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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

06
Set06

Fernão de Magalhães

Praia da Claridade

 
Fernão de Magalhães, navegador português
 
 
Mapa da expedição da primeira viagem de circum-navegação: a castanho a rota percorrida, e a verde indica o local onde faleceu Fernão de Magalhães
 
Mapa da expedição da primeira viagem de circum-navegação:
a castanho a rota percorrida, e a verde indica o local onde faleceu
Fernão de Magalhães

 

Fernão de Magalhães (Primavera de 1480 — 27 de Abril de 1521) foi um navegador português que, ao serviço do rei de Espanha, comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a dobrar o estreito, hoje conhecido pelo seu nome (o Estreito de Magalhães) e o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico. Fernão de Magalhães morre nas Filipinas no curso daquela expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano 1522.
 
Alista-se com 25 anos na armada que foi à Índia, comandada por Francisco de Almeida, embora o seu nome não figure nas crónicas; sabe-se no entanto que ali permaneceu oito anos, que esteve em Goa, Cochim, Quíloa, que acompanhou Diogo Lopes de Sequeira a Malaca, viagem que acabou em naufrágio. No Oriente, Magalhães estabeleceu estreitas relações de amizade com Francisco Serrão, que veio a ser feitor nas Molucas; dele teria tido informações quanto à situação dos lugares produtores de especiarias.
 
Tendo-se distinguido na defesa de Azamor, em que acompanhara o duque de Bragança, pediu a D. Manuel uma recompensa para seus feitos; mas os boatos que corriam sobre a maneira pouco escrupulosa como dividira as presas de uma incursão tinham chegado aos ouvidos do Rei. Este, apesar das suas justificações, e não o considerando culpado, não lhe concedeu, todavia, as mercês pedidas.
 
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da Casa de la Contratación da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no
Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano. Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projecto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheia de incidentes; depois da ruptura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sevilha em 20 de Setembro de 1519.
 
A expedição
 
A armada fez escala nas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de Dezembro ao Rio de Janeiro. Continuando para sul, atingiram o porto de S. Julião à entrada do estreito, na extremidade da actual costa da Argentina, onde o capitão decidiu hibernar (período de repouso invernal). Irrompeu então uma revolta que ele conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de paragem, tempo no qual a nau Santiago foi perdida numa viagem de reconhecimento, mas tendo sido os seus tripulantes resgatados, Magalhães encontrou o estreito que hoje tem o seu nome, aprofundando-se nele. Noutra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez para um motim no San Antonio onde a tripulação, sem que soubesse o seu capitão-mor, iniciou uma viagem de volta (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
 
Apenas em Novembro a esquadra atravessaria o estreito, penetrando nas águas do mar do sul, baptizado «Pacífico». Depois de cerca de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. No Pacífico encontrou as nebulosas que hoje ostenta o seu nome - as Nebulosas de Magalhães. (Na constelação de Tucano percebemos a olho nú, e longe das grandes cidades, duas pequenas nuvens que parecem pedaços da Via-láctea. São as Nuvens de Magalhães, descobertas pelo navegador quando da sua viagem, sendo, na verdade, duas galáxias muito próximas à nossa e por esse motivo são consideradas como galáxias satélites. São facilmente observadas com binóculos e com um pequeno telescópio podemos observar os seus aglomerados).
 
Em Março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões, chegando à ilha de Cebu nas actuais ilhas Filipinas em 7 de Abril. Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois, porém, Fernão de Magalhães morreu em combate com os nativos, atraído por uma emboscada.
 
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de Março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián El Cano.
 
O regresso
 
Decidiram incendiar a nau Concepción, visto o pequeno número de homens para operá-las, e finalmente, conseguiram chegar às Molucas onde obtiveram o seu suprimento de especiarias. Trinidad acabou ali permanecendo para reparos e a "Victoria" voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul, a fim de não encontrar navios portugueses. A Trinidad, após os reparos, tentou seguir uma rota pelo Pacífico até a América Central, onde poderia contactar os espanhóis e levar a sua carga. No entanto acabou por retornar às Molucas onde os seus tripulantes foram aprisionados pelos portugueses que haviam chegado. A nau "Victoria" dobrou o
Cabo da Boa Esperança em 1522, fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses, alcançando finalmente o porto de S. Lúcar de Barrameda, com apenas com 18 homens na tripulação.
 
