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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

12
Set06

O Museu Nacional dos Coches

Praia da Claridade

 
Museu Nacional dos Coches, em Lisboa - Portugal
 
Museu Nacional dos Coches, em Lisboa - Portugal
 
 
 

O Museu Nacional dos Coches está situado em Lisboa, junto ao rio Tejo na Praça Afonso de Albuquerque. Esta recebeu o nome do primeiro vice-rei da Índia, Afonso de Albuquerque. No centro da praça, uma coluna neo-manuelina exibe a sua estátua, com cenas da sua vida esculpidas na base.
 
Era antigamente uma escola de equitação, O Picadeiro Real do Palácio de Belém, construída pelo arquitecto italiano Giacomo Azzolini, em 1726. Em 1905, foi transformada num museu pela rainha D. Amélia, a esposa do rei D. Carlos.
 
Feitos em Portugal, Itália, França, Áustria e Espanha, os coches abrangem três séculos e vão dos mais simples aos mais sofisticados. A galeria principal, no estilo Luís XVI, é ocupada por duas filas de coches construídos para a realeza portuguesa. A colecção começa pelo coche de viagem de D. Filipe I de Portugal (II de Espanha), de madeira e couro vermelho, do século XVII. Os coches são forrados a veludo vermelho e ouro, com exteriores esculpidos e decorados com alegorias e as armas reais, trabalho denominado talha dourada. As filas terminam com três enormes coches barrocos feitos em Roma para o embaixador português no Vaticano, D. Rodrigo Almeida e Menezes, Marquês de Abrantes, em embaixada enviada ao papa Clemente XI a mando do rei João V de Portugal. Estes coches, de 5 toneladas, têm interiores luxuosos e esculturas douradas em tamanho natural. Durante muitos anos nenhum monarca europeu enviou embaixadas ao Vaticano por não se conseguir igualar tamanha magnitude.
 
A galeria seguinte tem outros exemplos de carruagens reais, incluindo cabriolés (carruagem leve, puxada por um só cavalo) de duas rodas e landaus da Família Real. (Landaus: carruagem de quatro rodas, que tem no interior dois bancos frente a frente, dispostos paralelamente aos eixos, e cuja capota se pode baixar).Tem também um táxi  da Lisboa do século XIX, pintado de preto e verde, as cores dos táxis até à década de 90. A caleche (carruagem de quatro rodas e dois assentos, aberta à frente) do século XVIII, com janelas que parecem olhos, foi fabricada durante a época de Pombal. A galeria superior exibe arneses (armadura completa do antigo guerreiro), trajos da corte e retratos a óleo da família real.
 
O Museu Nacional dos Coches possui ainda um anexo no Paço Ducal de Vila Viçosa, onde se vêem algumas viaturas de aparato, sendo o seu forte viaturas de campo, caça e passeio. Está em Vila Viçosa o coche onde foram assassinados o rei Carlos I de Portugal e o seu filho, o príncipe herdeiro Luís Filipe, onde se pode observar os buracos de bala feitos no atentado republicano de 1910.
Fonte: Wikipédia.
 
 
11
Set06

Ataques de 11 de Setembro de 2001

Praia da Claridade

 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas e vista dos ataques.
 
Momento do embate da segunda aeronave quando a primeira torre estava já em chamas
e vista dos ataques.

  
 
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus
 
Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus, depois das torres caírem.
 

 
 

Cinco anos depois... O dia em que o mundo mudou...
 
 
Os ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra as duas torres do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do departamento de defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, no Condado de Arlington, Virgínia, próximo da capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião sequestrado foi intencionalmente derrubado num campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.
 
Desde a Guerra de 1812, esse foi o primeiro ataque de efeitos psicológicos e altamente correctivos imposto por forças inimigas em território americano. Embora ainda não declaradas as respectivas autorias, esse inimigo invisível deixou um saldo de mortes próximo a 3.000, ainda sem reivindicação de autorias, permanece até hoje um mistério. Mesmo tratando-se de vitimas inocentes, para se ter uma ideia quantitativa do seu arrasador resultado, só o ataque em si excedeu o saldo de aproximadamente 2.400 militares norte-americanos mortos no ataque sem um aviso prévio dos japoneses à base militar de Pearl Harbor em 1941. Além disso, essa terrível demonstração de impunidade, tudo indica que foi caprichosamente planeada e direccionada aos ícones americanos, praticado impunemente tendo como arma simples aviões de linhas comerciais. O acto agravou-se muito mais por ter sido transmitido ao vivo pelas cadeias de TV do mundo inteiro com a própria tecnologia americana, tal ataque ainda sem precedentes em toda a história da humanidade, que feriu profundamente o orgulho americano, superou em muito o efeito moral imposto às tropas americanas pela força aérea japonesa.
 
Os ataques
 
Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91.000 litros (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O voo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC). Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o voo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul. O voo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local de(13:37:46). O quarto avião sequestrado, o voo 93 da United Airlines, possivelmente teria sido abatido num campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) ou quando num confronto directo entre os passageiros (revoltosos) e sequestradores. Nenhum dos ocupantes dos aviões sequestrados sobreviveu.
 
Os mortos nos ataques de 11 de Setembro de 2001 foram milhares: 265 nos aviões; pelo menos 2.602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center, e 125 no Pentágono. Pelo menos 2.992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gémeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metropolitano foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou por se desmoronar.
 
Alguns passageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefónicas dos voos condenados. Eles relatavam que vários sequestradores dos ataques de 11 de Setembro estavam em cada avião. Um total de 19 sequestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos voos, quatro no voo 93 da United. Segundo informações, os sequestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as assistentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No voo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os sequestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, chamado gás de efeito moral para manter os passageiros longe da primeira classe nos voos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.
 
