Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005

Florbela Espanca


Florbela Espanca (baptizada Flor Bela Lobo), poetisa portuguesa (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930). Precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando os seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.

Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.

Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.

Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.

O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e o seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão Apeles (num acidente de avião)  abalou-a gravemente e inspirou-a na escrita de As Máscaras do Destino.

Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.
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José Castelo Branco


José Castelo Branco, nascido em 8 de Dezembro de 1960, na cidade de Tete, em Moçambique, é parte do chamado jet set português.

É casado com a multi-milionária
Betty Grafstein, inglesa, mais velha que ele. Vivem em Sintra, Portugal e Nova Iorque, EUA. José Castelo Branco é negociador de arte, vendendo as jóias que a sua mulher faz.

Tornou-se uma figura mediática bastante conhecida dos portugueses através da participação num
reality show da TVI, Quinta das Celebridades, juntamente com outras celebridades, incluindo o actor brasileiro de telenovelas e filmes pornográficos, Alexandre Frota. O programa, muito semelhante ao Big Brother, passava-se numa quinta, onde os concorrentes eram confrontados com as rotinas e dificuldades da vida rural. Durante o programa, Alexandre Frota, apelidou-o de "Conde de Whitecastle", tendo formado com ele a dupla mais conhecida de concorrentes.

Em 2003, foi detido no Aeroporto de Lisboa na sequência de um incidente na alfândega. Mais tarde, alegou ter-se tratado de um equívoco.

Castelo Branco tornou-se famoso pelos seus modos exuberantes e maneira de ser extravagante. Na sua juventude, chegou a vestir-se como uma mulher para passagens de modelos, passado que o próprio assume. Teve o seu próprio programa na TVI, "Bon Chiq", num cenário ao seu gosto pessoal, e participou noutro
reality show da TVI, Primeira Companhia, juntamente com outras celebridades, incluindo novamente o actor brasileiro de telenovelas e filmes pornográficos, Alexandre Frota. O programa, com a duração de 7 semanas, passa-se numa espécie de quartel do exército, construído para o efeito, onde os concorrentes são confrontados com as rotinas e dificuldades da vida militar.
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

Lâmpada incandescente

                                      

     
        Lâmpada incandescente de Edisson       Lâmpada incandescente actual 

 
 
 
A lâmpada incandescente ou lâmpada eléctrica
é um dispositivo eléctrico que transforma energia eléctrica em energia luminosa.
 

Thomas Alva Edison em 1880 construiu a primeira lâmpada incandescente utilizando uma haste de carvão muito fina que aquecendo até próximo do ponto de fusão passa a emitir luz.
 

A haste era inserida numa ampola de vidro onde havia sido formado alto vácuo. O sistema diferia da lâmpada a arco voltaico, pois o filamento de carvão saturado em fio de algodão ficava incandescente, ao invés do centelhamento (pequenos arcos voltaicos) ocasionado pela passagem de corrente das lâmpadas de arco.
 

Como o filamento de carvão tinha pouca durabilidade, Edison começou a fazer experiências com ligas metálicas, pois a durabilidade das lâmpadas de carvão não passava de algumas horas de uso.
 

A lâmpada de filamento de bambu carbonizado foi a que teve melhor rendimento e durabilidade, sendo em seguida substituída pela de celulose, e finalmente a conhecida até hoje com filamento de tungsténio cuja temperatura de trabalho chega à três mil Celsius.
 

O tungsténio ou volfrâmio (ou wolfrâmio) é um elemento químico de símbolo W, número atómico 74 ( 74 protões e 74 electrões ) com massa atómica 183,8 u, situado no grupo 6 da classificação periódica dos elementos. É um metal de transição que, à temperatura ambiente, se encontra no estado sólido.
 
Metal escasso na crosta terrestre, é encontrado em forma de óxido e de sais em certos minérios tais como wolframita e scheelita, entre outros. De cor branca acinzentada, brilhante, muito duro e denso, tem o ponto de fusão mais alto de todos os elementos. É utilizado em filamentos de lâmpadas incandescentes, em resistências eléctricas, em ligas de aço e na fabricação de ferramentas.


Construção
 

A maior dificuldade encontrada por Swan e Edison, quando tentavam fazer lâmpadas desse tipo, era encontrar um material apropriado para o filamento, que não devia se derreter ou queimar.
 
Hoje em dia os filamentos são, geralmente, feitos de tungsténio, metal que só derrete quando submetido a temperatura altíssima.
Para que os filamentos se queimem com lentidão, remove-se todo o ar da lâmpada, enchendo-a com a mistura dos gases árgon e nitrogénio.


Funcionamento
 

Quando se acciona um interruptor, a corrente eléctrica passa pela lâmpada através de duas gotas de solda de prata que se encontram na parte inferior, e em seguida, ao longo de fios de cobre que se acham firmemente fixados dentro de uma coluna de vidro. Entre as duas extremidades dos fios de cobre estende-se um outro fio muito fino chamado filamento. Quando a corrente passa por este último, torna-o incandescente, produzindo luz.
 

No caso de lâmpadas incandescentes, a função do filamento, é emitir luz visível por consequência do calor gerado pela passagem de intensidade de corrente eléctrica.
 

Já em lâmpadas fluorescentes, o filamento serve para aquecer e agitar as moléculas do gás inserido no seu interior proporcionando uma ionização e posterior emissão de luz visível através da sua ampola.
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005

Alves dos Reis

 
As famosas notas de 500 escudos efígie Vasco da Gama
falsificadas por Alves dos Reis
 
 

6 de Dezembro de 1925:
O falsário português Alves dos Reis é preso.

O Português Artur Virgílio Alves dos Reis foi autor da maior falsificação da história mundial. O seu golpe, considerado genial e quase perfeito, consistiu em falsificar documentos de autorização do Banco de Portugal, que um grupo financistas emprestasse um milhão de libras a Angola, ficando em troca com o direito de emitir papel-moeda, em tudo igual ao papel-moeda que circulava em Portugal, emitido com exclusividade por aquele banco, distinguindo-se, apenas por um carimbo que seria colocado nas cédulas, depois de impressas.

Alves dos Reis foi favorecido por inimaginável conjunto de circunstâncias extraordinárias e irrepetíveis na vida de outra nação. Em sua defesa Alves Reis chegou a provar que nem o Banco de Portugal podia emitir dinheiro, pois não tinha existência legal como pessoa jurídica, já que os seus directores iniciais se tinham esquecido, pura e simplesmente, de registá-lo, como exigiam as leis portuguesas!


Em 1935 contava-se em Portugal a seguinte anedota:

Salazar, preocupado com situação financeira portuguesa, queixou-se a um amigo, e este disse-lhe:
"Isso não é problema, com dez escudos eu sou capaz de solucioná-lo.
"Mas como?" - perguntou Salazar.
"É exactamente o preço do transporte: vamos de carro até à penitenciária, tiramos de lá o Alves Reis, e você troca de lugar com ele."


Assunto já desenvolvido no meu "post" de 10/Julho/2005.

Clicar aqui:  O maior burlão da história portuguesa


A 27 de Outubro de 2005 decorreu um leilão com umas das notas falsas de Alves dos Reis com base de licitação estimada no valor de 6.500 euros.
 
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

Padrão (Descobrimentos)

 
Uma representação da colocação do padrão de Portugal por Diogo Cão
depois da descoberta do Rio Congo no século XV


Os padrões eram marcos de pedra com as armas portuguesas e uma inscrição, destinados a afirmar a soberania portuguesa no local onde eram depostos. Diogo Cão colocou o Padrão de S. Agostinho e o de S. Jorge, respectivamente no Cabo de Santa Maria (13º27'S de latitude) e na foz do rio Zaire. Colocou ainda um padrão no Cabo Negro (15º40'S). A primeira destas viagens teria sido realizada em 1482.

Com o mesmo objectivo de assinalar a prioridade do descobrimento, foram também colocados padrões por Bartolomeu Dias no sudoeste de África (Dias Point) no sueste (False Island) e também no Cabo da Boa Esperança). Também Vasco da Gama terá colocado padrões na África austral (Angra de São Brás) e na costa oriental (Quelimane), ilha de Moçambique e Melinde) e nas Laquedivas (ilhéu de Santa Maria).

A Sociedade de Geografia de Lisboa conseguiu recuperar, no século passado, três padrões de Diogo Cão e um de Bartolomeu Dias, parecendo perdidos os de Vasco da Gama.

A Sociedade de Geografia de Lisboa é uma sociedade científica criada em Lisboa no ano de 1875 com o objectivo de em Portugal promover e auxiliar o estudo e progresso das ciências geográficas e correlativas. A Sociedade foi criada no contexto do movimento europeu de exploração e colonização, dando na sua actividade, desde o início, particular ênfase à exploração do continente africano.
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Domingo, 4 de Dezembro de 2005

Tomografia Axial Computorizada




Equipamento de Tomografia Computorizada



Exemplo de Tomografia Computorizada
 
 

Em Radiologia, uma Tomografia Computorizada (TC)  ou Tomografia Axial Computorizada (TAC) é uma imagem que deriva do tratamento informático dos dados obtidos numa série de projecções angulares de raios X. Simplificadamente, traduz uma secção transversão (uma "fatia") do corpo da pessoa a quem foi feita a TAC.


