hélice posterior, a popa transformou-se numa área de localização de equipamentos, o que abrigou à transferência para a meia-nau dos alojamentos do capitão e oficiais e das messes que tradicionalmente eram aí localizados.
 
Nos modernos paquetes, a popa é em geral utilizada para localizar restaurantes e outras estruturas de lazer e convívio pois tem a vantagem de permitir a visibilidade desimpedida de quaisquer estruturas em três direcções. Sobre as estruturas de popa são em geral localizadas as piscinas e outras estruturas descobertas pois com o movimento do navio esta secção é a mais abrigada do vento (neste caso do vento relativo dada a velocidade de deslocação).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:18
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Domingo, 2 de Julho de 2006

O Astrolábio

 
Astrolábio persa do século XVIII
 
Astrolábio persa do século XVIII



O astrolábio é um instrumento naval antigo, usado para medir a altura dos astros acima do horizonte. Inventado por Hipátia de Alexandria (filósofa neoplatónica residente em Alexandria). Era usado em astrologia e astronomia. Mais tarde foi simplificado e substituído pelo sextante (instrumento astronómico usado para determinar a latitude, substituindo o astrolábio - ele mede a distância angular, como a altura do Sol, da Lua e das estrelas. O sextante foi inventado simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1731).
 
Também era utilizado para resolver problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era formado por um disco de latão graduado na sua borda, num anel de suspensão e numa mediclina (espécie de ponteiro). O astrolábio náutico era uma versão simplificada do tradicional e tinha a possibilidade apenas de medir a altura dos astros para ajudar na localização em alto mar.
 
Não existem vantagens nem desvantagens entre esses instrumentos antigos de navegação; de certa forma são instrumentos perfeitos que atendem às suas funções. A função do astrolábio é uma, e a do quadrante é outra. A única diferença (interpretada como vantagem ) é o facto de um ser um instrumento terrestre para usar numa ilha ou num continente e mirar uma determinada estrela próximo ao pólo, Estrela Polar, e o outro um instrumento de bordo mais fácil de trabalhar para calcular a passagem meridiana com a sombra do Sol. Ambos funcionavam bem tanto no hemisfério sul como no hemisfério norte, mas principalmente o astrolábio, pelo seu peso, é indicado para funcionar embarcado, capaz de permanecer na vertical apesar do balanço do navio !
 
O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoas; consistia em grande círculo, por cujo interior corria uma régua; um homem suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o Sol enquanto outro lia os graus marcados no círculo.
 
O astrolábio moderno de metal foi inventado por Abraão Zacuto, em Lisboa, a partir de versões pouco precisas árabes.
 
Abraão ben Samuel Zacuto foi um rabino, astrónomo, matemático e historiador judeu que serviu na corte do Rei D. João II de Portugal.
 
Biografia
 
Nasceu em Salamanca, Espanha em c. 1450. Estudou astronomia e tornou-se Professor dessa cadeira na Universidade de Salamanca, e mais tarde nas de Saragoça e Cartagena. Também se formou em Lei Judaica e tornou-se Rabino.
 
Rabino, dentro do Judaísmo, significa "professor, mestre" ou, literalmente, "grande". A palavra "Rabbi" ("Meu Mestre") deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico significa "grande" ou "distinto (em conhecimento).
 
Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492, Zacuto refugiou-se em Lisboa, Portugal. Foi chamado à Corte e nomeado Astrónomo e Historiador Real pelo Rei D. João II, cargo que exerceu até ao reinado de D. Manuel I. Foi consultado por este monarca acerca da possibilidade de uma viagem por mar até à Índia, que apoiou e encorajou.
 
Zacuto seria dos poucos a conseguir fugir de Portugal após as conversões à força e proibições de emigração que Dom Manuel I impôs aos judeus portugueses. Morreu no Império Otomano c. 1510.
 
Obra
 
Abraão Zacuto foi o autor de um novo e melhorado Astrolábio, que ensinou os navegantes portugueses a utilizar, e também de melhoradas tábuas astronómicas que ajudaram a orientação das caravelas portuguesas no alto-mar, através de cálculos a partir de observações com o Astrolábio.
 
As suas contribuições salvaram sem dúvida a vida de muitos marinheiros portugueses e permitiriam as descobertas do Brasil e da Índia.
 
Ainda em Espanha, escreveu e publicou um tratado notável de astronomia em hebreu, com o título "Ha-jibbur Ha-gadol".
 
Publicou na tipografia de Leiria (Portugal), de Abraão de Ortas, em 1496, a obra "Bi'ur Lu?ot"  ou, em Latim, "Almanach Perpetuum", que viria a ser traduzida em Latim e Castelhano. Neste livro viriam as tábuas astronómicas para os anos de 1497 a 1500, que foram utilizadas, juntamente com o seu astrolábio melhorado de metal, por Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral nas suas viagens.
 
