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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

22
Set06

Batalha do Rio de Sacavém

Praia da Claridade

 
Batalha de D. Afonso Henriques junto à Ponte Romana de Sacavém (1147)
 
Batalha de D. Afonso Henriques junto à Ponte Romana de Sacavém (1147)
 
 
 

A mítica Batalha do Rio de Sacavém terá sido um recontro travado entre o primeiro rei português, D. Afonso Henriques, e os Mouros, imediatamente antes da conquista de Lisboa, em Outubro de 1147, às margens do Rio Trancão (antigamente chamado de Rio de Sacavém), junto da antiga ponte romana que cruzava o rio.
 
Precedentes
 
Após a conquista de Santarém, Afonso Henriques preparou-se para tomar Lisboa e assim consolidar definitivamente não só a linha do Rio Tejo como a própria independência de Portugal – o domínio do seu fértil vale garantia-lhe a plena auto-suficiência e malograva os planos leoneses de re-anexar Portugal.
 
Entretanto, espalhava-se pela Estremadura a notícia de que os cristãos já cercavam Lisboa, tornando-se imperativo ajudar adefender a todo o custo o derradeiro reduto muçulmano a Norte do Rio Tejo.
 
Assim sendo, ter-se-iam reunido nas proximidades de Sacavém, a norte do seu rio, prontos a dar luta e a desbaratar as forças de Afonso Henriques, cerca de cinco mil muçulmanos oriundos não só da Estremadura (Alenquer, Lisboa e Sacavém), como até do Oeste (Óbidos e Torres Vedras) e do Ribatejo (Tomar e Torres Novas), sob o comando do wali (alcaide muçulmano) de Sacavém, Bezai Zaide.
 
Uma batalha, um milagre
 
Afonso Henriques dispunha apenas de uma força de mil e quinhentos guerreiros, e foi nessas condições que se iniciou a batalha, tendo como palco Sacavém de Baixo, na margem do Rio de Sacavém, entre os actuais montes de Sintra e do Convento, junto à velha ponte romana, fortemente defendida pelos mouros, os quais haviam já iniciado a sua travessia, dispostos a desbaratar os portugueses.
 
Não obstante a significativa diferença numérica entre ambos os contendores, acabaram por vencer os cristãos. Muito embora a maior parte destes últimos tenha perecido, conseguiram ainda assim matar três mil muçulmanos a fio de espada, tendo os restantes mouros afogado-se no rio ou sido feito prisioneiros.
 
Esta miraculosa vitória foi atribuída à divina intervenção da Virgem Maria, que teria feito aparecer durante o combate «muitos homens estranhos que pelejavam com os cristãos». Como Afonso Henriques contou com o apoio de Cruzados para tomar a capital, podemos partir do princípio, mais ou menos seguro, de que os homens estranhos (id est, «estrangeiros») a que a fonte se reporta seriam esses cristãos oriundos da Europa do Norte.
 
Conta-se aliás que Bezai Zaide, perante o sucedido, ter-se-ia convertido à fé cristã e sido inclusive o primeiro sacristão da ermida dedicada a Nossa Senhora dos Mártires (assim chamada em honra dos cristãos que caíram na batalha), que D. Afonso Henriques ali mandou erguer passados poucos dias do recontro.
 
Ao mesmo tempo, o rei teria também mandado reconstruir a velha Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres (que se quedara em ruína sob a ocupação muçulmana, apesar de estes terem aparentemente permitido a manutenção do culto cristão, mediante o pagamento de um dado tributo - a jizya - às autoridades islâmicas), tendo feito dela sede paroquial de Sacavém e alterado a sua invocação, dedicando-a ora a Nossa Senhora da Vitória (em homenagem à sua estrondosa vitória sobre os mouros, devido à intercessão da Virgem).
 
Entre a história e a lenda
 
O primeiro a aludir a esta tradição foi o monge cisterciense de Alcobaça, Frei António Brandão, na sua Monarquia Lusitana (fóls. 170, 170 v. e 171) – afirmando basear-se numa tradição, já velha, recolhida entre as gentes de Sacavém; também Miguel de Moura, nas suas inéditas Memórias da Fundação do Mosteiro de Sacavém, alude a essa lenda existente entre os sacavenenses, que mandou averiguar quando desejou erigir o Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição de Sacavém, no lugar da antiga ermida da Senhora dos Mártires, em 1577.
 
Contudo, não há quaisquer provas históricas que corroborem a existência de facto deste combate; as fontes coevas da conquista (como a conhecida Carta do cruzado inglês Randulfo ao clérigo Osberto de Baldreseia – a moderna Bawdsey, no Suffolk –, a qual relata em pormenor a expugnação da cidade), não fazem qualquer alusão a este embate às margens do rio de Sacavém.
 
No século XIX, o grande historiador e político Alexandre Herculano foi o primeiro a pôr em causa este facto, na sua conhecida História de Portugal. Hoje em dia, ela é comummente tida como sendo praticamente lendária, pelo menos com os contornos com que foi descrita...
 
O que pode realmente ter acontecido...
 
Segundo alguns historiadores, a tradição popular muito provavelmente encarregou-se de fazer de uma pequena escaramuça, sem qualquer significado prático, entre mouros e cristãos, um evento grandioso, no qual participariam não só o rei de Portugal como até a própria Virgem Maria (para conferir maior solenidade ao facto). Se no que toca à aparição da Virgem a meio do combate, apenas a crença e a fé de cada um podem falar, já sobre a presença pessoal de Afonso Henriques no combate há as mais variadas dúvidas.
 
É altamente pouco crível que em Sacavém se tenham ajuntado mouros vindos de locais tão longínquos como Óbidos, Tomar, ou Torres Novas. Contudo, não é inverosímil que se tenha aí travado algum recontro entre forças cristãs e muçulmanas, mais ou menos sanguinolento.
 
De facto, é inegável que, tomada Lisboa em 1147, as povoações à sua volta ainda em mãos de muçulmanos teriam que cair, quer entregando-se voluntariamente – como sucedeu, v. g., com Sintra –, quer dando batalha aos cristãos – o que nos parece menos provável, pois seriam mínimas as probabilidades de êxito. Se atentarmos na tradição fixada por Frei António Brandão, provavelmente terá sido isto que sucedeu em Sacavém (porém, não teria o combate sido travado antes da queda de Lisboa, mas talvez – a ter existido – depois da conquista da capital...).
 
De igual modo, os números do relato de Frei António Brandão são exagerados (como o costumam ser sempre neste tipo de eventos até ao dealbar da Idade Contemporânea), e dão a vantagem aos muçulmanos – como também é típico numa narração deste tipo, que não pretende o rigor histórico absoluto, antes apenas a apologia da parte mais pequena no campo de batalha, ou seja, dos cristãos. Se a superioridade muçulmana foi real ou se se trata apenas de um dado para engrandecer a vitória cristã, não nos é possível deduzir. Seja como for, o resultado final parece não carecer de contestação.
 
