Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006

O Cavalo de Tróia

Cavalo de Troia feito para o filme Tróia preservado em Çanakkale na Turquia
Cavalo de Troia feito para o filme Tróia preservado em Çanakkale na Turquia



De acordo com a lenda associada à conquista de Tróia pela Grécia, um grande cavalo de madeira foi abandonado junto às muralhas de Tróia. Construído de madeira e oco no seu interior, o cavalo abrigava alguns soldados gregos dentro da sua barriga. Deixado na porta da cidade pelos gregos, os Troianos acreditaram que ele seria um presente como sinal de rendição do exército. Após a morte de Lacoonte, um grego que atirou um dardo no cavalo, o presente entrou na cidade.

Durante a noite, os guerreiros deixaram o artefacto, abriram os portões da cidade. O exército grego pôde assim entrar sem esforço em Tróia, tomar a fortaleza, destruí-la e incendiá-la.

O cavalo de Tróia teria sido uma invenção de
Odisseu (o guerreiro mais sagaz da Ilíada e personagem da Odisseia) e construído por Epeu.

Apesar de ser parte da história da
Guerra de Tróia, o cavalo de Tróia só é descrito em detalhes na Eneida, obra da literatura latina que conta a fundação de Roma.

Ao contrário do que aparece no filme Tróia,
Aquiles não estava entre os guerreiros, porque já havia morrido. Em seu lugar, estava o seu filho, Neoptólemo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:12
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A necessidade da reciclagem

A natureza leva 2 a 6 semanas
a decompor um jornal


A necessidade da RECICLAGEM 


Reduzir, Reutilizar e Reciclar...



O funcionamento normal da nossa sociedade origina uma produção de resíduos sólidos urbanos, vulgarmente chamados lixo, em grande quantidade.

É nossa obrigação reduzir a quantidade de lixo que produzimos individualmente e promover a reutilização de objectos que já não nos sejam úteis como livros, móveis, roupas, electrodomésticos vulgares e até computadores.

A política de Gestão de Resíduos Sólidos tem como principal objectivo a redução dos resíduos, encaminhando os inevitavelmente produzidos para processos de reciclagem e reutilização.

A reciclagem é uma das melhores formas de valorizar os resíduos uma vez que os devolve aos circuitos de utilização. O sucesso deste processo reside na qualidade da matéria prima, logo está intimamente ligado com o modo como colaboramos diariamente com a recolha selectiva.

O que não for recolhido selectivamente de modo a ser reaproveitado será colocado em aterros sanitários, incinerado ou simplesmente abandonado em lixeiras a céu aberto. Cada solução destas contribui em grau crescente de impacte ambiental negativo para a alteração/degradação do nosso ecossistema.

Estão à nossa disposição Ecopontos, para papel e cartão, embalagens, vidro e pilhas, distribuídos pelas localidades e Ecocentros, abrangendo várias localidades. Existem também empresas privadas que recebem outros materiais como madeira, desperdícios da construção civil e até estores fora de uso.


Separando todo o lixo produzido em residências, estaremos a evitar a poluição e impedir que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim o seu reaproveitamento pelas indústrias. Além disso, estaremos a poupar o meio ambiente e contribuindo para o nosso bem estar no futuro.</strong>
Publicado por: Praia da Claridade às 00:06
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Domingo, 19 de Fevereiro de 2006

Oliveira e Carmo

Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo foi um oficial da Marinha Portuguesa que se distinguiu pela sua morte em combate depois de uma acção heróica contras as forças da União Indiana que invadiam a Índia Portuguesa.


Em finais de 1961, o jovem 2º Tenente Oliveira e Carmo comandava a Lancha "Vega"
baseada
em Diu ao serviço do Comando Naval da Índia Portuguesa, quando se dá o ataque da União Indiana àquele território. No dia 18 de Dezembro, depois de tentar efectuar um ataque e reconhecimento ao cruzador indiano "Delhi", o Tenente Oliveira e Carmo decide entrar em combate com os caça-bombardeiros Vampire, da Força Aérea Indiana, que atacavam as forças portuguesas em Diu. Com o fogo da peça antiaérea de 20 mm da "Vega" são repelidos vários ataques aéreos. No entanto num derradeiro ataque os Vampire bombardeiam a lancha matando o seu comandante e dois marinheiros, acabando por afundá-la.

