Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

O Canal de Suez

 
O Canal de Suez



O Canal de Suez  é um canal longo de 163 km que liga Port-Saïd, porto egípcio no
Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.
 
Ele permite às embarcações irem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo
Cabo da Boa Esperança
. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
 
História
Antiguidade
 
Possivelmente no começo da 12ª Dinastia o faraó Senuseret III (1878 a.C. - 1839 a.C.) deve ter construído um canal oeste-leste escavado através do Wadi Tumilat, unindo o
Rio Nilo ao Mar Vermelho, para o comércio directo com Punt. Evidências indicam a sua existência pelo menos no século 13 a.C. durante o reinado de Ramsés II. Mais tarde entrou em decadência, e de acordo com a História do historiador grego Heródoto, o canal foi re-escavado por volta de 600 a.C. por Necho II, embora Necho II não tenha completado o seu projecto.
 
O canal foi finalmente completado em cerca de 500 a.C. pelo rei Dario I, o conquistador persa do Egipto. Dario comemorou o seu feito com inúmeras estelas de granito que ele ergue às margens do Nilo, incluindo uma próximo a Kabret, a 130 km de Suez, onde se lê:
Diz o rei Dario: Eu sou um persa. Partindo da Pérsia, conquistei o Egipto. Eu ordenei que esse canal fosse escavado a partir do rio chamado Nilo que corre no Egipto, até ao mar que começa na Pérsia. Quando o canal foi escavado como eu ordenei, navios vieram do Egipto através deste canal para a Pérsia, como era a minha intenção.
O canal foi novamente restaurado por Ptolomeu II Filadelfo por volta de 250 a.C. Nos próximos 1000 anos ele será sucessivamente modificado, destruído, e reconstruído, até ser totalmente abandonado no século VIII pelo califa abássida Al-Mansur.
 
  
O moderno Canal de Suez
 
A Companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.
 
Estima-se que 1,5 milhões de egípcios tenham participado à construção do canal e que 125.000 morreram, principalmente da cólera.
 
Em 17 de Fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de Novembro de 1869. O imperador Napoleão III estava presente, e foi a première da ópera Aïda.Também presente como jornalista convidado, o escritor português
Eça de Queirós escreveu uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa.
 
A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender a sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a sua rota para as Índias. Essa compra, conduzida pelo primeiro-ministro Disraeli, foi financiada por um empréstimo do banco Rotschild. As tropas britânicas instalaram-se nas margens do canal, para o proteger, em 1882.
 
Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os ingleses negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia o Médio Oriente, de modo a afastar a influência francesa do canal.
 
Em 26 de Julho de 1956, Nasser nacionaliza a Companhia do Canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuão, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram congelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais accionistas do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Médio Oriente e apoia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel lançam-se então numa operação militar, baptizada "operação mosqueteiro", em 29 de Outubro de 1956. A Crise do Canal de Suez durou uma semana. A Nações Unidas confirmaram a legitimidade egípcia e condenaram a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução.
 
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU permanecendo lá estacionada até 1974.
 
Características
 
O canal não possui eclusas, pois todo o trajecto está ao nível do mar, contrariamente ao
Canal do Panamá. O seu traçado apoia-se em três planos de água, os lagos Manzala, Timsah e Amer.
 
O canal permite a passagem de navios de 15 m de quilha submersa, mas estão previstos trabalhos a fim de permitir a passagem de superpetroleiros até 22 metros no ano de 2010. Actualmente, esses enormes navios devem descarregar uma parte da carga num barco que pertence ao canal para o poderem atravessar.
 
A sua largura média é de 365 metros, dos quais 190 m são navegáveis. Inicialmente, esses dois valores eram de 52 e 44 m. Situados dos dois lados do canal, os canais de derivação atingem a largura total da obra a 195 km.
 
Aproximadamente 15.000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.

Zona do Canal de Suez
  • 25 de Abril 1859  - início da construção do canal.
  • 16 de Novembro de 1869  - o Canal de Suez é aberto; operado e pertencente à Companhia do Canal de Suez (Compagnie Universelle du Canal Maritime de Suez).
  • 25 de Novembro de 1875  - o Reino Unido torna-se accionista maioritário do Canal de Suez (172.602 acções de um total de 400.000 acções ordinárias).
  • 25 de Agosto de 1882  - os britânicos tomam o controle do canal.
  • 14 de Novembro de 1936  - a Zona do Canal de Suez é estabelecida, sob controle britânico.
  • 13 de Junho de 1956  - a Zona do Canal de Suez é devolvida ao Egipto.
  • 26 de Julho de 1956  - o Egipto nacionaliza o Canal de Suez.
  • 5 de Novembro de 1956 - 22 de Novembro de 1956 - forças francesas, britânicas e israelitas ocupam a Zona do Canal de Suez.
  • 22 de Dezembro de 1956  - o canal é novamente devolvido ao Egipto.
  • 10 de Abril de 1957  - o canal é reaberto.
  • 5 de Junho de 1967 - 5 de Junho de 1975 - o canal é fechado e bloqueado pelo Egipto.
Fonte: Wikipédia.