Enfim, a misteriosa aparição de estrangeiros a meio da batalha, pode ser tão lendária quanto o resto da história, ou talvez tenha algum fundo de verdade. Se é certo que Afonso Henriques tomou Lisboa com a ajuda dos cruzados, podemos fazer duas conjecturas: a de que, a meio da referida batalha do Rio de Sacavém, tenham surgido esses homens com aspecto diferente, língua diferente, até trajos diferentes, para ajudar os quase vencidos portugueses a triunfar dos muçulmanos em Sacavém (o que, aos olhos da mentalidade medieval, apenas se podia explicar como um milagre, de que resultou a reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Vitória e a edificação da ermida de Nossa Senhora dos Mártires, como já se disse); ou a de que, circulando histórias sobre essa gente estrangeira que teria capturado Lisboa aos mouros, os habitantes de Sacavém, desejando embelezar a sua «história», tenham adicionado a sua presença ao relato.
 
Seja ou não verídico, ainda hoje, contudo, a memória do confronto é evocada, pelo menos, nas armas da cidade – o escudo de vermelho relembra precisamente o sangue derramado na batalha do rio de Sacavém pelos guerreiros cristãos.
 
 
O fundo vermelho do escudo de armas de Sacavém evoca a mítica batalha travada no Rio de Sacavém em 1147

Fonte: Wikipédia.
 
 
21
Set06

Stonehenge

Praia da Claridade

 
Stonehenge e a sua localização de na Grã-Bretanha
 
 
 

Stonehenge é um monumento megalítico da Idade do Bronze, localizado próximo a Amesbury, no condado de Wiltshire, a cerca de 13 km (8 milhas) a noroeste de Salisbury, na Inglaterra.
 
Seria Stonehenge um calendário antigo?
Ou um templo?
Ou uma grande piada?
 
Há provavelmente uma centena de mitos e lendas sobre Stonehenge e a vários povos são atribuídos a edificação deste grande monumento: Dinamarqueses, Romanos, Saxões, Gregos, Atlânticos, Egípcios, Fenícios, Celtas, Merlin, e, é claro, Aliens.
 
Stonehenge parece ter sido projectado para permitir a observação de fenómenos astronómicos - solstícios do Verão e do Inverno, eclipses, e mais. Uma das opiniões mais populares fora a de John Aubrey, a quem primeiro ligou Stonehenge aos Druidas. No século XVII, antes do desenvolvimento de métodos de datamento arqueológico e da pesquisa histórica exata, o arqueólogo supôs que Stonehenge e outras estruturas megalíticas foram construídas pelos Druidas (pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta).
 
Esta ideia (e uma colecção de falsas noções relacionadas) tornaram-se inquestionáveis na opinião da cultura popular do século XVII até os dias actuais, sendo que, na verdade, os Druidas não tiveram nenhuma participação na construção dos anéis de pedra, pois só apareceram na Grã-Bretanha após 300 AC. Mais de 1500 anos após os últimos anéis de pedra serem construídos, porém, algumas evidências sugerem que os Druidas encontraram os anéis de pedra e os usaram para fins religiosos.
 
Outros arqueólogos sugeriram que estes monumentos foram construídos pelos Romanos, mas esta ideia é ainda mais improvável que a teoria dos Druidas, já que os Romanos nunca pisaram nas Ilhas britânicas até 43 DC, quase 2000 anos após a construção dos anéis de pedra.
 
Durante os séculos XIX e XX, alguns arqueólogos atribuíram a construção de Stonehenge e outros anéis da pedra aos Egípcios e outros povos.
 
Somente com o desenvolvimento do método de datação histórica a partir do carbono-14 se descobriram as datas aproximadas para os anéis de pedra, porém nenhuma explicação da sua função. Durante décadas, os arqueólogos supuseram que a sua função se limitava às actividades de rituais e sacrifícios, mas pesquisas fora dos limites ortodoxos começaram a sugerir usos alternativos.
 
Nos anos 50 e 60, o professor Alexander Thom, coordenador da universidade de Oxford e o astrónomo Gerald Hawkins, abriram caminho para um novo campo de pesquisas, chamado de arqueoastronomia - o estudo astronómico de civilizações antigas. Conduziram exames precisos nos anéis de pedra e nos numerosos outros tipos de estruturas. Thom e Hawkins descobriram muitos alinhamentos astronómicos significativos entre as pedras. Esta evidência sugeriu que os anéis de pedra foram usados como observatórios astronómicos. Além disso, os arqueoastrónomos revelaram as habilidades matemáticas extraordinárias e a sofisticação da engenharia que os ingleses nativos desenvolveram antes das culturas dos egípcios. Dois mil anos antes do teorema de Pitágoras, descobriu-se que os construtores de Stonehenge incorporavam conhecimentos matemáticos (o conceito e o valor do {Pi} ) nos seus anéis de pedra.
 
Stonehenge, o mais visitado e bem conhecido dos anéis de pedra britânicos, é uma estrutura composta, construída durante três períodos distintos:
 
No período I (3100 AC), Stonehenge era uma vala circular com um banco de pedras interno, com um círculo de 97,54 metros de diâmetro, e uma única entrada; 56 misteriosos furos em torno do seu perímetro (com restos de cremações humanas); e um santuário de madeira no meio. O círculo foi alinhado com o pôr do sol do último dia do Inverno, e com as fases da lua.
 
O período II (2150 AC) deu-se a recolocação do santuário de madeira, a construção de dois círculos de pedras azuis (pedras pintadas com um matiz azulado), alargamento da entrada, a construção de uma “avenida” de entrada marcada pelas valas paralelas alinhadas ao sol nascente do primeiro dia do Verão, e a elevação do círculo de fora, com 35 pedras que pesavam toneladas. As altas pedras azuis, que pesam quatro toneladas, foram transportadas das montanhas no Wales, 24 quilómetros ao norte.
 
Durante o período III (2075 AC), as pedras azuis foram derrubadas e pedras enormes - que estão ainda hoje - foram erguidas. Estas pedras, medindo em média 5,49 metros de altura e pesando 25 toneladas, foram transportadas do norte por 19 quilómetros. Entre 1500 e 1100 AC, aproximadamente sessenta das pedras azuis foram restauradas e postas num círculo dentro de outro círculo, e outras dezanove foram colocadas em forma ferradura, também dentro do círculo. Estima-se que as três fases da construção requereram mais de trinta milhões de horas de trabalho. Estudos recentes indicam ser improvável que Stonehenge estivesse terninado muito após 1100 AC. As teorias actuais, a respeito da finalidade de Stonehenge, sugerem o seu uso simultâneo para observações astronómicas e funções religiosas. Recolhendo os dados a respeito do movimento de corpos celestiais, as observações de Stonehenge foram usadas para indicar os dias apropriados no ciclo ritual anual.
 
