Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Culinária de Portugal



Salada Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




A culinária portuguesa é reconhecida como uma das mais variadas do mundo, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico diminuto, mostrando influências mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”) mas, também, atlânticas, como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adoptados como produtos essenciais. Note-se que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de confecção, ainda que partilhem a mesma receita de base. As generalizações nem sempre estão correctas: as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região.
 
A dieta mediterrânica
 
Após o 25 de Abril de 1974, alguns nutricionistas portugueses resolveram criar um esquema que resumisse as virtudes nutricionais da tradicional dieta mediterrânica. Recentemente, elaborou-se uma nova versão deste esquema, a Roda dos Alimentos  que mantém, contudo, a proporção e variedade de alimentos conotados com este tipo de alimentação. Estudos diversos parecem indicar que Portugal é o país "mediterrânico" que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais, apesar de nem ser banhado por este mar.
 
O pão
 
O pão é, sem dúvida, um dos alimentos base da alimentação portuguesa. Existe em diversas formas ao longo do território nacional, não se limitando ao pão de trigo, de que o pão alentejano é talvez o mais representativo, existindo também a broa de milho, típica do norte, o pão de centeio (por exemplo, da Serra da Estrela), etc. O pão alentejano, geralmente de grandes dimensões (pão de quilo) e com miolo compacto, é pensado para durar mais do que um dia (algumas variedades são ainda mais apreciadas no dia seguinte à cozedura) e é utilizado em diversos pratos como as açordas e as migas à Alentejana. Fora do Alentejo, continua-se a utilizar pão para outros pratos, como o torricado (um pão grande, torrado com azeite e que é servido como acompanhamento, próprio do centro do país), o bacalhau espiritual, diversos ensopados e, entre os doces, as rabanadas ou fatias-paridas, os mexidos, etc. Note-se que o doce de Évora designado como pão-de-rala não leva pão na sua confecção.
 
No norte de Portugal, junto ao Porto, é célebre a "boroa de Avintes" – designada vulgarmente como "broa de Avintes". Existem outras espécies de pão, como a fogaça, a rosca (o pão vulgarmente utilizado no norte, ao Domingo, dia em que o padeiro não vai levar o pão a casa), as “caralhotas” de Almeirim (pães redondos e de tamanho médio, especialmente apreciados quando acabados de sair do forno), o pão-com-chouriço (frequente em feiras e festas, onde é consumido quente, cozendo no forno com o chouriço já no seu interior), os folares (próprios da Páscoa), etc. No norte de Portugal, há ainda a referir as "bolas" (lê-se "bôlas") que tanto podem significar grandes pães com carne misturada (em Trás-os-Montes) ou pães baixos, redondos e compactos servidos com sardinhas ou carne (como acontece em algumas partes do Minho).
 
O azeite
 
O azeite é a gordura de eleição dos portugueses, principalmente utilizado como condimento nas sopas de legumes, nas migas à moda da Beira (em que se misturam feijões, couve e pão de milho), no bacalhau assado, onde é acompanhado com bastante alho, etc. Mesmo na doçaria, o azeite também se faz presente, como em alguns bolos, principalmente alentejanos, mas também em diversas "broas de azeite". As batatas cozidas, servidas juntamente com diversos pratos, como peixes grelhados, são geralmente regadas com azeite, um golpe de vinagre, salsa e cebola picada.
 
Grande parte dos pratos começam por ser preparados a partir de um refogado de cebola e/ou alho, mais ou menos puxado (mais ou menos escuro), em azeite.
 
O vinho
 
Portugal orgulha-se especialmente dos seus vinhos que também apresentam uma variedade impressionante, consoante a região onde são produzidos. Os vinhos generosos, de alto teor alcoólico e sabor geralmente doce (mas nem sempre), incluem o inevitável vinho do Porto, o vinho da Madeira, o vinho de Carcavelos, o moscatel de Setúbal, entre outras variedades, como os vinhos “abafados”, em que o mosto não chega a fermentar porque é diluído em aguardente.
 
