Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2006

O Olho


Um olho é um órgão que permite detectar a luz. É composto por um sistema sensível às mudanças de luz, capaz de transformá-las em impulsos eléctricos.

Os olhos mais simples não fazem mais do que detectar se as zonas ao seu redor estão iluminadas ou escuras. Os mais complexos servem para proporcionar o sentido da visão.

O cristalino, uma lente natural, focaliza a imagem.

Os olhos compostos que se encontram nos artrópodes (insectos e animais similares) são formados por muitas facetas simples que dão uma imagem pixelada (não imagens múltiplas, como frequentemente se crê).

Nos seres humanos e nos primatas superiores a retina é constituída por dois tipos de células, os bastonetes, que nos dão a percepção de claro e escuro, e os cones, que nos dão a percepção das cores. Os outros mamíferos só têm percepção de luz em preto e branco, então aquele mito de que o touro é atraído pelo vermelho não corresponde à realidade, pois o mesmo só vê em preto e branco.

O olho humano tem diâmetro antero-posterior de +- 24,15mm, diâmetros horizontal e vertical ao nível do equador de +- 23,48mm, circunferência ao equador de 75mm, pesa 7,5g e tem volume de 6,5cc. Três camadas compõem o mesmo: a externa, composta da esclera (porção adjacente branca), a média ou vascular, composta pelo cório (membrana do olho, fina, vascular, pigmentada, situada entre a esclerótica e a retina) ou uvea (conjunto formado pela coróide, íris e processos ciliares) e a interna, que é a retina.

Estrutura de um olho humano
Estrutura de um olho humano


Distúrbios de Refracção

Os distúrbios de refracção, causados por problemas no cristalino e/ou na córnea, são problemas de visão que são corrigidos com o uso de óculos ou lentes de contacto. São eles:


  • Miopia - Os portadores de miopia têm dificuldade para ver ao longe. Um míope não consegue ver objectos distantes com nitidez porque as imagens desses objectos formam-se antes da retina. Isso acontece por excesso de curvatura do cristalino ou da córnea do olho, ou dos dois, ou ainda por um excessivo alongamento do globo ocular. Para corrigir a miopia são usadas lentes divergentes que deslocam as imagens um pouco mais para trás. Outra opção é a cirurgia. 
  • Hipermetropia - Os portadores de hipermetropia têm dificuldades para ver perto. O Hipermétrope geralmente tem boa visão para longe, pois o seu grau, se não for muito elevado, é corrigido pelo aumento do poder dióptrico do cristalino, o que chamamos de acomodação. No entanto, quando vai focalizar a imagem para perto, o cristalino além de corrigir o grau de longe, ainda tem que aumentar mais 3 graus, para focalizar a imagem a 33 centímetros dos olhos, o que faz com que o mesmo ou não consiga focalizar a imagem ou sinta desconforto visual, geralmente referido como cansaço, ou dor de cabeça.
  • Presbiopia - Os portadores de presbiopia têm dificuldades para ver tanto ao longe como ao perto. É uma doença do olho popularmente conhecida como "vista cansada" e que atinge as pessoas, normalmente, a partir dos 40 anos. Pessoas com Hipermetropia ou Diabetes mellitus tendem a apresentar a presbiopia mais precocemente, ao redor dos 35 anos de idade.
  • Astigmatismo - É um defeito existente na curvatura do cristalino, resultando em dificuldade para ver uma recta em determinada posição e não noutra. É uma deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea ou do cristalino formando uma imagem em vários focos que se encontram em eixos diferenciados. É corrigido com lentes cilíndricas ou com cirurgia.

O cristalino é um citosistema altamente organizado que se localiza entre a íris e o vítreo. É constituído por células organizadas longitudinalmente, como uma casca de cebola, que perdem as suas organelas durante a formação, assumindo desta maneira sua característica de ser transparente. Tem de 7 a 9 mm de comprimento no seu maior eixo e 2 a 4 mm de diâmetro (a lente cresce continuamente durante a vida do indivíduo), com formato parecido com uma lentilha. Organelas são estruturas citoplasmáticas bem definidas e envolvidas por membranas que exercem funções específicas no metabolismo da célula.

Córnea é a parte anterior transparente e protectora do
olho dos vertebrados. Fica localizada na região polar anterior do globo ocular. A córnea e o cristalino têm a função de focar a luz através da pupila para a retina, como se fosse uma lente fixa. São as lágrimas (secreção lacrimal) que mantêm a córnea húmida e saudável.


Uma lente de contacto sobre o olho
Uma lente de contacto sobre o olho


A lente de contacto é uma lente correctiva, cosmética ou, às vezes, protectora, colocada sobre a córnea do olho. A ideia de aplicar lentes correctivas directamente na superfície do olho foi proposta pela primeira vez em 1508 por Leonardo da Vinci, e ideias similares surgiram de René Descartes em 1636, mas foi somente em 1887 que o fisiologista alemão Adolf Eugen Fick construiu as primeiras lentes de contacto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

MECA: a cidade natal do profeta Maomé

Peregrino suplicando em Al Masjid Al Haram, Meca
Peregrino suplicando em Al Masjid Al Haram, Meca


Makkah ou Meca, em árabe Makka (Makka al-Mukkarama). No passado foi chamada de Makoraba. Situada a oeste da Península Arábica, é a capital do Hejaz. Tem cerca de 1.618 mil habitantes. Nela nasceu Maomé em 570. É a mais importante de todas as cidades santas do Islão, visitada todo o ano por numerosos peregrinos.

