Sábado, 29 de Setembro de 2007

Masseiras

 

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"Campos de Masseira"

 

 
Praia do Rio Alto - Estela (Póvoa de Varzim)

Praia do Rio Alto - Estela (Póvoa de Varzim)

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As masseiras ou campos masseira constituem uma forma de agricultura única no mundo existente nas freguesias da Estela e Aguçadoura na Póvoa de Varzim e a vizinha Apúlia em Esposende. Esta forma de agricultura ancestral consiste em fazer uma cova larga e rectangular numa das praias largas e arenosas da região.
 
Nos cantos da cova conhecidos como os "quatro vales", são cultivadas vinhas, de forma a proteger a área central dos ventos do norte, que têm o nome de Nortada. Na área central, encontra-se água doce, não salgada como poderíamos supor, e tudo pode ser cultivado, mas são necessárias grandes quantidades de água e sargaço para que o que é cultivado brote.
 
Com esta cova de apenas alguns metros consegue-se um aumento térmico, que aliado aos quatro vales e às vinhas, que protegem o campo dos ventos, fazem com que as masseiras funcionem como uma espécie de estufa.
 
Este tipo de agricultura foi inventada no século XVIII por monges beneditinos da abadia de Tibães e foi outrora bastante utilizado nas costas da Póvoa de Varzim e Esposende.
 
Hoje em dia é um tipo de agricultura em riscos de extinção devido à popularização das estufas na região e até mesmo ao uso das areias para a construção civil. A Câmara da Póvoa de Varzim concedeu 4 948 377 m2 do seu território para serem de uso exclusivo de masseiras, de forma a proteger este tipo de agricultura.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Berlengas

 
Porto de Berlengas

Porto de Berlengas



O arquipélago das Berlengas localiza-se no Oceano Atlântico a cerca de 5,7 milhas náuticas de distância do Cabo Carvoeiro (cerca de 10 km da cidade de que faz parte, Peniche), na costa de Portugal.
 
Formação granítica muito antiga, é composto por três grupos de ilhéus, todos de natureza geológica diferenciada da costa da Península Ibérica:
  • Berlenga Grande e Cerro da Velha
  • Estelas
  • Farilhões-Forcadas
 
O clima

 
O clima do arquipélago é fruto de dois tipos de influências: a atlântica e a mediterrânea. O seu isolamento proporciona-lhe características únicas de fauna e flora, tornando-o um valioso ecossistema.
 
No tocante à fauna destacam-se a Lagartixa de Bocage e o Sardão, esta última espécie ameaçada pela populações de Gaivota, Coelho-bravo e Rato-preto. Existem várias espécies de aves, marinhas e não-marinhas, que nidificam neste ponto isolado do litoral, tais como:
  • Airo (ave símbolo da Reserva Natural da Berlenga)
  • Cagarra
  • Corvo marinho de crista
  • Gaivotas (Gaivota-de-patas-amarelas, Gaivota-d´asa-escura)
  • Pardela-de-bico-amarelo
  • Roque de Castro
No mar, entretanto, é que se encontra a maior riqueza do arquipélago, de piscosidade ímpar na costa portuguesa.
 
O número de espécies botânicas ascende a cerca de uma centena. Entre as que se adaptaram evolutivamente ao isolamento do arquipélago, marcado pela aridez do solo granítico, pelos constantes ventos e pela elevada salinidade, três espécies se destacam:
  • Armeria berlengensis,
  • Herniara berlengiana,
  • Pulicaria microcephala.
Considerada como a primeira área protegida do mundo, uma vez que o rei D. Afonso V (1438-81) desde 1465 proibiu a prática de qualquer modalidade de caça na Berlenga Grande, na actualidade, com o fim de se preservar o ecossistema e a biodiversidade deste arquipélago singular, foi criada a Reserva Natural das Berlengas (3 de Setembro de 1981).
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Meridiano de Greenwich

 
Meridiano de Greenwich

Meridiano de Greenwich

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Meridiano 0, marcado no observatório de Greenwich, a leste de Londres

Meridiano 0, marcado no observatório de Greenwich, a leste de Londres

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O Meridiano de Greenwich é o meridiano que passa sobre a localidade de Greenwich
(nos arredores de Londres, Reino Unido) e que, por convenção, divide o globo terrestre em ocidente e oriente, permitindo medir a longitude. Definido como o primeiro meridiano serve de referência para estabelecer a relação entre as horas em qualquer ponto da superfície terrestre, estabelecendo os fusos horários. Esse meridiano atravessa dois continentes e oito países. (na Europa: Reino Unido, França e Espanha; e na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana). O seu anti-meridiano cruza uma parte da Rússia no estreito de Behring e uma das ilhas do arquipélago de Fiji, no Oceano Pacífico.
 
