Domingo, 26 de Fevereiro de 2006

Atlas (anatomia)


O Atlas é a primeira vértebra cervical e também a primeira das 33 vértebras da espinha. O nome Atlas refere-se a um deus grego que carregava o mundo nas costas: no caso da vértebra, o mundo seria o crânio ou a cabeça. É uma vértebra cervical atípica, pois além de não possuir processo espinhoso, não há corpo vertebral. É também a mais larga vértebra cervical e, além disso, possui tubérculos anterior e posterior, o que nenhuma outra vértebra tem.

Articula-se antero-inferiormente com o dente do áxis (segunda
vértebra cervical e é atípica por possuir um dente), possuindo um ligamento transverso que segura este dente; articula-se postero-inferiormente também com o áxis, só que com o processo articular dele. Essas duas articulações são sinoviais, sendo a primeira responsável pelo movimento de rotação da cabeça (articulação sinovial em pivô/trocóidea) e a segunda ajuda na flexão (sinovial de deslizamento/ plana). O movimento de rotação do atlas com o dente é limitado pelos ligamentos alares, que ligam o dente à borda do forame magno. A articulação superior do atlas é com os côndilos occipitais, que ajuda na flexão/extensão.

As vértebras são os ossos que compõem a coluna vertebral dos vertebrados. Normalmente, existem 33 vértebras no ser humano, incluindo as cinco que se encontram fundidas e formam o sacro, e as quatro coccígeas. As três regiões superiores compreendem as restantes 24 vértebras e são agrupadas segundo cervicais (7 vértebras), torácicas (12 vértebras) e lombares (5 vértebras), de acordo com a zona em que se encontram. Este número é por vezes aumentado por uma vértebra adicional numa região, ou diminuído numa região, sendo que esta deficiência é frequentemente compensada por uma vértebra extra noutra região. O número de vértebras cervicais é, no entanto, muito raramente aumentado ou diminuído.

As luxações e as fracturas das vértebras são problemas ortopédicos quase sempre de grande comprometimento motor e dor. Em alguns casos pode inclusive levar à compressão ou secção da medula espinhal, em consequência a paralisias ou morte.

As principais doenças associadas a má formação das vértebras são a escoliose, a lordose e a cifose, além de reumatismo e artrose.

Medula Espinhal 

A medula nervosa espinal ou medula espinal, é a porção alongada do sistema nervoso central, é a continuação do encéfalo, que se aloja no interior da coluna vertebral no seu canal vertebral, ao longo do seu eixo crânio-caudal. Ela se inicia na junção do crânio com a primeira vértebra cervical e termina na altura entre a primeira e segunda vértebra lombar no adulto, atingindo cerca de 46 cm de comprimento.


As principais funções da medula espinhal são:


  • Conduzir impulsos nervosos do corpo para o encéfalo
  • Produzir impulsos nervosos coordenando actos como, por exemplo, o reflexo involuntário.
Em torno da medula espinal existe um líquido, de consistência semelhante à água: o líquor ou líquido céfaloraquideano. Esse líquido banha todo o sistema nervoso central, podendo ser recolhido para exames pelo médico através de punção na região lombar, na região cervical alta (entre a base do crânio e a primeira vértebra cervical), na fontanela aberta em crianças (moleira) ou excepcionalmente dos ventrículos cerebrais através de neurocirurgia, por meio de agulha apropriada. Do líquor podem ser feitos dezenas exames para diagnosticar doenças diversas, entre elas:

  • meningites (virais, bacterianas, fúngicas, por tuberculose, parasitárias), entre elas sífilis e AIDS;
  • sangramentos do sistema nervoso central;
  • doenças degenerativas (esclerose múltipla);
  • alguns tumores;
A medula espinhal pode ser fonte de diversas doenças. A mais comum é a de origem traumática. A secção transversal completa da medula espinhal cervical alta provoca paralisia dos membros, dos músculos respiratórios e do diafragma (pentaplegia). A lesão medular peri-cervical baixa provoca paralisia dos quatro membros (tetraplegia). As lesões medulares torácicas ou lombares provocam paralisia dos membros inferiores (paraplegia ou paraplegia crural). A medula nervosa espinhal também pode ser fonte de tumores, de doenças degenerativas, infecciosas e enfartos vasculares (por isquemia ou hemorragia).

Uma das suas principais áreas de irrigação sanguínea, na região
torácica média, é originada da artéria de Adamkiewicks (oriunda da aorta torácica descendente). A obstrução ou lesão desta artéria causa enfarto medular e consequente paraplegia. A medula nervosa espinhal não deve ser confundida com a medula óssea.

A medula óssea, popularmente conhecida como "tutano", é um tecido gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários
ossos e fabrica os elementos figurados do sangue periférico como: hemácias, leucócitos e plaquetas.

A medula óssea é, pois, um
órgão hematopoiético. Ela é constituída pelas linhagens que originam os três elementos citados acima, de células que tomam parte na fabricação do osso (osteoblastos e osteoclastos), de células e fibras que compõem uma malha para sustentar todas as células referidas (fibras e células reticulares). É no interior dos ossos, na medula óssea, onde estão as células progenitoras das células sanguíneas. Ali também têm origem as alterações que vão ser responsáveis por inúmeras doenças.

A medula óssea é constituída por um
tecido esponjoso mole localizado no interior dos ossos longos. É nela que o organismo produz praticamente todas as células do sangue: glóbulos vermelhos (Eritrócitos), glóbulos brancos (Leucócitos) e plaquetas (Trombócitos). Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande actividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

Estima-se que num
adulto médio, com aproximadamente 5 litros de sangue, existam em cada centímetro cúbico de sangue cerca de 4,5 milhões de glóbulos vermelhos, 6 mil glóbulos brancos e 300 mil plaquetas. Isso significa um total aproximado de 22,5 biliões de glóbulos vermelhos, 30 milhões de glóbulos brancos e 1,5 bilião de plaquetas.

As células sanguíneas têm
vida curta: os glóbulos vermelhos têm uma vida média de 120 dias, os glóbulos brancos vivem em média 1 semana, as plaquetas 9 dias. Há, portanto, células permanentemente morrendo, sendo destruídas ou eliminadas e substituídas por novas células normais.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
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