As regiões produtoras de vinho mais afamadas são, sem dúvida, o Alentejo e o Douro, ainda que mereçam referência outras regiões: Dão, Terras do Sado, Bucelas, etc.
 
No Minho existe a região demarcada do vinho verde, que se bebe jovem e fresco. Ao contrário do que muitas pessoas pensam (mesmo alguns portugueses), o vinho verde não é um tipo específico de vinho branco. De facto, existe vinho verde tinto (o que é, aliás, mais consumido no Minho) e vinho verde branco.
 
Sopas e cozidos
 
Os produtos hortícolas são muito utilizados para diversos fins: saladas, sopas de legumes, cozidos, etc. São frequentes as sopas frias, como o gaspacho, no Alentejo, as “picadas” (pepino picado com água fria, sal, vinagre e azeite), além de diversas sopas de legumes. Estas costumam resultar da adição de legumes (nabiças, couve, espinafres, etc.) a uma base de puré mais ou menos espesso (consoante os gostos) de batata, cenoura e, eventualmente, cebola. O caldo verde, composto por puré de batata e couve-galega cortada em tiras muito finas é talvez a mais famosa das sopas portuguesas. No norte de Portugal é uso acompanhar o caldo verde com rodelas de chouriça. Note-se que no Alentejo dá-se outro significado à palavra “sopas” que são, nessa acepção, semelhantes às açordas – pedaços de pão num meio líquido aromatizado, a acompanhar algo (ovos, carne, peixe).
 
O cozido à portuguesa, considerado por muitos como o prato nacional, é composto por uma grande diversidade de ingredientes cozidos em água abundante – as receitas variam muito de local para local, havendo muitas que reclamam ser mais legítimas que outras. Contudo, podemos referir como ingredientes mais utilizados: diversas qualidades de couve (couve-galega, couve-lombarda, tronchuda, etc.), batatas, feijão, cabeças de nabo, cenoura, enchidos (chouriço, farinheira, moura, etc.), carnes de vaca e de porco – havendo mesmo quem junte também pedaços de frango ou galinha.
 
As saladas mais utilizadas são de alface e de tomate. Há, aliás, uma certa confusão na linguagem popular entre os termos alface e salada, como se ambos referissem a mesma coisa. A salada de tomate costuma vir aromatizada com orégãos.
 
Enchidos
 
Alguns enchidos portugueses fazem parte de uma lista restrita de produtos a que a Comissão Europeia atribui a menção de Indicação Geográfica Protegida para a zona de Estremoz e Borba: a Paia de Toucinho, o Chouriço de Carne, a Paia de Lombo, a Morcela, o Chouriço grosso e a Paia.
 
No Norte de Portugal, as alheiras nasceram como reacção dos judeus ao dilema de não poderem comer carne de porco por motivos religiosos e o imperativo de dar a parecer que se tinham convertido ao cristianismo.
 
Temperos
 
Em termos gerais, é no sul que se usam mais as ervas aromáticas. Enquanto que no norte de Portugal se usa quase exclusivamente a salsa, o louro, a cebola e o alho, no sul, especialmente no Alentejo, utilizam-se os coentros, as mentas (hortelã, poejo, etc.), os orégãos, o alecrim, etc.
 
Desde que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia que os portugueses utilizam a pimenta (designada no Brasil como pimenta-do-reino), a noz-moscada, o cravinho-da-índia, o açafrão, etc. A doçaria regional faz uso abundante da canela.
 
Peixe e marisco
 
É obrigatória a referência ao peixe consumido tradicionalmente em Portugal. Além da célebre sardinha portuguesa, o bacalhau, pescado em águas mais frias e afastadas, são os peixes mais usados pela cozinha lusitana. Não nos podemos esquecer, contudo, da grande variedade de mariscos, sem ser de viveiro, como o berbigão, o mexilhão, as conquilhas, etc. As amêijoas são utilizadas não só como principal iguaria, ao natural ou à Bulhão Pato, mas também a acompanhar outras, como na carne de porco à Alentejana. Existe ainda uma grande variedade de receitas de açordas e feijoadas de marisco.
 
