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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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17
Dez06

D. Maria I, Rainha de Portugal

Praia da Claridade

 
D. Maria I, Rainha de Portugal
 

 
  

D. Maria I (Lisboa, 17 de Dezembro de 1734, fazia hoje 272 anos - Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816). Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Baptizada Infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, foi Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, sucedendo ao seu pai, o rei José I, e tendo como sucessor D. João VI. Maria foi ainda Princesa do Brasil, Princesa da Beira e Duquesa de Bragança. Ficou conhecida pelo cognome de A Piedosa ou A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa (foi ela, por exemplo, que mandou construir a Basílica da Estrela em Lisboa), e também como A Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida.
 
Casamento
 
A continuidade dinástica da casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, em Lisboa, a 6 de Julho de 1760. Ele subiu ao trono como Pedro III, sendo feito 19º Duque de Bragança, 16º Duque de Guimarães e 14º Duque de Barcelos, 18º Marquês de Vila Viçosa, 20º conde de Barcelos, 16º conde de Guimarães, d'Ourem, de Faria, e de Neiva, 22º conde de Arraiolos. Tiveram quatro filhos e três filhas.
 
No poder
 
Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efectivo. O seu primeiro acto como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do Marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Era no entanto dada a melancolia e fervor religioso e de natureza tão impressionável que quando ladrões entraram numa igreja e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios púbicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa.

Regência do filho
 
Mentalmente instável, desde 10 de Fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. Obcecada com as penas eternas que o pai estaria sofrendo no inferno, por ter permitido ao Marquês de Pombal perseguir os jesuítas, o via como 'um monte de carvão calcinado'.
 
Para tratá-la veio de Londres o Dr. Willis, psiquiatra e médico real de Jorge III, enlouquecido em 1788, mas de nada adiantaram os seus "remédios evacuantes".
 
Em 1799, a sua instabilidade mental agravou-se com o luto pelo seu marido D. Pedro III (1786) e seu filho, o príncipe herdeiro José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira, Príncipe do Brasil, morto aos 26 anos (1788), a marcha da Revolução Francesa, e execução dos Reis de França na guilhotina. O filho e herdeiro João (futuro João VI de Portugal) assumiu a regência.
 
Fuga para o Brasil
 
Em 1801, o primeiro ministro de Espanha, Manuel Godoy, apoiado por Napoleão, invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente à França e, ao recusar-se a cumprir o bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real fugiu para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 e Junot foi nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil.
 
Proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 16 de Dezembro de 1815.
 
A 5 de Janeiro de 1785 promulgou um alvará sobre as indústrias no Brasil.
 
 
Posteridade
  • José, Duque de Bragança e príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia a infanta Maria Benedita de Bragança.
  • João de Bragança, nado-morto no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de Outubro de 1762.
  • Dom João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança nascido em Lisboa 16 de Setembro e morto em Lisboa 10 de Outubro de 1763.
  • D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança (futuro João VI)
  • Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança nascida no Palácio de Queluz 15 de Dezembro de 1768, morta no Escorial em 2 de Novembro de 1788 tendo tido dois filhos e uma filha. Casou-se com Gabriel António Francisco Xavier João Nepomuceno José Serafim Pascoal Salvador de Bourbon e Saxe, Infante de Espanha, nascido em Portici, 12 de Maio de 1752 e morto no Escurial, 23 de Novembro de 1788, que era quarto filho do rei da Espanha Carlos III e de sua esposa Maria Amália de Saxe, primogénita de Augusto II Rei da Polónia e Eleitor de Saxe.
  • Maria Clementina Francisca Xavier de Paula Ana Josefa Antónia Domingas Feliciana Joana Michaela Júlia de Bragança, nascida em Queluz em 9 de Junho de 1774 e morta em Lisboa em 27 de Junho de 1776.
  • Maria Isabel de Bragança nascida em Queluz 12 de Dezembro de 1776 e morta em Lisboa em 14 de Janeiro de 1777.
 
Representações na cultura
 
A Rainha Maria I já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Rita Cléos na novela "Dez Vidas" (1969), Maria Fernanda no filme "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil" (1995) e Eva Wilma na mini-série "O Quinto dos Infernos" (2002).
Fonte: Wikipédia. 
 

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