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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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Figueira da Foz - Portugal

03
Jan07

Praça-forte de Peniche

Praia da Claridade

 
Praça-forte de Peniche, Portugal

Praça-forte de Peniche, Portugal



 

 

A Praça-forte de Peniche localiza-se na cidade de mesmo nome, no Distrito de Leiria, em Portugal.
 
História
 
Antecedentes: o Castelo da Vila
 
À época da Independência de Portugal, Peniche era uma ilha, distante cerca de oitocentos passos do continente, fronteira à foz do rio de São Domingos.
 
O antigo lugar da Ribeira d’Atouguia, na foz desse rio, constituía-se num dos mais importantes portos portugueses da Idade Média, e em ponto-chave para acesso aos principais centros do país (Leiria, Óbidos, Santarém, Torres Vedras e Lisboa), nessa qualidade tendo estado envolvida em diversos episódios da História de Portugal.
 
A acção das correntes marítimas e dos ventos, com o passar dos séculos, levou ao assoreamento desse curso de água, vindo as areias a formar, progressivamente, um cordão de dunas que, consolidando-se, uniu a ilha de Peniche ao continente, fazendo desaparecer o porto de Atouguia.
 
Alvo constante de ataques de corsários ingleses, franceses e argelinos, o rei D. Manuel I  (1495-1521) encarregou o Conde de Atouguia da elaboração de um plano para a defesa daquele trecho do litoral, que foi apresentado ao seu sucessor, o rei D. João III (1521-1557).
 
Os trabalhos foram iniciados pela construção, em 1557, do chamado castelo da vila, estrutura abaluartada concluído por volta de 1570, ao tempo do reinado de D. Sebastião (1557-1578).
 
Durante a Dinastia Filipina, foi em Peniche que as tropas inglesas, cedidas por Isabel I de Inglaterra, sob o comando de D. António, Prior do Crato, iniciaram a sua marcha sobre Lisboa (Julho de 1589), na tentativa, infrutífera, de restaurar a soberania portuguesa.
 
Ainda nesse contexto, a povoação pesqueira foi elevada a vila (1609) tendo sido promovidos pequenos reparos nas suas muralhas.
 
A Guerra da Restauração e a fortificação abaluartada
 
Ao iniciar-se a Guerra de Restauração da independência, o Conde D. Jerónimo de Ataíde prosseguiu as obras de fortificação de Peniche, sob projectos do engenheiro militar francês Nicolau de Langres e, posteriormente, do português João Tomaz Correia.
 
Esta fortificação era coadjuvada pelo Forte da Consolação e pelo Forte de São João Baptista das Berlengas, integrando um extenso sistema defensivo que, entretanto, se revelou débil no contexto da Guerra Peninsular, diante da invasão napoleónica de 1807 (sob o comando de Junot), quando entre o final desse ano e Agosto de 1808, permaneceu ocupada por tropas francesas. Na ocasião foram precedidos reparos nas suas defesas pelos invasores, que, entretanto, picaram as armas de Portugal sobre o portão principal. Ocupada por tropas inglesas sob o comando de Lord Beresford, foram executados novos reparos nas defesas, o mesmo se repetindo sob o reinado de D. Miguel, que culminaram na ampliação do perímetro defensivo. A fortificação teria, entretanto, uma débil actuação durante as Guerras Liberais.
 
Em 1836, a Praça-forte viveu dois eventos funestos: o incêndio que destruiu completamente o chamado Palácio do Governador (que não voltaria a ser recuperado) e a explosão da pólvora armazenada num dos paióis.
 
Neste século, diante da progressiva perda da sua função defensiva, as suas instalações passaram a ser utilizadas como prisão (época das Invasões Napoleónicas) e posteriormente, como prisão política (época das Guerras Liberais, quer para liberais, quer para absolutistas).
 
Do século XX aos nossos dias
 
No alvorecer do século XX, foi utilizada como abrigo para os bóeres (descendentes de colonos calvinistas da Holanda e também da Alemanha e França) que se asilaram na então colónia portuguesa de Moçambique após a vitória inglesa na África do Sul. À época da I Guerra Mundial (1914-18), nela estiveram detidos alemães, convertendo-se, durante o Estado Novo português (1930-74), em prisão política de segurança máxima. A 3 de Janeiro de 1960 foi palco da espectacular fuga do Forte de Peniche  [FUGA], protagonizada por Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues.
 
Em 25 de Abril de 1974, ao eclodir a
Revolução dos Cravos, foi um dos pontos-chave dos revolucionários, passando a ser utilizada como abrigo para os retornados dos ex-territórios ultramarinos portugueses na África quando do processo de descolonização.
 
A partir de 1984 o espaço das suas dependências passou a ser utilizado como Museu Municipal, exibindo material arqueológico, histórico e etnográfico, destacando-se o chamado Núcleo da Resistência, a reconstituição do ambiente de uma prisão política do Estado Novo.
 
O Forte da Consolação encontra-se actualmente abandonado e em precário estado de conservação, sendo particularmente preocupante o estado das suas arribas, em processo de derrocada por acção da erosão marinha.
 
No ano de 2006 as dependências da fortaleza serviram como cenário para a dramatização do desembarque inglês de 1589, visando repor a verdade histórica sobre a popular expressão "os amigos de Peniche".
 
Características
 
A Praça-forte é constituída por uma série de obras defensivas com estrutura abaluartada, no formato de um polígono irregular estrelado, adaptado ao terreno. O perímetro amuralhado abrange uma área de cerca de dois hectares, nele se inscrevendo quatro portas - a das Cabanas, a Nova, a da Ponta e a de Peniche de Cima. O conjunto da fortificação divide-se em dois grandes sectores:
  • a norte, Peniche de Cima, dominado pelo Forte da Luz. No formato poligonal com baluartes nos vértices coroados por guaritas circulares, apresenta as canhoneiras no terrapleno, pelo lado do mar. Pelo lado de terra, protegendo o portão monumental, ergue-se um revelim triangular.
  • a sul, Peniche de Baixo, constituindo-se na Cidadela. Pelo lado do Campo da Torre, um revelim protege a entrada e a cortina da Cidadela, cuja defesa é complementada por um fosso. Cortinas e fossos adicionais protegiam o sector oeste, bem como diversas canhoneiras, caminhos cobertos e esplanadas. Outras duas cortinas a norte e os baluartes a leste e a oeste são acompanhados por várias construções de planta rectangular e pelas famosas prisões, dominadas por uma torre de vigia.
Fonte: Wikipédia. 
 

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