 
Antes de Greenwich
 
Hoje, como sabemos, o meridiano de Greenwich é usado para a contagem dos graus de longitude. Mas nem sempre foi dessa maneira.
 
Vejamos, respeitando o original, como Balbi tratou do assunto no seu Tratado de Geographia Universal, Physica, Historica e Politica, publicado em 1858:
 
 
"... não assim os graus de longitude, por isso que contando-se de um meridiano de convenção, a que chamam primeiro meridiano há dois modos de os contar, a saber: ou até 360º começando do primeiro meridiano para a parte oriental até o encontrar pela parte ocidental, ou até 180º para a parte oriental, e até outros 180º para a ocidental, e em caso tal é mister que se declare expressamente se a longitude é oriental ou ocidental.
 
Os geógrafos antigos, e ainda hoje os alemães, seguiram sempre o primeiro modo de os contar; o segundo foi geralmente adaptado pelos modernos, e em particular pelos franceses e Ingleses.
 
Quanto ao meridiano de convenção ou primeiro meridiano, convém saber, que Ptolomeu adaptou o das ilhas Afortunadas ou Ilhas Canárias, por se acharem no limite ocidental dos países naquele tempo conhecidos; que Luís XIII, rei de França, determinou por decreto aos geógrafos franceses de referirem as longitudes ao meridiano da Ilha de Ferro, que é a mais ocidental daquele arquipélago; que os holandeses adaptaram o do Pico de Tenerife; que Gerardo Mercator, célebre geógrafo, escolheu o da Ilha do Corvo no arquipélago dos Açores, porque nele no seu tempo a agulha de marear não sofria nenhuma declinação; que porém, ultimamente, quase todas as nações adaptaram os meridianos dos seus respectivos observatórios. Os franceses reportam-se ao meridiano do observatório de Paris, os ingleses ao de Greenwich, os espanhóis ao de Cádis, os portugueses ao de Coimbra ou ao de Lisboa".
 
Como vemos, era uma tremenda confusão naquela época para se determinar que meridiano deveria ser considerado para a contagem dos graus de longitude.
 
Um meridiano de referência tinha que ser escolhido. Enquanto os cartógrafos britânicos usavam o Meridiano de Greenwich há muito tempo, outras referências foram usadas como: El Hierro, Roma, Copenhaga, Jerusalém, São Petersburgo, Pisa, Paris, Filadélfia e Washington. Em 1884 na International Meridian Conference foi adoptado o Meridiano de Greenwich como primeiro meridiano mundial.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Centro Geodésico de Portugal Continental

 
Marco trigonométrico que assinala o centro geográfico de Portugal - Serra da Melriça, próximo de Vila de Rei

Marco trigonométrico que assinala o centro geográfico de Portugal
Serra da Melriça, próximo de Vila de Rei

 

Localização de Vila de Rei onde se encontra, a cerca de 2 Km, o Centro Geodésico de Portugal, na Serra da Melriça

Localização de Vila de Rei onde se encontra, a cerca de 2 Km,
o Centro Geodésico de Portugal, na Serra da Melriça
 

 
Localização de Vila de Rei

Localização de Vila de Rei




A Serra da Melriça, também conhecida por "Picôto da Melriça" é uma serra portuguesa situada a pouco mais de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco.
 
Com uma área pequena de ocupação, a Serra da Melriça tem a altura máxima de 591.38 metros
.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental, ou seja, o marco geodésico padrão a partir do qual se deu início à marcação dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental.

As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41´ 37,300 N ; longitude: 8º 07´ 53,310´´ W.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sábado, 3 de Março de 2007

Gibraltar

 
Gibraltar e localização

Gibraltar

 
Gibraltar: pista do aeroporto e zona da fronteira

Gibraltar: pista do aeroporto e zona da fronteira

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Gibraltar é um território do Reino Unido localizado no extremo sul da Península Ibérica. Corresponde a uma pequena península, com uma superfície de 6.5 km2, limitada a norte por uma estreita fronteira terrestre com Espanha , e limitado, dos outros lados, pelo Mar Mediterrâneo, Estreito de Gibraltar e Baía de Algeciras, com 12 km de linha de costa. O seu aspecto é de um promontório com 426 m de altitude e o seu clima é mediterrânico, com Invernos suaves e Verões quentes. A Espanha mantém a reivindicação sobre o Rochedo, e actualmente decorrem negociações intermitentes com o Reino Unido sobre a soberania de Gibraltar.
 
