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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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04
Set06

O Palácio Nacional da Ajuda

Praia da Claridade

 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
 

 

O Palácio Nacional da Ajuda é um monumento nacional português, situado na freguesia da Ajuda, em Lisboa.
 
Antigo Palácio Real, é hoje um museu, estando também instalados no edifício a Biblioteca Nacional da Ajuda e o Ministério da Cultura
.
 
Origens: a Real Barraca
 
As origens do Paço da Ajuda remontam ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, que destruiu praticamente toda a cidade de Lisboa, incluindo a residência do Rei, o velho Palácio da Ribeira, que estava situado no Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo. A família Real encontrava-se nesse dia em Belém, zona oriental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade. Desta forma, o Rei D.José mandou construir no alto da Ajuda um Palácio de Madeira (com medo de um novo abalo telúrico), a que se chamou Real Barraca. Aí viveria até morrer, em 1777. A sua filha e sucessora, D.Maria I habitava, desde o seu casamento com D.Pedro III, o Palácio de Queluz, pelo que a construção de um novo Palácio Real só foi decidido na sequência de um incêndio que destruiu a Real Barraca, em 1795. Decidiu então o Príncipe Regente D.João fazer construir o actual edifício (começado a erguer no início do século XIX
ao gosto neoclássico), que ficou incompleto devido às invasões francesas, que obrigaram a família real a retirar-se para o Brasil.
 
Regresso de D.João VI
 
Quando D.João VI regressou a Portugal (na sequência na revolução liberal de 1820), ainda o Palácio não estava concluído, pelo que o monarca foi viver para o Palácio da Bemposta, onde morreu. Em 1828, foi ainda palco (na actual Sala dos Banquetes) da reunião das Cortes que aclamaram D.Miguel
como Rei de Portugal.
 
Residência oficial do Rei
 
Só foi residência permanente da família real quando D. Luís I se tornou rei em 1861 e casou com uma princesa italiana, Maria Pia de Sabóia. D.Luís tomou a decisão de se instalar no Palácio depois das mortes sucessivas dos seus irmãos D.Pedro V, D.Fernando e D.João, respondendo assim aos apelos do povo, que considerava amaldiçoado o Palácio das Necessidades. A sua jovem esposa, D.Maria Pia, encarregou-se então da condigna decoração das principais salas do palácio. Aqui nasceram os príncipes D.Carlos e D.Afonso. O Palácio foi palco dos principais acontecimentos políticos da segunda metade do século XIX, como é o caso do golpe do Marechal Saldanha
, que cercou o Paço, obrigando o Rei a nomeá-lo chefe do governo, tendo ouvido então a célebre frase de D.Maria Pia: se eu fosse o rei, mandava-o fuzilar.
 
Residência da Rainha-Mãe
 
Após a morte de D.Luís, em 1889, D.Carlos não quis privar a mãe de residir na Ajuda, resolvendo então habitar o velho Paço das Necessidades, reservando porém as salas do andar nobre da Ajuda para as cerimónias oficiais do seu reinado. Aqui decorreram os banquetes e recepções de Estado em honra de Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha, Émile Loubet, Presidente da República Francesa, entre outros convidados de Estado que visitaram Portugal durante o reinado de D.Carlos. D.Maria Pia residiu no Palácio até Outubro de 1910, data em que foi forçada a abandonar Portugal, na sequência da derrocada da Monarquia
.
 
O Palácio na actualidade
 
Encerrado durante vários anos, apenas no Estado Novo
o Palácio seria transformado em Museu, continuando a servir de cenário às recepções oficiais do Estado.
 
As luxuosas salas estão decoradas com papel de seda, porcelanas de Sèvres e candelabros de cristal. Um dos exemplos do luxo real é a extraordinária Sala Saxe, um presente do rei da Saxónia a Maria Pia, em que todas as peças de mobiliário estão decoradas com porcelanas de Meissen
. No piso térreo conservam-se ainda relativamente intactos os aposentos de D.Luís I e de D.Maria Pia.
 
No primeiro andar, o enorme Salão de Banquetes apresenta candelabros de cristal, cadeiras forradas a seda e uma alegoria ao nascimento de D. João VI nos frescos do tecto, o que é realmente impressionante. Na outra extremidade do palácio, o estúdio neogótico de D. Luís I é decorado com mobílias refinadamente esculpidas. São ainda particularmente imponentes as Salas do Trono, dos Embaixadores e de D.João IV, que são ainda utilizadas pela Presidência da República
para recepções e cerimónias de Estado, nomeadamente a posse dos Governos Constitucionais.
 
Foi classificado como Monumento Nacional em 1910.
Fonte: Wikipédia.

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