Terça-feira, 8 de Novembro de 2005

As Cataratas do Niágara

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As Cataratas do Niágara são um agrupamento de massivas quedas d' águas localizadas no Rio Niágara, no leste da América do Norte, entre os lagos Erie e Ontário, na fronteira entre o estado norte-americano de Nova Iorque e da província canadense de Ontário. As Cataratas do Niágara são compostas por três grupos distintos de cataratas: as cataratas canadenses, as cataratas norte-americanas e as cataratas de Bridal Veil. Embora não sejam excepcionalmente altas, as Cataratas do Niágara são muito largas, sendo facilmente a mais volumosa queda d' água localizada na América do Norte.

As Cataratas do Niágara são nomeadas pela sua beleza, bem como são uma fonte importante de energia hidroeléctrica e um desafiante projecto de preservação ambiental. Tendo sido um destino turístico muito popular no continente por mais de um século. As cataratas do Niágara são divididas pelas cidades-gémeas de Niagara Falls, Ontário, e de Niagara Falls, Nova Iorque.


Formação das cataratas

As raízes históricas das Cataratas do Niágara foram plantadas na glaciação de Wisconsin, que terminou há cerca de 10 mil anos atrás. Tanto os Grandes Lagos e o Rio Niágara foram criados por esta última glaciação, que criou uma geleira, uma enorme e espessa camada de gelo sobre a região. A geleira, à medida que se movia, erosionava o solo, abrasando rochas e movendo partículas sólidas que escavava o solo e assim criando rios e lagos, que actualmente formam a bacia hidrográfica do Rio São Lourenço. A geleira também represionou trechos de antigos rios, que forçaram foram forçados a escavar um novo caminho, assim, aumentando o efeito da erosão. Muitos especialistas acreditam que existe um antigo vale, cuja nascente é incerta, escavado no Rio São Lourenço, e que foi enterrado por sedimentos trazidos pelas geleiras, onde actualmente se localiza o Vale de Welland.

Quando a geleira derreteu, o Rio Niágara tornou-se o dreno dos lagos Superior, Huron, Michigan e Erie. Isto porque, com o antigo vale tendo sido represionado por sedimentos da última geleira, e sem um dreno disponível, a água destes 4 Grandes Lagos - comummente chamados de Altos Lagos - foi obrigada a escavar um caminho na nova topografia da região, fazendo-o através do caminho mais curto disponível, entre o Lago Erie e o Lago Ontário. As águas dos Altos Lagos escavaram o resistente solo através da rota cuja altura entre os Lagos era a menor possível. Eventualmente, as águas dos Altos Lagos da região entre o Lago Erie e o Lago Ontário, e eventualmente, conseguiram escavar um caminho através da Chapada do Niágara, assim, criando a o Rio Niágara. Através da erosão, as águas dos Altos Lagos teriam acabado por expor uma camada rochosa muito antiga, formada por rochas marinhas extremamente resistentes, que eram sensivelmente mais antigas do que os sedimentos trazidos pelas últimas glaciações. Três destas antigas formações geológicas foram expostas através pela garganta escavada pelo Rio Niágara.

À medida de que o Rio Niágara erosionava o solo, o solo menos resistente dos trechos finais do Rio Niágara - logo ao norte da Chapada do Niágara - era escavado muito mais rapidamente do que o solo mais resistente das camadas antigas, formadas basicamente por dolomita. A dolomita é um mineral de Carbonato de cálcio e magnésio. Este solo resistente é a Formação de Lockport, formada no Siluriano.

Na escala de tempo geológico, o Siluriano é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 443 milhões e 700 mil e 416 milhões de anos atrás, aproximadamente.

Imediatamente abaixo da camada de granito, compondo os dois terços inferiores do penhasco, estão localizadas camadas de xisto, que é menos resistente do que o granito. Estas camadas de xisto - que compõem a Formação de Rochester, formado no Baixo Siluriano - também possuem algumas camadas de dolomita, bem como uma grande quantidade de fósseis. Por causa de que este solo formado primariamente por xisto sofre erosão mais rapidamente do que as camadas feitas primariamente de dolomita. O rio Niárara eventualmente erosionou as camadas de xisto, assim criando as Cataratas do Niágara.

Formando a base do Rio Niágara está a Formação de Queenston, criada no Ordoviciano, que é um solo extremamente resistente, composta por xisto e arenito. Estas três formações geológicas formavam o solo de um antigo mar, e as diferentes características entre estas três formações foram causadas por mudanças de condições dentro deste mar.

Ordoviciano é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 488 milhões e 300 mil e 443 milhões e 700 mil anos atrás, aproximadamente.

