Sábado, 21 de Outubro de 2006

A Batalha de Trafalgar

 
A Batalha de Trafalgar
 
 
 

A Batalha de Trafalgar foi uma batalha naval que ocorreu entre a França e Espanha contra a Inglaterra, em 21 de Outubro de 1805, faz hoje 201 anos, na era napoleónica. A esquadra franco-espanhola era comandada pelo almirante Villeneuve, enquanto que a inglesa era comandada pelo almirante Nelson, para muitos o maior génio em estratégia naval que já existiu. A França queria invadir a Inglaterra pelo Canal da Mancha, mas antes tinha que se livrar do empecilho que era a marinha inglesa. Nelson tinha que evitar isso.

Local
 
O Cabo de Trafalgar fica ao sul de Cádis, na costa atlântica espanhola.
 

Localização de CÁDIS 

 
Contexto histórico
 
A paz assinada em Amiens em Março de 1802 não passou de uma pequena trégua de um ano, que permitiu ao Almirante Nelson retirar-se para uma quinta que tinha adquirido em Merton, descansando um pouco da intensa vida que levava há mais de uma década. As hostilidades retomaram em 1803 e, pouco tempo depois, Nelson seria nomeado comandante da esquadra do Mediterrâneo. O momento continuava a ser delicado para os ingleses, na medida em que Bonaparte continuava a pensar na invasão da Grã-Bretanha e no ataque a Londres, que poria fim ao que tinha sido a maior resistência aos seus planos imperiais. E é interessante observar aqui uma questão que se prende com a já referida diferença da maneira de pensar a guerra em França e em Inglaterra: vimos como os ingleses se empenharam persistentemente no ataque às esquadras francesas, procurando-as à saída dos próprios portos; as derrotas que infringiram tiveram uma importância fulcral para a sua independência, mas Napoleão nunca as valorizou na sua verdadeira dimensão, porque entendia que tudo isso poderia ter fim nesse assalto e ocupação da velha Albion. Na verdade, para conseguir a almejada invasão, precisava de dominar o espaço marítimo do Canal da Mancha durante o espaço necessário ao movimento das tropas, e isso apresentava-se como impossível face ao Poder Naval britânico. Tentou, contudo, um plano: concentrar momentaneamente o maior número de navios possível no Canal, evitando simultaneamente que os ingleses fizessem o mesmo. Não era fácil, porque a presença dos navios de reconhecimento era constante à frente dos portos, e todos os movimentos seriam detectados. Sobretudo, era muito difícil levar navios do Mediterrâneo para o norte, porque a passagem em Gibraltar 
era visível e levantaria suspeitas. Concebeu, no entanto, uma manobra que poderia ter tido algum êxito: uma imensa esquadra combinada, de navios franceses e espanhóis, sairia do Mediterrâneo, atraindo os ingleses até às Antilhas; daí regressaria rapidamente com os ventos gerais do oeste, unindo-se às esquadras de Brest e Rocheford que avançariam para a Mancha. Nessa altura concretizar-se-ia a invasão. Franceses e espanhóis, constituindo uma imensa armada de cerca de trinta navios (juntava-se a esquadra de Toulon e Cádis), comandada pelo Almirante Villeneuve, saia em direcção a oeste iludindo completamente a vigilância de Nelson que os buscava desesperadamente. Tanto quanto se pode saber, terá sido um oficial da marinha portuguesa a sugerir-lhe que o destino eram as Índias Ocidentais, e os ingleses correram até às Antilhas, mas não encontraram nada e regressaram até à zona de Cádis, onde o comando dos navios foi entregue a Collingwood, enquanto Nelson se deslocava a Portsmouth a bordo da “Victory”. Villeneuve regressou como estava previsto, mas perto de Finisterra defrontou-se com uma armada inglesa comandada pelo Almirante Calder. Na verdade a refrega não tinha tido grande importância, mas estava previsto que a esquadra de Brest viesse ao seu encontro e tal não tinha acontecido, de forma que decidiu regressar a Cádis na convicção de que a invasão tinha sido adiada. Na verdade sabemos hoje que Napoleão tinha abandonado a ideia, resolvendo concentrar esforços para atacar a Áustria, mas não temos referência nenhuma a que essa informação alguma vez tenha chegado a Villeneuve. Entrou em Cádis no final de Agosto de 1805 e, dessa vez, Nelson tinha controlado bem o seu movimento, movendo-lhe um bloqueio largo que não impedia a sua saída, mas que lhe permitiria tomar rapidamente uma formação de batalha e dar-lhe combate, caso isso sucedesse. Os espanhóis aconselharam a que se ficasse no porto e aí se invernasse até à próxima estação: o esforço de bloqueio era dos ingleses que tinham de ficar no mar e suportar todos os incómodos dessa situação, enquanto eles recuperavam forças em terra. No entanto, as pressões sobre Villeneuve para que saísse eram muito grandes, e é provável que a mais forte de todas fosse a ameaça do próprio Imperador. Há mesmo uma altura em que o Almirante francês decide aceitar o conselho dos espanhóis, mas muda de opinião, dois dias depois. Nelson previra o que iria acontecer e preparou o seu plano de batalha com todo o cuidado, dentro das regras que ele próprio considerava adequadas: atacaria os espanhóis a partir de uma posição a barlavento, dividindo a sua força em duas colunas que abordariam o inimigo a meio da sua formação, procurando desfazê-la e parti-la, para que tivesse de se empenhar em combates singulares onde os seus navios da retaguarda já não podiam ser socorridos pelos mais avançados.
 
No dia 9 de Outubro – e como já acontecera antes – escreveu todas as instruções num memorando que divulgou a todos os capitães. A manobra era perigosa porque a aproximação ao inimigo seria feita sem possibilidades de fazer fogo sobre ele (os navios não tinham capacidade de fogo para vante), e expondo-se a toda a extensão das suas baterias, mas era a única forma de os obrigar verdadeiramente a combater. Confiava que a sua exposição não seria muito demorada e, sobretudo, acreditava na resistência dos seus navios e na perícia dos seus homens. Os espanhóis saíram a 19 de Outubro navegando em direcção ao sul (ao estreito) com vento oeste, e de imediato foram avistados pelas fragatas inglesas que deram o alarme. A esquadra inglesa manobrou tal como previra o seu experiente comandante, perseguindo o inimigo até à madrugada do dia 21, quando Villeneuve deu ordem para virar em roda e regressar a norte. Esta manobra tem sido alvo de grandes controvérsias a que a historiografia inglesa responde com uma única justificação: o Almirante inimigo não sabia o seu ofício. Com vento oeste, se a esquadra virou em roda a sul do Cabo Trafalgar e à distância que se supõe do mesmo, ficaria numa situação de vento muito escasso para demandar Cádis. Seria um erro demasiado grosseiro, para quem, apesar de tudo tinha uma grande experiência de mar. A verdade é que com esta manobra a formação aliada desfez-se um pouco e favoreceu o ataque inglês nos moldes em que o determinara Nelson.
 
