Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

O Chiado - Lisboa

 
Rua do Carmo - Lisboa
 
Rua do Carmo - Lisboa
  

 
 
 
 

É sempre bonito andar pelo Chiado, em Lisboa.
E em toda a baixa lisboeta, nesta altura de Natal...
   
 
São muitas as hipóteses para a palavra Chiado, usada desde 1567, uma das mais interessantes refere-se ao chiar  das rodas das carroças que subiam as íngremes vertentes. Uma segunda refere-se à alcunha ao poeta do século XVI, António Ribeiro, "O Chiado".
 
Área tradicionalmente conhecida pelas suas ligações intelectuais, encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa, um famoso poeta português do século XIX e XX, está sentado a uma mesa no exterior do Café A Brasileira.
 
O nome "Chiado" é por vezes usado para designar apenas a Rua Garrett, a principal artéria comercial, que recebeu o nome do escritor e poeta Almeida Garrett. A rua que desce do Largo do Chiado para a Baixa, é bem conhecida pelas suas lojas, cafés e livrarias. A zona, devastada pelo fogo está a ser restaurada gradualmente.
 
No Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com azulejos.
 
O Incêndio do Chiado
 
A 25 de Agosto de 1988 deflagrou um desastroso incêndio numa loja da Rua do Carmo, que liga a Baixa ao Bairro Alto. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo. O projecto de renovação agora completo, preservou muitas fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Temas: ,
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
Link do post | comentar | ver comentários (9)
Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Gruta do Natal, Açores

 
Galeria central da Gruta do Natal, Açores
 
Galeria central da Gruta do Natal, Ilha Terceira, Açores


 
 
 

A Gruta do Natal, é uma formação geológica bastante extensa com ramificações nos diferentes túneis formados pelas escoadas de lavas muito fluidas que escorreram em diferentes direcções. Ao longo da história esta gruta foi sendo conhecida por vários nomes como o de “Galeria Negra” ou “Gruta do Cavalo” Para actualmente ter o nome de “Gruta do Natal”. Segundo um artigo publicado no Diário Insular de Domingo dias 20 de Maio de 2001 página 10, o actual nome deve-se à (…. “ cultura religiosa que envolve este povo, da ilha Terceira) e conquistando o "mistério" que aquela gruta representava no passado. A população, pela mão dos Montanheiros há muitos anos atrás, iniciou algo que se tornou numa verdadeira e singular tradição: a Missa de Natal. Assim, após 25 de Dezembro de 1969, com a celebração de uma missa pelo Patriarca das Índias, D. José Vieira Alvernaz, passou a chamar-se de Gruta do Natal, denominação pela qual a grande parte da população a conhece. Esta data marca ainda a abertura da gruta pela primeira vez à população em geral, para tal tendo sido construído um acesso simples e instalada uma iluminação rudimentar. Em altura das festividades natalícias têm sido realizadas, desde então, a Missa de Natal, presidida por Sua Eminência o Bispo de Angra e Ilhas dos Açores, tendo sido também palco de um baptizado. …”).
 
Esta curiosa formação geológica localiza-se no interior da Ilha Terceira, dentro da Reserva Florestal Natural da Serra de Santa Bárbara e Mistérios Negros. Uma das suas curiosidades é o facto de se localizar em grande parte por de baixo de uma lagoa, a Lagoa do Negro, que apesar de não ser de grandes dimensões tem características especificas. Ainda segundo artigo publicado no Diário Insular de Domingo dias 20 de Maio de 2001 página 10, (“… A Gruta do Natal localiza-se junto aos Picos Gordos, ainda dentro da Reserva Florestal Natural da Serra de Santa Bárbara e Mistérios Negros, mas já integrada numa zona fortemente humanizada, rodeada de pastagens de altitude e matas de exóticas. …”) A exploração espeleológica desta gruta com os equipamentos necessários só foi possível há relativamente poucos anos. Foi a Associação de Espeleologia “Os Montanheiros” que procedeu a esse trabalho. Foi por, no principio, ser das muitas grutas da ilha Terceira a que oferecia melhores condições de exploração e por também ser uma formação geológica muito diferente de um algar. O Algar do Carvão já tinha sido explorado e era necessário saber as diferenças existentes entre estas formações, que até são relativamente próximas.
 