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Sábado, 26 de Agosto de 2006

A Pietà de Miguel Ângelo

 
A Pietà de Miguel Ângelo
 
A Pietà de Miguel Ângelo
 
 

A Pietà é uma das mais famosas esculturas feitas por Michelangelo (pintor, escultor, poeta e arquitecto renascentista italiano). Ela representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria.
 
História
 
Em 26 de Agosto de 1498 (faz hoje 508 anos), o cardeal francês Jean de Bilheres encomendou a Miguel Ângelo uma imagem da Virgem para a Capela dos Reis de França, na antiga Basílica de São Pedro.
 
Juntando capacidades criadoras geniais a uma técnica perfeita, o artista toscano (Toscana é uma região da Itália central) criou então a sua mais acabada e famosa escultura: a Pietà.
 
Iniciara-se como artista ainda durante o Quattrocento, em Florença, onde trabalhou para os Médicis, mas a Pietà foi a sua primeira grande obra escultórica. Trata-se de um trabalho de admirável perfeição, organizado segundo um esquema em forma de pirâmide, um formato muito utilizado pelos pintores e escultores renascentistas.
 
Nesta obra delicada o artista encontrou a solução ideal para um problema que preocupara os escultores do Primeiro Renascimento: a colocação do Corpo de Cristo morto no regaço de Maria. Para isso alterou deliberadamente as proporções: o Cristo é menor que a Virgem, quer para dar a impressão de não esmagar a Mãe e mostrar que é seu Filho, quer para não “sair” do esquema triangular. A Virgem Maria foi representada muito jovem e com uma nobre resignação: a expressão dolorosa do rosto é idealizada, contrastando com a angústia que tradicionalmente os artistas lhe imprimiam.Torna-se assim evidente a influência do “pathos” dos clássicos gregos.
 
O requinte e esmero da modelação e o tratamento da superfície do mármore, polido como um marfim, deram-lhe a reputação de uma das mais belas esculturas de todos os tempos. Michelangelo tinha apenas 23 anos de idade. Em função da sua pouca idade na realização desta obra não acreditaram que ele fora seu autor. Assim, esculpiu o seu nome na faixa que atravessa o peito da figura feminina.
Fonte: Wikipédia.
 
 
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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006

A Catedral de Colónia

 
A Catedral de Colónia - Alemanha
 
 

 
A Catedral de Colónia, localizada na cidade alemã de Colónia, igreja de estilo gótico, é o marco principal da cidade e símbolo não-oficial.
 
A construção da igreja gótica começou no século XIII e levou, com as interrupções, mais de 600 anos para ser completada. As duas torres possuem 157 metros de altura, com a catedral possuindo o comprimento de 144 metros e largura de 86 metros. Quando foi concluída em 1880, era o prédio mais alto do mundo. A catedral é dedicada a São Pedro e a Maria.
 
Foi construída no local de um templo romano do século IV, um edifício quadrado conhecido como a "mais velha catedral" e administrada por Maternus, o primeiro bispo cristão de Colónia. Uma segunda igreja foi construída no local, a tão chamada "Velha Catedral", cuja construção foi completada em 818, e que acabou queimada em 30 de Abril de 1248.
 
Com a Segunda Guerra Mundial, a catedral recebeu 14 ataques por parte de bombas aéreas, mas com sorte não caiu; a reconstrução foi completada em 1956. Na base da torre noroeste, um reparo de emergência realizado com tijolos de má-qualidade retirados de uma ruína próxima da guerra permaneceu visível até fim da década de 1990 como uma lembrança da guerra, mas então foi decidido que a parte deveria ser reformada para seguir a aparência original.
 
Segundo a tradição, no interior da catedral está guardada a urna de ouro com os restos mortais dos Três Reis Magos Baltazar, Belchior e Gaspar.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Domingo, 6 de Agosto de 2006

Ponte 25 de Abril - Lisboa

 
Ponte 25 de Abril - Lisboa - Portugal
 
 
 

A primeira ideia sobre a construção de uma ponte que viesse a ligar a cidade de Lisboa à margem esquerda do Rio Tejo remonta ao ano de 1876.
 