Pelo seu acto heróico, a título póstumo, Oliveira e Carmo foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada e promovido ao posto de Capitão-Tenente. Em sua homenagem, a Marinha Portuguesa baptizou uma das corvetas da Classe Baptista de Andrade com o seu nome (NRP Oliveira e Carmo (F489)).

A Ordem Militar da Torre e Espada, oficialmente designada por Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, é uma das
ordens honoríficas portuguesas que apenas pode ser conferida em três casos:

  • Por méritos excepcionalmente relevantes demonstrados no exercício de funções dos cargos supremos que exprimem a actividade dos órgãos de soberania ou no comando de tropas em campanha;
  • Por feitos de heroísmo militar e cívico;
  • Por actos excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade.

Tem a sua origem histórica na Ordem da Torre e Espada, fundada por Afonso V de Portugal em 1459.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Lancha de fiscalização 'Vega'
Lancha de fiscalização 'Vega'


2º Tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo
2º Tenente Jorge Manuel Catalão de Oliveira e Carmo

Fonte: http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_dez2001/pag20.html

Uma singela homenagem do autor deste blog.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
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Lanchas de Fiscalização da Marinha Portuguesa


A Classe Antares foi uma classe de Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP) ao serviço da Marinha Portuguesa entre 1959 e 1975.

As embarcações foram encomendadas aos estaleiros ingleses James Taylor, sendo construídas com cascos de fibra de vidro Halmatic até então em uso apenas em embarcações de recreio. Foram portanto os primeiros navios de guerra do mundo com cascos de fibra de vidro a entrar ao serviço activo.

As primeiras três lanchas construídas foram enviadas para a Índia, para substituir as antigas lanchas de resgate da RAF em madeira que se encontravam até então ao serviço do Comando Naval da Índia Portuguesa.

Na altura da invasão da Índia Portuguesa pelas forças da União Indiana em Dezembro de 1961, a lancha "Antares" encontrava-se baseada em Damão, a "Vega" em Diu e a "Sirius" em Goa.

A lancha "Vega" entrou em combate com caças-bombardeiros Vampire da aviação indiana, quando tentava efectuar um ataque ao cruzador "New Delhi" que bombardeava Diu, sendo afundada com a morte do comandante, Tenente Oliveira e Carmo e de mais dois marinheiros. A lancha "Sirius" foi afundada pela própria tripulação para não cair em poder das forças indianas. A lancha "Antares" conseguiu escapar à esquadra indiana, chegando ao Paquistão e sendo depois transportada para Portugal.

A lancha "Antares", juntamente com a "Regulus" da mesma classe, recebida em 1962, foi posteriormente integrada na Esquadrilha de Lanchas do Niassa em Moçambique onde actuou na Guerra do Ultramar até 1975.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:01
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2006

O Louva-a-Deus

Louva-a-Deus
Louva-a-Deus



O louva-a-Deus é um insecto da ordem Mantodea. Há cerca de 2000 espécies de louva-a-Deus, a maioria das quais em ambiente tropical e subtropical e pertencentes à família Mantidae.

Os louva-a-Deus são insectos relativamente grandes, de cabeça triangular, tórax estreito e abdómen bem desenvolvido. São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e afídios (insectos diminutos que se alimentam da seiva de plantas). A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-Deus. Como não possuem veneno, os louva-a-Deus contam com as suas patas dianteiras, modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que na ausência de pesticidas são um factor importante no controlo de pragas de jardim. Na América do Norte ocorrem apenas três espécies de louva-a-Deus, duas das quais introduzidas no início do século XX para este mesmo efeito.

O ritual de acasalamento dos louva-a-Deus, que decorre por volta do Outono, é uma altura de perigo para os machos da espécie uma vez que a fêmea muitas vezes acaba por os matar e comer durante ou depois do acto. Depois do facto consumado, a fêmea põe entre 10 e 400 ovos numa cápsula endurecida que deposita no chão, superfície plana, ou enrolada numa folha. Nalgumas espécies, a fêmea permanece em torno da cápsula que protege contra os predadores, em particular algumas espécies de vespa. Após a eclosão, o louva-a-Deus nasce como ninfa, que é em tudo igual ao adulto excepto no tamanho menor e na ausência de asas.