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao alcançar Sevilha em 6 de Setembro de 1522, faz hoje 484 anos. João Sebastião de Elcano e a restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição de facto trouxe poucos benefícios financeiros, não tendo a tripulação chegado a receber o pagamento.
 
 
QUANDO TUDO ACONTECEU...
 
1480: Data provável do nascimento de Fernão de Magalhães, talvez em Trás-os-Montes.
1505: Parte para a Índia na armada de D. Francisco de Almeida. 
1509: Sob o comando de Lopes Sequeira participa na desastrada expedição a Malaca; faz grande amizade com Francisco Serrão.
1511: Participa, sob o comando de Afonso de Albuquerque, na conquista de Malaca. 
1513: Regressa a Lisboa.
1514: É ferido em combate, em Azamor (Marrocos); novamente em Lisboa, D. Manuel recusa-lhe aumento de tença (pensão com que se remuneram serviços). 
1517: Dirige-se a Sevilha para apresentar a Carlos V o seu plano de alcançar as Ilhas das Especiarias por ocidente.
1519: Inicia a que será a primeira viagem de circum-navegação; alcança a baía da Guanabara.
1520: Alcança a foz do Rio da Prata; passa o Inverno na baía de S. Julião; domina motim; atravessa o Estreito e desemboca no Pacífico.
1521: Descobre a Ilha dos Ladrões; descobre o arquipélago das Filipinas e aí é morto em combate.
1522: Sebastian d'Elcano conclui a primeira viagem de circum-navegação.
  
Apenas quatro homens dos 55 da tripulação original do Trinidad  finalmente regressaram a Espanha em 1525.
Fonte: Wikipédia.
 
 
20
Jul06

Dia do Amigo

Praia da Claridade
 
O Dia do Amigo foi adoptado em Buenos Aires, Argentina, sendo que foi gradualmente adoptado em outras partes do mundo. Foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele inspirou-se na chegada do homem à Lua, em 20 de Julho de 1969 (a conquista da Lua designa o principal objectivo da corrida espacial entre os Estados Unidos e a URSS, ocorrida na década de 1960, e é considerada pela maioria do público como um dos episódios mais emocionantes da história da exploração espacial), considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro".
 
Os meus AMIGOS estão sempre presentes no meu dia-a-dia !
O meu laço cordial para todos os meus Amigos e as minhas Amigas !
 
Os meus agradecimentos aos "Gatinhos Voadores" que me recordaram um assunto que queria colocar aqui e que, imperdoavelmente, me passou...
 
02
Jul06

O Astrolábio

Praia da Claridade

 
Astrolábio persa do século XVIII
 
Astrolábio persa do século XVIII



O astrolábio é um instrumento naval antigo, usado para medir a altura dos astros acima do horizonte. Inventado por Hipátia de Alexandria (filósofa neoplatónica residente em Alexandria). Era usado em astrologia e astronomia. Mais tarde foi simplificado e substituído pelo sextante (instrumento astronómico usado para determinar a latitude, substituindo o astrolábio - ele mede a distância angular, como a altura do Sol, da Lua e das estrelas. O sextante foi inventado simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1731).
 
Também era utilizado para resolver problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era formado por um disco de latão graduado na sua borda, num anel de suspensão e numa mediclina (espécie de ponteiro). O astrolábio náutico era uma versão simplificada do tradicional e tinha a possibilidade apenas de medir a altura dos astros para ajudar na localização em alto mar.
 
Não existem vantagens nem desvantagens entre esses instrumentos antigos de navegação; de certa forma são instrumentos perfeitos que atendem às suas funções. A função do astrolábio é uma, e a do quadrante é outra. A única diferença (interpretada como vantagem ) é o facto de um ser um instrumento terrestre para usar numa ilha ou num continente e mirar uma determinada estrela próximo ao pólo, Estrela Polar, e o outro um instrumento de bordo mais fácil de trabalhar para calcular a passagem meridiana com a sombra do Sol. Ambos funcionavam bem tanto no hemisfério sul como no hemisfério norte, mas principalmente o astrolábio, pelo seu peso, é indicado para funcionar embarcado, capaz de permanecer na vertical apesar do balanço do navio !
 