A quarta aeronave
 
Especula-se que o alvo dos sequestradores da quarta aeronave, o voo 93 da United Airlines, era o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos sequestradores, e como abanar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os sequestradores derrubaram o avião num descampado entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Some-se aos acontecimentos a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em voo pela força aérea americana o que também explicaria o abanar da aeronave na tentativa inútil de desviar dos caças. Esta notícia divulgada no início, mas depois suprimida dos noticiários, seria a única explicação ao padrão de destroços da quarta aeronave distribuídos em inúmeras localidades. O próprio espalhamento dos destroços sugere que, antes do impacto com o solo, houve de facto uma desintegração da fuselagem da aeronave ainda em voo, possivelmente causada por uma explosão no ar, resultado da acção de abate provocada por míssil ar-ar ou de forma indirecta, devido ao desgaste estrutural prematuro causado pela alternância da acção centrípeta que era submetida a aeronave em fuga. Teoriza-se que a difícil decisão para abater uma aeronave civil, com vidas humanas a bordo, teria partido do presidente Bush, que se viu na difícil posição de ordenar o ataque e abater a aeronave sobre uma aérea desabitada ou esperar que mais uma possível incursão kamikaze contra outra instituição governamental fosse concluída e mais vidas perdidas, além das que já estavam a bordo.
 
11 de Setembro
 
Normalmente as pessoas referem-se aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os voos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um voo mais fácil de ser sequestrado.
 
Responsabilidade
 
Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa ideia, mas nossa paciência esgotou-se diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelitas contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a ideia surgiu na minha mente."
 
O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De facto, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contactos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial. Entretanto entidades ligadas à Casa Branca afirmam que a al-Qaeda tinha ligações com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990. Porém a veracidade dessas afirmações é profundamente questionada pela sociedade civil mundial.
 
 
Consequências do 11 de Setembro
 
Medidas militares e de segurança
 
Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de "Guerra contra o Terror" ou "Guerra contra o Terrorismo". O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas económicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levaram ao aumento da segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.
 
De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países num alto grau de alerta contra ataques subsequentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados Unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais a serem afectados por encerramentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civil foi proibida de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.
 
Reacção internacional
 
Os ataques também tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante acções para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos eles). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruírem células supostamente terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controverso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubados. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um activista muçulmano britânico conhecido pelo seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou o secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.
 
Os ataques levaram, por todo o mundo, a várias cerimónias em memória das vítimas. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar a sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU.
 
As reacções aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única excepção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Médio Oriente.
 
Reacção da população norte-americana
 
Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, garantiu-lhe enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantém um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidente George W. Bush.
 
Consequências económicas
 
Os ataques tiveram impactos significativos nos mercados dos Estados Unidos e mundiais. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, o American Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até ao dia 17. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mais as empresas participantes, consumidores e mercados, foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos na instalação da central telefónica próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de acções reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1929, o índice do mercado de acções Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, a sua maior queda num único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), a sua maior queda numa semana na história. O mercado de acções americano perdeu 1,2 trilião de dólares em valores numa semana.
 
Salvamento e resgate
 
Apesar da remoção dos escombros do que sobrou dos ataques levarem meses para serem concluídos, com respeito ao cidadão comum, os esforços de salvamento e resgate as vitimas praticamente foram nulos. Levou dias e até semanas simplesmente para apagarem o fogo que queimavam nos escombros do Pentágono e WTC e a limpeza só foi completada parcialmente em Maio de 2002. Apesar de muitos fundos de ajuda terem sido organizados imediatamente para auxiliarem as vítimas dos ataques, o objectivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorrem, mostrando uma "desligação" das autoridades.
 
Apenas um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC.
 
As forças libertadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas como restos de músculos ou dentes misturados com os escombros. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas os teria incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World Trade Center recebeu alta do hospital.
 
Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as consequências sócio-ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos. Os ataques libertaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos, relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos. Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.
 
Seis meses depois do ataque 1,5 milhões de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimónias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.
 
Por que caiu o WTC ?
 
Existe muita especulação sobre as causas do efeito implosório observado nos desabamentos das Torres Gémeas do WTC. Embora sem precedentes na história, a razão de tal queda tão sincronizada acontecer, ainda é um mistério para a ciência que vem sendo debatida por arquitectos, engenheiros de estruturas e agências governamentais, todos voltados à segurança do meio ambiente e interessadas nas respostas ao seguinte questionamento: " Até que ponto os cálculos matemáticos e as técnicas de implosão programada atenderiam ao desmantelamento das grandes estruturas?"
 
Sobre as colisões, deve-se considerar que a força dos impactos com as torres foram relativamente nulas, tendo em vista o efeito trespassador observado quando as velocidades relativas são muito grandes.
 
Contudo, a queima de 91m³ (24.000 galões) de combustível líquido de aviação "praticamente injectados dentro das torres", somado ao design do WTC e as zonas de baixa pressão localizadas nas aberturas “as janelas panorâmicas dos andares superiores por onde os destroços da aeronave abriram fendas”, deram inicio ao efeito-chaminé acelerado. Tal efeito acontece quando a convecção de gases numa chaminé é apressado pelo calor das chamas no seu interior. O alto poder calórico conseguido nesses ciclos promove uma reacção semelhante ao jacto de um maçarico. Essa pois, a causa da falência localizada na estrutura do WTC e que deu início ao aspecto de uma implosão programada.
 
Esta é contudo a versão oficial. O grande problema que se coloca é conseguir provar o que acima está descrito, dado que tal facto é fisicamente impossível.
 
Especulações e teorias da conspiração
 
A partir das fatídicas colisões contra as estruturas que formam a alma dos americanos, tem havido muita especulação sobre o seu planeamento na derrubada desses ícones, em especial relacionadas com a possibilidade de haver mais sequestradores que iriam executar o ataque surpresa. Atrás dessa procura desesperada por informações, formou-se uma comissão para organizar as inúmeras hipóteses, no entanto até agora a comissão do 11 de Setembro não conseguiu explicar de forma racional e coerente os inúmeros fenómenos que rondam esses eventos e mesmo sabendo que existe muita informação disponível da Internet, apoiada por milhares de peritos, que põe em litígio as versões oficiais do 11 de Setembro, apresentando para isso as mais variadas provas cientificas, até agora nada de novo foi acrescentado, demonstrando que os políticos norte-americanos não estão interessados em fazer justiça ou evitar outros ataques mas sim explorar os eventos para alimentar a sua ambição política.
 