A luta encenada de louva-a-Deus era um desporto popular na China antiga, onde se venerava o animal como símbolo de coragem e bravura.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Curiosidades

O louva-a-deus é o único insecto que consegue rodar a cabeça 360 graus!

O louva-a-deus não pode copular com sua cabeça presa ao corpo. A fêmea inicia o coito arrancando a cabeça do macho, mas o seu corpo continua, como se nada fosse, a copular a fêmea, para aproveitar a oportunidade de assegurar descendência. O acto sexual chega a durar até duas horas.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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Portal do Astrónomo (210)


www.portaldoastronomo.org


NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 210


Já ouviu falar em "Energia Escura" e em "Modelos de Energia Escura". Se a resposta é negativa, e mesmo sendo positiva, não deixe de ler o nosso Tema do mês em:
http://portaldoastronomo.org/tema.php?id=25 

Durante a próxima semana, com a Lua a desaparecer progressivamente a caminho da conclusão do seu ciclo, passando pelo Quarto-Minguante no dia 21 pelas 7h17 UT, o céu de inicio de noite estará disponível para algumas observações de céu profundo. É  possível ver já algumas constelações de Primavera, como o Leão, a Virgem ou a Coma Berenices, que começa a dar um ar da sua graça ao inicio da noite.

Para os mais aficionados das conjunções, na próxima segunda-feira de madrugada, o nosso satélite natural estará em conjunção com Júpiter. Quando a Lua nascer em Lisboa, por volta da 1 da manhã, o planeta gigante estará ligeiramente a norte do nosso satélite natural, a pouco mais de 5º de distância, uma conjunção razoavelmente afastada portanto. Júpiter, com magnitude -2,1 e um diâmetro aparente de 38" será uma razoável bola nuns binóculos de 8x, e no mesmo campo caberá uma Lua com 63% de fase.

Se tiver acesso a um suporte para os seus binóculos e esperar que Júpiter suba um pouco no horizonte, pode até conseguir ver os 4 maiores satélites do planeta: Ganimedes, Calisto, Europa e Io. Se aguardar ainda um pouco mais, e tiver um telescópio com alguma abertura, boas condições atmosféricas e alguma ampliação, às 1h53m56s UT poderá começar a ver a sombra de Io projectada sobre o planeta na forma de um pequeno disco negro que cortará o contraste do gigante do sistema solar. Às 3h10m33 UT será a vez de Io começar a transitar a face do seu planeta, seguindo a sua sombra, que desaparecerá às 4h06m56s UT. Finalmente o satélite acabará o seu trânsito às 5h19m13s UT, terminando assim este interessante espectáculo.

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Spitzer revela vestígios de mega sistema solar

http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=620

Durante o estudo de 60 estrelas brilhantes envolvidas em poeira, o Telescópio Espacial Spitzer (NASA) identificou duas cujos espectros revelaram tratar-se de estrelas rodeadas por enormes discos que, ao que tudo indica, são compostos por poeira de formação planetária. Nada disto seria surpreendente se não se estivesse a falar de estrelas hiper-gigantes, de massa 30 a 70 vezes superior à do Sol, tremendamente quentes e rodeadas por ventos fortes que se calcula deverão tornar muito difícil a formação planetária. Até agora os astrónomos estavam convencidos de que as estrelas destas dimensões não albergavam planetas.


A maioria das estrelas não se encontra em sistemas múltiplos

http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=621 

Os astrónomos sabem, há muito, que a maioria das estrelas brilhantes, com massa igual ou superior à do nosso Sol, não se encontram sozinhas, mas antes em sistemas múltiplos. Este facto levou à noção de que a maioria das estrelas no Universo é múltipla. Contudo, estudos recentes de estrelas de pequena massa têm revelado que a maioria destas estrelas raramente ocorre em sistemas múltiplos. Estrelas deste tipo, conhecidas como anãs vermelhas, são muito mais abundantes do que as estrelas de maior massa. Combinando estes dois factos, Charles Lada, do Centro Smithsonian para a Astrofísica, conclui que, ao contrário do que é frequentemente dito, a maioria das estrelas na nossa Galáxia não se encontra em sistemas múltiplos. Este resultado pode ter importantes implicações na Teoria de Formação de Estrelas.

Fontewww.portaldoastronomo.org  -  O Portal do Astrónomo.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:13
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

O Estado Português da Índia


O Estado da Índia, também conhecido por Índia Portuguesa, designa o grupo de territórios ocupados por Portugal na Índia, à época do Império Português. Quando se deu a independência da Índia em 1947, Portugal detinha os direitos sobre vários enclaves na costa indiana, cuja posse datava da época dos Descobrimentos, logo após a ligação marítima ter sido estabelecida por Vasco da Gama. Entre estes territórios, incluíam-se:

  • Goa
  • Damão
  • Diu
  • Dadrá e Nagar Haveli, um exclave de Damão bem no coração do Gujarat.

Muitas vezes a Índia Portuguesa é referida como apenas Goa, já que esta foi, durante anos, a principal praça comercial.

História

O primeiro contacto português com a Índia deu-se a 20 de Maio de 1498, quando Vasco da Gama aportou em Calecute (actual Kozhikode). Após alguns conflitos com os mercadores árabes (que detinham o monopólio das especiarias, através de rotas terrestres, Vasco da Gama conseguiu assegurar uma carta de concessão para as trocas comerciais com o Samorim, o governador de Calecute. Aí deixou alguns portugueses para estabelecerem um porto comercial.

Em 1510, o almirante Afonso de Albuquerque derrotou os sultões de Bijapur, numa disputa entre a soberania do território de Timayya, o que levaria ao estabelecimento dos portugueses na Velha Goa. Goa tornava-se, assim, o centro do governo da Índia, e o local de residência para o vice-rei da Índia.

Entretanto, os portugueses conquistavam vários territórios ao sultões de Gujarat: Damão (ocupado em 1531, formalmente cedido em 1539), Salsette, Bombaim e Baçaim (ocupado a 1534) e Diu (cedido em 1535). Estas possessões tornaram-se na província do Norte do Estado da Índia, estendendo-se por 100km de costa desde Damão a Chaul. A província era governada a partir da fortaleza de Chaul. Bombaim seria cedida ao Reino Unido em 1661 como dote do casamento entre a princesa Catarina de Bragança e Carlos II de Inglaterra. A maioria da província foi, entretanto, perdida para os Maratha até 1739 e Portugal apoderava-se de Dadrá e Nagar-Haveli em 1779.

Após a independência dos britânicos, em 1947, Portugal recusou-se a aceder ao pedido da Índia para rescindir das possessões. No entanto, a atitude era condenada pelo Tribunal Internacional e pela Assembleia das Nações Unidas que entretanto se pronunciou a favor da Índia.

Em 1954, Portugal perdia os primeiros territórios ultramarinos: Dadrá e Nagar-Haveli. A Índia proibiu Portugal de deslocar militares para a sua defesa, e anexou os enclaves em Agosto de 1961. Em Dezembro de 1961, a União Indiana invadia os territórios de Goa, Damão e Diu. No entanto, Salazar recusava-se a reconhecer a soberania indiana sobre os territórios, mantendo-os representados na Assembleia da República até 1974, altura em que se deu a Revolução dos Cravos. A partir de então, Portugal pôde restabelecer as relações diplomáticas com a Índia, começando pelo reconhecimento da soberania indiana sobre o antigo Estado Português da Índia. No entanto, foi dado a escolher a cidadania portuguesa aos seus habitantes.


Goa é uma cidade e estado da Índia, situado na sua costa ocidental. É um dos mais pequenos estados em território e população, e mais rico em PIB por pessoa da Índia. Goa a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido tomada pela União Indiana em 1961.

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.

Por volta de 1775 a.C. os fenícios estabeleceram-se em Goa.

No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do Sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.