O nome Gibraltar origina-se na expressão árabe jabal al-Tariq, que significa "montanha do Tariq". A montanha, um promontório militarmente estratégico na entrada do mar Mediterrâneo, guarnece o estreito oceânico que une a África ao continente europeu. O nome tem por finalidade perpetuar os feitos de um importante general árabe muçulmano que, no ano de 711 d.C., ao tomar o reino visigótico na Península Ibérica, a sua primeira providência foi pôr fim ao extermínio em massa de judeus naquela região (Tariq ibn Ziyad). Antes foi chamada pelos fenícios de Calpe, uma das Colunas de Hércules. Popularmente, Gibraltar é chamada de "Gib" ou "The Rock" (A rocha).
 
 
História
 
Uma força anglo-neerlandesa liderada por Sir George Rooke apoderou-se de Gibraltar em 1704. O território foi cedido à Grã-Bretanha pela Espanha no Tratado de Utrecht em 1713, como parte do pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola. Nesse tratado, a Espanha cedeu à Inglaterra
"... a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes ... para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento."
 
Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, excepto para provisões emergenciais no caso de Gibraltar não conseguir ser reabastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que "nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar". Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus quanto árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferecê-la primeiro à Espanha.
 
Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em Novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de divisão de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm buscado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflicta o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação.
 
 
Economia
 
Uma vez que Gibraltar não possui recursos agrícolas nem minerais, os seus habitantes, na maior parte, ganham a vida graças ao porto, às docas e às bases da NATO. As principais actividades económicas são as reparações navais, o abastecimento aos navios, as indústrias alimentares e de bebidas, o turismo, o comércio e os serviços de reexportação.
 
Embora a presença naval britânica em Gibraltar tenha diminuído muito desde o seu auge, antes da Segunda Guerra Mundial, o Estreito de Gibraltar é uma das mais frequentadas vias marítimas do Mundo, com a passagem de um navio a cada seis minutos.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Península Ibérica

 
Península Ibérica, vista de um satélite

Península Ibérica, vista de um satélite

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A Península Ibérica é uma península da Europa localizada no sudoeste deste continente. É ocupada por três estados, Portugal, Espanha e Andorra, e um território britânico, Gibraltar. Durante a época dos descobrimentos tornou-se a principal potência mundial, devido à supremacia de Portugal e Espanha em relação aos outros territórios.
 
Formando quase um trapézio, a Península liga-se ao continente europeu pelo istmo constituído pela cordilheira dos Pirinéus, sendo rodeada a norte, oeste e parte do sul pelo
Oceano Atlântico e a restante costa sul pelo Mar Mediterrâneo.
 
Com uma altitude média bastante elevada, apresenta predomínio de planaltos que estão rodeados de cadeias de montanhas e que são atravessados pelos principais rios. Os mais importantes são o
Rio Tejoo Rio Douro e o Rio Guadiana, que têm a parte terminal do seu curso em Portugal, desaguando, tal como o Rio Guadalquivir no oceano Atlântico, e o Rio Ebro, que, por sua vez, desagua no mar Mediterrâneo.
 
As elevações mais importantes são a Cordilheira Cantábrica, no Norte, a Serra Nevada e a Serra Morena, no Sul, e ainda a Serra de Guadarrama, na Cordilheira Central, de que a
Serra da Estrela é o prolongamento ocidental. Densamente povoada no litoral, a Península Ibérica tem fraca densidade populacional nas regiões interiores.
 
 
Nomes alternativos
 
Apesar de Península Ibérica ser actualmente o nome mais comum para designar a península, a mesma possui outras designações, dadas pelos diversos povos que a colonizaram e mantidas posteriormente. As várias denominações alternativas são:
  • Ibéria, (Grego: Iberia) nome grego para designar a região;
  • Hispânia, (Latim: Hispania) nome romano para designar a região;
  • Espanha,
  • Espanhas,
  • Península Hispânica.
 
História
  • Celtas, Iberos e Celtiberos, cónios
  • Invasão romana
    • Hispânia (Ulterior e Citerior)
    • Galécia, Lusitânia, Terragona, Bética
  • Invasões bárbaras da Península Ibérica (especificidade das migrações dos povos bárbaros)
    • Godos e Suevos, Visigodos
  • Invasão árabe
    • Califado de Córdoba
    • Ducado da Cantábria
  • Reconquista 
    • Reino das Astúrias
    • Reino de Leão, Castela, Aragão e Navarra
    • Condado Portucalense e independência de Portugal
    • Taifas

Península Ibérica em Travel-Images.com:
Imagens de Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar
Fonte: Wikipédia. 
 

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Ilha do Pessegueiro

 
Ilha do Pessegueiro - Porto Covo - Portugal

Ilha do Pessegueiro - Porto Covo

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A Ilha do Pessegueiro localiza-se na costa do Alentejo Litoral, ao largo da freguesia de Porto Covo (da qual depende administrativamente), no concelho de Sines, Distrito de Setúbal, em Portugal.
 
História
 
Os estudiosos acreditam que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da ocupação romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.
 
À época da Dinastia Filipina, projectou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.
 
