Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Estação de São Bento

 
Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal
 
Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal
 
 
Azulejos na Estação de São Bento na cidade do Porto, Portugal
 
Azulejos na Estação de São Bento na cidade do Porto, Portugal
 
 

A Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal, inaugurada em 1916. Foi edificada no princípio do século XX no preciso local onde existiu o Convento de S. Bento de Avé-Maria. Daí o nome com que a estação foi baptizada. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço (1864-1942). É um dos mais notáveis empreendimentos artísticos que marcou o início do século XX. O edifício é do arquitecto Marques da Silva.
 
Jorge Colaço (1868-1942) foi um pintor português. Nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos, filho de um diplomata. Estudou arte em Lisboa, Madrid e Paris. Exímio desenhador destacou-se na caricatura, na pintura e no azulejo, aqui com capacidades inovadoras de processos e de técnicas.
 
Está representado com grandes painéis de azulejo em muitos edifícios públicos nacionais, do seu tempo:
  • Estação de São Bento  - Porto (1903)
  • Palácio Hotel do Buçaco  - Luso (1907)
  • Pavilhão dos Desportos  - Lisboa (1922)
  • Exterior da Igreja de Santo Ildefonso  -  Porto(1932)
  • Casa do Alentejo (Palácio Alverca)  - Lisboa
  • Palácio da Bemposta (Academia Militar)  - Lisboa
  • Torre de São Paulo, nas Muralhas de Ponte de Lima
Tem também obras no Palácio de Windsor em Inglaterra, no antigo palácio da Sociedade das Nações em Genebra, em Buenos Aires, em Cuba, no Brasil, etc..
 
 
José Marques da Silva, (Barcelos, 1869 - Porto, 1947) foi um arquitecto português. Fez o seu curso na Academia Portuense de Belas-Artes, seguindo depois para Paris, onde viveu entre 1889 e 1896, e onde obteve o diploma de arquitecto com altas classificações. Regressou a Portugal e criou rapidamente nome, pelo número e importância dos trabalhos que projectou e construiu. Alguns foram premiados na Exposição Universal de Paris 1900 e na do Rio de Janeiro 1908, com medalhas de prata e de ouro. Em 1907 foi nomeado professor de Arquitectura da Escola de Belas Artes do Porto e em 1913 seu director, aposentando-se, por limite de idade, em 1939. Foi académico de mérito das Academias de Belas-Artes de Lisboa e Porto, sócio correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes e oficial da Ordem de Santiago. Foi também professor do antigo Instituto Industrial e Comercial do Porto.
 
Estação de São Bento, panorama a 360º:  aqui
Outros panoramas da cidade do Porto:
 aqui
 
Endereços gentilmente cedidos pelo autor do blog:
Acerca do Mundo, a quem agradeço.
 
 
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Domingo, 2 de Abril de 2006

A Pintura


A pintura refere-se genericamente à técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas.
 
Num sentido mais específico, é a Arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de frescos).
 
Fresco ou Afresco é o nome dado a uma obra pictórica feita sobre parede, com base de gesso ou argamassa.
Assume, frequentemente a forma de mural.
 
A pintura é considerada por muitos como um dos suportes artísticos tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo, tais como a Mona Lisa, são pinturas.


A Mona Lisa de Leonardo da Vinci, exposta no museu do Louvre, é provavelmente a pintura mais conhecida do mundo
A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, exposta no museu do Louvre,
é provavelmente a pintura mais conhecida do mundo



Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou em, francês, La Joconde), é a mais notável e conhecida obra do pintor italiano Leonardo da Vinci. É nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato :


Detalhe do rosto da Mona Lisa em que a técnica do Sfumato pode ser observada. Reparar nos lábios e bochechas
Detalhe do rosto da Mona Lisa em que a técnica do Sfumato pode ser observada. Reparar nos lábios e bochechas


 
Sfumato  é um termo criado por Leonardo da Vinci  para se referir à técnica de pintura em que sucessivas camadas de cor são misturadas em diferentes gradientes de forma a passar ao olho humano a sensação de profundidade, forma e volume. Em particular, refere-se à mistura de matizes ou tons de um matiz de forma tão subtil que não ocorre uma transição abrupta entre eles. Em italiano, sfumato quer dizer "misturado" com conotações de "esfumaçado" e é derivado da palavra italiana referente à "fumaça". Leonardo descrevia o sfumato como "sem linhas ou limites, à maneira da fumaça". A partir de sua introdução à pintura no Renascimento, o sfumato passou a ser uma técnica universal de desenho e pintura, sendo ensinada como um conhecimento básico para estudantes de artes. Talvez o mais famoso exemplo da aplicação do sfumato seja o rosto da Mona Lisa.