Nesta consideração, é importante mencionar que a estrutura não foi usada somente para determinar o ciclo agrícola, uma vez que nesta região o solstício de Verão ocorre bem após o começo da estação de crescimento; e o solstício de Inverno bem depois que da colheita terminada. A respeito de sua forma e função arquitectónicas, os estudiosos sugeriram que Stonehenge - especialmente os seus círculos mais antigos - pretendia ser a réplica de um santuário de pedra, sendo que os de madeira eram mais comuns em épocas Neolíticas.
 
Formações circulares de pedras com a função de templo/calendário foram "marcas registadas" de culturas pré-históricas, que com a sua construção, estabeleciam um vínculo cerimonial e transcendental entre os seus ciclos vitais e a mecânica celeste. Uma característica comum destes sítios é a existência de alinhamentos especiais de blocos de pedras e do Sol, marcando os solstícios de Inverno e/ou de Verão, entre outras marcações, tais como registos do calendário anual e das fases da Lua.
 
No dia 21 de Junho, o sol nasce em perfeita exactidão sob a pedra principal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
20
Set06

Papa João XXI, nascido em Portugal

Praia da Claridade

 
Papa João XXI, nascido Pedro Julião, mais conhecido por Pedro Hispano, nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1215
 
Papa João XXI, nascido Pedro Julião, mais conhecido por Pedro Hispano,
nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1215
 
 
 

João XXI nascido Pedro Julião, mais conhecido como Pedro Hispano, (1215 - 20 de Maio de 1277) foi papa entre 20 de Setembro de 1276 até à data da sua morte, tendo sido também um famoso médico, professor e matemático português do Século XIII. Pedro Julião nasceu em Lisboa no ano de 1215, filho do médico Julião Rebelo e de Teresa Gil.
 
Começou os seus estudos na escola episcopal da catedral de Lisboa, tendo mais tarde entrado na Universidade de Paris (alguns historiadores afirmam que terá sido na Universidade de Montpellier) onde estudou medicina e teologia, dedicando especial atenção a palestras de dialéctica, lógica e sobretudo a física e metafísica de Aristóteles
.
 
Entre 1245 e 1250 ensinou medicina na Universidade de Siena (cidade e sede de comuna italiana na região da Toscana), onde escreveu algumas obras, entre as quais se destaca as Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica
durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias.
 
Em 1272 foi nomeado arcebispo da secular cidade de Braga e de toda a sua área de influência, sucedendo a D. Martinho Geraldes. Exerceu o cargo até 1274, altura em que foi nomeado cardeal-bispo da diocese suburbicária de Frascati. Nessa situação participou no conclave que, após a morte do Papa Adriano V, a 18 de Agosto de 1276, o elegeu Papa a 13 de Setembro, sendo coroado no dia 20 de Setembro
 (faz hoje 730 anos).
 
Faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo
, cujas obras acompanhava. Ficou ali sepultado até aos dias de hoje.
 
Em Março de 2000, por um especial empenho do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, João Soares, foi-lhe concedido um lugar mais honroso dentro da catedral
, sendo então transladado para a nave central.
Fonte: Wikipédia.
 
 
19
Set06

Ötzi

Praia da Claridade

 
Memorial a Ötzi no Ötztal, com inscrição, nos Alpes italianos
 
Memorial a Ötzi no Ötztal, com inscrição, nos Alpes italianos

  
 

Ötzi é uma múmia que foi encontrada por alpinistas nos Alpes italianos em 1991, numa geleira dos Alpes de Ötztal, perto da fronteira da Áustria com a Itália. Ötzi tem aproximadamente 5.300 anos e é conhecido como a múmia congelada mais velha de que se tem registo. O apelido deriva do nome do vale da descoberta. Ele rivaliza a múmia egípcia "Ginger" no título de mais velha múmia humana conhecida, e oferece uma visão sem precedentes da vida e hábitos dos homens europeus na Idade do Cobre.
 
Descoberta
 
Ötzi foi encontrado por dois turistas alemães, Helmut e Erika Simon, em 19 de Setembro de 1991. Eles primeiro pensaram que se tratasse de um cadáver moderno, como diversos outros que são frequentemente encontrados na região. O corpo foi confiscado pelas autoridades austríacas e levado para Innsbruck, onde a sua verdadeira idade foi finalmente estabelecida. Pesquisas posteriores revelaram que o corpo fora encontrado poucos metros além da fronteira, em território italiano. Ele agora está exposto no Museu de Arqueologia do Tirol do Sul, Bolzano, Itália.
 
Análise científica
 
O corpo foi extensamente examinado, medido, radiografado e datado. Os tecidos e o conteúdo dos intestinos foram examinados ao microscópio, assim como o pólen encontrado nos seus artefactos.
 
Quando morreu, Ötzi tinha entre 30 e 45 anos e aproximadamente 160 cm de altura. A análise do pólen e da poeira e a composição isotópica do esmalte dos seus dentes indica que ele passou a sua infância perto da actual aldeia de Feldthurns, ao norte de Bolzano, mas que mais tarde viveu em vales a cerca de 50 km ao norte.
 
Ele tinha 57 tatuagens, algumas das quais eram localizadas em (ou perto de) pontos que coincidem com os actuais pontos de acupunctura, que podem ter sido feitas para tratar os sintomas de doenças de que Ötzi parece ter sofrido, como parasitas digestivos e artrose. Alguns cientistas acreditam que esses pontos indicam uma primitiva forma de acupunctura.
 
As suas roupas, incluindo uma capa de grama entrelaçada, casaco e calçados de couro, eram bastante sofisticadas. Os sapatos eram largos e à prova de água, aparentemente feitos para caminhar na neve; as solas eram feitas de pele de urso, a parte superior de couro de veado e uma rede feita de cascas de árvores. Tufos de grama macia envolviam o pé dentro do sapato, servindo de isolante térmico.
 
Outros artefactos encontrados junto a Ötzi foram um machado de cobre com cabo de teixo, uma faca de sílex e cabo de freixo, uma aljava cheia de flechas e um arco de teixo inacabado que era mais comprido do que o Ötzi.
 
Entre os objectos de Ötzi havia duas espécies de cogumelos, uma das quais (fungo de bétula) é conhecida pelas suas propriedades antibacterianas, e parece ter sido usada para fins medicinais. O outro cogumelo era um tipo de fungo que pega fogo facilmente, incluído com partes do que parece ter sido um kit para começar fogo. O kit continha restos de mais de 12 plantas diferentes, além de pirite (sulfureto metálico) para a criação de faíscas.
 
Causa mortis
 
Os cientistas não sabem exactamente de que o "homem das neves", como Ötzi ficou conhecido, morreu. Análises dos intestinos de Ötzi mostraram duas refeições, uma de carne de bode da montanha, a segunda de carne de veado, ambas consumidas com alguns cereais. Pólen na segunda refeição mostra que foi consumida numa floresta de coníferas a meia-altitude.
 
Primeiramente supôs-se que fosse um pastor levando o seu rebanho para as montanhas e que foi surpreendido por uma tempestade de neve. Dada a sua relativa alta idade, não teria resistido ao esforço e morrido.
 