Doçaria
 
A doçaria portuguesa tem grande parte da sua origem nos conventos. O uso excessivo de gemas de ovos em muitas destas especialidades está relacionado com o uso das claras de ovos como goma para manter os hábitos (o vestuário das religiosas) direitos e sem rugas – com as gemas que sobravam, a criatividade conventual extravasava em doces ricos em açúcar e em frutos secos, como a amêndoa. No Algarve, principalmente, são típicos os doces de amêndoa e de figo seco; no Alentejo, a sericá (ou sericaia), o pão-de-rala, os nógados, etc... Entre outros doces que importa referir, há os ovos-moles de Aveiro; os pastéis de nata (incluindo os famosos pastéis de Belém); as queijadinhas de Sintra (e os agora já célebres travesseiros da Periquita); os pastéis de Tentúgal; o pudim abade de Priscos; as tigeladas de Abrantes; entre outras especialidades mais ou menos conhecidas.
Quase todas as localidades têm o seu doce típico.
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Quarta-feira, 22 de Março de 2006

O Café



Chávena de café
Chávena de café
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




O café é uma bebida produzida a partir dos grãos de café. O café é estimulante, por possuir cafeína.
 
O uso da bebida do café teve origem em Kaffa, na Abissínia, hoje Etiópia, quando um pastor chamado Kaldi observou que as suas cabras ficavam mais espertas e saltitantes ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu-se mais alegre e com maior vivacidade. Um monge da região informado sobre o facto, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
 
O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se e no século XVI o café era utilizado no oriente, sendo torrado pela primeira vez na Pérsia.
 
O café teve inimigos mesmo entre os árabes que consideravam as propriedades da bebida do café contrárias às leis do Profeta Maomé. No entanto logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.
 
Na Arábia, a infusão do café recebeu o nome de Kahwah ou Cahue, que significa em árabe força. A classificação Coffea arabica  foi dada pelo naturalista Lineu.
 
Em 1675, o café foi levado para a Turquia e para a Itália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi libertada após o Papa Clemente VIII provar o café.
 
Na sua peregrinação pelo mundo o café chegou a Java, alcançando posteriormente a Holanda e, graças ao dinamismo do comércio marítimo holandês executado pela Companhia das Índias Ocidentais, o café foi introduzido no novo mundo, espalhando-se pelas Guianas, Martinica, São Domingos, Porto Rico e Cuba.
 
Os estabelecimentos comerciais na Europa consolidaram o uso da bebida do café, e diversas casas de café ficaram mundialmente conhecidas, como a Virgínia Coffea House, em Londres, e o Café de La Régence em Paris, onde se reuniam nomes famosos como Rousseau, Voltaire, Richelieu e Diderot.
 

O café e a saúde

A maioria das pessoas que consome café diariamente desconhece as substâncias saudáveis e os seus efeitos terapêuticos:
 
>  O consumo moderado de café (de 3 a 4 chávenas por dia) exerce efeito de prevenção a problemas tão diversos como a Doença de Parkinson, a depressão, o diabetes, os cálculos biliares, o cancro de cólon e o consumo de drogas como o álcool. Além disso melhora a memória e, consequentemente, o desempenho escolar.
 
>  O café contém Vitamina B, lípídios, aminoácidos, açúcares e uma grande variedade de minerais tais como potássio e cálcio, além da cafeína.
 
>  O café tem propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e melhorando o desempenho na prática de desportos.
 
>  O consumo de café não causa dependência, pois não age no cérebro, como as drogas.
 
>  Doenças como enfarto, má formação fetal, cancro de mama, aborto, úlcera gástrica ou qualquer outro tipo de camcro não estão associadas ao consumo moderado de cafeína.
 
 
Doses terapêuticas de cafeina estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.