O disco inicial foi parcialmente aberto para diminuir a resistência ao vento. O manejo do astrolábio exigia a participação de duas pessoas; consistia em grande círculo, por cujo interior corria uma régua; um homem suspendia o astrolábio na altura dos olhos, alinhando a régua com o Sol enquanto outro lia os graus marcados no círculo.
 
O astrolábio moderno de metal foi inventado por Abraão Zacuto, em Lisboa, a partir de versões pouco precisas árabes.
 
Abraão ben Samuel Zacuto foi um rabino, astrónomo, matemático e historiador judeu que serviu na corte do Rei D. João II de Portugal.
 
Biografia
 
Nasceu em Salamanca, Espanha em c. 1450. Estudou astronomia e tornou-se Professor dessa cadeira na Universidade de Salamanca, e mais tarde nas de Saragoça e Cartagena. Também se formou em Lei Judaica e tornou-se Rabino.
 
Rabino, dentro do Judaísmo, significa "professor, mestre" ou, literalmente, "grande". A palavra "Rabbi" ("Meu Mestre") deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico significa "grande" ou "distinto (em conhecimento).
 
Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492, Zacuto refugiou-se em Lisboa, Portugal. Foi chamado à Corte e nomeado Astrónomo e Historiador Real pelo Rei D. João II, cargo que exerceu até ao reinado de D. Manuel I. Foi consultado por este monarca acerca da possibilidade de uma viagem por mar até à Índia, que apoiou e encorajou.
 
Zacuto seria dos poucos a conseguir fugir de Portugal após as conversões à força e proibições de emigração que Dom Manuel I impôs aos judeus portugueses. Morreu no Império Otomano c. 1510.
 
Obra
 
Abraão Zacuto foi o autor de um novo e melhorado Astrolábio, que ensinou os navegantes portugueses a utilizar, e também de melhoradas tábuas astronómicas que ajudaram a orientação das caravelas portuguesas no alto-mar, através de cálculos a partir de observações com o Astrolábio.
 
As suas contribuições salvaram sem dúvida a vida de muitos marinheiros portugueses e permitiriam as descobertas do Brasil e da Índia.
 
Ainda em Espanha, escreveu e publicou um tratado notável de astronomia em hebreu, com o título "Ha-jibbur Ha-gadol".
 
Publicou na tipografia de Leiria (Portugal), de Abraão de Ortas, em 1496, a obra "Bi'ur Lu?ot"  ou, em Latim, "Almanach Perpetuum", que viria a ser traduzida em Latim e Castelhano. Neste livro viriam as tábuas astronómicas para os anos de 1497 a 1500, que foram utilizadas, juntamente com o seu astrolábio melhorado de metal, por Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral nas suas viagens.
 
Em 1504, na Tunísia, escreveu uma História dos Judeus, "Sefer ha-Yu?asin", desde a Criação do Mundo até 1500, e ainda vários tratados astronómicos.
 
Esta História foi muito respeitada e republicada em Cracóvia em 1581, em Amesterdão em 1717, e em Königsberg em 1857. Em Londres também foi publicada uma edição no ano de 1857.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

30
Jun06

Evento de Tunguska

Praia da Claridade

 
Evento de Tunguska - Árvores caídas após a explosão. Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927
 
Evento de Tunguska - Árvores caídas após a explosão.
Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927
 
 

Tunguska é uma região da Sibéria Central onde, às 7.15h da manhã de 30 de Junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito ou explosão nuclear, causando uma onda de impacto que devastou toda a região do lago Baikal, afectando em menor grau todo o norte da Europa. Este evento recebeu o nome desta região, Evento de Tunguska.
 
 
A bola de fogo
 
Ao cruzar o céu e em seguida tocar o horizonte (segundo testemunhas), uma bola de fogo gerou uma enorme explosão. Foram destruídos aproximadamente 2.000 quilómetros quadrados de florestas e queimadas milhares de árvores próximos ao local do suposto impacto. Consta que a onda de choque causada pela explosão se propagou pela atmosfera e circundou o planeta Terra por duas vezes.
 
Durante dois dias, em Londres, cerca de dez mil quilómetros de distância do evento, podia-se ler jornal à noite tal a quantidade de poeira finíssima dispersa na atmosfera terrestre e à luminosidade remanescente.
 
 
O que ocorreu
 
O evento ocorrido em Tunguska, segundo alguns cientistas, pode ter sido algum fragmento de anti-matéria destruído em energia ao deslocar-se na atmosfera da Terra lançando raios gama. O que contradiz esta teoria é a ausência de radioactividade residual em quantidade significativa.
 
Alguns físicos postulam a passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra, porém não existem registos de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte. Existem aqueles que acreditam ter sido uma nave espacial alienígena que se desintegrou. Porém, não existem vestígios que comprovem tal coisa.
 
Pode-se dizer que existe uma unanimidade no evento: "a gigantesca explosão seguida de uma monumental onda de choque e incêndio na floresta."
 
Também não existem vestígios de cratera de impacto na região. Segundo muitos cientistas, a única explicação aceitável é a provável queda de um pedaço de cometa atingindo uma velocidade de entrada em torno de trinta quilómetros por segundo. Pode aceitar-se que o seu tamanho poderia ter algo em torno de cem metros de comprimento, pesando cerca de um milhão de toneladas.
 
 
A possibilidade de um cometa
 
Os indícios encontrados por Emlen V. Sobotovich levam a crer que realmente o evento de Tunguska foi a queda de um pequeno cometa. Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amónia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 30 km por segundo, um objecto deste produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver no seu caminho.
 
Causará uma onda de impacto que será sentida em todo o planeta e não fará cratera alguma. Pois se atingir a superfície da Terra, apesar do impacto, a massa será aparentemente líquida. Porém haverão indícios cometários espalhados pela superfície na forma de micro-diamantes.
 
Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria-prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogénio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário.
 
 
Outros diamantes
 
Estudiosos têm encontrado frequentemente micro-diamantes em regiões impactadas por meteoritos que provavelmente se formaram em interiores cometários e sobreviveram à entrada na atmosfera. Estas descobertas têm grande probabilidade de demonstrar que a teoria de que foi uma impactação cometária que causou o evento de Tunguska.
 
Novas provas sobre Tunguska:  aqui
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

23
Jun06

O Giroscópio

Praia da Claridade

 
O Giroscópio
 
 

Giroscópio é um dispositivo usado para orientação de navios, aviões e espaçonaves (naves espaciais), inventado por Léon Foucault (físico e astrónomo francês) em 1852. O giroscópio consiste num rotor suspenso por um suporte formado por dois círculos articulados, com juntas tipo "cardan". O seu funcionamento baseia-se no princípio da inércia (1). O eixo em rotação guarda a direcção fixa em relação ao espaço. O giroscópio veio substituir a bússola na navegação marítima. Na aviação, serve de girocompasso e piloto automático, permitindo o voo em condições de visibilidade zero. Nos voos espaciais o dispositivo é fundamental para a orientação das espaçonaves.
 
O giroscópio consiste essencialmente numa roda livre, ou várias rodas, para girar em qualquer direcção e com uma propriedade: opõe-se a qualquer tentativa de mudar a sua direcção original. Exemplo disso é virar a roda de uma bicicleta no ar e tentar mudar a sua rota bruscamente: você sentirá uma enorme reacção.
 
Existem giroscópios completos, quer dizer, eles actuam em todas as direcções e giroscópios simples, actuam apenas num sentido.
 
Ele é usado como auxiliar em navegação de helicópteros rádio-controlados, corrigindo automaticamente o curso.
 
(1) - A inércia é uma propriedade física da matéria. Considere um corpo não submetido à acção de nenhuma força ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou "princípio da Inércia".
 
Podemos interpretar o seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar o seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa (grosso modo, o mesmo que quantidade de matéria).
 
O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um comboio. Quando o comboio "arranca" a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, resistindo ao movimento. Da mesma forma, quando o comboio entra em travagem, os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam.
 
O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a "teoria do ímpeto" do filósofo Jean Buridan.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
03
Jun06

Estrelas Gigantes Vermelhas

Praia da Claridade

 
Uma gigante vermelha comparada com o Sol e outras estrelas
 
Uma gigante vermelha comparada com o Sol e outras estrelas
  
 
 

Em astronomia, gigantes vermelhas são estrelas que anteriormente tinham um tamanho equivalente ao do Sol (até 4 vezes a massa solar) mas esgotaram o suprimento de hidrogénio no seu núcleo. Durante a fase inicial de vida, a estrela esteve queimando hidrogénio no núcleo a uma temperatura de 2x107K (kelvin) e transformando-o em Hélio.
 