Nessa altura, o engenheiro Miguel Pais sugere que a sua construção seja feita entre Lisboa e Montijo. Em 1888 , um engenheiro norte-americano, de nome Lye, propõe que a ponte seja construída entre a zona do Chiado, em Lisboa, e Almada.
 
No ano de 1889, dois engenheiros franceses, de nome Bartissol e Seyrig, sugerem a ligação rodoviária e ferroviária a partir da zona da Rocha Conde de Óbidos, do lado de Lisboa, e Almada. Logo no ano seguinte, surge uma nova proposta, feita por uma empresa alemã, que propunha a ligação entre a zona do Beato, do lado de Lisboa, e o Montijo. Esta ideia teve bastante aceitação por parte da opinião pública.
 
Já no século vinte, no ano de 1913, o governo português recebe uma sugestão para a construção de uma ponte, retomando a ligação entre a zona da Rocha Conde de Óbidos e Almada. Esta proposta é reatada, em 1921, pelo engenheiro espanhol Alfonso Peña Boeuf, chegando o seu projecto a ser discutido no Parlamento português. Decorria o ano de 1929, quando o engenheiro português António Belo solicita a concessão de uma via férrea a estabelecer sobre o Rio Tejo, a partir da zona do Beato, em Lisboa, e o Montijo.
 
Perante esta iniciativa, o ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco, acaba por nomear, no ano de 1933, uma Comissão, com o fim de analisar a proposta em causa, tendo ele próprio, apresentado, em 1934, uma proposta ao Governo, de que fazia parte, para a construção de uma ponte rodo-ferroviária sobre o rio Tejo. Contudo, todas estas propostas vão acabando por serem todas preteridas, em favor das obras da ponte de Vila Franca de Xira.
 
Só no ano de 1953 é que o Governo português cria uma Comissão com o objectivo de estudar e apresentar soluções sobre a questão do tráfego ferroviário e rodoviário entre Lisboa e a chamada margem sul do Rio Tejo.
 
Finalmente, em 1958, os governantes portugueses decidem-se, oficialmente, pela construção de uma ponte. No ano seguinte, é aberto um concurso público internacional, para sejam apresentadas propostas para a sua construção. Após a apresentação de quatro propostas, o que aconteceu no ano de 1960, a obra é adjudicada à empresa norte-americana United States Steel Export Company, que, já em 1935, tinha apresentado um projecto para a sua construção. A 5 de Novembro de 1962 iniciam-se os trabalhos de construção. Menos de quatro anos após o início destes, ou seja, passados 45 meses, a ponte sobre o Tejo é inaugurada (seis meses antes do prazo previsto), cerimónia que decorreu no dia 6 de Agosto de 1966, do lado de Almada, na presença das mais altas individualidades portuguesas, das quais se destacam o Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás, o Presidente do Governo, António de Oliveira Salazar e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, passando a ser chamada, oficialmente, por Ponte Salazar. Comemora-se hoje o 40º aniversário.
 
Logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu nome é mudado para Ponte 25 de Abril. O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, actualmente, a perto de onze milhões de euros.
 
Ainda que projectada para suportar, em simultâneo, tráfego ferroviário e rodoviário, nesta fase só fica preparada para a passagem de veículos rodoviários. É em 1990, que o Governo português procede à elaboração de um projecto para a instalação do tráfego ferroviário, através da montagem de um novo tabuleiro, alguns metros abaixo, do tabuleiro do trânsito rodoviário, já em funcionamento. A 30 de Julho de 1999 é inaugurada este novo tipo de travessia. As consequências resultantes desta travessia não se fizeram esperar, desde a sua entrada em funcionamento, designadamente no que se refere à explosão urbanística que surgiu na margem esquerda do Rio Tejo, de Almada a Setúbal, estimulando, igualmente, o crescimento económico e turístico do sul de Portugal, destacando-se, neste caso, a região do Algarve.
 
Desde o início do seu funcionamento que a circulação rodoviária é intensa, do que resultam situações de congestionamento automóvel diárias. Esclarecedores são os números referentes ao início do ano de 2006: passam na Ponte 25 de Abril sete mil carros, nos dois sentidos, na “hora de ponta” e cento e cinquenta mil, em média, por dia, o que corresponde a mais de 300 mil utilizadores diários.
 