Antes que Maomé viesse a pregar o Islam, já era uma cidade santa, com vários lugares de importância religiosa. Dentre eles o mais importante é a Kaaba.

Kaaba (também conhecido como Ka'bah, Kabah ou Caaba) é uma construção que é reverenciada pelos muçulmanos, na mesquita sagrada de Al Masjid Al-Haram em Meca, e é considerado pelos devotos do Islão como o lugar mais sagrado do mundo.
Kaaba está localizada nas coordenadas  21°25'24"N e 39°49'24"E.

A Kaaba é uma construção cúbica de 15,24 m de altura e é cercada por muros de 10,67 m e 12,19 m de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. No seu interior encontra-se a Hajar el Aswad (também chamada de "Pedra Negra"), uma pedra escura de cerca de 50 cm de diâmetro que é uma das relíquias mais sagradas do Islão. Ela é provavelmente o resto de um meteorito.

A Kaaba é o centro das peregrinações (hajj), e é para onde o devoto muçulmano se volta para as suas preces diárias (salat). É o lugar mais sagrado do Islão.

O primeiro registo histórico à cidade vem de Ptolomeu, geógrafo egípcio, no século II, que a chamava de Makoraba.

Em 1517 a cidade foi tomada pelos turcos, que a deixaram sob o domínio dos descendentes de Maomé e de seu genro Alí-ibn-Abi-Talib, até que no ano 1916 foram expulsos por Husayn ibn Alí, que mais tarde viria a ser o primeiro rei de al-Hijad.

Hajj  é o nome dado à peregrinação realizada à cidade santa de Meca pelos muçulmanos. É considerada como o último dos "Cinco Pilares do Islão" (arkan), sendo obrigatória pelo menos uma vez na vida para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios económicos e goze de saúde. Cerca de dois milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Hajj.

O Hajj só pode ser efectuada uma vez por ano, entre o oitavo e o décimo dia do mês de Dhu al-Hijja, o último mês do calendário islâmico.

Se a peregrinação a Meca ocorrer noutra altura do ano será chamada de Umra; é considerada uma boa acção, mas não substitui o Hajj.  A Umra é também conhecida como a "peregrinação menor". Difere em relação ao Hajj  ao nível dos ritos: a Umra  inclui apenas os ritos realizados na Grande Mesquita de Meca.


Liturgia do Hajj

A realização da peregrinação é antecedida pela manifestação do desejo de efectuá-la (niyya, "intenção"). Para esse efeito foram desenvolvidas fórmulas que proclamam essa intenção. A decisão de partir em peregrinação não deve prejudicar ninguém, caso contrário o Hajj  será inválido. O peregrino não deve contrair dívidas para fazer a viagem, não deve deixar dívidas por pagar e não deve deixar os membros da sua família sem recursos ou em situação desprotegida.

A partir do momento em que o peregrino se encontra a uma certa distância da cidade de Meca, deve proceder à entrada no estado de ihram  ("sacralização", estado sagrado), que consiste em vestir a roupa (iharam) que usará durante a celebração dos rituais: duas peças de tecido brancas não cosidas e sandálias igualmente não cosidas. Enquanto permanecer no estado ihram o peregrino não deve cortar o cabelo, cortar as unhas, usar perfumes, matar animais, envolver-se em discussões ou lutas, manter relações sexuais ou contrair matrimónio. O peregrino volta outra vez a proclamar a sua intenção em efectuar o Hajj.

Depois de entrar na Grande Mesquita de Meca o peregrino efectua o tawaf, que consiste em realizar sete voltas à Kaaba no sentido contrário aos ponteiros do relógio (cada volta é chamada de shawt, sete ashwat constituem o tawaf ). Durante as sete voltas o muçulmano efectua orações. As primeiras três voltas devem ser efectuadas a um passo mais acelerado.

De seguida, o peregrino procede à prática do sa´ee  (ou sa´y, "deambulação") percorrendo um corredor entre os montículos de Safá (Safa) e Meruá (Marwa), ainda dentro da mesquita, de novo sete vezes. Este acto recorda o desespero de Agar, mulher de Abraão, quando procurava água para o seu filho Ismael entre aqueles dois pontos. Os peregrinos podem também beber um pouco da água do poço de Zamzam, que se encontra na mesquita e que salvou Agar e o seu filho.

O peregrino recita depois o talbiya, uma oração na qual declara que faz o Hajj  unicamente em honra de Deus.

Depois do pôr-do-sol os peregrinos dirigem-se para Mina, um local perto de Meca, onde acampam e passam a noite. Devem aqui realizar as suas orações. Termina aqui o primeiro dia do Hajj.

No dia seguinte (dia 9 do mês de Dhu al-Hijja ), os peregrinos deixam Mina em direcção a Arafat, um local habitualmente referido como um monte, mas que na realidade é uma planície a cerca de 20 km de Meca. Uma vez em Arafat o dia é consagrado à oração, à leitura do Alcorão e ao pedido de perdão a Deus pelos pecados cometidos. O peregrino chegou ao ponto alto do Hajj.

Após o pôr-do-sol os peregrinos dispersam, abandonando Arafat em direcção a Muzdalifah. Em Muzdalifah fazem a oração da noite e lá deverão passar a noite em tendas. Durante a noite recolhem-se pequenas pedras que serão usadas num ritual do dia seguinte. Antes do nascer do sol parte-se para Mina.

Em Mina os peregrinos atiram sete pedras contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O acto tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Cada peregrino deve depois sacrificar um animal (um carneiro ou um bode). Os ritos terminam com o início de um festival de três dias que celebra o fim do Hajj, o Eid al-Adha  ("Festa do Sacrifício"). Uma vez que é impossível consumir toda a carne que resultou de cada um dos sacrifícios, as autoridades locais desenvolveram complexos de tratamento das carnes para serem mais tarde distribuídas pelos mais necessitados. Em Mina os peregrinos podem retirar os trajes que usaram durante os rituais.

Por último, o peregrino deve efectuar um tawaf  e um sa´ee  finais antes de se despedir de Meca. Todo o homem ou mulher que efectuou o Hajj  é chamado de hajji  ou hajja,  respectivamente, alcançado um estatuto de respeito na comunidade e na família.

Alguns peregrinos aproveitam a ocasião para se deslocarem à cidade de Medina, onde se encontra o túmulo do profeta Maomé.

Mesquita do Profeta, em Medina; nela fica a tumba onde Maomé foi enterrado
Mesquita do Profeta, em Medina; nela fica a tumba onde Maomé foi enterrado


Medina (al-Madinah em árabe) é uma cidade da Arábia Saudita. Localiza-se no oeste do país, no Hejaz. Tem cerca de 855 mil habitantes. É uma das cidades santas do islamismo. Até 622, quando o profeta Maomé entrou na cidade, designou-se Yathrib.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

A Couve-flor

Couve-flor
Couve-flor

A Couve-flor é uma hortaliça do tipo inflorescência (conjunto de flores) que pertence à espécie Brassica oleracea (couves), assim como o repolho, os brócolos, etc. De textura delicada e tenra exige cuidado e atenção no seu preparo. Pertence ao grupo Botrytis.

É muito importante sob ponto de vista nutricional pois é rica nos minerais cálcio e fósforo, contém quantidades apreciáveis de vitamina C, é livre de gorduras e colesterol e tem teores bem baixos de sódio e calorias. É, por isso, indicada para quem segue uma dieta saudável.


História

Originária da Ásia Menor, foi levada para a Europa no começo do século XVI. Hoje o seu cultivo é fácil pois adapta-se bem em qualquer tipo de solo, com pequenas correcções.


Cuidados
  • Ao comprar, escolha cabeças compactas fechadas de cor branca ou creme, sem manchas escuras.
  • Se estiver envolvida pelas folhas, estas devem estar verdes e sem sinais de estarem murchas.
  • Quando passada do ponto ou estiver fora do tempo a cabeça fica dividida, murcha e com pontos escuros.
  • Por ser sensível ao manuseio, escolha as cabeças com cuidado, pois as partes danificadas escurecem e apodrecem mais rapidamente.
  • Compre-a por último, evitando assim que ela seja amassada por outros produtos no fundo do carrinho.
  • Pode ser encontrada na forma minimamente processada, já limpa, picada e embalada. Quando nesta forma, deve obrigatoriamente estar em arca refrigerada, para adequada conservação.
  • Evite comprar este tipo de produto quando ele estiver com pontos escuros e com líquido no fundo da embalagem.
  • Por estragar-se rapidamente compre somente a quantidade necessária ao consumo para utilização imediata. pode ser conservada no frigorífico por 3 a 5 dias sem grande perda de qualidade, dentro de saco de plástico perfurado.
  • Antes de guardar, remova as partes escuras e folhas mas não lave a cabeça.
  • Quando guardada já picada, a sua durabilidade é ainda menor.
  • Para congelar, retire o caule mais grosso e as folhas, pique em florzinhas menores e deixe 30 minutos de molho em água e sal (1/4 chávena de sal para 1 litro de água). Em seguida, escorra, cozinhe em água fervente por quatro minutos, escorra novamente e coloque em água gelada até esfriar. Depois seque bem e envolva em saquinho plástico do qual se retirou todo o ar com uma bombinha de vácuo.

