Sábado, 9 de Julho de 2005

Estrelas

Uma estrela é um corpo formado de plasma, o quarto estado da matéria (e não de gás, como muitos pensam),  que se mantém coeso devido à sua força gravitacional. Esse corpo celeste, por causa da sua pressão interna, produz energia por fusão nuclear, transformando moléculas de hidrogénio em hélio. Uma estrela tem que ter uma massa acima de um determinado valor crítico  (aproximadamente 81 vezes a massa de Júpiter)  para que se dêem reacções nucleares de fusão no seu interior.
Corpos que não atingem esse limite, mas que ainda assim irradiam energia por compressão gravitacional chamam-se anãs castanhas (ou anãs marrons)  e são um tipo de corpo celeste na fronteira entre as estrelas e os planetas.

Anã marrom ou anã castanha é uma estrela com massa de 5 até 90 vezes a massa do planeta Júpiter.

As estrelas podem ser vistas como enorme compactadores de matéria.
O hidrogénio e o hélio, que estão na base da sua formação  -  por serem elementos com apenas um e dois electrões, mais simples de fundir  -  são lentamente, ao longo de milhões de anos, comprimidos, dando origem a elementos mais pesados, nomeadamente metais, cujos átomos são mais difíceis de fundir. Esta incapacidade de fusão, leva irremediavelmente à morte da estrela, como no caso do Sol. Dado que nos primórdios do Universo, o hidrogénio era basicamente o único elemento existente, isso significa que todos os restantes elementos conhecidos actualmente, como por exemplo o ferro e o carbono, foram fabricados por estrelas. A sua distribuição pelo Universo, cabe principalmente às supernovas, que ao explodirem espalham por milhões de quilómetros estes materiais, dando origem a novas estrelas e sistemas planetários.

As estrelas visíveis aparecem como pontos brilhantes no céu nocturno, à excepção do Sol que devido a sua proximidade é visto como um disco e é o responsável pela luz do dia. O uso comum da palavra 'estrela' nem sempre reflecte o seu significado astronómico, não incluindo o Sol e incluindo os planetas visíveis e até mesmo os meteoros (estrela cadente). Em virtude do uso amplo da palavra, um fenómeno belo e sem igual ocorrido dia 13 de Novembro de 1833, visível do Canadá ao México, foi denominado 'chuva de estrelas'.

A Estrela Cadente, na verdade, não é uma estrela.
São pequenas partículas minerais que viajam pelo espaço, que ao entrarem na atmosfera da Terra se tornam incandescentes, dando a impressão de uma estrela caindo.
Uma tradição popular é a de formular um desejo quando se vê uma "estrela cadente".

Depois do Sol, a estrela mais próxima da Terra é a Próxima Centauri que fica a 40 triliões de quilómetros, mas como não é possível observá-la a olho nu, pois é uma anã vermelha cujo brilho é bastante fraco, esse título fica com Alpha do Centauro.
A sua luz demora 4,2 anos-luz no trajecto dessa estrela até nós.
Ano-luz é uma unidade de comprimento utilizada em astronomia e que corresponde à distância percorrida pela luz num ano, no vácuo.

Os astrónomos estimam que existam pelo menos 70 sextilhões de estrelas no universo conhecido.
Em números fica:   70 000 000 000 000 000 000 000.

Classificação das estrelas

Há muitos tipos de estrelas que diferem pela massa, composição e brilho absoluto (não o brilho aparente que varia com a sua distância).
Ao longo da vida de uma estrela a sua massa e composição alteram-se gradativamente devido aos processos de fusão nuclear.

Segue-se uma pequena lista de alguns dos objectos estelares mais "exóticos":


  • anã castanha (ou anã marrom) - um objecto sub-estelar, onde não tem lugar a fusão de hidrogénio, mas que brilha em infravermelhos e no vermelho devido a alguns outros tipos de reacção nuclear e ao calor interno.
  • anã branca - resultado final da vida de uma estrela de média grandeza, uma anã branca é o núcleo que resta da estrela depois de ela ejectar as suas camadas exteriores.
  • estrela de neutrões - o que resta depois da explosão de uma supernova. É um objecto extremamente denso, mas não tanto como um buraco negro.
  • buraco negro - objecto em que a gravidade é tão intensa que nem a luz lhe consegue escapar (a velocidade de escape é superior à velocidade da luz).
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  • Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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    1 comentário:
    De Anónimo a 10 de Julho de 2005 às 18:35
    O que eu vou aprendendo consigo.
    Quanto ao buraco negro os leigos como eu costumam dizer que "o vácuo é tão absoluto que nem a luz lá entra". Um abraçoVô-Zé
    </a>
    (mailto:martins-ze@sapo.pt)


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