Estratégia inglesa
 
Como a armada francesa era bem maior que a inglesa (33x27), Nelson tinha que preparar uma excelente estratégia. A ideia foi a de atacar a esquadra inimiga que navegava pela costa surpreendendo-a pelo oceano, atacando em duas colunas em fila indiana. Essa estratégia tinha um ponto fraco que era a exposição por aproximadamente 20 minutos dos navios ingleses aos canhões franco-espanhóis. Nelson tinha confiança que sua esquadra aguentaria o fogo em direcção às proas inglesas e, em seguida, poderia apontar os seus canhões nas popas e proas inimigas. Logo após isso, eles virariam os navios de modo a emparelhá-los com os inimigos. O plano original incluía também uma contenção pelo norte, impedindo a marinha inimiga de fugir e iniciarem uma luta espaçada em alto mar. Mas Nelson não tinha barcos suficientes para essa terceira coluna. O plano pretendia gerar confusão na compacta frota franco-espanhola e permitir um combate navio contra navio, o que favorecia os britânicos.
 
Execução
 
Tudo ocorreu perfeitamente para os ingleses, com vários barcos inimigos afundados ou capturados, graças à perícia dos marujos ingleses no manejo dos canhões. No entanto, Nelson morreu na batalha, atingido por uma bala de mosquete das velas de gávea do francês Redoutable que no momento varria o Victory  de popa à proa. Quem assumiu o comando da frota inglesa foi o vice-almirante Cuthbert Collingwood, da nau capitânia Royal Sovereign. Após a batalha, uma tempestade alcançou a frota inglesa, que acabou perdendo grande parte dos navios recém conquistados, já muito destroçados.
 
Consequências
 
Napoleão perdeu o controle do Atlântico, e não pôde atacar a Inglaterra, na sua tão desejada Campanha da Bolonha. Nelson, por outro lado, tornou-se um dos maiores heróis ingleses de todos os tempos. Villeneuve suicidou-se pela derrota. E foi essa vitória que talvez tenha possibilitado o contra ataque inglês na Península Ibérica. E também a fuga da família real portuguesa dos Braganças para o Brasil.
Fonte: Wikipédia.  
 
 

Interactividade
 
Por achar relevante, em termos de complemento a este artigo, transcrevo o comentário deixado por  marius70, ao qual agradeço. 
    
De marius70  a 21 de Outubro de 2006 às 06:29
 
[ Duzentos anos após a famosa batalha naval de Trafalgar, britânicos, franceses e espanhóis prestaram homenagem aos milhares de marinheiros mortos no confronto ao largo de Cádis - em especial ao herói da batalha, o almirante Horatio Nelson. "21 de Outubro de 1805, sete mil mortos com valor, heroísmo, coragem e compromisso. 21 de Outubro de 2005, três nações e um projecto comum, memória conjunta com que prestamos tributo à História, não à guerra, mas aos que morreram na batalha", disse em Cádis o chefe do estado-maior da marinha espanhola, almirante Sebastián Soto.
 
No Reino Unido, as comemorações começaram com o içar das 31 bandeiras no mastro principal do HMS Victory que formaram a frase "Inglaterra espera que cada um cumpra o seu dever" que deu início à batalha de cinco horas.
 
Em Espanha, o neto de Villeneuve - o almirante considerado o responsável pela derrota franco-espanhola que se suicidou seis meses depois da batalha - referiu que "ele sabia que seria uma catástrofe, mas decidiu mesmo assim confrontar Nelson". André de Villeneuve disse ainda que em França simplesmente "não se fala" de Trafalgar.
 
Ao largo de Trafalgar, cada um dos quatro navios que participaram na homenagem lançou uma coroa de flores para homenagear os marinheiros mortos em 1805.
 
«Fonte: DN OnLine»
 
Curioso é que o facto de todas as potências envolvidas homenagearem a Batalha e como bem disse José Bono Ministro da Defesa espanhol:
 
"As guerras são sempre perdidas e todos os países as perdem. É bom lembrar o que aconteceu, para afastar o que poderia acontecer de novo" ].
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2006

Equador (Geografia)

 
A Linha do Equador atravessa o Ihéu das Rolas em São Tomé e Príncipe
 
A Linha do Equador atravessa o Ihéu das Rolas em São Tomé e Príncipe
 
 
 

Equador é a linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação. Devido à oscilação do eixo de rotação, a posição do equador não é rigorosamente constante, razão pela qual é adoptada, para efeitos geodésicos, uma posição média. O equador divide a superfície da Terra em dois hemisférios: o Hemisfério Norte, ou Setentrional, que contém o Pólo Norte; e o Hemisfério Sul, ou Meridional, que contém o Pólo Sul. O raio do equador é cerca de 6 378 km, a que corresponde um perímetro de 40 075 km.
  • Equador geodésico é o círculo máximo, definido num modelo esférico ou elipsoidal a Terra, que é perpendicular ao eixo. O plano do equador geodésico é a referência para a medição das latitudes, de 0º a 90º, para Norte e para Sul.
  • Equador astronómico (ou terrestre) é a linha à superfície da Terra em que a latitude astronómica é igual a 0º. Devido às irregularidades do geóide (modelo físico da forma da Terra), o equador astronómico é uma linha irregular.
  • Equador celeste é a circunferência que resulta da intersecção do plano do equador com a esfera celeste. Sobre o equador celeste, a declinação é igual a 0º.
No Brasil a única capital que é cortada pela linha do Equador é Macapá, no Amapá. Ali existe um complexo turístico-cultural, onde tem o Marco Zero. Um obelisco de 30 metros de altura que tem uma abertura no alto. Nos Equinócios (Março e Setembro), ao entrar a luz do Sol, projecta uma bola de luz, que cai na linha do Equador. As pessoas podem assistir a esse fenómeno todos os anos.
 