Dicas
  • Por ser de fácil digestão o seu consumo é indicado para pessoas de todas as idades. Muitas pessoas não apreciam esta hortaliça por não saberem prepará-la. No entanto, constitui uma saborosa iguaria quando bem feita.
  • O seu preparo básico, consiste na remoção das folhas e das partes muito grossas e duras do caule, seguida pelo cozimento da couve-flor picada ou inteira.
  • Para uniformizar o cozimento da couve-flor inteira faça um corte em forma de cruz nas partes mais grossas. Cuidado para não cozinhar demais, espere a água ferver para depois colocar a couve-flor, e mantenha-a ao fogo somente pelo tempo necessário para deixá-la macia, mas consistente, por cerca de 5 a 10 minutos se picada, ou 15 a 20 minutos se inteira.
  • Para pratos em que a couve-flor seja assada ou frita, cozinhe-a previamente por cerca de 8 minutos em água e sal, e em seguida coloque em uma vasilha com água fria para arrefecer. Depois, prepare-a de acordo com a indicação da receita.
  • Para descongelar a couve-flor, coloque-a em água fervente com sal.
  • Para deixar a couve-flor branquinha após o cozimento, coloque um pouco de leite, uma rodela de limão ou suco de limão na água de cozimento.
  • 1 cabeça média de couve-flor pesa cerca de 750 gramas e rende 3 a 4 porções.
  • Para impedir que a couve-flor provoque gases intestinais, cozinhe-a no vapor.
  • Temperos que combinam com a couve-flor: cebolinha-verde, pimentão, cravo-da-índia, noz-moscada, endro, alecrim, tomilho, alho, cebola, azeite.
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

O choro ou acto de chorar

Exemplo de pessoa chorando
Exemplo de pessoa chorando


O choro,  pranto (choro em excesso) ou acto de chorar ou lacrimejar é um efeito fisiológico dos seres humanos que consiste na produção em grande quantidade de lágrimas dos olhos, geralmente quando estão em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, alegria exagerada, raiva, etc.

A lágrima ou fluido lacrimal é um líquido composto de
água, sais minerais, proteínas e gordura, produzido pelas glândulas lacrimais (do sistema lacrimal) nas pálpebras superiores do olho humano para lubrificar e limpar o olho. É produzido em grande quantidade quando alguém chora.

Curiosidade:  A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um facto real que acontece com os
crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele engole-a sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.


Processo fisiológico

O
sistema límbico, sistema do cérebro responsável pelos sentimentos, associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando algumas respostas, sendo que uma delas é o choro. Depois disso, várias substâncias envolvidas no processamento das emoções, como noradrenalina e serotonina, e.g., são libertadas. Através do sistema nervoso independente (responsável por acções como piscar dos olhos) causarão a contracção da glândula lacrimal, libertando a lágrima.

Nota:  e.g.:  termo latino, por extenso "exempli gratia". Traduzindo: "por exemplo".

Esses fenómenos
neurológicos e endocrinológicos são relacionados ao instinto de defesa do ser humano. Pode-se dizer que há alguns tipos de choro: o resultante de algum tipo de emoção espontânea ou simulada e o intermitente ou persistente, que pode surgir sem motivo e indica uma possível doença como depressão, por exemplo.


Choro simulado

O choro pode ser uma necessidade gerada pelo organismo, mas nem sempre se desencadeia desse processo. O ser humano tem a capacidade de simular o choro para conquistar um objectivo:


  • Crianças, por exemplo, quando querem chamar a atenção da mãe choram ou gritam.
  • Um adulto, para desencadear uma reacção de empatia, de solidariedade.
  • Os artistas, actores e actrizes, para representar uma dramatização. Um recurso bastante utilizado é uma técnica difundida pelo russo Constantin Stanislavski (1863-1938) e é aplicada em escolas de teatro: "O actor que usa essa técnica pensa em algo pessoal que ajude a desencadear a sua emoção", explica a actriz Layla Roiz, do teatro Oficinão do Galpão de Belo Horizonte. Há também o "cristalzinho japonês", um produto vendido em farmácias que é à base de mentol. Os actores passam debaixo dos olhos para produzir lágrimas.


O sistema lacrimal ou aparelho lacrimal engloba as glândulas lacrimais e as vias de drenagem da lágrima para o nariz.

Cada olho possui um par de glândulas lacrimais, atrás e ao lado do olho. As glândulas lacrimais segregam fluido lacrimal, uma solução de água e sais, cuja função é humedecer o olho.
Quando há excesso de fluido, como acontece em fortes emoções, acontece o
choro, onde o excesso de fluido escorre nos dutos nasolacrimais, que levam este excesso ao nariz.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Os Marsupiais

Koala
Koala ou Coala


Marsupiais são mamíferos, como o canguru e o coala, onde o desenvolvimento das crias se processa principalmente fora do corpo das fêmeas, dentro de uma bolsa, o marsúpio (marsupium, em latim). O grupo é integrado na taxionomia dos mamíferos como infra-classe Marsupialia (previamente Metatheria), a par com os Placentalia, dos quais se separam por critérios de anatomia sexual. As fêmeas possuem duas vaginas, que conduzem a diferentes compartimentos no útero, e os machos apresentam um pénis bifurcado.

Canguru é o nome genérico dado a um mamífero marsupial da família Macropodidae, que também inclui os wallabies (várias espécies de marsupiais da Oceânia). As características incluem patas traseiras muito desenvolvidas e a presença de uma bolsa (o marsúpio) na qual o filhote completa o seu desenvolvimento.
O seu habitat situa-se em florestas e campos. A sua alimentação baseia-se em vegetais e frutas. O pêlo do canguru é, geralmente, espesso. Crescem durante toda a vida. A sua cauda mede de 0,70 cm a 1,40 m. A maior parte dos cangurus têm orelhas grandes e cabeça pequena. O canguru, quando jovem permanece com a mãe, subindo na sua bolsa para se alimentar e ficar seguro, até que tenha mais que um ano de idade. Os Cangurus vivem na Austrália, Tasmânia e na Nova Guiné. Pesam cerca de 23 a 70 kg, medindo cerca de 80 cm a 1,60 metros. A sua gravidez (gestação) demora de 30 a 40 dias, dando à luz apenas um filhote de cada vez. Os cangurus nascem imaturos. O seu desenvolvimento é no interior de uma bolsa na barriga da sua mãe que se chama, como se disse, marsúpio. Aí, o filhote mama e protege-se.

Os Koalas ou Coala (Phascolarctos cinerus, família Phascolarctidae, grupo dos mamíferos) são marsupiais de pêlo cinza e branco que vivem no Sudeste e Nordeste da Austrália. Os Koalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram o seu alimento. Um Koala passa em média 14 horas por dia dormindo e o restante comendo. A sua bolsa marsupial situa-se nas costas. O filhote fica lá até crescer, continuando agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.

Os marsupiais não são um antepassado primitivo dos mamíferos placentários. Ambos os grupos surgiram no fim do Mesozóico (1) e desde então competem pelos mesmos nichos ecológicos. Os marsupiais não foram bem sucedidos onde os placentários eram abundantes e desenvolveram-se sobretudo em zonas isoladas onde constituíam o único grupo de mamíferos. A Austrália, onde não há placentários endémicos, é o melhor exemplo. A América do Sul teve uma fauna abundante de marsupiais até à formação do Istmo do Panamá, que serviu como ponte migratória para os placentários que habitavam a América do Norte. Sujeitos à competição, os marsupiais sul-americanos extinguiram-se na quase totalidade. A excepção foi o opossum (ou gambá, um
mamífero marsupial com pele é muito apreciada como agasalho), que seguiu o caminho inverso e colonizou com sucesso a América do Norte. No Brasil encontramos actualmente a cuíca (rato anfíbio malhado de preto e branco) e o gambá, habitando a Mata Atlântica (2).

(1) - Na escala de tempo geológico, o Mesozóico é a era do éon Fanerozóico que está compreendida entre 251 milhões e 65 milhões e 500 mil anos atrás, aproximadamente.

(2) - A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira que basicamente acompanha o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste chegava até Argentina e Paraguai. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, ainda abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazónica. Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil.

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Domingo, 22 de Janeiro de 2006

O Limão

Limoeiro, Flor e Fruto
Limoeiro, Flor e Fruto 

 
O limão é o fruto do limoeiro (Citrus limon L.), da família das Rutáceas.
 
Também conhecido como limão verdadeiro, é originário da região sudeste da Ásia. Desconhecido para os antigos gregos e romanos, a primeira referência sobre este citrino encontra-se no livro de Nabathae sobre agricultura, datando do século III ou IV. Trazida da Pérsia pelos conquistadores árabes, disseminou-se na Europa. Há relatos de limoeiros cultivados em Génova em meados do século XV bem como referências à sua existência nos Açores em 1494.
 
Séculos mais tarde, os limões foram utilizados pela marinha britânica para combater o escorbuto, já que proporcionavam uma grande quantidade de vitamina C: o sumo do limão contém aproximadamente 500 miligramas de vitamina C e 50 gramas de ácido cítrico por litro. Actualmente é uma das frutas mais conhecidas e utilizadas no mundo.
 
O escorbuto é uma doença que tem como primeiros sintomas hemorragias nas gengivas, inchaço, pouca segurança na fixação dos dentes. É provocada por carências graves de vitamina C na dieta, e era muito comum aparecer nas longas viagens por mar da época das grandes navegações, causando grande número de baixas nas tripulações dos navios.
 
O Limão popularizou-se no Brasil durante a chamada Gripe Espanhola (epidemia gripal de 1918), quando atingiu preços elevados, chegando a ser comprada por dez a vinte mil réis cada unidade.
 
As suas aplicações na vida doméstica são inúmeras. Com o suco da fruta, preparam-se refrigerantes, sorvetes, molhos e aperitivos, bem como remédios, xaropes e produtos de limpeza. Da casca, retira-se uma essência aromática usada em perfumaria e no preparo de licores e sabões.
 
 
Características
 
Híbrido cultivado, as árvores são pequenas (não atingem mais de 6 metros de altura), espinescentes, muito ramificadas, de caule e ramos castanho-claros; as folhas são alternas, oblongo-elípticas, com pontuações translúcidas; as inflorescências são de flores axilares, alvas ou violetas, em cacho. Reproduz-se por estacas de galhos, em solo arenoso e bem adubado, de preferência em regiões de clima quente ou temperado. Propaga-se também por sementes, que requerem solo leve, fértil e bem arejado, em local ensolarado e protegido dos ventos. Frutifica durante todo o ano, em inúmeras variedades, que embora mudem no tamanho e na textura da casca, que pode ser lisa ou enrugada, quanto à cor, variam do verde-escuro ao amarelo-claro, excepto uma das espécies, que se assemelha a uma tangerina.
 
 
Partes usadas
 
Folhas, casca do fruto e suco do fruto.
 
Os que têm cor amarela ou amarelo-esverdeada, são cultivados sobretudo pelo sumo, embora a polpa e a casca também se utilizem em culinária. Os limões contêm uma grande quantidade de ácido cítrico, o que lhes confere um gosto ácido.
 
Os limões e as limas servem-se regularmente como limonada (sumo de limão natural com água e açúcar), ou como adorno para as bebidas tais como Coca-cola com uma rodela dentro ou na borda do copo.
 
 
Curiosidade do Sumo de Limão:
 
A Tinta Invisível
 
A tinta invisível é uma substância que pode ser usada para escrever, que ou é invisível na aplicação ou desaparece rapidamente, e pode subsequentemente ser restaurada por alguns meios. O uso da tinta invisível é uma forma de estenografia, e foi usada em espionagem.
 
As formas mais simples de tinta invisível são suco de limão e leite. Para este tipo de 'tinta fixada por calor', qualquer líquido ácido funciona. Escreva no papel com uma pena, palito de dentes ou um dedo mergulhado no líquido. Uma vez seco, o papel parece em branco. A escrita é feita para aparecer aquecendo o papel, num ferro de passar ou forno, por exemplo.
 
Outros tipos de tinta invisível incluem reacções químicas diferentes, geralmente uma reacção tipo ácido-base (como o papel de litmus) que é similar ao processo mimeográfico.
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Sábado, 21 de Janeiro de 2006

Hovercraft

Hovercraft da marinha norte-americana
Hovercraft da marinha norte-americana


Um hovercraft é um veículo que se apoia num colchão de ar. É capaz de atravessar diversos tipos de solo e também se pode deslocar na água. Os hovercrafts também são chamados "veículos sobre colchão de ar".

O hovercraft foi inventado em 1952 pelo inventor britânico Sir Christopher Cockerell, que foi condecorado pelo seu trabalho como engenheiro em 1969.

Através de uma simples experiência envolvendo o motor de um aspirador de pó e dois tubos cilíndricos, ele demonstrou o princípio de funcionamento de um veículo suspenso num colchão de ar, empurrado para fora sob pressão, tornando possível movê-lo facilmente sobre várias superfícies. Este princípio permitiria-o deslocar-se sobre a lama, água, terrenos alagados e também sobre terra firme.

A empresa britânica Saunders Roe, fabricante de aviões, desenvolveu o primeiro hovercraft viável para transporte de passageiros, o SR-N1, o qual conduziu vários programas de teste entre 1959 e 1961 (a primeira exibição pública foi em 1959), incluindo uma travessia do Canal da Mancha. Descobriu-se nestes testes que a flutuação do hovercraft melhoraria com a adição de uma "saia" de tecido flexível ou de borracha em volta da sua borda, para reter o ar.

O SR-N1 era impulsionado por um motor a pistão, era propulsionado pelo ar expelido, e podia levar pouco mais do que o seu próprio peso e o de dois homens.

O primeiro hovercraft realmente desenvolvido para o transporte de passageiros era o Vickers VA-3, o qual, no verão de 1961, transportou regularmente passageiros ao longo da costa norte do País de Gales, desde a localidade de Wallasey até Rhyl. Era impulsionado por duas turbinas de avião e movido a hélice.

Durante a década de 1960, a Saunders Roe desenvolveu vários projectos em tamanho maior que poderiam transportar passageiros, incluindo o SR-N6, que operou uma linha para a Ilha de Wight por vários anos. As operações iniciaram-se a 24 de Julho de 1965 usando o SR-N6, que carregava apenas 38 passageiros. Dois modernos hovercrafts para 98 passageiros fazem agora esta linha, e mais de 20 milhões de passageiros usaram o serviço até 2004.

Em 1970 os maiores hovercrafts britânicos estavam em serviço, os SR-N4, transportando regularmente automóveis e passageiros através do Canal da Mancha, entre Dover (Reino Unido) e Calais (França). Este serviço foi extinto em 2002 quando o Eurotúnel, unindo a França à Inglaterra, tornou mais rápido o tráfego através do canal.

O sucesso comercial dos hovercrafts sofreu com o rápido aumento do preço dos combustíveis no final dos anos 70 em seguida ao conflito no Médio Oriente. Outros tipos de embarcações, como os aerobarcos utilizam menos combustível e podem efectuar a maioria das tarefas de um hovercraft no transporte aquático. Os hovercrafts têm sido desenvolvidos tanto para actividades civis quanto militares, porém hoje, exceptuando-se a travessia para a Ilha de Wight, os hovercrafts desapareceram das Ilhas Britânicas.

Tem crescido o número de pequenos hovercrafts de construção ou montagem caseiras, utilizados para o lazer e para competições, principalmente em lagos interiores e rios, mas também em áreas pantanosas e em alguns estuários.

Tipicamente, os hovercrafts têm dois ou mais motores separados. Um dos motores é responsável pelo levantamento do veículo ao empurrar o ar para o interior da saia de borracha. Um ou mais motores adicionais são usados para proporcionar força propulsora para deslocar o barco na direcção desejada.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006

Portal do Astrónomo (206)


www.portaldoastronomo.org


NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 206


Se está interessado em iniciar-se na observação astronómica, não deixe de ler o nosso Tema do Mês. Se já leu as duas primeiras partes tomou conhecimento de algumas dicas gerais sobre a observação a olho nu, com binóculos e com telescópios. Esta semana o autor aprofunda a questão da escolha e uso de binóculos nas observações Astronómicas.

Não deixe de ler em:
http://portaldoastronomo.org/tema.php?id=24

Durante a próxima semana a Lua vai continuar a surgir cada vez mais tarde e cada vez menos iluminada, à medida que passa pela fase de Quarto-Crescente, no dia 22 às 15:14 UT e caminha para a Lua Nova. Assim, o inicio da noite dá-nos boas oportunidades para observações de céu profundo. Podemos aproveitar, por exemplo, Orion, que vai já bastante alto, e toda a zona da Via Láctea que passa por Auriga, Perseu, Cassiopeia, Cefeu e finalmente o Cisne que mergulha logo ao inicio da noite no horizonte Oeste.

Tirando uma conjunção bastante interessante entre a Lua e Antares que infelizmente não será visível em Portugal, a próxima semana não é particularmente interessante em termos de conjunções no Sistema Solar.
No entanto, ao longo dos próximos dias vai ser possível observar Saturno a aproximar-se lentamente do enxame M44, o Enxame da Colmeia, conhecido também como Presépio, em Caranguejo. A conjunção pode ser vista com binóculos, e terá o seu máximo apenas no início de Fevereiro, mas até lá será interessante acompanhar o caminho do gigante dos anéis no céu, que o fará "roçar" ao de leve neste interessante conjunto de estrelas.

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Stardust chegou bem
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=612

Os cientistas confirmaram que as amostras do cometa Wild 2 e da poeira interstelar, recolhidas pela sonda Stardust  (NASA), chegaram bem à Terra. A equipa científica já abriu a cápsula de retorno da Stardust  e estão entusiasmados pela colecção de partículas recolhidas. Amostras destas partículas serão enviadas para investigadores de todo o mundo.

New Horizons já vai a caminho de Plutão
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=611

A New Horizons, a primeira missão da NASA a Plutão, foi finalmente lançada na tarde do dia 19 de Janeiro, a partir do Cabo Canaveral, a bordo do foguete Atlas V 551. Esta missão espera atingir Plutão em Julho de 2015, dentro de aproximadamente 9,5 anos, onde dará início à exploração deste planeta e da sua lua Caronte. Depois irá penetrar na Cintura de Kuiper, para o estudo dos objectos gelados que existem nesta vasta região, que se situa para lá da órbita de Neptuno. A longa viagem da New Horizons deverá ajudar a encontrar respostas para algumas questões básicas sobre estes corpos tão distantes, nomeadamente sobre as propriedades da suas superfícies, a sua geologia e as suas atmosferas.
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Fontewww.portaldoastronomo.org  -  O Portal do Astrónomo.
Publicado por: Praia da Claridade às 17:26
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D. Sebastião de Portugal

 
 D. Sebastião, rei de Portugal

D. Sebastião, rei de Portugal
(pintura a óleo atribuída a Cristóvão de Morais, patente no Museu Nacional de Arte Antiga). A representação do rei vestido com armadura e acompanhado por um galgo retomam simbolicamente a imagética imperial do seu bisavô D. Manuel
e do seu tio-avô Carlos V da Alemanha.

Fonte: Wikipédia.
 

D. Sebastião (20 de Janeiro de 1554  - 4 de Agosto de 1578), décimo-sexto Rei de Portugal, e sétimo da Dinastia de Avis. Era neto do rei João III, tornou-se herdeiro do trono depois da morte do seu pai, o príncipe João de Portugal duas semanas antes do seu nascimento, e rei com apenas três anos, em 1557. Em virtude de ser um herdeiro tão esperado para dar continuidade à Dinastia de Avis, ficou conhecido como O Desejado; alternativamente, é também memorado como O Encoberto ou O Adormecido, devido à lenda que se refere ao seu regresso numa manhã de nevoeiro, para salvar a Nação.
 
Durante a sua menoridade, a regência foi assegurada primeiro pela sua avó Catarina da Áustria, princesa de Espanha, e depois pelo tio-avô, o Cardeal Henrique de Évora. Neste período Portugal continuou a sua expansão colonial em África e na Ásia, onde se adquiriu Macau em 1557. O jovem rei cresceu educado por Jesuítas e tornou-se num adolescente de grande fervor religioso, que passava muito tempo em jejuns e o resto em caçadas. Sebastião desenvolveu uma personalidade mimada e teimosa, dada a sua posição de rei, aliada à convicção de que seria o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os Mouros do Norte de África.
 
Assim que obteve a maioridade, Sebastião começou a preparar a expedição contra os marroquinos de Fez. Filipe II de Espanha recusou participar naquilo que considerava uma loucura e adiou o casamento de Sebastião com uma das suas filhas para depois da campanha. O exército português desembarcou em Marrocos em 1578 e ignorando os conselhos dos seus generais, Sebastião rumou imediatamente para o interior. Na subsequente batalha de Alcácer-Quibir (o campo dos três reis), os portugueses sofreram uma derrota humilhante às mãos do sultão Ahmed Mohammed de Fez e perderam uma boa parte do seu exército. Quanto a Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou foi morto depois desta terminar. Mas para o povo português de então o rei havia apenas desaparecido.
 
A Batalha de Alcácer-Quibir travou-se no Verão de 1578, em Alcácer-Quibir, entre os Portugueses liderados por D. Sebastião, e os mouros de Marrocos. Dela resultou a derrota dos portugueses e o desaparecimento do próprio D. Sebastião, precipitando a crise dinástica de 1580, e o nascimento do mito do Sebastianismo.
 
Perto de Ksar el Kebir há uma aldeia denominada Suaken. Foi aqui que se deu a Batalha por nós conhecida por Batalha de Alcácer Quibir e, provavelmente, onde foram, naquela altura, enterrados os três reis. Ainda hoje aí se encontra um obelisco em memória de D. Sebastião e mais dois em memória dos outros dois reis. Esta batalha ainda hoje é conhecida em Marrocos como a "batalha dos três reis".
 
D. Sebastião tornou-se então numa lenda do grande patriota português - o "rei dormente" (ou um Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias, uma imagem semelhante à do Rei Artur em Inglaterra ou Frederico Barbarossa na Alemanha.
 
Durante o subsequente domínio espanhol (1580-1640) da coroa portuguesa, três pretendentes afirmaram ser o Rei D. Sebastião, tendo o último deles - um italiano - sido enforcado em 1619.
 
Mesmo no século XIX, lavradores Sebastianistas no sertão brasileiro acreditavam que o rei iria regressar para ajudá-los na luta contra a "República ateia Brasileira".
 
O rei Sebastião foi um rapaz frágil, um resultado de casamentos entre a mesma família desde várias gerações. Por exemplo, ele só tinha quatro bisavós (em vez dos normais 8), e todos eles descendentes do Rei D. João I. Havia casos de demência na família (a sua bisavó foi a rainha Joana, a Louca, de Espanha).
 
Em conclusão, a Dinastia de Avis, popular entre o povo após ter guiado Portugal à sua época de ouro, acabou por submergir na busca de um sonho: a União Peninsular. As mesmas complicações causadas pela procriação consanguínea causou as mortes das crianças de D. João III e a loucura e desespero dos seus netos (Sebastião e Carlos), os últimos príncipes de Avis-Habsburgo.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Relâmpago

Descarga eléctrica
Descarga eléctrica



Um raio é uma descarga eléctrica que se produz entre nuvens de chuva ou entre uma destas nuvens e a terra. A descarga é visível com trajectórias sinuosas e de ramificações irregulares ás vezes com muitos quilómetros de distância, fenómeno conhecido como relâmpago. Ocorre também uma onda sonora chamada trovão.

Estes fenómenos são produzidos pelas diferenças de potencial nas atmosferas da Terra e de outros planetas. Um exemplo de ocorrência de raios noutros planetas é em Júpiter, cujas tempestades são detectadas da Terra através de radiotelescópios, tal a sua magnitude.

Em geral os raios ocorrem para restabelecer o equilíbrio das massas electrónicas entre: as nuvens entre si, entre as nuvens e o solo ou entre o solo e as nuvens.

O raio ocorre no momento em que as cargas eléctricas atingem energia suficiente para superar a resistência eléctrica do ar, ocorrendo então a descarga de forma explosiva, luminosa e violenta.

Alguns afirmam que foram os raios que ao causar incêndios tiraram os primatas das árvores e mais tarde mostraram aos primeiros humanos a importância do fogo na alimentação. Foi a partir de uma tempestade de raios seguidos de um grande incêndio que a ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, pôde ser avistada do continente africano.

Desde a mais remota antiguidade os raios encantam a humanidade com o seu aspecto ameaçador e ao mesmo tempo intrigante, que acabou por ser utilizado nos mitos e lendas como elemento de demonstração da existência de deuses poderosos como o grego Zeus por exemplo.

Zeus é o Senhor dos Céus e
Deus Supremo da Mitologia Grega. Filho mais novo de Cronos, Rei dos Titãs, e Rhea(Réia), nascido no Monte Ida, Ilha de Creta.

Benjamin Franklin comprovou a hipótese da origem eléctrica dos raios concebendo os pára-raios com a finalidade de proteger as edificações da acção dos raios.Foi no século XVIII praticamente o início do estudo sistemático da electricidade. Naquela época não se conhecia uma teoria que explicasse o fenómeno das tempestades e os raios que nelas se manifestavam.

Pára-raios é um sistema de condutores metálicos, inventado em 1753 por Benjamin Franklin, que capta as descargas eléctricas atmosféricas e as desvia para o solo a fim de evitar danos a edifícios. Como o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área, o pára-raios é instalado no topo do prédio. Liga-se ao chão por cabos de pequena resistência. Chama-se também pára-raios o aparelho destinado a proteger instalações eléctricas contra o efeito de cargas excessivas (sobretensões) e descarregá-las na terra.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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FILIPE FREITAS

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