A partir de 1590, no âmbito desse projecto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.
 
Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.
 
 
A Lenda de Nossa Senhora da Queimada

A tradição refere o milagre de Nossa Senhora da Queimada. Em meados do século XVIII, chegando à ilha piratas do norte de África, foram enfrentados por um eremita que aí mantinha uma ermida sob a invocação de Nossa Senhora. Assassinado o religioso e saqueada a capela, a imagem da santa foi atirada às chamas.
 
Após a retirada dos agressores, chegaram os habitantes de Porto Covo, que constataram os danos e deram sepultura cristã ao eremita. Sem conseguir localizar a imagem cultuada, deram-lhe busca por toda a ilha, terminando por localizá-la miraculosamente intacta no meio dos restos de uma moita queimada. Essa imagem foi recolhida numa nova ermida, erguida para abrigá-la, no continente a cerca de 1 km de distância: a Capela de Nossa Senhora da Queimada, local que passou a ser venerada pela população.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

Ilha do Sal

 
Arquipélago de Cabo Verde

Arquipélago de Cabo Verde

 
Cabo Verde - Ilha do Sal - Praia da Santa Maria

Cabo Verde - Ilha do Sal - Praia da Santa Maria

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Sal é uma ilha do grupo do Barlavento de Cabo Verde e concelho do mesmo nome. É uma das menores ilhas habitadas, estendendo-se por 30 km de comprimento e 12 km de largura, no sentido leste-oeste e distante cerca de 50 km em linha recta da Boa Vista, a sua mais próxima vizinha. O concelho do Sal é constituído apenas por uma freguesia: Nossa Senhora das Dores.
 
Ilhas do Barlavento
 
Grupo de ilhas do arquipélago de Cabo Verde integrando (de oeste para leste): Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia (desabitada), São Nicolau, Sal e Boa Vista.
 
Pertencem ainda ao grupo do Barlavento os ilhéus desabitados de Branco e Razo, situados entre Santa Luzia e São Nicolau; o ilhéu dos Pássaros, em frente à cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente; os ilhéus Rabo de Junco, na costa da ilha do Sal e os ilhéus de Sal Rei e do Baluarte, na costa da ilha da Boa Vista.
 
Ilhas do Sotavento
 
Grupo de ilhas do arquipélago de Cabo Verde que inclui (de leste para oeste): Maio, Santiago, Fogo e Brava.
 
Fazem ainda parte do Sotavento o ilhéu de Santa Maria, em frente à cidade da Praia, na ilha de Santiago; os ilhéus Grande, de Cima, do Rei, Luís Carneiro e Sapado, a cerca de 8 km da ilha Brava e o ilhéu da Areia, junto à costa dessa mesma ilha.
 
História da Ilha do Sal
 
A ilha deve o seu nome à descoberta de mina de sal mineral na localidade de Pedra de Lume, em 1833. O seu povoamento iniciou-se no século XIX, tendo pertencido ao concelho da Boavista até 1935. A ilha, praticamente deserta, só começou a ter actividade económica expressiva com a exploração das suas salinas, tornando-se exportadora de sal até meados de 1980.
 
Visando um porto de escala para voos para a América do Sul, em 1939 surgiu na ilha plana, por iniciativa italiana, o aeroporto internacional. O seu desenvolvimento determinou a migração interna, sobretudo de S. Nicolau para a ilha do Sal. O aeroporto internacional Amílcar Cabral é hoje o principal porto de entrada no país e possibilita a exploração de modernos complexos turísticos, que nos últimos 20 anos se vêm instalando, principalmente na vila de Santa Maria.
 
Clima e geografia
 
O Sal tem uma superfície total de 216 km² e uma extensão máxima de cerca de 30 km, com cerca de 14.800 habitantes. Pertence ao grupo das três ilhas do arquipélago de Cabo Verde (do qual também fazem parte Boa Vista e Maio) que partilham as características físicas:
  • Proximidade ao continente africano, o que as torna vulneráveis ao vento quente e seco do deserto que transporta a areia do Saara e anualmente causa uma espécie de nevoeiro conhecido como bruma seca.
  • Planura extrema, apesar da sua origem vulcânica - a inexistência de montanhas que condensem a humidade atmosférica faz com que seja uma ilha muito árida onde a vegetação é escassa.
  • Extensas praias de areia branca, que é transportada pelos ventos a partir do deserto do Saara, o que se revela de grande interesse turístico.
  • Presença de salinas naturais e artificiais (que no caso do Sal deram o nome à ilha).
 
A Vila dos Espargos é a capital e sua cidade mais populosa. Santa Maria, ao sul, é o centro turístico e o segundo maior centro populacional da ilha, dispondo de uma boa estrutura hoteleira.
  
Economia
 
Sal é o principal foco de atracção turística do país. A sua boa rede de hotéis é responsável por mais de 50% das dormidas turísticas em todo o arquipélago. A ilha é plana, condição ideal para abrigar o principal aeroporto do arquipélago, ponto de chegada, partida e escala de diversos voos internacionais, o Aeroporto Internacional Amílcar Cabral (código internacional SID), localizado no centro da ilha, próximo de Espargos.
 
Ilha do Sal (do VozDiPovo-Online.com)
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

História da Antártica

 
Pólo Sul e o Oceano Antárctico

Pólo Sul e o Oceano Antárctico


 
'Fazendo observações no Pólo', Roald Amundsen no Pólo Sul

'Fazendo observações no Pólo', Roald Amundsen no Pólo Sul

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O 'Bélgica', navio de Adrien de Gerlache

O 'Bélgica', navio de Adrien de Gerlache

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Como não há povos nativos da Antárctica, a história da Antárctica é a história de sua exploração. É muito provável que os primeiros a visitá-la tenham sido os povos vizinhos ao continente: os povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o "país do gelo" e um chefe maori de nome Ui-Te-Rangiora teria atingido a região em 650 d.C. No entanto, esses povos não deixaram vestígios da sua presença.
 
A crença na existência da Terra Australis — um vasto continente localizado ao sul com a finalidade de balancear o peso da Europa, Ásia e África — foi proposta por Ptolemeu e Aristóteles na Grécia Antiga. Por isso, a inclusão nos mapas de uma grande massa de terra ao sul era comum em mapas do século XVI. Mesmo no final do século XVII, com o conhecimento de que a América do Sul e a Austrália não faziam parte da Antárctica, os geógrafos acreditavam que o continente fosse muito maior do que é na verdade. A situação permaneceu assim até a expedição de James Cook.
 
Até o final do século XIX, no entanto, a Antárctica não havia sido estudada de forma exaustiva e a ocupação humana limitava-se às ilhas sub-antárcticas. Com os dois Congressos Internacionais de Geografia, realizados no final do século, a situação começou a mudar e diversos governos europeus, além dos Estados Unidos, patrocinaram exploradores. Sobressaem-se a disputa entre Roald Amundsen e Robert Falcon Scott pela conquista do Pólo Sul e a posterior tentativa de Ernest Henry Shackleton de atravessar o continente. Recentemente, após o Tratado da Antárctica, 27 países mantêm bases científicas e mais cientistas realizaram expedições.
 
Primeiras expedições
 
As primeiras viagens documentadas às águas antárcticas aconteceram no século XVI. Américo Vespúcio relatou o avistamento de terras na altura dos 52ºS. Expedições sucessivas aproximaram-se da região até o Capitão James Cook, que se dirigiu para a Polinésia por ocasião de um eclipse, e as tripulações do Resolution e do Adventure cruzarem o Círculo Polar Antárctico três vezes entre 1772 e 1775 desfazendo o mito da Terra Australis sem, no entanto, avistá-la devido ao gelo e névoa.
 
A ocupação humana propriamente dita começa na primeira metade do século XIX, quando navios baleeiros chegavam à região das Ilhas Sanduíche do Sul e acontecem algumas explorações esporádicas por parte de navegadores europeus e dos Estados Unidos. Em 1819 um navio inglês, o Williams, desviou-se da sua rota e foi levado às Ilhas Shetland do Sul e de lá, fretado numa viagem mais para o sul sob o comando de Edward Bransfield que acabou por aportar em 30 de Janeiro de 1820 na Terra de Graham. Três anos antes, o capitão russo Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen havia descoberto a costa e nomeou-lhe Terra de Alexandre I e Nathaniel Palmer, um caçador de focas de Stonington, Connecticut, teria explorado a região.
 
Em 1822, o inglês James Weddell descobriria o mar que leva seu nome. Entre o fim da década de 1830 e a de 1840 três expedições - a francesa de Jules Dumont d'Urville, a dos Estados Unidos de Charles Wilkes e a inglesa de James Clark Ross - percorreram a costa a fim de determinar se a Antárctica era realmente um continente ou um conjunto de ilhas unidas pelo gelo. O francês Dumont D'Urville descobriu entre outros lugares, a Terra de Adélia e a Ilha Joinville. Depois do Pólo Norte Magnético ser localizado em 1831, exploradores e cientistas começaram a busca pelo Pólo Sul Magnético. Partindo da Tasmânia, James Clark Ross, seguiu uma rota inédita até então e descobriu o mar que leva seu nome retornando em 1843. Nessa mesma expedição descobriu e baptizou também a Terra Victoria do Sul e os montes Erebus e Terror, nomeados em homenagem aos seus dois navios.
 