O equador cruza o Oceano Atlântico, Oceano Índico e Oceano Pacífico, bem como os seguintes territórios de África, Ásia e América do Sul (de Oeste para Leste, a partir do meridiano de Greenwich):
  • São Tomé e Príncipe
  • Gabão
  • República do Congo
  • República Democrática do Congo
  • Uganda
  • Quénia
  • Somália
  • Maldivas
  • Indonésia
  • Kiribati
  • Equador
  • Colômbia
  • Brasil

Mapa Mundo com a linha do equador a vermelho
Mapa Mundo com a linha do equador a vermelho
 
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Microgravidade

 
Astronautas na Estação Espacial Internacional mostrando um exemplo de ambiente sob microgravidade. Michael Foale pode ser visto a exercitar-se
 
Astronautas na Estação Espacial Internacional mostrando um exemplo de ambiente sob microgravidade. Michael Foale pode ser visto a exercitar-se
 
 
 

A microgravidade ou ausência de peso é uma experiência (de pessoas e objectos) sentida durante a queda livre, aonde não se possui um peso aparente.
 
A ausência de peso sentida nas maioria das naves espaciais não é ocasionada devido à maior distância da Terra: a aceleração de um corpo sob acção da gravidade numa altitude de 100 km é apenas 3% menor que a mesma na superfície de Terra. A ausência de peso significa uma força G igual a zero ou um peso aparente igual a zero: a aceleração ocorre apenas devido à gravidade, em oposição aos casos aonde outras forças estão actuando, incluindo as seguintes situações:
  • uma pessoa em pé no chão, ou sentada numa cadeira ou piso (a gravidade é cancelada devido à reacção proveniente do chão);
  • voo num avião (a gravidade é cancelada pela sustentação que das asas provêem) - veja abaixo as trajectórias especiais que são uma excepção e este caso;
  • Reentrada atmosférica, aterragem num pára-quedas: a gravidade é eliminada pela resistência do ar;
  • Durante uma manobra orbital numa nave espacial. O foguete provê propulsão.
A diferença é que a gravidade actua directamente numa pessoa e outras massas, enquanto forças como a resistência do ar e a propulsão actuam primeiro no veículo, e o veículo actua então na pessoa. No primeiro caso a pessoa e o veículo são puxados mutuamente, enquanto no outro caso o veículo recebe a força e transmite-a para a pessoa.
 
Visão geral
 
O que os seres humanos sentem como peso não é realmente a força proveniente da gravidade (apesar de esta ser a definição de peso). O que nós sentimos realmente é a força normal de reacção vinda do solo (ou da superfície em que estejamos em contado) que nos empurra para cima para eliminar a força da gravidade. Este é o peso aparente.
 
Por exemplo, um bloco de madeira num contentor numa experiência de queda livre experimenta a ausência de peso. Isto ocorre pois não há reacção ao peso do bloco pelo contentor, visto que o contentor está a ser puxado para baixo com a mesma aceleração. A aceleração do contentor é igual à aceleração do bloco, que é igual à aceleração causada pela gravidade. Quando o contentor está em repouso no solo, entretanto, a força em cada peça do bloco não é uniforme, pois o bloco não está acelerando. Existe também uma força com sentido para cima que ocorre pelo facto do bloco ser sólido. Cada secção horizontal do bloco não cobre apenas acção da força da gravidade, mas também o peso de qualquer porção do bloco que esteja acima dela. Parte do sentimento de peso ocorre devido a este aumento de variação contínua de pressão em nosso corpo.
 
Existe outro aspecto do sentimento de peso que não é coberto pelo efeito da pressão gradiente (variação contínua). Um exemplo deste é a forma como os nossos braços são puxados para baixo com relação ao nosso corpo. Este efeito vem do facto de que algo suspenso não é suportado directamente através de uma pressão vinda do solo. De facto este efeito é exactamente o oposto de uma pressão gradiente. Ele ocorreu pois cada secção transversal de um objecto suspenso, como o nosso braço, tem que suportar o peso de todas as partes que estiverem abaixo do mesmo.
 
Deste modo, resumidamente, a ausência de peso não tem relação com o facto de estarmos sob influência de um campo gravitacional, mas sim com o facto de existirem forças gradientes através de nosso corpo. Em queda livre, todas as partes de um objecto aceleram uniformemente (assumindo que não existam forças tidais, o que é verdadeiro para uma aproximação de objectos na escala humana em órbita terrestre), e desta forma uma pessoa não sentiria nenhum peso.
 
Microgravidade
 
O termo microgravidade é também utilizado, pois a ausência de peso numa nave espacial ou num contentor não é perfeita. As causas disto incluem:
  • A redução da gravidade em 1 ppm para cada aumento de 3m na altura (partes por milhão ou abreviadamente ppm é a medida de concentração que se utiliza quando as soluções são muito diluídas. Exemplo: Quando se afirma que a água poluída de um rio contém 5 ppm em massa de mercúrio significa que 1 g da água deste rio contém 5 µg de mercúrio);
  • Numa nave espacial, a força centrípeta necessária é maior no lado superior (força centrípeta é a força que puxa o corpo para o centro da trajectória num movimento curvilíneo ou circular);
  • Apesar de muito fina, existe uma pequena camada de ar no nível orbital, o que causa uma desaceleração devido à fricção.
O "peso" causado pelos dois primeiros itens (a força tidal) é direccionado para fora da nave espacial, sendo este proveniente do aumento da distância com relação à Terra. Os pontos mais distantes da Terra dentro da nave sofrem uma maior acção desta força que o seu centro de gravidade, que está mais próximo da Terra.
 
O símbolo da microgravidade, µG, foi utilizado na insígnia na missão espacial STS-107, pois esta missão foi dedicada a pesquisas sobre a microgravidade.
 
