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PRAIA DA CLARIDADE

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06
Ago05

A Bomba de Hiroshima

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BombaAtomicaNagasaki_06_08_1945.jpg

O cogumelo atómico de Hiroshima
A nuvem, em forma de cogumelo, deixada pela Bomba Atómica que explodiu em Nagasaki, Japão, em 6 de Agosto de 1945,
atingiu 18 quilómetros de altura.
 
 
Hiroshima ... é a sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desagua no mar Interior.

A bomba de Hiroshima ocasionou a morte de milhares de pessoas e devastou completamente 9 km2. Devido aos efeitos nocivos das radiações, os habitantes de Hiroshima e Nagasaki foram vítimas de vários problemas de saúde. Houve inúmeros casos de crianças que nasceram defeituosas em consequência de alterações genéticas e muitos casos de leucemia, só para citar alguns exemplos.

Todos os anos, o dia 6 de Agosto é lembrado com muita tristeza, fazendo votos para que nunca mais o mundo tenha de assistir a uma tragédia como a desse dia.

No dia 6 de Agosto de 1945, uma ordem é dada para lançar a bomba atómica sobre a cidade de Hiroshima. Dois minutos e dezassete segundos depois, a bomba explodia, matando e ferindo mais de cem mil pessoas.

Três dias depois, 9 de Agosto, outra bomba, chamada Fatman, é lançada sobre Nagasaki. Mata quarenta mil e fere outros quarenta mil japoneses. O Japão rende-se e termina a guerra. A arma atómica, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT (Tri-Nitro-Tolueno), é mil vezes mais potente que qualquer das bombas conhecidas naquela época.
A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados.

Equipas médicas desdobram-se na tentativa de salvar os mais de trinta e cinco mil feridos. Mas, por semanas, meses e anos, os feridos continuam a morrer, vítimas das terríveis lesões provocadas pela explosão atómica. Mesmo seis meses depois da explosão, centenas de pessoas ainda exibiam queimaduras não cicatrizadas, provocadas pela exposição à radiação. Há milhões de homens e mulheres com problemas causados pela radiação, até então desconhecidos, mas directamente relacionados com o bombardeio, continuam a surgir, mesmo muitos anos mais tarde. Em 1950, um recenseamento nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Assim como as pessoas e as estruturas físicas das duas cidades sofreram consequências graves com a radiação das bombas atómicas, o meio ambiente também foi inteiramente destruído.

Os americanos consumiram seis anos e dois biliões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da Humanidade.
Cinco meses depois de Hiroshima e Nagasaki, um combóio especial transporta o tenente norte-americano Sussan através do território japonês, para registar em filme os efeitos da explosão. O filme permaneceu secreto durante 13 anos.
Quando afinal foi divulgado, os americanos ficaram chocados com o que viram e com as proporções da destruição que a bomba provocou. Admitiram, então, que não imaginavam que o resultado pudesse ser aquele. Mas era impossível voltar a trás...
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"Uma  bomba atómica  é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atómicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atómicas, embora este Estado se negue a divulgar se as possui ou não.

Tipos de armas nucleares

As bombas atómicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de libertação da sua energia. Esta classificação, porém, esconde o facto de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogénio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a de fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.

Bombas de fissão nuclear

São as que utilizam a chamada fissão nuclear, onde os pesados núcleos atómicos do urânio ou plutónio são desintegrados em elementos mais leves quando são bombardeados por neutrões. Ao bombardear-se um núcleo produzem-se mais neutrões, que bombardeiam outros neutrões, gerando uma reacção em cadeia. Estas são as historicamente chamadas "Bombas-A", apesar de este nome não ser preciso pelo facto de que a chamada fusão nuclear também é tão atómica quanto a fissão.

Bombas de fusão nuclear

Baseiam-se na chamada fusão nuclear, onde núcleos leves de hidrogénio e hélio se combinam formando elementos mais pesados e libertam neste processo enormes quantidades de energia. As bombas que utilizam a fusão são também chamadas "Bombas-H", bombas de hidrogénio ou bombas termo-nucleares, pois a fusão requer uma altíssima temperatura para que a sua reacção ocorra em cadeia.

Bombas "sujas"

Bomba suja é um termo hoje empregado para uma arma radioactiva, uma bomba não-nuclear que dispersa material radioactivo que fica armazenado no seu interior. Quando explode, a dispersão de material radioactivo causa contaminação nuclear, e doenças semelhantes às que ocorrem quando uma pessoa é contaminada pela radiação de uma bomba atómica. As bombas sujas podem deixar uma área inabitável por décadas.

Um exemplo prático do que pode acontecer no caso de um lançamento de uma bomba suja, foi o acidente radioactivo de Goiânia, Goiás, Brasil, onde foi desmontado um equipamento médico contendo 19,26 gr de Cloreto de Césio-137 (CsCl). Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)  "112.800 pessoas foram contaminadas externamente; destas 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa vindo a desenvolver sintomas; destas 49 foram internadas, sendo que 21, em estado grave, precisaram fazer tratamento intensivo; destas quatro não resistiram e acabaram por morrer."

Ainda, segundo o comunicado, "As 19,26 gramas de Césio-137 produziram treze mil e quatrocentos quilogramas de lixo atómico". Este material necessitou de ser acondicionado em 14 contentores fechados hermeticamente, dentro destes, estão 1.200 caixas, e 2.900 tambores, que permanecerão perigosos para o meio ambiente por 180 anos.

Daí se vê o perigo de uma bomba suja, que pode conter toneladas de material radioactivo.

Bombas de neutrões

Uma última variante da bomba atómica é a chamada bomba de neutrões, em geral um dispositivo termonuclear pequeno, com corpo de níquel ou cromo, onde os neutrões gerados na reacção de fusão intencional não são absorvidos pelo interior da bomba, mas permite-se que escapem. As emanações de raios-X e de neutrões de alta energia são o seu principal mecanismo destrutivo. Os neutrões são mais penetrantes que outros tipos de radiação, de tal forma que muitos materiais de protecção que bloqueiam raios gama são pouco eficientes contra eles.

Efeitos

Os efeitos predominantes de uma bomba atómica (a explosão e a radiação térmica) são os mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de libertar uma quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado por uma arma nuclear não se relaciona directamente com o processo de libertação de energia da reacção nuclear, porém estaria presente em qualquer explosão convencional de idêntica magnitude.

O dano produzido pelas três formas iniciais de energia libertada difere de acordo com o tamanho da arma.

Os Estados Unidos são a única nação que alguma vez usou armas nucleares, tanto em guerra como contra populações civis, tendo lançado, como se disse no início deste texto, duas bombas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945."
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Rosa de Hiroxima - Vinícius De Moraes
(Poesia Moderna – séc.XX)

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rosas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

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