Ainda segundo o artigo publicado no Diário Insular de Domingo dias 20 de Maio de 2001 página 10, ( “… A génese da gruta é incerta, concorrendo no entanto para a sua explicação uma teoria que indica a sua origem em correntes de lava originada em erupções fissurícolas ocorridas num vale encaixado que outrora existiu entre os picos que constituem a paisagem local. Trata-se de um tubo de lava com 697 m de comprimento total, que se torna preferencial numa escolha para uma exploração deste género por na quase totalidade da gruta o trânsito ser fácil, em chão com pouco desnível e tectos altos, o circuito interno é feito de forma a que não haja necessidade do visitante percorrer o mesmo trajecto na ida e na volta, a história cultural e tradicional que esta gruta possui, bem como o valor científico em formações geológicas. No seu interior poderão ser observadas estruturas geológicas diversas como: escorrências de diferentes tipos de lava, estalactites e balcões laterais. Apresenta-se como um espaço didáctico a que cada vez mais recorrem os professores, acompanhados das suas turmas, para melhor compreenderem as manifestações vulcânicas que se encontraram na génese destas ilhas.”).
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006

Massacre de Lisboa de 1506

 
Massacre de Lisboa de 1506 - Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da Torre do Tombo: “Von dem Christeliche - Streyt, kürtzlich geschehe - jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona - ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri - sten oder juden , von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” (Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)
 
Massacre de Lisboa de 1506
Uma das duas únicas gravuras sobreviventes ao Terramoto de Lisboa 1755 e ao incêndio da Torre do Tombo:
“Von dem Christeliche - Streyt, kürtzlich geschehe - jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona - ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri - sten oder juden , von wegen des gecreutzigisten [sic] got.”
 
(Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)
 

 
 
 

E já passaram 500 anos !...
 
 
No Massacre de Lisboa de 1506 (ou a matança da Páscoa de 1506), que sucedeu há 500 anos, uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou entre duas mil a quatro mil pessoas, acusadas de serem judias. Isto sucedeu antes da inquisição começar e nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal em 1497, durante o reinado de D. Manuel I.
 
Uns 93 mil judeus encontraram refúgio em poucos anos em Portugal depois da expulsão pelos reis católicos de Espanha em 1496.
 
O Rei D. Manuel I mostrava uma atitude mais tolerante para com o judaísmo, mas sob a pressão de Espanha, também em Portugal (1497) os judeus foram forçados a converter-se.
 
A historiografia situa o início da matança no Mosteiro de São Domingos (Santa Justa), no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado - fenómeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias, um milagre.
 
Um cristão-novo (judeu obrigado a converter-se ao catolicismo sob pena de morte) que também participava da missa tentou explicar que a luz era apenas o reflexo do sol, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
 
A partir daí os judeus da cidade foram o bode expiatório da determinada situação de seca, fome e peste: sucederam três dias de massacre, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os "hereges".
 
Por causa da peste, a corte estava em Abrantes quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Com o rei fora, os poucos representantes da autoridade eram também postos em causa e, em alguns casos, obrigados a fugir.
 
Como consequência homens, mulheres e crianças, foram torturados, massacrados, violados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias, de 19 de Abril a 21 de Abril na Semana Santa de 1506, e só acaba quando é morto um judeu que era escudeiro do rei, João Rodrigues Mascarenhas, e as tropas reais acabam por chegar para pôr ordem.
 
D. Manuel I penaliza os envolvidos, confiscando-lhes os bens e os dominicanos instigadores são condenados à morte e há indícios de que o Convento de S. Domingos (da Baixa Lisboeta) teria sido fechado durante oito anos.
 
No seguimento deste massacre, do clima de crescente Anti-Semitismo em Portugal e do estabelecimento da Inquisição - o Tribunal da Inquisição entrou em funcionamento em 1540 e perdurou até 1821 - muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, sendo o destino mais acolhedor a Holanda e um destino secundário, mas importante, o Brasil.
 
Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam as suas propriedades ou as
vendiam-nas por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar.
 
Massacre de Lisboa de 1506 na historiografia
 
O Massacre de Lisboa de 1506 ficou como que apagado da memória colectiva, um pedaço de vergonha esquecida que não está nos livros de História, caiu no esquecimento e são poucos os historiadores que lhe fazem referência. O horror e a violência foram descritos e reproduzidos por Damião de Góis, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Garcia de Resende, Salomon Ibn Verga e Samuel Usque.
 
Damião de Góis in «Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória»:
 
« No mosteiro de São Domingos da dita cidade estava uma capela a que chamava de Jesus, e nela um crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que davam cor de milagre, com quanto os que na igreja se acharam julgavam ser o contrário dos quais um cristão-novo disse que lhe parecia uma candeia acesa que estava posta no lado da imagem de Jesus, o que ouvindo alguns homens baixos o tiraram pelos cabelos de arrasto para fora da igreja, e o mataram, e queimaram logo o corpo no Rossio. Ao qual alvoroço acudiu muito povo, a quem um frade fez uma pregação convocando-os contra os cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro, com um crucifixo nas mãos bradando, heresia, heresia, (...) tirando-os delas de arrasto pelas ruas, com seus filhos, mulheres, e filhas, os lançavam de mistura vivos e mortos nas fogueiras, sem nenhuma piedade, e era tamanha a crueza que até nos meninos, e nas crianças que estavam no berço a executavam, tomando-os pelas pernas fendendo-os em pedaços, e esborrachando-os de arremesso nas paredes. »
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (8)
Terça-feira, 19 de Dezembro de 2006

O Presépio

 
Presépio tradicional português - com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas
 
Presépio tradicional português
com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

 

 
 
 

O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido.
 
Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.
  
Costume Natalício
 
Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567 a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.
 
O Presépio em Portugal
 
Em Portugal o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente é perto do Presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O Presépio é desmontado no "dia de Reis". Na maioria das cidades o presépio é montado pelas autarquias e em algumas tenta-se ter o maior presépio, como é o caso de Vila Nova de Famalicão. No entanto foi Alenquer que ganhou o epíteto de "Vila Presépio" depois de em 1968 ter iniciado a tradição de montar um gigantesco presépio elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida numa das colinas da cidade.
 
Missa do Galo
 
Nome dado em países católicos à Missa celebrada depois do jantar de Natal que começa à meia noite de 24 para 25 de Dezembro. Na Missa do Galo já todas as velas do Advento se encontram acesas e canta-se o cântico de Glória. Tradicionalmente, depois da Missa, as famílias voltavam para casa, colocavam a imagem do Menino Jesus no Presépio, distribuíam os presentes e comiam a Ceia de Natal.
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (10)
Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

Homo sapiens

 
Ilustração de um homem e uma mulher, por Linda Salzman Sagan, utilizada emplacas levadas pelas naves Pioneer 10 e 11
 
Ilustração de um homem e uma mulher, por Linda Salzman Sagan,
utilizada em placas levadas pelas naves Pioneer 10 e 11

 

 
 
 

O Ser Humano pode ser definido em termos biológicos, sociais e consciência. Biologicamente, os humanos são classificados como a espécie Homo sapiens (latim para homem sábio, homem racional), um primata bípede pertencente à superfamília Hominoidea juntamente com outros símios: chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e gibões, além de outras espécies actualmente extintas.
 
Os humanos adoptam uma postura erecta que possibilita a libertação dos membros anteriores para a manipulação de objectos, possuem um cérebro bem desenvolvido que lhes proporciona as capacidades de raciocínio abstracto, linguagem e introspecção.
 
A mente humana tem vários atributos distintos. É responsável pela complexidade do comportamento humano, especialmente a linguagem. A curiosidade e a observação científica levaram ao aparecimento de uma variedade de explicações para a consciência e a relação entre o corpo e a mente. A Psicologia (especialmente a Neuropsicologia) tenta estudar estas manifestações e relações sob o ponto de vista científico. As perspectivas religiosas geralmente enfatizam a existência de uma alma como sendo a essência do ser, normalmente associada à crença e adoração de Deus, deuses ou espíritos. A Filosofia tenta sondar as profundezas de cada uma destas perspectivas. A Arte, a Música e a Literatura são muitas vezes usadas como forma de expressão deste conceitos e sentimentos.
 
O Ser Humano é uma espécie eminentemente social. Criam estruturas sociais complexas, compostas de muitos grupos cooperantes e competidores. Estas estruturas variam desde as nações até ao nível da família, desde a comunidade até ao eu. A tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou aos humanos desenvolverem tecnologia e ciência como um projecto comum e não individual. Estas instituições levaram ao aparecimento de artefactos partilhados, crenças, mitos, rituais, valores e normas sociais que, no conjunto, formam uma cultura de grupo.
 
Terminologia
 
No geral, a palavra pessis é utilizada quando se quer referir a um grupo específico de indivíduos.
 
No entanto, quando se quer referir a um grupo que possui semelhança étnica, cultural ou de nacionalidade, utiliza-se o termo povo (exemplos: povo índio, povo falante de português).
 
O macho juvenil desta espécie é denominado rapaz, (no Brasil, também podendo ser usado o termo "moço"). À fêmea juvenil dá-se o nome de rapariga, (no Brasil, esse termo é considerado pejorativo, e é usado normalmente o termo "moça"). O termo Homem, com inicial maiúscula, é geralmente utilizado para referir o conjunto de todos os seres humanos (em contraste com homem, o macho da espécie), tal como o termo humanidade, raça humana ou género humano. O termo humano é utilizado como sinónimo de Ser Humano. Como adjectivo, o termo humano, tem significância neutra, mas poderá ser utilizado para enfatizar os aspectos positivos da natureza humana e ser sinónimo de benevolência (em contraposição com o termo inumano).
 
Por vezes, em Filosofia, é mantida uma distinção entre as noções de ser humano (ou Homem) e de pessoa. O primeiro refere-se à espécie biológica enquanto que o segundo se refere a um agente racional (ver, por exemplo, a obra de John Locke, Ensaio sobre o Entendimento Humano II 27, e a obra de Immanuel Kant, Introdução à Metafísica da Moral). Segundo a perspectiva de John Locke, a noção de pessoa passa a ser a de uma colecção de acções e operações mentais. O termo pessoa poderá assim ser utilizado para referir animais para além do Homem, para referir seres míticos, uma inteligência artificial ou um ser extraterrestre. Uma importante questão em Teologia e na Filosofia da religião concerne em saber se Deus é uma pessoa.
 