Aeronave KC-135 de Gravidade Reduzida da NASA
 
A aeronave de gravidade reduzida KC-135 da NASA tem a sua base no Lyndon B. Johnson Space Center e é comummente chamada de o "cometa do vómito". Esta é um aeroplano que a NASA faz voar em arcos parabólicos de 6 milhas de comprimento, primeiro subindo em altitude, e então caindo, de tal forma que o percurso e a velocidade correspondem ao de um objecto sem propulsão e que não sinta a fricção do ar. Isto é feito através da propulsão e direcção de modo que a fricção do ar seja compensada. O resultado disto é que as pessoas no interior do veículo não são puxadas para o chão ou qualquer outro lado da aeronave; elas passam temporariamente pela sensação de ausência de peso, durante períodos de 25 segundos. Tipicamente um voo dura cerca de duas horas, tempo durante o qual são executadas cerca de 40 parábolas.
 
Corporação Zero Gravity
 
A Corporação Zero Gravity opera um Boeing 727 modificado que voa em arcos parabólicos similares aos dos percorridos pela aeronave de gravidade reduzida da NASA. Os voos podem ser adquiridos para propósitos de pesquisa e turismos.
 
Ausência de peso numa nave espacial
 
A ausência de peso em períodos mais prolongados ocorre nas naves espaciais que estejam no exterior da atmosfera terrestre, contanto que nenhuma propulsão seja aplicada nas naves, e que elas não estejam girando no seu eixo. A órbita da Terra é uma excepção na qual os foguetões são utilizados para manobras orbitais, até à re-entrada atmosférica.
 
Uma nave propulsionada por foguetes que esteja acelerando pelos seus disparos possui um comportamento diferente. Mesmo que o foguete esteja acelerando uniformemente, a força é aplicada ao final posterior do foguete pelo gás que se escapa pela sua saída. Esta força deve ser transferida para cada parte da nave, seja através da tensão ou pressão, e desta maneira não é sentida a ausência de peso.
 
Ausência de peso no centro de um planeta
 
No centro de um planeta uma pessoa iria sentir ausência de peso, pois a atracção da massa externa iria cancelar-se. Genericamente, a força gravitacional é igual a zero em qualquer lugar de um planeta esférico simétrico e oco, de acordo com o teorema de shell.
 
Efeitos na saúde
 
Seguindo o estabelecido nas estações espaciais que podem ser habitadas por longa duração pelos humanos, foi demonstrado que a exposição à microgravidade pode apresentar alguns efeitos negativos à saúde. Os seres humanos estão adaptados para a vida na superfície da Terra. Quando o efeito da gravidade é removido, certos sistemas fisiológicos começar a funcionar deficientemente, influenciando todo o organismo.
 
A condição inicial mais comum sentida pelos seres humanos em condições de ausência de peso é comummente conhecida como o mal-estar espacial. Os sintomas incluem enjoos gerais, náuseas, vertigens, dores de cabeça, letargia (estado em que as funções da vida estão atenuadas por forma tal que parecem estarem suspensas), vómitos, e um mal estar geral. O seu primeiro caso foi reportado pelo cosmonauta Gherman Titov em 1961. Cerca de 45% de todas as pessoas que passaram por uma experiência de flutuação livre sob condições de microgravidade sofreram destes sintomas. A duração do mau-estar espacial varia, porém em nenhum caso ela durou mais de 72 horas. Por volta deste tempo os astronautas já se acostumam ao novo ambiente.
 
Os efeitos adversos mais significativos da exposição prolongada à microgravidade são o atrofiamento muscular e a deterioração do esqueleto: estes efeitos podem ser minimizados através de um regime de exercícios. Outros efeitos significativos incluem e redistribuição dos fluidos, um atraso no sistema cardiovascular, produção reduzida de células vermelhas no sangue, desordens de orientação, e um enfraquecimento do sistema imunitário. Os sintomas menores incluem perda de peso, congestão nasal, distúrbios no sono, flatulências excessivas, e enchimento da face. Estes efeitos são reversíveis com o retorno à Terra.
 
Muitas das condições causadas pela exposição à microgravidade são similares àquelas resultantes do envelhecimento. Os cientistas acreditam que os estudos dos efeitos detrimentais (prejuízos) da ausência de peso podem ter benefícios médicos, tais como um possível tratamento para a osteoporose e um tratamento médico melhor para os internados e os idosos.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:02
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

 
Interior do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
 
Interior do Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
 
 

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é também conhecido por Solar da Padroeira, por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. A igreja, que é simultaneamente Matriz de Vila Viçosa, fica situada dentro dos muros medievais do castelo da vila, não se podendo porém precisar a data exacta da sua fundação, sendo que a existência da matriz é já assinalada na época medieval.
 
O edifício actual resulta da reforma levada a cabo em 1569, reinando D.Sebastião
, sendo um amplo templo de três naves, onde o mármore regional predomina como material utilizado na construção. Segundo a tradição, a imagem da Padroeira terá sido oferecida pelo Condestável do Reino, D.Nuno Álvares Pereira, que a terá adquirido em Inglaterra. A mesma imagem teve a honra de, por provisão régia de D.João IV, referendada em cortes gerais, ter sido proclamada Padroeira de Portugal, em 25 de Março de 1646. A partir de então não mais os monarcas portugueses da Dinastia de Bragança voltaram a colocar a coroa real na cabeça.
 
A notável imagem, em pedra de Ançã, encontra-se no altar-mor da igreja, estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas (muitas delas oferecidas pelas Rainhas e demais damas da Casa Real). Ainda em 6 de Fevereiro de 1818 o Rei D.João VI concedeu nova benesse ao Santuário, erigindo-o cabeça da nova Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (ordem honorífica dinástica portuguesa cujo Grão-Mestre é o Duque de Bragança), agradecendo à Padroeira a resistência nacional às invasões francesas. Neste Santuário nacional estão sediadas as antigas Confrarias de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e dos Escravos de Nossa Senhora da Conceição. O Papa João Paulo II  visitou este Santuário durante a sua primeira visita a Portugal, em 14 de Maio de 1982.
 
A grande peregrinação anual ao Santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira Principal de Portugal.
 
Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa foi também declarada padroeira da Arquidiocese de Évora. É actualmente reitor deste Santuário o Padre Mário Tavares de Oliveira.

Fonte: Wikipédia. 
 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:31
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Madre Teresa de Calcutá

 
Madre Teresa de Calcutá
 

Madre Teresa de Calcutá, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, (Skopje, 27 de Agosto de 1910 — Calcutá, 5 de Setembro de 1997) foi uma missionária católica albanesa, nascida na República da Macedónia e naturalizada indiana.
 
