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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

22
Nov05

Sé Velha de Coimbra

Praia da Claridade



Sé Velha de Coimbra



A Sé Velha de Coimbra situa-se no Largo da Sé Velha, freguesia de Almedina, foi começada em 1139, sucedendo a crucial Batalha de Ourique.


História

É a mais importante igreja da mais histórica cidade portuguesa do período: Coimbra. A sua iniciativa, essencialmente régia, deve ser repartida com o bispo D. Manuel Salomão, sucedendo o bispo Bernardo, que morrerá em 1146. De 1162 e 1172 o novo bispo construirá o essencial da crasta, que obrigava a procurar importantes recursos, de tal forma que acabará por resignar naquela data, bem perto da conclusão do templo, que recebe já, em 1182 o corpo de Bernudos, seu sucessor, e permite que aí seja feito o coroamento de Sancho I em 1185. Os trabalhos de construção prolongar-se-iam até 1320, sendo poucas as modificações ulteriores, sobretudo dos séculos XVI e XVIII. Para além de Roberto, sabe-se que foram responsáveis pelas obras da Catedral coimbrã os mestres Bernardo de origem francesa, e Soeiro, que depois terá trabalhado em várias obras da diocese do Porto.


Caracterização arquitectónica

Grande templo tipo fortaleza, de fortes paredes em cantaria, fechadas como muralhas, ameado no topo e possuindo um corpo avançado no centro da fachada com uma torre é acessível por uma escadaria, dada a sua difícil implantação num terreno em declive, sobre um alto embasamento que permite a sua orientação; tem um fundo portal rasgado ao centro, com quatro arquivoltas assentes num complexo sistema de colunelos simples e duplos, pilastras e capitéis densamente decorados. Em cima, um janelão central do mesmo tipo ilumina o corpo, sendo mais baixo e também com quatro arquivoltas. As duas portas laterais a norte são agora quinhentistas, de cunho renascença, dando para a nave lateral a porta Especiosa - em três andares tipo retábulo - enquanto no transepto se abre a de porta de Santa Clara.

O interior é de três naves e cinco tramos, com o transepto pouco desenvolvido, sendo a cabeceira formada por abside e dois absidíolos. A cobertura é feita por abóbada de canhão na nave central e transepto, e por abóbada de aresta nas naves laterais, mais baixas e suportando um trifório, assentes em capitéis decorados sobre colunas, adossados em feixes criciformes nos pilares. O arco cruzeiro é encimado por uma torre-lanterna quadrangular, de interior abobadado. O exterior é animado por janelas, algumas maineladas, abertas a nível elevado, enquanto no transepto se desenham arcarias cegas. A cabeceira conserva as janelas com colunelos e capitéis, tendo a capela-mor dois andares (que são três no interior, sendo os dois inferiores ornados de arcadas cegas) e as laterais apenas um, sempre com a cornija assente em modilhões decorados. O claustro, construído durante o reinado de Afonso II é já gótico, com modificações setecentistas, encontrando-se no lado sul do templo. Possui planta quadrada, com um só andar, cada face possui cinco arcos quebrados, envolvendo cada qual um par de arcos geminados de volta perfeita, rasgando-se em cada bandeira uma pequena rosácea. Os tramos são quadrados, com as naves abobadadas, sendo os arcos torais ogivais muito apontados e os cruzeiros de volta inteira. Os capitéis dos arcos são de cesto delgado, maioritariamente com decoração vegetalista. O feito mais interessante de toda a obra são os cantos da quadra: aí dá-se o encontro de duas arcadas góticas que mutuamente se interrompem a meia altura, criando um efeito original.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







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