No entanto, a análise ADN revelou traços de sangue de quatro outros indivíduos nos seus equipamentos: um da sua faca, dois da mesma flecha e o último do seu casaco. Em Julho de 2001, dez anos após a descoberta do corpo, uma tomografia axial computorizada (TAC) revelou que Ötzi tinha o que parecia ser uma ponta de flecha no seu ombro, mais precisamente na omoplata, combinando com um pequeno furo no seu casaco. O cabo da flecha havia sido removido. Ele também tinha um profundo ferimento na palma da mão direita, que atingiu a carne, tendões e o osso.
 
A partir de tais evidências e de exames das armas, o biólogo molecular Thomas Loy, da Universidade de Queensland, acredita que Ötzi e um ou dois companheiros fossem caçadores que participaram numa luta contra um grupo rival. Num certo momento, ele pode ter carregado (ou ter sido carregado por) um companheiro. Enfraquecido pela perda de sangue, Ötzi aparentemente largou os seus equipamentos contra uma rocha, deitou-se e expirou.
 
No entanto, outros cientistas afirmam que a ponta de flecha já estava há bastante tempo no corpo de Ötzi, talvez meses, e essa não podia ter sido a causa mortis.
Fonte: Wikipédia.
 
 
18
Set06

O Monte Capitólio

Praia da Claridade

 
A Piazza del Campidoglio (Praça do Capitólio), Roma, com a imponente estátua de Marco Aurélio ao centro.
 
A Piazza del Campidoglio (Praça do Capitólio), Roma,
com a imponente estátua de Marco Aurélio ao centro.
 
 

O Monte Capitólio (em italiano: Campidoglio), ou monte Capitolino, é uma das famosas sete colinas de Roma. Trata-se da colina mais baixa, com dois picos separados por uma depressão. Era local facilmente defensável, com alta escarpa excepto no lado que se vira para o Quirinal. Segundo a lenda, os Sabinos puderam tomar a colina apenas pela traição de Tarpéia. A rocha Tarpéia, de onde os criminosos eram atirados, guardaria o seu nome. Quando os Gauleses invadiram Roma, em 390 a.C., o monte Capitolino foi a única zona da cidade que não foi capturada pelos bárbaros.
 
No lado do pico do sul, ou Capitolium, entre o Fórum Romano e o Campus Martius (Campo Marzio), erguia-se o templo da Tríade Capitolina — os deuses Júpiter, a sua companheira Juno e a filha de ambos, Minerva — iniciado pelo último rei de Roma Lucius Tarquinius Superbus (Tarquínio, o Soberbo), e considerado um dos maiores e mais belos templos da cidade. No lado do pico do norte, ou Arx, a partir do século IV a.C., levantava-se o templo de Juno Moneta, no actual local da igreja de Santa Maria in Aracoeli. No pequeno vale entre ambos, hoje ocupado pela Praça do Campidoglio, ficava o Asylum, santuário que a lenda faz recuar aos tempos de Rómulo que oferecia refúgios aos perseguidos. Do lado leste, o Tabularium, arquivo estatal romano. No sopé da colina, no local da actual igreja de Giuseppe del Falegnami, a prisão Mamertina, onde provavelmente estiveram detidos os apóstolos Pedro e Paulo.
 
O monte Capitolino é referido inúmeras vezes durante a História de Roma: nele Brutus e os assassinos refugiaram-se, dentro do Templo de Júpiter, após o assassinato de César; foi aqui que Gracchi morreu; aqui, os triunfantes generais podiam contemplar a cidade pela qual lutavam; foi aqui que os Sabinos, perante a Cidadela, perpetraram dentro da cidade, com a ajuda da infame Virgem Vestal, Tarpeia, filha de Spurius Tarpeius, que foi mais tarde o primeiro a morrer nas rochas. Aqui foram assassinados criminosos políticos, atirados pela encosta da colina, para caírem nas afiadas Rochas Tarpeianas, mais abaixo. Quando Júlio César sofreu um acidente durante o seu Triunfo (segundo as crenças da época, indicando claramente a sua ira e o castigo a César pelas suas acções durante as Guerras Civis), aproximou-se da colina em direcção ao templo de Júpiter em joelhos, na tentativa de subverter as infelizes premonições (César seria assassinado seis meses depois).
 
De 1536 a 1546, o papa Paulo III encarregou Michelangelo de redesenhar a praça e transformar o Campidoglio — como os Romanos o tornaram conhecido — com os seus três palácios que preenchem o espaço trapezoidal, aproximados de uma escadaria famosa, a Cordonata, encabeçada pelas duas grandes estátuas dos Dioscuri (os míticos Castor e Polux). A ideia de redesenhar a praça nasceu quando se preparava a visita do imperador Carlos V em 1536. Miguel Angelo incluiu nos seus planos o palácio dos senadores, construído no século XII, e os alicerces do Tabularium e do edifício do lado sul, que datava do século XIV, hoje Palácio dos Conservadores (palazzo dei conservatori). A ideia do grande artista foi transformar o monumento equestre ao imperador Marco Aurélio, transferido para o Capitólio em 1538, na principal atracção.
 
Contrapondo a orientação clássica do monte Capitolino, que se virava para o Fórum, o artista rodou as atenções para a Roma Papal. A construção da praça progrediu muito lentamente e outros arquitectos terminariam as ideias de Miguel Ângelo, pois a praça só seria terminada no século XVII. A impressionante fachada com pilastras coríntias do Palácio dos Conservadores, por exemplo, se deve a Giacomo della Porta (executada de 1564 a 1568). Os três palácios compõem actualmente os importantes Museus Capitolinos: estes edifícios do Palazzo Nuovo e do Palazzo dei Conservatori mostram, nas suas estupendas galerias, o núcleo da colecção do papa Sisto IV iniciada em 1471.
 
A piazza del Campidoglio continua a ser importante, pois nela foi assinado o Tratado de Roma em 1957 e o Palácio dos Senadores (palazzo del Senatori) é a sede oficial do prefeito da cidade. A igreja de Santa Maria in Aracoeli está adjacente à praça.
Fonte: Wikipédia.
 
 
17
Set06

Guerra Junqueiro

Praia da Claridade

 
Guerra Junqueiro
 


Abílio Guerra Junqueiro ( 1850– 1923 ) foi bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra, alto funcionário administrativo, político, deputado, jornalista, escritor e poeta. Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada “Escola Nova”. Poeta panfletário, a sua poesia ajudou criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República.
 
Biografia
 
Nasceu em Freixo de Espada à Cinta (distrito de Bragança) a 17 de Setembro de 1850, fazia hoje 156 anos,  filho do negociante e lavrador abastado José António Junqueiro e de sua mulher D. Ana Guerra. A mãe faleceu quando Guerra Junqueiro contava apenas 3 anos de idade.
 
Estudou os preparatórios em Bragança, matriculando-se em 1866 no curso de Teologia da Universidade de Coimbra. Compreendendo que não tinha vocação para a vida religiosa, dois anos depois transferiu-se para o curso de Direito. Terminou o curso em 1873.
 
