Domingo, 21 de Maio de 2006

A Sé de Braga

 
A Sé de Braga
 
  
 

A Sé de Braga, localiza-se na freguesia da Sé, em Portugal.
 
Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico português, a sua história remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga, correspondendo à restauração da Sé episcopal em 1070, de que não se conservam vestígios. Nesta catedral encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha e sua mulher, Teresa de Leão, os condes do Condado Portucalense, pais do rei D. Afonso Henriques.
 
 
História
 
Em 1128 foi iniciado um edifício de cinco capelas na cabeceira, por iniciativa de D. Paio Mendes, parcialmente destruído pelo terramoto de 1135. Respeitando os cânones arquitectónicos dos Beneditinos clunicenses, os trabalhos foram dirigidos por Nuno Paio.
 
Mais antigos serão os absidíolos, hoje no exterior norte, e talvez alguns elementos do transepto. Em 1268 as obras ainda não estavam concluídas. O edifício continuou a ser modificado com algumas intervenções artísticas, sendo particularmente significativa a galilé, mandada construir, na fachada, por D. Jorge da Costa nos primeiros anos do século XVI e que viria a ser concluída por D. Diogo de Sousa. Este último mandou fazer as grades que agora a fecham, tendo ainda alterado o pórtico principal, (destruindo duas das suas arquivoltas) e mandado executar a abside e a capela-mor, obra de João de Castilho datada do início do século XVI. Em 1688 destacam-se as obras do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, que modificou toda a frontaria ao gosto barroco, mandando executar também o zimbório que ilumina o cruzeiro.
 
Características
 
Templo Principal
 
O templo românico definitivo tinha uma fachada clássica, ladeada por duas torres sineiras onde se abre o portal (arquitectura) principal. O interior é de três naves, com seis tramos e com cobertura de madeira, transepto desenvolvido e uma cabeceira com a abside rodeada por dois absidíolos. Os elementos essenciais desta traça ainda hoje se conservam com excepção da cabeceira. O essencial da escultura românica da Sé sobreviveu até hoje, estando concentrada nos portais (principal e lateral sul, a chamada Porta do Sol) e nos capitéis do corpo do templo.
A igreja possui dois órgãos de tubos, ambos completamente funcionais: o órgão do Evangelho, de 1737 e o órgão da Epístola, de 1739 obra de Simãos Fontanes.
 
Capela de São Geraldo
 
A primitiva capela, da qual apenas resta a estrutura das paredes, foi mandada construir pelo arcebispo Geraldo de Moissac, em honra de São Nicolau. Em 1418-1467 o arcebispo D. Fernando da Guerra, depois de Geraldo ser considerado santo, dedicou a Capela a este arcebispo de Braga, e o santo sepultado no retábulo principal. A capela está decorada em talha barroca. Os azulejos são atribuídos ao pintor António de Oliveira Bernardes (1662-1731). No chão está a sepultura de D. Rodrigo de Moura Teles arcebispo de Braga.
 
Capela dos Reis
 
Capela gótica, feita sob o mesmo voto de agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, na qual D. João I prometeu a feitura do Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha. Esta capela foi mandada fazer pelo arcebispo de Braga D. Lourenço Vicente, que esteve na Batalha de Aljubarrota e prometeu construir uma capela em Braga, honrando a Virgem. Na Capela dos Reis estão os túmulos dos pais de D. Afonso Henriques, Conde D. Henrique, e D. Teresa, além do túmulo de D. Lourenço Vicente.
 
Capela de Nossa Senhora da Glória
 
Mandada construir pelo arcebispo D. Gonçalo Pereira para seu monumento funerário. Em 17 de Novembro de 1331, o Papa João XXII, concede a D. Gonçalo Pereira, através da bula Marita tuae devotionis, autorização para gastar 6.000 florins de ouro, das rendas da mesa arquipiscopal, na dotação da capela que pensa construir. O arcebispo está sepultado num túmulo gótico, semelhante ao túmulo da Rainha Santa Isabel, em Coimbra. Foi obra de dois escultores: Mestre Pero e Telo Garcia.
 
Capela de Nossa Senhora da Piedade
 
Construída pelo arcebispo D. Diogo de Sousa, em 1513, e onde está o seu túmulo.
 
Igreja da Misericórdia de Braga
 
A Igreja está incluída no conjunto da Sé de Braga.
 
Claustro
 
O actual claustro foi construído no século XIX substituindo outro anterior, gótico, e que já no século XVIII ameaçava ruína.
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Sábado, 20 de Maio de 2006

As fumarolas

 
Fumarolas das Furnas, Açores
  
Fumarolas das Furnas, Açores 
 
 

Fumarola  (do latim fumus, fumo)  é uma abertura na superfície da crosta (do Lat. crusta) da Terra (ou de outro qualquer corpo celeste), em geral situada nas proximidades de um vulcão, que emite vapor de água e gases tais como dióxido de carbono, dióxido de enxofre, ácido hidroclórico, e sulfureto de hidrogénio. A designação sulfatara, do italiano solfo, enxofre (via o dialecto siciliano), é dada às fumarolas que emitem gases sulfurosos.
 
As fumarolas podem ocorrer ao longo de pequenas fissuras ou de zonas de fracturação das rochas, formando alinhamentos, ou em zonas de fractura, tais como caixas de falha, formando por vezes extensos campos de fumarolas.
 
Os campos de fumarolas, como o das Furnas, na ilha de São Miguel, Açores, são áreas de concentração de nascentes termais e outras manifestações geotérmicas, em geral associadas a zonas onde rochas ígneas quentes se encontram a pequena profundidade e interagem com os aquíferos. Outras correspondem a zonas de desgasificação das formações, onde o magma subjacente está a perder gases que chegam à superfície com temperaturas e concentrações suficientemente elevadas para poderem ser facilmente notados.
 