O vigésimo sequestrador
 
Apesar de tudo não passar de suposição, Binalshibh 'O vigésimo sequestrador', aparentemente iria participar dos ataques, mas frequentemente foi-lhe negada entrada nos Estados Unidos, recusa essa que deve tê-lo deixado muito deprimido. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, que também lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos, no Aeroporto Internacional de Orlando, em Agosto de 2001, sendo que posteriormente foi capturado e aprisionado encontrando-se hoje na Baía de Guantânamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaeda tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no sequestro.
 
Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confundir com o sequestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan , Zakariyah Essabar , Ali Abdul Aziz Ali , e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.
Fonte: Wikipédia.
 
 
10
Set06

Isabel da Áustria - a "Sissi"

Praia da Claridade

 
Isabel, imperatriz da Áustria
  
Isabel, imperatriz da Áustria - "Sissi"
 

 

" Sentimos-nos transportados ao tempo da Sissi "
... escreveu "Jo, de Ecos do Tempo"

 
 
Isabel da Baviera, depois Isabel da Áustria, (Munique, 24 de Dezembro de 1837 - Genebra, 10 de Setembro de 1898, faleceu faz hoje 108 anos) foi imperatriz da Áustria e rainha da Hungria. Ficou mundialmente conhecida pelo nome que recebeu nos primeiros anos de vida, Sissi.
 
Filha do duque da Baviera, Maximiliano e de Ludovica, irmã da arquiduquesa Sofia (mãe de Francisco José), a jovem imperatriz casou com Francisco José I em Abril de 1854. Sissi tinha então 16 anos e era considerada uma das mais belas princesas do mundo. Do casamento nasceram quatro filhos: Sofia, Gisela, Maria Valéria e o príncipe herdeiro, Rudolfo, que foi assassinado em 1889 causando a Sissi um desgosto de que a imperatriz nunca recuperou.
 
Em 1867, juntamente com o marido, foi coroada rainha da Hungria na sequência da assinatura do compromisso austro-húngaro. A sua dificuldade de adaptação às regras da corte de Viena e a preferência da imperatriz pela Hungria afrontaram a Áustria e isolaram cada vez mais Isabel da vida familiar e dos compromissos oficiais, que procurou abandonar desde o seu casamento, por detestar o protocolo e as obrigações impostas pelo título do marido. Alguns problemas de saúde, agravados pela incapacidade de educar os filhos numa atmosfera de informalidade, que Sissi adorava, contribuíram igualmente para o afastamento em relação aos seus súbditos. Em Setembro de 1898, em Genebra, foi assassinada por um anarquista italiano, Luigi Lucheni.
 
Na década de 1950 os filmes de Ernst Marischka protagonizados por Romy Schneider contribuíram decisivamente para espalhar o mito de Sissi.
Fonte: Wikipédia.
 
 
09
Set06

O Palácio Nacional de Belém

Praia da Claridade

 
Palácio Nacional de Belém - Lisboa - Portugal
 
Palácio Nacional de Belém - Lisboa - Portugal
 
 

O Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, fica situado na Praça Afonso de Albuquerque, sendo actualmente a residência oficial do Presidente da República Portuguesa.
 
As origens: Palácio de D.Manuel de Portugal
 
O Palácio foi construído em 1559 pelo fidalgo D. Manuel de Portugal. Situa-se na zona sudoeste da cidade de Lisboa, em Belém. O palácio tinha jardins à beira do Tejo, quando o rio tinha a margem mais próxima do que na actualidade.
 
No século XVIII, D. João V que enriquecera com o ouro proveniente do Brasil, comprou-o ao conde de Aveiras, tendo-o alterado radicalmente. Acrescentou-lhe uma escola de equitação (as cavalariças são hoje o esplêndido Museu dos Coches) e adaptou o interior para poder fazer as suas conquistas amorosas com discrição.
 
Na posse da Casa Real
 
Quando o Terramoto de 1755, o monarca D. José e a família encontravam-se a passar o dia feriado na zona de Belém e sobreviveram à devastação. Receando outro sismo, a família real instalou-se em tendas nos terrenos do palácio, cujo interior foi usado como hospital. O Palácio entrou assim no património da Casa Real, que construiu nos seus anexos o seu Picadeiro Régio.
 
Alojamento de convidados estrangeiros
 
D.Maria II habitou alguns anos o Palácio de Belém (quando o Palácio das Necessidades estava em obras), aqui ocorrendo uma tentativa de golpe a que se chamou a Belenzada. A partir do reinado de D.Luís, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa. Assim, aqui estiveram, entre outros, a Rainha Isabel II de Espanha e seu sucessor, o efémero Rei Amadeu de Sabóia.
 
Residência do Príncipe Real
 
Em 22 de Maio de 1886 foi dada nova missão ao Palácio de Belém, a de residência oficial dos Príncipes Reais D.Carlos, Duque de Bragança e sua jovem esposa D.Amélia de Orleães. Aqui nasceram os seus filhos, D.Luís Filipe e D.Manuel, que foram baptizados na capela palatina. Após a subida de D.Carlos ao Trono, em 1889, não tendo Belém as dimensões de residência oficial da coroa, D.Carlos e D.Amélia mudaram-se para o Palácio das Necessidades, voltando Belém à sua condição de residência dos convidados estrangeiros (albergando então, entre outros, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha e o Presidente francês Émile Loubet. Em 1905, por iniciativa do espírito culto da Rainha D.Amélia, o elegante Picadeiro Real foi transformado em Museu dos Coches Reais (hoje Museu Nacional dos Coches), preservando-se assim a valiosa colecção de coches e viaturas da Casa Real. Ainda sob a égide da Monarquia, o Palácio de Belém albergou o Presidente eleito da República Brasileira, Marechal Hermes da Fonseca, em 2 de Outubro de 1910. Foi neste palácio, durante a recepção ao presidente do Brasil, que o Rei D.Manuel II teve conhecimento da revolução que dias depois lhe roubou a coroa.
 