Também a circulação ferroviária é intensa, correspondendo esta à passagem de 157 comboios, diariamente, nos dois sentidos, transportando estes cerca de oitenta mil passageiros/dia. Só no ano de 2005 foram transportados 21 milhões de utentes pela via ferroviária.
 
A grandeza e a imponência da Ponte 25 de Abril está bem expressa no facto de, à data da sua inauguração, ser a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América. Passados quarenta anos, após a sua inauguração, ocupa, agora, o 17º lugar, a nível mundial.
Outros dados relevantes sobre a Ponte 25 de Abril, à data da sua inauguração:
  • 1.012,88 metros de comprimento do vão principal
  • 2.277,64 metros de distância de amarração a amarração
  • 70 metros de altura do vão acima do nível da água
  • 190,47 metros de altura das torres principais acima do nível da água (o que a torna a segunda mais alta construção de Portugal)
  • 58,6 centímetros de diâmetro de cada cabo principal
  • 11.248 fios de aço com 4,87 milímetros de diâmetro, em cada cabo (o que totaliza 54,196 quilómetros de fio de aço)
  • 79,3 metros de profundidade, abaixo do nível de água, no pilar principal, Sul
  • 30 quilómetros de rodovias nos acessos Norte e Sul com 32 estruturas de betão armado e pré-esforçado.
    • estes resultados foram obtidos com a aplicação de 263.000 metros cúbicos de betão e 72.600 toneladas de aço.
Veja a localização da Ponte 25 de Abril neste endereço.
Fonte: wikipedia
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Sábado, 29 de Julho de 2006

Arco do Triunfo e Campos Elísios

Arco do Triunfo (França)
 
Arco do Triunfo (França)
 
 
Vista do leste ao longo do Champs-Élysées do alto do Arco do Triunfo (França)
 
Vista do leste ao longo do Champs-Élysées do alto do Arco do Triunfo (França)
 
 
 

O Arco do Triunfo (francês: Arc de Triomphe) é um monumento da cidade de Paris, capital de França, construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte, que ordenou a sua construção em 1806 ao arquitecto Chalgrin. Foi inaugurado em 1836. Tem gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Na sua base situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído em 1920. Localiza-se na praça Charles de Gaulle, onde termina a mais famosa avenida de Paris, a Champs-Élysées.
 
Champs-Élysées (Campos Elísios) é uma larga avenida em Paris. Com os seus cinemas, cafés e lojas de artigos de luxo, o Champs-Élysées é uma das ruas mais famosas no mundo. O nome refere-se aos Campos Elísios, o reino dos mortos na mitologia grega. A avenida tem 71 metros de largura por 1,9 km de comprimento.
 
A avenida inicia-se na Place de la Concorde, junto ao Museu do Louvre e Jardins das Tulherias, segue a orientação Sudeste-Noroeste e termina na praça Charles de Gaulle, onde está o Arco do Triunfo. O prolongamento para Noroeste na direcção do Grande Arco de la Défense é efectuado pela Avenida de la Grande Armée.
 
Os primeiros projectos de construção de uma grande avenida em linha recta no que é hoje o Champs-Élysées datam de 1667, pelo arquitecto Le Nôtre. A avenida foi sendo prolongada ao longo do século XVIII. É actualmente o local dos grandes desfiles patrióticos franceses, como o de comemoração do armistício da Primeira Guerra Mundial.
 
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Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Santiago de Compostela

 
Espanha: Dia de Santiago de Compostela
 
Catedral de Santiago 
 
Catedral de Santiago
 
 
Santiago de Compostela é um município da Espanha na província da Corunha, capital da comunidade autónoma da Galiza, de área 221,50 km² com população de 92.298 habitantes (2004) e densidade populacional de 416,70 hab/km².
 
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca aonde acorrem os peregrinos que efectuam os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant'Iago, um dos apóstolos de Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
 
Saiba mais aqui: Santiago de Compostela
 
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Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Estação de São Bento

 
Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal
 
Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal
 
 
Azulejos na Estação de São Bento na cidade do Porto, Portugal
 
Azulejos na Estação de São Bento na cidade do Porto, Portugal
 
 

A Estação de São Bento é uma estação de comboio na cidade do Porto, Portugal, inaugurada em 1916. Foi edificada no princípio do século XX no preciso local onde existiu o Convento de S. Bento de Avé-Maria. Daí o nome com que a estação foi baptizada. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço (1864-1942). É um dos mais notáveis empreendimentos artísticos que marcou o início do século XX. O edifício é do arquitecto Marques da Silva.
 
