Terça-feira, 4 de Abril de 2006

Lili Caneças



Lili Caneças

Lili Caneças (4 de Abril de 1944 - ) de seu nome verdadeiro Maria Alice Caneças, é uma mulher portuguesa mediática (do Jet set português). Organiza e comparece a festas da classe alta da sociedade portuguesa. Este estatuto tornou-a uma candidata (e participante) no programa televisivo Quinta das celebridades da TVI, onde os participantes, outras celebridades, se vêem obrigados a gerir uma quinta. Profissionalmente participa em negócios de jóias (é proprietária de uma joalharia).
 
Viu-se projectada e de certa forma ridicularizada perante uma operação plástica que, segundo palavras da mesma, a tornaria mais jovem.
 
Já foi comentadora do reality-show "O Bar da TV" na SIC, revelando mais tarde que está arrependida de o ter feito.
 
Recentemente, o seu ex-marido colocou um processo em tribunal para proibir Lili de utilizar o apelido Caneças.
 

Frases célebres

 
> "Estar vivo é o contrário de estar morto"
 
> "Nasci a 4 do 4 de 44 às 4 da tarde. Com uma data de nascimento assim, só podia ser uma pessoa muito especial"
 
> "Oh Nilton, gosto tanto de ver o teu programa - o K7 pirata!" (mais tarde, confessou que não sabia que K7 é a abreviatura para cassete).
 
> "Tudo o que o Chateaux (José Castelo Branco) sabe fui eu que lho ensinei".
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Segunda-feira, 3 de Abril de 2006

Aristides de Sousa Mendes



Aristides de Sousa Mendes


Aristides de Sousa Mendes, de seu nome completo Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches (19 de Julho de 1885 - 3 de Abril de 1954) foi um diplomata português. Ele recusou seguir as ordens do seu governo (o regime de Salazar) e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial. Aristides salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto.
 
Antes de 1940
 
Aristides nasceu em Cabanas de Viriato, pequena vila do distrito de Viseu. Pertenceu a uma família aristocrática com terras, católica, conservadora e monárquica. O seu pai era membro do Supremo Tribunal.
 
Aristides instala-se em Lisboa em 1907 após a Licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra, tal como o seu irmão gémeo. Ambos enveredaram pela carreira diplomática; Aristides ocupará deste modo diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: Zanzibar, Brasil, Estados Unidos da América. Em 1929 é nomeado Cônsul-geral em Antuérpia, cargo que ocupa até 1938. O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passa despercebido. É condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica, tendo-o feito oficial da Ordem de Leopoldo e comendador da Ordem da Coroa, a mais alta condecoração belga. Depois de quase 10 anos de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França.
 
Em 1940, com 55 anos, ele aproxima-se do fim da sua carreira e é pai de 14 filhos. Politicamente nunca se fez notar.
 
A Segunda Guerra Mundial
 
Aristides de Sousa Mendes permanece ainda cônsul de Bordéus quando tem início a Segunda Guerra Mundial, e as tropas de Adolf Hitler avançam rapidamente sobre a França. Salazar manteve a neutralidade de Portugal.
 
Pela Circular 14, Salazar ordena aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusem conferir vistos às seguintes categorias de pessoas: "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os Judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
 
[ Em Novembro de 1939, o Ministério emitiu a circular 14, que autorizava só aos diplomatas de carreira a concessão de vistos e que os obrigava a consultar a PVDE e o MNE antes de visarem os passaportes de apátridas e russos, dos judeus expulsos dos seus países e de pessoas sem visto dos países de destino e sem garantia de embarque para sair de Portugal. As ordens recebidas do seu próprio Governo impediam Aristides de Sousa Mendes de passar vistos à maior parte dos refugiados, nomeadamente judeus, exilados políticos e cidadãos provenientes de países do Leste Europeu, sob pena de vir a ser castigado.]
 
Entretanto, em 1940, o governo francês refugiou-se temporariamente na cidade, fugindo de Paris antes da chegada das tropas alemãs. Dezenas de milhar de refugiados que fogem do avanço Nazi dirigiram-se a Bordéus. Muitos deles afluem ao consulado português desejando obter um visto de entrada para Portugal ou para os Estados Unidos, onde Sousa Mendes, o cônsul, caso seguisse as instruções do seu governo distribuiria vistos com parcimónia.
 