Residência oficial do Presidente da República
 
Na I República
 
Em 1911, já depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime. Aqui foi velado o corpo do Presidente Sidónio Pais, em 1918 e daqui saiu Bernardino Machado, após ter renunciado ao cargo de Presidente da República, em 1926.
 
No Estado Novo
 
Durante o Estado Novo o Palácio de Belém não foi palco de relevantes acontecimentos políticos, devido ao reduzido papel atribuído ao Presidente da República pela Constituição de 1933. Neste período, apenas o Presidente Craveiro Lopes, habitou permanentemente o Palácio (entre 1951 e 1958). O Presidente Américo Tomás (1958-1974) raramente ia a Belém, exceptuando algumas recepções oficiais (à quinta-feira). Devido a este reduzido papel político na Ditadura, Belém não foi um alvo dos revolucionários, em 25 de Abril de 1974.
 
O Palácio na Actualidade
 
Só após a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, o Palácio de Belém recuperou o seu papel de relevo, nele se instalando a Junta de Salvação Nacional. Aqui viveram os momentos conturbados de 1974 e do Verão quente de 1975 os Presidentes Spínola e Costa Gomes. Com a vigência da actual constituição (aprovada em 1976), o Palácio regressou à sua condição de residência oficial do Chefe de Estado. Desde então, apenas o Presidente Ramalho Eanes habitou permanentemente no Palácio. Os Presidentes Soares e Sampaio utilizaram Belém apenas para trabalhar, igual atitude expressou o Presidente Cavaco Silva no dia da sua posse, quando declarou que Belém seria a sua residência de trabalho.
 
Hoje, o elegante edifício de cor rosada é a residência oficial do Presidente da República Portuguesa. Nessa qualidade é visita obrigatória para os Chefes de Estado e delegações estrangeiras que visitam os presidentes. Semanalmente, à quinta-feira, o Presidente da República recebe o Primeiro-Ministro, para uma reunião de trabalho onde este o põe ao corrente do governo do país. No terceiro domingo de cada mês acontece na Praça Afonso de Albuquerque (em frente do Palácio), o solene Render da Guarda, que serve o Presidente da República. Para o público em geral foi aberto no edifício o Museu da Presidência da República, por iniciativa do Presidente Jorge Sampaio, em 2004, onde estão expostos os espólio dos 17 Presidentes da República que antecederam o actual Presidente.
Fonte: Wikipédia.
 
 
08
Set06

D. Sancho II de Portugal

Praia da Claridade


                              D. Sancho II de Portugal
 
 

D. Sancho II
( (cognominado O Capelo por haver usado um (capelo: capuz de frades) enquanto criança; alternativamente, é também conhecido como O Pio ou O Piedoso), quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra a 8 de Setembro 1209, faz hoje 797 anos, filho do rei Afonso II de Portugal e de sua rainha Urraca de Castela. Sancho subiu ao trono em 1233 e foi sucedido pelo irmão Afonso III em 1248 (embora tenha abdicado em 1247, só após a sua morte Afonso se declarou rei).
 
Por altura da sua coroação, Portugal encontrava-se envolvido num sério conflito diplomático com a Igreja Católica. O seu pai, o rei Afonso II, havia sido excomungado pelo Papa Honório III, pelas suas tentativas de reduzir o poder da Igreja dentro do país. Sancho II assinou um tratado de 10 pontos com o Papa, mas não fez muita questão em passá-lo à prática, dando mais atenção à Reconquista da Península Ibérica. Sancho II conquistou várias cidades no Algarve e no Alentejo tendo, para tal, muito contribuído a acção da Ordem de Santiago. Esta Ordem Militar recebeu como pagamento dos serviços prestados diversas povoações, tais como Aljustrel, Sesimbra, Aljafar de Pena, Mértola, Aiamonte e Tavira.
 
Sancho II provou ser um general capaz e eficiente, mas no campo administrativo mostrou-se menos dotado. O rei manteve-se sobretudo interessado pelo lado militar do seu reinado e assim abriu o flanco para disputas internas e intrigas da nobreza. Com a situação da Igreja bastante comprometida, o bispo do Porto Martinho Rodrigues fez uma queixa formal ao Papa, que no século XIII detinha poder de colocar e retirar coroas conforme os seus interesses. No concílio de Lyon (1245), o Papa Inocêncio IV, através da bula Inter alia desiderabilia e Grandi non emmerito' excomungou e depôs Sancho II, considerando-o um «rex innutilis» (ou seja, que não sabia administrar a justiça no seu reino), tendo ordenado aos Portugueses que escolhessem um novo rei para substituir o herege.
 
Em 1246, o irmão mais novo de Sancho Afonso, então a viver em França como Conde de Bolonha, foi convidado a ocupar o trono real. Numa assembleia de prelados e nobres portugueses, reunida em Paris, D. Afonso jurou que guardaria e faria guardar todos os privilégios, foros e costumes dos municípios, cavaleiros, peões, religiosos e clérigos seculares do reino. Afonso abdicou imediatamente das suas terras Francesas e marchou sobre Portugal. Apesar de não ter perdido nenhuma das batalhas contra o seu irmão, a pressão da Santa Sé levou Sancho II a abdicar em 1247 e a exilar-se em Toledo onde morreu a 4 de Janeiro de 1248. Julga-se que os seus restos mortais repousem na catedral de Toledo.
 
Descendência
 
Sancho parece ter sido consorciado (segundo a historiografia tradicional, nunca casado, dado não ter havido dispensa papal da consanguinidade, pelo que o casamento seria sempre nulo) com uma nobre biscainha, Mécia Lopes de Haro, da qual não gerou filho algum (de resto, a historiografia esforçou-se por afirmar que o rei era inapto não apenas para o exercício do governo, como também do ponto de vista físico, dizendo ser impotente). Por não haver gerado filho legítimo algum que lhe sucedesse, a coroa acabou necessariamente por recair num colateral - neste caso seu irmão mais novo Afonso III.