Em latim, humanus é a forma adjectival do nome homo, traduzido como Homem (para incluir machos e fêmeas).
 
 
Biologia
 
Anatomia e Fisiologia
 
O Ser Humano apresenta locomoção bípede completa. Este facto proporciona a utilização dos membros anteriores para a manipulação de objectos, por meio da oponibilidade dos polegares.
 
Os humanos variam substancialmente em relação à altura e ao peso médio, conforme a localização e aspectos históricos. Apesar de o peso ser largamente determinado pelos genes, é também, muito influenciado pela dieta e exercício.
 
Em comparação com a pele de outros primatas, a pele humana possui menor pelagem. A cor do pêlo e da pele é determinada pela presença de pigmentos, chamados melaninas. A maioria dos autores acredita que o escurecimento da pele foi uma adaptação que evoluiu como uma defesa contra a radiação solar ultravioleta (UV); a melanina é uma substância eficaz contra esta radiação. A cor da pele, em humanos actuais, pode variar desde o castanho escuro até ao rosa pálido. A distribuição geográfica da cor da pele correlaciona com os níveis ambientais de raios UV. A cor do pêlo e da pele humana é controlada, em parte, pelo gene MC1R. Por exemplo, o cabelo ruivo e pele pálida de alguns europeus é o resultado de mutações no gene MC1R. A pele humana tem a capacidade de escurecer (bronzeamento) em resposta à exposição a raios UV. A variação na capacidade de bronzeamento também é parcialmente controlado pelo gene MC1R.
 
Porque os humanos são bípedes, a região pélvica e a coluna vertebral tendem a sofrer desgaste, criando dificuldades locomotoras em indivíduos mais idosos.
 
A necessidade individual de uma regular administração de comida e bebida é proeminentemente reflectida na cultura humana. A falha na obtenção de comida leva ao estado de fome e eventualmente ao de inanição, enquanto que a falha na obtenção de bebida leva à desidratação e ao estado de sede. Tanto a inanição (fraqueza extrema por falta de alimento) como a desidratação poderão levar à morte, se não forem combatidas: o Ser Humano pode sobreviver para além de sete dias sem comida, mas somente cerca de dois dias sem bebida.
 
O tempo médio de sono requerido é de entre sete e oito horas por dia, para um adulto, e de nove a dez horas por dia numa criança. Indivíduos mais idosos usualmente têm sonos de seis a sete horas. É comum, nas sociedades modernas, as pessoas dormirem menos que o necessário.
 
O corpo humano está sujeito a doenças e ao processo de envelhecimento. A Medicina é a ciência que explora métodos para preservar a saúde humana.
 
Habitat
 
De acordo com as teorias mais comummente aceites entre os antropólogos actuais, o Homo sapiens teve origem nas savanas de África entre 200.000 a 250.000 anos atrás, descendendo do Homo erectus, e terá colonizado a Eurásia (massa que forma em conjunto a Europa e a Ásia) e a Oceânia há 40.000 anos, colonizando as Américas apenas há 10.000 anos.
 
Tendo em conta que existe vida na Terra há mais de 3,5 biliões (109) de anos, pode dizer-se que esta espécie é muito recente. Para uma avaliação mais clara, poderia fazer-se o seguinte paralelo: se existisse vida há 10 dias, o homem teria aparecido no último minuto em África, há um segundo na Eurásia e Oceânia, e apenas há 1/4 de segundo nas Américas.
 
O Homo sapiens ocupou o lugar do Homo neanderthalensis, do Homo floresiensis e de outras espécies descendentes do Homo erectus (que colonizou a Eurásia há já 2 milhões de anos) devido à sua superior capacidade de reprodução e maior competitividade pelos recursos naturais.
 
Evolução e criação
 
A origem do Homo sapiens é explicada satisfatoriamente pela ciência (através da teoria do Neodarwinismo, baseada na teoria da Origem das Espécies Segundo a Selecção Natural elaborada por Charles Darwin), sendo amplamente suportada por factos. A religião também dá explicações, mas baseando-se unicamente na fé e não possuindo evidências (destaca-se no Ocidente o Criacionismo, em sua forma mais tradicional e em forma de Design Inteligente, ambas suportadas unicamente pela fé).
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 17 de Dezembro de 2006

Fernando Lopes-Graça

 
Fernando Lopes-Graça
 

 

  

Comemora-se hoje o centenário do seu nascimento.
 
 
Fernando Lopes-Graça (Tomar, 17 de Dezembro de 1906 — Parede, Cascais, 27 de Novembro de 1994) é considerado um dos maiores compositores portugueses do século XX.
 
Biografia
 
Fernando Lopes-Graça nasceu em Tomar a 17 de Dezembro de 1906, cidade sobre a qual escreveria que é onde «o monumento completa a paisagem; a paisagem é o quadro digno do monumento; e a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte.»
 
Apenas com 14 anos, começou a trabalhar como pianista no Cine-Teatro de Tomar, procedendo ele próprio aos "arranjos" dos trechos que interpretava, tocando peças de Debussy e de compositores russos contemporâneos. Na época, competiam em Tomar as duas bandas rivais: Gualdim Pais e a Nabantina.
 
Em 1923, frequenta o Curso Superior do Conservatório de Lisboa, tendo como professores: Adriano Meira (Curso Superior de Piano), Tomás Borba (Composição) e Luís de Freitas Branco (Ciências Musicais); em 1927, frequenta a Classe de Virtuosidade, onde tem como professor o maior pianista português de todos os tempos: Mestre Vianna da Motta (antigo aluno de Liszt).
 
Em 1928, frequentaria também o curso de Ciências Históricas e Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa, que viria a abandonar em 1931, em protesto contra a repressão a uma greve académica.
 
Entretanto, funda em Tomar o semanário republicano “A Acção”.
 
Em 1931, conclui o Curso Superior de Composição com a mais alta classificação, concorrendo de seguida a professor do Conservatório, em piano e solfejo, o que lhe viria a ser vedado devido à sua oposição ao regime político, sendo inclusivamente preso e desterrado para Alpiarça (
vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém).
 
Leccionaria na Academia de Música de Coimbra, vindo a colaborar na Revista Presença, um dos esteios da poesia em Portugal.
 
Em 1937 ganha uma bolsa de estudo para Paris, a qual contudo lhe seria igualmente recusada por motivos políticos. Não obstante, decide partir para França por conta própria, aproveitando para ampliar os seus conhecimentos musicais, estudando Composição e Orquestração com Koechlin.
 
Hoje em dia existe uma escola com o seu nome situada na Parede (freguesia portuguesa do concelho de Cascais) - a Escola Secundária Fernando Lopes-Graça.
 
Como comemoração do centenário do seu nascimento, o Ministério da Educação criou recentemente um sítio de inter-rede cujo objectivo é divulgar a sua biografia, obra discográfica, programação cultural, etc.:
http://www.lopes-graca.com
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Temas:
Publicado por: Praia da Claridade às 13:02
Link do post | comentar | ver comentários (7)

D. Maria I, Rainha de Portugal

 
D. Maria I, Rainha de Portugal
 

 
  

D. Maria I (Lisboa, 17 de Dezembro de 1734, fazia hoje 272 anos - Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816). Jaz na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Baptizada Infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, foi Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, sucedendo ao seu pai, o rei José I, e tendo como sucessor D. João VI. Maria foi ainda Princesa do Brasil, Princesa da Beira e Duquesa de Bragança. Ficou conhecida pelo cognome de A Piedosa ou A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa (foi ela, por exemplo, que mandou construir a Basílica da Estrela em Lisboa), e também como A Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida.
 
Casamento
 
A continuidade dinástica da casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, em Lisboa, a 6 de Julho de 1760. Ele subiu ao trono como Pedro III, sendo feito 19º Duque de Bragança, 16º Duque de Guimarães e 14º Duque de Barcelos, 18º Marquês de Vila Viçosa, 20º conde de Barcelos, 16º conde de Guimarães, d'Ourem, de Faria, e de Neiva, 22º conde de Arraiolos. Tiveram quatro filhos e três filhas.
 
No poder
 
Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efectivo. O seu primeiro acto como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do Marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Era no entanto dada a melancolia e fervor religioso e de natureza tão impressionável que quando ladrões entraram numa igreja e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios púbicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa.

Regência do filho
 
Mentalmente instável, desde 10 de Fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. Obcecada com as penas eternas que o pai estaria sofrendo no inferno, por ter permitido ao Marquês de Pombal perseguir os jesuítas, o via como 'um monte de carvão calcinado'.
 
Para tratá-la veio de Londres o Dr. Willis, psiquiatra e médico real de Jorge III, enlouquecido em 1788, mas de nada adiantaram os seus "remédios evacuantes".
 
Em 1799, a sua instabilidade mental agravou-se com o luto pelo seu marido D. Pedro III (1786) e seu filho, o príncipe herdeiro José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira, Príncipe do Brasil, morto aos 26 anos (1788), a marcha da Revolução Francesa, e execução dos Reis de França na guilhotina. O filho e herdeiro João (futuro João VI de Portugal) assumiu a regência.
 
Fuga para o Brasil
 
Em 1801, o primeiro ministro de Espanha, Manuel Godoy, apoiado por Napoleão, invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente à França e, ao recusar-se a cumprir o bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real fugiu para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 e Junot foi nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil.
 
Proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 16 de Dezembro de 1815.
 