Um bom exemplo de actividade fumarólica extrema é o famoso Valley of Ten Thousand Smokes, que se formou durante a erupção de 1912 do vulcão Novarupta no Alaska. Inicialmente existiam milhares de fumarolas nas cinzas em arrefecimento, mas ao longo do tempo a maioria foi-se extinguindo com o arrefecimento dos materiais. As fumarolas podem persistir durante décadas ou séculos se estiverem localizadas sobre uma fonte de aquecimento de longa duração, ou desaparecer rapidamente se estiverem associadas a materiais vulcânicos que percam rapidamente calor.
 
Em todas as regiões vulcânicas são comuns as fumarolas, muitas vezes associadas a géisers e a outras manifestações de termalismo.
 
A intensidade dos gases libertados, e a sua visibilidade, variam muito em função do estado de recarga dos aquíferos, da humidade relativa do ar (que pode tornar o vapor emitido bem mais espesso) e da maré terrestre, entre muitos outros factores. Assim, é comum notarem-se grandes variações diárias e sazonais no funcionamento das fumarolas sem que tal indicie qualquer alteração nas condições do vulcanismo local.
 
 
Fumarolas dos Açores
 
As fumarolas são muito comuns nos Açores, formando por vezes extensos campos. Eis algumas das mais conhecidas:
 
Fumarolas das Furnas, na ilha de São Miguel, associadas a géisers e a nascentes termais;
 
Fumarolas da Lagoa das Furnas
, muito conhecidas por serem utilizadas como local de confecção de refeições (o cozido das Furnas);

 
Fumarolas do Fogo da Ribeira Quente
, sitas na zona urbana da freguesia da Ribeira Quente, sendo comuns ao longo das sarjetas da rua do Fogo;

 
Fumarolas da Caldeira Velha
, na Ribeira Grande;

 
Fumarolas da Ribeira Seca
, na zona urbana da freguesia da Ribeira Seca, já obrigaram ao abandono de várias habitações por introduzirem gases tóxicos nas condutas de esgoto;

 
Furnas do Enxofre
, na parte central da Terceira;

 
Furna do Enxofre
, Graciosa. Situada no interior da grande gruta da Furna do Enxofre, mantém uma cavidade repleta de lama em ebulição e libertam monóxido de carbono que já causou a morte a alguns visitantes;
 
Fumarolas das Velas
, fumarolas submarinas no interior da baía de Velas (junto ao Cais da Queimada), ilha de São Jorge, por vezes visíveis pelo borbulhamento à superfície;

 
Fumarolas do Piquinho
, fumarolas sitas no topo do Pico da ilha do Pico, a cerca de 2350 m de altitude acima do mar. Por vezes vê-se desde a cidade da Horta o ténue vapor que libertam.
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2006

Catarina Eufémia

 

Catarina Eufémia
 
 

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (nascida a 13 de Fevereiro de 1928, morta a tiro a 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira alentejana analfabeta que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada, aos 26 anos, pelo tenente Carrajola da GNR em Monte do Olival, Baleizão, perto de Beja, Alentejo. Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada.
 
A história trágica de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo PCP como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas. O poema de Vicente Campinas "Cantar Alentejano" foi musicado por Zeca Afonso no álbum "Cantigas de Maio" editado no Natal de 1971.
Clique aqui para ouvir um trecho dessa canção ... Depois regresse, retroceda !... 
 
 
Contexto
 
O Alentejo, naqueles tempos difíceis, era uma região de latifúndios e de emprego sazonal, onde as condições de vida dos camponeses sem terras e assalariados eram extremamente difíceis. Esta situação sócio-económica e laboral penosa e dura agitou as massas camponesas da região a partir de meados da década de 40, vindo-se a agudizar nas duas décadas seguintes, gerando-se um permanente clima de agitação social no campesinato. Eram inúmeros tumultos e mais frequentes ainda as greves rurais, que acabavam sempre com a intervenção da GNR e eram devidamente vigiadas pela PIDE, em busca então de infiltrados e agitadores comunistas.
 
 
Factos
 
No dia 19 de Maio de 1954, em plena época da ceifa do trigo, Catarina e mais treze outras ceifeiras foram reclamar com o feitor da propriedade onde trabalhavam para obter um aumento de 2 escudos pela jorna. Os homens da ceifa foram, em princípio, contrários à constituição do grupo das peticionárias, mas acabaram por não hostilizar a acção destas. As catorze mulheres foram suficientes para atemorizar o feitor que foi a Beja chamar o proprietário e a guarda.
 
Catarina fora escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações. A uma pergunta do tenente da guarda, Catarina terá respondido que só queriam "trabalho e pão". Como resposta teve uma bofetada que a enviou ao chão. Ao levantar-se, terá dito: "Já agora mate-me." O tenente da guarda disparou três balas que lhe estilhaçaram as vértebras. Catarina não terá morrido instantaneamente, mas poucos minutos depois nos braços do seu próprio patrão (entretanto chegado), que a levantou da poça de sangue onde se encontrava, e terá dito: "Oh senhor tenente, então já matou uma mulher, o que é que está a fazer?".
 
O patrão, Francisco Nunes, que é geralmente descrito como uma pessoa acessível, foi caracterizado por Manuel de Melo Garrido em "A morte de Catarina Eufémia - A grande dúvida de um grande drama" como "o jovem lavrador da região que menos discutia os salários a atribuir aos rurais e que, nas épocas de desemprego, os ajudava com larga generosidade".
 
