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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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14
Nov05

O Oceano Pacífico

Praia da Claridade
 

Oceano_Pacifico_e_a_Fossa_Marianas.jpg
 

 
 
O Oceano Pacífico é a maior massa marítima do globo, situada entre a América, a Leste, a Ásia e a Austrália, a Oeste, e a Antártida, ao Sul. Com 180 milhões de km², o Pacífico cobre quase um terço da superfície do planeta e corresponde a quase metade da superfície e do volume do oceano [tem 707,5 km de fossas, e 87,8% da sua área apresenta profundidades superiores a 3.000 m; é o oceano com maior profundidade média (-4.282 m) e onde se localizam as maiores fossas submarinas (Fossa das Marianas (1), com -10,912 m)]. A sua forma grosseiramente circular é delimitada por margens continentais activas (que correspondem ao Circulo de Fogo do Pacífico) sob as quais se afunda uma crosta oceânica em rápida expansão. Descoberto pelos europeus em 1513 (Balboa) e transposto pela primeira vez em 1520 (Fernão de Magalhães), o Pacífico tem assistido a um crescimento de sua importância como via de ligação entre algumas das regiões de maior dinamismo económico da actualidade (Extremo Oriente e costa ocidental da América do Norte).

O Círculo de Fogo do Pacífico é a área circundante da placa tectónica do Pacífico e que corresponde grosso modo às fronteiras do Oceano Pacífico. A placa do Pacífico é limitada por zonas de subducção (área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza debaixo da outra) em quase toda a sua extensão, sendo as mais importantes ao largo da costa oeste da América do Sul e ao largo do Japão. Dadas as suas características geológicas, que correspondem a zonas de convergência de placas muito activas, cerca de 90 % da sismicidade e vulcanismo da Terra localiza-se no Círculo de Fogo do Pacífico.

 
Morfoestrutura do fundo oceânico

Flanqueado por cadeias montanhosas recentes, com intensa actividade vulcânica, o Pacífico é percorrido por um vasto sistema de dorsais. A dorsal Sudeste-Pacífica constitui um prolongamento, através da dorsal Pacífico-Antárctica, das dorsais do oceano Índico (dorsal Antárctico-Australiana). Na sua porção setentrional atinge as latitudes do litoral mexicano, desaparecendo ao penetrar no golfo da Califórnia. Trata-se de uma dorsal em rápida expansão (entre 8,8 e 16,1cm por ano), sem fossa axial. As zonas de fracturas que a segmentam são numerosas, com deslocamento pronunciado. Essa dorsal emerge na latitude da ilha de Páscoa, unindo-se à dorsal do Chile, que se liga à costa meridional da América, e na latitude das ilhas Galápagos, unindo-se à dorsal de Cocos ou das Galápagos. Essas dorsais dividem o Pacífico em três conjuntos. Os fundos oceânicos situados a Leste da dorsal Sudeste-Pacífica pertencem a placa litosférica da Antártida (que corresponde à bacia Pacífico-Antárctica e à planície abissal de Bellingshausen), à placa de Nazca (bacias Peruana e Chilena, separadas pela dorsal de Nazca) e à placa de Cocos (limitada pela dorsal de Cocos). Todo o imenso conjunto de fundos oceânicos situados a Oeste da dorsal Sudeste-Pacífica é sustentado pela placa litosférica Pacífica, que a Oeste América do Norte apresenta grandes zonas de fracturas, com relevos monumentais, alinhados por milhares de quilómetros ao longo de antigas falhas de transformação. Mais a Oeste, o centro do oceano Pacífico é entrecortado por cadeias submarinas e grandes edifícios vulcânicos, ora emergindo em forma de ilhas (Havaí, Marquesas, Marshall, Carolinas), frequentemente coroadas por formações coralíneas (atóis). As bacias oceânicas que as rodeiam (Médio-Pacífica, Melanésia, Nordeste, Noroeste) apresentam uma delgada cobertura sedimentar sobre a crosta basáltica. A presença das fossas oceânicas periféricas, ao longo dos arcos insulares (Aleutas, Kurilas, Japão, Marianas, Filipinas, Salomão, Tonga, Kermadec) e da costa ocidental da América (Chile, Peru, América Central) explica-se por corresponderem a zonas de subducção da crosta oceânica, em que esta mergulha sob as placas litosféricas Americana, a Leste, e Eurasiática e Indo-Australiana, a Oeste. São áreas de intensa actividade sísmica e vulcânica, sujeitas à ocorrência de maremotos.


As Águas

A conformação das bacias do Pacífico explica a relativa simplicidade das correntes marinhas que aí incidem. As correntes norte-equatorial e sul-equatorial movem-se de leste para oeste, determinando a existência de correntes quentes ao longo das fachadas orientais dos continentes, compensadas por correntes frias que descem para o equador ao longo das fachadas ocidentais (locais privilegiados para a pesca em grande escala). Nas latitudes médias, as correntes quentes em pauta encontram-se com as águas frias provenientes das regiões polares. Tal fenómeno é particularmente claro no hemisfério Norte, onde a Kuroshio, quente, se encontra com a Oyashio, fria, ao largo do Japão. De modo geral, a salinidade das águas é pouco elevada, pois os valores máximos jamais ultrapassaram 365 por mil. As temperaturas das águas de superfície dispõem-se em zonas, aumentando dos pólos para os trópicos. O calor das águas da zona intertropical permite a proliferação dos corais, que formam ilhas (atóis) ou barreiras (recifes) nas orlas continentais. Já as águas mais viscosas situam-se nas latitudes temperadas, onde o revolver das correntes garante excelente oxigenação.


(1) - A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11,034 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a Este das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas (ver na imagem). Geologicamente, a Fossa das Marianas, é o efeito geomorfologico de uma zona de subducção.
O fundo da Fossa das Marianas foi atingido em 1960 por um batiscafo da marinha americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista francês Jacques Piccard. O Batiscafo é um aparelho destinado à medição das profundezas dos oceanos.
Fonte: Wikipédia. 
 
 

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