Jorge Colaço (1868-1942) foi um pintor português. Nasceu no Consulado de Portugal em Tânger, Marrocos, filho de um diplomata. Estudou arte em Lisboa, Madrid e Paris. Exímio desenhador destacou-se na caricatura, na pintura e no azulejo, aqui com capacidades inovadoras de processos e de técnicas.
 
Está representado com grandes painéis de azulejo em muitos edifícios públicos nacionais, do seu tempo:
  • Estação de São Bento  - Porto (1903)
  • Palácio Hotel do Buçaco  - Luso (1907)
  • Pavilhão dos Desportos  - Lisboa (1922)
  • Exterior da Igreja de Santo Ildefonso  -  Porto(1932)
  • Casa do Alentejo (Palácio Alverca)  - Lisboa
  • Palácio da Bemposta (Academia Militar)  - Lisboa
  • Torre de São Paulo, nas Muralhas de Ponte de Lima
Tem também obras no Palácio de Windsor em Inglaterra, no antigo palácio da Sociedade das Nações em Genebra, em Buenos Aires, em Cuba, no Brasil, etc..
 
 
José Marques da Silva, (Barcelos, 1869 - Porto, 1947) foi um arquitecto português. Fez o seu curso na Academia Portuense de Belas-Artes, seguindo depois para Paris, onde viveu entre 1889 e 1896, e onde obteve o diploma de arquitecto com altas classificações. Regressou a Portugal e criou rapidamente nome, pelo número e importância dos trabalhos que projectou e construiu. Alguns foram premiados na Exposição Universal de Paris 1900 e na do Rio de Janeiro 1908, com medalhas de prata e de ouro. Em 1907 foi nomeado professor de Arquitectura da Escola de Belas Artes do Porto e em 1913 seu director, aposentando-se, por limite de idade, em 1939. Foi académico de mérito das Academias de Belas-Artes de Lisboa e Porto, sócio correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes e oficial da Ordem de Santiago. Foi também professor do antigo Instituto Industrial e Comercial do Porto.
 
Estação de São Bento, panorama a 360º:  aqui
Outros panoramas da cidade do Porto:
 aqui
 
Endereços gentilmente cedidos pelo autor do blog:
Acerca do Mundo, a quem agradeço.
 
 
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Museu do Prado

 
Entrada do Museu do Prado como a estátua de Velázquez à frente
 
Entrada do Museu do Prado como a estátua de Velázquez à frente
 
   

O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha e um dos mais importantes da Europa e do Mundo. Apresentando belas e preciosas obras de arte, o museu localiza-se em Madrid e foi mandado construir por Carlos III. As obras de construção prolongaram-se por muitos anos, tendo sido inaugurado somente no reinado de Fernando VII.
 
 
História do Museu
 
Quando o rei Carlos III regressou de Nápoles à sua cidade natal, apercebeu-se de que Madrid não havia melhorado em nada desde que de lá tinha saído: Madrid continuava aquele lugar que, convertido repentinamente em capital por obra e graça de Filipe II de Espanha, cresceu precipitada e desordenadamente e de um modo pouco consistente.
 
Decidiu assim encarregar Juan de Villanueva, o arquitecto real, de projectar um edifício destinado às Ciências e que pudesse albergar o Gabinete de História Natural. Tal foi o culminar da carreira artística de Juan de Villanueva, sendo esta a maior e mais ambiciosa obra do neoclassicismo espanhol.
 
Com a construção deste edifício, concebido como uma operação urbanística de elevados custos, o rei Carlos III pretendia dotar a capital do seu reino com um espaço urbano e monumental, como os que abundavam nas restantes capitais europeias.
 
As obras de construção do museu prolongaram-se por muitos anos, ao largo de todo o reinado de Carlos IV. Porém, a chegada dos franceses a Espanha e a Guerra da Independência, interromperam-nas. Foi então utilizado para fins militares, tendo-se aqui estabelecido um quartel militar. Neste momento começou a deterioração do edifício, que se notava cada vez mais, à medida que os anos avançavam.
 
Aborrecidos, Fernando VII e a sua esposa, Maria Isabel de Bragança, puseram fim a tal situação, impedindo que o museu chegasse à ruína total e recuperando-o.
 
Isabel foi a grande impulsionadora deste projecto e é a ela que se deve o êxito final, mesmo que não tenha vivido para saboreá-lo, pois morreu um ano antes da grande inauguração do museu, a 19 de Novembro de 1819.
 
Contendo colecções de pintura e escultura (e entre outros), provenientes das colecções reais e da nobreza, o museu detinha, aquando da sua inauguração, cerca de 311 obras de arte.
 