Já no final de 1939, Sousa Mendes tinha desobedecido às instruções do seu governo e emitido alguns vistos. Entre as pessoas que ele tinha então decidido ajudar encontra-se o Rabino de Antuérpia Jacob Kruger, que lhe faz compreender que há que salvar os refugiados judeus.
 
A 16 de Junho de 1940, Aristides decide entregar um visto a todos os refugiados que o pedirem: "A partir de agora, eu darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião". Com a ajuda das suas crianças e sobrinhos e do rabino Kruger, ele carimba passaportes, assina vistos, usando todas as folhas de papel disponíveis.
 
Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: "se há que desobedecer, prefiro que o seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus".
 
Uma vez que Salazar tomara medidas contra o cônsul, Aristides continuou a sua actividade de 20 a 23 de Junho em Bayonne, no escritório de um vice-cônsul estupefacto, e mesmo na presença de dois outros funcionários de Salazar. A 22 de Junho de 1940, a França pediu um armistício à Alemanha Nazi. Mesmo a caminho de Hendaye, Aristides continua a emitir vistos para os refugiados que cruzam com ele a caminho da fronteira, uma vez que a 23 de Junho, Salazar o demitira das suas funções de cônsul.
 
Apesar se terem sido enviado funcionários para trazer Aristides, este lidera com a sua viatura uma coluna de veículos de refugiados e guia-os em direcção à fronteira, onde do lado espanhol não existe qualquer telefone. Por isso mesmo, os guardas fronteiriços não tinham sido ainda avisados da decisão de Madrid de fechar as fronteiras com a França. Sousa Mendes impressiona os guardas aduaneiros, que acabariam por deixar passar todos os refugiados, que com os seus vistos puderam continuar viagem até Portugal.
 
O seu castigo no Portugal de Salazar
 
A 8 de Julho de 1940, Aristides encontra-se regressado a Portugal. Será punido pelo governo de Salazar: ele priva Sousa Mendes, pai de uma família numerosa, do seu emprego diplomático por um ano, diminui em metade o seu salário, antes de o enviar para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, é-lhe retirada.
 
O cônsul demitido e sua família sobrevivem graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois dos seus filhos participaram no Desembarque da Normandia.
 
Ele frequentou, juntamente com os seus familiares a cantina da assistência judaica internacional, onde fez impressão pelas suas ricas vestimentas e sua presença. Certo dia, teve de confirmar: "Nós também, nós somos refugiados".
 
Em 1945, Salazar felicitou-se por Portugal ter ajudados os refugiados, recusou-se no entanto a reintegrar Sousa Mendes no corpo diplomático.
 
A sua miséria será ainda maior: venda dos bens, morte de sua esposa em 1948, emigração dos seus filhos, com uma excepção.
 
Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre a 3 de Abril de 1954 no hospital dos franciscanos em Lisboa. Não possuindo um fato próprio, foi enterrado numa túnica de franciscanos.
 
As pessoas salvas por Aristides
 
Cerca de 30.000 vistos foram emitidos pelo cônsul Sousa Mendes, dos quais 10.000 a refugiados de confissão judaica.
 
Entre aqueles que obtiveram um visto do cônsul português contam-se:
 
Políticos:
 
> Otto de Habsburgo, filho de Carlos, o último imperador da Áustria-Hungria; o príncipe Otto era detestado por Adolf Hitler. Ele escapou com a sua família desde o exílio belga e dirigiu-se aos Estados Unidos onde participou numa campanha para alertar a opinião pública.
 
> Vários ministros do governo belga no exílio.
 
 
Artistas:
 
> Norbert Gingold, pianista.
 
> Charles Oulmont, escritor francês e professor na Universidade de Sorbonne.
 
 
Reconhecimento
 
Em 1966, o Memorial de Yad Vashem (Memorial do Holocausto situado em Jerusalém) em Israel, presta-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de "Justo entre as nações".
 
Em 1987, a República de Portugal inicia o processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes: ele é condecorado com a Ordem da Liberdade e a sua família recebe as desculpas públicas.
 
Em 1994, o presidente português Mário Soares descerra um busto homenageando o cônsul em Bordéus, bem como uma placa comemorativa na Rua 14 quai Louis-XVIII, o endereço do consulado de Portugal em Bordéus em 1940.
 