A 5 de Janeiro de 1785 promulgou um alvará sobre as indústrias no Brasil.
 
 
Posteridade
  • José, Duque de Bragança e príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia a infanta Maria Benedita de Bragança.
  • João de Bragança, nado-morto no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de Outubro de 1762.
  • Dom João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança nascido em Lisboa 16 de Setembro e morto em Lisboa 10 de Outubro de 1763.
  • D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança (futuro João VI)
  • Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança nascida no Palácio de Queluz 15 de Dezembro de 1768, morta no Escorial em 2 de Novembro de 1788 tendo tido dois filhos e uma filha. Casou-se com Gabriel António Francisco Xavier João Nepomuceno José Serafim Pascoal Salvador de Bourbon e Saxe, Infante de Espanha, nascido em Portici, 12 de Maio de 1752 e morto no Escurial, 23 de Novembro de 1788, que era quarto filho do rei da Espanha Carlos III e de sua esposa Maria Amália de Saxe, primogénita de Augusto II Rei da Polónia e Eleitor de Saxe.
  • Maria Clementina Francisca Xavier de Paula Ana Josefa Antónia Domingas Feliciana Joana Michaela Júlia de Bragança, nascida em Queluz em 9 de Junho de 1774 e morta em Lisboa em 27 de Junho de 1776.
  • Maria Isabel de Bragança nascida em Queluz 12 de Dezembro de 1776 e morta em Lisboa em 14 de Janeiro de 1777.
 
Representações na cultura
 
A Rainha Maria I já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Rita Cléos na novela "Dez Vidas" (1969), Maria Fernanda no filme "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil" (1995) e Eva Wilma na mini-série "O Quinto dos Infernos" (2002).
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 16 de Dezembro de 2006

D. Afonso de Albuquerque

 
Afonso de Albuquerque
 

 
 
 

D. Afonso de Albuquerque (1462?, Alhandra — 16 de Dezembro de 1515, ao largo de Goa), segundo filho de Gonçalo de Albuquerque é um militar e político português que foi uma das principais figuras da expansão portuguesa no Oriente e da afirmação de Portugal como grande potência asiática enquanto Governador da Índia .
 
Biografia
 
Foi educado na corte de D. Afonso V. Em 1476 acompanhou o futuro rei D. João II nas guerras com Castela, esteve nas praças-fortes de Arzila e Larache (Marrocos) em 1489, e em 1490 faz parte da guarda de D. João II, tendo voltado novamente a Arzila em 1495.
 
Em 1503 foi enviado à Índia com o primo Francisco de Albuquerque, comandando cada qual três naus, tendo participado em várias batalhas, erguido a fortaleza em Cochim e estabelecido relações comerciais com Coulão.
 
De regresso ao reino de Portugal, foi bem acolhido por D. Manuel que em 1506 o tornou a enviar ao Oriente em companhia de Tristão da Cunha e nomeando-o governador da Índia na sucessão do vice-Rei D. Francisco de Almeida. Neste posto, conquistou vários portos em Oman acabando por chegar à riquíssima cidade de Ormuz, que tornou tributária de Portugal. Em 1510 toma Goa ao turco Hidalcão. Em 1511 toma Malaca, abrindo aos portugueses o acesso às especiarias das Molucas e ao comércio com a China. Em Fevereiro de 1513 Albuquerque parte para o estreito de Bab-el-Mandebe, tentando tomar Adém sem êxito. Com a construção da fortaleza de Ormuz em 1515 concluiu o seu plano de domínio dos pontos estratégicos que permitiam o controle marítimo e o monopólio comercial da Índia.
 
Em 1514 está na Índia dedicando-se à administração e diplomacia, a concluir a paz com Calecute, a receber embaixadas de reis indianos e a consolidar e embelezar Goa, onde, por meio do casamento de portugueses com mulheres indígenas procura criar uma raça luso-indiana. O seu prestígio chegara ao auge criando as bases do Império Português no Oriente.
 
Calecute (Kozhikkod em malaiala) é uma cidade do estado de Kerala, na costa ocidental da Índia. Tem cerca de 933 mil habitantes.
 
Movimentado porto comercial na costa do Malabar, foi aqui que aportaram Vasco da Gama (1498) e Pedro Álvares Cabral (1500). Este último tentou, sem sucesso, erigir uma feitoria para o comércio de especiarias. A meio desta construção, pereceu, em combate, Pêro Vaz de Caminha.
 
Em 1510, uma tentativa de conquista da cidade seria efectuada, sob o comando do capitão Fernão Coutinho, sem sucesso. O objectivo de estabelecimento de uma feitoria só seria alcançado com Afonso de Albuquerque, que ali ergueu a Fortaleza de Diu (1512), abandonada a partir de 1525, diante do deslocamento do eixo do comércio de especiarias para outros lugares, como Diu. O domínio português foi, à época, substituído pelo dos neerlandeses.
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Nero

 
Nero Cláudio César Augusto Germânico
 
 
 

Nero Cláudio César Augusto Germânico ou Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (15 de Dezembro 37, fazia hoje 1975 anos, - 9 de Junho 68) foi o quinto Imperador Romano entre 54 e 68.
 