No entanto deverá ter-se em consideração que altas doses de cafeina excitam demasiadamente o SNC (sistema nervoso central), inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.
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Dia Mundial da Água


O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial da Água (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Clique nesta imagem:

Pintura de Thomas Kinkade - clique nesta imagem -



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Terça-feira, 21 de Março de 2006

A Lentilha



Três tipos de lentilhas
Três tipos de lentilhas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 


A lentilha (Lens esculenta) é uma pequena trepadeira anual, da família das leguminosas, de origem asiática, cultivada universalmente. Essa erva possui folhas penadas, com folíolos minutos. As suas flores são papilionáceas, pequenas, alvacentas ou algo violáceas. As suas vagens (legumes) são curtas, com uma ou duas sementes discóides altamente nutritivas e muito apreciadas como alimento.
 
Curiosidades

- Segundo o Génesis, primeiro livro da Bíblia, Esaú cedeu a Jacob o seu direito de primogénito em troca de um prato de lentilhas.

- Comer lentilha durante a passagem de ano é um hábito comum em países como o Brasil, o Chile e a Venezuela. Acredita-se que as pequenas sementes, circulares e achatadas como moedas, atraem boa sorte no âmbito financeiro.
sinto-me:
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A Primavera



A Primavera está frequentente associada ao desabrochar das flores - Quadro de Carl Larsson
A Primavera está frequentente associada ao desabrochar das flores
- Quadro de Carl Larsson -



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão, iniciando-se, no hemisfério norte cerca do dia 20 de Março e terminando cerca de 21 de Junho. No hemisfério sul, inicia-se por volta de 22 de Setembro e termina em redor de 21 de Dezembro. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
 
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro.
 
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
 
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações.

Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.
Música: As Quatro Estações - Vivaldi-4s_Spring_Allegro
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Segunda-feira, 20 de Março de 2006

O Caviar


O Caviar é uma especialidade culinária, feito de ovas salgadas de esturjão, o maior peixe de água doce do mundo. Elas precisam ser retiradas do peixe ainda vivo num prazo máximo de quinze minutos para depois serem peneiradas, lavadas e secas.
O prato nasceu na Rússia, nas cortes dos czares Ivan IV, o Terrível, Nicolau I e Nicolau II.



 

Esturjão é um peixe de águas geladas cujas ovas são consideradas caríssimas iguarias. Uma das aplicações gastronómicas das ovas deste peixe é o famoso caviar.
 
A pesca relacionada com este mercado está a ameaçar o esturjão beluga de extinção.




O esturjão branco ou esturjão beluga (Huso huso) é um peixe da família Acipenseridae (esturjões). É natural do mar Negro e do mar Cáspio e dos seus rios tributários (afluentes). A espécie está sujeita a intensa pesca nestas zonas para a colheita das suas ovas para a produção de caviar.
 
Os stocks de caviar beluga de esturjão do Cáspio caíram mais de 90% nos últimos 20 anos (informação obtida em 2001) por causa da destruição dos locais de desova, poluição e o fim das leis rígidas de pesca da era soviética.
 
O Esturjão é um peixe velho e primitivo que provavelmente existe na terra desde a época em que os dinossauros desapareceram.
 
Eles são cobertos por escamas ósseas que se parecem com armadura e podem alcançar até três metros e meio de comprimento. Os esturjões eram considerados os reis dos peixes entre os Nativos Americanos que habitaram a Região dos Grandes Lagos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


 

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Domingo, 19 de Março de 2006

Dia do Pai


O Dia do Pai tem origem na antiga Babilónia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou e esculpiu em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
 
Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia por seu pai, John Bruce Dodd. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais. Naquele país, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho.

Em Portugal é comemorado a 19 de Março.
No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto.
A criação da data é atribuída ao publicitário Sílvio Bhering, em meados da década de 50.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Amor de pai é nobreza
Guardado dentro do peito
É sempre por natureza
Amor que inspira respeito.
Amor de pai...

É fonte de amor perene
De evidência definida
É o amor mais solene
Que pode existir na vida.
Amor de pai...

É amor e é protecção
É o caminho da esperança
Que na sua dimensão
Nos enche de confiança.
Amor de pai...

A frase mais sublime
Que de qualquer boca sai
É quando alguém se exprime
Falando de amor de pai !…
Amor de pai...

Amor de pai é nobreza
Guardado dentro do peito
É sempre por natureza
Amor que inspira respeito.
Amor de pai...