Em 1998, 23 anos após a morte de Salazar a República Portuguesa reabilitou oficialmente a memória de Aristides de Sousa Mendes, e condecora-o com a Cruz de Mérito a título póstumo pelas suas acções em Bordéus.
 
Aristides de Sousa Mendes não foi o único funcionário a quem o seu país não perdoou a desobediência apesar dos seus actos de justiça e humanidade na Segunda Guerra Mundial.
 
Entre outros casos conhecidos de figuras que se destacaram pela coragem e humanismo incluem-se o cônsul japonês em Kaunas (Lituânia) Chiune Sugihara e Paul Grüninger, chefe da polícia do cantão suíço de Sankt-Gallen.
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Domingo, 2 de Abril de 2006

A Pintura


A pintura refere-se genericamente à técnica de aplicar pigmento em forma líquida a uma superfície bidimensional, a fim de colori-la, atribuindo-lhe matizes, tons e texturas.
 
Num sentido mais específico, é a Arte de pintar uma superfície, tais como papel, tela, ou uma parede (pintura mural ou de frescos).
 
Fresco ou Afresco é o nome dado a uma obra pictórica feita sobre parede, com base de gesso ou argamassa.
Assume, frequentemente a forma de mural.
 
A pintura é considerada por muitos como um dos suportes artísticos tradicionais mais importantes; muitas das obras de arte mais importantes do mundo, tais como a Mona Lisa, são pinturas.


A Mona Lisa de Leonardo da Vinci, exposta no museu do Louvre, é provavelmente a pintura mais conhecida do mundo
A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, exposta no museu do Louvre,
é provavelmente a pintura mais conhecida do mundo



Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou em, francês, La Joconde), é a mais notável e conhecida obra do pintor italiano Leonardo da Vinci. É nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato :


Detalhe do rosto da Mona Lisa em que a técnica do Sfumato pode ser observada. Reparar nos lábios e bochechas
Detalhe do rosto da Mona Lisa em que a técnica do Sfumato pode ser observada. Reparar nos lábios e bochechas


 
Sfumato  é um termo criado por Leonardo da Vinci  para se referir à técnica de pintura em que sucessivas camadas de cor são misturadas em diferentes gradientes de forma a passar ao olho humano a sensação de profundidade, forma e volume. Em particular, refere-se à mistura de matizes ou tons de um matiz de forma tão subtil que não ocorre uma transição abrupta entre eles. Em italiano, sfumato quer dizer "misturado" com conotações de "esfumaçado" e é derivado da palavra italiana referente à "fumaça". Leonardo descrevia o sfumato como "sem linhas ou limites, à maneira da fumaça". A partir de sua introdução à pintura no Renascimento, o sfumato passou a ser uma técnica universal de desenho e pintura, sendo ensinada como um conhecimento básico para estudantes de artes. Talvez o mais famoso exemplo da aplicação do sfumato seja o rosto da Mona Lisa.

A pintura diferencia-se do desenho pelo uso dos pigmentos líquidos e do uso constante da cor, enquanto aquele apropria-se principalmente de materiais secos.

 
Cor
 
O elemento fundamental da pintura é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes numa obra constitui a sua estrutura fundamental, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros. Estas relações estão implícitas na maior parte das obras da História da Arte e a sua explicitação foi uma bandeira dos pintores abstractos.
 

História
 
A pintura é uma manifestação estética do ser humano que acompanha toda a sua história. Ainda que durante o período grego clássico não se tenha desenvolvido tanto quanto a escultura, a Pintura foi uma das principais formas de expressão dos povos medievais, do Renascimento e de praticamente todos os movimentos artísticos que existiram até à segunda metade do século XX.
 
A pintura tornou-se, a partir daí, um suporte secundário, frente à crise da arte moderna e ao advento de novos suportes, como as instalações, o vídeo, etc. Durante a década de 1980 assistiu-se a um breve revigorar.
 