O menino de colo, que Catarina tinha nos braços ficou ferido na queda. Uma outra camponesa teria ficado ferida também.
 
De acordo com a autópsia, Catarina foi atingida por "três balas, à queima-roupa, pelas costas, actuando da esquerda para a direita, de baixo para cima e ligeiramente de trás para a frente, com o cano da arma encostada ao corpo da vítima. O agressor deveria estar atrás e à esquerda em relação à vítima". Ainda segundo o relatório da autópsia, Catarina Eufémia era "de estatura mediana (1,65 m), de cor branco-marmórea, de cabelos pretos, olhos castanhos, de sistema muscular pouco desenvolvido".
 
Após a autópsia, temendo a reacção da população, as autoridades resolveram realizar o funeral às escondidas, antecipando-o de uma hora em relação àquela que tinham feito constar. Quando se preparavam para iniciar a sua saída às escondidas, o povo correu para o caixão com gritos de protesto, e as forças policiais reprimiram violentamente a população, espancando não só os familiares da falecida, outros rurais de Baleizão, como gente simples de Beja que pretendia associar-se ao funeral. O caixão acabou por ser levado à pressa, sob escolta da polícia, não para o cemitério de Baleizão, mas para Quintos (a terra do seu marido o cantoneiro António Joaquim do Carmo, o "Carmona", como lhe chamavam) a cerca de 10 km de Baleizão. Vinte anos depois, em 1974, os seus restos mortais foram finalmente transladados para Baleizão.
 
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964.
 
 
Na imprensa da época:
 
"Anteontem, numa questão entre trabalhadores rurais, ocorrida numa propriedade agrícola próximo de Baleizão, e para a qual foi pedida a intervenção da G.N.R. de Beja, foi atingida a tiro Catarina Efigénia Sabino, de 28 anos, casada com António do Carmo, cantoneiro em Quintos. Conduzida ao hospital de Beja, chegou ali já cadáver. A morte foi provocada pela pistola-metralhadora do sr. Tenente Carrajola, que comandava a força da G.N.R. No momento em que foi atingida, a infeliz mulher tinha ao colo um filhinho, que ficou ferido, em resultado da queda. A Catarina Efigénia tinha mais dois filhos de tenra idade e estava em vésperas de ser novamente mãe. O funeral realizou-se ontem, saindo do hospital de Beja para o cemitério de Quintos. Centenas de pessoas vieram de Baleizão para acompanharem o préstito, verificando-se impressionantes cenas de dor e de desespero. Segundo nos consta, o oficial causador da tragédia foi mandado apresentar em Évora".
Diário do Alentejo, 21 de Maio de 1954
 
 
Lenda
 
Ao torná-la numa lenda da resistência anti-fascista, o PCP teria adulterado alguns pormenores da vida e morte de Catarina Eufémia. Designadamente, fez-se crer que Catarina era militante do Partido Comunista no comité local de Baleizão, desde 1953, o que é, possivelmente, falso. A escolha de Catarina para porta-voz das ceifeiras terá sido mesmo influenciada pelo facto de não existirem as mínimas suspeitas de ser comunista. Aliás, Mariana Janeiro, uma militante comunista várias vezes presa pela PIDE, sempre rejeitou a hipótese de que Catarina estivesse ao serviço do partido. Por seu lado, António Gervásio, antigo dirigente do PCP no Alentejo, afirma que Catarina era de facto membro do comité local de Baleizão do PCP desde 1953. Também a União Democrática Popular reivindicou a militância de Catarina, tendo, mesmo, erigido um pequeno monumento em sua memória, que foi destruído por apoiantes do PCP em 23 de Maio de 1976.
 
Afirmou-se também que Catarina Eufémia estaria grávida de alguns meses no momento em que foi assassinada. Aparentemente, essa informação teria vindo de outras ceifeiras, a quem Catarina alguns dias antes de ser assassinada teria revelado o seu estado amenorreico. Durante a autópsia, o povo de Baleizão juntou-se no largo da Sé de Beja, a poucos metros do Hospital da Misericórdia, clamando em desespero e revolta: "Não foi uma, foram duas mortes!". No entanto, o médico legista que a autopsiou, Henriques Pinheiro, afirmou repetidamente, inclusive depois da revolução de 1974, que as referências a uma gravidez eram falsas.
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

O Monte Kilimanjaro

 
O Monte Kilimanjaro
 
 
Picos mais altos de cada um dos sete continentes
 

  

O Monte Kilimanjaro (Oldoinyo Oibor, que significa "montanha branca" em Masai, ou Kilima Njaro, "montanha brilhante" em kiSwahili), localizado nas coordenadas 3º07' S e 37º35' E, no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia, é o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5.895 m. Este antigo vulcão, com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único.
 
O Monte e as florestas circundantes, com uma área de 75.353 ha, possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Património da Humanidade.
 
O complexo do Monte Kilimanjaro com as suas florestas, localizado entre 2°50'-3°20'S, 37°00'-37°35'E, tinha sido considerado uma reserva de caça pelo governo colonial alemão nos princípios do século XX, mas foi considerado uma reserva florestal em 1921, até que, em 1973, foi declarado como Parque Nacional.
 
