Terça-feira, 13 de Setembro de 2005

Guilhotina e Decapitação


A guilhotina é um instrumento utilizado para aplicar a pena de morte por decapitação (1).

O aparelho é constituído por uma grande armação vertical (aproximadamente 4 m de altura)  na qual é suspensa uma lâmina triangular pesada (uns 40 kg). A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover.
Em seguida, a corda é libertada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima. (As medidas e peso indicados são os das normas
francesas).

A guilhotina foi uma espécie de homenagem ao médico e deputado Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814), que considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam o seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.

Mas não foi ele o inventor desse terrível aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu o seu regresso na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana. O aparelho serviu para decapitar 2.794 "inimigos da Revolução" em Paris.

No primeiro projecto de guilhotina havia uma lâmina horizontal. Foi o doutor Louis, célebre cirurgião da época, que preconizou, num relatório entregue em 7 de Março de 1792, a construção de um aparelho com lâmina oblíqua, única maneira de matar todos os condenados com certeza e rapidez, o que era impossível com uma lâmina horizontal.

Guilhotinados Célebres (França)

  • 25 de Abril de 1792 o operário Nicolas Jacques Pelletier foi o primeiro condenado à guilhotina.
  • 21 de Janeiro de 1793 : Louis XVI, ex-Rei da França
  • 16 de Outubro de 1793 : Maria-Antonieta da Áustria, ex-rainha da França
  • 28 de Julho de 1794 (10 Termidor do ano II), Maximilien de Robespierre.
  • 17 de Junho de 1939 : Eugen Weidmann, assassino de seis pessoas (última execução pública na França)
  • 25 de Fevereiro de 1922 : Henri Landru, assassino de dez mulheres e de um menino.
  • 25 de Maio de 1946 : Marcel Petiot, assassino de pelo menos 27 pessoas.
  • Novembro de 1972 : execução de Claude Buffet e Roger Bontemps (por sequestro seguido do assassinato dos sequestrados)
  • 28 de Julho de 1976 : execução de Christian Ranucci, acusado de matar uma criança.
  • 10 de Setembro de 1977 : última execução, a de Hamida Djandoubi pela tortura seguida do assassinato de uma menina.
Estas três últimas execuções contribuíram para pôr um fim à pena de morte na França, que foi abolida em 1981 pela Assembleia Nacional sob proposta de François Mitterrand e Robert Badinter. Em particular a de Christian Ranucci, pois certos elementos sugeriam que ele fosse talvez inocente do crime pelo qual fora acusado e condenado.

(1) -
Decapitação é a remoção da cabeça de um ser vivo, que invariavelmente resulta em morte, na grande maioria dos seres vivos - com algumas excepções, como minhocas e baratas. A decapitação é muitas vezes intencional, com o intuito de assassinar ou executar uma pessoa - através do uso de uma faca, espada ou machado.
A decapitação também pode acontecer por acidente, através de uma explosão, acidente automobilístico ou industrial ou outro acidente violento. Em
2003, um homem britânico suicidou-se através do uso de uma guilhotina, feita pelo mesmo.

A separação da cabeça do resto do corpo resulta invariavelmente em morte nos humanos: a rápida perda de sangue tanto da cabeça como do corpo, causam uma queda drástica da pressão sanguínea, seguida de rápida perda de consciência e morte cerebral. Mesmo que o sangramento parasse, a falta de circulação sanguínea ao cérebro iria causar morte cerebral, pela falta de oxigénio. Nenhum tratamento médico actual pode salvar uma vítima de decapitação. Em teoria, um coração artificial poderia bombear sangue ao cérebro, mantendo vivo o paciente decapitado, mas algo do género nunca aconteceu em prática. Porém, transplantes bem sucedidos de cabeças - ou, mais propriamente, transplante de corpo - foram realizados em macacos. Neste tipo de transplante, naturalmente, a decapitação é feita  através de métodos cirúrgicos, onde grandes cuidados são mantidos para manter um fluxo de sangue contínuo ao cérebro. Por isto, a sobrevivência de uma cabeça separada do seu corpo é possível.

Uma questão muito debatida é se a cabeça decapitada mantém consciência após separação do corpo, ou não. Alguns argumentam que perda de consciência seria imediata após decapitação, por causa da queda massiva da pressão sanguínea. Apesar disto, vários estudos, realizados durante séculos, indicam que, em certas circunstâncias, a cabeça decapitada mantém consciência pelo menos alguns segundos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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2 comentários:
De Anónimo a 14 de Setembro de 2005 às 00:37
Amigo Filipe:
Como vai a moenga ?
A propósito da guilhotina vai ler o post da Isadora Duncan, no blog O Atónito, e vê lá se não é o cumulo do azar !
Ainda há gajos que ficam chateados por não lhes sair o euromilhões....
Tivessem a sorte dela !acacio simoes
(http://atonito.blogspot.com/)
(mailto:acacio.luis.simoes@iol.pt)


De Anónimo a 13 de Setembro de 2005 às 15:18
Amigo Filipe:
Embora o artigo seja sobre a guilhotina, só é mencionada a guilhotina que separa, ou separou, a cabeça do corpo das pessoas,no entanto há outros tipos de guilhotina, a guilhotina para cortar papel, utilizada em vários estabelecimentos de vários ramos e a gilhotina para corte de materiais ferrosos, chapa, barra, varão,cantoneiras, etc. Existindo as guilhotinas manuais e as eléctricas.Claro que apenas estou a dar uma achega, pois tu sabes disso muito bem.Um abraço fbFernando Bento
</a>
(mailto:Solibento@sapo.pt)


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