Nascido em Âncio com o nome de Lúcio Domício Aenobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, pelo pai Gneu Domício Aenobarbo e da família imperial Julio-Claudiana através da mãe Agripina, a Jovem, filha de Germânico e neta de César Augusto.
 
A ascensão política de Nero começa quando Agripina incentiva o marido, o imperador Cláudio, a adoptá-lo e escolhê-lo seu sucessor, após desmoralizar os partidários de Britânico, filho de Cláudio, e seduzir o seu próprio filho a casar-se com Otávia, filha do imperador. Quando Cláudio, sogro e padrasto de Nero, morreu em 54, provavelmente assassinado pela própria Agripina, Nero foi proclamado imperador sem oposição. Segundo a historiografia tradicional, no início foi um bom governante, sob orientação de sua mãe, do seu preceptor o filósofo Sêneca e do prefeito pretoriano Burrus.
 
No entanto, aos poucos, a paranóia que marcara já a personalidade dos seus antecessores Tibério e Calígula, foi se instalando em Nero. Desencadeou uma série de assassinatos, incluindo do próprio Britânico (em 55), da sua mãe Agripina (em 59, após várias tentativas) e de sua esposa (em 62). Afastou-se de Sêneca e foi acusado de ter provocado, em 64, o grande incêndio de Roma, que destruiu dois terços da cidade, na esperança de reconstruí-la com esplendor. A pretexto do desastre, Nero iniciou a primeira e intensa perseguição aos cristãos. Embora se acreditasse que Nero foi o responsável, os estudiosos actuais duvidam da veracidade da acusação. Para Massimo Fini, as calúnias contra Nero foram inventadas por Tácito, Suetônio e historiadores cristãos. Ao contrário do que se afirmava, Nero não promovia as lutas de gladiadores; promovia, isto sim, competições musicais e teatrais.
 
Nero considerava-se um artista e desejava ser tratado como tal. Ficaram famosas as suas festas e banquetes em que obrigava a corte a ouvir os seus poemas e cantigas. É também conhecida a sua entrega à libertinagem e a gabar-se de pretensos dotes artísticos e de cavalaria. Instituiu os jogos chamados Juvenália e Neronis, e exibia-se nos teatros e nos circos como histrião. Dentro do grupo dos seus libertinos amigos de então, contava-se Marco Sálvio Otho, futuro imperador. Nero favoreceu cultos orientais estranhos à tradição romana e recorreu fartamente aos processos por traição para confiscar bens dos ricos e nobres como forma de compensar o tesouro dos seus excessos. A sua crueldade e irresponsabilidade provocaram o descontentamento no meio militar e a oposição da aristocracia e o início da disseminação de revoltas em 65. A sua resposta foi violenta e deu origem a nova onda de assassinatos e execuções da qual foram vítimas, entre outros, Sêneca e o poeta Lucano.
 
Em 68, a sua situação como imperador era insustentável. Sérvio Sulpício Galba, o governador da província romana da Hispânia, decidiu tomar a iniciativa e marchou contra Roma, à frente de um enorme exército. O Senado seguiu o rumo dos acontecimentos e declarou Nero nefas e persona non grata, o que na prática o tornava num inimigo público, e reconheceu Galba como novo imperador. Sem apoio de nenhum dos quadrantes de Roma, Nero foi obrigado a fugir. Perseguido pela guarda pretoriana, acabou por se suicidar, auxiliado pelo seu secretário, a única pessoa que lhe permanecera fiel.
 
Nero foi o último imperador da Dinastia Julio-Claudiana. A sua morte sugeriu um período de paz, mas por pouco tempo. O ano 69 foi dominado pela guerra civil que ficou conhecido como o ano dos quatro imperadores. A paz e estabilidade política chegariam apenas com Vespasiano e com a Dinastia Flaviana.
 
 
Descendência
  • De Octávia, que mandou executar em 62 d.C. e com quem não teve filhos;
  • De Popeia, com quem casou imediatamente, também não teve filhos, terminando, assim a dinastia Julio-Claudiana.
Certa vez apaixonou-se por um escravo romano e mandou os seus guardas cortarem os órgãos genitais do rapaz para ele ficar parecendo uma moça.
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
Link do post | comentar | ver comentários (7)
Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006

O Rio Douro

 
Rio Douro entre Porto (direita) e Gaia (esquerda)
Rio Douro entre Porto (direita) e Gaia (esquerda)


 
 
 

Faz hoje 5 anos que a Região Vinhateira do Alto Douro ou Alto Douro Vinhateiro, uma área do nordeste de Portugal com mais de 26 mil hectares, foi classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.
 
