Segunda-feira, 7 de Novembro de 2005

O Petróleo

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O petróleo (do latim petrus, pedra e oleum, óleo), no sentido de petróleo bruto, é uma substância oleosa, inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom.

É uma mistura de compostos orgânicos, cujos principais constituintes são os
hidrocarbonetos. Os outros constituintes são compostos orgânicos contendo elementos químicos como nitrogénio, enxofre, oxigénio (chamados genericamente de compostos NSO) e metais, principalmente níquel e vanádio.

O petróleo é um
recurso natural não renovável, e também actualmente a principal fonte de energia. Dele extraem-se variados produtos, sendo os principais: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão e polímeros plásticos. Já provocou muitas guerras, e é a principal fonte de renda de muitos países, especialmente no médio oriente.


Origem do Petróleo

Teoria Biogénica

O petróleo é o produto da compressão e aquecimento da matéria orgânica depositada junto com os
sedimentos. O soterramento progressivo e consequente subsidência dessa matéria orgânica depositada juntamente com os sedimentos marinhos ou lacustres produz a compactação e formação de uma rocha chamada rocha geradora. A matéria orgânica, no estado sólido, presente na rocha geradora é chamada de querogénio. Com o incremento de temperatura, as moléculas do querogénio começam a ser quebradas, gerando compostos orgânicos líquidos e gasosos, num processo denominado catagénese. Para se ter uma acumulação de petróleo é necessário que, após o processo de geração, ocorra a migração do óleo e/ou gás através das camadas de rochas adjacentes, até encontrar uma rocha selante e uma estrutura geológica que detenha o seu caminho, sob a qual ocorrerá a acumulação do óleo e/ou gás numa rocha porosa e permeável chamada rocha reservatório. Embora objecto de muitas discussões no passado e que ainda continuam na actualidade, essa teoria ainda continua tendo maior aceitação pela comunidade científica ocidental.


Teoria Abiogénica

Petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos primordiais de grande estabilidade termodinâmica, formados a altas pressões e temperaturas no manto da terra. Gases primordiais como metano, hélio e nitrogénio conduzem o petróleo para níveis crustais mais rasos, alojando-se em espaços porosos, sobretudo em rochas sedimentares, constituindo os reservatórios. Os hidrocarbonetos são excelentes nutrientes para bactérias primitivas que vivem no interior da terra. Essas bactérias contaminam o petróleo com moléculas biológicas chamadas de biomarcadores (biomarkers), além de outros contaminantes também presentes nos sedimentos. Alguns metais, sobretudo níquel e vanádio, mas também cádmio, arsénio, chumbo, mercúrio, platinóides entre outros, também estão associados ao petróleo e atestam a origem mantélica. Portanto o petróleo não é um combustível fóssil, como muitos ainda imaginam, mas sim uma substância originalmente inorgânica sobre a qual actuam processos geológicos posteriormente retrabalhados por biologia.


Associação da ocorrência de petróleo com estruturas profundas

A ocorrência do petróleo encontra-se relacionada a estruturas geológicas profundas na terra, principalmente sobre limites crustais de
placas tectónicas (convergentes como subducção ou colisão continental e limites divergentes). Também pode ocorrer sobre áreas onde houve impacto de meteorito, desde que as falhas produzidas pelo impacto atinjam o manto da terra. Quando se observa a distribuição dos campos de óleo e gás ao longo dos arcos como na Indonésia, Golfo Pérsico, nos Apeninos, Alaska, Arco de Barbados em continuidade a Trinidad & Tobago e Venezuela; na evolução do grande rifte do Atlântico Sul e outras bacias riftogénicas, isto pode ser claramente constatado.

Rift, ou rifte, é a designação dada em geologia às zonas do globo onde a crosta terrestre, e a litosfera associada, estão a sofrer uma fractura acompanhada por um afastamento em direcções opostas de porções vizinhas da superfície terrestre.
Em resultado do afastamento das porções vizinhas da crusta, formam-se zonas de abatimento tendencialmente lineares, separadas por escarpas de falha, ou seja zonas de graben. Estas estruturas podem ter maior ou menor complexidade, mas, em geral, prolongam-se por muitas centenas ou mesmo por muitos milhares de quilómetros.
O alargamento da crusta cria condições propícias para a subida de magma, pelo que o eixo das zonas de rift está em geral associado a linhas de vulcanismo activo onde as erupções geram nova crusta para compensar o afastamento. O Vale do Rift, que percorre cerca de 5.000 km no Médio Oriente e no nordeste e centro da África, é o melhor exemplo de um rift emerso.

Apesar das semelhanças estruturais, os vales de rift são distintos das cristas médias oceânicas, onde nova crusta é continuamente formada para compensar o afastamento de placas tectónicas divergentes. Contudo, se o processo de formação do rift prosseguir por tempo suficiente, criando uma ruptura que leve à formação de distintas placas tectónicas, pode originar uma crista capaz de gerar um novo oceano (tal parece ser a origem do Atlântico).
Quando a formação de riftes convergentes ocorre sobre um ponto quente, como é o caso da região dos Açores, existe em geral tendência para que o processo continue até que se desenvolva uma zona de ascensão de magma suficientemente poderosa para permitir a formação de uma crista oceânica, iniciando o afastamento das placas tectónicas vizinhas e a formação de crusta oceânica.