Em 1504, na Tunísia, escreveu uma História dos Judeus, "Sefer ha-Yu?asin", desde a Criação do Mundo até 1500, e ainda vários tratados astronómicos.
 
Esta História foi muito respeitada e republicada em Cracóvia em 1581, em Amesterdão em 1717, e em Königsberg em 1857. Em Londres também foi publicada uma edição no ano de 1857.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:58
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006

A Água do Mar

 
MAR  ( Oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz - Portugal )
 
 
 

Água do mar é a água de um mar ou de um oceano. Em média, a água do mar de todo o mundo tem uma salinidade de 35 (3,5%). Isto significa que para cada litro de água do mar há 35 gramas de sais dissolvidos (a maior parte é cloreto de sódio, NaCl). Esta água não é potável, devido à sua alta concentração de sais, que podem desidratar uma pessoa.
 
A água do mar não tem salinidade uniforme ao redor do globo. A água menos salina do planeta é a do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. O mar mais salino é o Mar Vermelho, no Médio Oriente, onde o calor aumenta a taxa de evaporação na superfície, e há pouca descarga fluvial.
 
 
A origem da salinidade do oceano
 
As teorias científicas para explicar as origens do sal marinho começaram com Edmond Halley, em 1715, que propôs que os sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, tendo sugado da terra por queda da chuva, "lavando"  as rochas. Ao alcançar os oceanos estes sais seriam retidos e concentrados pelo processo de evaporação que removem a água - ciclo hidrológico - (ciclo hidrológico é o nome que se dá ao movimento da água entre os continentes, oceanos e a atmosfera). Halley notou que do pequeno número de lagos no mundo que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio), a maioria têm alto teor de sais. Halley denominou este processo de "intemperismo continental". Intemperismo é um conjunto de fenómenos físicos e químicos que levam à transformação dos minerais e portanto das rochas.
 
A teoria de Halley estava correcta em parte. Em adição, o sódio foi sugado do fundo do oceano quando os oceanos se formaram. A presença dos outros elementos dominantes como cloreto, resultaram do escape de gases do interior da Terra (na forma de ácido clorídrico), por vulcões e fontes hidrotermais. O sódio e o cloreto então combinaram-se para formar o constituinte mais abundante da água do mar.
 
A salinidade do oceano tem ficado estável por milhões de anos, provavelmente como uma consequência de um sistema tectónico/químico que recicla o sal. Desde o surgimento do oceano, o sódio não é mais trazido do fundo do oceano, mais é capturado de camadas sedimentares que cobrem o leito do oceano. Uma teoria diz que a tectónica de placas faz com que o sal seja forçado para baixo das massas continentais, onde é lentamente sugado de volta à superfície.
 
 
Composição química
 
A ciência que estuda a composição química dos oceanos e as concentrações dos compostos na água do mar chama-se oceanografia química. A água do mar tem composição química quase constante. Há um pouco mais de 70 elementos dissolvidos na água do mar, mas apenas seis desses constituem mais de 90% dos sais dissolvidos; todos ocorrem como iões.
 
Os cientistas estudam principalmente os macronutrientes na água do mar (nitrogénio, fósforo e enxofre), já que são os mais importantes para a vida marinha, principalmente para as plantas, que são a base da produção primária. Mas os micronutrientes também são largamente estudados, uma vez que, devido às suas baixas concentrações, podem tornar-se limitantes para vários tipos de organismos marinhos.
 
 
Principais iões salinos da água do mar
 
-  Cloreto (Cl-):   55,04 %m  (%m significa percentagem em massa)
-  Sódio (Na+):   30,61 %m
-  Sulfato (SO42-):   7,68 %m
-  Magnésio (Mg2+):   3,69 %m
-  Cálcio (Ca2+):   1,16 %m
-  Potássio (K+):   1,10 %m
 
 
Gases dissolvidos na água do mar
 
A água do mar também contém pequenas quantidades de gases dissolvidos, principalmente nitrogénio, oxigénio e dióxido de carbono. A água, a uma dada temperatura e salinidade, está saturada com gás quando a quantidade de gás que se dissolve na água é igual à quantidade que sai ao mesmo tempo. A água do mar superficial está geralmente saturada com gases atmosféricos, como oxigénio e nitrogénio. A quantidade de gás que pode se dissolver na água do mar é determinada pela temperatura e salinidade da água. Aumentando-se a temperatura ou a salinidade reduz-se a quantidade de gás que pode ser dissolvido.
 
Uma vez que a água afunda para baixo da superfície oceânica (por exemplo, por se tornar mais densa pela evaporação), os gases dissolvidos não podem mais ser trocados com a atmosfera. A quantidade de gás num dado volume de água permanecerá inalterado, excepto pelo movimento das moléculas de gás através da água  -  difusão (processo lento), ou pela mistura da água com outras massas de água que contêm diferentes teores de gases dissolvidos.
 