Foi, pois, um dos primeiros museus públicos de toda a Europa e o primeiro de Espanha, fazendo assim notar a sua função recreativa e educacional.
 
No final do século XIX, mais precisamente em 1872, todo o acervo do Museu da Trindade foi doado ao Prado. As obras, de temática religiosa, eram na maioria expropriações dos bens eclesiásticos, como forma de amortização das dívidas do clero para com o reino.
 
Desde a fusão dos dois museus, o acervo foi ampliado com muitas outras obras de arte, por doações, heranças e novas aquisições.
 
Em 2006, teve lugar no Prado uma das mais importantes exposições de toda a história do museu: Furtuny, Madrazo, Rico - Legado de Ramón de Errazu. Esta exposição reúne importantes obras dos famosos pintores oitocentistas Mariano Furtuny, Raimundo de Madrazo y Garreta e de Martín Rico.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

As Pontes Cobertas

 
A Ponte Coberta em New Hampshire, EUA
 
A Ponte Coberta em New Hampshire, EUA
 
 
Ponte Coberta - Imes Bridge, Condado de Madison - Iowa, EUA
 
Ponte Coberta - Imes Bridge, Condado de Madison - Iowa, EUA
  
 
 

As pontes cobertas são geralmente construídas com paredes, tecto e em sentido único, utilizando madeira como a sua principal matéria prima. Mesmo as construídas recentemente, usando cimento ou estruturas metálicas de apoio, tem a madeira como componente relevante.Uma curiosidade sobre este tipo de edificação é a razão pela qual elas são erguidas com cobertura. A explicação é simples: o telhado protegem-nas dos efeitos causados pelo clima, em regiões onde a amplitude térmica pode chegar a 60 graus centígrados e uma ponte convencional de madeira duraria apenas 10 anos. Com o auxílio da cobertura, podem chegar a 70 ou mesmo 80 anos. Outro motivo é facilitar a travessia do gado: com as paredes o rebanho fica menos propenso a dispersão uma vez que elas têm a forma de um "curral".
 
Bastante edificado em áreas rurais dos Estados Unidos e Canadá durante os séculos XVIII, XIX e XX , estes curiosos exemplares de ponte, persistem como monumentos históricos, em quase todos os Estados americanos. O filme "As Pontes do Madison" tornaram-nas muito populares, atraindo a atenção de pessoas e turistas do mundo inteiro. Hoje as pontes são largamente visitadas, tanto que alguns estados americanos chegam a oferecer roteiros para conhecer as suas pontes cobertas. Vermont é o estado com o maior número de pontes cobertas dos Estados Unidos. As famosas pontes do Madison estão localizadas no Condado do Madison no Estado de Iowa.
 
 
Pontes Cobertas na América do Norte
 
Essas pontes são encontradas comummente no interior dos Estados Unidos e Canadá, sendo constantemente vítimas de vandalismo, pixações (pinturas, grafitados...) e também sofrem com o desgaste causado por enchentes e outras causas naturais. As famosas Pontes do Madison, são monitorizadas 24H por um sistema de câmaras e alarmes, visando conter a depredação que vinham sofrendo. Os locais com maior concentração de pontes cobertas são: Condado de Chester, Pensilvânia , Condado de Lancaster, Pensilvânia, Condado de Lane , Oregon, Condado de Madison , Iowa e Condado de Parke, Indiana. Partes de Ohio, Michigan, Kentucky, Maryland, Virgínia, Delaware e os estados da Nova Inglaterra, com destaque para Vermont, possuindo todos muitas pontes ainda conservadas. Pode afirmar-se, de modo genérico, que este tipo de pontes está bem difundido em praticamente todas as regiões da América do Norte, com excepção ao México.
 
Inaugurada em 4 de Julho de 1901, com 390 metros, a ponte que cruza o rio São João, na altura de Hartland, New Brunswick, no Canadá, é a ponte coberta mais larga do mundo, ainda em operação, sendo considerada um monumento histórico registado e relevante do Canadá. Em 1900 existiam mais de 400 pontes cobertas em New Brunswick, 100 em Quebec e apenas 5 em Ontário. Em 2006 foram contabilizadas 94 remanescentes em Quebec e somente 65 em New Brunswick.
 