A pintura diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, enquanto aquele apropria-se principalmente de materiais secos.

 
Cor
 
O elemento fundamental da pintura é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes numa obra constitui a sua estrutura fundamental, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros. Estas relações estão implícitas na maior parte das obras da História da Arte e a sua explicitação foi uma bandeira dos pintores abstractos.
 

História
 
A pintura é uma manifestação estética do ser humano que acompanha toda a sua história. Ainda que durante o período grego clássico não se tenha desenvolvido tanto quanto a escultura, a Pintura foi uma das principais formas de expressão dos povos medievais, do Renascimento e de praticamente todos os movimentos artísticos que existiram até à segunda metade do século XX.
 
A pintura tornou-se, a partir daí, um suporte secundário, frente à crise da arte moderna e ao advento de novos suportes, como as instalações, o vídeo, etc. Durante a década de 1980 assistiu-se a um breve revigorar.
 

Pintura figurativa e abstracta
 
Quando o artista pretende reproduzir no seu quadro uma realidade que lhe é familiar, como a sua realidade natural e sensível ou a sua realidade interna, a pintura é essencialmente a representação pictórica de um tema: é uma pintura figurativa. O tema pode ser uma paisagem (natural ou imaginada), uma natureza morta, uma cena mitológica ou quotidiana, mas independente disto a pintura manifestar-se-á como um conjunto de cores e luz. Esta foi praticamente a única abordagem dada ao problema em toda a arte ocidental até meados do início do século XX.
 
A partir das pesquisas de Paul Cézanne, os artistas começaram a perceber que era possível lidar com realidades que não necessariamente as externas, dialogando com características dos elementos que são próprios da pintura, como a cor, a luz e o desenho. Com o aprofundamento destas pesquisas, Wassily Kandinsky chegou à abstracção total em 1917. A pintura abstracta não procura retratar objectos ou paisagens, pois está inserida numa realidade própria.
 
A abstracção pode ser, porém, construída, manifestando-se numa realidade concreta, porém artificial. Esta foi a abordagem dos construtivistas e de movimentos similares. Já os expressionistas abstractos, como Jackson Pollock, não construíam a realidade, mas encontravam-na ao acaso. Este tipo de pintura abstracta resulta diametralmente oposta à primeira: enquanto aquela busca uma certa racionalidade e expressa apenas as relações estéticas do quadro, esta é normalmente caótica e expressa o instinto e sensações do artista quando da pintura da obra.


Arte abstracta 
Arte abstracta



A arte abstracta é geralmente entendida como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objectos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, faz uso das relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.
 
 
Técnica da Pintura
 
Enquanto técnica, a Pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas).
 
A escolha dos materiais e técnica adequadas está directamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido. Desta forma, a análise de qualquer obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica utilizadas.
 
O suporte mais comum é a tela (normalmente uma superfície de madeira coberta por algum tipo de tecido), embora durante a Idade Média e o Renascimento o fresco tenha tido mais importância. É possível também usar o papel (embora seja muito pouco adequado à maior parte das tintas). Quanto aos materiais, a escolha é mais demorada e, normalmente, envolve uma preferência pessoal do pintor e a sua disponibilidade. Materiais comuns são: a tinta a óleo, a tinta acrílica, o guache e a aguarela. É também possível lidar com pastéis e lápis, embora estes materiais estejam mais identificados com o desenho.


Carl Larsson - A Pesca do Lagostim, aguarela, 1897 
Carl Larsson - A Pesca do Lagostim, aguarela, 1897



Aguarela
é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem.
São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sinto-me: contemplativo
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Segunda-feira, 27 de Março de 2006

Dia Mundial do Teatro


O teatro é uma arte em que um actor ou conjunto de actores interpreta uma história ou actividades que têm como objectivo re/presentar (tornar a apresentar) uma situação e despertar sentimentos na audiência. Teatro significa lugar onde se vê e se ouve.
 
Grécia Antiga
 
A consolidação do teatro, enquanto espectáculo, na Grécia antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio. A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus (procissões). Com o passar do tempo essas procissões, que eram conhecidas como Dioníaces, foram ficando cada vez mais elaboradas e surgiram os Directores de Coro (organizador de Procissões). Nas procissões os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e em procissões urbanas reuniam-se aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres) as festas eram menores. O primeiro Director de Coro foi Térpis, que foi convidado pelo tirano Préstato para dirigir a procissão de Atenas. Terpis desenvolveu o uso de máscaras para representar (em razão do grande número de participantes era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualizar o sentimento da cena pelas máscaras). O Coro é composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças relatam as histórias do personagem. Ele é o intermediário entre o actor e a plateia e traz os pensamentos e sentimentos a tona, traz também a conclusão da peça. Pode haver o Corifeu, que é um representante do coro que se comunica com a plateia.
 
Numa dessas procissões Terpis inovou ao subir a um “tablado” (Thymele – altar), para responder ao coro, e assim tornou-se o primeiro respondedor de couro (hypócrites) e consequentemente surgiram os diálogos e Térpis tornou-se o primeiro actor grego.
 
OS TRAGEDIÓGRAFOS: Muitas das tragédias escritas perderam-se, e na actualidade são 3 (três) os Tragediógrafos conhecidos e considerados importantes: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.
 
ÉSQUILO (525 a 456 a.C aproximadamente) – Principal Texto: Prometeu Acorrentado. Tema Principal que tratava: Contava factos sobre os Deuses e os Mitos.
 
SÓFOCLES (496 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: Édipo Rei. Tema Principal que tratava: das grandes figuras Reais.
 
EURÍPIDES (484 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: As Troianas – Tema Principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (Pai do Drama Ocidental).
 
 
Teatro em Portugal
 
Gil Vicente (1465 - 1536?) é considerado o fundador do teatro português, no século XVI. Este, na sua Farsa dos Almocreves, em 1526 fala do Brasil. António Ferreira (Lisboa, 1528 - 1569), estudou em Coimbra e foi o discípulo mais famoso de Sá de Miranda, tendo sido um dos impulsionadores da cultura renascentista em Portugal. Escreveu a primeira tragédia do classicismo renascentista português, Castro (1587), inspirada nos amores de D. Pedro e D. Inês de Castro, traduzida para inglês em 1597 e posteriormente para francês e alemão.
 
D. José, rei de Portugal, seguindo as instruções de seu pai, inaugurou em Lisboa a 2 de Abril de 1755 o Teatro Real do Paço da Ribeira, mais conhecido por Ópera do Tejo, situado junto ao rio, num espaço entre os actuais Terreiro do Paço (Pç. do Comércio) e Cais do Sodré. Seria a estrutura mais luxuosa e inovadora do género na Europa, que cairia totalmente por terra com o terrível Terramoto de 1755 e contando apenas sete meses de vida.
 
Almeida Garrett (Porto, 1799 - Lisboa, 1854), foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico que fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. «Frei Luís de Sousa» é a sua maior obra.
 
Já no século XX encontramos grandes nomes da literatura portuguesa a escrever para teatro como é o caso de Júlio Dantas, Raul Brandão e José Régio. Às portas dos anos 60 o contexto político fomenta uma nova literatura de intervenção que se estende aos palcos através dos nomes de Bernardo Santareno, Luiz Francisco Rebello, José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro, que produziram grandes e intensas obras.
 
Neste momento existe em Portugal um teatro dominado acima de tudo por encenadores carismáticos como Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia), João Mota (Comuna Teatro de Pesquisa), Jorge Silva Melo (Artistas Unidos) e Joaquim Benite (Companhia de Teatro de Almada).
 
Com grande divulgação encontramos o Festival de Almada, FITEI (Porto) e Citemor (Montemor-O-Velho), entre outros, que acolhem o que de melhor se faz em Teatro em Portugal e no mundo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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