 
Geologia
 
Por se encontrar na margem oriental do Vale do Rift (o Grande Vale do Rift é um complexo de falhas tectónicas criado há cerca de 35 milhões de anos com a separação das placas tectónicas africana e arábica), o Monte Kilimanjaro, que mostra ter tido grande actividade vulcânica no Pleistoceno, não se encontra totalmente isolado na planície africana, mas está acompanhado por três outros cones vulcânicos, orientados num eixo este-sudoeste: o mais antigo, Shira, a oeste, com uma altitude de 3.962 m, Mawenzi a leste, com uma altitude de 5.149 m e, entre eles, Kibo, que é o mais recente e mostra ainda sinais de actividade, na forma de fumarolas. Entre o Kibo e o Mawenzi há uma plataforma com cerca de 3.600 ha, chamada a “sela” (“the Saddle”, em inglês), que forma a maior área de tundra de altitude em África.
 
 
História
 
Antes do século XIX, algumas raras crónicas, como a do geógrafo egípcio Ptolomeu, mencionaram a existência de uma "montanha branca" no coração da África. Em 1845, o geógrafo britânico William Cooley, certo da sua existência, afirma que a montanha mais conhecida da África oriental, chamada Kilimanjara, é recoberta de rochas vermelhas.
 
Em Maio de 1848, o missionário Joseph Rebmann explora a região Chagga e acaba por se aproximar da montanha: "Ali pelas 10 horas, vi alguma coisa branca no topo de uma montanha, e acreditei que se tratasse de nuvens, mas o meu guia disse-me que era o frio; então, reconheci com satisfação esta velha companheira dos europeus, que chamamos neve". A sua descoberta, divulgada em Abril de 1849 no Church Missionary Intelligencer, é contestada em Londres.
 
Foi somente em 1861 que uma expedição, dirigida pelo barão alemão Klaus von der Decken e pelo botânico inglês Richard Thornton, permitiu constatar que se tratava realmente de um pico com neves eternas.
 
Em 1883, o inglês Joseph Thomson, seguido do conde Teleki, atacam o pico, mas não passam dos 5.300 m. Após dois fracassos, Hans Meyer, em 6 de Outubro de 1889, consegue alcançar o topo do Kilimanjaro, acompanhado do seu amigo Ludwig Purtscheller e do guia chagga Yohana Lauwo. Este teria morrido com 127 anos em 1997, mas talvez essa história seja apenas uma lenda, como a história da presença de um cadáver congelado de leopardo, encontrado a 5.500 m.
 
 
O Kilimanjaro actual
 
O Kilimanjaro é protegido por um parque nacional, o Kilimanjaro National Park.
 
O degelo das geleiras no topo do Kilimanjaro é uma realidade. Estimadas a 12 km² em 1900, recobrem hoje somente 2 km², e neste ritmo terão desaparecido no ano de 2020. O aquecimento geral da Terra não explica este fenómeno, que pode também ser causado por uma lenta retomada da actividade vulcânica, que se manifesta por pequenas fumaças.
 
A ascensão é tecnicamente fácil, mas longa e penível pelo frio e pela altitude. A via mais frequentada é a via Marangu. As outras vias praticadas são as vias Machame, Mweka e Shira. Aproximadamente 20.000 pessoas tentam todos os anos alcançar o topo. Este número é controlado pelas autoridades da Tanzânia.
 
Um dos mais belos contos de Ernest Hemingway - talvez seu mais belo texto - chama-se "As Neves do Kilimanjaro".
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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

O Saxofone

 
Saxofone alto
 
Saxofone alto
 
 
Duas boquilhas para sax tenor; a da esquerda mais utilizada para musica clássica, a da direita mais apropriada para o pop ou jazz.

  
Duas boquilhas para sax tenor:
a da esquerda mais utilizada para musica clássica,
a da direita mais apropriada para o pop ou jazz.
 
 

Palhetas para sax alto e sax tenor respectivamente 
  
Palhetas para sax alto e sax tenor respectivamente
 
 
 

O saxofone é um instrumento de sopro inventado em 1840 pelo belga Adolphe Sax (1), um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX.
 
 
História
 
Ao contrário da maioria dos instrumentos populares hoje em dia, que para chegar aos seus formatos actuais foram evoluídos de instrumentos mais antigos, o saxofone foi um instrumento inventado. O pai do saxofone foi o belga Antonie Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax. Filho de um fabricante de instrumentos musicais, Adolphe Sax aos 25 anos foi morar em Paris, e começou a trabalhar no projecto de novos instrumentos. Ao adaptar uma boquilha semelhante ao do clarinete numa espécie de corneta, Sax teve a ideia de criar o saxofone, que foi concluído em 1840 e patenteado logo em seguida, em 1844.
 
Embora seja feito de metal, o saxofone pertence à família das madeiras, pois o seu som é emitido a partir da vibração de uma palheta de madeira que fica fixada à boquilha.
 
Por ter um som único, com propriedades tanto dos instrumentos de madeira, quanto dos de metais, o saxofone logo foi adoptado por muitos músicos. O sax tem a capacidade de ter o poder de execução de instrumentos como o clarinete, ao mesmo tempo que tem uma potência sonora quase tão grande quanto à das cornetas. Além disso o seu timbre é um dos que mais se assemelha ao da voz humana, sendo um dos mais apreciados em todos os cantos do planeta.
 
 
Construção
 
O sax é um instrumento fabricado em metal, geralmente latão, com uma mecânica semelhante à do clarinete e à da flauta. É composto basicamente por um tubo cónico com 26 orifícios que têm as aberturas controladas por 23 chaves vedadas com sapatilhas (sapata, rodela, dos instrumentos musicais de sopro) geralmente de couro (nas versões mais modernas) e uma boquilha onde se acopla uma palheta geralmente de bambu (instrumento de palheta simples). A família dos saxofones é bem extensa, mas o desenho é semelhante a todos, sendo de forma similar a um cachimbo ou ainda recto, dependendo do tamanho.
 
