Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

Sacro Império Romano-Germânico

 
O Sacro Império Romano-Germânico em 1512

O Sacro Império Romano-Germânico em 1512

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O Sacro Império Romano-Germânico, ou o Santo Império Romano da Nação Germânica (em alemão Heiliges Römisches Reich Deutscher Nation, em Latim Sacrum Romanorum Imperium Nationis Germanicæ) foi um reagrupamento político das terras da Europa ocidental e central na Idade Média, atacado e dissolvido em 1806 por Napoleão Bonaparte. O adjectivo sacro aparece somente no reino de Frederico Barbarossa - atestado em 1157.
 
Foi o herdeiro do Império do Ocidente dos Carolíngios, que desapareceu em 924. Tinha como objectivo restaurar o império romano, o que justifica o termo romano no seu nome. No entanto, Henrique II gravará no seu selo: Renovatio Regni Francorum  (Renovação do «Reino dos Francos»). E o império, em seu todo, é chamado Imperium Teutonicorum (Império Teutónico).
 
O império surge com o coroamento imperial de Otão I da Germânia em 2 de Fevereiro de 962. Em 982, Oto II, seu filho, toma o título de Imperator Romanorum  (Imperador dos Romanos). Henrique II é sagrado Rex Romanorum  (Rei dos Romanos) em 1014. No século XII fala-se do Sacro Império, que se torna em 1254 Sacro-Império Romano, para terminar na sua forma final no final do século XV.
 
 
Componentes geográficos
 
O Sacro Império romano-germânico tem por base territorial a Francia Oriental  (actuais Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Áustria) do tratado de Verdun (logo chamada Germânia ou Regnum Teutonicorum). Em 870, ela ganha o reino de Lotaríngia, em 1014 o reino da Itália e em 1033-1034 o reino da Borgonha.
 
A sua soberania foi reconhecida em diversas ocasiões pelos príncipes e soberanos da Dinamarca, da Hungria e da Polónia. Alcançou o seu primeiro apogeu com Henrique VI: Ricardo Coração de Leão reconheceu a subordinação da Inglaterra, Tunis e Tripoli pagavam tributo, Leão da Arménia transferiu em 1194 a sua subordinação de Bizâncio ao Império Germânico, Amaury ou Amalarico de Lusignan, rei de Chipre, reconheceu-se vassalo em 1195 e, finalmente, Alexus III declarou a sua subordinação. Entretanto, o império sofrerá o poder da erosão do reino de França no seu lento avanço rumo ao Reno, a defecção da Suíça e a independência dos principados italianos.
 
 
Características do Império

O Sacro Império Romano foi uma instituição única na história e por isso complexa de se compreender. Assim, talvez seja mais fácil avaliar primeiramente o que ele não era.
  • Nunca foi um estado nacional. Apesar dos governadores e súbditos, em sua maioria, serem de etnia alemã, era inicialmente composto por diversas etnias. Muitos súbditos, a maioria de famílias nobres e oficiais nomeados, vinham de fora das comunidades alemãs. No apogeu, o império possuía grande parte dos territórios que são hoje a Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, República Checa, Eslovénia, bem como a região leste da França, o norte da Itália e o oeste da Polónia. Os idiomas nele falados compreendiam o idioma alemão e seus diversos dialectos e derivados, línguas eslavas e dialectos franceses e o italiano. Além disso, a sua divisão em territórios regidos por numerosos príncipes seculares e eclesiásticos, prelados, condes, cavaleiros imperiais e cidades livres, fizeram-no, pelo menos no início do período moderno, muito menos coeso do que os estados modernos que emergiam ao redor.
  • Entretanto, durante a maior parte da sua história, o império foi mais uma mera confederação. O conceito de Reich  não incluía apenas o governo de um território específico, mas possuía fortes conotações religiosas cristãs (por esta razão o prefixo sacro).
Até 1508, os reis alemães não eram considerados imperadores (Kaiser) do Reich até que o Papa, Vigário de Cristo na terra, os tivesse formalmente coroado.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:01
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