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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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20
Ago05

Rotação da Terra

Praia da Claridade

Dá-se o nome de  Rotação da Terra ao movimento giratório que a Terra realiza ao redor do seu eixo, no sentido anti-horário para um referencial observando o planeta do espaço sideral sobre o pólo Norte.
O seu período - tempo que leva para girar 360 graus (1 volta completa) - é de 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos. (23h56m04,09).

Curiosidades

Como os terramotos afectam a rotação da Terra ?

Todos já viram uma bailarina girando e, como mágica, aumentar a velocidade da sua própria rotação sem ajuda de força externa, apenas alterando a posição dos braços em relação ao corpo. A bailarina está usando na prática, o princípio da força de Coriolis.

No final do ano de 2004 houve um grande terramoto na Ásia e noticiou-se que o fenómeno, devido à sua magnitude, teve efeitos sobre a rotação da Terra. Cientistas da NASA, a agência espacial americana, divulgaram que tal terramoto aumentou ligeiramente a rotação da Terra de forma que a duração do dia diminuiu em 2,68 microssegundos (1 microssegundo é igual a 1/1000000 segundo, ou seja, um milhão de vezes menor que 1 segundo).

Em poucas palavras a força de Coriolis explica que, quando há deslocamento de massa ("braços da bailarina" ou placas tectónicas - no caso dos terramotos)  num corpo em rotação, se a massa se aproximar do eixo de rotação haverá um acréscimo de torque (sistema de duas forças paralelas de suportes distintos, com sentidos opostos, e que actuam sobre um corpo) o que ocasionará em aumento da velocidade de rotação. Se a massa se afastar do eixo ocorrerá uma diminuição da velocidade de rotação. Essa é a razão para a velocidade de rotação da bailarina e da Terra se alterarem.

Uma placa tectónica é uma porção de litosfera limitada por zonas de convergência e/ou zonas de subducção. Actualmente, a Terra tem sete placas tectónicas principais e muitas mais sub-placas de menores dimensões.
Zonas de subducção: plano tectónico de confronto entre duas placas tectónicas onde ocorre a descida da placa mais pesada sob a mais leve até profundidades de 700 km dentro do manto e palco de vários processos e fenómenos geológicos associados como orogénese (movimentos horizontais, de curta duração geológica mas de grande intensidade), vulcanismo e terramotos.

Os terramotos originam-se na sua grande maioria nas zonas de contacto das placas tectónicas. Há vários tipos de movimentos entre placas que podem originar terramotos. Quando ocorre a formação de uma elevação na superfície terrestre em decorrência de terramotos, há uma pequena desaceleração no movimento de rotação da Terra. O oposto, formação de uma depressão, ocasiona uma pequena aceleração no movimento de rotação da Terra. Exemplos de elevações seriam as montanhas e de depressões, os abismos oceânicos. Os efeitos na rotação da Terra são imperceptíveis mas podem ser medidos.

Pense nisso

Em tese, toda e qualquer movimentação de massas sobre a superfície da Terra ocasionaria essas alterações na rotação do planeta. A diferença entre um terramoto e um carro que circula por uma estrada é o tamanho das massas deslocadas e, portanto, a proporção do seu efeito sobre a rotação da Terra.

Onde estão os 4 minutos ?

Sabe-se que um dia possui 24 horas completas e não 23h 56m e alguns segundos. Para entender os motivos dessa diferença de quase 4 minutos (3m 56s) é necessário primeiro entender alguns conceitos:

Dia solar

O dia solar é a medida do tempo baseada na observação do Sol. Na Terra o dia solar médio possui 24 horas. Podemos entendê-lo como o tempo que o Sol leva para assumir a mesma posição no céu (mesmo meridiano) após iniciada a medição. Um exemplo prático seria imaginar que a duração do dia solar médio é o tempo que leva para o Sol, estando no seu ponto mais alto (meio-dia) atingir no dia seguinte esse mesmo ponto. Na verdade o período do dia solar varia conforme as estações do ano, mas para efeitos deste conceito consideraremos o valor de 24 horas.

Dia sideral

O dia sideral é a medida do tempo baseada na observação das estrelas que não o Sol. As estrelas, por estarem muito distantes da Terra, estão aparentemente sempre na mesma posição em relação à Terra. Portanto, para medir o dia sideral utilizamos as estrelas como referência. O conceito de dia sideral é o período de tempo que leva para uma determinada estrela voltar à mesma posição que estava no início da medição, considerando um ponto de observação fixo no planeta. Esse tempo é de 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 9 centésimos.

Entendendo

Como foi visto, o dia sideral possui a mesma duração que a rotação da Terra. E que é um pouco menor que o dia solar. Em algum momento da história definiu-se que um dia possui 24 horas, que é o período de duração do dia solar. Ao colocar o movimento de translação no cálculo, descobre-se que nessas 24 horas a Terra girou um pouco mais do que 360 graus.

Pense nisso

Portanto, num ano de 365 dias (ano não bissexto) enquanto há 365 dias e noites, a Terra gira 366 vezes ao redor do seu próprio eixo.


Ano bissexto

Chama-se ano bissexto o ano que possui um dia a mais do que os anos comuns (vulgares). O objectivo é manter o calendário utilizado em sincronia com os eventos sazonais relacionados às estações do ano. No caso do calendário gregoriano, há a inserção de 1 dia extra a cada 4 anos no mês de Fevereiro, que passa a ter 29 dias (ano com 366 dias) ao invés de 28 como nos anos comuns de 365 dias.
Diferentemente do que o senso comum nos leva a crer, o dia extra do ano bissexto não é o 29° mas sim o 24° dia do mês de Fevereiro.

Por quê um ano é bissexto ?

A razão para existir o ano bissexto é que a Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) (*) para dar uma volta completa ao redor do Sol, mas o ano comum tem exactos 365,000 dias solares. Portanto essa sobra de aproximadamente 6 horas anuais (0,25 dia solar) acumula após 4 anos quase 1 dia, que é adicionado ao mês de Fevereiro por motivos históricos.
Se não houvesse anos bissextos as estações do ano antecipariam-se gradativamente com o passar do tempo, devido à falta de sincronia entre o ano trópico e o ano sazonal, ocasionando problemas para a humanidade em sectores como a agricultura.

(*) a duração do ano trópico é ligeiramente menor (365,242190) e varia, insidiosamente, de ano a ano.

Como saber se o ano é bissexto

Para o calendário gregoriano, ano bissexto é aquele que é múltiplo de 4, excepto os múltiplos de 100 que não sejam múltiplos de 400.

  • São bissextos:

    - Múltiplos de 4 e não múltiplos de 100:  1996, 2004, 2008 e 2012

    - Múltiplos de 400:  1600, 2000, 2400

  • Não são bissextos, são comuns:

    - Múltiplos de 100 e não de 400:  1700, 1800, 1900 e 2100



19 de Agosto é o 231º dia do ano no calendário gregoriano (232º em anos bissextos).
Faltam 134 para acabar o ano de 2005, que é um ano comum.

Agosto  do latim  Augustus  é o oitavo mês do calendário gregoriano.

É assim chamado por decreto em honra do
imperador César Augusto. Este último não queria ficar atrás de Júlio César, em honra de quem foi baptizado o mês de Julho, e portanto quis que o "seu" mês também tivesse 31 dias.

Antes desta mudança, Agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rómulo (
calendário romano).
Em Portugal, é o mês das festas e romarias.  É o mês do campino.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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