 
Evolução
 
Basicamente, o processo é a fusão entre protões (hidrogénio ionizado) que se convertem em partículas alfa (núcleos de Hélio totalmente ionizado) uma vez que a esta temperatura os electrões não conseguem ficar presos aos núcleos.
 
 
Diagrama de Hertzsprung-Russell
 
De acordo com o Diagrama de Hertzsprung-Russell, uma gigante vermelha é uma estrela enorme que não faz parte da Sequência Principal e pela Classificação Estelar é uma estrela entre as classes K ou M; Exemplos incluem Aldebaran e Arcturus.
 
 
Da Sequência Principal até à Gigante
 
Todas as estrelas na Sequência Principal, como o Sol, terão a sua fase de gigante. Durante a sua fase de desenvolvimento inicial, na qual ela se encontra na sequência principal, a estrela esteve a queimar Hidrogénio e acumulando Hélio (já que a temperatura nesta fase não é suficiente para usar o Hélio como combustível).
 
 
Colapso gravitacional
 
O Hélio produzido nesta primeira fase foi-se acumulando, devido à gravidade, no próprio núcleo. Quando a estrela esgotar o stock de hidrogénio no núcleo as reacções no centro da estrela começarão a esgotar-se até parar. A estrela então entra em colapso gravitacional. As camadas interiores colapsam mais rapidamente que as exteriores e, devido à compressão, a temperatura do núcleo volta novamente a subir. Este novo aumento de temperatura permite uma nova fase de queima de hidrogénio na casca ao redor do núcleo, chamada de queima de casca. Esta queima de casca é um processo rápido uma vez que a casca ainda se está colapsando e a temperatura subindo. A luminosidade então aumenta, e no diagrama HR a estrela começa a deslocar-se da sequência principal em direcção ao topo superior direito. A camada externa da estrela expande-se devido à nova onda de energia vinda do interior. A estrela está a tornar-se uma Sub-gigante e posteriormente tornar-se-á uma Gigante vermelha.
 
 
Temperatura superficial
 
Na superfície da estrela a quantidade de energia resultando da fusão está agora distribuída por uma área muito maior e portanto a sua temperatura de superfície será mais fria que antes e a estrela começa a avermelhar, de onde vem portanto o nome Gigantes vermelhas. Apesar da sua temperatura ser menor, as gigantes vermelhas são muito brilhantes devido ao seu enorme tamanho.
 
 
O Sol
 
Quando o Sol se tornar uma gigante vermelha o seu raio irá incorporar as órbitas de Mercúrio e Vénus e talvez até a da própria Terra. Mesmo que a Terra não seja engolida pelo Sol, a sua temperatura será tão alta que a atmosfera e os oceanos ter-se-ão evaporado e a vida na Terra estará extinta.
 
Durante esta primeira fase de colapso, logo após o esgotamento do Hidrogénio no núcleo, a estrela poderá atingir a temperatura necessária para que ela entre numa nova fase e passe a queimar Hélio (para isto a temperatura no núcleo deverá chegar a 3x108K, mais que 10 vezes a necessária para a queima de Hidrogénio). Estrelas massivas da sequência principal ao passarem por este processo tornam-se Super-gigantes, como Betelgeuse na constelação de Orion. Betelgeuse é uma estrela de brilho variável e é a 10ª ou 12ª estrela mais brilhante no firmamento.
 
 
Hélio
 
Numa estrela com massa menor que 2,5 a massa do Sol, a adição de Hélio vinda da queima de Hidrogénio na casca, irá causar um Flash de Hélio; uma queima abrupta de Hélio no núcleo, após o qual a estrela entra num breve período estável de queima de Hélio. Neste período a fusão do Hélio no núcleo liberta mais energia por segundo do que quando a estrela estava no sequência principal. O equilíbrio hidrostático será mantido até que o combustível do núcleo se esgote novamente.
 
 
Oscilação
 
As estrelas massivas podem entrar e sair da fase de gigante vermelha várias vezes, a cada etapa queimando nos seus núcleos um combustível mais pesado que na etapa anterior. Neste casos estas estrelas estão no que se chama de Braço assintótico gigante. Estrelas como o nosso Sol podem sintetizar átomos até o Carbono e Oxigénio. Estrelas mais pesadas podem sintetizar átomos com peso atómico até igual o do ferro.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

01
Abr06

Você sabia...