Entrando no funcionalismo público da época, foi secretário-geral do Governador Civil dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros. Faleceu em Lisboa a 7 de Julho de 1923.
 
Obra literária
 
Guerra Junqueiro iniciou a sua carreira literária de maneira promissora em Coimbra no jornal literário A Folha, dirigido pelo poeta João Penha, do qual mais tarde foi redactor. Aqui cria relações de amizade com alguns dos melhores escritores e poetas do seu tempo, grupo geralmente conhecido por Geração de 70.
 
Guerra Junqueiro desde muito novo começou a manifestar notável talento poético, e já em 1868 o seu nome era incluído entre os dos mais esperançosos da nova geração de poetas portugueses. No mesmo ano, no opúsculo intitulado O Aristarco Português, apreciando-se o livro Vozes Sem Eco, publicado em Coimbra em 1867 por Guerra Junqueiro, já se prognostica um futuro auspicioso ao seu autor.
 
No Porto, na mesma data, aparecia outra obra, Baptismo de Amor, acompanhada dum preâmbulo escrito por Camilo Castelo Branco; em Coimbra publicara Guerra Junqueiro a Lira dos Catorze Anos, volume de poesias; e em 1867 o poemeto (poema pequeno) Mysticae Nuptiae; no Porto a casa Chardron editara-lhe em 1870 a Vitória da França, que depois reeditou em Coimbra em 1873.
 
Em 1873, sendo proclamada a República em Espanha, escreveu ainda nesse ano o veemente poemeto À Espanha Livre. Em 1874 apareceu o poema A Morte de D. João, edição feita pela casa Moré, do Porto, obra que alcançou grande sucesso. Camilo Castelo Branco consagrou-lhe um artigo nas Noites de Insónia, e Oliveira Martins, na revista Artes e Letras.
 
Vindo residir para Lisboa, foi colaborador em prosa e em verso, de jornais políticos e artísticos, como a Lanterna Mágica, com a colaboração de desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro. Em 1875 escreveu o Crime, poemeto a propósito do assassínio do alferes Palma de Brito; a poesia Aos Veteranos da Liberdade; e o volume de Contos para a Infância. No Diário de Notícias também publicou o poemeto Fiel e o conto Na Feira da Ladra. Em 1878 publicou em Lisboa o poemeto Tragédia Infantil.
 
Uma grande parte das composições poéticas de Guerra Junqueiro está reunida no volume que tem por título A Musa em Férias, publicado em 1879. Neste ano também saiu o poemeto O Melro, que depois foi incluído na Velhice do Padre Eterno, edição de 1885. Publicou Idílios e Sátiras, e traduziu e coleccionou um volume de contos de Hans Christian Andersen e outros.
 
Após uma estada em Paris, aparentemente para tratamento de doença digestiva contraída durante a sua permanência nos Açores, publicou em 1885 no Porto A velhice do Padre Eterno, obra que provocou acerbas réplicas por parte da opinião clerical, representada na imprensa, entre outros, pelo cónego Sena Freitas.
 
Quando se deu o conflito com a Inglaterra sobre o "mapa cor-de-rosa", que culminou com o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1891, Guerra Junqueiro interessou-se profundamente nesta crise nacional, e escreveu o opúsculo Finis Patriae, e a Canção do Ódio, para a qual Miguel Ângelo escreveu a música. Posteriormente publicou o poema Pátria. Estas composições tiveram uma imensa repercussão, contribuindo poderosamente para o descrédito das instituições monárquicas.
 
 
1850: Nasce, a 17 de Setembro, no lugar de Ligares, Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança;
1866: Frequenta o curso de Teologia na Universidade de Coimbra;
1867: «Vozes Sem Eco»;
1868: «Baptismo de Amor». Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
1873: «Espanha Livre». Colaboração de Guerra Junqueiro em «A Folha» de João Penha. É bacharel em Direito;
1874: «A Morte de D. João»;
1875: Primeiro número de «A Lanterna Mágica» em que colabora;
1878: É nomeado Secretário Geral do Governo Civil em Angra do Heroísmo;
1879: «A Musa em Férias». Adere ao Partido Progressista. É transferido de Angra do Heroísmo para Viana do Castelo e eleito para a Câmara dos Deputados;
1880: Casa a 10 de Fevereiro com Filomena Augusta da Silva Neves. A 11 de Novembro nasce a filha Maria Isabel;
1881: Nasce a filha Júlia. Interditada por demência vem a ser internada no Porto;
1885: «A Velhice do Padre Eterno». Criação do movimento «Vida Nova» do qual Guerra Junqueiro é simpatizante;
1887: Segunda viagem de Guerra Junqueiro a Paris;
1888: Constitui-se o grupo «Vencidos da Vida». «A Legítima»;
1890: «Finis Patriae». Guerra Junqueiro é eleito deputado pelo círculo de Quelimane;
1895: Vende a maior parte das colecções artísticas que acumulara;
1896: «A Pátria». Parte para Paris;
1902: «Oração ao Pão»;
1903: Reside em Vila do Conde;
1904: «Oração à Luz»;
1905: Visita a Academia Politécnica do Porto e instala-se nesta cidade;
1908: É candidato do Partido Republicano pelo Porto;
1910: É nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da República Portuguesa junto da Confederação Suiça, em Berna;
1911: Homenagem a Guerra Junqueiro no Porto;
1914: Exonera-se das funções de Ministro Plenipotenciário;
1920: «Prosas Dispersas»;
1923: Morre a 7 de Julho, em Lisboa.
Fonte: Wikipédia.
 
 
16
Set06

O Ozono

Praia da Claridade

 
16 de Setembro
Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono

 
Buraco na camada de ozono em 01 de outubro de 2001. Cortesia NASA. 
 
Buraco na camada de ozono em 01 de outubro de 2001. Cortesia NASA.
 
 

O Ozono é de composição molecular (O3), forma-se quando as moléculas de oxigénio (O2) se rompem devido à radiação ultravioleta e os átomos separados se combinam individualmente com outras moléculas de oxigénio.
 
Ozonosfera
 
A camada de ozono situa-se entre 16 a 30 quilómetros de altitude. Nesta região a camada é tão rarefeita que, se fosse comprimida à pressão atmosférica ao nível do mar, a sua espessura não ultrapassaria três milímetros. Esta camada tem a propriedade de absorver a radiação ultravioleta do Sol, por este motivo, sem a protecção do Ozono, as radiações causam graves danos aos organismos vivos que habitam a superfície do planeta Terra.
 
O que é Ozono
 
O Ozono (O3), é uma variedade alotrópica do elemento oxigénio (O), que ao invés de dois átomos contém três. A sua coloração é azul pálida. Este gás é extremamente oxidante e reactivo e a sua ocorrência natural é em pequenas quantidades na estratosfera.
 