Exemplos de rifts:

  • O Grande Vale do Rift, em África;
  • O Mar Vermelho
  • O Lago Baikal, cujo fundo constitui o mais profundo rift da Terra;
  • O rift do Rio Grande, no SW dos Estados Unidos da América;
  • O Golfo de Corinto, na Grécia;
  • O Rift da Terceira, nos Açores.

Geologia do Petróleo

Como anteriormente mencionado, o petróleo está associado com grandes estruturas que comunicam a crosta e o manto da terra. Embora muitos geólogos ainda acreditem que o petróleo possa ser formado a partir de substâncias orgânicas procedentes da superfície terrestre (detritos orgânicos), isto hoje não faz sentido. Os avanços obtidos na astronomia e astrofísica, na geofísica, cálculos termodinâmicos, estudos de geoquímica da crosta e do manto, estudos oceanográficos entre outros, apontam consistentemente para uma origem abiogénica do petróleo:
Ver
http://www.gasresources.net/DisposalBioClaims.htm.

A aplicação de estudos geológicos na prospecção de petróleo inclui métodos geofísicos (sísmica, gravimentria, magnetometria, imagens de satélite, etc.). O petróleo ou gás são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares, mas também em rochas do embasamento cristalino. Os hidrocarbonetos ocupam espaços porosos nas rochas, sejam eles entre grãos ou fracturas. As rochas reservatórios e selantes são estudadas através da sedimentologia, estratigrafia e paleontologia. São efectuados estudos das potencialidades das estruturas acumuladoras (armadilhas ou trapas). Durante a perfuração de um poço de petróleo, as rochas atravessadas são descritas, pesquisando-se a ocorrência de indícios de hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são investigadas as propriedades radioactivas, eléctricas, magnéticas e elásticas das rochas da parede do poço através de ferramentas especiais (perfilagem) as quais também permitem identificar e avaliar a ocorrência de hidrocarbonetos.


Produtos do petróleo

O petróleo é uma mistura de diversos componentes, na sua grande maioria
hidrocarbonetos, que tem pouca aplicação no seu estado natural. Nas refinarias, a separação destes componentes permite a geração de diversos produtos (mais de 350 tipos) com características distintas, o que traz grande utilidade. A destilação é o modo mais comum de se efectuar a primeira fase desta separação. Outros processos podem vir em sequência, dependendo do que se quer separar. A gasolina é um derivado do petróleo. Além dos processos de separação, onde as moléculas do petróleo in natura não são modificadas, existem outros que as modificam, como o craqueamento (onde moléculas com grandes cadeias carbónicas são quebradas em cadeias menores) e a reforma (onde o arranjo atómico é modificado, dando nova forma a molécula). No final de todos estes processos, os produtos derivados de petróleo são obtidos e comercializados.
De forma resumida, podemos classificá-los em:

  • Gases de refinaria - formado em maioria por metano e etano e em geral consumido nas próprias refinarias em função de sua dificuldade de armazenagem (é bastante similar ao gás natural);
  • Gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha) - formado em maioria por propano e butano; como pode ser facilmente armazenado por se liquefazer a baixas pressões (cerca de 15kgf/cm2), geralmente é envasado e vendido para uso domiciliário;
  • PRODUTOS LEVES - gasolinas, querosene e nafta;
  • PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS - óleo diesel e alguns óleos lubrificantes;
  • PRODUTOS PESADOS - óleos combustíveis e alguns lubrificantes, parafina, asfalto, coque e vaselina.

Na destilação encontramos os seguintes componentes :


  • De 20 - 60 graus Celsius  ----> Éter de petróleo
  • De 60 - 90 graus Celsius  ----> Benzina
  • De 90 - 120 graus Celsius  ---> Nafta
  • De 40 - 200 graus Celsius  ---> Gasolina
  • De 150 - 300 graus Celsius  --> Querosene
  • De 250 - 350 graus Celsius  --> Gasóleo
  • De 300 - 400 graus Celsius  --> Óleos Lubrificantes
  • Resíduos    -------------------> Asfalto, piche e coque
  • Sub produtos   ---------------> Parafina e vaselina

Nafta: </strong> líquido combustível, mais leve que a água, incolor, muito inflamável, volátil, de cheiro activo e penetrante, que se obtém a partir da destilação do petróleo e é utilizado industrialmente como carburante para máquinas e no fabrico de borrachas.

Querosene:  óleo resultante da destilação do petróleo natural, composto por uma mistura de hidrocarbonetos e utilizado como constituinte dos combustíveis de explosão e em iluminação.

Piche: substância negra, resinosa, muito pegajosa, produto da destilação do alcatrão ou da terebintina.

Coque: espécie de carvão.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:18
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1 comentário:
De Anónimo a 7 de Novembro de 2005 às 16:25
Olá amigo Filipe,aqui esta a razão da humanidade o Petróleo,pois ele e a grande desgraça para os povos,e a grande furtuna para algums,até se troca Petróleo por alimentos,mas os povos que o tenhem nas suas terras, são os desprotegidos,pelos governos, e a fome e misséria ninguem se importa deles todo jogo de interesses,mas todos estamos pendentes deste viscozo liquido,quer seja para o trabalho,quer seja,para dar de comer algums e criar riqueza para outros,um abraço FilipeMaria Elisa
</a>
(mailto:mariaelisaramos@sapo.pt)


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