Domingo, 3 de Setembro de 2006

Alves dos Reis

 
Artur Virgílio Alves dos Reis nasceu em Lisboa em 3 de Setembro de 1898 - fazia hoje 108 anos - e faleceu em Julho de 1955.
 
Foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo.

 
Recorde o que já publiquei sobre este assunto, em:
 
6 de Dezembro de 2005
 
20 de Julho de 2005,  com maior desenvolvimento deste caso.
 
 
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Sábado, 2 de Setembro de 2006

Império Asteca

 
Império Asteca
 
Império Asteca
 
 
Escultura mexicana mostrando o momento em que os astecas acham o sinal para a fundação de Tenochtitlan
 
Escultura mexicana mostrando o momento em que os astecas
acham o sinal para a fundação de Tenochtitlan
"seguindo instruções dos seus deuses
para se fixarem onde vissem uma águia pousada num cacto, devorando uma cobra"


 
Os Astecas (1325 até 1521) foram uma civilização mesoamericana, pré-colombiana, que floresceu principalmente entre os séculos XIV e XVI, no território correspondente ao actual México. Os astecas foram derrotados e a sua civilização destruída pelos conquistadores espanhóis, comandados por Hernán Cortez. Entre outras coisas, inventaram o chocolate. O idioma asteca era o Náuatle.
 
O controle político do populoso e fértil vale do México ficou confuso após 1100. Gradualmente, os astecas, uma tribo do norte, assumiram o poder depois de 1200. Eram um povo indígena da América do Norte, antigamente conhecido como méxica (daí México) ou tenochea (daí Tenochtitlán, a sua capital). Como os seus predecessores toltecas, são originários de alguma parte do norte do México. Era uma sociedade que valorizava as habilidades dos guerreiros acima de todas as outras, e essa ênfase deu-lhes uma vantagem em relação às tribos rivais da região. Migraram para o vale do México (ou Anahuac) no princípio do século XIII e assentaram-se posteriormente numa ilha no lago Texcoco (depois todo drenado pelos espanhóis), seguindo instruções dos seus deuses para se fixarem onde vissem uma águia pousada num cacto, devorando uma cobra (ver imagem em cima). A partir dessa base formaram uma aliança com duas outras cidades -- Texcoco e Tlacopán -- contra Atzcapotzalco, derrotaram-no, e continuaram a conquistar outras cidades do vale durante o século XV, quando controlavam todo o centro do México como um império militarista que colectava tributos dos rivais. No princípio do século XVI, eram um império que se estendia de costa a costa, tendo ao norte os desertos e ao sul o reino dos maias de Yucatán.
 
Os astecas, que atingiram alto grau de civilização, cultura e organização política, eram governados por uma monarquia electiva, dividiam-se em clãs e classes (nobres, sacerdotes, povo, comerciantes e escravos), possuíam uma escrita ideográfica e dispunham de dois calendários (astronómico e litúrgico).
 
A sua cultura caracterizava-se por três aspectos: a religião, que pedia sacrifícios humanos em larga escala, particularmente ao deus da guerra, Huitzilopochtli; a utilização eficiente das chinampas (ilhas de jardins artificiais construídas em redes pelo lagos, com canais divisórios) para alimentar a sua população e a vasta rede de comércio e sistema de administração tributária.
 
Os astecas absorveram a experiência dos que vieram antes deles e inventaram pouca coisa que fosse nova. Eles tinham uma agricultura avançada que sustentava uma população muito grande. Construíram edificações enormes de traços maravilhosos e floresceram em muitas artes. Eram adeptos do trabalho com metal, mas não tinham ferro. A roda não tinha função de locomoção pois os astecas careciam de animais de carga apropriados.
 
Uma das características únicas da cultura asteca era a sua predilecção por sacrifícios. Mitos astecas mandavam que sangue humano fosse dado ao Sol como alimento para dar força para que o astro pudesse nascer cada dia. Sacrifícios humanos eram realizados em grande escala; algumas centenas em um dia só não eram incomuns. As vítimas eram frequentemente decapitadas ou esfoladas, e corações eram arrancados de vítimas vivas. Os sacrifícios eram conduzidos do alto de pirâmides para estar perto do Sol e o sangue escorria pelos degraus. Apesar da economia asteca estar baseada primordialmente no milho, as pessoas acreditavam que as colheitas dependiam de provisão regular de sangue por meio dos sacrifícios.
 
O crescente pedido por vítimas para serem sacrificadas significa que os astecas mantinham um controle frouxo sobre cidades-satélites pois frequentes revoltas ofereciam a oportunidade para capturar vítimas para os sacrifícios. Durante os tempos de paz, "guerras" eram realizadas como campeonatos de coragem e de habilidades de guerreiros, e com o intuito de capturar mais vítimas. Eles lutavam com clavas de madeira (pau pesado, mais grosso em uma das extremidades, que se usava como arma) para mutilar e atordoar, e não matar. Quando lutavam para matar, colocava-se nas clavas uma lâmina de obsidiana (um tipo de vidro natural, produzido por vulcões quando a lava esfria rapidamente).
 
Apesar da sua grande agricultura e artes, os astecas aparecem nas retrospectivas como uma sociedade sem brilho. Eles não passaram adiante nenhuma tecnologia significativa ou ideias de teorias políticas ou religiosas.
 
A sua civilização teve um fim abrupto com a chegada dos espanhóis no começo do século XVI. Tornaram-se aliados de Cortez em 1519. O governante asteca Moctezuma II considerava os espanhóis descendentes do deus-rei Quetzalcóatl, e não soube avaliar o perigo que o seu reino corria. Ele recebeu Cortez, que posteriormente o tomou como refém. Em 1520 houve uma revolta asteca e Moctezuma II foi assassinado. O seu sucessor, Cuauhtémoc, o último governante asteca, resistiu aos invasores, mas em 1521 Cortez capturou Tenochtitlán e subjugou o império.
A crueldade dos astecas contribuiu para a sua queda, pois tornou mais fácil para os espanhóis aliarem-se com os povos não-astecas do México.
Fonte: Wikipédia.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:57
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

O Canal de Suez

 
O Canal de Suez



O Canal de Suez  é um canal longo de 163 km que liga Port-Saïd, porto egípcio no
Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.
 
Ele permite às embarcações irem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo
Cabo da Boa Esperança
. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
 
História
Antiguidade
 
Possivelmente no começo da 12ª Dinastia o faraó Senuseret III (1878 a.C. - 1839 a.C.) deve ter construído um canal oeste-leste escavado através do Wadi Tumilat, unindo o
Rio Nilo ao Mar Vermelho, para o comércio directo com Punt. Evidências indicam a sua existência pelo menos no século 13 a.C. durante o reinado de Ramsés II. Mais tarde entrou em decadência, e de acordo com a História do historiador grego Heródoto, o canal foi re-escavado por volta de 600 a.C. por Necho II, embora Necho II não tenha completado o seu projecto.
 
O canal foi finalmente completado em cerca de 500 a.C. pelo rei Dario I, o conquistador persa do Egipto. Dario comemorou o seu feito com inúmeras estelas de granito que ele ergue às margens do Nilo, incluindo uma próximo a Kabret, a 130 km de Suez, onde se lê:
Diz o rei Dario: Eu sou um persa. Partindo da Pérsia, conquistei o Egipto. Eu ordenei que esse canal fosse escavado a partir do rio chamado Nilo que corre no Egipto, até ao mar que começa na Pérsia. Quando o canal foi escavado como eu ordenei, navios vieram do Egipto através deste canal para a Pérsia, como era a minha intenção.
O canal foi novamente restaurado por Ptolomeu II Filadelfo por volta de 250 a.C. Nos próximos 1000 anos ele será sucessivamente modificado, destruído, e reconstruído, até ser totalmente abandonado no século VIII pelo califa abássida Al-Mansur.
 
  
O moderno Canal de Suez
 
A Companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal.
 
Estima-se que 1,5 milhões de egípcios tenham participado à construção do canal e que 125.000 morreram, principalmente da cólera.
 
Em 17 de Fevereiro de 1867, o primeiro navio atravessou o canal, mas a inauguração oficial foi em 17 de Novembro de 1869. O imperador Napoleão III estava presente, e foi a première da ópera Aïda.Também presente como jornalista convidado, o escritor português
Eça de Queirós escreveu uma reportagem para o Diário de Notícias de Lisboa.
 
A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender a sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a sua rota para as Índias. Essa compra, conduzida pelo primeiro-ministro Disraeli, foi financiada por um empréstimo do banco Rotschild. As tropas britânicas instalaram-se nas margens do canal, para o proteger, em 1882.
 
Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, os ingleses negociaram o Acordo Sykes-Picot, que dividia o Médio Oriente, de modo a afastar a influência francesa do canal.
 
Em 26 de Julho de 1956, Nasser nacionaliza a Companhia do Canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuão, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram congelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais accionistas do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Médio Oriente e apoia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel lançam-se então numa operação militar, baptizada "operação mosqueteiro", em 29 de Outubro de 1956. A Crise do Canal de Suez durou uma semana. A Nações Unidas confirmaram a legitimidade egípcia e condenaram a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução.
 
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU permanecendo lá estacionada até 1974.
 
Características
 
O canal não possui eclusas, pois todo o trajecto está ao nível do mar, contrariamente ao
Canal do Panamá. O seu traçado apoia-se em três planos de água, os lagos Manzala, Timsah e Amer.
 
O canal permite a passagem de navios de 15 m de quilha submersa, mas estão previstos trabalhos a fim de permitir a passagem de superpetroleiros até 22 metros no ano de 2010. Actualmente, esses enormes navios devem descarregar uma parte da carga num barco que pertence ao canal para o poderem atravessar.
 
A sua largura média é de 365 metros, dos quais 190 m são navegáveis. Inicialmente, esses dois valores eram de 52 e 44 m. Situados dos dois lados do canal, os canais de derivação atingem a largura total da obra a 195 km.
 
Aproximadamente 15.000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.

Zona do Canal de Suez
  • 25 de Abril 1859  - início da construção do canal.
  • 16 de Novembro de 1869  - o Canal de Suez é aberto; operado e pertencente à Companhia do Canal de Suez (Compagnie Universelle du Canal Maritime de Suez).
  • 25 de Novembro de 1875  - o Reino Unido torna-se accionista maioritário do Canal de Suez (172.602 acções de um total de 400.000 acções ordinárias).
  • 25 de Agosto de 1882  - os britânicos tomam o controle do canal.
  • 14 de Novembro de 1936  - a Zona do Canal de Suez é estabelecida, sob controle britânico.
  • 13 de Junho de 1956  - a Zona do Canal de Suez é devolvida ao Egipto.
  • 26 de Julho de 1956  - o Egipto nacionaliza o Canal de Suez.
  • 5 de Novembro de 1956 - 22 de Novembro de 1956 - forças francesas, britânicas e israelitas ocupam a Zona do Canal de Suez.
  • 22 de Dezembro de 1956  - o canal é novamente devolvido ao Egipto.
  • 10 de Abril de 1957  - o canal é reaberto.
  • 5 de Junho de 1967 - 5 de Junho de 1975 - o canal é fechado e bloqueado pelo Egipto.
Fonte: Wikipédia.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:29
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FILIPE FREITAS

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