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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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25
Ago05

O Rio Amazonas

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O rio Amazonas é um rio sul-americano que nasce na Cordilheira dos Andes, no lago Lauri ou Lauricocha, no Peru e desagua no Oceano Atlântico,  junto à Ilha do Marajó, no Brasil. E ao longo do seu percurso ele tem os nomes de Tunguragua, Marañon, Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas.

Uma pesquisa recente revelou que o Amazonas tem um comprimento de 6.868 Km e mais de 1.000 afluentes, é portanto maior que o Nilo com os seus 6.695 Km de extensão, sendo então o mais longo rio do mundo. A sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente 7 milhões de km². O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 56 vezes o do rio Nilo.

Geografia

A quantidade de água doce lançada no Atlântico é gigantesca: cerca de 190.000 m³/s, na estação de chuvas, ou um quinto de toda a água fluvial do planeta. Na verdade, o Amazonas é responsável por um quinto do volume total de água doce que desagua nos oceanos em todo o mundo. Diz-se que a água ainda é doce mesmo a quilómetros de distância da costa, e que a salinidade do oceano é bem mais baixa que o normal 150 km mar adentro.

O Amazonas, que pode ter 40 km de largura em períodos de cheia, é navegável por navios oceânicos de porte médio até Iquitos, a 3.500 km (2.300 milhas)  do mar.

Fauna e flora

Toda a fauna da selva tropical húmida sul-americana está presente na Amazónia.
A Amazónia é uma região na América do Sul, definida pela bacia do rio Amazonas e coberta em grande parte por floresta tropical (que também é chamada Floresta Equatorial da Amazónia ou Hiléia Amazónica). A floresta estende-se por nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

Os cientistas afirmam que ali existem inúmeras espécies de plantas ainda sem classificação, milhares de espécies de pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insectos.

Desde os insectos até aos grandes mamíferos como o puma, a denta e os veados, répteis como tartarugas, caimãs e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Nas rias ao longo do Amazonas floresce a planta Vitória Régia, cujas folhas circulares chegam a ter mais de um metro de diâmetro.

É tão amplo o seu número de espécies de peixes e plantas aquáticas que enumerar todas seria impossível.

Para todos os aficionados da aquariofilia, trata-se da fonte que proporciona a maior quantidade de espécies de peixes que hoje em dia povoam os comércios e aquários de todo o mundo.

Pulmão do planeta

Cientificamente, trata-se de um equívoco chamar as florestas tropicais de "Pulmão do planeta". Há vários motivos para isso, como por exemplo:

  • O pulmão é um órgão que absorve oxigénio e elimina gás carbónico, ou seja, "produz" gás carbónico.

  • Outro facto é que a maior parte da produção do oxigénio que respiramos provém de microorganismos (algas e cianofíceas) e que a sua produção de oxigénio por fotossíntese supera em muito o seu consumo pela respiração. Enquanto que nas florestas tropicais o oxigénio produzido pela fotossíntese durante o dia (fase clara) é consumido em grande parte à noite (fase escura) pela respiração das mesmas. Apenas florestas que ainda estão em desenvolvimento produzem mais oxigénio do que consomem, e as florestas tropicais na sua grande maioria já estão em processo de estabilidade ecológica.

Portos

Os portos mais importantes do rio Amazonas ficam nas cidades de Iquitos, no Peru, Letícia na Colômbia e Manaus no Brasil.

Estrada

Um pouco ao sul do Amazonas está a Estrada Transamazónica, como um longo canal de poeira e barro, resultado de uma das aventuras mais ousadas jamais tentadas na maior de todas as regiões florestais do mundo. A estrada imita o curso do rio Amazonas, pois avança em forma paralela a este. Tem, de acordo com os números oficiais, cinco mil quilómetros de comprimento, apesar de estar invadida pela floresta em vários trechos. A estrada, iniciada no período da ditadura militar, nunca fez jus aos biliões de dólares, nem às esperanças de desenvolvimento, depositadas nela, mas foi uma grande indutora da devastação ao longo de seu curso.

Desnível nos últimos quilómetros

O rio Amazonas, cujo curso é muito plano (20 m de desnível nos últimos 1.500 quilómetros) antes da sua foz, constitui um caso muito especial de Marés oceânicas. Na região do rio Amazonas, tais marés são conhecidas como pororoca, e são uma atracção turística. Os primeiros resultados de uma investigação realizada por instituições brasileiras associadas ao programa HiBAm (Hidrologia da bacia amazónica) permitem entender melhor a influência da maré no funcionamento hidrodinâmico do Amazonas ao se aproximar do oceano e, de maneira mais particular, medir o seu impacto nas pulsações do caudal do rio e no transporte de sedimentos em direcção ao oceano.

[ A pororoca, é um fenómeno natural que conjuga beleza e violência no encontro das águas do mar com as águas do rio. A pororoca que ocorre na região Amazónica, principalmente na foz do seu grandioso e mais imponente rio, o Amazonas, é formada pela elevação súbita das águas junto à foz, provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse o seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio adentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora, subindo a uma altura de 3 a 6 metros. ]

Grupos indígenas

No território ao longo do rio Amazonas moram inúmeros grupos nativos precedentes originalmente do Peru, da Colômbia e do Brasil.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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