Fonte: Wikipédia

 

07
Set06

O Estreito de Magalhães

Praia da Claridade

 
Antigo mapa mostrando o Estreito de Magalhães
 
Antigo mapa mostrando o Estreito de Magalhães
 

  

O Estreito de Magalhães é uma passagem navegável de aproximadamente 600 km imediatamente ao sul da América do Sul. Situa-se entre o continente, a Terra do Fogo e o Cabo Horn ao sul. O estreito é a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
 
A Terra do Fogo (em castelhano Tierra del Fuego) é um arquipélago na extremidade sul da América do Sul, formado por uma ilha principal (Isla Grande de Tierra del Fuego, muitas vezes chamada igualmente Tierra del Fuego) e um grupo de ilhas menores. Está separado do continente pelo Estreito de Magalhães. A ponta mais a sul do arquipélago é o Cabo Horn. Em 1881 o território foi dividido entre a Argentina (Província da Terra do Fogo) e o Chile (Terra do Fogo).
 
Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a navegar pelo estreito em 1520, durante a sua viagem de circum-navegação. Como Magalhães entrou no estreito dia 1 de Novembro, ele foi chamado inicialmente de Estreito de Todos os Santos.
 
O Chile tomou posse do estreito em 23 de Março de 1843 e mantém a soberania sobre ele, até hoje.
 
Antes da criação do Canal do Panamá, o Estreito de Magalhães era a segunda passagem mais utilizada para atravessar do Atlântico ao Pacífico, depois do Cabo Horn. O estreito é conhecido pela dificuldade de navegação, devida ao clima inospitaleiro e à sua pequena largura.
 
Foi atravessado, entre outros, por Francis Drake e Charles Darwin.
Os caçadores de ouro durante a corrida pelo ouro na Califórnia em 1849 também usaram essa rota.
Fonte: Wikipédia.
 
 
06
Set06

Fernão de Magalhães

Praia da Claridade

 
Fernão de Magalhães, navegador português
 
 
Mapa da expedição da primeira viagem de circum-navegação: a castanho a rota percorrida, e a verde indica o local onde faleceu Fernão de Magalhães
 
Mapa da expedição da primeira viagem de circum-navegação:
a castanho a rota percorrida, e a verde indica o local onde faleceu
Fernão de Magalhães

 

Fernão de Magalhães (Primavera de 1480 — 27 de Abril de 1521) foi um navegador português que, ao serviço do rei de Espanha, comandou a expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. Foi o primeiro a dobrar o estreito, hoje conhecido pelo seu nome (o Estreito de Magalhães) e o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico. Fernão de Magalhães morre nas Filipinas no curso daquela expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano 1522.
 
Alista-se com 25 anos na armada que foi à Índia, comandada por Francisco de Almeida, embora o seu nome não figure nas crónicas; sabe-se no entanto que ali permaneceu oito anos, que esteve em Goa, Cochim, Quíloa, que acompanhou Diogo Lopes de Sequeira a Malaca, viagem que acabou em naufrágio. No Oriente, Magalhães estabeleceu estreitas relações de amizade com Francisco Serrão, que veio a ser feitor nas Molucas; dele teria tido informações quanto à situação dos lugares produtores de especiarias.
 
Tendo-se distinguido na defesa de Azamor, em que acompanhara o duque de Bragança, pediu a D. Manuel uma recompensa para seus feitos; mas os boatos que corriam sobre a maneira pouco escrupulosa como dividira as presas de uma incursão tinham chegado aos ouvidos do Rei. Este, apesar das suas justificações, e não o considerando culpado, não lhe concedeu, todavia, as mercês pedidas.
 
Em 1517 foi a Sevilha com Rui Faleiro, tendo encontrado no feitor da Casa de la Contratación da cidade um adepto do projecto que entretanto concebera: dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no
Tratado de Tordesilhas e, além disso, segundo Faleiro, provar que as ilhas das especiarias se situavam no hemisfério castelhano. Com a influência do bispo de Burgos conseguiram a aprovação do projecto por parte de Carlos V, e começaram os morosos preparativos para a viagem, cheia de incidentes; depois da ruptura com Rui Faleiro, Magalhães continuou a aparelhagem dos cinco navios que, com 256 homens de tripulação, partiram de Sevilha em 20 de Setembro de 1519.
 
A expedição
 
A armada fez escala nas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando em 13 de Dezembro ao Rio de Janeiro. Continuando para sul, atingiram o porto de S. Julião à entrada do estreito, na extremidade da actual costa da Argentina, onde o capitão decidiu hibernar (período de repouso invernal). Irrompeu então uma revolta que ele conseguiu dominar com habilidosa astúcia. Após cinco meses de paragem, tempo no qual a nau Santiago foi perdida numa viagem de reconhecimento, mas tendo sido os seus tripulantes resgatados, Magalhães encontrou o estreito que hoje tem o seu nome, aprofundando-se nele. Noutra viagem de reconhecimento, outra nau foi perdida, mas desta vez para um motim no San Antonio onde a tripulação, sem que soubesse o seu capitão-mor, iniciou uma viagem de volta (realmente estes completaram a viagem, espalhando ofensas contra Fernão de Magalhães na Espanha).
 
Apenas em Novembro a esquadra atravessaria o estreito, penetrando nas águas do mar do sul, baptizado «Pacífico». Depois de cerca de quatro meses, a fome, a sede e as doenças (principalmente o escorbuto) começaram a dizimar a tripulação. No Pacífico encontrou as nebulosas que hoje ostenta o seu nome - as Nebulosas de Magalhães. (Na constelação de Tucano percebemos a olho nú, e longe das grandes cidades, duas pequenas nuvens que parecem pedaços da Via-láctea. São as Nuvens de Magalhães, descobertas pelo navegador quando da sua viagem, sendo, na verdade, duas galáxias muito próximas à nossa e por esse motivo são consideradas como galáxias satélites. São facilmente observadas com binóculos e com um pequeno telescópio podemos observar os seus aglomerados).
 
Em Março de 1521, alcançaram a ilha de Ladrões, chegando à ilha de Cebu nas actuais ilhas Filipinas em 7 de Abril. Imediatamente começaram com os nativos as trocas comerciais; boa parte das grandes dificuldades da viagem tinham sido vencidas. Dias depois, porém, Fernão de Magalhães morreu em combate com os nativos, atraído por uma emboscada.
 
A expedição prosseguiu sob o comando de João Lopes Carvalho, deixando Cebu no início de Março de 1522. Dois meses depois, seria comandada por Juan Sebastián El Cano.
 
O regresso
 
Decidiram incendiar a nau Concepción, visto o pequeno número de homens para operá-las, e finalmente, conseguiram chegar às Molucas onde obtiveram o seu suprimento de especiarias. Trinidad acabou ali permanecendo para reparos e a "Victoria" voltou sozinha para casa, contornando o Índico pelo sul, a fim de não encontrar navios portugueses. A Trinidad, após os reparos, tentou seguir uma rota pelo Pacífico até a América Central, onde poderia contactar os espanhóis e levar a sua carga. No entanto acabou por retornar às Molucas onde os seus tripulantes foram aprisionados pelos portugueses que haviam chegado. A nau "Victoria" dobrou o
Cabo da Boa Esperança em 1522, fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses, alcançando finalmente o porto de S. Lúcar de Barrameda, com apenas com 18 homens na tripulação.
 
Uma única nau tinha completado a circum-navegação do globo ao alcançar Sevilha em 6 de Setembro de 1522, faz hoje 484 anos. João Sebastião de Elcano e a restante tripulação da expedição de Magalhães e o último navio da frota regressaram decorridos três anos após a partida. A expedição de facto trouxe poucos benefícios financeiros, não tendo a tripulação chegado a receber o pagamento.
 
 
QUANDO TUDO ACONTECEU...
 
1480: Data provável do nascimento de Fernão de Magalhães, talvez em Trás-os-Montes.
1505: Parte para a Índia na armada de D. Francisco de Almeida. 
1509: Sob o comando de Lopes Sequeira participa na desastrada expedição a Malaca; faz grande amizade com Francisco Serrão.
1511: Participa, sob o comando de Afonso de Albuquerque, na conquista de Malaca. 
1513: Regressa a Lisboa.
1514: É ferido em combate, em Azamor (Marrocos); novamente em Lisboa, D. Manuel recusa-lhe aumento de tença (pensão com que se remuneram serviços). 
1517: Dirige-se a Sevilha para apresentar a Carlos V o seu plano de alcançar as Ilhas das Especiarias por ocidente.
1519: Inicia a que será a primeira viagem de circum-navegação; alcança a baía da Guanabara.
1520: Alcança a foz do Rio da Prata; passa o Inverno na baía de S. Julião; domina motim; atravessa o Estreito e desemboca no Pacífico.
1521: Descobre a Ilha dos Ladrões; descobre o arquipélago das Filipinas e aí é morto em combate.
1522: Sebastian d'Elcano conclui a primeira viagem de circum-navegação.
  
Apenas quatro homens dos 55 da tripulação original do Trinidad  finalmente regressaram a Espanha em 1525.
Fonte: Wikipédia.
 
 
05
Set06

As Eclusas

Praia da Claridade

 
Uma eclusa no Canal do Panamá. As comportas abrem-se para a entrada do navio. Observe que a água está ao mesmo nível do lado do navio. Após a entrada, o contentor será esvaziado e o navio estará ao nível das águas da comporta ao fundo.
 
Uma eclusa no Canal do Panamá.
As comportas abrem-se para a entrada do navio.
Observe que a água está ao mesmo nível do lado do navio.
Após a entrada, o contentor será esvaziado e o navio estará ao nível
das águas da comporta ao fundo.
 
 
 

Eclusa é uma construção que permite que as embarcações subam ou desçam os rios em locais onde há quedas de água ou onde as águas correm mais rápidas.
 
O sistema de eclusas funciona segundo o princípio dos vasos comunicantes, que é o seguinte: quando se põe um líquido em diversos recipientes que se comunicam entre si, ele se distribui até ficar em nível igual em todos eles.
 
As eclusas funcionam como degraus: há duas portas separando os dois níveis do rio. Quando uma embarcação precisa subir o rio ela entra pela porta da eclusa a jusante e fica no reservatório que é, então, enchido com água, elevando a embarcação para que esta possa atingir o nível mais alto. Quando a embarcação precisa descer o rio ela entra pela porta da eclusa a montante e permanece no reservatório enquanto ele é esvaziado, descendo a embarcação até ao nível mais baixo do rio. Um dos seus objectivos é permitir a navegação. O processo de enchimento do reservatório é hidráulico de modo que não é necessário o uso bombas de água e motores.
 
No caso de rios com barragens sucessivas, para o aproveitamento hidroeléctrico, em geral, quase nada precisa ser feito ao longo do curso de água. As obras fundamentais são as eclusas, ou obras de transposição de nível. As eclusas de navegação são formadas por uma câmara de nível variável, alimentada por montante, onde se liga com o reservatório formado pela barragem. Para se ter uma ideia do uso de eclusas pelo mundo, a União Europeia tem cerca de 700 eclusas; a China tem cerca de 900 eclusas, os Estados Unidos por volta de 230 (dados referentes ao início do ano de 2004).
 
A construção de eclusas, no caso de aproveitamentos hidroeléctricos, se elas forem executadas na altura em que é construída a barragem, não implica maiores impactos, em face do volume muitas vezes maior da própria barragem. Se for executada depois, em geral junto à barragem, leva a alguma perturbação local, porque é uma área já degradada ambientalmente.
  
04
Set06

O Palácio Nacional da Ajuda

Praia da Claridade

 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
Palácio Nacional da Ajuda e Estátua de D. Carlos I, Lisboa, Portugal
 
 

 

O Palácio Nacional da Ajuda é um monumento nacional português, situado na freguesia da Ajuda, em Lisboa.
 
Antigo Palácio Real, é hoje um museu, estando também instalados no edifício a Biblioteca Nacional da Ajuda e o Ministério da Cultura
.
 