É amor e é protecção
É o caminho da esperança
Que na sua dimensão
Nos enche de confiança.
Amor de pai...

-Euclides Cavaco-
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Sábado, 18 de Março de 2006

Rudolf Diesel


Rudolf Christian Karl Diesel  (18 de Março de 1858, Paris - 30 de Setembro de 1913, no Canal da Mancha) foi um engenheiro mecânico alemão que idealizou um dos mais importantes sistemas mecânicos da história da humanidade. Rudolf Diesel inventou um motor a combustão de pistões que funcionava sob os efeitos de uma reacção química, uma explosão controlada, conseguida quando o oxigénio puro e óleo se misturam. Para conseguir a reacção química desejada no momento da ignição, foi preciso uma infinidade de outros inventos como bombas injectoras, bicos doseadores, bicos injectores e pulverizadores, engrenagens sincronizadas e outros acessórios para que o sincronismo requeridos actuasse na passagem do pistão no ponto de máxima compressão. Rudolf Diesel registou a patente do seu motor-reactor em 23 de Fevereiro de 1897.

Em sua homenagem foi dado ao produto oleoso mais abundante obtido na primeira fase de refinação do petróleo o nome de diesel.

Tendo como fonte de combustível qualquer tipo de óleo, (gordura, banha ou gordura animal, margarinas e óleos vegetais) o motor-reactor óleo-oxigénio, dada a sua simplicidade e a enorme aplicação, rapidamente penetrou nos lugares mais longínquos do planeta, revolucionando o mundo industrial e substituindo os complexos sistemas mecânicos a vapor que até então movimentavam as locomotivas e os transportes marítimos por unidades geradoras diesel-eléctrica.

Após negociar o seu invento, durante uma travessia do Canal da Mancha, o inventor morre em circunstâncias estranhas que jamais foram esclarecidas.

O óleo diesel é um combustível derivado do petróleo, constituído basicamente por hidrocarbonetos. É um composto formado principalmente por átomos de carbono, hidrogénio e, em baixas concentrações, por enxofre, nitrogénio e oxigénio e seleccionados de acordo com as características de ignição e de escoamento adequadas ao funcionamento dos motores diesel. É um produto inflamável, medianamente tóxico, volátil, límpido, isento de material em suspensão e com odor forte e característico.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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Portal do Astrónomo (214)


www.portaldoastronomo.org

NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 214

O Tema do Mês dedicado aos "Almanaques" propõe-se esta semana falar de "Discos, cilindros, tábuas e falhas de luz". A história começa com uma visita de Alexandre Magno ao Oráculo de Delfos e como daí partiu para conquistar todo o "mundo". Mas poderá perguntar-se o que isso tem a ver com discos, cilindros, tábuas e falhas de luz.
Para o saber tem de ler o texto completo em:
http://portaldoastronomo.org/tema.php?id=26

Na próxima semana o nosso satélite natural caminha para a fase de Quarto-Crescente, onde chegará no dia 22 às 19h10. Por esta razão a Lua vai andar desaparecida no céu nocturno no início da noite permitindo a observação de alguns objectos de céu profundo.

Também na próxima semana vamos assistir, no dia 20, segunda-feira, às 18h26 UT ao mudar das estações, quando o equinócio da Primavera, marcar o início da Primavera no hemisfério Norte, e do Outono no hemisfério Sul.

Fontewww.portaldoastronomo.org  -  O Portal do Astrónomo.
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Sexta-feira, 17 de Março de 2006

Transfusão de sangue

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A transfusão de sangue é uma prática médica que consiste em injectar sangue a um paciente que tenha sofrido de grande perda ou que esteja afectado por uma doença no seu próprio sangue. A primeira transfusão de sangue foi efectuada em 15 de Junho de 1667. É um tipo de terapia que tem se mostrado muito eficaz em situações de choque, hemorragias ou doenças sanguíneas. Frequentemente usa-se transfusão em intervenções cirúrgicas, traumatismos, hemorragias digestivas ou em outros casos em que tenha havido grande perda de sangue.
   