A ponte coberta mais longa do mundo, com 1980 metros, foi a situada entre Columbia e Wrightsville, no estado da Pensilvânia sobre o rio Susquehanna. Essa ponte era utilizada por carruagens, pedestres e também pelo transporte ferroviário. Sob ela, em dois canais escavados, havia intenso tráfego de barcos e vapores. Essa popular ponte, sobre a qual havia cobrança de pedágio, foi queimada em 1863, pelo Exército da União, durante a guerra civil americana, como medida preventiva ao seu uso pelo Exército Confederado, na campanha de Gettysburg. A ponte construída para repor a então incendiada, foi destruída por uma tempestade de vento, poucos anos mais tarde, sendo posteriormente substituída por uma ponte de estrutura metálica convencional.
 
 
Pontes Cobertas na Ásia
 
Existem várias pontes cobertas na Ásia, chamadas de Wind and Rain Bridges, principalmente na província de Guizhou, na China e no Condado de Taishun, em Zhejiang província essa que tem mais de 900 pontes cobertas, muitas com centenas de anos. Neste local existe um museu sobre pontes cobertas.
 
 
Pontes Cobertas na Europa
 
Entre as famosas está a ponte de Rialto em Veneza, Itália, que é uma da série de três sobre o Grande Canal constituindo uma importante atracção turística. Dignas de citação existem ainda as Bridge of Sighs em Veneza, Cambridge e Oxford, no Reino Unido.
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2005

O Canal do Panamá

O Canal do Panamá é um canal de 82 km que corta o
istmo do Panamá, ligando assim o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico. Devido à forma em S do Panamá, o Atlântico situa-se a oeste do canal e o Pacífico a leste, invertendo a orientação usual.

O canal tem dois grupos de eclusas no lado do Pacífico e um no lado do Atlântico. No lado Atlântico, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 21 m de altura e pesam 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 30 kW é suficiente para abri-las e fechá-las.
O
lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direcção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 m acima do nível do mar, e depois através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas, de modo que os barcos possam passar nas duas direcções. Os navios são dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários. O lado do Pacífico é 24 cm mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas.

Diversas ilhas situam-se no lago Gatún, incluindo a ilha Barro Colorado, um famoso santuário mundial de vida selvagem.

História

O sonho de um canal atravessando o istmo da América Central tem as suas origens há séculos, e houve sérias discussões sobre a possibilidade da sua construção a partir dos anos 1820. As duas rotas mais favoráveis eram as rotas através do Panamá e através da Nicarágua, com uma rota através do istmo de Tehuantepec, no México, como terceira opção. A rota através da Nicarágua foi seriamente considerada e sobrevive até hoje. O caminho-de-ferro do Panamá foi construído através do istmo de 1850 a 1855. A funcionalidade dessa linha ferroviária foi um ponto-chave no plano de construção do canal do Panamá.

Antes da construção do canal do Panamá, a rota mais rápida para se viajar de barco de Nova Iorque à Califórnia era pelo Cabo Horn, no sul da América do Sul, uma rota longa e perigosa. Após o sucesso do Canal do Suez, no Egipto, os franceses estavam convencidos que eles conseguiriam ligar outros oceanos com pouca dificuldade. Ferdinand de Lesseps, que dirigiu a construção do Canal do Suez, foi inicialmente chamado para dirigir a construção deste novo canal, e a construção começou, finalmente, em 1 de Janeiro de 1880.

No entanto, havia uma vasta diferença entre escavar areia numa área seca e plana e remover enormes quantidades de pedras no meio da floresta tropical. Enchentes, desmoronamentos de barro e altas taxas de mortalidade por causa da malária, da febre amarela e de outras doenças tropicais acabaram por forçar os franceses a abandonarem o projecto, no episódio que ficou conhecido como os Escândalos do Panamá.

O presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt estava convencido de que os Estados Unidos podiam terminar o projecto, e reconheceu que o controle dos E.U. da passagem do Atlântico ao Pacífico seria de uma importância militar e económica considerável. O Panamá fazia então parte da Colômbia, de modo que Roosevelt começou as negociações com os colombianos para obter a permissão necessária. No início de 1903, o Tratado Hay-Herran foi assinado pelos dois países, mas o Senado colombiano não o ratificou. No que foi então, e ainda hoje é, um movimento polémico, Roosevelt deu a entender aos rebeldes panamianos que, se eles se revoltassem contra a Colômbia, a marinha dos Estados Unidos apoiaria a causa de independência panamiana. O Panamá acabou por proclamar a sua independência em 3 de Novembro de 1903, e o navio norte-americano U.S.S. Nashville, em águas panamianas, impediu toda e qualquer interferência colombiana.

Quando as lutas começaram, Roosevelt ordenou à Marinha dos Estados Unidos para estacionar os navios de guerra perto da costa panamiana para "exercícios e treinos". Muitos argumentam que o medo de uma guerra contra os Estados Unidos obrigou os colombianos a evitarem uma oposição séria ao movimento de independência. Os panamianos vitoriosos devolveram o favor a Roosevelt permitindo aos Estados Unidos o controle da Zona do Canal do Panamá em 23 de Fevereiro de 1904 por US$ 10 milhões (como previsto no Tratado Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de Novembro de 1903).

O primeiro sucesso dos Estados Unidos foi eliminar a febre amarela, que matou tantos trabalhadores. Baseado nos trabalhos do médico cubano Juan Carlos Finlay, Walter Reed tinha descoberto em Cuba, durante a Guerra Hispano-Americana, que a doença era transmitida por mosquitos. Vinte mil trabalhadores franceses tinham morrido da doença; no entanto, as novas medidas sanitárias introduzidas pelo Dr. William C. Gorgas eliminaram a febre amarela em 1905 e melhoraram as condições de higiene e trabalho.

O primeiro engenheiro-chefe do projecto foi John Findlay Wallace. Atrapalhado pelas doenças e pela escassa organização, o seu trabalho não foi bom, e ele acabou por se demitir após 1 ano. O segundo engenheiro-chefe, John Stevens, construiu a maior parte da infra-estrutura necessária para a construção do canal, incluindo a construção de casas para os trabalhadores, a reconstrução do caminho-de-ferro do Panamá para acomodar o transporte de carga pesada e o projecto de um método eficiente de remoção dos restos da escavação por comboio. Ele demitiu-se em 1907. O coronel George Washington Goethals foi o último engenheiro-chefe, e a sua direcção do projecto foi muito apreciada. O trabalho ainda era difícil, mas diversos progressos foram feitos.

De Lesseps insistira num canal a nível do mar, mas os engenheiros franceses jamais encontraram uma solução para o problema causado pelo rio Chagres, que atravessava a linha do canal diversas vezes. O Chagres era passível de diversas cheias durante a estação das chuvas, e um canal a nível do mar implicaria a drenagem total do rio. O plano do canal a eclusas, finalmente escolhido por Stevens e construído por Goethals, controlou o Chagres através de um imenso aterro, formando uma barragem, em Gatún. O lago artificial resultante não somente fornecia a água e a energia hidroeléctrica para operar as eclusas, como também constituía uma "ponte de água" que cobria um terço da distância através do istmo. Sob a liderança de Goethals, o trabalho de engenharia no canal foi dividido na construção de represas, eclusas e lagos em ambos os lados, e o grande trabalho de escavação através da falha continental em Culebra, hoje conhecida como Falha de Gaillard. Mesmo com a mudança do plano inicial de um canal ao nível do mar para um canal a eclusas, o volume final escavado foi de quase quatro vezes o valor estimado inicialmente por Lesseps.

O presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson apertou o botão para a explosão do dique de Gambôa em 10 de Outubro de 1913, completando assim a construção do canal. Diversos trabalhadores das Índias Ocidentais trabalharam no canal, e sua mortalidade oficial eleva-se a 5.609 mortos.

Quando o canal entrou em actividade em 15 de Agosto
de 1914, era uma maravilha tecnológica. Uma complexa série de eclusas permitia até mesmo a passagem dos maiores navios. O canal foi um trunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos, e revolucionou os padrões de transporte marítimo. Os Estados Unidos usaram o canal durante a Segunda Guerra Mundial para revitalizar a sua frota devastada no Pacífico. Alguns dos maiores navios que os Estados Unidos tiveram que enviar pelo canal foram porta-aviões, em particular o Essex. Eles eram tão largos que, apesar das eclusas poderem contê-los, os postes de luz que ladeiam o canal tiveram que ser removidos para que pudessem passar. Os mais largos navios que podem atravessar o canal são conhecidos como Panamax.

O canal e a Zona do Canal em redor foram administrados pelos Estados Unidos até 1999, quando o controle foi passado ao Panamá, como previsto pelo Tratado Torrijos-Carter, assinado em 7 de Setembro de 1977, no qual o presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter cede aos pedidos de controle dos panamianos. O tratado previa uma passagem gradual do controle aos panamianos, que terminou pelo controle total do canal pelo Panamá em 31 de Dezembro de 1999.

O Panamá tem, desde então, melhorado o Canal, quebrando recordes de tráfego, financeiros e de segurança ano após ano.

O Canal do Panamá foi declarado uma das Sete maravilhas do mundo moderno pela Sociedade dos Estados Unidos de Engenheiros Civis.
Fonte: Wikipédia
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:18
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