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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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04
Jan06

A Cartografia

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A cartografia (antigamente cosmografia) é a ciência e a arte de se representar a superfície terrestre por meio de mapas, cartas e plantas. O processo cartográfico assenta na premissa de que existe uma realidade objectiva da qual se podem efectuar representações abstractas.

O vocábulo cartografia encontra-se empregado pela primeira vez pelo historiador português Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser consagrado pelo uso.


Os primeiros mapas

A função dos mapas é prover à visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias (a civilização Suméria é  considerada a mais antiga da humanidade) e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Erastóstenes e Hiparco produziram mapas com latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um círculo.


A Cartografia medieval

Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo). No mundo árabe, ao contrário, desde 827, o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.


A Cartografia da Idade Moderna

Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam importância renovada, particularmente entre os árabes, que prosseguem as próprias investigações.

Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.

[Cartas portulanos: mapas adaptados às necessidades da navegação marítima no qual os pontos do litoral eram localizados por meio dos rumos magnéticos e das distâncias que se estimavam percorridas (donde a imprecisão dos contornos litorais nele representados)].

Embora a cartografia portuguesa haja conhecido avanços técnicos significativos durante o século XV, será superada, já no século XVI, pela cartografia holandesa, responsável pela publicação e universalização das representações cartográficas, devido aos baixos custos introduzidos pela moderna impressão.


Os mapas actuais

Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Actualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica (SGIs), CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência actual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interactivos de formato digital.

O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam os seus dados mais recentes para este departamento.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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