Produção, liquefacção, solidificação e decomposição
 
Para produzir Ozono artificialmente, o processo dá-se com a passagem de um arco voltaico de alta tensão através de uma corrente de Oxigénio ou ar seco. A composição química do Ozono foi estabelecida em 1872. Naquela época descobriu-se que é cinquenta por cento mais denso que o oxigénio. O gás liquefaz-se à temperatura de -112° C, o seu congelamento dá-se a -251,4° C e a sua decomposição ocorre acima de 100° C, ou em temperatura ambiente quando usados catalisadores. Liquefeito, a sua coloração é azul-escura.
 
Existem vários métodos para a obtenção do Ozono industrial, um destes é a liquefacção, onde se utiliza uma mistura de Oxigénio-Ozono. No processo, esta separa-se em duas camadas, das quais a mais densa contém cerca de 75% de Ozono. Devido à sua extrema instabilidade e reactividade, os processos de produção são extremamente delicados e trabalhosos.
 
Utilização comercial
 
Na indústria, o Ozono é utilizado em misturas com outros gases devido à sua poderosa capacidade como agente oxidante, sobretudo na transformação de alcenos em aldeídos, cetonas ou ácidos carboxílicos. Também é um poderoso germicida, empregado na esterilização de água potável e na remoção de sabores e odores indesejáveis. Também serve como agente branqueador para compostos orgânicos.
 
Ocorrência na Atmosfera
 
Sabe-se que na atmosfera, a maior ocorrência de ozono natural se dá entre trinta e cinquenta quilómetros de altitude. No final do século XX foram constatadas formações e ampliações de buracos na camada de ozono, principalmente sobre o Pólo Sul. Acredita-se que grande parte do aumento do buraco da camada de Ozono, ocorre pelo uso desenfreado de produtos à base clorofluorcarbonetos (CFCs) e hidrocarbonetos alifáticos halogenados (halons), que liberam gases destruidores do Ozono.
 
Ozono como poluente
 
Curiosamente o ozono presente na troposfera é um perigoso poluente que, para além de provocar problemas respiratórios e o smog, degrada tecidos e danifica plantas, o que contrasta com o papel protector que geralmente é atribuído ao ozono estractosférico. O Ozono é produzido, principalmente, por motores. Isso inclui tanto os motores a combustão como os eléctricos.
 
Névoa seca (também conhecida por haze, smog ou nevoeiro fotoquímico) é formada quando há a condensação de vapor de água, porém, em associação com a poeira, fumaça e outros poluentes, o que dá um aspecto acinzentado ao ar. É muito comum a ocorrência desse fenómeno nas grandes cidades e metrópoles, sobretudo nos dias frios de Inverno, quando ocorrem associados à presença de uma inversão térmica.
Fonte: Wikipédia.
 
 
15
Set06

Bocage

Praia da Claridade

 
Manuel Maria Barbosa du Bocage
  
  
 Já Bocage não sou!...
À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
(...)
Bocage


Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage (Setúbal, 1765 – Lisboa, 1805), poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.
 
Nascido em Setúbal às três horas da tarde de 15 de Setembro de 1765, fazia hoje 241 anos, falecido em Lisboa na manhã de 21 de Dezembro de 1805, era filho do bacharel José Luís Soares de Barbosa, que foi juiz de fora, ouvidor, e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Xavier l’Hedois Lustoff du Bocage, cujo pai era francês.
 
A sua mãe era segunda sobrinha da célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage, tradutora do Paraíso de Milton, imitadora da Morte de Abel, de Gessner, e autora da tragédia As Amazonas e do poema épico em dez cantos A Columbiada, que lhe mereceu a coroa de louros de Voltaire e o primeiro prémio da academia de Rouen.
 
Apesar das inúmeras biografias publicadas após a sua morte, uma boa parte da sua vida permanece um mistério. Não sabemos que estudos fez, embora se deduza da sua obra que estudou os clássicos e as mitologias grega e latina, que estudou francês e também latim. A identificação das mulheres que amou é muito duvidosa e discutível.
 
A sua infância foi infeliz. O seu pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha 6 anos de idade e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando ele tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I. Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.
 
Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau “Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena”, que fez escala no Rio de Janeiro (finais de Junho) e na Ilha de Moçambique (início de Setembro) e chegou à Índia em 28 de Outubro de 1786. Em Pangim, frequentou de novo estudos regulares de oficial de marinha. Foi depois colocado em Damão, mas desertou, embarcando para Macau. Estranhamente, não foi punido e deverá ter regressado a Lisboa em meados de 1790.
 
A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras. Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades. Em 1791, foi publicada a 1.ª edição das “Rimas”. Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia, Pina Manique, que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797, dado ordem de prisão a Bocage por ser “desordenado nos costumes”. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.
 
De 1799 a 1801 trabalhou sobretudo com Frei José Mariano da Conceição Veloso, um frade brasileiro, politicamente bem situado e nas boas graças de Pina Manique, que lhe deu muitos trabalhos para traduzir. A partir de 1801, até à morte por aneurisma, viveu em casa por ele arrendada no Bairro Alto, naquela que é hoje o nº 25 da travessa André Valente.
 
Para a biografia do poeta pode consultar-se o seguinte: Memorias sobre a vida de Manuel Maria Barbosa de Bocage, por António Maria do Couto; Vida de M. M. B. du B. por José Maria da Costa e Silva, no tomo IV das Poesias publicadas por Marques Leão; Biographia, que Rodrigo Felner publicou em 1846, no Panorama, vol. IX; Noticia da vida e obras de M. M. de B. du B., por José Feliciano de Castilho; Memoria biographica e litteraria àcerca de M. M. de B. du B., de Rebelo da Silva, e também no Estudo biographico e litterario, na edição completa das Poesias de Bocage, feita, em 1853, e no tomo X do Panorama, do mesmo ano. Os documentos para a biographia de M. M. de B. du B. por F. N. Xavier, no Archivo Universal; Bocage, por Teófilo Braga.
 
Recentemente foi publicada a biografia de Adelto Gonçalves, Bocage, o perfil perdido. Editorial Caminho, Lisboa, 2003, ISBN 972-21-1561-8.
 
15 de Setembro, hoje, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.
Fonte: Wikipédia.
 
 
14
Set06

História do Egipto

Praia da Claridade

 
Imagem satélite da região do Delta do Nilo - Egipto
 
Imagem satélite da região do Delta do Nilo - Egipto

  
 

A História do Egipto corresponde a uma das mais longas histórias de um território do mundo.

Pré-História
 
Durante o Paleolítico o clima do Egipto sofreu uma alteração, passando de um clima húmido e equatorial para um clima seco. O processo de desertificação da região que é o hoje o Saara, concentrou no vale do Rio Nilo as populações circundantes.
 
No quinto milénio o Vale do Nilo, já com as características climáticas actuais, conheceu uma série de culturas neolíticas (Faium, Tasa, Merimde...). Os habitantes do Egipto domesticaram animais como o porco, o boi e cabra e cultivaram o trigo e a cevada.
 