 
A família do saxofone
 
A família dos saxofones mais utilizada actualmente é composta por:
 
-  Soprano, armado em Sib
-  Alto ou contralto, armado em Mib
-  Tenor, armado em Sib
-  Barítono, armado em Mib

 
 
Há porém outros modelos mais raros, ou que foram caindo em desuso, por exemplo:
 
Sopranino, armado em Fá e Mib
Soprano, armado em Dó
-  Mezzo-Soprano, armado em Fá
-  "Melody", armado em Dó
Baixo, armado em Sib
-  Contra-Baixo, armado em Mib

 
 
Duas características comuns à família dos saxofones são o sistema de digitação e a escrita. A diferença básica entre os saxofones é o tamanho: o tubo pode variar de poucos centímetros, como no sopranino, a vários metros, como no contra-baixo.
 
Outra peculiaridade é que os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real). Assim, para podermos ouvir uma nota equivalente ao dó de um piano é necessário escrever notas diferentes dependendo em qual tonalidade o saxofone é armado.
 
 
A boquilha
 
A boquilha é a peça que se encaixa na ponta do saxofone e na qual é fixada a palheta. O seu funcionamento é semelhante ao de um apito, que gera as vibrações que irão percorrer o corpo do instrumento e as quais tornarão o som típico do saxofone. As boquilhas podem ser fabricadas dos mais diversos materiais: massa plástica, metais, acrílico, madeira, vidro e até mesmo osso, contudo as de massa plástica e de metais são as mais utilizadas.
 
O formato das boquilhas também pode variar bastante, tanto externamente quanto internamente. Alterações nos formatos implicam em alterações significativas do som produzido, e devido a este facto a escolha da boquilha é uma decisão muito pessoal para cada saxofonista. Não existe um padrão entre as fábricas. A grosso modo, duas medidas internas são definidas: a altura da abertura e a sua profundidade. Quanto maior for a abertura e menor a profundidade, mais estridente será o som produzido, já o contrário resulta num som abafado e pequeno.
 
 
A palheta
 
A palheta está para o saxofone assim como a corda está para o violão. Ela é a responsável pela emissão do som emitido pelo instrumento. Ao soprarmos a boquilha é gerada uma coluna de ar que faz vibrar a palheta, produzindo o som.
 
As palhetas são fabricadas com madeira, geralmente cana ou bambu, existindo porém palhetas sintéticas criadas pela engenharia moderna. Existem numerações para determinar o nível de dureza de uma palheta, mas esta numeração não é padronizada, varia de fabricante para fabricante. Quanto mais dura é a palheta maior é o esforço para a emissão da nota, contudo menor é o esforço para manter o controle da afinação.
 
 
(1) - Antoine Joseph Adolphe Sax (6 de Novembro de 1814 - 4 de Fevereiro de 1894) foi um construtor de instrumentos belga, conhecido por ter inventado o saxofone.
 
Adolphe Sax nasceu em Dinant, Bélgica. O pai, Charles-Joseph Sax, também era construtor de instrumentos. Adolphe cedo começou a construir os seus instrumentos.
 
Quando deixou a escola, Sax começou as experiências para descobrir novos instrumentos e a sua primeira invenção importante foi um melhoramento no clarinete baixo, que patenteou apenas com 20 anos de idade.
 
Em 1841, Sax mudou-se para Paris, onde continuou a trabalhar na construção e invenção de instrumentos. A sua invenção mais famosa foi o saxofone, destinado a ser usado nas bandas militares.
 
O compositor Hector Berlioz escreveu aprovando o novo instrumento em 1842, mas Sax apenas o patenteou em 1846, depois de desenhar e construir toda a família de saxofones (do soprano ao baixo).
 
A partir de 1867, Sax foi professor do Conservatório de Paris, cidade onde morreu em 1894, e está sepultado no cemitério de Montmartre.
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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

A Dáfnia (Pulga da água)


Daphnia magna com ovos
   
Daphnia magna com ovos
 
 

Daphnia  é um género de crustáceos da ordem Cladocera, normalmente chamada de pulga de água. Devido à forma como nada, impulsionada por duas antenas situadas no cimo da sua cabeça (2.ª Antena), a dáfnia parece pular dentro de água como pulam as pulgas terrestres.
 
Têm uma envergadura que varia entre os 0,2 e os 0,5 milímetros, habitam em meios aquáticos desde charcos a rios e alimentam-se essencialmente de plâncton podendo também ingerir organismos de menores dimensões tais como protistas (ser ou organismo extremamente simples, intermediário entre o animal e o vegetal) e bactérias.
 
 
Reprodução
 
Durante o verão as Dáfnias reproduzem-se por partenogénese (1), sendo a sua população composta maioritariamente por fêmeas. No fim do Verão, com a diminuição das temperaturas, os ovos que se estavam a desenvolver dão origem a dáfnias machos que possuem uma ou duas gónadas junto do ânus que se podem transformar num órgão copulatório quando estes utilizam as segundas antenas para agarrar a fêmea e introduzir o seu órgão copulador na gónada da fêmea à qual vão fecundar. A partir desta formam-se ovos de Inverno que só são produzidos quando as condições de desenvolvimento são desfavoráveis, às quais os ovos resistem durante um máximo de vinte anos até que se reúnam as condições necessárias para se desenvolverem. Tal capacidade deve-se ao facto de possuírem uma camada protectora constituída pelos restos da cavidade incubadora das suas progenitoras e que se denomina "ephippium". Podem flutuar, ser transportados, congelados e até digeridos sem sofrerem danos porque a ephippium é resistente às enzimas digestivas. Esta é uma característica importante para a proliferação e colonização da espécie em novos habitats.
 