Considerada a missionária do século XX, concretizou o projecto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação "Missionárias da Caridade", partiu em direcção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.
 
O início de uma jornada
 
Partiu para a Índia em 1931, para a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no colégio das Irmãs de Loreto.
 
No dia 24 de Maio de 1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha deste nome residiu no facto de ser em honra à monja francesa Teresa de Lisieux, padroeira das missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como Santa Teresinha.
 
De Darjeeling passou para Calcutá, onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também pertencente à congregação de Nossa Senhora do Loreto. Impressionada com os problemas sociais da Índia, que se reflectiam nas condições de vida das crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de Maio de 1937.
 
Com a partida do colégio, tirou um curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
 
Em 1946, decidiu reformular a sua trajectória de vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas funções enquanto monja, para iniciar uma nova congregação de caridade, cujo objectivo era ensinar as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua Ordem – As Missionárias da Caridade. Como hábito, escolheu o sari (veste das mulheres indianas, constituída por uma longa peça de pano que lhes cobre todo o corpo). Como princípios, adoptou o abandono de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão, uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um balde metálico com o respectivo número.
 
Começou a sua actividade reunindo algumas crianças, a quem começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene. A sua tarefa diária centrava-se na angariação de donativos e na difusão da palavra de alento e de confiança em Deus.
 
No dia 21 de Dezembro de 1948, foi-lhe concedida a nacionalidade indiana. A partir de 1950 empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.
 
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do papado a sua congregação e deu autorização para a sua expansão a outros países. Centros de apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com presidiários.
 
Um serviço ao mundo
 
Ao primeiro lar infantil ou "Sishi Bavan" (Casa da Esperança), fundada em 1952, juntou-se o "Lar dos Moribundos", em Kalighat.
 
Mais de uma década depois, em 1965, a Santa Sé aprovou a Congregação da Madre Teresa de Calcutá e, entre 1968 e 1989, estabeleceu a sua presença missionária em países como Albânia, Rússia, Cuba, Canadá, Palestina, Bangladesh, Austrália, Estados Unidos, Ceilão, Itália, antiga União Soviética, China, etc.
 
O reconhecimento do mundo pelo seu trabalho concretizou-se com o Templeton Prize, em 1973, e com o Nobel da Paz, no dia 17 de Outubro de 1979, faz hoje 27 anos.
 
Morreu com 87 anos, mas o seu trabalho missionário continua através da irmã Nirmala, eleita no dia 13 de Março de 1997 como sua sucessora. Tratado como um funeral de Estado, vários foram os representantes do mundo que quiseram estar presentes para prestar a sua homenagem. As televisões do mundo inteiro transmitiram em directo durante uma semana, os milhões que queriam vê-la no estádio Netaji. No dia 19 de Outubro de 2003, o Vaticano beatificou Madre Teresa.
 
Hoje a sua Congregação reúne 3 mil freiras e 400 irmãos, em 87 países, dando apoio aos mais necessitados em cerca de 160 cidades.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Papa João Paulo II

 
Papa João Paulo II
 
 

Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła, (Wadowice, Polónia, 18 de Maio de 1920 - Vaticano, 2 de Abril de 2005) foi o Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana de 16 de Outubro de 1978, faz hoje 28 anos,  até à data da sua morte. Sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro Papa não italiano em 450 anos (desde o holandês Adriano VI, no século XVI). Teve o 3.º papado mais longo da história do catolicismo. O seu funeral foi o maior de um Chefe de Estado em toda a história.
 
História pessoal
 
Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Sul da Polónia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyla. O seu irmão Edmund, ao formar-se em medicina, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal.
 
Em 1929, perderia a mãe Emília, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
 
Manifestando interesse pelo teatro — cuja participação potenciava apoios à Resistência Polaca contra o nazismo —, pela música popular e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação nazi, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha nazista. Atleta (chegou a actuar como guarda-redes de futebol numa equipe amadora de Wadowice), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946 pelo então Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.
 
Foi docente de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e posteriormente na Universidade Católica de Lublin. Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a Cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
 
Eleição
 
Quando da morte de Paulo VI, que aconteceu no dia 6 de Agosto de 1978, esteve presente no conclave de 26 de Agosto de 1978, que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da história. Trinta e três dias depois de votar no conclave, no dia 28 de Setembro de 1978, o então cardeal de Cracóvia Karol Wojtyła ficou sabendo da triste – e até hoje suspeita – morte de João Paulo I pelo aviso do seu motorista particular. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978.
 
O conclave que se sucedeu ao inesperado falecimento do Papa João Paulo I foi dominado por duas correntes que tiveram como candidatos o conservador Arcebispo de Génova Giuseppe Siri e o mais liberal Arcebispo de Florença Giovanni Benelli. Crê-se que a eleição de Karol Wojtiła tenha sido uma solução de compromisso e constituiu uma surpresa. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
 
No fundo, foi o Papa mais novo desde Pio IX, porque ele foi eleito na época com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; para muitos tem o carisma do Papa João XXIII; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; escreveu 14 encíclicas.
 
 
Brasão e Lema
  • Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de blau, com uma cruz latina de jalde adestrada acompanhada de uma letra M de mesmo, no cantão senestro da ponta. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: TOTVS TVVS, em letras de jalde. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
  • Interpretação: O escudo obedece ás regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra M representa a Virgem Maria, co-redentora do género humano, que esteve todo o tempo junto à cruz de seu Filho (“Iuxta crucem lacrimosa” Cf. Jo 19,25), sendo de jalde (ouro), tem o significado já descrito deste metal. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do Papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-hei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu" (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema TOTVS TVVS, é uma expressão da imensa confiança do Papa na Mãe de Deus : “Sou todo teu, Maria”, sendo que ele colocou toda a sua vida sacerdotal sob a protecção da Virgem.
 
Pontificado
 
Com mais de 26 anos, é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. Tornando-se, com o seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação, o Papa mais popular da história.
 
A primeira metade do pontificado fica marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Na segunda metade é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres.
 
Criticou a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento, e em especial a Teologia da Libertação. Em visita à Nicarágua, João Paulo II chegou a discutir com fiéis, e depois de condenar a participação de padres católicos no governo sandinista foi vaiado.
 
"Não é possível compreender o homem a partir de uma visão económica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de Novembro de 2002.
 
Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e também as condenações à pena capital".
 
Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
 
Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo, João Paulo II enfrentou no entanto acusações de «proselitismo agressivo» feitas pelo mundo Ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma «viragem» nas relações entre as duas religiões. Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar ao Muro das Lamentações em 26 de Março de 2000, em Jerusalém e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
 
Na década de 1980, os líderes da União Soviética estavam a fazer planos para matar o pontificado. Como estratégia, o serviço secreto russo negou as acusações feitas pelo Parlamento da Itália. As acusações foram negadas pelo ultimo chefe da KGB da União Soviética.
 
Visitas ao Brasil
 
O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes. Na primeira vez chegou ao meio-dia do dia 30 de Junho de 1980 e percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30.000 km. Entrou por Brasília e partiu por Manaus. A segunda foi entre 12 e 21 de Outubro de 1991. O Papa não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado, mas no Brasil ele quebrou a tradição. Visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Esteve também no Brasil entre 2 e 6 de Outubro de 1997. O Papa sempre demonstrou grande amor pelo Brasil, o país com mais católicos no mundo. Inclusive, na sua primeira visita, chegou a demonstrar o seu apoio ao movimento sindical então liderado por Lula, em aberto desafio ao governo militar brasileiro – uma situação parecida com a da sua Polónia natal. O marco dessas visitas ao país foi a música entoada por todo o povo brasileiro: "A bênção, João de Deus", composta por M. Marciel. A música retrata o carinho de uma nação pelo Papa. A música ganhou tanta notoriedade que até hoje é entoada pela torcida do Fluminense, que clama pelo apoio do Papa João Paulo II não só nos momentos de maior dificuldade, mas também nos momentos de maior alegria.
 
Visitas a Portugal
 
A primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior, em plena Praça de São Pedro, no altar da Nossa Senhora de Fátima
. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.
 
Em 14 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Em 15 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga.
 
Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
 
Beatificação
 
No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção ao caso da beatificação de João Paulo II (tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá) e abriu mão do que diz o código de direito Canónico, abrindo, assim, o seu processo de beatificação em 28 de Junho do mesmo ano.
Fonte: Wikipédia.  
 
 
Nota:
  
Porque foi um pormenor que muitos viram, como eu, numa reportagem na TV, e que certamente recordarão, transcrevo, por achar útil, como complemento ao presente post, este comentário inserido no mesmo, embora de autor anónimo:
 
[ De eu_mesmo a 16 de Outubro de 2006 às 15:26
Caríssimo,
Deixo este comentário sem mais comentários.
 
Deus dos nossos pais, que escolheste Abraão e os seus descendentes para trazer o Teu nome às nações: estamos profundamente tristes com o comportamento daqueles que, ao longo do curso da história, causaram sofrimento a estes teus filhos e, pedindo o teu perdão, manifestamos o desejo de nos comprometermos a uma irmandade genuína com o povo do convénio.

(João Paulo II, mensagem deixada entre as pedras do Muro das Lamentações (Kotel), em Jerusalém, a 26 de Março de 2000).]
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:21
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Domingo, 15 de Outubro de 2006

Turismo espacial

 
 Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial
 
Anousheh Ansari, a mais recente turista espacial

 
 

Turismo espacial é um fenómeno recente que consiste em viagens espaciais realizadas por indivíduos com propósitos não científicos, de puro lazer. Actualmente o turismo espacial está aberto apenas a indivíduos excepcionalmente saudáveis, e o transporte é assegurado pelo programa espacial russo.
 
As principais atracções no turismo espacial é a própria experiência em si, a fantástica sensação de observar a Terra desde o espaço (descrito pelos astronautas como extremamente intenso e impressionante), a elevação do status quo (poder dizer eu estive no espaço), e as vantagens da ausência de gravidade — potencial para desportos extremos, sexo não convencional, e benefícios na saúde, especialmente para pessoas idosas.
 
 
Lista de turistas espaciais

Esta é uma lista de todas as pessoas (quatro até 2006) que pagaram para estar no espaço. Todos os participantes descolaram e aterraram na Estação Espacial Internacional em naves Soyuz.
  1.  Dennis Tito: 28 de Abril a 6 de Maio de 2001
  2.  Mark Shuttleworth: 25 de Abril a 5 de Maio de 2002
  3.  Gregory Olsen: 1 a 11 de Outubro de 2005
  4.  Anousheh Ansari: 18 a 29 de Setembro de 2006

Futuros Turistas Espaciais
  •  Charles Simonyi: Previsto para Março de 2007
  •  Daisuke Enomoto: Sem previsão (deveria ter ido na Soyuz TMA-9, mas, por problemas médicos, foi substituído por Anousheh)

Anousheh Ansari
  (Mashad, 12 de Setembro de 1966) é uma empresária iraniana naturalizada norte-americana. Tornou-se a primeira mulher cosmonauta-turista em 18 de Setembro de 2006, quando a bordo da missão Soyuz TM-9 visitou durante onze dias a Estação Espacial Internacional.
 
Em 1984 a sua família decidiu enviá-la para a Virgínia nos Estados Unidos da América, onde residia uma tia, de modo a poder seguir estudos na área da ciência, limitados às mulheres no Irão pós-revolução islâmica de 1979. Naturalizada norte-americana nos anos 80, formou-se em engenharia eléctrica e ciência de computadores na Universidade George Madison.
 
Fluente em inglês, francês e persa, tornou-se executiva no ramo das telecomunicações, e é hoje sócia, co-fundadora e CEO da empresa Telecom Technologies, que fundou com o seu marido e o seu cunhado nos anos 90. A empresa de sua família, Prodea Systems, anunciou a formação de uma sociedade com a Space Adventures - a empresa que faz os acordos comerciais com a agência espacial russa para levar turistas ao espaço - com a intenção de criar uma frota de veículos espaciais sub-orbitais para uso comercial ao redor do mundo.
 
Como principal contribuinte financeira da Fundação X-Prize, Anousheh Ansari dá nome ao prémio Ansari X-Prize, oferecido pela fundação a quem fizesse o primeiro voo espacial sub-orbital independente da história; o prémio, de dez milhões de dólares, foi conquistado pela equipe do engenheiro e astronauta Mike Melvill e o protótipo espacial SpaceShipOne, do Projecto Tier, entre os vinte e seis concorrentes ao prémio.
 
Ansari contratou a viagem ao espaço através da empresa Space Adventures, (responsável pela viagem dos três primeiros turistas pagantes ao espaço, todos homens) e treinava como cosmonauta-reserva em Baikonur, para uma viagem futura, quando o passageiro principal, Daisuke Enomoto, um empresário japonês, foi reprovado no exame médico final em 21 de Agosto, permitindo a ela ocupar a vaga titular muito antes do que havia imaginado, estando apta a ir ao espaço dali a menos de vinte dias. Em 18 de Setembro de 2006, ela foi lançada em órbita na missão Soyuz TM-9, em companhia dos astronautas Michael Lopez-Alegria e Mikhail Tyurin, para uma estadia de nove dias na ISS (International Space Station - Estação Espacial Internacional).
 
Durante a sua permanência de dez dias no espaço, ela realizou duas experiências da Agência Espacial Europeia e um terceiro do consórcio aeroespacial russo Energia.
 
Estima-se que os turistas espaciais paguem vinte milhões de dólares aos russos pela viagem e estadia de dez dias em órbita. Acredita-se que esse seja o custo do lançamento do foguete da Soyuz. As autoridades russas mantêm confidencialidade sobre os contratos com os turistas.
 
Ansari retornou à Terra a bordo da nave Soyuz TMA-8 juntamente com os membros da Expedition 13 que completaram 6 meses na Estação Espacial Internacional.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Sábado, 14 de Outubro de 2006

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

 
O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha - Coimbra - Portugal
 
 

O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha situa-se na margem esquerda do Rio Mondego em frente à cidade de Coimbra. Foi mandado construir por D. Isabel de Aragão, em 1314, no local do primitivo núcleo de monjas clarissas fundado em 1283 por D. Mor Dias.
 
História
 
Um curioso exemplar, óbvio momento de experimentação portuguesa do gótico: o Convento de Santa Clara de Coimbra, melhor conhecido por Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. A fundação é posterior a 1286, mas só com o auxílio de D. Isabel de Aragão, as obras do edifício actual tiveram início. Respeita em termos de planta e alçados, a disposição dos templos de Clarissas - três naves de sete tramos sem transepto, e cabeceira com três capelas (as dos extremos quadrangulares, poligonal a capela-mor).
 
Ao mestre Domingos Domingues devem-se as primeiras campanhas que decorreram de 1316 até 1325, sendo depois sucedido por Estêvão Domingues. Estêvão cobriu a nave central de uma abóbada de berço quebrado sustentada em arcos torais de grande porte, desistindo, ao que parece, de a cobrir com cruzaria de ogivas. Mas nas colaterais optou claramente por este sistema, e apesar de grandes imperfeições técnicas a que não serão estranhas dificuldades de implantação do templo, que muito cedo se afundaria nos campos alagados no Rio Mondego. Não podemos esquecer que o objectivo do mestre foi conseguido: o de construir um templo vertical, (o que hoje com o afundamento e o piso intermédio construído impede-nos de perceber as proporções esguias do conjunto), bem iluminado por frestas laterais de grande altura.
 
Este templo inscreve-se pela sua importância enquanto estaleiro-escola, numa conjuntura de gradual influência e aceitação dos Franciscanos na corte e na sociedade em geral: a rainha D. Isabel era particularmente dedicada à Ordem, ingressando depois de viúva na Ordem Terceira de São Francisco e fazendo-se sepultar numa magnífica arca feral neste mesmo Mosteiro.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

Rainha Santa Isabel

 
Rainha Santa Isabel
 
Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal
 
 
 

Isabel de Aragão, OSC - Ordem de Santa Clara, as Clarissas (ou, usando a grafia medieval portuguesa, Helisabeth; Saragoça, 1271 - Santarém, 4 de Julho de 1336 - ver "Nota" no final deste post), foi uma infanta aragonesa e, de 1282 até 1325, rainha consorte de Portugal.
 
Passou à história com a fama de santa, tendo sido beatificada e posteriormente canonizada. É popularmente conhecida como a Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa.
 
 
Biografia
 
Isabel era filha do Rei Pedro III de Aragão e de Constança de Hohenstaufen, rainha da Sicília. Por via materna, era descendente do grande Imperador Romano-Germânico Frederico II, pois o seu avô materno era Manfredo de Hohhenstauffen (1232-1266), rei da Sicília, filho de Frederico II. Teve cinco irmãos, entre os quais os reis aragoneses Afonso III e Jaime II, para além de outro monarca reinante, Frederico II da Sicília. Para além disso, por via materna estava também relacionada com a sua tia Santa Isabel da Hungria, também considerada santa pela Igreja Católica.
 
Casou-se por procuração com o soberano português D. Dinis em Barcelona, aos 11 de Fevereiro de 1282, tendo celebrado a boda ao passar a fronteira da Beira, em Trancoso, em 26 de Junho do mesmo ano. Por esse motivo, o rei acrescentou essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas (a chamada Casa das Rainhas, conjunto de senhorios a partir dos quais as consortes dos reis portugueses colhiam as prebendas destinadas à manutenção da sua pessoa, e entre as quais se encontravam, por exemplo, as vilas de Óbidos, Alenquer, Torres Vedras, bem como outras povoações da região hoje conhecida como Oeste).
 
O rei não lhe teria sido inteiramente devotado, e parece que visitaria damas nobres para os lados de Odivelas. A rainha, ao saber do sucedido, ter-lhe-à apenas respondido: Ide vê-las, Senhor. Com os tempos, de acordo com a tradição popular, uma corruptela de ide vê-las originou o moderno topónimo Odivelas (versão, contudo, que não é sustentada pelos linguistas).
 
Apesar de tudo, Isabel parece ter sido muito piedosa e passou grande parte do seu tempo em oração e ajuda aos pobres. Por isso mesmo, ainda em vida começou a gozar da reputação de santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte.
 
Na década de 1320, o seu filho e herdeiro, Afonso IV de Portugal, sentindo em perigo a sua posição em favor de um filho bastardo do rei Dinis, também chamado Afonso, declarou abertamente a guerra a seu pai, chegando-se quase à luta na Batalha de Alvalade. No entanto, a intervenção da rainha conseguiu serenar os ânimos – pela paz assinada em 1325 nessa mesma povoação dos arredores de Lisboa, foi evitado um conflito armado que teria ceifado muitas vidas inutilmente.
 