Durante algum tempo, no passado, muitas pessoas tinham receio de aceitar transfusão com medo de contraírem uma doença infecto-contagiosa. Hoje não precisamos ter este tipo de preocupação, pois o sangue colhido de um doador passa por diversos testes antes de ser transferido para um paciente.
  
Tipos Sanguíneos
 
O sangue é um tecido vivo que circula ininterruptamente pelas nossas artérias e veias, levando oxigénio e nutrientes a todos os órgãos do corpo e trazendo o gás carbónico. É composto por plasma, plaquetas, hemácias e leucócitos. O sangue é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno.
 
Sistema Rh
 
O sangue é classificado em grupos (positivo e negativo) pela presença ou ausência de um antígeno de superfície da hemácia que foi encontrado primeiramente no macaco Rhesius, dando nome ao factor Rh. Assim, o sangue Rh negativo não possui este antígeno na superfície, e o Rh positivo possui-o. A incidência destes grupos varia de acordo com a raça, pois trata-se de um factor hereditário.
 
Sistema ABO
 
O sangue também é classificado como do tipo A, B, AB ou O.
Esta classificação teve origem na descoberta de dois antígenos de superfície, para os quais foram dados os nomes de A e B. Quando a hemácia possuía o antígeno A era chamado de sangue tipo A, quando possuía B, tipo B, quando possuía os dois, tipo AB. Quando não possuía nem A nem B, era assinalado com um número zero (0). As pessoas começaram a ler o zero como a letra O, dando origem ao sistema ABO.
 
Compatibilidade Sanguínea
 
O sangue doado é separado nos seus componentes principais - os hemocomponentes, e estes são fraccionados nos seus diversos elementos  -  os hemoderivados, para a aplicação terapêutica somente da fracção necessária. Se for necessário uma transfusão de sangue total, os hemocomponentes podem ser reunidos.

Hemácias  - é o glóbulo vermelho. As pessoas com sangue Rh positivo podem receber hemácias do tipo Rh negativo. O contrário não é verdadeiro. As pessoas do grupo O só podem receber hemácias do grupo O. As pessoas do grupo AB podem receber hemácias do grupo O, A e B. As pessoas do grupo B podem receber hemácias do grupo O e B, mas não do A. As pessoas do grupo A podem receber hemácias do grupo O e A, mas não do B.

A pessoa portadora do tipo de sangue O negativo é tido como sendo doador universal, (o seu sangue serve para qualquer paciente) mas no caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo que o seu. Cada componente do sangue tem propriedades especiais e pode ser separado para tratar de problemas específicos de cada paciente.
 
Doação de Sangue
 
Os Centros Hemoterápicos necessitam de muito sangue para suprir as necessidades da população, devido ao grande número de acidentes e doenças sanguíneas que necessitam de transfusões. Não existem substitutos para todas as funções do sangue. Geralmente, restabelece-se o volume líquido do sangue mediante soluções salinas ou gelatinosas e estimula-se a produção acelerada de hemácias. Mas nos casos de hemorragias massivas necessitam de hemácias. Também os hemofílicos necessitam dos factores de coagulação (Factor VIII e Factor IX), para a qual não existe substituto. A molécula da hemoglobina artificial ainda se encontra em ensaios pré-clínicos.
  
O doador não corre nenhum risco, já que são utilizadas para a colheita do sangue bolsas e agulhas estéreis descartáveis, isto é, utilizadas apenas uma vez.
 
Para doar sangue o indivíduo deve ter entre 18 e 60 anos, mais de 50 quilos, estar gozando de boa saúde, não ser toxicodependente ou estar tomando certos medicamentos e realizar apenas "sexo seguro". A doação deve ser voluntária e não remunerada, como maneira de evitar a doação de sangue doente.
 