O quarto milénio a.C. corresponde àquilo que a historiografia designa como o período pré-dinástico (ou proto-dinástico). Nele surge o cobre e na região do Alto Egipto surgem sucessivamente três civilizações: a badariense, a amratiense e gerzeense. Esta última civilização acabaria por se difundir por todo o território do Egipto.
 
O Egipto otomano (1517-1798)
 
Em 1516 e 1517, o sultão Selim I derrotou os Mamelucos e o Egipto transforma-se numa província do Império Otomano, governada por um paxá nomeado anualmente. A autoridade do Império Otomano era escassa e os paxás tomavam frequentemente decisões à margem dos desejos do sultão, que se contentava em receber o tributo, apenas exigindo que as fronteiras fossem vigiadas para evitar qualquer tipo de intrusão. As antigas elites mamelucas conseguiram penetrar as estruturas administrativas e continuar a governar o Egipto. Embora colaborassem com os otomanos por vezes desafiavam o seu poder. A este período corresponde um declínio económico e cultural.
 
No século XVII desenvolve-se uma elite de mamelucos que usava o título de "bey", ao mesmo tempo que as guerras entre duas facções de mamelucos devastam o país. No século XVIII, Ali Bey e o seu sucessor, Muhammad Bey, conseguiram fazer do Egipto um território independente face ao Império Otomano. Por outro lado, a situação económica do Egipto degradara-se e a população conheceu uma fase de penúria e fome.
 
Neste contexto de um Egipto debilitado, a França e a Inglaterra começaram a alimentar ambições em relação ao território. Em 1798 o general Napoleão Bonaparte invadiu o país para tentar desestabilizar o comércio inglês na região.
 
Mehemet Ali e os seus sucessores
 
Napoleão fugiu do Egipto para França em 1799, deixando atrás um exército de ocupação. Este exército seria expulso pelos otomanos e pelos ingleses em 1801, terminando a breve ocupação francesa. O Egipto conhece um período de desordem que acaba em 1805 quando um soldado albanês de nome Mehemet Ali toma o poder.
 
Depois de repelir a invasão inglesa de 1807, Mehmet Ali dedicou-se a acabar com as revoltas constantes dos Mamelucos que ameaçavam a estabilidade do país. Para atingir tal objectivo reúne-os na cidadela do Cairo em 1811 onde organiza o massacre destes.
 
Mehmet Ali declarou-se senhor do Egipto, dono de todas as terras. Ajudado pelos franceses, organiza um exército moderno e criou uma marinha de guerra. Tomou também uma série de medidas que pretendiam modernizar a economia do país, ordenando a construção de canais e fábricas.
 
Independência
 
Em 1922 a Inglaterra concedeu a independência ao Egipto e Ahmad Fuad tornou-se rei com o título de Fuad I. Esta independência era meramente nominal, uma vez que a Inglaterra reserva-se ao direito de intervir nos assuntos internos do país se os seus interesses fossem postos em causa. Em 1923 foi adoptada a constituição do país, que estabelecia uma monarquia constitucional como sistema político vigente. As primeiras eleições para o parlamento tiveram lugar em 1924 e delas saiu vitorioso o partido Wafd, cujo líder, Saad Zaghlul, se tornou primeiro-ministro.
 
O Wafd tinha surgido como partido do desejo em libertar completamente o Egipto do poder britânico. Em Novembro de 1924 o comandante do exército britânico no Egipto foi assassinado e a polícia descobre, a partir das suas investigações, ligações entre a morte do comandante e terroristas associados ao Wafd. Em consequência, o primeiro-ministro Zaghlul demitiu-se.
 
As eleições que tiveram lugar na sequência desta crise dariam de novo a vitória ao Wafd. O rei Fuad, que temia este partido, ordenou o encerramento do parlamento e em 1930, apoiado em políticos opositores do Wafd, impõe uma nova constituição ao Egipto, que reforçava o poder da monarquia.
 
Com a morte de Fuad em 1936, o seu filho, Faruk I, decide restaurar a constituição de 1923. Novas eleições deram a vitória ao Wafd, que formou um governo. No mesmo ano o Egipto e a Inglaterra assinaram um tratado cujos termos levaram a uma redução do número de militares ingleses no país e cimentaram uma aliança militar entre as duas nações. Este tratado permitiu ao Egipto a entrada na Liga das Nações.
 
A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra aumentasse a sua presença militar no Canal do Suez. Embora o país se tenha declarado neutro, muitos líderes nacionalistas egípcios desejavam uma vitória das potências do Eixo, que acreditavam livraria o país da presença inglesa. Em 1942, perante a ofensiva militar da Alemanha sobre a Líbia, o embaixador britânico no Egipto pressionou o rei Faruk a nomear um governo do partido Wafd, uma vez que esta força política tinha assinado o tratado de 1936, dando uma maior segurança à Inglaterra quanto ao posicionamento do Egipto no conflito. Nahas Paxá tornou-se primeiro-ministro e colaborou com os Aliados até ao fim da guerra. Porém o prestígio do Wafd no movimento nacionalista viu-se afectado e o partido perdeu muitos líderes. Numa tentativa de melhorar a sua imagem junto da opinião pública o partido ordenou reformas na educação e promoveu a formação da Liga Árabe (1945).
 
Em 1948 o Egipto e outros países árabes tentaram impedir, sem sucesso, o estabelecimento do Estado de Israel na região histórica da Palestina.
 
A era de Nasser (1952-1970)
 
Na noite de 22 para 23 de Julho de 1952 deu-se um golpe de estado organizado por uma facção do exército conhecida como os "Oficiais Livres", cujo chefe era o general Gamal Abdel Nasser. O rei Faruk foi obrigado a abdicar e como presidente do Conselho foi escolhido o general Muhammad Naguib, que não sendo membro dos "Oficiais Livres", foi escolhido devido à sua popularidade. Em Dezembro do mesmo ano foi abolida a constituição monárquica e em Janeiro do ano seguinte todos os partidos políticos foram proibidos. Naguib ascende à posição de primeiro presidente da proclamada República do Egipto.
 
As simpatias que Naguib nutria pelos antigos partidos políticos e pela Irmandade Muçulmana fizeram com que crescesse a oposição à sua pessoa por parte dos "Oficiais Livres". Naguib acabaria por ser afastado da presidência e colocado sob prisão domiciliária, sendo substituído na sua função por Nasser, eleito como presidente em 1956.
 
Nasser assegurou a retirada dos soldados britânicos do Canal de Suez. A sua política externa ficou marcada pelo recusa do Pacto de Bagdade, uma tentativa britânica em criar uma frente anticomunista no Médio Oriente, na qual se integravam a Turquia, o Iraque, o Irão e o Paquistão contra a União Soviética. Foi também activo no movimento dos países não-alinhados, tendo participado activamente na Conferência de Bandung.
 