Esta região, que é banhada pelo Rio Douro e faz parte do chamado Douro Vinhateiro, produz vinho há mais de 2000 anos, entre os quais, o mundialmente célebre vinho do Porto. A longa tradição de viticultura produziu uma paisagem cultural de beleza excepcional que reflecte a sua evolução tecnológica, social e económica.
 
A área classificada engloba 13 concelhos: Mesão Frio, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Alijó, Sabrosa, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Lamego, Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, e representa dez por cento da Região Demarcada do Douro.
 
O Rio Douro (Duero, em castelhano) é um rio que nasce em Espanha, na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión), a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. A foz do Douro é junto à cidade do Porto. Tem 850 km de comprimento.
 
Segunda a história o seu nome deriva do seguinte: - Nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem d'ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro.
 
A UNESCO designou em 14 de Dezembro de 2001 a região vinhateira do Alto Douro (45°68' N, 5°93' W) na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.
 
A Bacia Hidrográfica do Douro tem uma superfície de aproximadamente 18710 km².
 
Nasce na Espanha, nos picos da serra de Urbión, (Sória), a 2080 metros de altitude e tem a sua foz na costa atlântica, na cidade do Porto. O seu curso tem o comprimento total de 850 km. Desenvolve-se ao longo de 112 km de fronteira portuguesa e espanhola e de seguida 213 km em território nacional. A sua altitude média é de 700 metros. No início do seu curso é um rio largo e pouco caudaloso. De Zamora à sua foz, corre entre fraguedos em canais profundos. O forte declive do rio, as curvas apertadas, as rochas salientes, os caudais violentos, as múltiplas irregularidades, os rápidos e os inúmeros "saltos" ou "pontos" tornavam este rio indomável. Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro internacional, o desnível médio é de 3m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro.
 
Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa, assim como a pesca desportiva. Excluindo-se os períodos de grandes cheias, pode dizer-se que o rio ficou domado definitivamente.
 
No seu curso, entre Bemposta e Picote, pode ser visto, nas suas águas espelhadas, tudo o que rodeia este ambiente: as nuvens, o sol, (que queima os olhos, reflectido na água), os montes, as fragas, as aves (patos, garças, águias, abutres, gaivotas). Nas fragas mais altas podem ser vistas aves de rapina, guardando os seus ninhos.
 
Por outro lado, no rio, espécies indígenas, como o escalo, a enguia e a truta, têm sido dizimadas ou pela pesca à rede descontrolada e/ou pela modificação das condições ambientais (parte do ano estão perto do limite de resistência de algumas espécies). Após a construção da barragem, foi feita a introdução da Carpa que, podendo atingir acima dos 20 kg, tem a propriedade de se alimentar de tudo, fazendo a limpeza das barragens mesmo em condições precárias de oxigenação das águas. Mais recentemente, surgiram o Achigã, a Perca, o Lúcio (peixes carnívoros) e o Lagostim vermelho, (todos eles originários de outros países). Pode ainda encontrar-se, com abundância, a boga e o barbo e até mexilhão (idêntico ao do mar).
 
Porém, passar junto a fragas gigantes, tingidas de várias tonalidades, pela separação de fragmentos de rocha, causadas por dilatações e contracções bruscas, motivadas pelo clima, é esmagador.
 
Viajando até junto do Douro, que serpenteia entre as arribas, pode ver-se onde vivem e/ou nidificam abutres, grifos, águias, pombos bravos, andorinhas, etc., e nas ladeiras do mesmo, a perdiz, a rola, o estorninho, o melro, o papa figo, etc.
 
Dentro das matas de zimbros, estevas, carvalhos, sobreiros e pinheiros e outras variedades de vegetação das encostas do Douro, podem ainda encontrar-se espécies cinegéticas, que são uma das maiores riquezas naturais da região: o corso, o javali, o coelho, a lebre, o lobo, a raposa, o texugo, a gineta, etc.
 
O Rio Douro foi, e é, uma fonte de riqueza para a região e para a aldeia. Antigamente, fazia mover as azenhas que se espalhavam nas suas margens, tais como as azenhas do Sr. António Luís, dos Fróis, dos Melgos e dos Velhos, permitia a pesca, irrigava campos ou enchia os poços das melhores hortas de Bemposta, existentes perto deles, onde se cultivavam as novidades e as árvores de fruta, base de sustento das populações. Mais tarde, com o aproveitamento hidroeléctrico, Bemposta passa a contribuir para a riqueza nacional, distribuindo energia eléctrica ao país. Proporcionou também maior abundância de peixe, através das albufeiras, criando alguns postos de trabalho com a pesca profissional, a que se dedicaram algumas famílias.
Fonte: Wikipédia. 
 

..........................
Temas: ,
Publicado por: Praia da Claridade às 14:00
Link do post | comentar | ver comentários (9)

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags