Quinta-feira, 14 de Julho de 2005

A revolução francesa

A revolução francesa de 1789 surgiu na sequência do iluminismo francês.
O Iluminismo, ou esclarecimento - em alemão Aufklärung, em inglês enlightenment -, foi um movimento intelectual surgido na segunda metade do século XVIII  - o chamado "século das luzes" -  que enfatizava a razão e a ciência como formas de explicar o universo. Foi um dos movimentos impulsionadores do capitalismo e da sociedade moderna. Também propunha que o universo estava em constante movimento, ao contrário dos conceitos introduzidos pela Igreja Católica. Foi um movimento que obteve grande dinâmica nos países protestantes e que lenta mas gradualmente ganhou influência nos países católicos.
Em causa estavam o Antigo Regime e a autoridade do clero e da nobreza na França. A Guerra da Independência nos EUA de 1768 tinha servido de exemplo aos ideais de liberdade e igualdade. Além do mais, a França passava por um período de crise económica após anos de prosperidade.
A participação francesa na guerra da independência norte-americana e os elevados custos da Corte de Luís XVI tinham deixado as finanças do país em mau estado.

A convocação de Cortes pelo rei, com o fim de anunciar o aumento dos impostos para fazer face àquelas dificuldades financeiras acabaria por desencadear a Revolução.

A Revolução deu início à era moderna na França. Acabou com o feudalismo na França e proclamou os princípios de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité).  Acabaram também os privilégios da nobreza e do clero e começaram a imperar os ideais igualitários.

O feudalismo é um modo de produção típico de sociedades agrárias, caracterizado por relações de servidão do trabalhador ao proprietário da terra, dividida em lotes produtivos (feudos). Predominou na Europa durante a Idade Média. Segundo o teórico escocês do iluminismo, Lord Kames, o feudalismo é geralmente precedido pelo nomadismo e em certas zonas do mundo pode ser sucedido pelo capitalismo.

O sociólogo do século XX Raymond Aron escreve em "O ópio dos intelectuais" (O ópio dos intelectuais é um livro de 1955 de Raymond Aron, dedicado ao Marxismo)  o seguinte a propósito da revolução francesa, comparando-a com a evolução da Inglaterra:

"A passagem do Ancien Régime para a sociedade moderna é consumada em França com uma abruptidão e uma brutalidade únicas. Do outro lado da Mancha (em Inglaterra),  o regime constitucional foi instaurado progressivamente, as instituições representativas advêm do parlamento, cujas origens remontam aos costumes medievais. No século XVIII e XIX, a legitimidade democrática substitui-se à legitimidade monárquica sem a eliminar totalmente, a igualdade do cidadão apagou pouco a pouco a distinção dos "Estados" (Nobreza, clero e povo).  As ideias que a revolução francesa lança em tempestade através da Europa:  soberania do povo, exercício da autoridade conforme a regras, assembleias eleitas e soberanas, supressão de diferenças de estatutos pessoais, foram realizadas em Inglaterra, por vezes mais cedo do que em França, sem que o povo, em sobressalto de Prometeu, sacudisse as suas correntes.
A democratização foi ali (em Inglaterra) a obra de partidos rivais".

..."O Ancien Régime desmoronou-se (em França) de um só golpe, sem quase se defender, e a França precisou de um século para encontrar outro regime aceite pela grande maioria da nação."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:12
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FILIPE FREITAS

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