Terça-feira, 1 de Agosto de 2006

As Naus

 
Carracas (grandes embarcações para viagens de longo curso). Navios de Carga Portugueses (Naus) século 15. Idênticas à Nau Santa Maria (o maior dos navios comandados por Cristóvão Colombo, construído na Galiza)
 
Carracas (grandes embarcações para viagens de longo curso).
Navios de Carga Portugueses (Naus) século 15.
Idênticas à Nau Santa Maria
(o maior dos navios comandados por Cristóvão Colombo, construído na Galiza)
 

 

Nau é o sinónimo arcaico para navio, nave ou barco de grande porte destinado a longos percursos. Opõe-se-lhe o termo embarcação, aplicado a barcos de menores proporções, utilizados em percursos pequenos. Todavia, nenhum destes nomes tem uma significação rigorosa, precisa. Durante a época dos Descobrimentos, houve uma evolução dos tipos de navios utilizados. A barca, destinada à cabotagem e pesca, era ainda utilizada no tempo de Gil Eanes, quando, em 1434 dobrou o Cabo Bojador, e seria sucedida pela caravela.
 
Cabotagem é a navegação realizada entre portos interiores do país pelo litoral ou por vias fluviais. A cabotagem contrapõe-se à navegação de longo curso, ou seja, aquela realizada entre portos de diferentes nações.
 
Com a passagem das navegações costeiras às oceânicas, houve necessidade de adaptar as embarcações aos novos conhecimentos náuticos e geográficos. À medida que se foi desenvolvendo o comércio marítimo e se tornou necessário aumentar a capacidade do transporte de mercadorias, armamento, marinheiros e soldados, foram sendo modificadas as características dos navios utilizados. Surgiam então as caravelas de armada  e, posteriormente, as naus.
 
Em 1492 Cristóvão Colombo zarpou das Ilhas Canárias rumo ao descobrimento da América com a nau Santa Maria, a caravela redonda Pinta e a caravela latina Niña. Em 1497 partiu Vasco da Gama para a Índia já com três naus e uma caravela.
 
De grande porte, com castelos de proa e de popa, dois, três ou quatro mastros, com duas ou três ordens de velas sobrepostas, as naus eram imponentes e de armação arredondada. Tinham velas latinas no mastro da ré. Diferentes das caravelas, galeões e galé, as naus tinham, em geral, duas cobertas.
 
No século XVI tinham tonelagem não inferior a 500, embora, segundo o testemunho do Padre Fernando de Oliveira, no seu livro Livro da Fábrica das Naus, em meados desse século as naus eram armadas com crescente tonelagem.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
Link do post | comentar
4 comentários:
De Paola Vannucci a 1 de Agosto de 2006 às 00:45
Ola meu querido venha ler meu mais novo espaço tem algo bem legal especial que vc vai gostar, ouro sentimento..... meu será? rsrsrssrsrsrsrsrsrsr

beijos

Paola

htt://pvannucci.blogspot.com



De Chicailheu a 1 de Agosto de 2006 às 14:53
Verdadeira lição de História ...quem visite este teu blog não perde nada, só ganha, aprendendo, mais e mais!
Gostei!
Beijos
Chicailheu


De soaresesilva a 1 de Agosto de 2006 às 14:53
Pasma-se como com barcos deste se foi tão longe! Embora grandes não deixavam de ser à vela, sujeitos a todos os tipos de ventos ou calmarias. Valentes eram estes marinheiros!


De jo a 1 de Agosto de 2006 às 21:49
Sempre a fazer-nos navegar! Bem hajas!
Abraço


Comentar Artigo

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags