Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

GPS - Sistema de Posicionamento Global

 
Mais de 50 satélites como este NAVSTAR já foram lançados desde 1978


O Sistema de Posicionamento Global, vulgarmente conhecido por GPS (do acrónimo do inglês Global Positioning System), é um sistema de posicionamento por satélite, por vezes incorrectamente designado de sistema de navegação, utilizado para determinação da posição na superfície da Terra ou em órbita. É constituído por uma constelação de satélites.

O sistema GPS foi criado e é controlado pelo Departamento de Defesa dos
Estados Unidos da América, DoD, e pode ser utilizado por qualquer pessoa, gratuitamente, necessitando apenas de um receptor que capte o sinal emitido pelos satélites. O DoD fornece dois tipos de serviços GPS: Standard e Precision. Contrariamente ao que inicialmente acontecia, actualmente os dois serviços estão disponíveis em regime aberto em qualquer parte do mundo. O sistema está dividido em três partes: espacial, de controlo e utilizador. O segmento espacial é composto pela constelação de satélites. O segmento de controlo é formado pelas estações terrestres dispersas pelo mundo ao longo da Zona Equatorial, responsáveis pela monitorização das órbitas dos satélites, sincronização dos relógios atómicos de bordo dos satélites e actualização dos dados de almanaque que os satélites transmitem. O segmento do utilizador consiste num receptor que capta os sinais emitidos pelos satélites. Um receptor GPS (GPSR) descodifica as transmissões do sinal de código e fase de múltiplos satélites e calcula a sua posição com base nas distâncias a estes. A posição é dada por latitude, longitude e altitude, coordenadas geodésicas referentes ao sistema WGS84.


Descrição técnica

O sistema consiste numa "constelação" de pelo menos 24 satélites em 6 planos orbitais. Os satélites GPS, construídos pela empresa Rockwell, foram lançados entre Fevereiro de 1978 (Bloco I), e
6 de Novembro de 2004 (o 29º). Cada um circunda a Terra duas vezes por dia a uma altitude de 20200 quilómetros (12600 milhas). Os satélites têm a bordo relógios atómicos e constantemente difundem o tempo preciso de acordo com o seu próprio relógio, junto com informação adicional como os elementos orbitais de movimento, tal como determinado por um conjunto de estações de observação terrestres.



O receptor não necessita de ter um relógio de tão grande precisão, mas sim de um suficientemente estável. O receptor capta os sinais de quatro satélites para determinar as suas próprias coordenadas, e ainda o tempo. Então, o receptor calcula a distância a cada um dos quatro satélites pelo intervalo de tempo entre o instante local e o instante em que os sinais foram enviados (esta distância é chamada pseudodistância). Descodificando as localizações dos satélites a partir dos sinais de rádio e de uma base de dados interna, e sabendo a velocidade de propagação do sinal, o receptor pode situar-se na intersecção de quatro esferas, uma para cada satélite.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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"Europa lança o primeiro satélite do projecto Galileu
28 de Dezembro de 2005

A União Europeia lançou ontem em Baikonur (Cazaquistão) o primeiro satélite do projecto Galileu, um passo decisivo para a implantação, em torno de 2010, de seu próprio sistema de localização por satélite. Trata-se de um sistema mais fiável e preciso do que seus competidores estadunidense e russo e, ademais, é de carácter civil.

O primeiro satélite experimental de Galileu, conhecido como Giove-A, foi lançado desde Baikonur, em Cazaquistão e foi posto em órbita por um foguete Soyuz. Em 2010, a União Europeia pretende colocar em marcha este projecto, um sistema de localização por satélite, similar ao GPS estadunidense, porém com mais funcionalidades e com uma melhora na precisão.

O projecto conta com 30 satélites, cuja posta em órbita tem um custo de 4.000 milhões de dólares. A diferença de seus competidores estadunidense ou russo, que na actualidade ocupam o mercado, Galileu é um projecto civil gerido por um consórcio privado. O novo GPS multiplicará a oferta em numerosos mercados, desde os bens de consumo, como a telefonia celular, até aplicações de segurança."

Fonte: http://www.ciberamerica.org/Ciberamerica/Portugues/General/Noticias/noticiaeuropalancaprimeirosatelite.htm


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Com a capacidade de procurar em tempo real um ponto qualquer na Terra com precisão de 1 metro, os satélites do projecto  Galileu poderão oferecer-nos uma gama enorme de serviços. Vamos aguardar...

Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

A Suméria

 

Suméria entre 3500 e 3000 a.C.

Suméria: 
a civilização mais antiga da humanidade

A Suméria (ou Shumeria, Shinar, ki-en-gir na língua nativa), considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia (o Iraque da actualidade), apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos pela sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em cerca de 5000 a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Agade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I. Sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilónia e pela Assíria.

Duas importantes criações creditadas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que antecede provavelmente todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; e as cidades-estados - sendo, provavelmente a mais conhecida, a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C.


História

O termo "sumério" é na verdade um exónimo aplicado (e, provavelmente, cunhado)  pelos acádios.

Exónimo: nome de um lugar usado por estrangeiros que difere do nome usado por seu povo nativo.
Acadianos: grupos de nómadas vindos do deserto da Síria, que começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumerianas.

Astronomia

Os sumérios foram os inventores da astronomia. O estudo da observação dos astros. Nas ruínas das cidades sumérias escavadas pelos arqueólogos desde o princípio do século passado, foram encontrados muitas centenas de inscrições e textos deste povo sobre as suas observações celestes.

Entre estas inscrições existem listas especificas de constelações e posicionamento de planetas no espaço bem como informação e manuais de observação.

Existem textos específicos sobre o sistema solar e o movimento dos planetas em torno do sol, na sua ordem correcta. Muitas destas inscrições, com mais de 4500 anos, estão agora conservadas na secção do Próximo Oriente, no Museu Estatal de Berlim Oriental.


Legado

Os sumérios talvez sejam mais lembrados devido às suas muitas invenções. Muitas autoridades dão-lhes crédito pelas invenções da roda e do torno de oleiro. O seu sistema de escrita cuneiforme foi o primeiro sistema de escrita de que se tem evidência, pré-datando os hieróglifos egípcios em pelo menos cinquenta anos. Os sumérios estavam entre os primeiros astrónomos. Inventaram a carroça e possivelmente as formações militares. Inventaram a cerveja. O mais importante de tudo, talvez, seja o facto de que, de acordo com muitos académicos, os sumérios foram os primeiros a domesticar tanto plantas como animais. No caso do primeiro termo, através de plantações sistemáticas e da colheita de uma descendência de grama mutante, conhecida actualmente como einkorn, e de sementes de milho e de trigo. Com relação ao segundo termo, os animais, domesticaram-nos através do confinamento e da procriação de carneiros ancestrais (similares à cabra montês e ao gado selvagem (búfalos)). Essas invenções e inovações facilmente colocam os sumérios entre uma das culturas mais criativas de toda a pré-história, e mesmo da história.


Língua e Escrita

A língua suméria é uma língua isolada, o que significa que não está directamente relacionada a nenhuma outra língua conhecida, apesar das várias tentativas equivocadas de provar ligações com outros idiomas. A língua suméria é aglutinante, ou seja, os morfemas (as menores unidades com sentido da língua) se justapõem para formar palavras.

Credita-se aos sumérios a invenção do sistema cuneiforme de escrita (caracteres em forma de cunha), que foi utilizada por toda a Mesopotâmia e povos vizinhos. Era uma escrita pictográfica, onde o objecto representado expressava uma ideia. Um barco marcado por determinados sinais, por exemplo, poderia significar que ele estava carregado ou vazio.

Um corpo extremamente vasto (muitas centenas de milhares) de textos na língua suméria sobreviveu, sendo que a maioria está gravada em tabuinhas de argila. A escrita suméria está gravada em cuneiforme e é a mais antiga língua humana escrita conhecida. Os tipos de textos sumérios conhecidos incluem cartas pessoais e de negócios e/ou transacções comerciais, receitas, vocabulários, leis, hinos e rezas, encantamentos de magia e textos científicos incluindo matemática, astronomia e medicina. Inscrições monumentais e textos sobre diversos objectos, como estátuas ou tijolos, também são bastante comuns. Muitos textos sobrevivem em múltiplas cópias pelo facto de terem sido transcritos repetidamente por escribas "estagiários". O Escriba era a pessoa na Antiguidade que dominava a escrita e a usava para, a mando do regente, redigir as normas do povo daquela região ou de uma determinada religião.

A compreensão dos textos sumérios hoje em dia pode ser problemática até mesmo para especialistas. Os textos mais antigos são os mais difíceis, pois não mostram a estrutura gramatical da língua de forma sólida.


Cronologia
  • 5000 - Desenvolvimento primitivo da Suméria
  • 4000 - Desenvolvimento da alta civilização
  • 3500 - Sumérios estabelecem-se na Mesopotâmia. Construção do templo em Tell Uqair, que durou de 3.500 a 1.900 a.C.
  • 3300 - Escrita suméria em tabuinhas de argila (escrita pictórica ou pictorial)
  • 3250 - A escrita suméria evolui para a cuneiforme; a roda é usada na Mesopotâmia
  • 3000 - Rivalidades políticas e militares. Construção do Templo Branco em Uruk (de pé até 2.750 a.C.)
  • 2750 - O lendário Gilgamesh reina sobre Uruk; Enmebaragesi & Agga reinam sobre Kish
  • 2600 - A rainha Shudu-ad é enterrada nos Túmulo Reais de Ur
  • 2500 - Rei de Ur, primeiro rei a possuir registos escritos na Suméria; Lugalannemudu de Abab unifica cidades-estados
  • 2550 - Mesalim reina sobre Kish
  • 2475 - Ur-Nanshe reina sobre Lagash, Meskalamdug reina sobre Ur. Conflitos militares entre Lagash & Umma perduram por um longo tempo
  • 2375 - Lugalzaggisi (ou Lugalzagesi) de Umma unifica a Suméria por um curto período de tempo
  • 2350 a 2340 - Sargão, o Acádio, derrota Umma e Lugalzaggisi, conquistando a Suméria e a Acádia, criando um império de superioridade política e económica
  • 2250 - Revivificação de cidades-estados; inventa-se o arco-composto, cujas flechas são capazes de penetrar armaduras de couro e possuem o dobro do alcance concedido por arcos comuns.
  • 2230 - Invasão gútia quebra a unidade acádio-sumeriana.
  • 2217 - Shar-kali-sharri, rei da Acádia, perde o Elam, invade Gútio e é assassinado
  • 2200 - A Acádia entra em colapso devido às invasões do norte. Data-se daqui o mais antigo documento do Egipto escrito em papiro
  • 2175 - Gudea reina sobre Lagash
  • 2148 - La'arab, rei de Gútio, conquista a Acádia vindo do leste e invade a Suméria
  • 2133 - Utu-hegal reina em Uruk
  • 2120 - Utu-hegal, rei de Uruk, expulsa os Gútios; Abraão deixa a cidade de Ur (há discordâncias. Conf. 2000)
  • 2112 - Nova unificação da Suméria e Acádia, desta vez por Ur-Nammu de Ur. O novo governante deixa textos legais à posteridade, conhecidos por As Leis de Ur-Nammu
  • 2100 - Construção do zigurate em Ur
  • 2047 - No Egipto, Mentuhotep II completa a reunificação, dando início ao Reino, ou Império, Médio
  • 2030 - Nova quebra da unidade acádio-sumeriana, desta vez pelos elamitas
  • 2020 - Ishbi-Erra, governante amorita de Isin, tenta unificar novamente o território
  • 2000 - Os indo-europeus deixam a área do Mar Negro em direcção ao Médio Oriente numa das maiores correntes migratórias da história da humanidade. Desenvolvimento da civilização minoana em Creta, na Grécia. Os cítios vêm da Ásia Central e invadem a Ásia Ocidental a cavalo. Amoritas nómadas invadem a Mesopotâmia pelo norte e oeste e estabelecem-se num vilarejo chamado Babilónia. A população mundial gira em torno de 27 milhões. Os hititas migram do vale do Danúbio para a península da Anatólia. O Egipto conquista a Baixa Núbia. Diz-se que Abraão deixa a cidade de Ur e marcha à Palestina (alguns datam o acontecimento em 2120). Período patriarcal de Israel. A civilização de Harappa na Índia desfalece. Desenvolvimento dos primeiros centros de cerimónia no Peru. Era Micénica na Grécia. Marduk é adorado como o deus capital da Babilónia. Creta começa a usar navios com quilhas e costeletas.
  • 1934 - Leis de Lipit-Ishtar
  • 1900 - Leis de Eshnuna da Babilónia; Antigo Período Assírio; Império Babilónico
  • 1860 - Desenvolvimento do alfabeto semítico primitivo
  • 1850 - Armas de cobre são endurecidas com o uso de martelos
  • 1800 - Os hititas expulsam os assírios da Anatólia; migração ariana da parte sul da Rússia em direcção ao Próximo Oriente
  • 1795 - Rim-Sin de Larsa derrota Isin, obtendo controle sobre a Suméria e a Acádia
  • 1792 - Hamurabi sobre ao trono da Babilónia
  • 1770 - É feito o Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis da humanidade
  • 1760 - Hamurabi derrota Larsa, obtendo controle sobre toda a Suméria e a Acádia
  • 1720 - Invasores hicsos expulsam habitantes egípcios do Baixo Egipto; mudança no rio Eufrates, e consequente colapso da vida em Nippur, além de outras cidades sumérias
  • 1700 - José lidera o povo hebreu Egipto adentro; popularização da arte minoana em Creta. Mais tarde, os palácios de Cnossos e Faistos são destruídos pelo fogo. Os gregos usam armaduras de bronze, espadas cortantes e lanças inviscerantes
  • 1600 a 1595 - Invasões e razias hititas quebram a unidade acádio-sumeriana. A Suméria, como se conhecia, é extinta.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os sumérios autodescreveram-se como sag-gi-ga (o povo de cabeças negras) e chamaram à sua terra Ki-en-gi, o lugar dos senhores civilizados. A palavra acadiana Shumer possivelmente representa esse nome num dialecto diferente. A respeito dos sumérios, donos de língua, cultura (e, provavelmente, aparência) diferentes da dos seus vizinhos semíticos e sucessores, acredita-se que foram invasores ou migrantes, apesar de que seja difícil determinar exactamente quando esses eventos ocorreram ou mesmo as suas origens geográficas. Alguns arqueólogos afirmam que os sumérios procediam, de facto, das planícies mesopotâmicas. Outros sugerem que o termo 'suméria' deveria restringir-se à língua sumeriana, colocando-se na posição de que não havia grupos étnicos 'sumérios' avulsos. O próprio termo 'sumério' é geralmente usado para se referir a uma língua isolada no campo da Linguística, já que ela não pertence a nenhuma família linguística conhecida, em comparação, por exemplo, ao acádio, que pertence ao hamito-semítico, ou às chamadas línguas afro-asiáticas.

A origem e a história antiga dos sumérios ainda são pouco conhecidas. Sabe-se que no final do período neolítico, os povos sumerianos, vindos do planalto do Irão, fixaram-se na Caldeia e fundaram diversas cidades autónomas, verdadeiros Estados independentes, como Ur, Uruk, Nipur e Lagash. A primeira cidade que conseguiu estabelecer controle sobre a totalidade da Suméria foi Kish. Mais tarde, Kish, Ur e Erech travaram renhida luta pela hegemonia na região de Súmer.

Após um período de domínio dos reis elamitas (viviam no sudoeste do actual Irão), os sumerianos voltaram a gozar de independência. As cidades de Lagash, Umma, Eridu, Uruk e principalmente Ur tiveram seus momentos de glória.

Bem cedo, grupos de nómadas, vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumerianas. Conhecidos como acadianos, dominaram as cidades-estados da Suméria por volta de 2550 a.C. Mesmo antes da conquista, já estava ocorrendo uma síntese entre as culturas suméria e acadiana, que aumentou acentuadamente com a unificação dos dois povos. Os ocupantes assimilaram a cultura dos vencidos, embora em muitos aspectos as duas culturas mantivessem diferenças entre si, mais evidente, sobretudo, no campo da religião.


Civilização Acadiana

Mais tarde, por volta de 2369 a.C., Sargão, o Velho, patési (supremo-sacerdote e chefe militar absoluto) da cidade de Acad, unificou a maioria das cidades-templos. O grande rei acádio, guerreiro e conquistador, tornou-se conhecido como “soberano dos quatro cantos da terra”. Apesar da unificação, as estruturas políticas da Suméria continuaram a existir. Os reis das cidades-estados sumerianas foram mantidos no poder e reconheciam-se como tributários dos conquistadores acadianos.

O império criado por Sargão desmoronou-se após um século de existência, em consequência de revoltas internas e dos ataques dos guti, nómadas originários dos montes Zagros, no Alto do Tigre, que investiam contra as regiões urbanizadas, porque a sedentarização das populações do Médio Oriente lhes dificultava a caça e o pastoreio. Por volta de 2150 a.C., os guti conquistaram a civilização sumério-acadiana. Depois disso, a história da Mesopotâmia parecia repetir-se. A unidade política dos sumério-acadianos era destruída pelos guti, que, por sua vez, eram vencidos por revoltas internas dos sumério-acadianos.


Renascença Sumeriana

O domínio intermitente dos guti durou um século, sendo substituído no século seguinte (cerca de 2100 a.C.–1950 a.C.) por uma dinastia proveniente da cidade-estado de Ur. Expulsos os guti, Ur-Nammur reunificou a região sobre o controle dos sumérios. Foi um rei energético, que construiu os famosos zigurates e promoveu a compilação das leis do direito sumeriano. Os reis de Ur não somente restabeleceram a soberania suméria, mas também conquistaram a Acádia. Nesse período, chamado de renascença sumeriana, a civilização sumeriana atingiu o apogeu, mas esse foi o último acto de manifestação do poder político da Suméria.


Declínio

Uma vez que os estados locais cresceram em força bruta, os sumérios começaram a perder a sua hegemonia política sobre a maioria das partes da Mesopotâmia.

Atormentados pelos ataques de tribos elamitas e amoritas, o império ruiu. Nesta época, os sumérios desapareceram da história, mas a influência da sua cultura nas civilizações subsequentes da Mesopotâmia teve longo alcance. Os amoritas fundaram a Babilónia. Os hurrianos da Arménia estabeleceram o império de Mitanni na parte norte da Mesopotâmia por volta de 2000 a.C., enquanto os babilónios controlavam o sul.
Ambos os grupos se defendiam dos egípcios e dos hititas. Esses últimos derrotaram Mitani, mas foram expulsos pelos babilónios. Os cassitas, entretanto, venceram os babilónios em 1400 a.C.. Os cassitas foram depois vencidos pelos elamitas por volta de 1150 a.C..


Administração e Política

Os sumérios habitaram várias cidades-estados, cada uma erigida em torno dos seus respectivos templos, dedicados ao deus a cuja protecção a cidade competia. Estas cidades, grandes centros mercantis, eram governadas por déspotas locais denominados patésis, supremos-sacerdotes e chefes militares absolutos, auxiliados por uma aristocracia, constituída por burocratas e sacerdotes. O patési controlava a construção de diques, canais de irrigação, templos e celeiros, impondo e administrando os tributos a que toda a população estava sujeita. As cidades-estados sumerianas, tradicionalmente, eram cidades-templos. Isto porque os sumérios acreditavam que os deuses haviam fundado as cidades para que fossem centros de culto. Mais tarde, segundo a religião, os deuses limitavam-se a comunicar aos soberanos as plantas das cidades e dos santuários. A ligação dos patésis aos ritos da cidade era extremamente íntima.

Os templos estavam ligados ao poder estatal e as suas riquezas eram usufruídas pelos soberanos, considerados intermediários entre os deuses e os homens. Junto com os templos das cidades, homenageando o seu deus patrono, não raramente eram erguidos zigurates, pirâmides de maciços tijolos cozidos ao Sol, que serviam se santuários e acesso aos deuses quando desciam até ao seu povo.

Dentre as cidades mais importantes do território sumério estavam Eridu, Kish, Lagash, Uruk, Ur e Nippur. Com o desenvolvimento dessas cidades, a tentativa de supremacia duma sobre a outra tornou-se inevitável. O resultado foi um milénio de embates quase incessantes sobre o direito de uso de água, rotas de comércio e tributos a tribos nómadas.


Agricultura e Caça

Os sumérios mantinham uma produção de cevada, grão-de-bico, lentilha, milhete, trigo, nabo, tâmara, cebola, alho, alface, alho-porro e mostarda. Eles também criavam gado, carneiro, cabra e porco. Além disso usavam bois como opção principal no trabalho de carga e burros como animal de transporte. Os sumérios pescavam peixe e caçavam aves galináceas.

A agricultura suméria dependia muito da irrigação, sendo efectuada através do uso de canais, barragens, diques e reservatórios. Os canais requeriam reparos frequentes e a remoção contínua de lodo. O governo ordenava a determinados cidadãos a tarefa de trabalhar nos canais, apesar dos ricos poderem ser dispensados.

Com o uso de canais os fazendeiros irrigavam os seus campos e então drenavam a água. Depois deixavam que os bois macerassem a terra e matassem as ervas daninhas. O passo seguinte era dragar os campos com picaretas. Depois de secar, eles aravam-os, gradavam e varriam três vezes, pulverizando-os depois com um alvião.

Os sumérios ceifavam durante a fase seca do Outono em equipes de três pessoas, consistindo de um ceifador, um enfardador e um enfeixador. Os fazendeiros usavam um tipo de colheita arcaica para separar a cabeça dos cereais dos seus respectivos talos, para então usar um tipo de trenó de triagem, que separava o grão dos cereais. Em seguida peneiravam a mistura de grãos e debulhos.


Arquitectura

A planície Tigre-Eufrates carecia de minerais e árvores. As edificações sumérias compreendiam estruturas plano-convexas feitas de tijolos de barro, desprovidas de argamassa ou cimento. Uma vez que os tijolos plano-convexos são de composição relativamente instável, os pedreiros sumerianos adicionavam uma mão extra de tijolos, postos perpendicularmente a cada poucas fileiras. Aí então preenchiam as lacunas com betume, engaço, cana e cizânias. Construções feitas com tijolos de barro, entretanto, acabavam por se deteriorar, de forma que eram periodicamente destruídas, niveladas e reconstruídas no mesmo lugar. Essa constante reconstrução gradualmente elevou o nível das cidades, de modo que se ergueram acima da planície à sua volta. Os aterros resultantes (chamados em inglês de tell) são encontrados através do antigo Próximo Oriente. O tipo mais famoso e impressionante dentre as edificações sumérias chama-se zigurate, uma construção de largas e amplas plataformas sobrepostas em cujo topo se encontravam templos. Esse maciço edifício de celsa estatura pode ter sido a inspiração para a Torre de Babel bíblica. Selos cilíndricos sumerianos também descrevem casas construídas com cana, similares àquelas construídas pelos árabes das terras baixas da parte sul do Iraque até anos recentes.

Por outro lado, templos sumérios e palácios fizeram uso de materiais e técnicas mais avançadas como reforços (suporte para os tijolos), recessos (quinas), pilastras e pregos de argila.


Cultura

O historiador Alan Marcus fala que os "sumérios ostentavam uma perspectiva circunspecta sobre a vida."

Um sumério escreveu: "Lágrimas, lamento, angústia e depressão residem dentro de mim. O sofrimento tolhe-me. O perverso destino aprisiona-me e faz com que cesse a vida minha. Sou banhado por uma doença maligna."

Um outro escreveu: "Por que me contam entre os ignorantes? A comida encontra-se em todo o lugar, e ainda assim minha comida a fome proporciona. Durante o dia a partilha era orçada; e o orçamento de minha partilha, prejudicada."

Apesar das mulheres poderem alcançar um status mais elevado na Suméria do que em outras civilizações, a cultura permanecia predominantemente masculina.


Economia e Comércio

Empreendedores e criativos, os sumérios estabeleceram relações comerciais com vários povos da costa do Mediterrâneo e do vale do Indo.

Descobertas de obsidiana em locais longínquos da Anatólia e no Afeganistão remontam a Dilmun (hoje Bahrain, um principado no Golfo Pérsico), e vários selos inscritos na grafia dos povos do Vale do Indo sugerem uma rede consideravelmente extensa de comércio antigo, centrado nos limites do Golfo Pérsico.

A Epopeia de Gilgamesh refere-se ao comércio com terras longínquas de mercadorias como madeira, já que esse item representava um material escasso na Mesopotâmia. O cedro do Líbano era especialmente apreciado.

Os sumérios usavam escravos, embora esses não representassem a maior parte da economia. Mulheres escravas trabalhavam como tecelãs, prensadoras, moleiras e carregadoras.

A cerâmica suméria decorava vasos com pinturas em óleo de cedro. Os ceramistas utilizavam furadoras arqueadas para produzir o fogo necessário ao cozimento da cerâmica. Os pedreiros e ourives sumérios não só conheciam como faziam uso de marfim, ouro, prata, galena e lápis-lazúli.


Medicina

Como em qualquer sociedade pré-moderna, os sumérios possuíam um conhecimento limitado de diagnóstico e tratamento médicos. Laxantes, purgantes e diuréticos formavam a maioria dos remédios daquele povo. Determinadas cirurgias também eram postas em prática.

Os sumérios manufacturavam salitre, conseguido a partir da urina, da cal, de cinzas e do sal. Eles combinavam esses materiais com leite, pele de cobra, casco de tartaruga, cássia, murta, timo, salgueiro, figo, pêra, abeto e/ou tâmara. A partir daí, misturavam esses agentes com vinho, usando o resultado obtido de duas formas: ou passando o produto como se fosse uma pasta, ou então misturavam-no com cerveja, consumindo o remédio por via oral.

Os sumérios explicavam a doença como uma consequência do aprisionamento, e consequente tentativa de escape, de um demónio dentro do corpo humano. O objectivo do remédio era persuadir o demónio a acreditar na ideia de que continuar residindo naquele corpo seria uma experiência desagradável. Comummente os sumérios colocavam um carneiro ou cabra próximo ao doente, esperando atrair o demónio para dentro do corpo do animal, que então seria morto. No caso de não haver ovelhas à disposição, tentavam a sorte com uma estátua, que se conseguisse transferir o demónio para dentro de si, seria coberta de betume.


Características Militares

As cidades sumérias eram defendidas por muralhas. Os sumérios engajavam-se em guerras de sítio entre as suas cidades, e as muralhas de tijolos de barro obviamente não podiam deter os inimigos, que já conheciam o material.

O exército sumério consistia na sua maior parte da infantaria. A infantaria leve carregava machados de guerra, adagas e lanças. A infantaria de linha de frente também usava capacetes de cobre, capas de feltro e saias (kilts) de couro.

Os sumérios inventaram a carruagem, à qual atavam onagros (burros selvagens). Essas carroças antigas não funcionavam tão bem em combate quanto os modelos construídos a posteriori, e alguns sugeriram que as carroças serviam primeiramente como meio de transporte, embora a "equipe" de guerra suméria carregasse machados de guerra e lanças. A carroça ou carruagem suméria constituía-se de um dispositivo de quatro-rodas manejado por uma equipe de duas pessoas e ligado a quatro onagros. A carroça era composta por cestas entretecidas e as rodas possuíam um sólido design triplo.

Os sumérios usavam fundas e arcos simples (só mais tarde a humanidade inventaria o arco composto.)


Religião

Tratar dum assunto tal como a "Religião Suméria" pode ser complicado, uma vez que as práticas e crenças adoptadas por aquele povo variaram largamente através do tempo e distância, em que cada cidade possuía a sua própria visão de mitologia e/ou teologia.

Entre as principais figuras mitológicas adoradas pelos sumérios, é possível citar An (ou Anu), deus do céu; Nammu, a deusa-mãe; Inanna, a deusa do amor e da guerra (equivalente à deusa Ishtar dos acádios); e Enlil, o deus do vento. Cada um dos deuses sumérios (na sua própria língua, dingir - no plural, dingir-dingir ou dingir-a-ne-ne) era associado a cidades diferentes, e a importância religiosa a eles atribuída intensificava-se ou esmorecia dependendo do poder político da cidade associada. Segundo a tradição suméria, os deuses criaram o ser humano a partir do barro com o propósito de serem servidos por suas novas criaturas. Quando estavam zangados ou frustrados, os deuses expressavam os seus sentimentos através de terramotos ou catástrofes naturais: a essência primordial da religião suméria baseava-se, pois, na crença de que toda a humanidade estava à mercê dos deuses.

Os sumérios acreditavam que o universo consistia num disco plano fechado por uma cúpula de latão. Já a vida após a morte envolvia uma descida ao vil sub-mundo, onde se passava a eternidade numa existência deplorável, numa espécie de inferno, chamado Sheol.

Os templos sumérios consistiam de uma nave central com corredores em ambos os lados, flanqueados por aposentos para os sacerdotes. Numa das pontas do corredor achavam-se um púlpito e uma plataforma construída com tijolos de barro, usada para sacrifícios animais e vegetais.

Granéis e depósitos localizavam-se geralmente na proximidade dos templos. Mais tarde, os sumérios começaram a construir os seus templos no topo de colinas artificiais, terraplanadas e multifacetadas: esses templos especiais chamavam-se zigurates.


Tecnologia

Exemplos da tecnologia suméria incluem: serras, couro, cinzéis, martelos, braçadeiras, brocas, pregos, alfinetes, anéis, enxadas, machados, facas, lanças, flechas, espadas, cola, adagas, odres de água, caixas, arreios, barcos, armaduras, aljaves, bainhas, botas, sandálias e arpões.
Os sumérios possuíam três tipos de barcos:
  • os barcos de pele eram feitos a partir de cana e peles de animais.
  • os barcos à vela caracterizavam-se por serem feitos com betume, sendo à prova d'água.
  • os barcos a remo (com remos feitos de madeira) eram às vezes usados para subir a correnteza, sendo puxados a partir de ambas as margens do rio por pessoas e animais.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

Louis Braille

 

Louis Braille nasceu em 4 de Janeiro de 1809 em Coupvray, perto de Paris e morreu em 6 de Janeiro 1852 em Paris. Ele foi o criador do sistema de leitura para cegos que recebeu seu nome, Braille.
 

O seu pai, Simon-René Braille, era um fabricante de selas e laços. Aos três anos, Louis Braille feriu-se no olho esquerdo na oficina do pai. A infecção que se seguiu ao ferimento estendeu-se ao olho direito, provocando uma cegueira total.

Com 10 anos, ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).

Na escola, as crianças aprendiam a ler através de letras em relevo, mas não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel.

Com a idade de 13 anos ele inventa o sistema de pontos em relevo inspirado pela visita do capitão aposentado Charles Barbier, que trouxera um sistema de escrita para a noite permitindo aos militares a troca de ordens e informações silenciosamente. Este sistema, conhecido como Serre, é baseado em 12 pontos, enquanto que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. Braille, em seguida, melhorou o seu sistema, incluindo a notação numérica e musical.

Em 1827, foi publicado o primeiro livro em Braille.

Ainda assim, o novo sistema não teve sucesso imediato. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir o seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por se dar conta dos benefícios do novo sistema.

 
Mais tarde, Louis Braille acabou por se tornar professor na escola onde ele estudara. Ele era admirado e respeitado pelos alunos, mas, infelizmente, não viveu o suficiente para ver o seu sistema largamente adoptado.

Braille morreu de tuberculose em 1852, com 43 anos.

Na França, a invenção de Louis Braille foi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, o seu corpo foi transferido a Paris, onde repousa no Panthéon.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 16:47
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A Cartografia


A cartografia (antigamente cosmografia) é a ciência e a arte de se representar a superfície terrestre por meio de mapas, cartas e plantas. O processo cartográfico assenta na premissa de que existe uma realidade objectiva da qual se podem efectuar representações abstractas.

O vocábulo cartografia encontra-se empregado pela primeira vez pelo historiador português Visconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser consagrado pelo uso.


Os primeiros mapas

A função dos mapas é prover à visualização de dados espaciais e a sua confecção é praticada desde tempos pré-históricos, antes mesmo da invenção da escrita. Com esta, dispomos de mapas em placas de argila sumérias (a civilização Suméria é  considerada a mais antiga da humanidade) e papiros egípcios. Na Grécia antiga, Erastóstenes e Hiparco produziram mapas com latitudes e longitudes. Em Roma, Ptolomeu representou a Terra dentro de um círculo.


A Cartografia medieval

Embora durante a Idade Média o conhecimento geográfico tenha conhecido uma relativa estagnação na Europa ocidental, confinado ao domínio eclesiástico, foram produzidos os mapas OT (orbis terrarum): um T composto pelas águas (Mar Mediterrâneo, Mar Negro e rio Nilo), separando as terras (Europa, Ásia ocidental e Norte de África), dentro de um O (o mundo). No mundo árabe, ao contrário, desde 827, o califa Al Mamum havia determinado traduzir do grego a obra de Ptolomeu. Desse modo, através do Império Bizantino, os árabes resgataram os conhecimentos greco-romanos, aperfeiçoando-os.


A Cartografia da Idade Moderna

Com a reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir do século XI, os mapas ganharam importância renovada, particularmente entre os árabes, que prosseguem as próprias investigações.

Em poucos séculos, os mapas de navegação marítima, que passaram a ser grandemente valorizados na região mediterrânica, associados aos progressos técnicos representados pela bússola, pelo astrolábio e pela caravela, permitiram o processo das grandes navegações, marcando a passagem para a Idade Moderna. Os portulanos introduziram a rosa-dos-ventos e motivos temáticos passaram a ilustrar as lacunas do conhecimento geográfico.

[Cartas portulanos: mapas adaptados às necessidades da navegação marítima no qual os pontos do litoral eram localizados por meio dos rumos magnéticos e das distâncias que se estimavam percorridas (donde a imprecisão dos contornos litorais nele representados)].

Embora a cartografia portuguesa haja conhecido avanços técnicos significativos durante o século XV, será superada, já no século XVI, pela cartografia holandesa, responsável pela publicação e universalização das representações cartográficas, devido aos baixos custos introduzidos pela moderna impressão.


Os mapas actuais

Os mapas, antiga e tradicionalmente feitos usando material de escrita, a partir do aparecimento dos computadores e dos satélites conheceram uma verdadeira revolução. Actualmente são confeccionados utilizando-se softwares próprios (Sistemas de Informação Geográfica (SGIs), CAD ou softwares especializados em ilustração para mapas). Os dados assim obtidos ou processados são mantidos em base de dados. A tendência actual neste campo é um afastamento dos métodos analógicos de produção e um progressivo uso de mapas interactivos de formato digital.

O departamento de cartografia da Organização das Nações Unidas é o responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam os seus dados mais recentes para este departamento.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

Michael Schumacher



Michael Schumacher é considerado o maior piloto de toda a história da Fórmula 1. Nasceu em Huerth-Hermuelheim, na Alemanha, em 3 de Janeiro de 1969. Iniciou a sua carreira com 14 anos, apesar de pilotar kart desde os 4. Chegou à F1 em 1991, como piloto da Jordan. No mesmo ano transferiu-se para a Benetton, equipe pela qual viria a se tornar bicampeão mundial (1994 e 1995). Em 1996 veio o casamento perfeito, a transferência para a Ferrari. Pela equipe italiana Michael Schumacher conquistou 5 títulos consecutivos e toda a fama que ostenta de melhor do mundo.


Estatísticas e recordes


  • Número de corridas:  227
  • Número de vitórias:      84
  • Total de pontos:        1196
  • Pódios:  142
  • Pole Positions:    64
  • Melhores voltas:  67
  • Pontos na mesma temporada:  148 (2004)
  • Vitórias na mesma temporada:   13 (2004)
  • Voltas na liderança:  4657
  • 16  vezes venceu, fez a pole e a melhor volta
  • 100%  de pódios na temporada 2002 (um feito inédito)
  • 247,585 km/h  - maior média de velocidade numa corrida
  • Títulos mundiais:  7 (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004)

A Fórmula 1 é a mais popular das formas de automobilismo em todo o mundo, com excepção da América do Norte, onde os stock cars e as corridas Indy têm maior popularidade. No Brasil, o desporto popularizou-se nos tempos de Nelson Piquet e de Ayrton Senna, mas também teve bons momentos antes disso, com Chico Landi (que abriu as portas aos pilotos brasileiros, mesmo quando a categoria nem se chamava Fórmula 1) e Emerson Fittipaldi, que foi o primeiro campeão mundial brasileiro.

Nota:
Ao contrário do que muitos acreditam, o registo oficial da categoria consta como Fórmula Um, com o numeral escrito por extenso.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006

O Cabelo


Os cabelos não servem só como um aliado estético (dando forma e valorizando o rosto) mas também funcionam como um isolante térmico, protegendo a cabeça das radiações solares e da abrasão mecânica.



Estrutura do fio de cabelo

O fio de cabelo divide-se em três regiões distintas:

Cutícula, Córtex e Medula.


Cutícula

Camada externa do fio de cabelo que se divide em 0 a 12 camadas que, sobrepostas, protegem a estrutura. Por ser transparente permite-nos ver a cor do fio do cabelo. A cutícula sofre agressões externas (sol, chuva, poluição...) por acção mecânica (escovar, pentear...) e transformações químicas (relaxamento, permanente, colorações, reflexos...)


Córtex

Região intermediária onde transformamos, de todas as formas, a estrutura do cabelo. Nesta região encontramos as seguintes ligações químicas:


  • Ligação Salina:  no simples acto de molhar o cabelo a sua extensão é aumentada.
  • Ligação de Hidrogénio:  a deformação acontece quando transformamos temporariamente o cabelo.
  • Ligação de Enxofre:  só é rompido através de química e a sua transformação é permanente.

Medula

É a parte central do fio. Há fios de cabelos que não possuem medula, não modificando em nada a sua estrutura. O canal da medula pode estar vazio ou preenchido com Queratina esponjosa. Os estudos ainda não determinaram a função desta região. Estudos recentes apontam as pesquisas para uma associação da medula com o primeiro instante da fase de germinação do fio onde a medula serviria como um "direccionador" do novo fio em direcção ao poro.


O pH do cabelo

O termo pH é usado para determinar o grau de acidez ou alcalinidade de uma substância. O cabelo e a pele têm pH levemente ácido, um valor compreendido entre 5,0 e 6,0 na escala. Dessa forma, todos os produtos que entram em contacto com o corpo humano devem ser neutros ou levemente ácidos. Se lavarmos o cabelo com champô alcalino, por exemplo, as suas escamas abrem, ele fica sem brilho, difícil de pentear e embaraçado.


Tipos de cabelo


  • Secos: Como o couro cabeludo tem pouca oleosidade, os fios acabam ficando ressecados, quebradiços e sem brilho.

  • Normais: Não têm excesso de oleosidade na raiz nem pontas ressecadas. Dispensam grandes cuidados para exibir um aspecto brilhante e saudável, só que, infelizmente, são raros.

  • Oleosos: Basta um dia sem lavar que eles já ficam com aspecto sujo, oleoso, pesado. Isso ocorre porque as glândulas sebáceas têm actividade excessiva. Passar a mão nos cabelos e utilizar água muito quente durante a lavagem potencializa a oleosidade.

  • Mistos: Possuem características de cabelos oleosos e secos, ou seja, o couro cabeludo é oleoso e as pontas são ressecadas e às vezes duplas. É o tipo de cabelo mais comum e também o mais difícil de tratar.


Cabelos saudáveis  X  cabelos danificados


  • Cabelos saudáveis: Cada fio de cabelo é coberto por uma camada de escamas bem fechadas, chamadas cutículas, que protegem o interior do cabelo. Nos cabelos saudáveis, essa cutícula tem um padrão regular, o que mantém as moléculas de água e de proteína seladas dentro do cabelo, mantendo-o maleável, com brilho, forte e macio.

  • Cabelos danificados: Apresentam um desgaste provocado por produtos químicos (permanentes, produtos inadequados, tinturas, descoloração, etc.), além dos danos físicos (exposição excessiva aos raios UV, uso de secadores, escovagem brusca). Em ambos os casos, ocorrem anomalias na disposição das cutículas e, consequentemente, na estrutura dos fios e do couro cabeludo. Nos cabelos danificados, as escamas estão abertas, o que provoca perda de brilho, humidade e resistência. É por isso que eles necessitam de um tratamento profundo e intensivo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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Domingo, 1 de Janeiro de 2006

Ano Novo


O Ano Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas culturas que têm calendários anuais celebram o Ano Novo.


Celebrações modernas de Ano Novo

1º de Janeiro

Culturas ocidentais nas quais o ano começa em J
aneiro:


  • Em Nova Iorque - NY, EUA, a celebração mais famosa de Ano Novo é a de Times Square - onde uma bola gigante começa a descer às 23:59 até atingir o prédio em que está instalada, marcando exactamente 00:00:00.
  • No Rio de Janeiro - RJ, Brasil a celebração mais famosa é a dos fogos de artifício em Copacabana. Milhares de cariocas e turistas juntam-se nas ruas à beira-mar e nas praias para assistirem ao interminável espectáculo, que começa prontamente à meia-noite do novo ano.
  • Na Escócia há muitos costumes especiais associados ao Ano Novo - como a tradição de ser a primeira pessoa a pisar a propriedade do vizinho, conhecida como first-footing (primeira pisada). São também dados presentes simbólicos para desejar boa sorte, incluindo biscoitos.
  • Em muitos países, as pessoas têm o costume de soltar fogos de artifício em suas casas, como é o caso do Brasil, da Holanda e de outros países europeus.
  • Muitas pessoas tomam decisões de Ano Novo, ou fazem promessas de coisas que esperam conseguir no novo ano. Elas podem desejar perder peso, parar de fumar, economizar dinheiro e arrumar um amor para suas vidas.
  • Em países de língua inglesa, cantar e/ou tocar a música Auld Lang Syne é muito popular logo após a meia-noite.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Feliz Ano Novo 2006

Nasceu 2006 !



 

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FILIPE FREITAS

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