Terça-feira, 18 de Outubro de 2005

O crânio

Craneo.jpg



crânio ou crâneo é um invólucro de tecidos mais ou menos rígidos que, nos animais do clade Craniata (a que pertencem os vertebrados e outros de filogenia próxima), envolve o cérebro, os órgãos do olfacto, da visão, o ouvido interno e serve de suporte aos órgãos externos dos aparelhos respiratório e digestivo.

Filogenia ou filogênese descreve a origem e a
evolução das espécies.
A tarefa principal dos filogenistas é determinar os relacionamentos ancestrais entre espécies conhecidas (tanto as que vivem quanto as
extintas).

O crânio pode considerar-se formado por duas partes principais que, aparentemente correspondem a duas etapas da
evolução:

  • a caixa craniana ou neurocrâneo – a parte que envolve o cérebro e os órgãos dos sentidos (com excepção do paladar); e
  • o maciço frontal, esplancnocrânio ou branchiocranio – a parte que suporta a boca e o aparelho branquial.

Ao longo da filogénese foram-se estabelecendo relações cada vez mais estreitas entre estas duas partes do crânio, através de articulações chamadas "suspensões":



  • Suspensão anfistílica – em que tanto o palato-quadrado como o iomandibular se articulam com o neurocrâneo, como em alguns peixes Chondrichthyes;
  • Suspensão iostílica – em que apenas o iomandibular se articula com o neurocrâneo, como na maior parte dos peixes, incluindo alguns tubarões e no esturjão;
  • Suspensão autostílica – em que o neurocrâneo e o esplancnocrâneo tendem a fundir-se como na maior parte dos tetrápodes.

As modificações evolutivas do esplancnocrâneo reflectem as do I e II arcos viscerais durante a ontogénese. O osso iomandibular (porção dorsal do II arco visceral) é o que, nos peixes participação na suspensão iostílica; nos anfíbios, répteis e aves o II arco visceral transforma-se no primeiro dos três ossinhos do ouvido médio (columella), enquanto que o I arco visceral mantém a sua função de sustentar a abertura bucal; nos mamíferos, o articular e o quadrado, provenientes do I arco visceral, transformam-se no martelo e no estribo, completando assim a cadeia de ossinhos do ouvido médio.

Nos mamíferos, a articulação maxilo-mandibular forma-se a partir do
dental e da escamado temporal. Nos répteis e mamíferos, as coanas (interior das narinas) passaram para a parte de trás da cavidade bucal para a formação do palato secundário, septo ósseo que separa as vias respiratórias do tubo digestivo. Nas aves, o palato secundário tende a desaparecer, provavelmente pela falta de dentes e existência do bico.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:06
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