Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

Escravatura

DIA INTERNACIONAL PARA A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA


O Dia Internacional para a Abolição da Escravatura deve servir para recordar a todos, em toda a parte, que a escravatura não é um problema do passado. Hoje, milhões de homens, mulheres e crianças são comprados e vendidos como bens móveis, forçados a trabalhos em regime de servidão, mantidos como escravos para fins rituais ou religiosos ou traficados de uns países para outros, por vezes para serem vendidos e obrigados a dedicar-se à prostituição. Todas estas formas de escravatura são repugnantes e devem ser erradicadas.

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A escravatura, também nomeada de escravidão ou escravagismo no Brasil, é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, que são impostos involuntariamente sobre o escravo. A escravatura foi comum na Antiguidade em todo o mundo, a partir do momento em que o crescimento populacional numa região levou à introdução do conceito de propriedade e, consequentemente, de conflitos para assegurar a sua posse.

Nas guerras era comum os vencidos - que assim perdiam a sua propriedade - ficarem subjugados aos vencedores como força de trabalho - como escravos -, não só para cultivar a terra e realizar outras tarefas, mas também, nos casos em que os escravos perdiam a sua identidade, passando a fazer parte do povo proprietário, como guerreiros em futuras guerras com outros povos.

A escravatura deixou de ser apenas uma forma de governar e desenvolver os continentes, para passar a ser uma forma de comércio, no momento em que os europeus começaram a colonizar os outros continentes, no século XVI e, por exemplo, no caso das Américas, em que os povos locais não se deixaram subjugar, foi necessário importar mão-de-obra, principalmente de África.

Nessa altura, muitos reinos africanos e árabes passaram a capturar escravos para vender aos europeus, o que resultou finalmente na sua própria colonização - uma vez que os europeus preferiam não partilhar o lucro desse negócio com os africanos, menos avançados tecnologicamente em termos de armamento - e no declínio de muitas civilizações.

Na sequência desse movimento, dos conflitos entre as potências colonizadoras e também da revolução industrial na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco rentável e deu lugar ao surgimento do abolicionismo, em meados do século XIX.

A escravidão é pouco produtiva porque como o escravo não tem propriedade sobre sua própria produção ele não é estimulado a produzir já que não irá resultar em um incremento no bem estar material do escravo.

Desde os tempos mais remotos, o escravo é legalmente definido como uma mercadoria cujo dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objecção pessoal ou legal. A escravidão da era moderna está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior.

A prática da escravidão data de épocas pré-históricas, embora sua institucionalização provavelmente tenha começado com o desenvolvimento da lavoura, que possibilitou às sociedades mais organizadas usar escravos para desempenhar determinadas funções.

A escravidão era uma situação aceita e logo tornou-se essencial para a economia e para a sociedade de todas as civilizações antigas, embora fosse um tipo de organização muito pouco produtivo. A Mesopotâmia, a Índia, a China e os antigos egípcios e hebreus utilizaram escravos. Nas civilizações pré-colombianas (asteca, inca e maia) os escravos eram empregados na agricultura e no exército.

A exploração da costa da África, o descobrimento da América pelos espanhóis no século XV e a sua colonização nos três séculos seguintes incrementaram consideravelmente o comércio moderno de escravos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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FILIPE FREITAS

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