Em geral, o nitrogénio e raros gases inertes (árgon, hélio, etc.) comportam-se dessa maneira  - as suas concentrações são conservativas e somente afectadas por processos físicos. Em contraste, alguns gases dissolvidos são não-conservativos e participam activamente em processos químicos e biológicos que modificam as suas concentrações. Exemplos são o oxigénio e o dióxido de carbono  -  libertados e usados a diversas taxas nos oceanos, especialmente pelos organismos.

-  Os oceanos (pela sua dimensão, mas também as massas de água continentais) têm um papel muito importante no equilíbrio do dióxido de carbono na atmosfera terrestre. Este gás têm a propriedade de reagir com os iões presentes na água para formar iões bicarbonato. Dessa maneira, quando há excesso de dióxido de carbono na atmosfera, ele é "absorvido" pela água que se torna um reservatório de carbono. Quando a biomassa vegetal na água aumenta (por exemplo, por aumento da temperatura ou dos nutrientes), aumenta também a necessidade de dióxido de carbono por essas plantas, para realizarem a fotossíntese  -  nessa altura, o bicarbonato pode "transformar-se" de novo em dióxido de carbono para repor o equilíbrio.
 
 
Aspectos culturais
 
Mesmo num navio ou ilha no meio do oceano pode haver falta de água, isto é, água doce. É um paradoxo, já que uma pessoa cercada de água pode morrer de sede. Muitas nações na África e no Médio Oriente com problemas hídricos aplicam hoje um processo caro, chamado "dessalinização", para obterem água potável a partir da água do mar. No futuro este processo pode tornar-se muito utilizado, dada a presente poluição intensa dos corpos de água continentais.
Fonte: Wikipédia 
 

 
"Ó Mar salgado... quanto do teu sal...
são lágrimas de Portugal..." 
Fernando Pessoa


 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:20
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Domingo, 25 de Junho de 2006

Navegar contra o vento

 
Navegar contra o vento ou «à bolina»

 

Navegar à bolina é uma técnica empregada por embarcações (meio de transporte náutico) de ziguezaguear contra o vento, o que permite navegar por zonas onde o vento não é favorável.
  
Navegar contra o vento ou «à bolina»
 
Para se navegar contra o vento, a vela é colocada de modo a que o seu plano divida aproximadamente em partes iguais o ângulo formado pela direcção do barco e a direcção do vento. O vento empurra a vela sempre segundo um ângulo perpendicular ao plano que ela define. A força do vento pode ser decomposta em duas componentes: uma força que obriga o ar a deslocar-se ao longo da vela (a verde) e outra que é a que exerce pressão sobre a vela (a azul claro). A resistência da água impede que um barco se mova lateralmente. Um barco tem de avançar na direcção da sua proa. A força que exerce pressão sobre a vela (a azul claro) pode ser decomposta em duas componentes: uma força que tenta deslocar o barco lateralmente mas apenas o consegue inclinar (a preto) e outra que é a que efectivamente faz o barco avançar (a azul escuro).
 
Por isso, a maior parte da força do vento (a verde) faz simplesmente com que o ar corra pela vela saindo pela retaguarda, uma outra parte (a preto) inclina o barco e, finalmente uma pequena parte (a azul escuro) faz com que o barco navegue à bolina.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Segunda-feira, 20 de Março de 2006

O Caviar


O Caviar é uma especialidade culinária, feito de ovas salgadas de esturjão, o maior peixe de água doce do mundo. Elas precisam ser retiradas do peixe ainda vivo num prazo máximo de quinze minutos para depois serem peneiradas, lavadas e secas.
O prato nasceu na Rússia, nas cortes dos czares Ivan IV, o Terrível, Nicolau I e Nicolau II.



 

Esturjão é um peixe de águas geladas cujas ovas são consideradas caríssimas iguarias. Uma das aplicações gastronómicas das ovas deste peixe é o famoso caviar.
 
A pesca relacionada com este mercado está a ameaçar o esturjão beluga de extinção.




O esturjão branco ou esturjão beluga (Huso huso) é um peixe da família Acipenseridae (esturjões). É natural do mar Negro e do mar Cáspio e dos seus rios tributários (afluentes). A espécie está sujeita a intensa pesca nestas zonas para a colheita das suas ovas para a produção de caviar.
 
Os stocks de caviar beluga de esturjão do Cáspio caíram mais de 90% nos últimos 20 anos (informação obtida em 2001) por causa da destruição dos locais de desova, poluição e o fim das leis rígidas de pesca da era soviética.
 
O Esturjão é um peixe velho e primitivo que provavelmente existe na terra desde a época em que os dinossauros desapareceram.
 