Pintura figurativa e abstracta
 
Quando o artista pretende reproduzir no seu quadro uma realidade que lhe é familiar, como a sua realidade natural e sensível ou a sua realidade interna, a pintura é essencialmente a representação pictórica de um tema: é uma pintura figurativa. O tema pode ser uma paisagem (natural ou imaginada), uma natureza morta, uma cena mitológica ou quotidiana, mas independente disto a pintura manifestar-se-á como um conjunto de cores e luz. Esta foi praticamente a única abordagem dada ao problema em toda a arte ocidental até meados do início do século XX.
 
A partir das pesquisas de Paul Cézanne, os artistas começaram a perceber que era possível lidar com realidades que não necessariamente as externas, dialogando com características dos elementos que são próprios da pintura, como a cor, a luz e o desenho. Com o aprofundamento destas pesquisas, Wassily Kandinsky chegou à abstracção total em 1917. A pintura abstracta não procura retratar objectos ou paisagens, pois está inserida numa realidade própria.
 
A abstracção pode ser, porém, construída, manifestando-se numa realidade concreta, porém artificial. Esta foi a abordagem dos construtivistas e de movimentos similares. Já os expressionistas abstractos, como Jackson Pollock, não construíam a realidade, mas encontravam-na ao acaso. Este tipo de pintura abstracta resulta diametralmente oposta à primeira: enquanto aquela busca uma certa racionalidade e expressa apenas as relações estéticas do quadro, esta é normalmente caótica e expressa o instinto e sensações do artista quando da pintura da obra.


Arte abstracta 
Arte abstracta



A arte abstracta é geralmente entendida como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objectos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, faz uso das relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira "não representacional". A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.
 
 
Técnica da Pintura
 
Enquanto técnica, a Pintura envolve um determinado meio de manifestação (a superfície onde ela será produzida) e um material para lidar com os pigmentos (os vários tipos de pincéis e tintas).
 
A escolha dos materiais e técnica adequadas está directamente ligada ao resultado final desejado para o trabalho como se pretende que ele seja entendido. Desta forma, a análise de qualquer obra artística passa pela identificação do suporte e da técnica utilizadas.
 
O suporte mais comum é a tela (normalmente uma superfície de madeira coberta por algum tipo de tecido), embora durante a Idade Média e o Renascimento o fresco tenha tido mais importância. É possível também usar o papel (embora seja muito pouco adequado à maior parte das tintas). Quanto aos materiais, a escolha é mais demorada e, normalmente, envolve uma preferência pessoal do pintor e a sua disponibilidade. Materiais comuns são: a tinta a óleo, a tinta acrílica, o guache e a aguarela. É também possível lidar com pastéis e lápis, embora estes materiais estejam mais identificados com o desenho.


Carl Larsson - A Pesca do Lagostim, aguarela, 1897 
Carl Larsson - A Pesca do Lagostim, aguarela, 1897



Aguarela
é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem.
São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, couro, tecido, madeira e tela.
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Sábado, 1 de Abril de 2006

Mário Viegas (actor)

Mário Viegas

Manifesto Anti-Dantas
 

Recordando Mário Viegas, dez anos depois da sua morte...
Foi no Dia das Mentiras...
... mas, infelizmente, não era mentira !...
 
"1 de Abril de 1996. Mário Viegas morreu. Era um cómico que levava dentro de si uma tragédia. Não me refiro à implacável doença que o matou, mas a um sentimento dramático da existência que só os distraídos e superficiais não eram capazes de perceber, embora ele o deixasse subir à tona da expressão às vezes angustiada do olhar e ao rito sempre sardónico e amargo da boca. Fazia rir, mas não ria. Pouca gente em Portugal tem valido tanto."
José Saramago
(in Cadernos de Lanzarote)
 
"A minha vida é o Teatro e o Teatro é a minha vida" disse um dia Mário
Viegas. Entre o Teatro, a Poesia (intitulava-se "recitador"), o Cinema, a Televisão e a actividade Política/cultural, os 47 anos de vida de Mário
Viegas geraram riso e choro, amores e ódios. Homem profundamente culto e consciente do mundo em que vivia, o espectador recorda-o como Artista, mas também pela sua permanente atitude de critico implacável e pelo seu característico estilo de humor.
 
