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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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Figueira da Foz - Portugal

09
Dez05

Obesidade

Praia da Claridade

A obesidade é a acumulação de gordura no organismo além da necessidade. Tecnicamente, sempre que houver maior ingestão de calorias (através dos alimentos) do que o gasto energético do corpo, haverá acumulação de calorias na forma de gordura. O corpo humano armazena estas calorias extras nesta forma porque é o meio mais eficaz, armazenando o dobro de calorias no mesmo peso do que se estivesse armazenando como carboidrato ou proteína.

Com as facilidades da vida moderna, como elevadores, escadas rolantes, controles remotos e automóveis, o homem não precisa de se esforçar fisicamente. Isso diminui o gasto de energia na forma de calorias. Por outro lado, a facilidade em adquirir os “fast foods” e alimentos prontos congelados mudaram o padrão alimentar do homem moderno, que passou a consumir mais gordura na forma de frituras, óleos, maioneses, chocolates e gelados cremosos.


Índice de Massa Corpórea - IMC

Dividindo-se o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros obtém-se um número que é chamado de Índice de Massa Corpórea – IMC. O IMC normal é de 18 a 24,9, sendo que de 25 a 29,9 é considerado excesso de peso. De 30 a 34,9 é obesidade grau I, de 35 a 39,9 é obesidade grau II e acima de 40 é obesidade grau III ou obesidade mórbida. Acima de 50 é chamado de super obesidade. A obesidade caracteriza-se também como um problema de natureza estética e psicológica, além de ser um grande risco para a saúde.

IMC ou Índice de Massa Corporal é uma medida internacional usada para calcular obesidade.
Ele equivale ao seu peso em quilos dividido pelo quadrado da sua altura.

IMC = Peso(kg)/Altura(m)²

Após isso, o resultado é comparado com uma tabela que indica o grau de obesidade do indivíduo.




Insatisfação com o peso corporal


Sabemos que a relação de um indivíduo para com os outros parte da forma como os nossos sentidos actuam e despertam em nós sensações de atracção ou de repugnância. Sendo a visão um dos sentidos, a imagem corporal que a pessoa possui é indispensável a uma vida saudável. A importância da mesma leva a que a pessoa se preze consigo, sabendo que a positividade deste factor contribui, não só para o desenvolvimento de relações com a sociedade, mas com a auto-estima e carisma presente em cada um de nós. Esta imagem corporal reflecte como vemos e o que vemos no Mundo. Através das interacções com os outros, modificamos a nossa imagem, em função do que gostamos e do ambiente que vivemos. Recolhendo todos estes dados, podemos afirmar que a imagem corporal é directamente influenciada por factores fisiológicos, psicológicos e sociológicos. E aqui entra o problema. O peso corporal está relacionado com a imagem corporal que transpomos. Dentro das possibilidades do peso corporal de uma pessoa, encontra-se uma fase em que a pessoa excede o peso ideal que deveria ter, sendo chamada de pessoa obesa. Assim, o peso corporal também é influenciado pelos factores acima referenciados e consequentemente a obesidade é um problema derivado do mesmo. Quando se sente um descontentamento grande em relação à imagem corporal que fazemos transparecer, a tendência generalizada é o começo de dietas inadequadas, ingestão emocional e compulsiva, distúrbios na alimentação que podem gerar problemas ainda mais graves (anorexia, bulimia), exercício excessivo e diminuição da capacidade cognitiva. São cada vez mais as pessoas que ficam descontentes com a sua imagem corporal devido a factores desta natureza. É por isso que a imagem corporal é também cada vez mais conhecida como um problema médico e psicológico. A referência a comportamentos perante a insatisfação com o peso corporal pode tender para um aumento excessivo de peso (quando a pessoa é/acha que é magra) ou para uma diminuição drástica de peso (quando a pessoa é/acha que é gorda). Neste momento, são muito mais as pessoas que tendem para comportamentos de perda de peso do que as outras. No entanto, é de salientar que embora muitas pessoas o tentem, são poucas aquelas que realmente conseguem atingir plenamente os objectivos propostos. A consciência de que é necessário mudar é dos pontos mais importantes nesta área. Se a pessoa está insatisfeita ou está mesmo com problemas graves de saúde, a iniciativa pessoal é essencial. Só assim se pode tornar uma pessoa receptiva à implementação de programas e tratamentos adequados à doença em questão.


Obesidade Mórbida

A obesidade mórbida é assim chamada devido ao facto de ser uma condição causadora de morbidade ou doença por si só. Obesos mórbidos tem mais tendência ao diabetes mellitus (açúcar no sangue), à hipertensão arterial (pressão alta) e a problemas cardíacos e pulmonares (coração e pulmão). O tratamento é a partir de dietas e medicamentos inibidores do apetite, podendo até culminar com a necessidade de cirurgias para os obesos mórbidos refractários ao tratamento medicamentoso e dietoterápico. Estes procedimentos cirúrgicos são em geral conhecidos como gastroplastias e só devem ser feitos após avaliação de um clínico, um nutricionista, uma psicóloga e uma fisioterapeuta, além do cirurgião. Equipes bem formadas podem também contar com enfermeiros, assistentes sociais, profissionais de educação física e outros.



Gastroplastia é, literalmente, a plástica do estômago (gastro = estômago, plastia = plástica). É uma cirurgia realizada em pessoas com o peso muito acima do ideal, os chamados obesos mórbidos. A técnica mais conhecida e estudada é a chamada de Cirurgia de Fobi e Capella ou de "Gastroplastia Vertical com colocação de anel e Y de Roux". A cirurgia inicia com uma laparotomia na técnica convencional ou com uma videolaparoscopia na técnica videolaparoscópica. Na sequência os procedimentos são idênticos. O estômago, que tem capacidade para cerca de dois litros é seccionado com um grampeador cirúrgico a cerca de 7 centímetros da sua junção com o esófago de maneira a se obter um novo estômago com capacidade para apenas 30 a 50 ml. Na saída deste novo estômago é colocado um pequeno anel de sylastic que previne a dilatação gástrica. Uma alça intestinal é anastomosada ao novo estômago para permitir a saída e a absorção dos alimentos. O funcionamento da cirurgia é através da restrição da ingestão de alimentos. Pacientes operados por esta técnica, em geral necessitam fazer várias pequenas refeições diárias e perdem em média 60% do excesso de peso ao final de dois anos. O emagrecimento acentuado pode requerer cirurgias plásticas para a retirada do excesso de pele.

Um outro grupo de cirurgias para redução de peso é o das cirurgias chamadas "predominantemente disabsortivas" e as principais representantes deste grupo são as realizadas pela técnica de Scopinaro e o "duodenal switch". Nestas cirurgias o estômago permanece com capacidade para cerca de 500 ml e o principal factor que faz o paciente emagrecer é disabsorção causada pelo encurtamento intestinal. O paciente pode apresentar diarreia ao ingerir alimentos gordurosos.

Em todas as técnicas o paciente precisa ser acompanhado de perto por uma equipe especializada e receber suplementos alimentares.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.























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