Eles são cobertos por escamas ósseas que se parecem com armadura e podem alcançar até três metros e meio de comprimento. Os esturjões eram considerados os reis dos peixes entre os Nativos Americanos que habitaram a Região dos Grandes Lagos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


 

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Sábado, 11 de Março de 2006

Cubozoários



A classe Cubozoa, juntamente com a respectiva ordem Cubomedusae é um grupo pouco estudado do filo Cnidaria, que inclui os animais vulgarmente chamados de cubozoários. Apesar das semelhanças morfológicas do corpo, constituído por um sifão e numerosos tentáculos, os cubozoários não são estritamente medusas (classe Scyphozoa). O grupo é típico do Oceano Pacífico e inclui alguns dos mais venenosos animais existentes na actualidade, responsáveis pelo que se designa em medicina como síndrome de Irukandji. O nome da classe refere-se ao aspecto visual dos sifões, que lembram um cubo (ao contrário das medusas, que são circulares).

O síndrome de Irukandji é um conjunto de sintomas que ocorre em centenas de pessoas todos os anos na região do Oceano Pacífico e que se pensa estar relacionado com encontros acidentais com animais cubozoários. O síndrome foi baptizado com o nome de uma tribo de aborígenes australianos que descreve, no seu folclore, uma doença inexplicável que atingia as pessoas que nadavam no mar. Os sintomas que compõem este síndrome são:

> Dores lancinantes que implicam a aplicação de anestesias cirúrgica
> Náusea e vómitos convulsivos
> Tensão arterial extremamente alta
> Sensação de desespero, provocada pela libertação da hormona noradrenalina

Os cubozoários, ao contrário das medusas que são animais planctónicos filtradores, são predadores activos, com capacidade de deslocação própria. Estudos preliminares realizados por cientistas da Universidade de James Cook da Austrália demonstraram que os cubozoários não se limitam a acompanhar as correntes oceânicas e podem percorrer cerca de um quilómetro em meia hora. Este modo de vida activo implica a necessidade de períodos de descanso, que os cubozoários realizam durante as noites que passam assentes no fundo do mar.
 
Outra característica especial dos cubozoários é serem dotados de visão. Estes animais têm 24 olhos agrupados em conjuntos de seis e dispostos nas quatro faces que compõem o sifão do cubozoário. Cada um destes conjuntos tem dois tipos de olhos: fossas que detectam a luz (semelhantes às observadas nos outros cnidários) e olhos propriamente ditos, extremamente complexos e com a mesma estrutura que o olho humano composto por lente, retina e córnea. Apesar desta complexidade, não está claro como é que estes animais processam a informação adquirida pelos olhos, uma vez que não possuem cérebro. Em vez de um sistema cognitivo central, os cubozoários têm zonas de elevada densidade de nervos junto aos conjuntos de olhos, que podem ser centros de processamento de informação. Para justificar a evolução de um sistema visual tão elaborado foi sugerido que os cubozoários procuram e caçam activamente as suas presas, que incluem krill, pequenos caranguejos e peixes.

O tipo de presas que os cubozoários consomem é a explicação para o facto de terem desenvolvido venenos tão tóxicos. Dada a sua constituição frágil, estes animais têm obrigatoriamente que matar a sua presa depressa, para que esta não se debata e não tenha oportunidade de lhes provocar danos. O veneno dos cubozoários é injectado nas presas através dos cnidócitos (células típicas dos cnidários, que produzem o nematocisto (ou cnida ), que é o "órgão" de defesa e ataque destes animais), presentes nos tentáculos, que disparam ao menor contacto. O tipo de toxina presente é ainda desconhecido e parece variar de espécie para espécie, mas a sintomatologia associada a encontros com estes animais sugere que ataque o sistema nervoso central. Todos os anos há centenas de pessoas na Austrália e outras regiões do Pacífico que sofrem de encontros com cubozoários, alguns com consequências fatais. O animal não ataca deliberadamente o Homem, mas o facto de serem transparentes e praticamente invisíveis para quem está desatento faz com que os acidentes aconteçam. As vítimas descrevem um intenso mal estar, acompanhado por dores lancinantes na área afectada, vómitos, náusea e tensão arterial extremamente elevada.

Estes sintomas foram descritos como síndrome de Irukandji (sendo Irukandji o nome de uma tribo de aborígenes australianos). Presentemente ainda não existe nenhum antídoto para esta toxina e a única acção que parece resultar é a aplicação de vinagre nas zonas afectadas pelos tentáculos, o que impede o disparo dos cnidócitos que permanecem fechados mas que em nada reduz o mal que já está feito. Alguns encontros com cubozoários resultam, na melhor das hipóteses, em cicatrizes permanentes de cor vermelha na pele da vítima.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
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