(1) - Partenogénese refere-se ao crescimento e desenvolvimento de um embrião ou semente sem fertilização, isto é, por reprodução assexuada. A reprodução assexuada ocorre quando se formam clones a partir de um ser vivo. Não é necessária a intervenção de gâmetas. Os novos seres podem nascer a partir de fragmentos do ser vivo.
 
Ao longo do seu crescimento as dáfnias vão perdendo várias vezes o seu exoesqueleto, é um processo normal e similar à mudança de pele em alguns répteis. Este processo denomina-se "muda" ou "ecdise" e é inerente a todos os animais do filo arthropoda como é o caso da dáfnia.
 
Alimentam-se da mesma forma que as baleias, filtrando o alimento da água que passa pelo seu tubo digestivo. As suas pernas, teracópodes ou apêndices articulados estão especializados para a alimentação e locomoção. O primeiro e o segundo par de apêndices retêm as partículas de maior dimensão e que o ser não pode absorver, enquanto que os outros pares de apêndices impulsionam a água para que esta possa entrar pela sua boca levando consigo o alimento.
 
Devido ao facto destes animais terem um exoesqueleto transparente, é possível observar ao microscópio todas as partes que o constituem, desde o coração a bater até ao desenvolvimento embrionário na sua cavidade incubadora.
 
A sua esperança de vida não excede um ano, dependendo das temperaturas, um indivíduo pode sobreviver 108 dias a temperaturas de 3º C e sobreviver apenas 29 dias a temperaturas de 28º C. No Inverno existem excepções, a população fica muito limitada mas várias fêmeas sobrevivem até cerca de seis meses tendo um crescimento lento mas atingindo maiores proporções que as fêmeas que se desenvolvem em condições normais.
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

A London Eye

 
A London Eye
 
  

A London Eye (cujo nome oficial é British Airways London Eye), também conhecida em português como a Roda do Milénio (Millennium Wheel), é um tipo de "roda-gigante de observação". Está situada na cidade de Londres, capital do Reino Unido. Foi inaugurada no ano de 1999 e é um dos pontos turísticos mais disputados da cidade, além de ser a maior roda-gigante do mundo.
 
 
História
 
A London Eye é considerada como um ponto turístico singular em Londres. Isso não apenas pela ousadia do seu projecto, mas também pelas dificuldades que a acompanharam desde quando foi concebida até à sua inauguração.
 
 
A ideia
 
A ideia por trás da London Eye remonta ao início da década de 90. Nessa época, tendo em vista o novo milénio que se aproximava, vários projectos foram apresentados para marcar essa passagem. Em Londres, o jornal The Sunday Times, em conjunto com a Architecture Foundation, decidiu dar início a uma competição onde se escolheria um projecto para uma nova estrutura na cidade.
 
Os arquitectos David Marks e Julia Barfield tiveram a ideia de criar uma grande roda-gigante. Mas não seria uma roda-gigante comum; ela possibilitaria uma vista de toda a cidade de Londres. Em vez de simples gôndolas, como nas rodas-gigantes convencionais, haveria grandes cabines fixadas à roda, dotadas de amplas janelas de vidro. As cabines movimentar-se-iam de acordo com a rotação, sempre deixando o visitante numa posição "de pé". De facto era um projecto muito inovador, diferente de tudo que já tinha sido construído na cidade desde então.
 
Mas será que era realmente necessário ter uma estrutura enorme bem no meio de Londres? Será que todos se importavam tanto com o novo milénio que era necessário até criar um novo ponto turístico? Independente dessas ideias, o Sunday Times ignorou as sugestões enviadas e acabou com a competição.
 
 
British Airways entra em cena
 
Mas David e Julia não abandonaram a sua ideia. Decidiram criar a empresa Marks Barfield, levando em frente o projecto com o seu próprio dinheiro. Até o tablóide londrino Evening Standard resolveu dar um impulso, fazendo publicidade em busca de parceiros para custear o plano.
 
Quando todos já achavam que nada ia dar certo, que todo o trabalho tinha sido em vão, a British Airways aparece. Numa parceria com a Marks Barfield, eles decidem pagar pela construção da então baptizada British Airways London Eye.
 
 
A construção
 
O aval já tinha sido dado, e o lugar escolhido para a London Eye seria a margem sul do Tamisa, bem próximo ao Parlamento. O distrito de Lambeth permitiu que ela ficasse, com a condição de ser desmontada cinco anos depois. Mas o problema era como ela chegaria ali.
 
Considerando que as ruas de Londres são demasiado estreitas e que seria impossível mover uma roda-gigante de 135 metros de diâmetro rio acima, foi decidido que ela seria construída no próprio Tamisa, sendo suspendida depois. Todo o material usado viria por balsas. Apesar de ser um ícone londrino, muito pouco da London Eye é de facto inglês. As partes da roda foram fabricadas na Holanda, as cabines são dos Alpes Franceses, e as janelas foram produzidas em Veneza.
 
Todo o material subiu o rio até chegar ao lugar onde iria ser montada a roda. Em Setembro de 1999, ela já estava pronta, e então iria começar o trabalho de 16 horas até suspender as 1.700 toneladas da London Eye. Mas, contra todas as expectativas, um cabo partiu-se. O novo milénio aproximava-se e os "mídia" já chamavam o projecto de Wheel of Misfortune (Roda do Infortúnio). Levou mais um mês e 10 dias até que ela estivesse "em pé". As cabines chegaram logo depois, e após 16 meses de trabalho, a inauguração estava marcada para o dia 31 de Dezembro de 1999.
 