Alternativas Actualmente Disponíveis
 
Muitos médicos têm reconhecido que a posição contrária à transfusão de hemocomponentes por parte das Testemunhas de Jeová incentivou a pesquisa de tratamentos alternativos, permitindo efectuar cirurgias complexas sem a necessidade do uso de sangue total e hemoterapia, técnicas que beneficiam as Testemunhas de Jeová. Uma grande parte da comunidade médica, porém, continua crítica em relação a esta opção religiosa, recusando-se a dar tratamento ou submeter a cirurgias a menos que seja permitida a transfusão. Isto obriga os pacientes a buscar tratamento em outros hospitais ou os força a protelar o tratamento para encontrar um médico disposto a utilizar as diversas técnicas disponíveis para evitar transfusões.

São alguns exemplos de técnicas utilizadas para evitar transfusões sanguíneas :

>Uso de bisturis eléctricos para cirurgias mais simples;
>Uso de bisturis ultrassónicos para cirurgias complexas;
>Uso de soluções salinas (soro fisiológico a 0,9%, solução de Ringer, e Ringer com lactato de sódio ou Solução de Hartmann );
>Haemmacell (solução gelatinosa que substitui até 1000 ml de plasma humano);
>Eritropoietina ou EPO  -  hormona produzida nos rins que estimula a medula óssea a produzir hemácias em ritmo acelerado;
>Eritropoietina recombinante ( medicamento que substitui a hormona eritropoietina );
>Dextran de ferro (ou Imferon) administrado intravenosamente;
>Auto-transfusão - reutilização do próprio sangue perdido durante a cirurgia após passagem por um filtro. É o mesmo sistema utilizado nas cirurgias cardíacas, onde o coração pára de funcionar durante algum tempo e uma bomba faz o seu papel temporariamente com o sangue circulando através de uma máquina, sistema chamado de circulação extracorpórea e similar no funcionamento à hemodiálise.

>
Transfusão autóloga ou Auto-transfusão
Existem dois tipos:
O paciente retira o seu próprio sangue alguns dias antes da cirurgia e esse sangue fica guardado em bolsas até que seja necessário utilizá-lo durante a cirurgia programada. No outro tipo, o sangue é retirado no início da cirurgia e armazenado, sendo substituído por soluções (cristalóides ou colóides) como expansores do volume do plasma. Ocorrendo algum sangramento ele obviamente será menor, já que estará diluído. Ao final da cirurgia o sangue é reposto.

Para além da conhecida auto-transfusão (ou transfusão autóloga), do aproveitamento (após filtração/heparinização) do sangue perdido no decurso de intervenções cirúrgicas e da chamada transfusão isovolémica  -  todas estas técnicas implicando apenas a utilização de sangue autólogo   - as alternativas reais à transfusão são limitadas. Fora das situações de hemorragia aguda, são de considerar a utilização de eritropoietina humana recombinante para estimular a eritropoiese, e de trombopoietina humana recombinante (esta de utilização ainda não generalizada e limitada a situações de trombocitopenia).

Estão a ser submetidos aos primeiros ensaios clínicos substitutos sintéticos e semi-sintéticos das plaquetas, constituídos por micro-esferas de albumina (ou eritrócitos fixados), revestidos com fibrinogénio ou peptídeos derivados do fibrinogénio. No entanto, a semi-vida destes produtos parece ser muito curta, o que poderá limitar a sua utilização a situações agudas. A utilização de alguns produtos de recombinação genética como factores de coagulação, proteína C, antitrombina e antitripsina (bem como outros agentes terapêuticos de situações de discrasia da hemostase como DDAVD, antifibrinolíticos, colas de fibrina recombinante, etc.) poderá, em alguns casos, corrigir situações discrásicas, evitando assim a ministração de sangue ou seus hemocomponentes. Em situações de anemia por hemorragia aguda tem sido indicada, em condições específicas e limitadas, a utilização de transportadores do oxigénio do grupo dos perfluorcarbonos, alguns já comercializados, devendo ter em atenção os efeitos sobre os rins e o fígado. Já se pratica a terapêutica genética para a deficiência do Factor VIII (Hemofilia A) e está eminente a utilização da mesma tecnologia para o tratamento da deficiência do Factor IX (Hemofilia B). Ainda se encontra em ensaios pré-clínicos uma hemoglobina artificial.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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