Origens: a Real Barraca
 
As origens do Paço da Ajuda remontam ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, que destruiu praticamente toda a cidade de Lisboa, incluindo a residência do Rei, o velho Palácio da Ribeira, que estava situado no Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo. A família Real encontrava-se nesse dia em Belém, zona oriental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade. Desta forma, o Rei D.José mandou construir no alto da Ajuda um Palácio de Madeira (com medo de um novo abalo telúrico), a que se chamou Real Barraca. Aí viveria até morrer, em 1777. A sua filha e sucessora, D.Maria I habitava, desde o seu casamento com D.Pedro III, o Palácio de Queluz, pelo que a construção de um novo Palácio Real só foi decidido na sequência de um incêndio que destruiu a Real Barraca, em 1795. Decidiu então o Príncipe Regente D.João fazer construir o actual edifício (começado a erguer no início do século XIX
ao gosto neoclássico), que ficou incompleto devido às invasões francesas, que obrigaram a família real a retirar-se para o Brasil.
 
Regresso de D.João VI
 
Quando D.João VI regressou a Portugal (na sequência na revolução liberal de 1820), ainda o Palácio não estava concluído, pelo que o monarca foi viver para o Palácio da Bemposta, onde morreu. Em 1828, foi ainda palco (na actual Sala dos Banquetes) da reunião das Cortes que aclamaram D.Miguel
como Rei de Portugal.
 
Residência oficial do Rei
 
Só foi residência permanente da família real quando D. Luís I se tornou rei em 1861 e casou com uma princesa italiana, Maria Pia de Sabóia. D.Luís tomou a decisão de se instalar no Palácio depois das mortes sucessivas dos seus irmãos D.Pedro V, D.Fernando e D.João, respondendo assim aos apelos do povo, que considerava amaldiçoado o Palácio das Necessidades. A sua jovem esposa, D.Maria Pia, encarregou-se então da condigna decoração das principais salas do palácio. Aqui nasceram os príncipes D.Carlos e D.Afonso. O Palácio foi palco dos principais acontecimentos políticos da segunda metade do século XIX, como é o caso do golpe do Marechal Saldanha
, que cercou o Paço, obrigando o Rei a nomeá-lo chefe do governo, tendo ouvido então a célebre frase de D.Maria Pia: se eu fosse o rei, mandava-o fuzilar.
 
Residência da Rainha-Mãe
 
Após a morte de D.Luís, em 1889, D.Carlos não quis privar a mãe de residir na Ajuda, resolvendo então habitar o velho Paço das Necessidades, reservando porém as salas do andar nobre da Ajuda para as cerimónias oficiais do seu reinado. Aqui decorreram os banquetes e recepções de Estado em honra de Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha, Émile Loubet, Presidente da República Francesa, entre outros convidados de Estado que visitaram Portugal durante o reinado de D.Carlos. D.Maria Pia residiu no Palácio até Outubro de 1910, data em que foi forçada a abandonar Portugal, na sequência da derrocada da Monarquia
.
 
O Palácio na actualidade
 
Encerrado durante vários anos, apenas no Estado Novo
o Palácio seria transformado em Museu, continuando a servir de cenário às recepções oficiais do Estado.
 
As luxuosas salas estão decoradas com papel de seda, porcelanas de Sèvres e candelabros de cristal. Um dos exemplos do luxo real é a extraordinária Sala Saxe, um presente do rei da Saxónia a Maria Pia, em que todas as peças de mobiliário estão decoradas com porcelanas de Meissen
. No piso térreo conservam-se ainda relativamente intactos os aposentos de D.Luís I e de D.Maria Pia.
 
No primeiro andar, o enorme Salão de Banquetes apresenta candelabros de cristal, cadeiras forradas a seda e uma alegoria ao nascimento de D. João VI nos frescos do tecto, o que é realmente impressionante. Na outra extremidade do palácio, o estúdio neogótico de D. Luís I é decorado com mobílias refinadamente esculpidas. São ainda particularmente imponentes as Salas do Trono, dos Embaixadores e de D.João IV, que são ainda utilizadas pela Presidência da República
para recepções e cerimónias de Estado, nomeadamente a posse dos Governos Constitucionais.
 
Foi classificado como Monumento Nacional em 1910.
Fonte: Wikipédia.

03
Set06

O Processo dos Távoras

Praia da Claridade

 
Atentado a D. José I
 
Atentado a D. José I
 
 

O Processo dos Távoras refere-se a um escândalo político português do século XVIII. Os acontecimentos foram desencadeados pela tentativa de assassinato do Rei D. José I em 1758, e culminaram na execução pública de toda a família Távora e dos seus parentes próximos em 1759. Alguns historiadores interpretam o assunto como uma tentativa do primeiro-ministro Sebastião de Melo (Marquês de Pombal) de limitar os poderes crescentes de famílias da alta nobreza.
 
Introdução
 
No seguimento do terramoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755, que destruiu o palácio real, o rei D. José I vivia num grande complexo de tendas e barracas instaladas na Ajuda, à saída da cidade. Este era o presente centro da vida política e social portuguesa.
 
Apesar de constituírem acomodações pouco espectaculares, as tendas da Ajuda eram o centro de uma corte tão glamorosa e rica como a de Versalhes de Luís XV de França. O rei vivia rodeado pela sua equipa administrativa, liderada pelo primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, e pelos seus nobres. O primeiro-ministro era um homem severo, filho de um fidalgo de província, com algum rancor para com a velha nobreza, que o desprezava. Desavenças entre ele e os nobres eram frequentes e toleradas pelo rei, que confiava em Sebastião de Melo pela sua liderança competente após o terramoto.
 
D. José I era casado com Mariana Vitoria de Borbón, princesa espanhola, e tinha 4 filhas. Apesar de ter uma vida familiar alegre, (o rei adorava as filhas e apreciava brincar com elas e levá-las em passeio), D. José I tinha uma amante: Teresa Leonor, mulher de Luís Bernardo, herdeiro da família de Távora.
 
A Marquesa Leonor de Távora e o seu marido Francisco Assis, conde de Alvor (e antigo vice-rei da Índia), eram as cabeças de uma das famílias mais poderosas do reino, ligadas às casas de Aveiro, Cadaval e de Alorna. Eram também inimigos cerrados de Sebastião de Melo. Leonor de Távora era uma mulher política, preocupada com os negócios do Reino, entregue a seu ver a um novo-rico sem educação. Ela era também uma devota católica, com forte afiliação aos jesuítas, tendo como confessor um deles, Gabriel Malagrida.
 
O caso Távora
 
Na noite de 3 de Setembro de 1758, faz hoje 248 anos, D. José I seguia incógnito numa carruagem que percorria uma rua secundária nos arredores de Lisboa. O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante. Pelo caminho, a carruagem foi interceptada por três homens, que dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e regressaram à Ajuda.
 
Sebastião de Melo tomou o controle imediato da situação. Mantendo em segredo o ataque e os ferimentos do rei, ele efectuou julgamento rápido. Poucos dias depois, dois homens foram presos e torturados. Os homens confessaram a culpa e que tinham tido ordens da família dos Távoras, que estavam a conspirar pôr o duque de Aveiro, José Mascarenhas, no trono. Ambos foram enforcados no dia seguinte, mesmo antes da tentativa de regicídio (matar o rei) ter sido tornada pública. Nas semanas que se seguem, a marquesa Leonor de Távora, o seu marido, o conde de Alvor, todos os seus filhos, filhas e netos foram encarcerados. Os conspiradores, o duque de Aveiro e os genros dos Távoras, o marquês de Alorna e o conde de Atouguia foram presos com as suas famílias. Gabriel Malagrida, o jesuíta confessor de Leonor de Távora foi igualmente preso.
 
Foram todos acusados de alta traição e de regicídio. As provas apresentadas em tribunal eram simples:
a) As confissões dos assassinos executados,
b) A arma do crime pertencia ao duque de Aveiro e
c) O facto de apenas os Távoras poderem ter sabido dos afazeres do rei nessa noite, uma vez que ele regressava de uma ligação com Teresa de Távora, presa com os outros. Os Távoras negaram todas as acusações mas foram condenados à morte. Os seus bens foram confiscados pela coroa, o seu nome apagado da nobreza e os brasões familiares foram proibidos.
 
A sentença ordenou a execução de todos, incluindo mulheres e crianças. Apenas as intervenções da Rainha Mariana e de Maria Francisca, a herdeira do trono, salvaram a maioria deles. A marquesa, porém, não seria poupada. Ela e outros acusados que tinham sido sentenciados à morte foram torturados e executados publicamente em 13 de Janeiro de 1759 num descampado perto de Lisboa. A execução foi violenta mesmo para a época, as canas das mãos e dos pés dos condenados foram partidas com paus e as suas cabeças decapitadas e depois os restos dos corpos queimados e as cinzas deitadas ao Rio Tejo. O rei esteve presente, juntamente com a sua corte, absolutamente desnorteada. Os Távoras eram seus semelhantes, mas o rei quis que a lição fosse aprendida e para que nunca mais a nobreza se rebelasse contra a autoridade régia.
 
O palácio do Duque de Aveiro, em Belém, Lisboa foi demolido e o terreno salgado, simbolicamente, para que nunca mais nada ali crescesse. No local, hoje chamado Beco do Chão Salgado, existe um marco alusivo ao acontecimento mandado erigir por D. José com uma lápide que pode ser lida . As coroas da família Távora foram picadas e o nome Távora foi mesmo proibido de ser citado.
 
Gabriel Malagrida foi queimado vivo alguns dias depois e a ordem dos jesuítas declarada ilegal. Todos as suas propriedades foram confiscadas e os jesuítas expulsos do território português, na Europa e no Ultramar (o filme "A missão" retrata a expulsão de uma comunidade jesuíta da floresta brasileira). A família Alorna e as filhas do Duque de Aveiro foram condenadas a prisão perpétua em mosteiros e conventos.
 
Sebastião de Melo foi feito Conde de Oeiras pelo seu tratamento competente do caso, e posteriormente, em 1770, obteve o título de Marquês de Pombal, o nome pelo qual é conhecido hoje.
 
Discussão
 
A culpa ou inocência dos Távoras é ainda debatida hoje por historiadores portugueses. Por um lado, as más relações entre a alta nobreza e o rei estão bem documentadas. A falta de um herdeiro masculino ao trono era motivo de desagrado para muitos, e o Duque de Aveiro era de facto uma opção.
 
Por outro lado, alguns referem uma coincidência: com a condenação dos Távoras e dos Jesuítas, desapareceram os inimigos de Sebastião de Melo e a nobreza foi domada. Adicionalmente, os acusados Távoras argumentaram que a tentativa de assassínio de D. José I teria sido um assalto comum, uma vez que o rei viajava sem guarda nem sinais de distinção numa perigosa rua de Lisboa.
 
Outra pista de suposta inocência é o facto de nenhum dos Távoras ou familiares terem tentado escapar de Portugal nos dias que se seguiram ao atentado.
 
Consequências
 
Culpados ou não, as execuções dos Távora foram um acontecimento devastador para Portugal. Numa altura em que a pena de morte já estava em desuso, a execução de uma família prestigiada constituiu um choque. A futura rainha Dona Maria I ficou tão afectada pelos eventos que aboliu a pena de morte (excepto em estado de guerra) tão cedo como pode, quando chegou ao trono. Portugal terá sido um dos primeiros países do mundo a fazê-lo.
 
O desprezo da rainha pelo primeiro-ministro de seu pai foi absoluto. Ela removeu-lhe todos os poderes e expulsou-o de Lisboa. Foi emitido um decreto proibindo a sua presença a uma distância inferior a 20 milhas da capital.
 
Nota linguística:
Na língua portuguesa, os nomes próprios têm, em geral, plural. Devemos dizer, "os Marcelos", e não "os Marcelo", "os Silvas" e não "os Silva", os Joões e não "os João". Escrever os Távora é gramaticalmente errado. A expressão correcta é portanto: Processo dos Távoras.
Fonte: Wikipédia.
 

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