Cerca de 200 a.C. Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia  de Strabo. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur (Chandrapur) ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos. Depois do império Maurya (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes.

Em 1347 caiu sob domínio islâmico, e muitos templos a deuses hindus foram destruídos.

Em 1510 Afonso de Albuquerque, ajudado por um chefe hindu, tomou Goa dos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão. Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. Os muçulmanos da região foram rechaçados, e em 1453 um quinto da região estava sob domínio português, recebendo o nome de Velhas Conquistas.

A decadência do porto de Goa no século XVII foi consequência das derrotas militares dos portugueses para os holandeses, no oriente, que tornam o Brasil o centro económico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-8 e 1802-13) e poucas outras ameaças externas após este período.

Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com as vias férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades económicas aumentou.

Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilingue gujarati-português.

Os ingleses deixaram a Índia em 1947, os franceses deixaram Pondicherri em 1954, mas o governo de Salazar recusou-se a negociar com a Índia. Em 1961 o exército indiano invadiu Goa, encontrando pouca resistência.


Damão é uma ex-colónia portuguesa, cidade e sede dos distrito do antigo Estado Português da Índia. Foi ocupado pela Índia em 1961.

Situada na costa do golfo de Cambaia, era um dos três concelhos que constituíam o distrito. Nagar-Aveli e Dradá (enclaves no território indiano) eram os outros dois concelhos de Damão.

O primeiro contacto dos Portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram ali os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam ali os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas maometanas que vinham dar combate às armadas portuguesas. Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações mouriscas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo vice-Rei D. Constantino de Bragança. Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis  (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo reino de Cambaia. Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passará para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, será a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas. Entretanto, muitas vilas e aldeias serão perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá  e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.

Em 18 de Dezembro de 1961, o distrito português de Damão foi invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana e incorporado no actual território de Damão e Diu.


Diu (antigamente também se escrevia Dio), cidade e sede de Distrito do antigo Estado Português da Índia, foi uma ex-colónia portuguesa. Foi ocupada pela Índia em 1961.

Distribuía-se pelas penínsulas de Guzerate e de Gogolá e pela Ilha de Diu (separada da península por um estreito rio denominado Chassis e que mais propriamente pode ser considerado um estreito braço de mar). Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513, tentaram os portugueses estabelecer ali uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito.

Em 1531 não foi bem sucedida a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha. E, afinal, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535 como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão do Gujarat, Bahadur Shá, contra o Grão-Mogol de Deli. Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português.

Arrependido da sua generosidade, Bahadur Shá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Gujarat que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, tendo, então, deparado com a heróica resistência de António Silveira. Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-Rei português).

Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos Holandeses (nos finais do século XVII). A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.

Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posso das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo do pacifista Nehru.


Dadrá e Nagar-Aveli (em inglês, Dadra and Nagar Haveli) são territórios da Índia. Pertenceu, até 1954 ao Império Português, tendo sido a primeira colónia a desmembrar-se do Império pela ocupação da União Indiana.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

O Estreito de Dardanelos

O Estreito de Dardanelos 

Dardanelos (turco: Çanakkale Boğazı ), antigamente Helesponto, é um estreito no noroeste da Turquia ligando o Mar Egeu ao Mar de Mármara (1).

Assim como o Estreito de Bósforo, o Estreito de Dardanelos separa a Europa, neste caso, a península de Gallipoli (2), da Ásia. A maior cidade próxima ao estreito é Çanakkale, que tem o seu nome do seu famoso castelo (kale  significa "castelo").

O estreito teve um papel importante ao longo da História  - por exemplo, a Guerra de Tróia (3) acontece no lado asiático do estreito. Os exércitos persas de Xerxes I e, mais tarde, o exército macedónico de Alexandre, o Grande, atravessaram o Estreito de Dardanelos em direcções opostas para invadir as terras uns dos outros.

Tendo uma importância vital para a armada do Império Otomano (4) para a sua dominação no Mediterrâneo oriental, o estreito sofreu uma tentativa de invasão com inúmeras perdas humanas pelos aliados durante a Primeira Guerra Mundial que quase custou a carreira política de Winston Churchill (a Entente (Aliança) perdeu a batalha em 18 de Março de 1915).


