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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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23
Out05

A Medula Óssea

Praia da Claridade

MedulaOssea.jpg

A Medula Óssea, popularmente conhecida como "tutano", é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários
ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias, leucócitos e plaquetas.
A medula óssea é, pois, um
órgão hematopoiético. Ela é constituída pelas linhagens que originam os três elementos citados acima, de células que tomam parte na fabricação do osso (osteoblastos e osteoclastos), de células e fibras que compõem uma malha para sustentar todas as células referidas (fibras e células reticulares). É no interior dos ossos, na medula óssea, onde estão as células progenitoras das células sanguíneas. Ali também têm origem as alterações que vão ser responsáveis por inúmeras doenças.

A medula óssea é constituída por um
tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos). Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande actividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

Estima-se que num
adulto médio, com aproximadamente 5 litros de sangue, existam em cada centímetro cúbico de sangue cerca de 4,5 milhões de glóbulos vermelhos, 6 mil glóbulos brancos e 300 mil plaquetas. Isso significa um total aproximado de 22,5 biliões de glóbulos vermelhos, 30 milhões de glóbulos brancos e 1,5 bilião de plaquetas.

As células sanguíneas têm
vida curta: os glóbulos vermelhos têm uma vida média de 120 dias, os glóbulos brancos vivem em média 1 semana, as plaquetas 9 dias. Há, portanto, células permanentemente morrendo, sendo destruídas ou eliminadas e substituídas por novas células normais.

Ao nascermos todos os nossos ossos contém medula capaz de produzir sangue: a medula vermelha. Com a passagem dos anos, a maior parte da medula vai perdendo a sua função, sendo substituída por tecido gorduroso que passa a ser chamada de medula amarela.

No adulto apenas alguns ossos continuam a exercer essa função: as
costelas, o corpo das vértebras, as partes esponjosas de alguns ossos curtos e das extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores, assim como o interior dos ossos do crânio e do esterno.

Os outros ossos do
esqueleto do adulto possuem medula amarela e portanto, em condições normais, são incapazes de produzir sangue. Quando há uma necessidade maior, como no caso de uma anemia, parte desta medula óssea amarela pode voltar a produzir células sanguíneas.

A medula óssea mantém-se em actividade intensa e ininterrupta para produzir células sanguíneas e para isso depende de abundante e contínuo suprimento de
substâncias.

Para elaborar novos glóbulos vermelhos ela aproveita restos de glóbulos vermelhos envelhecidos e destruídos. O
ferro contido na hemoglobina é deixado na medula pelos Eritrócitos que chegam ao fim da vida e novamente utilizado pela medula para formar novas moléculas de hemoglobina.

Células fagocitárias do
baço, fígado, gânglios linfáticos e da própria medula encarregadas de englobar os glóbulos envelhecidos e destruí-los no interior do seu citoplasma, lançam o ferro na circulação para aproveitamento futuro. Grande parte deste ferro fica armazenado no fígado e na medula. O ferro da dieta, absorvido pela mucosa do intestino delgado, complementa as necessidades diárias deste elemento.

Outra substância indispensável ao funcionamento do
tecido hematopoético é a vitamina B12. Quantidades muito pequenas desta vitamina são necessárias diariamente, mas para que ela seja absorvida e aproveitada pelo organismo, exige a presença do factor intrínseco da vitamina B12, açúcar de natureza complexa, sintetizado pelas células da mucosa do estômago.

A falta desta substância leva a uma diminuição da produção de células sanguíneas pela medula e o aparecimento de precursores de tamanho aumentado, os megaloblastos. A este tipo de anemia denomina-se
anemia megaloblástica.

O
ácido fólico, uma das vitaminas do complexo B, também está relacionado com a produção dos glóbulos vermelhos pela medula óssea. As duas substâncias desempenham importantes papéis em numerosas reacções bioquímicas que envolvem os ácidos nucleicos.



Anemia megaloblástica

É uma doença na qual a medula óssea produz glóbulos vermelhos gigantes e imaturos. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico. Uma vez que esses dois factores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.


Sintomas Comuns
  • Pode haver perda de apetite
  • Dores abdominais, enjoos e diarreia
  • Podem também desenvolver-se úlceras dolorosas na boca e na faringe
  • Podem ocorrer alterações de pele e perda de cabelo
  • Cansaço e a perda de energia e de vontade
  • Pode ocorrer uma sensação de boca e língua doridas
  • A deficiência durante a gravidez pode resultar em parto prematuro e/ou malformação do feto
  • Nas crianças, o crescimento pode ser retardado e a puberdade atrasada
A deficiência de folatos (ácido fólico) tem também sido associada com problemas neurológicos, tais como demência e depressão. Se deixada sem tratamento, a anemia megaloblástica pode ser fatal.



Ácido fólico

É uma
vitamina hidrossolúvel do complexo B (antigamente chamada Vitamina M)  encontrada em alimentos como brócolos, espinafre, gema de ovo, fígado, feijão, vagens, tâmaras secas, peixes (principalmente atum e salmão), ostras e frutas cítricas. Em cozimento excessivo os alimentos perdem o acido fólico ali presente.


Funções
  • É necessário para o bom funcionamento do cérebro
  • Melhora o volume de leite para a mulher lactante
  • Ajuda a prevenir a anemia
  • Ajuda o corpo a desenvolver células saudáveis
  • Essencial para a formação de hemácias
  • Necessário para a clivagem celular
  • Ajuda o metabolismo das proteínas
  • É responsável pela síntese dos ácidos nucleicos (substâncias que produzem proteínas, tecidos, e também o código genético, como o DNA, por exemplo)
  • Ajuda o funcionamento dos intestinos
  • Reduz os riscos de doenças cardíacas

A sua deficiência gera anemia megaloblástica e inflamações gastrointestinais em geral deve-se a dieta inadequada, com utilização de poucos alimentos frescos e ao alcoolismo. E na gravidez, a sua deficiência pode causar má formação no sistema nervoso do bebé.

Ácido fólico e a gravidez

Na gravidez, é muito importante que a mãe consuma esse tipo de vitamina B, pois ajuda a prevenir os defeitos do tubo neural. O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinal. Os defeitos de tubo neural são defeitos que ocorrem quando o tubo neural do embrião não se fecha adequadamente nos seus dois extremos para formar a espinal medula e o cérebro podendo causar a anencefalia (má formação congénita devido a um defeito e não fechar correctamente no extremo superior do tubo neural)  e a paralisia da parte inferior do corpo e perda das funções intestinais e da bexiga (se não fechar no extremo inferior).

Fonte: Wikipédia.


Complemento a este assunto no artigo de 26 de Outubro (ver aqui

 

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