Passaram-se vários anos até que o VI Congresso Internacional de Geografia realizado em 1895 lançasse um apelo pela exploração do antárctico devido aos benefícios científicos que poderiam advir daí. A esta chamada, em 1897, respondeu o Barão Adrien de Gerlache que no comando do Bélgica deixou a Antuérpia com destino a Antárctica. A tripulação multinacional incluía um zoólogo romeno (Emile Racovitza), um geólogo polaco (Henryk Arctowski), um navegador e astrónomo belga (George Lecointe), vários noruegueses, incluindo Roald Amundsen e um médico americano, Dr. Frederick Cook. Em 1898, eles tornaram-se os primeiros homens a passar o Inverno na Antárctica, quando o seu navio ficou preso pelo gelo. Ficaram impedidos de prosseguir em 28 de Fevereiro de 1898 e só manobraram para fora do gelo em 14 de Março de 1899. Durante a sua permanência forçada, vários homens perderam a sua sanidade, não só por causa da noite do Inverno antárctico e do sofrimento suportado, mas também por causa dos problemas de comunicação entre as diferentes nacionalidades.
 
Expedições nacionais
 
Devido ao pouco sucesso alcançado, o VII Congresso Internacional de Geografia realizado em 1899 fez uma segunda chamada ao qual responderam diversos países, Alemanha, Inglaterra, França e Suécia.
 
A Alemanha organizou uma incursão entre 1901 e 1903 comandada por Erich von Drygalski. A Inglaterra, uma entre 1901 e 1904 liderada por Robert Falcon Scott, para a realização de estudos oceanográficos, geológicos, meteorológicos e biológicos, além de pretender chegar ao Pólo Sul, e entre seus homens estava Ernest Shackleton. Entre outros factores, por Shackleton ter contraído escorbuto, a meta não foi alcançada, restando 850 quilómetros e apesar de todos os seus pedidos em contrário, Shackleton foi enviado de volta, o que gerou a sua posterior disputa com Scott.
 
O britânico William Speirs Bruce intentou obter o apoio da coroa para a realização de mais uma expedição oficial, mas este foi-lhe negado. Com isso, William recorreu ao nacionalismo escocês e entre 1902 e 1904 realizou-se a "Expedição Antárctica Nacional Escocesa". Um francês que havia organizado uma viagem de exploração do Árctico resolveu direccioná-la para o sul. Com o apoio do governo, realizou em 1904 uma expedição às Ilhas Shetland do Sul, a "Expedição Antárctica Francesa".
 
Ainda respondendo ao Congresso Internacional de Geografia, a Suécia organizou a sua própria campanha que, partindo da Terra do Fogo e de Ushuaia, exploraria a Península Antárctica em 1895 e 1897. Com o sucesso dessa missão o capitão Otto Nordenskjöld sugeriu que se prosseguisse com a exploração do litoral, o que lhe foi negado. Resolveu, por isso, organizar uma expedição com recursos próprios que por pouco não terminou em desastre quando o navio ficou preso no gelo e o grupo se dividiu. Foram resgatados em Setembro de 1903 após passarem o Inverno a duras penas em abrigos de pedra e com escassez de alimentos.
 
Corrida ao Pólo Sul
 
Ao ser enviado de volta por Scott, Shackleton começou a organizar o seu plano para a conquista do Pólo Sul. Partiu da Nova Zelândia para o Mar de Ross (mar localizado na costa antárctica do Oceano Pacífico) no início de 1908. Em 20 de Outubro deu início à sua viagem. No entanto, os trenós puxados por póneis mostraram-se ineficientes, pois os animais suavam e nas temperaturas polares isso matava-os por hipotermia. Assim, os próprios homens tiveram que carregar os trenós. Os mantimentos planeados para durar 91 dias tornaram-se escassos e, a 175 quilómetros da meta, Shackleton decidiu retornar em 1909. A notícia dos seus esforços fez com que fosse tratado como herói e, inclusive, sagrado cavaleiro.
 
Amundsen e Scott
 
Depois da expedição no Bélgica  e de outra ao Árctico, Amundsen resolveu rumar para o Pólo Norte, mas com a conquista deste em 1909, mudou os seus planos em direcção ao Sul. Simultaneamente, a notícia da expedição de Shackleton fez Scott querer garantir para o império britânico a glória da conquista e para si a prova da sua superioridade sobre o primeiro. Os dois estabeleceram-se na Plataforma de Ross a 800 quilómetros um do outro.
 
Amundsen partiu em 20 de Outubro de 1911, seguido por Scott duas semanas mais tarde. O primeiro grupo levava trenós puxados por cães e o segundo por um misto de póneis e cães. Seguindo a mesma rota de Shackleton, teve logo que se dividir ao chegar a um ponto de maior altitude, passando os trenós a serem puxados pelos homens.
 
Em 14 de Dezembro de 1911, o grupo liderado pelo explorador polar norueguês Roald Amundsen veio a ser o primeiro a alcançar o Pólo Sul, retornando em Janeiro. Com as crescentes dificuldades, Scott dividiu novamente o grupo, seguindo com quatro homens: Edward Adrian Wilson, Henry Robinson Bowers, Lawrence Oates e Edgar Evans. Chegaram ao Pólo em 17 de Janeiro e encontraram a bandeira norueguesa. No regresso, exaustos, pela fome e frio, dois homens ficaram pelo caminho e Scott seguiu com os dois restantes, morrendo eles mesmos a 13 quilómetros de um depósito de provisões.
 
Travessia do continente
 
Após a conquista do Pólo Sul, restava ainda uma outra façanha a ser realizada: atravessar o continente de costa a costa. Shackleton assumiu para si esse desafio.
 
A "Expedição Imperial Transantárctica" de 1914, estava organizada em duas frentes, a primeira sairia da Geórgia do Sul com direcção ao Mar de Weddell a bordo do Endurance em 5 de Dezembro de 1914, e a segunda da Nova Zelândia com direcção do Mar de Ross no navio Aurora. No entanto, o Endurance  ficou preso no gelo e Shackleton decidiu esperar a chegada da Primavera, só que o navio foi arrastado pelo gelo. Shackleton pensava chegar à Ilha Cerro Nevado, mas percebeu que seria impossível, pois o gelo já os havia arrastado até a Península Antárctica e acabou por afundar o navio em 21 de Novembro de 1915, pouco depois de descarregarem alguns botes e mantimentos. O capitão decidiu, então, rumar com cinco homens para as Ilhas Clarence ou Ilha Elefante em busca de ajuda, chegando depois de três dias a remar, sem água ou comida quente.
 
Dali, achando que a ajuda poderia demorar, rumou para a Geórgia do Sul, onde pediu socorro numa estação baleeira e conseguiu um navio com o qual pôde resgatar os seus homens que havia deixado sob o comando de Frank Wild, seu auxiliar, em 30 de Agosto de 1916. Os homens no Aurora  também tinham tido dificuldades e o navio havia retornado para a Nova Zelândia para reparos.
 
Ainda assim, organizou uma nova jornada que sairia da Geórgia do Sul para estudar o Oceano Antárctico, mas morreu no dia seguinte da sua chegada na ilha.
 
História recente
 
O Contra-Almirante da marinha dos Estados Unidos Richard Evelyn Byrd liderou cinco expedições para a Antárctica durante as décadas de 1930, 1940, e 1950. Ele sobrevoou o Pólo Sul com o piloto Bernt Balchen em 28 e 29 de Novembro de 1929, para igualar o seu sobrevoo do Pólo Norte em 1926. As explorações de Byrd tinham a ciência como finalidade e ele iniciou o uso de aeronaves no continente, apesar de o primeiro voo transcontinental ter sido realizado por Lincoln Ellsworth. As suas expedições estabeleceram o cenário das modernas explorações e pesquisa da Antárctica.
 
Até 31 de Outubro de 1956 ninguém voltaria a pisar no Pólo Sul; nesse dia o Contra-Almirante George Dufek e outros pousaram com sucesso uma aeronave R4D Skytrain (Douglas DC-3).
 
Durante o Ano Geofísico Internacional de 1957 foram montadas um grande número de expedições. O alpinista neozelandês Edmund Hillary liderou uma expedição usando tractores preparados para a travessia polar, alcançando o Pólo perto do fim do ano de 1957, a primeira expedição desde Scott a atingir o Pólo Sul por terra. Hillary estava a colocar depósitos de suprimentos para a expedição transantárctica britânica, mas "desviou-se" para o Pólo porque a viagem ia bem. Então em 1958, o explorador britânico Vivian Fuchs conseguiu realizar com sucesso a expedição pretendida por Shackleton em 99 dias na "Espedição Transantárctica do Commonwealth".
 
O Tratado da Antárctica foi assinado em 1 de Dezembro de 1959 e entrou em vigor em 23 de Junho de 1961 e actualmente muitos países mantêm bases de pesquisa permanente.
 
O Tratado da Antárctica é um documento assinado pelos países que reclamavam a posse de partes do continente da Antárctica, em que se comprometem a suspender as suas pretensões por um período indefinido, permitindo a liberdade de exploração científica do continente, num regime de cooperação internacional.
 
Um bebé, chamado Emilio Marcos de Palma, nascido próximo à baía Hope em 7 de Janeiro de 1978, tornou-se o primeiro nascido no continente. Históricamente, esse foi também o nascimento mais ao sul. A sua mãe foi enviada pelo governo da Argentina para que este fosse o primeiro país com crianças nascidas lá.
 