(1) - O Mar de Mármara (turco: Marmara denizi, ) - também conhecido com Mar de Mármora - é um mar interior que separa o Mar Negro do Mar Egeu (assim, a parte asiática da Turquia da sua parte europeia) pelo Estreito de Bósforo e Estreito de Dardanelos. Tem uma superfície de 11.500 km² e uma profundidade máxima de 1.261 metros. É envolvido ao norte e ao sul pela Turquia, sendo situado sobre uma falha geológica responsável de diversos e dramáticos terramotos.

(2) - Gallipoli, chamada Gelibolu em Turco moderno, é uma cidade no noroeste da Turquia. O nome deriva do Grego Kallipolis, significando "Cidade bonita". Situa-se na península de Gallipoli (Gelibolu Yarimadasi ), com o Mar Egeu ao oeste e o Estreito de Dardanelos a leste.

(3) - A Guerra de Tróia foi um episódio sangrento da Idade Antiga (cerca de 3.000 a.C.) que culminou com a destruição da cidade-estado de Tróia e também facilitou o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo. A causa deste conflito de cerca de dez anos foi o rapto de Helena de Esparta por Páris de Tróia. Segundo a lenda, a cidade de Tróia acabou por ser tomada após um longo cerco através do uso do estratagema do cavalo de Tróia. Os gregos antigos acreditavam que a guerra de Tróia era um facto histórico, ocorrido por volta de 1.200 a.C. no período micénico, mas estudiosos actuais têm dúvidas se ela de facto ocorreu. Até a descoberta do sítio arqueológico em Anatólia, na Turquia, acreditava-se que Tróia era uma cidade mitológica. A obra de Homero "A Ilíada"  descreve os acontecimentos finais da guerra, que incluem as mortes de Pátroclo e Heitor.

(4) - O Império Otomano foi um estado que existiu entre
1281 e 1923 e que no seu auge compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudestes europeu.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:02
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

O Caracol

Caracol


O caracol é um molusco gastrópode de concha espiralada calcária, pertencente à família Helicidae. São animais terrestres com ampla distribuição ambiental e geográfica. Os caracóis são terrestres e respiram através de um pulmão.

Gastropoda é um grupo de moluscos que inclui animais univalves (por oposição aos bivalves) como a lesma, o caracol e o caramujo ( molusco de água doce).

A cultura caracóis para consumo denomina-se Helicicultura.


Curiosidade

caramujo é um animal hermafrodita, ou seja, possui no mesmo corpo órgãos sexuais masculinos e femininos, e pesa em média 200 gramas, medindo em média 15 cm de comprimento. A sua concha é alongada e rajada, com cores bege e marrom. Na fase adulta, atingida após um ano de vida, o Achatina pode colocar até 400 ovos em cada ano e o período de incubação leva de 1 a 15 dias. Desenvolve-se muito bem em regiões de clima quente, como nas matas, em regiões sombrias e bastante húmidas como nas proximidades de córregos, rios, lagos e alagados.

caracol é um molusco invertebrado. Possui um esqueleto externo que é a sua concha. O seu corpo divide-se em três partes: cabeça, pé e massa visceral. Na cabeça há uma boca, quatro tentáculos (chifres ou antenas) e um orifício genital. Nos tentáculos maiores estão os olhos; os dois tentáculos pequenos têm função táctil. O orifício genital fica atrás da cabeça, do lado direito do animal. É hermafrodita (possui aparelhos reprodutores dos dois sexos), há uma vagina, um pénis e um dardo calcário no interior do orifício. O pé é a massa muscular que se espalha à frente e atrás da concha. A massa visceral fica no interior da concha. Lá estão o fígado, rim, coração e parte do intestino. A concha é o esqueleto externo. A sua forma e coloração são variáveis conforme a espécie. Ela é também o seu abrigo natural contra predadores, luz, frio e calor. Essa concha é constituída de carbonato de cálcio, daí a importância do cálcio na alimentação do animal.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Dia dos Namorados

São Valentim

Se ainda não leu...

Consulte o meu artigo de São Valentim:

Dia dos Namorados
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FILIPE FREITAS

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