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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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05
Nov06

O Rim

Praia da Claridade

 
Os dois rins vistos através de uma secção dorsal
 
Os dois rins vistos através de uma secção dorsal
 
 
 

Rim é cada um dos dois órgãos excretores, em forma de feijão (tendo, no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura). É o principal órgão do Sistema Excretor e osmo-regulador dos vertebrados. Os rins filtram dejectos (especialmente ureia) do sangue, e excretam-os, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga.
 
Anatomia
 
Localização
 
Nos humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdómen, atrás do peritónio, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula adrenal
.
 
Os rins estão, aproximadamente, no mesmo nível que as vértebras T12 a L3, sendo que o rim direito se localiza um pouco mais inferiormente que o esquerdo. O pólo superior de cada rim está encostado na décima primeira e décima segunda costelas
e ambos se encontram envoltos por uma almofada de gordura, com finalidade de protecção mecânica.
 
Anatomia macroscópica
 
No adulto o rim tem cerca de 11 a 13 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura, 2,5 a 3 cm de espessura, com aproximadamente 125 a 170 gramas no homem e 115 a 155 gramas na mulher.
 
Cada rim possui a forma de um grão de feijão com duas faces (anterior e posterior), duas bordas (medial e lateral) e dois pólos ou extremidades (superior e inferior). Na borda medial encontra-se o hilo (fissura ou depressão), por onde passam o uréter, artéria e veia renal, linfáticos e nervos. Os rins estão envolvidos em toda a sua superfície por um tecido fibroso fino chamado cápsula renal. Ao redor do rim existe um acúmulo de tecido adiposo
chamado gordura perirrenal, que por sua vez está envolvida por uma condensação de tecido conjuntivo, representando a fáscia de Gerota ou fáscia renal.
 
Ao corte frontal, que divide o rim em duas partes, é possível reconhecer o córtex renal, uma camada mais externa e pálida, e a medula renal
, uma camada mais interna e escura. O córtex emite projecções para a medula denominadas colunas renais, que separam porções cónicas da medula chamadas pirâmides.
 
As pirâmides têm bases voltadas para o córtex e ápices voltados para a medula, sendo que os seus ápices são denominados papilas renais. É na papila que desembocam os ductos colectores pelos quais a urina
escoa atingindo a pelve renal e o uréter. A pelve é a extremidade dilatada do uréter e está dividida em dois ou três tubos chamados cálices maiores, os quais se subdividem num número variado de cálices menores. Cada cálice menor apresenta um encaixe em forma de taça com a papila renal.
 
Vascularização
 
Os rins são supridos pela artéria renal, que se origina da aorta. A artéria renal dividi-se no hilo num ramo anterior e num ramo posterior. Estes, dividem-se em várias artérias segmentares que irão irrigar vários segmentos do rim. Essas artérias, por sua vez, dão origem às artérias interlobares, que na junção cortiço-medular se dividem para formar as artérias arqueadas e posteriormente as artérias interlobulares. Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida, se confluem para formar a arteríola eferente
. A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares a às arteríolas rectas, responsáveis pelo suprimento arterial da medula renal.
 
A drenagem venosa
costuma seguir paralelamente o trajecto do sistema arterial. O sangue do córtex drena para as veias arqueadas e destas para as veias interlobares, segmentares, veia renal e finalmente veia cava inferior.
 
No córtex há numerosos linfáticos que drenam para a cápsula ou junção córtico-medular. Na medula, os linfáticos correm do ápice das pirâmides para a junção córtico-medular, onde formam linfáticos arqueados que acompanham os vasos sanguíneos até o hilo para drenar em linfonodos
para-aórticos.
 
Acção dos elementos nervosos
 
As fibras simpáticas alcançam o rim através do plexo celíaco. Essas fibras envolvem e seguem os vasos arteriais através do córtex e medula. As fibras para a sensibilidade dolorosa alcançam a medula espinhal pelos nervos esplâncnicos ou pelas raízes dorsais
dos nervos espinhais de T12 a L2.
 
Anatomia microscópica
 
Cada rim é formado por cerca de 1 milhão de pequenas estruturas chamadas néfron
. Cada néfron é capaz de eliminar resíduos do metabolismo do sangue, manter o equilíbrio hidroelectrolítico e ácido-básico do corpo humano, controlar a quantidade de líquidos no organismo, regular a pressão arterial e segregar hormonas, além de produzir a urina. Por esse motivo dizemos que o néfron é a unidade funcional do rim, pois apenas um néfron é capaz de realizar todas as funções renais.
 
O néfron é formado pela Cápsula de Bowman, pelo glomérulo, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e túbulo colector
.
 
Funções dos rins
 
Além de excretar substâncias tóxicas, os rins também desempenham muitas outras funções. Abaixo estão listadas as principais funções renais:
  • Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a ureia e creatinina;
  • Manter o equilíbrio de electrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogénio, cloro e outras;
  • Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo;
  • Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal eliminando o excesso de água do organismo;
  • Excreção de substâncias exógenas como por exemplo medicações e antibióticos;
  • Produção de hormonas: eritropoietina (estimula a produção de hemácias), renina (eleva a pressão arterial), vitamina D (actua no metabolismo ósseo e regula a concentração de cálcio e fósforo no organismo), cininas e prostaglandinas.
  • Produção de urina para exercer as suas funções excretórias.
 
Fisiologia
 
Inicialmente o sangue vem por um vaso chamado Arteríola aferente passa pelo glomérulo e sai pela Arteríola eferente. O sangue é filtrado ao passar pelo glomérulo num processo chamado filtração glomerular. A quantidade de líquido
que passa do glomérulo para a Cápsula de Bowman (conhecido como filtrado glomerular) é muito grande, cerca de 170 litros por dia, sendo 99% desse total reabsorvidos pelos túbulos renais, resultando em aproximadamente 1,5 a 2 litros de urina por dia.
 
O mecanismo de passagem do líquido e a sua composição é devido ao equilíbrio entre as forças que tendem a manter o líquido no vasos e as que tendem a expulsá-lo (Forças de Starling). Os dois principais factores são a Pressão hidrostática que favorece a passagem de líquido do sangue para a Cápsula de Bowman e a Pressão oncótica
, que impede a saída de líquidos do sangue.
 
Após ser produzido pelo glomérulo, o filtrado glomerular segue para os túbulos renais onde será processado para dar origem à urina. Em cada segmento dos túbulos renais ocorrem movimentos activos (com gasto de energia) e passivos (sem gasto de energia) para a reabsorção de água e electrólitos. Algumas substâncias, como electrólitos e medicamentos, são segregadas do sangue para o filtrado glomerular pelos túbulos renais. O líquido final resultante do processamento tubular é a urina
, num volume de aproximadamente 1,5 a 2,0 litros por dia.
 
Os rins actuam na manutenção de ácido-básico, regulam a concentração de bicarbonato (HCO3), o qual possui a função de tamponamento, excretando iões de hidrogénio e regulam a produção de heritrócitos, através da secreção de heritropoetina, uma hormona que estimula a síntese de heritrócito.
Fonte: Wikipédia. 
 
 

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