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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

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01
Ago06

As Naus

Praia da Claridade

 
Carracas (grandes embarcações para viagens de longo curso). Navios de Carga Portugueses (Naus) século 15. Idênticas à Nau Santa Maria (o maior dos navios comandados por Cristóvão Colombo, construído na Galiza)
 
Carracas (grandes embarcações para viagens de longo curso).
Navios de Carga Portugueses (Naus) século 15.
Idênticas à Nau Santa Maria
(o maior dos navios comandados por Cristóvão Colombo, construído na Galiza)
 

 

Nau é o sinónimo arcaico para navio, nave ou barco de grande porte destinado a longos percursos. Opõe-se-lhe o termo embarcação, aplicado a barcos de menores proporções, utilizados em percursos pequenos. Todavia, nenhum destes nomes tem uma significação rigorosa, precisa. Durante a época dos Descobrimentos, houve uma evolução dos tipos de navios utilizados. A barca, destinada à cabotagem e pesca, era ainda utilizada no tempo de Gil Eanes, quando, em 1434 dobrou o Cabo Bojador, e seria sucedida pela caravela.
 
Cabotagem é a navegação realizada entre portos interiores do país pelo litoral ou por vias fluviais. A cabotagem contrapõe-se à navegação de longo curso, ou seja, aquela realizada entre portos de diferentes nações.
 
Com a passagem das navegações costeiras às oceânicas, houve necessidade de adaptar as embarcações aos novos conhecimentos náuticos e geográficos. À medida que se foi desenvolvendo o comércio marítimo e se tornou necessário aumentar a capacidade do transporte de mercadorias, armamento, marinheiros e soldados, foram sendo modificadas as características dos navios utilizados. Surgiam então as caravelas de armada  e, posteriormente, as naus.
 
Em 1492 Cristóvão Colombo zarpou das Ilhas Canárias rumo ao descobrimento da América com a nau Santa Maria, a caravela redonda Pinta e a caravela latina Niña. Em 1497 partiu Vasco da Gama para a Índia já com três naus e uma caravela.
 
De grande porte, com castelos de proa e de popa, dois, três ou quatro mastros, com duas ou três ordens de velas sobrepostas, as naus eram imponentes e de armação arredondada. Tinham velas latinas no mastro da ré. Diferentes das caravelas, galeões e galé, as naus tinham, em geral, duas cobertas.
 
No século XVI tinham tonelagem não inferior a 500, embora, segundo o testemunho do Padre Fernando de Oliveira, no seu livro Livro da Fábrica das Naus, em meados desse século as naus eram armadas com crescente tonelagem.
 

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