 
A inauguração
 
Tudo já estava preparado. A abertura da London Eye seria na passagem do ano, com a presença do Primeiro Ministro Tony Blair.
 
Mas ninguém poderia adivinhar que uma das cabines não iria ser aprovada num teste de segurança. Levaria mais um mês até que o público pudesse desfrutar do "voo", como a British Airways chama o passeio.
 
Mas isso não impediu que a roda girasse sem passageiros. Nos últimos minutos de 1999, Tony Blair apertou um botão, um Concorde voou sobre o céu de Londres e os fogos foram lançados. O novo milénio já tinha chegado, e com ele a London Eye.
 
 
A 2° inauguração
 
No primeiro dia de Fevereiro de 2000, o público finalmente teve a sorte de entrar na London Eye. O tempo estava essencialmente britânico, com muita neblina, mas isso não impediu os londrinos de experimentar o seu novo ponto turístico. A mais nova roda-gigante de Londres provou ser um sucesso imediato.
 
Ironicamente, um outro projecto para o novo milénio que tinha sido amplamente apoiado pelo governo, o Millennium Dome (em Greenwich, foi a célebre bolha com picos), não fez sucesso algum, estando hoje fechado ao público.
 
 
A London Eye hoje

 
Turistas numa cabine da London Eye
 
Turistas numa cabine da London Eye

 
As 32 cabines podem comportar 15.000 visitantes por dia e a volta completa dura um pouco menos de 30 minutos. Hoje em dia há diversos pacotes oferecidos pela British Airways aos visitantes da London Eye. Desde reservas para casais com direito a champanhe até guias em diversas línguas que, além de ajudar os turistas a divisar alguns prédios na cidade, também contam a história da construção da "Eye", como é popularmente chamada pelos londrinos.

 
A London Eye à noite, vista do Bankside
 
A London Eye à noite, vista do Bankside
 
 
Havia, como foi dito, uma restrição de cinco anos para a London Eye. Os críticos já tinham dado o apelido de Eyeful Tower, numa referência à Torre Eiffel, que também fora concebida para ser desmontada no futuro. Mas em 2002 o distrito de Lambeth concedeu à British Airways uma licença permanente.
 
O terreno onde se encontra a London Eye é de propriedade do South Bank Centre, que possui vários outros prédios nos arredores. Em 2005 foi divulgado nos "mídia" o conteúdo de uma carta que supostamente teria vindo da directoria do SBC, afirmando que o aluguer passaria das actuais £65,000 para £2,5 milhões, o que a British Airways considerou inviável. Nessa época houve boatos que a London Eye seria então movida para o Hyde Park, ou até mesmo para Paris. O South Bank Centre negou o conteúdo da carta.
 
Em 2006, depois de um conflito jurídico sobre o valor do aluguer, a British Airways e o South Bank Centre fizeram um acordo onde a London Eye deveria repassar pelo menos £500,000 por ano ao SBC, num contrato válido por 25 anos.
 
A London Eye entrou para o Guinness, como a maior roda-gigante do mundo. Mas em breve esse título deverá ser revogado, porque há planos para construir uma roda-gigante de 170 metros de altura em Las Vegas (a maior cidade do Estado americano de Nevada) e outra de 200 metros em Shanghai (a maior cidade da República Popular da China).
 
As estações do metro mais próximas são Waterloo e Westminster.
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Domingo, 14 de Maio de 2006

Montanhismo / Alpinismo

 
Montanhismo / Alpinismo
  
  

Montanhismo é a prática de subir montanhas através de caminhadas ou escaladas. É considerado, actualmente, um desporto de aventura e encontra-se ligado ao turismo ecológico. O berço do montanhismo, como é conhecido actualmente, é a cordilheira dos Alpes, na Europa, pelo que o termo alpinismo se popularizou como sinónimo de montanhismo mas, a rigor, aplica-se apenas ao montanhismo praticado nos Alpes.
 
 
História
 
As montanhas sempre fizeram parte da história humana por se tratarem de obstáculos a serem transpostos pelos nossos antepassados nas suas viagens exploratórias e migratórias. Em 1492, Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições existentes a respeito do seu cume. Em 1744 ocorre a chegada ao cume, que é chamada pelos montanhistas de conquista, do Monte Titlis, em 1770 a do Monte Buet e em 1779 o Monte Velan também é conquistado.
 
Entretanto, é considerado o marco do alpinismo moderno, a data de 8 de Agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat venceram os 4.810 metros do Mont Blanc (Monte Branco), na Europa.
 
No final do século XIX e início do século XX ocorreu uma verdadeira corrida a conquistas de montanhas até então inexploradas.
 
Assim, em 1868, os ingleses conquistaram os principais picos do Cáucaso. O Chimborazo foi vencido em 1880, o Aconcágua (6.959m) em 1897, ambos nos Andes. Em 1889 foi conquistado o Kilimanjaro (5.895 m), na África e o Monte McKinley (6.194 m) no Alasca em 1913. O Monte Everest, ponto culminante do planeta, com 8.848 metros, situado na Cordilheira do Himalaia na Ásia, foi finalmente conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo sherpa Tenzing Norgay em 1953.
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Sábado, 13 de Maio de 2006

Santuário de Fátima

 
O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal)
 
 
 

O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal) é um dos mais importantes Santuários Marianos do mundo. Em 1917, Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus (conhecidos por os três pastorinhos), afirmaram ter presenciado várias aparições de Nossa Senhora. Numa dessas aparições ela lhes teria dito para construírem uma capela naquele lugar, que actualmente é a parte central do Santuário onde está guardada uma imagem de Nossa Senhora.
 