Mário Viegas (1948-1996), encenador, actor, declamador de raro talento, interiorizou a poesia como poucos. Improvisou textos extraordinários, deu a conhecer autores, disse o que tinha a dizer de Portugal e do mundo. Fez da sua vida um poema de luta pelas ideias. Com radical desprezo pelo poder, foi Rei das Berlengas e amante de Beckett, dos palcos, das palavras, do vinho e da verdade. Disse: "Nascemos e durante a vida estamos à espera de uma coisa que nunca chegará, que chega pouco... A vida sempre foi assim."
Mário Viegas, in Fontes da Sociedade Portuguesa de Autores
Mário Viegas (1948-1996)
"A minha vida é o Teatro e o Teatro é a minha vida" 

O Manifesto Anti-Dantas de Almada Negreiros declamado por Mário Viegas é delicioso !...  Ouça e leia aqui:
 
sinto-me:
Publicado por: Praia da Claridade às 22:20
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Dia das Mentiras


Há muitas explicações para o dia 1 de Abril se ter transformado no Dia das Mentiras. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.
 
Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
 
Em países de língua inglesa o dia das mentiras costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de Abril".
 
Superstições
 
Tradicionalmente, supõe-se que as peças encerrem a meio-dia. Supõe-se que os feitos posteriormente tragam a má sorte ao perpetrador. Contudo, isto não é universalmente aceite, e muitas peças já foram praticadas depois do meio-dia.
 
Alguém que não consegue aceitar os truques, ou tirar proveito deles dentro do espírito da tolerância e do divertimento também deve sofrer com a má sorte. Também se diz que aquele que for enganado por uma bonita menina será recompensado com o matrimónio, ou pelo menos a amizade dela.
 
Outro mito ou a superstição diz que o matrimónio no Dia das Mentiras não é uma boa ideia e que um homem que se case nessa data será para sempre controlado pela esposa.
 
Actualidade
 
A Internet faz com que seja difícil de saber se uma peça é perpretada antes ou depois do meio-dia. Os fusos horários são diferentes em partes diferentes do mundo. O 1 de Abril (ou primeiro de Abril) não acontece simultaneamente em todo o mundo.
 
Pessoas não-residentes no ocidente pouco conhecem o costume do Dia das Mentiras e são mais vulneráveis a peças na Internet.
 
Boatos
 
Muitas organizações de mídia propagaram inconscientemente ou deliberadamente peças no Dia das Mentiras. Mesmo agências de notícias sérias consideram esse dia uma brincadeira normal, e uma tradição anual.
 
O advento da Internet como um meio de comunicação mundial serviu para facilitar os traquinas no seu trabalho...
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Você sabia...


Você sabia... que não é só a Terra que tem lua?
Outros seis planetas do Sistema Solar também têm seus satélites naturais!
 
Além da Terra, mais seis planetas do Sistema Solar têm satélites, ou seja, corpos celestes que giram ao seu redor. São eles: Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão. De todos, o que mais tem luas é Júpiter, com 63. Mas se há planetas com muitos satélites, há outros com nenhum. Mercúrio e Vénus, por exemplo, não têm sequer uma lua para contar história. Sobre as dos outros planetas, porém, quanto há para contar...
 
A maior lua de Saturno, Titã, é uma das poucas que tem atmosfera: uma camada de gases ao seu redor. Acredita-se que essa atmosfera seja semelhante à da Terra antes do surgimento da vida. Por isso, uma sonda pousou em Titã recentemente para estudá-lo.
 
Bianca, Miranda, Julieta e outras luas de Urano, por sua vez, podem ser consideradas únicas porque, ao contrário da maioria dos satélites do Sistema Solar, levam nomes de personagens criados por William Shakespeare, autor de peças famosas como Romeu e Julieta. Em geral, as luas são baptizadas com nomes da mitologia grega. A única lua de Plutão, Caronte, por exemplo, recebe o nome do barqueiro que, para os gregos, levava as almas dos mortos para o mundo inferior.
 
E o que dizer de Tritão, a maior lua de Neptuno? Ela gira para um lado e o planeta... para outro, sendo que é o único dos grandes satélites a fazer isso.
 
Já as luas de Marte...
Em 1887, um astrónomo estava quase desistindo de buscar luas ao redor desse planeta quando a sua mulher o encorajou a prosseguir a busca. Na noite seguinte, ele descobriu Deimos, e seis noites depois, Phobos. Para você ver o valor de um incentivo!

Mara Figueira
Instituto Ciência Hoje/RJ.
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FILIPE FREITAS

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