O ataque israelita à Faixa de Gaza (então controlada pelo Egipto) fez com que Nasser procurasse armas junto dos países comunistas, uma vez que as potências ocidentais se recusavam a vender armas ao Egipto. Em Setembro de 1955 o Egipto assina um importante acordo sobre fornecimento de armas com a Checoslováquia.
 
Nasser decidiu também construir a barragem do Assuão, projecto que se inseria num plano de irrigação e de electrificação do país, procurando assegurar os empréstimos para a construção junto do Reino Unido, do Banco Mundial e dos Estados Unidos. Este país, inicialmente favorável, recusou-se a fornecer o empréstimo, ao qual Nasser respondeu com a nacionalização do Canal de Suez, acto que gerou uma intervenção conjunta da França e do Reino Unido. Israel uniu-se a estes dois países no ataque ao Egipto, conseguindo conquistar a Faixa de Gaza e grande parte da Península do Sinai. Uma semana depois, os Estados Unidos e a União Soviética asseguraram nas Nações Unidas um cessar-fogo que obrigou à retirada dos territórios ocupados e a França e o Reino Unido saíram humilhados do episódio. Em 1958 o governou da União Soviética comprometeu-se a financiar a construção da barragem.
 
A crise do Suez fortaleceu a imagem de Nasser não só no Egipto, mas em todo o mundo árabe. A 21 de Fevereiro de 1958 Nasser ratifica através de referendo a união do Egipto e da Síria, formando a República Árabe Unida, à qual se juntou o Iémen em Março do mesmo ano. Esta união foi dissolvida em 1961 devido a uma revolta na Síria.
 
Durante os anos 60, Nasser desenvolveu uma série de políticas socialistas. Em 1962 foi publicada uma Carta Nacional, na qual se previa a extensão do controlo do estado às finanças e à indústria. Segundo esta carta, o Estado egípcio estaria fundamentado na existência de um único partido, a União Árabe Socialista.
 
O período Sadat
 
Com a morte de Nasser em 1970, sucedeu-lhe Anwar Sadat, que exercia o cargo de vice-presidente. Sadat seguiu uma política de reaproximação à Arábia Saudita, sem contudo se afastar da União Soviética. Em 1973 o país liderou a coligação de países árabes na Guerra dos Seis Dias, tendo o país conseguido um relativo sucesso, já que reconquistou a Península do Sinai e conseguiu a reabertura do Canal de Suez. A nível económico, Sadat promoveu uma política que se afastava do socialismo de Nasser, incentivando o investimento privado (esta política recebeu o nome de "Intifah", "porta aberta" em árabe).
 
Devido à crise económica que o Egipto atravessava, Sadat teve que reduzir as despesas militares, orientando o país para uma política de paz. Em 1977 fez uma visita histórica a Israel e em 1978 o presidente assinou os Acordos de Camp David, que levaram à paz com aquela nação. Uma das consequências dos acordos foi uma aproximação do Egipto aos Estados Unidos, tendo o país beneficiado de ajuda financeira americana considerável. Porém, esta política de paz com Israel fez com que Sadat fosse odiado pelos vizinhos árabes; o país foi mesmo expulso da Liga Árabe. A 6 de Agosto de 1981 o presidente Sadat foi assassinado por um extremista muçulmano.
 
De Hosni Mubarak aos nossos dias
 
Sadat foi sucedido pelo general Hosni Mubarak, vice-presidente desde 1975, que continuou a política de paz do seu predecessor. Embora continuasse a aproximação do país aos Estados Unidos, verifica-se também um distanciamento em relação a Israel e uma tentativa de reconciliação com os países árabes. Por volta de 1987 a maioria dos países árabes já tinha restabelecido relações diplomáticas com o Egipto, que em 1989 foi readmitido na Liga Árabe.
 
A partir de 1990 os movimentos fundamentalistas islâmicos iniciaram uma série de ataques terroristas, que tinham como principal alvo os turistas ocidentais, com o objectivo de privar o país de uma das suas principais fontes de divisas. Foram também atingidos intelectuais seculares e a minoria copta (coptas: antigos habitantes do Egipto). Em 1990 o presidente do parlamento egípcio Rafaat Mahgub é assassinado por fundamentalistas. O Estado egípcio responde a estes ataques com detenções maciças, execuções e a declaração do estado de emergência.
 
Na Guerra do Golfo (1990-1991), o Egipto tomou partido da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que visava expulsar o Iraque do Kuwait. Em 1993 Mubarak foi eleito pela terceira vez presidente do Egipto.
 
Em 1995 Mubarak consegue escapar a um atentado contra a sua vida, na Etiópia. Em 1999 é reeleito como presidente para um novo período de seis anos, mediante eleições na qual é o único candidato. O presidente defende a luta contra o desemprego que em finais de 1999 atinge 1,5 milhões de egípcios.
 
No ano 2000 o Papa João Paulo II visita o Egipto, pedindo desculpas pelo comportamento da Igreja Católica Romana contra os muçulmanos no passado.
 
Nas eleições para a Assembleia do Povo em Outubro e Novembro de 2000, consagra-se como vencedor o partido do governo, o NDP.
 
Em Setembro de 2005 Hosni Mubarak foi reeleito presidente com 88,6% dos votos, numas eleições consideradas históricas pelo facto de terem sido autorizados outros candidatos. A oposição considerou as eleições uma fraude.
Fonte: Wikipédia.
 
 
13
Set06

Navio Queen Mary 2

Praia da Claridade

 
Navio Queen Mary 2
 
 
 

O RMS Queen Mary 2 foi por muitos anos o maior navio de passageiros do mundo (superado em 2006 pelo Freedom of the Seas). Construído para fazer a mesma rota (Nova Iorque --> Reino Unido) do RMS Titanic, o Queen Mary 2 é operado pela empresa inglesa Cunard proprietária da extinta White Star Line que era proprietária do Titanic.
 
O Queen Mary 2 possui 33 elevadores, cinco piscinas, dez restaurantes, catorze bares, planetário, em 345 metros de comprimento e 72 metros de altura (equivalente a um prédio de 23 andares) pesando 150 mil toneladas. O Queen Mary 2 é mais que um navio, ele foi construído para uma jornada de quarenta anos de navegação, foram usados 2.500 quilómetros de cabos eléctricos no seu interior, 500 km de condutas para petróleo e derivados, e encanamentos, possuindo dois mil banheiros, oito mil telefones, cinco mil degraus de escada, 1.100 portas corta-fogo, 8.350 extintores automáticos, oitenta mil pontos de luz.
 
No seu interior está o maior spa (actividades de lazer saudáveis - "em boa saúde através da água") já construído a bordo de um navio com 1.860 metros e 24 salas de tratamento e um "fitness center" com equipamentos de última geração. Internamente o Queen Mary 2 "carrega" um teatro com 1.094 poltronas com palco que se eleva, e uma visão de 360°. O único planetário instalado num navio está no Queen Mary 2 com 473 poltronas. O navio possui suites de 18 a 210 metros quadrados, e os restaurantes são frequentados de acordo com o padrão social de cada cabine.
 

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