Sábado, 23 de Dezembro de 2006

O Natal

 
Decoração de Natal


 
 
 

O Natal é a festividade que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Segundo os crentes, o nascimento do Messias (ou Cristo) estava já previsto no Antigo Testamento. A data convencionada para a sua celebração foi o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Católica Romana e, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.
 
É um acontecimento religioso e socialmente muito importante para as religiões cristãs, juntamente com a Páscoa. Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e as suas primeiras manifestações. É encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.
 
Nas línguas latinas o vocábulo Natal deriva de Natividade, ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "Missa de Cristo". Já na língua germânica, é Weihnachten e têm o significado "Noite Bendita".
 
Aspectos históricos
 
Ilustração: Digamos que pessoas em grande número vão a casa de certo cavalheiro, dizendo que estão ali para celebrar o aniversário natalício dele. Ele não é a favor de celebrações de aniversários natalícios. Não gosta de ver pessoas comer demais ou embriagarem-se, nem empenharem-se em conduta desregrada. Mas algumas dessas pessoas fazem todas essas coisas, e trazem presentes para todos os que se acham ali, menos para ele! E, ainda por cima, escolhem como data para tal celebração o aniversário natalício de um inimigo desse homem. Como se sentirá tal homem? Gostaria você de ser participante disso? É exactamente isso que se faz nas celebrações do Natal.
 
No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de Janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
 
A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.c.. Na realidade, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar  as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.
 
Foi por isso que, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o Solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
 
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e um nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
 
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em Junho.
 
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa da sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.
 
Com a chegada do Natal, vários vídeos com esta temática entram em cena. Alguns abordando assuntos sérios e enaltecendo o espírito natalício e outros com um humor um tanto quanto duvidoso, que é o caso de "Um jinglebell para a morte".
 
O Ponto de Vista da Bíblia
 
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de quisleu (que corresponde ao nosso Novembro/Dezembro) era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte era tebete (Dezembro/Janeiro). Era o mês em que ocorriam as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o clima naquela região:
 
O escritor bíblico Esdras mostra que quisleu era de facto um mês frio e chuvoso. Depois de dizer que uma multidão se havia reunido em Jerusalém “no nono mês [quisleu], no vigésimo dia do mês”, Esdras informa que o povo ‘tiritava por causa das chuvas’. Sobre as condições do tempo naquela época do ano, as próprias pessoas reunidas disseram: “É a época das chuvadas e não é possível ficar de pé do lado de fora.” (Esdras 10:9, 13; Jeremias 36:22). Não é de admirar que os pastores que viviam naquela parte do mundo não ficassem ao ar livre à noite com os seus rebanhos em Dezembro. Mas o escritor bíblico Lucas mostra que, na ocasião do nascimento de Jesus, havia pastores “vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre os seus rebanhos” perto de Belém (Lucas 2:8-12). Note que os pastores estavam vivendo ao ar livre, não apenas saindo para os campos durante o dia. Eles mantinham os seus rebanhos nos campos à noite.
 
Como a ideia da vida ao ar livre é oposta às condições climáticas do Inverno, a maioria dos estudiosos acredita que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, mas sim na Primavera ou no Verão.
 
Impacto social do Natal
 
Por causa do foco na celebração, na festa da família e do encontro dos amigos, as pessoas que não têm nenhum desses ao seu lado ou que recentemente sofreram perdas possuem uma tendência mais forte para ficarem em depressão durante o Natal. Isso aumenta o pedido de serviços de apoio psicológico durante esse período. Nessa quadra, muitos acidentes rodoviários devidos a motoristas alcoolizados, a excessos de velocidade e a manobras perigosas ceifam vidas desnecessariamente.
 
Nos países predominantemente cristãos, o Natal tornou-se o feriado mais rentável para estabelecimentos comerciais e também é celebrado como feriado secundário em países onde cristãos são minoria. É altamente caracterizado pela troca de presentes entre família e amigos, e presentes que são trazidos pelo Pai Natal (ou Papai Noel) ou outros personagens. Tradições locais de Natal ainda são ricas e variadas, apesar da alta influência dos costumes natalícios de estado-unidenses e britânicos através da literatura, televisão, e outros modos.
 
 
Símbolos e tradições do Natal
 
Árvore de Natal
 
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceite atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Chegando lá, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.
 
Presépio
 
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o Presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.
 
O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. A sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos estendeu-se ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.
 
Decorações natalícias
 
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.
 
Amigo secreto ou oculto
 
No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste em cada pessoa seleccionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.
 
Anúncio do anjo e nascimento de Jesus
 
É um facto que a morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", se deu cerca de 2 anos após o nascimento de Jesus. Segundo a Bíblia, antes de morrer, mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo livrar-se de um possível novo "rei dos judeus"). Antes do nascimento de Jesus, sabe-se que Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem recensear-se, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de se registar com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.
 
"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador).
 
Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C.. O único recenseamento relacionado a Quirínio documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo. (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
 
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto. (Lucas 2:4-8) Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando os seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.
 
A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende." Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se aos Evangelhos Apócrifos, conjuntos de histórias mais ou menos fantasistas, que começaram a ser escritas desde o 2.º Século.
 
A Estrela de Belém
 
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente a Jerusalém uns magos [ou sacerdotes astrólogos, em gr. magoi ] que perguntavam: Onde está aquele que é nascido Rei dos Judeus? Pois do Oriente vimos a sua estrela [em gr. astêr ] e viemos adorá-lo." (Mateus 2:1-2). A "sua estrela" não era uma estrela [em gr. astêr ] comum, visto que seguia um percurso invulgar de Oriente para Ocidente, sempre adiante dos magos. Seria um ponto luminoso que ao observador comum se pareceria uma "estrela", e permitiria ao Rei Herodes achar o futuro "Rei dos Judeus". Primeiramente, conduziu os magos até Jerusalém, e daí, à presença do Rei Herodes. Somente depois, a "estrela" os conduziu de Jerusalém até Belém, e uma vez chegados a Belém, "se deteve sobre o lugar onde estava o menino". Não é possível determinar em absoluto o que era essa "estrela".
 
Teorias sobre a estrela
 
Cometa, super-nova ou alinhamento de planetas?
 
A primeira explicação astronómica que se procurou dar para a "Estrela de Belém" foi que teria sido um cometa. Astrónomos do Século XVI propuseram o cometa Halley como a "Estrela de Belém". Essa imagem ainda é muito forte no imaginário popular, onde frequentemente a "Estrela de Belém" é representada como uma "estrela com cauda". Hoje sabemos que o Cometa Halley apareceu no ano 12 a.C.; muito cedo para estar associado ao nascimento de Jesus. E nenhum dos cometas conhecidos, segundo os dados hoje catalogados, passou na Judeia capaz de ser visto a olho nu, entre 7 a.C. e 1 d.C..
 
Astrónomos chineses, entretanto, registaram uma "nova estrela" na Constelação de Capricórnio, no ano 5 a.C. Essa "nova estrela" poderia ser um cometa ou uma estrela "explodindo", uma vez que os registos não nos dizem se essa nova estrela se movimentava em relação às estrelas de fundo. Ao fenómeno de "explosão de uma estrela" os astrónomos chamaram de "super-novas".
 
No ano 7 a.C., houve uma tripla conjunção planetária entre Júpiter e Saturno. Esses planetas aproximaram-se no céu (mas não o bastante para serem confundidos como um único objecto), na Constelação de Peixes, nos meses de Maio, Setembro e Dezembro. Aqueles que acreditam ser essa tripla conjunção a "Estrela de Belém", argumentam que os magos viram a 1.ª conjunção em Maio, e iniciaram a jornada. Durante a 2.ª conjunção, em Setembro, chegaram a Jerusalém e durante a 3.ª conjunção, em Dezembro, chegaram a Belém. Em Fevereiro de 6 a.C., houve uma grande aproximação (quase uma conjunção planetária) entre Júpiter, Saturno e Marte - também na Constelação de Peixes...
 
Conjunções Júpiter-Régulo e Júpiter-Vénus
 
Em Setembro de 3 a.C., Júpiter aproximou-se de Régulo (do lat. Régulus, que significa "pequeno Rei"), a estrela mais brilhante da Constelação de Leão. Essa constelação era considerada a constelação dos reis. Além disso, o "novo leão jubado" estava associado à Tribo de Judá. Em Outubro, houve uma nova conjunção entre Júpiter e Vénus, na Constelação de Leão.
 
No ano 2 a.C., em Fevereiro e Maio, aconteceram outras duas conjunções entre Júpiter e Régulo. Em Junho, houve uma conjunção planetária entre Júpiter e Vénus. Nesse mesmo ano, Júpiter realizou um "loop" no céu - um movimento retrógrado, onde inverteu a direcção do seu movimento em relação às estrelas de fundo - ficando então estacionário - no dia 25 de Dezembro.
 
Outras teorias
 
Outros teólogos encaram esta estrela como uma estrela teológica. Segundo eles, Mateus estaria a fazer interpretação de tradições e, por isso, não se refere a uma estrela literal, apenas no significado do nascimento de um personagem importante.
 
Visita dos magos
 
Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."
 
Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.
 
Outro factor muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.
 
Infância e adolescência de Jesus
 
Lucas faz um breve resumo da infância e adolescência de Jesus: "E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. ... E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens." (Lucas 2:40, 51-52) Toda a sua família frequentava a sinagoga de Nazaré. José ensina-lhe o ofício de carpinteiro. Aos 12 anos, Jesus acompanha pela primeira vez os seus pais ao Templo de Jerusalém para a celebração da Páscoa. Durante alguns dias, Jesus deixa-se ficar nos pátios do Templo, apenas escutando e questionando os sacerdotes. (Lucas 2:41-50)
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:25
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