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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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29
Jul05

O pé... e a mão...

Praia da Claridade

Em anatomia, o   é a extremidade dos membros dos animais terrestres que assenta no solo. No homem e outros bípedes, o termo aplica-se  apenas à parte final das extremidades inferiores.

Em zoologia, usa-se o termo bípede para qualificar os animais terrestres que se deslocam normalmente na posição vertical, como o homem e outros primatas, assentando no solo apenas as extremidades inferiores:  [ a perna, tal como o braço, é composta por trinta ossos articulados entre si, o que promove uma ampla diversidade de movimentos durante a locomoção. Temos a identificar:  a parte superior (ou coxa) articulada com a perna (em sentido mais restrito)  no joelho que, por sua vez, se articula com o pé pelo tornozelo. Um membro inferior, no ser humano, está articulado com o tronco pela anca ].

O pé dos mamíferos divide-se em 3 partes:

  • Tarso  -  a parte superior, que liga com os ossos da perna;
  • Metatarso  -  a parte mediana;  e
  • Dedos - o número básico é de 5 dedos que normalmente se encontram virados para a parte dianteira do animal, mas nos ungulados, é a ponta dos dedos (que geralmente estão reduzidos em número e composição) que assenta no solo.  (Ungulado é a designação dada aos mamíferos cujas patas são protegidas por cascos).

Existem ainda outros termos para designar vulgarmente algumas partes do pé:



  • "Planta do pé" -  a parte do pé dos bípedes que assenta no solo; é formada pelo calcanhar e pela face inferior dos ossos metatarsais e das falanges e é coberta por pele mais espessa do que no resto do corpo;
  • O calcanhar é a expressão vulgar para o osso calcâneo;
  • O tornozelo é a articulação do pé com a perna.

Nas aves, o pé tem geralmente 4 dedos que podem ser oponíveis, 2 a 2 ou 3 mais um, para segurar o suporte em que elas se assentam.

Nos animais invertebrados, os pés têm uma estrutura muito diferente da descrita acima, dependendo do filo a que pertencem. Um filo é correspondente a uma Divisão, que é um grupo taxonómico (biologia).

Por extensão, utiliza-se o termo pé para indicar a parte de qualquer objecto que assenta num suporte (chão, mesa, etc.),  como na expressão pé da mesa. Também se usa vulgarmente este termo para designar o caule ou o pedúnculo das flores ou frutos das plantas vasculares.



A  mão  é a parte final de cada extremidade superior (ou braço), principalmente nos mamíferos bípedes, mas também se usa esse termo e os nomes de muitos dos seus constituintes para designar os órgãos equivalentes em muitos vertebrados (as extremidades dos membros anteriores)  e mesmo em alguns invertebrados, como nas pinças de alguns artrópodes, como os caranguejos.

A mão divide-se geralmente em três regiões:
Carpo, metacarpo e dedos.

Tal como nos restantes órgãos pares, as mãos são simétricas.

A mão do ser humano

A mão com um dedo oposto aos restantes  - o polegar -  foi uma aquisição evolutiva extremamente importante, pois permitiu a estes animais a utilização de instrumentos, com os quais podem mais facilmente defender-se e modificar o meio ambiente para melhor sobreviverem (Edgar Morin, no seu "O Paradigma Perdido" refere-se  à dialéctica "pé - mão - cérebro").

A mão tem 27 ossos principais, sendo 8 do carpo; 5 do metacarpo e 14 falanges, mais um número variável de pequenos ossos sesamóides.

Os movimentos da mão humana são realizados por dois conjuntos de músculos, os intrínsecos, ou seja, que se encontram na própria mão, e os extrínsecos - os flexores e extensores longos, que se encontram no antebraço.

Os músculos intrínsecos são os tenares e hipotenares, respectivamente ligados ao 1º e 5º dedos, os músculos interósseos muscles (entre os metacarpais, quatro dorsais e três volares) e os músculos lumbricas. Estes músculos têm origem no flexor profundo, e são especiais por não terem origem em ossos.

Os músculos extrínsecos são os dois flexores longos, localizados na parte interna do antebraço e que se ligam por tendões às falanges – que são muito visíveis nas “costas” da mão. O flexor profundo liga-se às falanges distais e o flexor superficial liga-se às falanges médias. Estes músculos são responsáveis pela flexão dos dedos. O polegar tem um flexor longo e um curto no grupo de músculos tenares, para além dos músculos oponente, abductor e rotador.

A mão e a cultura humana

A importância da mão na cultura humana  –  como órgão que “segura” (o poder)  -  está patente em muitas expressões como, por exemplo:

  • ”Conheço-o como a palma da minha mão”
  • ”Em segunda mão”  (que já teve outro possuidor)
  • ”Governar com mão de ferro ou com pulso de ferro”
  • ”... à mão direita de Deus-pai...”
A grande capacidade de movimentos da mão permitiu ao homem - aprendendo pela observação de animais  -  desenvolver as linguagens de sinais, não só para melhorar a comunicação entre surdos e mudos, mas também para utilizar em situações especiais, como no teatro e entre navios ou pessoas que se encontram fora do alcance do ouvido, mas que se podem observar entre si.

Outra possibilidade (também existente nos restantes primatas)  é a utilização da mão como arma, não só fechada num punho, mas também noutras posições, como nas artes marciais.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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