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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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23
Jul05

Greenwich

Praia da Claridade

Greenwich_e_Cutty Sark.jpg
Greenwich
- Onde o mundo se divide e todos os povos se unem -  'Cutty Sark', a hora da recuperação...
Projecto de conservação aprazado para 2006


Exposto desde a década de 50 em Greenwich, o Cutty Sark, que tem hoje a venerável idade de 136 anos, rapidamente se transformou num objecto turístico de culto, visitado, desde então, por mais de 15 milhões de pessoas. Ao longo dos anos 90, porém, a crescente fragilidade do seu estado tornou evidente que só uma intervenção de fundo poderia impedir o pior desfecho. A hipótese de encerramento em 2007, e inclusive do seu abate, chegou a ser equacionada pelo Cutty Sark Trust, caso não surgissem verbas, necessariamente avultadas, para levar por diante um projecto de recuperação. Uma candidatura a financiamentos do Heritage Lottery Fund (HLF) - que o Reino Unido instituiu em 1994, canalizando parte das verbas do jogo para projectos de conservação de património - acabaria por revelar-se fundamental em Janeiro último, o HLF garantiu o seu apoio ao projecto, com metade dos 25 milhões de libras necessários para o concretizar.

Os pedidos de ajuda mantêm-se, mas, se tudo correr bem, a intervenção será iniciada em Setembro de 2006 e desenvolvida de modo a que o público possa acompanhá-la. No final, o veleiro permanecerá em doca seca, mas num arranjo museográfico radicalmente diferente suspenso, para que o seu casco seja observável e o espaço entretanto liberto utilizado para projectos educativos e zonas de apoio e de lazer.
No global, o projecto de conservação foi gizado para que, num horizonte de 50 anos, o Cutty Sark apenas tenha de submeter-se a pequenas intervenções regulares de manutenção.

-Diário de Notícias-26/06/2005-

Veja as imagens de Greenwich em: http://www.law.missouri.edu/whitman/England/Greenwich/
 

Um simples passeio ao bairro histórico de Greenwich faz o visitante pensar não apenas nas aulas de história, mas nos ponteiros que regem o desenvolvimento do mundo. Nas nações divididas entre oriente e ocidente. Nas conquistas que se deram ao longo dos séculos, nos oceanos, no poder que a natureza exerce sobre os homens. Greenwich é onde o mundo se divide, mas onde os povos se unem para contemplar a natureza e a genialidade dos homens.

Embora ainda existam controvérsias a respeito de quem pensou primeiro nessa história de fuso-horário, foi a Inglaterra o primeiro país a normalizar a hora. No início, as companhias ferroviárias de cidades vizinhas não admitiam que Londres interferisse em suas vidas.
O culpado de tudo foi o canadense Sanford Fleming, um dos engenheiros mais conhecidos do século XIX. Ele decidiu dividir o planeta em 24 fusos horários, cada um correspondendo a 15 graus de longitude e o intervalo de tempo de uma hora começando pelo Meridiano de Greenwich.

É em Londres, no alto de uma montanha, que se costuma dizer que as horas começam. A linha, que antes fazia parte apenas da imaginação de muitos, aqui é concretizada, dando-nos  a noção de divisão entre oriente e ocidente. Visitar Greenwich e não fazer a tradicional foto com um pé em cada lado do globo chega a ser pecado. Um casal de brasileiros, que se deixou fotografar pela coluna, fez questão de seguir a tradição. Na frente do globo, Célia Cristina e Adolfo Nunes. Ocidente e Oriente unidos pelo amor...

Mas para chegar ao Observatório de Londres, quase no fim da peregrinação, é preciso muitas horas livres, disposição e paciência para conhecer os mistérios que envolvem os estudos dos astrónomos. Para chegar a Greenwich de metropolitano, bastam apenas 20 minutos. De autocarro, são 50 minutos e de barco, um passeio inesquecível ao longo do Rio Tamisa que dura cerca de uma hora.

Ao chegar, a primeira vista é do Mercado de Greenwich, assim como em todos os cantos de Londres, um "mix" de produtos de todos os países, com lojas vendendo produtos de segunda-mão, cafés e restaurantes. Então, você atravessa o vilarejo e surpreende-se  com o Cutty Sark, um veleiro que servia para o transporte de chá entre a Inglaterra e a China (diz-se que chegou a pertencer a Portugal),  foi também a última das maiores embarcações construídas na Escócia (1869). Com ele, já se tem ideia do que vem pela frente  -  está transformado num museu. O Centro de Informações ao Turista é um capítulo à parte com mapas, guias, dvd's informativos e exposições. É lá onde britânicos e estrangeiros decidem por onde começar o passeio, que inclui museus e edifícios históricos. Jerry Lee, chinesa de 30 anos, decidiu, antes da lua-de-mel registar alguns momentos deste dia tão feliz no Parque de Greenwich. Saiu da igreja e foi passear, vestida de noiva, com o seu amado e o fotógrafo a "tira-colo".

Cada grama ou traço arquitectónico faz-nos  pensar na importância desse património mundial. Greenwich é o mais antigo parque real de Londres, oferecendo uma vista panorâmica da cidade do topo da montanha, onde fica o Observatório. Entre jardins, árvores, rampas e playgrounds estão diversas atracções que fizeram do lugar um paraíso de importância internacional.

The Old Naval College, por exemplo, permaneceu com a função de escola naval durante 125 anos. Hoje, abriga o salão de artes e uma capela. Ao lado, a Universidade de Greenwich e a Trinity College of Music. No The National Maritime Museum , uma herança das conquistas marinhas da Inglaterra, recriada em galerias que abrigam tesouros e artefactos. No museu, o visitante tem acesso a informações sobre as batalhas navais, famosos brasileiros e exploradores do oceano. The Queen's House, a primeira construção clássica renascentista de Londres, onde a Rainha Anne da Dinamarca tinha seus momentos de prazer ao lado de James I.  A Rainha faleceu antes mesmo da conclusão da obra, que foi concluída em homenagem a Henrietta Maria. É no The Royal Observatory onde está marcada a linha do Meridiano e o zero grau de longitude.

Sem dúvida, um lugar fascinante, onde o visitante chega a pensar que tem todo o tempo do mundo para se entregar às belezas da região. Ninguém se lembra de consultar o seu relógio de pulso. Mas isso não quer dizer que todo o trabalho dos pesquisadores de renome foi em vão.
Por Danielle Rêgo

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