No decorrer dos anos o Santuário foi sendo expandido. A Basílica começou a ser construída em 1928, em estilo neo-barroco, segundo um projecto do arquitecto holandês G. Van Kriecken, vindo a ser sagrada em 1953. Neste momento encontra-se em curso a construção de uma Igreja com 9.000 lugares sentados, uma obra da autoria do Arq. Alexandros Tombazis.
Prevê-se a conclusão desta obra em 2007.
 
Anualmente mais de 5 milhões de visitantes, de todos os países ali se deslocam. As maiores peregrinações ocorrem anualmente nos dias 12 e 13 de Maio a Outubro.
 
Pelo mundo inteiro foi difundido o Culto a Nossa Senhora de Fátima, graças às viagens das Virgens Peregrinas (Imagens de N.ª S.ª que percorrem vários países) e aos emigrantes Portugueses. Assim é possível encontrar várias igrejas, paróquias, dioceses, escolas, hospitais, monumentos, etc. dedicadas a Nossa Senhora de Fátima.
 
O Pe. LUCIANO GOMES PAULO GUERRA é Reitor do Santuário de Fátima desde 13 de Fevereiro de 1973, onde desempenha também as funções de Presidente do Serviço de Ambiente e Construções (SEAC) e de Director do jornal «Voz da Fátima» e do boletim internacional "Fátima Luz e Paz".
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

 

Santuário de Fátima em 13 de Maio 2006 pelas 13 horas
 
Cerimónia de hoje - 13 Maio 2006
Estima-se que estejam no Santuário de Fátima
cerca de 300 mil peregrinos
 


Nas cerimónias de hoje também se relembra que há 25 anos (em 13 de Maio de 1981) ocorreu uma tentativa de homicídio do Papa João Paulo II em plena Praça de São Pedro, em Roma.
 
Na primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) o Papa João Paulo II depositou, no altar da Nossa Senhora de Fátima, a bala com que foi atingido na tentativa de homicídio no ano anterior. Essa mesma bala encontra-se na coroa de Nossa Senhora de Fátima.
 
Mais notícias: Santuário de Fátima
 
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

O Monte Branco

 
O Monte Branco
  
  
 

O Monte Branco  é a mais alta montanha da Europa Ocidental, atingindo uma altitude de 4.810 metros embora possa variar um pouco de ano para ano, em função das condições climatéricas.
 
Conquanto partes significativas da montanha dividam-se por França e Itália, a localização exacta do pico mais alto em relação à fronteira permanece um tema de certa forma controverso. O cume parece coincidente com a fronteira nos mapas italianos, mas completamente no lado de França nos mapas franceses.
 
As duas mais conhecidas cidades junto ao Monte Branco são Chamonix, (França) e Courmayeur, (Itália).
 
 
A altitude
 
A altitude máxima do Monte Branco estava de há muito estabelecida em 4.807 metros acima do nível do mar, mas medições efectuadas através de GPS (Sistema de Posicionamento Global) em 2001 e 2003 mostram uma variação de vários metros de ano para ano, consideradas o resultado de flutuações, provocadas por diferentes condições climatéricas, na espessura do glaciar que cobre o cume. Essa espessura das neves eternas que recobrem o monte desde a sua meia encosta até ao cimo varia de 15m a 23m.
 
De notar que o Monte Branco é o mais alto pico da Europa ocidental. Se considerarmos que a Europa se estende até ao Cáucaso, conforme a visão geopolítica do Conselho da Europa, aí encontraremos quatro picos de altitude superior, sendo o Monte Elbrus, na Rússia, com os seus 5.642m, o mais alto de todos.
 
Esta montanha tem alguns glaciares deslizando lentamente pelos seus flancos. O maior destes glaciares é conhecido por Mar de Gelo.
 
 
A subida
 
A primeira escalada de que há notícia ocorreu em 8 de Agosto de 1786, efectuada por Jacques Balmat e Michel Paccard. A primeira mulher a atingir o cume foi Marie Paradis em 1808. As primeiras ascensões marcaram este local como berço do alpinismo moderno.
 
Hoje em dia, um teleférico faz o percurso do centro da cidade de Chamonix  (1.030m) ao cume da agulha do Midi  (3.842m) em vinte minutos. Em cada dia, cerca de 5.000 pessoas utilizam este meio para subir ao monte.
 
Existe a falsa ideia de que a escalada deste monte, apesar de longa, é fácil para quem estiver bem treinado e habituado às grandes altitudes. No entanto, em cada ano que passa, numerosos montanhistas vão engrossar a já extensa lista das vítimas do maciço do Monte Branco. Na realidade, trata-se de uma escalada longa e cheia de passagens perigosas que não deve ser tentada sem o acompanhamento de um guia experiente.
 
 
O túnel
 
Iniciado em 1957 e terminado em 1965, o túnel do Monte Branco percorre cerca de 11.600 metros pelo interior da montanha e é uma das maiores vias de comunicação entre França e Itália.
 
 
Turismo
 
O Monte Branco constitui um popular destino turístico, sendo Chamonix uma das mundialmente mais famosas estâncias de desportos de Inverno, com excepcionais condições para a prática de montanhismo e esqui.
 
 
Protecção
 
O maciço do Monte Branco está classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em função do seu importante significado cultural, como local de nascimento e símbolo do alpinismo.
 
Mas o próprio sucesso do Monte Branco como destino turístico, com muitos milhares de visitantes exercendo uma perigosa pressão sobre a natureza do local, coloca em perigo este estatuto de lugar excepcional, único no mundo.
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sinto-me:
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FILIPE FREITAS

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