Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

O Pavão

Pavão
Pavão



Chama-se pavão a aves dos géneros Pavo e Afropavo  da família dos faisões (Phasianidae). Os pavões preferem alimentar-se de insectos e outros pequenos invertebrados, mas também comem sementes, folhas e pétalas. Os pavões exibem um complicado ritual de acasalamento, do qual a cauda extravagante do macho tem um papel principal. As características da cauda colorida, que chega a ter dois metros de comprimento e pode ser aberta como um leque, não têm qualquer utilidade quotidiana para o animal e são um exemplo de selecção sexual. Quando o processo é bem sucedido, a pavoa põe entre 4 a 7 ovos, que chocam ao fim de 28 dias.

A cauda dos pavões gerou o interesse de várias culturas, pela sua exuberância de cores e beleza das penas, e justificou a sua criação em cativeiro. Já foram criadas diversas variedades por
selecção artificial que apresentam plumagem branca, negra, púrpura, entre outras cores.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Damião de Góis

 
Damião de Góis



Damião de Góis, (2 de Fevereiro de 1502 em Alenquer, Portugal — 30 de Janeiro de 1574, parece que também em Alenquer). Figura ímpar do renascimento português, historiador e grande humanista, tinha uma mente enciclopédica e foi um dos espíritos mais críticos da sua época. Foi um verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI.
 
De família nobre, filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal. Devido à morte do seu pai, Damião de Góis passou 10 anos da sua infância na corte de D. Manuel I como moço de câmara. Em 1523 foi colocado por D. João III como secretário da Feitoria portuguesa em Antuérpia - também, em atenção, à sua ascendência flamenga.
 
Efectuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Tornou-se amigo íntimo do humanista holandês Desiderius Eramus, com quem convive em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos assim como nos seus escritos. Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos.
 
Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de D. João III que o trouxe para Portugal. Em 1548 foi nomeado Guarda-Mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e 10 anos mais tarde foi escolhido pelo Cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do Rei D. Manuel I que foi completada em 1567.
 
No entanto este seu trabalho histórico desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição), de maneira brutal, pois foi preso, sujeito a processo e depois transferido para o Mosteiro da Batalha. Trágico fim de vida, pois abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila.
 
As suas maiores obras em Latim e em Português são históricas. Incluem a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel (4 parts, 1566-67) e a Crónica do Príncipe Dom João (1567). Ao contrário do seu contemporâneo João de Barros, ele manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o Rei D. Manuel I e do seu filho o príncipe João, depois João III de Portugal.
Fonte: Wikipédia. 
 

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

Fevereiro com 30 dias ?....

Almanaque sueco de 1712 com a indicação de 30 de Fevereiro
Almanaque sueco de 1712 com a indicação de 30 de Fevereiro
Repare no dia 14: São Valentim (actualmente dia dos namorados)





Fevereiro é o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano. Tem a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, em que é adicionado um dia a este mês. (Já existiram 3 dias 30 de Fevereiro na história). O nome Fevereiro vem da mitologia romana, 'Februus' era o deus da purificação.

O Calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte dos
países ocidentais. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de Fevereiro do ano 1582 para substituir o calendário juliano.


O caso da Suécia

O
calendário gregoriano, implantando em 1582, não foi prontamente seguido por todos os países. Em Novembro de 1699 quando a Suécia (em cujo reino se incluía na época a Finlândia) planeou mudar do calendário juliano para o gregoriano, havia uma diferença de 11 dias entre eles. O planeado seria omitir o dia extra dos anos bissextos entre 1700 e 1740, incluindo-os(*). Assim a mudança seria gradual, mas não foi seguida após o seu primeiro ano de implantação. Desta forma, 1700 não foi bissexto na Suécia, mas 1704 e 1708 sim, contrariando o plano. Com isto, o calendário sueco ficou um dia à frente do calendário juliano mas ainda dez atrás do gregoriano. Assim, em 1711 a Suécia resolveu abandonar o sistema já que o calendário por eles adoptado não tinha correspondentes em qualquer outro país, criando uma enorme confusão. Portanto 1712 foi bissexto e ainda incluiu um dia a mais, o 30 de Fevereiro para voltar em sincronia com o calendário juliano. A mudança sueca para o calendário gregoriano foi finalmente realizada em 1753, com a inclusão de 11 dias, onde 17 de Fevereiro daquele ano foi seguido por 1° de Março.

(*) dependendo da fonte utilizada a regra é outra: entre 1700 e 1711 omitiria-se 1 dia por ano. Mas só foi seguido em 1700. A correcção em 1712 seria a mesma para voltar ao calendário juliano.


A União Soviética

Em
1929, a União Soviética introduziu um calendário revolucionário no qual todos os meses tinham 30 dias e os outros 5 ou 6 dias eram feriados não pertencentes a meses. Em 1930 e 1931, houve portanto um 30 de Fevereiro, mas em 1932 os meses voltaram ao sistema tradicional.


Especulações sobre o calendário juliano

Em 1235 d.C Sacrobosco publicou no livro De Anni Ratione, que o imperador
César Augusto retirou um dia do mês Fevereiro e o colocou em Agosto, assim nomeado em sua homenagem, para não ficar atrás dos 31 dias que o mês de Julho possuía em homenagem a Júlio César. A parte da história que diz que Augusto retirou um dia de Fevereiro não passa de especulação. A criação do mês pelo imperador e o seu número de dias estão correctos. Na especulação, Sacrobosco ainda diz que naquela época o mês de Fevereiro tinha 29 dias e portanto os anos bissextos entre 45 a.C (ano da implantação do calendário juliano) e 8 d.C (ano da troca de nome do mês Sextilis para Agosto por César Augusto) tinham o dia 30 de Fevereiro no seu calendário.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Conclusão:

Fevereiro é, na nossa época, um mês com 28 ou 29 dias, como todos sabemos... No entanto, por três vezes na história, e com todas aquelas confusões... houve períodos em que existiu a data 30 de Fevereiro.

Sabia ?...
Publicado por: Praia da Claridade às 00:16
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