Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Fafe (Portugal)

 
Praça 25 de Abril, em Fafe

Praça 25 de Abril, em Fafe




Fafe é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, Região Norte e sub-região do Ave, com cerca de 15 300 habitantes. É sede de um município com 218,87 km² de área e 52 757 habitantes (2001), subdividido em 36 freguesias. Até 1840 o concelho tinha a designação de Montelongo ou Monte Longo. O município é limitado a norte pelos municípios de Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho, a leste por Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, a sul por Felgueiras e a oeste por Guimarães. É banhado pelo Rio Vizela.
 
O rio Vizela nasce na Serra da Cabreira, no concelho de Fafe, e é afluente do rio Ave. Tem um comprimento aproximado de 45 km. No seu percurso, na direcção nordeste-sudoeste, banha sucessivamente os concelhos de Fafe, Felgueiras, Guimarães, Vizela e Santo Tirso. É neste rio que se encontra a barragem de Queimadela.
 
 
As freguesias de Fafe são as seguintes:
 
Aboim, Agrela, Antime, Ardegão, Armil, Arnozela, Cepães, Estorãos, Fafe, Fareja, Felgueiras, Fornelos, Freitas, Golães, Gontim, Medelo, Monte, Moreira do Rei, Passos, Pedraído, Queimadela, Quinchães, Regadas, Revelhe, Ribeiros, Santa Cristina de Arões, São Clemente de Silvares, São Gens, São Martinho de Silvares, São Romão de Arões, Seidões, Serafão, Travassós, Várzea Cova, Vila Cova. e Vinhós.
  
 
A Igreja de São Romão de Arões situa-se na freguesia de São Romão de Arões, concelho de Fafe. A igreja foi fundada por D. Gomes de Freitas, no século XI e é constituída por uma só nave rectangular, como quase todas as outras igrejas românicas construídas nas zonas rurais de Portugal, coberta por telhado de madeira com caixotões.
 
O monumento tem uma bonita capela-mor, de dois tramos, coberta por abóbada quadrada. A esta acede-se por um arco triunfal de arquivoltas quebradas que, tal como o arco divisório da cabeceira, assenta em capitéis decorados com motivos vegetalistas, os da capela-mor – onde correm frisos com enxaquetados, palmetas e lanceolados – e temáticos, os de arco triunfal – castigo e redenção, animais devorando os pecadores e aves bebendo da mesma taça. Dos portais destaque para o axial, situado na fachada ocidental – eixo Nascente/Poente, uma vez que reforça o percurso, entrada altar, é um portal simples, pouco profundo, sem colunas, tem escrito no tímpano da porta o símbolo cristão «Agnus Dei», que de acordo com elementos descobertos teria uma decoração mais rica nas arquivoltas, ostentando a exterior, uma teoria de cabeças de animais mordendo o toro da moldura. Transposto o portal principal penetramos num espaço que se estrutura em função de uma só nave, relativamente mais alta em comparação com a capela-mor, explicando-se talvez pelo período tardio da sua construção. A igreja tem somente uma porta lateral, virada a Sul, com um tímpano preenchido por inscrições.
 
Este templo é composto por dois blocos rectangulares separando funções por volumes. Tem um bloco acrescentado ao corpo da nave que hoje desempenha a função de sacristia, ao mesmo tempo que serve de suporte à torre sineira, ambos de construção posterior.
 
Transposto o portão principal penetramos num espaço que se estrutura em função de uma só nave, relativamente mais alta em comparação com a capela-mor, explicando-se talvez pelo período tardio da sua construção.
 
A cobertura deste templo, como quase todos os templos românicos destas dimensões, é de madeira, mas posteriormente forrada com caixotões decorativos.
 
Elemento típico do edifício românico, o coro, localizado no fundo da igreja, tem aqui, na igreja de S. Romão de Arões, uma função mais para albergar os fiéis do que por afirmação de uma cultura arquitectónica. É um coro pouco desenvolvido.
 
A transição entre o corpo da nave e o corpo da capela-mor faz-se transpondo o arco triunfal. A cabeceira, com pavimento mais elevado e a parte mais nobre da igreja, é onde se encontram lavores decorativos. Esta encontra-se dividida por dois tramos com capitéis semelhantes ao arco triunfal e com decoração tipicamente românica.
 
A cobertura é executada por uma abóbada de canhão, que tal como o arco triunfal é bastante quebrada. A luminosidade interior é pequena, pormenor tipicamente românico. A luz do dia entra unicamente por algumas frestas, todas à mesma altura, bastante estreitas, tipo vigias.
 
Os contrafortes são utilizados como solução construtiva, sendo importantes na estrutura do edifício, pois são utilizados onde se exerce maior peso – na capela-mor que é abobadada. As abóbadas pesadas das igrejas românicas exerciam grandes pressões. Para garantir a solidez do edifício, eram necessárias colunas maciças e paredes muito espessas, em que apenas se podiam fazer coberturas estreitas, situadas obrigatoriamente acima dos pontos de apoio, que deviam ser reforçados também a partir do exterior, por poderosos contrafortes.
 
Lateralmente, as arcadas cegas, pelo seu aspecto pesado e profundo, desempenham também a função de contrafortes.
 
No corpo da nave a segunda linha de contrafortes fica-se pelo arranque, precisamente no mesmo ponto onde há uma diferença no aparelho da pedra.
 
Esta igreja sofreu, ao longo dos tempos, obras diversas que lhe foram alterando as suas características originais de obra românica, as quais levaram a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais a incluí-la nas suas obras de salvamento.
 
Foi restaurada, tendo-lhe sido retirado tudo o que de algum modo poderia amesquinhar ou descaracterizar a construção primitiva, e reaberta ao culto em 1935.
 
Esta igreja insere-se num conjunto de pequenas igrejas e capelas rurais com soluções arquitectónicas bastante simples e de modesta decoração que se desenvolveram em Portugal no período românico, adaptando-se às condições económicas, sociais e às características dos lugares onde foram edificadas.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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