Em 28 de Novembro de 1979, um DC-10 da Air New Zealand, numa viagem turística, chocou com o Monte Erebus, na Ilha de Ross, matando todas as 257 pessoas a bordo. O acidente pôs um fim permanente às linhas aéreas operando voos comerciais para o continente, devido aos riscos compreendidos e a localização remota dos serviços de busca e resgate.
 
No final do século foram realizadas numerosas expedições, com um renovado interesse pelo continente sul. Começando em 17 de Julho de 1989 e tendo fim em 24 de Fevereiro de 1990 realizou-se a Expedição Transantárctica  formada por exploradores dos Estados Unidos, Japão, França, Inglaterra, China e Rússia, cruzando os Montes Transantárcticos e o continente na direcção da sua maior extensão e procurando alertar os governos e as sociedades para os danos ambientais na região. Na "Antartikten Transversale" dois alemães, Reinhold Mesmer e Arved Fuchs realizaram a rota de Shackleton com os métodos de Scott e Laurence de la Terrière foi uma francesa que cruzou a planície antárctica sozinha.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Ilha de Santo Antão

 
Arquipélago de Cabo Verde

Arquipélago de Cabo Verde



 
Vista do interior da ilha de Santo Antão, Cabo Verde

Vista do interior da ilha de Santo Antão, Cabo Verde




Santo Antão é uma das 9 ilhas habitadas de Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, a noroeste, a segunda maior do arquipélago em superfície e a terceira em população, com aproximadamente 40 km de extensão longitudinal e cerca de 20 km de largura. De origem vulcânica, Santo Antão é a ilha mais ocidental de Cabo Verde e a mais afastada do continente africano. O canal de São Vicente separa-a da ilha mais próxima, a ilha de São Vicente.
 
Descoberta em 1462, começou a ser colonizada, com pouco sucesso, em 1548. Uma cadeia de montanhas, tida durante muito tempo como intransponível, separa a ilha entre norte e sul.
 
Os principais aglomerados populacionais são a vila da Ribeira Grande – a capital da ilha –, o Porto Novo – porta de entrada de gentes e mercadorias vindas de São Vicente – e a Ponta do Sol – onde se localiza o aeródromo da ilha.
 
Geografia
 
O ponto mais elevado da ilha é o Tope da Coroa, com 1.979 m, que é um vulcão inactivo, seguido do Pico da Cruz, com 1.814 m, a noroeste, e o Gudo de Cavaleiro, com 1.811 m, a sudeste.
 
Desde 1999 tem sido observada contínua elevação da temperatura da água do mar na região da Ponta do Sol, o que leva os vulcanólogos a admitir que é crescente o risco de novas erupções naquela área.
 
A parte da ilha voltada a sudeste é quase completamente árida, enquanto que a zona noroeste goza de chuvas relativamente regulares e é razoavelmente verde. Não é de estranhar, pois, que a maioria da população se concentre nesta parte de Santo Antão.
 
Os vales acusam uma forte erosão. Muitos vulcões são relativamente jovens e têm caldeiras. As montanhas são compostas de basalto e erguem-se a centenas de metros de altura.
 
História
 
O nome Santo Antão foi dado pelo navegador português Diogo Afonso que descobriu a ilha no dia 17 de Janeiro de 1462, faz hoje 545 anos, em consonância com o santo do dia da descoberta, tal como ocorreu com outras ilhas do grupo: São Vicente, São Nicolau e Santa Luzia.
 
A colonização começou em 1548. No século XVII, as populações das ilhas de Santiago e do Fogo com colonos vindos do norte de Portugal fundaram a Povoação, a actual vila da Ribeira Grande na zona norte da ilha.
 
Economia
 
A pesca tem um papel importante na economia da ilha. As principais produções agrícolas são cana-de-açúcar, inhame, mandioca, banana, manga e milho. Um das principais produções da ilha é o groge, um tipo de cachaça produzido localmente e muito popular em todo o arquipélago.
 
Nos últimos anos o turismo tem-se vindo a tornar uma indústria com importância crescente. A paisagem íngreme, contrastando áreas verdes com regiões absolutamente secas, é um forte atractivo para os turistas com gosto por longas caminhadas, o turismo-aventura e o eco-turismo. Prevê-se para breve a abertura de um hotel de quatro estrelas em Paul e unidades de três estrelas em diversos pontos da ilha de Santo Antão.
 
Divisão administrativa
 
Santo Antão está dividida em três concelhos – Paul, Porto Novo e Ribeira Grande – e sete freguesias – Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Livramento, Santo Crucifixo, São Pedro Apóstolo, Santo António das Pombas, São João Baptista e Santo André.
 
Língua
 
Para além do português, língua oficial, o crioulo cabo-verdiano é usado no dia-a-dia pela grande maioria da população de Santo Antão. Existe uma variante local do crioulo cabo-verdiano.
Fonte: Wikipédia. 
 

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