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Você sabia... que não é só a Terra que tem lua?
Outros seis planetas do Sistema Solar também têm seus satélites naturais!
 
Além da Terra, mais seis planetas do Sistema Solar têm satélites, ou seja, corpos celestes que giram ao seu redor. São eles: Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão. De todos, o que mais tem luas é Júpiter, com 63. Mas se há planetas com muitos satélites, há outros com nenhum. Mercúrio e Vénus, por exemplo, não têm sequer uma lua para contar história. Sobre as dos outros planetas, porém, quanto há para contar...
 
A maior lua de Saturno, Titã, é uma das poucas que tem atmosfera: uma camada de gases ao seu redor. Acredita-se que essa atmosfera seja semelhante à da Terra antes do surgimento da vida. Por isso, uma sonda pousou em Titã recentemente para estudá-lo.
 
Bianca, Miranda, Julieta e outras luas de Urano, por sua vez, podem ser consideradas únicas porque, ao contrário da maioria dos satélites do Sistema Solar, levam nomes de personagens criados por William Shakespeare, autor de peças famosas como Romeu e Julieta. Em geral, as luas são baptizadas com nomes da mitologia grega. A única lua de Plutão, Caronte, por exemplo, recebe o nome do barqueiro que, para os gregos, levava as almas dos mortos para o mundo inferior.
 
E o que dizer de Tritão, a maior lua de Neptuno? Ela gira para um lado e o planeta... para outro, sendo que é o único dos grandes satélites a fazer isso.
 
Já as luas de Marte...
Em 1887, um astrónomo estava quase desistindo de buscar luas ao redor desse planeta quando a sua mulher o encorajou a prosseguir a busca. Na noite seguinte, ele descobriu Deimos, e seis noites depois, Phobos. Para você ver o valor de um incentivo!

Mara Figueira
Instituto Ciência Hoje/RJ.
30
Mar06

Aurora boreal

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Aurora boreal


A Aurora boreal acontece no pólo norte, enquanto a aurora austral acontece no pólo sul. Este fenómeno é causado por uma tempestade magnética, que decorre de explosões no Sol que se espalham no espaço e ao contacto com as extremidades do Planeta Terra causam efeitos visuais impressionantes.
 
As Auroras boreais são causadas pelo facto do Sol emitir em todas as direcções uma grande quantidade de partículas electricamente carregadas, este fluxo de partículas recebe o nome de vento solar, que ao atingir as altas camadas da atmosfera da Terra, são capturadas e aceleradas pelo magnetismo terrestre (que é mais intenso nas regiões polares) formam correntes eléctricas que colidem com átomos de oxigénio e nitrogénio - num processo semelhante à ionização de gases que faz acender o tubo de uma lâmpada fluorescente.
 
Esses choques produzem radiação em diversos comprimentos de onda, gerando assim as cores características da aurora, em tonalidades fortes e cintilantes. Normalmente, as auroras boreais são esverdeadas pois os átomos de oxigénio das altas camadas atmosféricas emitem luz verde, após serem excitados pelos electrões de alta velocidade do vento solar. Quando a tempestade é mais forte, as camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar e a aurora boreal pode tornar-se vermelha, cor da luz emitida por átomos excitados de nitrogénio, outro constituinte de nossa atmosfera.
 
O vento solar é a emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar. Próximo da Terra a velocidade das partículas é em torno de 400 a 800 km/s, a sua densidade gira algo próximo de 10 partículas por centímetro cúbico. Exemplo do efeito do vento solar são as caudas cometárias, que têm a sua orientação conduzida pela direcção do vento solar que também influi nos campos magnéticos planetários, as magnetosferas, pois deflectem as partículas, impedindo-as de chegar às superfícies dos planetas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


24
Mar06

Portal do Astrónomo

Praia da Claridade

www.portaldoastronomo.org


Fontewww.portaldoastronomo.org O Portal do Astrónomo.
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NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 215

O Tema do Mês dedicado aos "Almanaques" fala esta semana de galinhas, mais concretamente do Ovo de Colombo. Qual a relação com o assunto do Tema do Mês é algo que terá de ler na 4ª parte em:
http://portaldoastronomo.org/tema.php?id=26

Nas Crónicas, Phil Plait fala-nos em crateras escondidas à vista de todos:
http://portaldoastronomo.org/cronica.php?id=46

Durante a próxima semana o céu vai brindar-nos com alguns eventos
interessantes, infelizmente nem todos visíveis a partir de Portugal.