Pouco depois da morte do marido, Isabel recolheu a um convento franciscano em Coimbra (Santa Clara-a-Velha) vestindo o hábito de Clarissa mas não fazendo votos (o que lhe permitia manter a sua fortuna usada para a caridade). Só voltaria a sair dele uma vez, pouco antes da morte, em 1336. Nessa altura, tendo Afonso declarado guerra ao seu sobrinho, o rei de Castela, Afonso XI, filho de Constança, infanta de Portugal, e, portanto, neto materno de Isabel, pelos maus tratos que este infligia à sua esposa D. Maria (filha do rei português), a rainha Santa Isabel, não obstante a sua idade avançada e a sua doença, dirigiu-se a Estremoz, onde mais uma vez se colocou entre dois exércitos desavindos (entre o seu filho e o seu neto materno) e de novo evitou a guerra.
 
Isabel faleceu pouco tempo depois, em Santarém, tendo deixado expresso no seu testamento o desejo de ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, (onde hoje em dia, após ter estado por 400 anos parcialmente submerso pelo rio Mondego
, decorre uma escavação arqueológica). Sendo a viagem demorada havia o receio do cadáver entrar em decomposição acelerada pelo calor que se fazia, e conta-se que a meio da viagem debaixo de um calor abrasador começou o ataúde a abrir fendas e por elas escorria um líquido, que todos supuseram provir da decomposição cadavérica. Qual não foi, porém, a surpresa, quando notaram que na vez do mau cheiro esperado saída do ataúde um aroma suavíssimo. O seu marido, o rei D. Diniz repousa em Odivelas, no Convento de São Dinis.
 
Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia filipina, que colocou grande empenho na sua santificação, pelo Papa Urbano VIII em 1625. É reverenciada a 8 de Julho, data do seu falecimento.
 
Actualmente, inúmeras escolas e igrejas ostentam o seu nome em sua homenagem.
 
 
Descendência
 
Do seu casamento com o rei D. Dinis teve dois filhos:
  • Constança (3 de Janeiro de 1290 - 18 de Novembro de 1313), que casou em 1302 com o rei Fernando IV de Castela.
  • D. Afonso IV, rei de Portugal (8 de Fevereiro de 1291 - 28 de Maio de 1357).
 
A lenda do milagre das rosas
 
Conta-se que, certa vez, a rainha, decidida a ajudar os mais desfavorecidos, teria enchido o seu regaço com pães, para os distribuir. Tendo sido apanhada pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha limitou-se a responder: São rosas, Senhor !  Com efeito, ao abrí-lo, teriam brotado rosas do regaço, ao invés dos pães que escondera. Este evento ficou conhecido como milagre das rosas.
Fonte: Wikipédia.  



Nota:
 
Segundo um comentário inserido neste post, por Joaquim Baptista, a quem agradeço, a Rainha Santa  faleceu no Paço Real de Estremoz e não em Santarém.  Estremoz é o local  mencionado no Portal da História, não estando, portanto, de acordo com a "fonte" onde obtive os elementos para este artigo.
  
Publicado por: Praia da Claridade às 00:22
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Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Cristo Redentor

 
Corcovado e Cristo Redentor - Rio de Janeiro - Brasil
 
Corcovado e Cristo Redentor - Rio de Janeiro - Brasil
 
 
 

A estátua do Cristo Redentor fica a 709 metros acima do nível do mar, e localiza-se na cidade do Rio de Janeiro, no topo do morro do Corcovado. Dos 38 metros da estátua, oito deles estão no pedestal. Foi inaugurado às 19:15 do dia 12 de Outubro de 1931, faz hoje 75 anos, depois de cerca de cinco anos de obras.
 
A construção de um monumento religioso no local foi sugerida pela primeira vez em 1859, pelo padre lazarista Pedro Maria Boss, à princesa Isabel. No entanto, apenas se retomou efectivamente a ideia em 1921, quando se avizinhavam as comemorações do centenário da Independência.
 
A estrada que dá acesso ao local onde hoje se situa o Cristo Redentor foi construída em 1824. Já o caminho de ferro teve o seu primeiro trecho (Cosme Velho-Paineiras) inaugurado em 1884. No ano seguinte, 1885, foi concluído o segundo trecho, completando a ligação com o cume. A ferrovia, que tem 3.800 metros de extensão, foi a primeira a ser electrificada no Brasil, em 1906.
 
A pedra fundamental da estátua foi lançada no dia 4 de Abril de 1922, mas as obras somente foram iniciadas em 1926. Dentre outras pessoas que colaboraram para a sua realização, podem ser citados o engenheiro Heitor da Silva Costa (autor do projecto escolhido em 1923), o artista plástico Carlos Oswald (autor do desenho final do monumento) e o escultor francês de origem polonesa Paul Landowski (executor da escultura).
 
Na cerimónia da inauguração estava previsto que a iluminação do monumento seria accionada a partir da cidade de Nápoles, de onde o cientista italiano Guglielmo Marconi emitiria um sinal eléctrico que seria retransmitido para uma antena situada no bairro carioca de Jacarepaguá, através de uma estação receptora localizada em Dorchester, Inglaterra. No entanto, o mau tempo impossibilitou a façanha, e a iluminação foi accionada directamente do local. O sistema de iluminação original foi substituído duas vezes: em 1932 e no ano 2000.
 
Tombado (inventariado) pelo Instituto do Património Histórico Nacional (IPHAN) em 1937, o monumento sofre obras de recuperação em 1980, quando da visita do papa João Paulo II e novamente em 1990. Outro conjunto de obras importantes foi feito em 2003, quando foi inaugurado um sistema de escadas rolantes para facilitar o acesso à plataforma de onde se eleva a estátua.
 
Conhecido como símbolo não só da cidade do Rio de Janeiro, mas também do Brasil, a estátua do Cristo Redentor tem os seus direitos de uso comercial pertencentes à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, embora haja disputa por parte dos herdeiros dos envolvidos na concepção da obra. Há que se observar, ainda, que a estátua está situada em logradouro público, estando portanto sujeita a ter a sua imagem captada pelas lentes dos milhares de turistas que a contemplam e que transformam este ponto turístico numa verdadeira "Torre de Babel". Actualmente disputa junto com mais de 20 monumentos o titulo de 7 novas maravilhas modernas.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
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FILIPE FREITAS

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