As Cataratas do Niágara originais estavam localizadas no lugar onde actualmente se localiza Lewinston, mas a erosão causada pela correntes fez com que as quedas d' água recuassem vários quilómetros ao sul, em direcção à sua actual localização. Logo acima das actuais Cataratas do Niágara, a Ilha de Goat divide o curso do Rio Niágara, resultando na separação das cataratas canadenses - localizadas a oeste - das cataratas americanas e das cataratas Bridal Veil, localizadas a leste. Embora a erosão - e consequentemente, o recuo das cataratas mais para o sul - tenha sido diminuído graças a feitos de engenharia humana, as Cataratas do Niágara irão recuar eventualmente o suficiente para drenar a maior parte do Lago Erie - cujo ponto mais profundo está localizada numa altitude maior do que as profundezas das Cataratas. Engenheiros trabalham constantemente em projectos cujo objectivo é adiar ao máximo possível este acontecimento.

A altura das cataratas é de aproximadamente 52 metros, embora as cataratas americanas tenham uma queda livre de apenas 21 metros, antes de cair sob uma camada de rochas - que foram depositadas em 1954, após uma gigantesca avalanche. As cataratas canadenses são as maiores das três cataratas, com os seus 792 metros de largura. Já as cataratas americanas possuem 323 metros de largura. O volume de água que desagua nas Cataratas do Niágara é de aproximadamente 5,720 m³/s, em Março, Abril e Outubro. Já nos meses de verão, muitas das águas do Niágara são desviadas para as hidroeléctricas presentes na região - assim, o volume de água desaguando nas Cataratas do Niágara nos meses de verão é, em média, 2,832 m³/s. Este volume diminui ainda mais à norte, quando mais água é desviada para as hidroeléctricas.


História do Niágara e os homens

O nome "Niágara" vêm de uma palavra iroquesa que significa "trovoada de águas". Os habitantes originais da região eram os Ongiara, uma tribo iroquesa chamado de "Os Neutros" por assentadores franceses. Os Ongiara foram assim nomeados por tais franceses porque esta tribo iroquesa ajudou os franceses a mediar várias disputas entre os assentadores franceses com outras tribos indígenas da região.

Não se sabe ao certo o primeiro explorador europeu a ter visto as Cataratas e ter anotado num documento o seu testemunho sobre o Niágara. Muitos acreditam que foi o francês Samuel de Champlain o primeiro explorador europeu a ter visto as Cataratas, em 1604. Foram alguns membros da equipe de Champlain que descobriram as Cataratas, num dia de Inverno, onde a parte exterior das quedas d' água ficam congeladas. Eles ouviram o barulho das quedas e eventualmente descobriram as Cataratas - e rapidamente avisaram Champlain as suas descobertas. Champlain de facto anotou nos seus diários a visão das Cataratas, mas várias pessoas acreditam que Champlain nunca visitou as Cataratas do Niágara. Vários, ao invés, creditam o naturalista sueco Pehr Kalm com a primeira descrição das Cataratas do Niágara feita numa expedição à área, no começo do século XVIII. A maioria dos historiadores, porém, acreditam que foi o Padre Louis Hennepin o primeiro a ter visto e descrito as Cataratas, em 1677, quando explorava a região juntamente com o compatriota René Robert Cavelier, tornando-os mundialmente famosos. Hennepin também foi o primeiro europeu a ter visto e descrito as Cataratas de Saint Anthony, em Minnesota.

Durante o século XIX, as Cataratas do Niágara tornaram-se uma atracção turística bastante popular, e o turismo passou a ser a principal fonte de renda em meados do mesmo século. Enquanto isto, o pedido de passagem sobre o Rio Niágara - que serve de fronteira entre o Canadá, localizado a oeste do rio, e os Estados Unidos, localizados a leste do rio - cresceu. Em 1848, foi construída uma ponte de madeira, nomeada Niagara Suspension Bridge. Em 1855, uma ponte maior, também feita de madeira - nomeada Niagara Falls Suspension Bridge - substituiu a Niagara Suspension Bridge. Em 1886, foi construída uma ponte em arco, substituindo a anterior. Esta ponte foi construída primariamente com aço. Está em operação até hoje, como uma ponte ferroviária. Em 1897, foi inaugurada a primeira ponte construída totalmente com aço, a Ponte Whirpool Rapids. Esta também era uma ponte em arco, construída a aproximadamente 15 quilómetros a norte das Cataratas. Está em serviço até hoje, transportando carros, autocarros, camiões, comboios e pedestres. Em 1941, a Niagara Falls Bridge Commission inaugurou uma terceira ponte, imediatamente ao sul das Cataratas, nomeada Ponte Rainbow, que permite apenas o transporte de pedestres e veículos.

Após a segunda guerra mundial, o turismo explodiu de vez na área, à medida que os carros tornavam o acesso de turistas canadenses e norte-americanos mais fácil à região. Ajudou na grande expansão do turismo também a construção de várias rodovias, ao longo da década de 1940. Desde então, a história das Cataratas do Niágara tem sido basicamente o fornecimento de energia hidroeléctrica, bem como do assíduo controle sobre o desenvolvimento urbano, tanto do lado canadense quanto do lado norte-americano, que passou a ameaçar a beleza natural das Cataratas do Niágara.


Impacto na indústria e no comércio

O potencial das Cataratas do Niágara como uma fonte em potencial de energia - em particular, energia eléctrica - é antigo. A primeira tentativa humana em usar as águas do Niágara como fonte de energia data de 1759, quanto o norte-americano Daniel Joncairs construiu um pequeno canal acima das cataratas, para alimentar o seu moinho. Em 1805, Augustus e Peter Porter compraram a fazenda de Joncairs, bem como todas as Cataratas localizadas do lado norte-americano, do governo do estado de Nova Iorque. Os Porters aumentaram o canal anteriormente construído por Joncairs, para o fornecimento de energia hidráulica. Em 1853, o governo do estado de Nova Iorque criou a Niagara Falls Hydraulic Power and Mining Company, uma empresa pública. A Niagara Falls Hydraulic Power and Mining Company eventualmente construiu os canais que seriam usados para a geração de electricidade. Em 1881, sob a direcção de Jacob Schoellkopf, estes canais geravam electricidade suficiente, na forma de corrente contínua, para alimentar a vila de Niagara Falls, Nova Iorque.

Quando o russo Nikola Tesla, naturalizado norte-americano, inventou a corrente alternada, o transporte de electricidade a longas distâncias tornou-se possível. Posteriormente, um memorial seria construído em homenagem a Tesla. Em 1883, a Niagara Falls Power Company, a sucessora da Niagara Falls Hydraulic Power and Mining Company, contratou George Westinghouse, para que desenvolvesse um sistema para a geração de corrente alternada. Em 1896, financiada por gigantes como a J.P. Morgan, John Jacob Astor IV, e a Vanderbilt, a Niagara Falls Power Company terminou a construção de canais subterrâneos, que desviavam água do Rio Niágara para turbinas. Este sistema era capaz de produzir até 75 megawatts de electricidade, que era transportada até Buffalo, localizada no estado de Nova Iorque, a 32 quilómetros das Cataratas do Niágara.

Companhias privadas do lado canadense também passaram a tirar proveito da energia das Cataratas, empregando firmas domésticas e norte-americanas para tal. O governo da província canadense de Ontário trouxe as operações de produção e distribuição de electricidade na região do Niágara sob controle público, em 1906, distribuindo a electricidade produzida na região do Niágara para várias partes da província - especialmente no sul.

Actualmente, cerca de 50% a 75% das águas do Rio Niágara são desviadas via 4 gigantescos túneis que alteram o curso destas águas 10 quilómetros rio acima das Cataratas. Esta água passa por turbinas hidroeléctricas que geram electricidade para áreas próximas do Canadá e dos Estados Unidos, antes de voltar novamente ao Rio Niágara. As estações hidroeléctricas mais poderosas no Rio Niágara actualmente são as hidroeléctricas Adam Beck 1 e 2, no lado canadense, e as hidroeléctricas Robert Moses e Lewinston, do lado norte-americano. As quatro juntas possuem a capacidade de gerar aproximadamente 4.4 gigawatts de electricidade.

Desde os primórdios da exploração e ocupação humana das Américas, as Cataratas do Niágara serviram como um obstáculo intransponível para navios. Este problema foi resolvido em 1856, com a inauguração do Canal de Welland. Este canal passou por melhorias técnicas na década de 1960, e foi incorporado ao Canal Marítimo do São Lourenço. Este canal passou a desviar o transporte hidroviário do Canal de Erie (que passa por Buffalo) em direcção a Montreal, levando ao declínio da indústria do aço e como um pólo de transporte de cereais. Apesar disto, outras indústrias cresceram na região do Niágara, até a década de 1970, com a ajuda da electricidade gerada pelas hidroeléctricas à beira das Cataratas do Niágara. Desde então, com o declínio destas indústrias, a região do Niágara tem declinado economicamente.

As cidades gémeas de Niagara Falls, Ontário, e Niagara Falls, Nova Iorque, são ligadas actualmente por três pontes, incluindo a Ponte Whirpoll e a Ponte Rainbow (Ponte Arco-Íris), logo ao norte das quedas. A Ponte Arco-Íris permite a vista mais próxima das Cataratas do Niágara. Uma terceira ponte, a mais nova delas, chama-se Ponte Lewinston-Queenston, e está localizada ao norte das Cataratas. O Aeroporto Internacional de Niágara, e o Aeroporto Internacional de Buffalo-Niagara são nomeados em homenagem às cataratas, bem como a Universidade de Niágara, várias pequenas empresas e lojas, e até mesmo um corpo celeste.


Esforços para a preservação

Durante os primeiros dois séculos após o início do assentamento europeu na região, as terras em ambos os lados do Niágara eram propriedade privada. O desenvolvimento comercial e industrial da região ameaçava a beleza natural da área, e os visitantes às vezes tinham de pagar os donos das terras em torno das cataratas para ver as Cataratas do Niágara, através de buracos numa cerca. Em 1855, autoridades públicas do Canadá e dos Estados Unidos passaram a comprar as terras em torno do Niágara, tendo em vista a preservação das belezas naturais da região do Niágara. No estado de Nova Iorque, o artista Frederick Church e o arquitecto Frederick Law Olmsted lideraram o "Movimento pelo Niágara Livre", um movimento que persuadiu o governo nova-iorquino a começar a comprar as terras em torno do Rio e das Cataratas do Niágara, e desenvolvendo assim o Niagara Reservation State Park (Reserva Estadual do Niágara). Ao mesmo tempo, a província canadense de Ontário estabeleceu o Queen Victoria Niagara Falls Park (Parque das Cataratas do Niágara Rainha Victoria). As autoridades estatais de ambos os lados tiveram sucesso em adquirir as terras em torno do Rio e das Cataratas do Niágara, e passaram a impor restrições de desenvolvimento rural e urbano.

Até meados da década de 1940, as Cataratas recuavam em direcção ao sul, por causa da erosão entre 60 centímetros a 3 metros por ano. Este processo de erosão diminuiu por causa do desvio de quantidades cada vez maiores de água do Rio Niágara para a alimentação de turbinas hidroeléctricas, tanto no Canadá quanto nos Estados Unidos. Em 2 de Janeiro de 1929, o Canadá e os Estados Unidos concordaram em desenvolver um plano conjunto cuja meta era a preservação das Cataratas. Em 1950, os dois países assinaram o "Tratado do Desvio de Água do Rio Niágara", que se focalizava mais no problema do desvio de água do Rio Niágara.

Além do desvio de água para estações hidroeléctricas, outras medidas contra a erosão, foi o desvio de certas quedas - as que mais erosionavam o solo - em direcção a outras regiões onde causassem menos erosão, e o fortalecimento do solo sob o topo das Cataratas do Niágara. Destes trabalhos, a operação mais dramática foi realizada em 1969. Em Junho deste ano, o Rio Niágara foi desviado das cataratas norte-americanas e das cataratas de Bridal Veil, por vários meses, para a construção de uma represa temporária feita de rocha e terra. Este desvio "desligou" estas cataratas. Enquanto as cataratas canadenses e as represas absorviam o volume extra de água, o Corpo de Engenheiros Militar dos Estados Unidos da América estudou o solo sob o rio Niágara, e mecanicamente fortaleceu as partes mais frágeis deste solo. Em Novembro de 1969, a represa temporária foi dinamitada, restaurando assim o curso de água em direcção às cataratas norte-americanas e à catarata de Bridal Veil.

Mesmo após esta operação, a Ilha Luna, o pequeno pedaço de terra entre as cataratas norte-americanas e a catarata de Bridal Veil, continuou fechada ao público por anos, por medo das autoridades públicas, em que a ilha seria instável, e que poderia colapsar em direcção à garganta das cataratas a qualquer momento.

A construção recente de várias altas estruturas - a maioria deles hotéis no lado canadense faz com que as correntes de ar que passam sobre as cataratas a mudem de direcção. Por consequência, áreas de observação do lado canadense são muitas vezes obscurecidas pelas camadas de névoa vindas das cataratas. Este problema muito dificilmente será corrigido.


As cataratas na cultura popular

Em Outubro de 1829, Sam Patch, que se autonomeava The Yankee Leaper (O Pulador Yankee) saltou as quedas canadenses, tornando-se a primeira pessoa conhecida a sobreviver a tal queda. Isto iniciou uma longa corrida entre pessoas buscando fama nacional, tentando novos feitos nas Cataratas do Niágara. Em 1901, Annie Taylor, uma mulher de 63 anos de idade, tornou-se a primeira pessoa a cair nas Cataratas do Niágara dentro de um barril, e sair do barril sem ferimentos. Após Taylor, 14 outras pessoas caíram nas Cataratas do Niágara dentro de certos equipamentos como barris e afins. Alguns deles sobreviveram sem ferimentos, enquanto outros tiveram menos sorte e afogaram-se ou sofreram sérios ferimentos. Os sobreviventes de tais feitos podem ser condenados a passar um tempo na prisão, bem como multas pesadas, uma vez que é ilegal a tentativa de cair nas Cataratas do Niágara. O mágico David Copperfield tornou-se a última pessoa a entrar nesta lista, caindo nas quedas canadenses em 1990 - embora muitos digam que isto não tenha passado de um truque de mágica feito por Copperfield.

Outras pessoas cruzaram - ou tentaram cruzar - as Cataratas. Isto começou com a passagem bem-sucedida do equilibrista Jean François "Blondin" Gravelet, em 1859. Desde então, vários outros equilibristas atraíram um grande número de pessoas. Em 1883, o inglês Matthew Webb, a primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha, afogou-se em 1883 após ter tentado sem sucesso cruzar através dos redemoinhos e da correnteza após as quedas.

Então já sendo uma atracção turística famosa no Canadá e nos Estados Unidos, as visitas às Cataratas do Niágara subiram drasticamente em 1953, após o lançamento do filme Niágara, cuja principal estrela era Marilyn Monroe. Posteriormente, as cataratas apareceram no filme Superman II, bem como serviu de tema para um filme IMAX, que se tornou popular na região. As Cataratas do Niágara são visitadas anualmente por 14 milhões de pessoas, a grande maioria deles norte-americanos e canadenses, embora um número expressivo seja de turistas internacionais.

CataratasNiagara02.jpg


Vendo as Cataratas do Niágara

É no verão que as Cataratas do Niágara recebem o maior número de turistas anualmente, quando as Cataratas do Niágara são tanto uma atracção diurna quanto uma atracção nocturna. Isto porque, no verão, holofotes instalados do lado canadense iluminam ambos os lados das Cataratas por várias horas após o pôr-do-Sol.

Do lado norte-americano, as Cataratas do Niágara podem ser observadas por praças e caminhos ao longo do Prospect Park, onde também está instalada uma torre de observação. Perto dali, o caminho "Caverna dos Ventos" leva os turistas a um ponto de observação próxima das cataratas de Bridal Veils.

Do lado canadense, o Queen Victoria Park (Parque Rainha Victoria) possui vários jardins e plataformas que levam a um posto de observação, que oferece uma vista espectacular das Cataratas do Niágara em geral. Este parque também possui caminhos subterrâneos que levam a postos de observação, onde o turista possui a ilusão de estar caindo dentro das águas das Cataratas do Niágara. O posto de observação localizado na Skylon Tower oferece a vista panorâmica mais alta das cataratas, bem como permite ao turista também ver - do lado oposto às Cataratas - a cidade de Toronto. Juntamente com a Konica Minolta Tower, a Skylon Tower é uma das duas torres do lado canadense com vista das Cataratas do Niágara. Ao longo do Rio Niágara, o Caminho Recreacional do Rio Niágara corre os 56 quilómetros entre o Fort Erie até o Fort George, incluindo vários pontos históricos da guerra anglo-americana.

Os navios Maid of the Mist, nomeados em homenagem a um personagem da mitologia ongionara, têm transportado turistas dentro dos redemoinhos das Cataratas, chegando bem próximos delas, desde 1846. O Spanish Aerocar foi construído em 1916, pelo espanhol Leonardo Torres y Quevedo, é um teleférico que transporta passageiros sobre os redemoinhos no lado canadense, abaixo das Cataratas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:14
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1 comentário:
De Anónimo a 8 de Novembro de 2005 às 21:09
O niágara nunca foi ao oftalmologista ?
Amigo Filipe como vai a moenga ?
Muita chuva cá por estes lados acompanhada dum friozinho que hoje amainou um bocadinho.
Já apanhei uma constipação do caraças que me fez uma rouquidão que ainda dura e me obrigou a ir ao médico, que curiosamente me tinha dado uma vacina antigripe há 15 dias atrás.
Falei-lhe nisso e ele deu-me uma resposta que é no mínimo curiosa: ESTA CONSTIPAÇÃO PODE TER SIDO PROVOCADA PELA VACINA QUE EU TOMEI.
Fiquei espantado
um abraço
acacio simoes
(http://atonito.blogspot.com/)
(mailto:acacio.luis.sinoes@iol.pt)


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