Comecemos com o que podemos ver: no dia 26 de madrugada antes do Sol nascer, um fino minguante lunar com 14% de fase estará ligeiramente a Sul de um brilhante Vénus com mag. -4,4 e uma fase pronunciada de 50%. A separação entre os dois astros é de uns generosos 6º30' aproximadamente, por isso esta conjunção será melhor vista a olho nu ou com uns binóculos de baixa ampliação, de 6x ou 8x.

No dia seguinte, dia 27, é a vez de um discreto Mercúrio ser visitado pelo nosso satélite natural. O planeta mais interior do sistema solar terá uma mag. 1,1 e estará a menos de 5º de altitude por altura do crepúsculo civil em Lisboa, por isso irá precisar de um local com bom horizonte Oeste, e atmosfera bastante limpa. A Lua, com uma fase de 7% estará aproximadamente a 7º30' de distância e sensivelmente à mesma altura, por isso mais uma vez irá precisar de baixa ampliação para observar esta conjunção com auxílio óptico, no máximo 6x.

No dia 29 teremos a chegada da Lua Nova, às 10h15 UT, e ao mesmo tempo seremos brindados com um eclipse do Sol, que será apenas parcial em Portugal. Por terras lusas aproximadamente 25% do sol ficará obstruído pela Lua, sendo o máximo em Lisboa às 10h02 UT, ou 11h02 hora local. Não se esqueça que olhar para o Sol sem protecção adequada pode ter consequências graves para a sua visão, por isso use sempre um filtro solar apropriado quando observar este eclipse.

Para observar este eclipse como total irá precisar de se deslocar para alguns países africanos, como a Líbia ou o Egipto, ou mais a norte, para a Turquia, entre outros. Uma pequena parte do Brasil também vai poder ver o eclipse total ao nascer do sol, sendo no entanto um evento muito curto neste local.

Finalmente para encerrar, recordamos que no próximo Domingo Portugal passa para a hora de verão, devendo adiantar o seu relógio 1h na noite de Sábado para Domingo.

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Conferência: Astronomia e Ciências Espaciais, Comunicação e Educação
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=630

A conferência "Astronomia e Ciências Espaciais, Comunicação e Educação" decorrerá nos próximos dias 21 e 22 de Abril de 2006, no Centro Multimeios de Espinho. Esta conferência tem como objectivo reflectir sobre o estado actual da Astronomia e Astrofísica em aspectos onde a Comunicação e a Educação se conjugam. O público-alvo inclui astrónomos e agentes nacionais do ensino e da divulgação da ciência - desde as escolas ao sector privado, passando pelos investigadores e pela comunicação social.


A dança cósmica das galáxias distantes
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=631

Através de um estudo de dezenas de galáxias distantes, realizado com a ajuda do GIRAFFE do VLT (ESO), uma equipa internacional de astrónomos descobriu que a relação entre a quantidade de matéria escura e de estrelas nas galáxias era, há 6 mil milhões de anos, semelhante à de hoje. Esta descoberta, uma vez confirmada, sugere uma interacção mais estreita do que seria de prever entre a matéria escura e a matéria normal. Os cientistas descobriram também que 4 em cada 10 galáxias estão fora do estado de equilíbrio, o que pode implicar que as colisões e fusões de galáxias são importantes na sua formação e evolução. Estes resultados vêm trazer uma nova luz sobre a forma como as galáxias evoluíram desde a altura em que o Universo tinha apenas metade da sua idade actual.
21
Mar06

A Primavera

Praia da Claridade


A Primavera está frequentente associada ao desabrochar das flores - Quadro de Carl Larsson
A Primavera está frequentente associada ao desabrochar das flores
- Quadro de Carl Larsson -



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão, iniciando-se, no hemisfério norte cerca do dia 20 de Março e terminando cerca de 21 de Junho. No hemisfério sul, inicia-se por volta de 22 de Setembro e termina em redor de 21 de Dezembro. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
 
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro.
 
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
 
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações.

Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.

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