Princípios Físicos por detrás da TAC

  • A TAC, tal como a radiologia convencional, baseiam-se no facto de os raios X serem apenas parcialmente absorvidos pelo corpo humano. Enquanto a gordura ou o ar, por exemplo, são facilmente atravessados, os ossos e o metal não o são.

Obtenção de uma TAC

  • Para obter uma TAC, o paciente é colocado numa "iuimesa", que se desloca para o interior de um orifício de cerca de 70cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma ampola de raios X, num suporte circular designado "gantry". A 180º (ou seja, do lado oposto) da ampola, encontra-se o detector de raios X, responsável por captar a radiação, e transmitir essa informação ao computador ao qual está ligado.
  • Nas máquinas convencionais, durante o exame o "gantry" descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a libertar raios X que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A "mesa" avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns centímetros mais abaixo.
  • Máquinas mais recentes, designadas "helicoidais", descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de um círculo completo. Assim, supondo que é pretendido um corte com 10cm de espessura, o “gantry” avançará 10cm durante a volta completa. Isto permite a obtenção de cortes intermédios (por exemplo, a cada 2cm) simplesmente por reconstrução digital, uma vez que toda essa área foi captada no movimento helicoidal. Isto faz com que o paciente tenha que ser submetido a doses menores de radiação.

Mas afinal, o que é uma TAC?

  • Basicamente, uma TAC indica a quantidade de radiação absorvida por cada porção da secção analisada, e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Como a capacidade de absorção de raios X de um tecido está intimamente relacionada com a sua densidade, zonas com diferentes densidades terão diferentes cores, permitindo distingui-las. Assim, cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em Unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TAC).
  • Exemplificando: Numa TAC realizada ao tórax, será possível distinguir facilmente os pulmões do coração, já que o primeiro é sobretudo aéreo, enquanto o segundo é maciço. Da mesma forma, se nos pulmões existir uma massa de maior densidade (como um cancro, por exemplo), ou de menor densidade (como uma caverna causada por tuberculose), estas serão também distinguíveis, pois possuem níveis de atenuação dos raios X diferentes do tecido circundante.

Vantagens e Desvantagens da TAC

  • A principal vantagem da TAC é que permite o estudo de secções transversais do corpo humano vivo. Isto é uma melhoria sem paralelo em relação às capacidades da radiografia convencional, pois permite a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos. Como exame complementar de diagnóstico, a TAC é de valor inestimável.
  • Uma das principais desvantagens da TAC é o facto de utilizar radiação X. Esta tem um efeito maléfico sobre o corpo humano, sobretudo em células que se encontrem a multiplicar rapidamente, pois pode causar mutações genéticas. Por esta razão não se devem fazer uma TAC a uma grávida. Outra das desvantagens da TAC é o seu elevado preço, especialmente quando comparada com outros métodos como a radiografia convencional ou mesmo a ecografia.

Curiosidades

  • Como curiosidade histórica, a banda The Beatles contribuiu com recursos para pesquisas nos laboratórios EMI (onde se viria a desenvolver a primeira máquina de TAC).

Fonte: Wikipédia
 

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Sábado, 3 de Dezembro de 2005

O Efeito Doppler

 
Ilustração das ondas sonoras
emitidas de um objecto em movimento



O Efeito Doppler é uma características das ondas sonoras em movimento em relação ao observador. O comprimento de onda observado é maior ou menor conforme a fonte de ondas se afaste ou se aproxime do observador. Quando a fonte sonora e/ou observador se aproximam, a frequência da onda recebida (frequência aparente) pelo observador fica maior (som mais agudo). Ao se afastarem a frequência aparente diminui (som grave).

Também se observa um efeito análogo na ondas luminosas. Nas ondas luminosas este fenómeno é observado quando a fonte e/ou observador se afastam ou se aproximam com grande velocidade relativa. Neste caso, o espectro da luz recebida apresenta desvio para o vermelho (quando se afastam) e desvio para o violeta (quando se aproximam).

O efeito Doppler apresenta várias aplicações. Permite a medição da velocidade relativa das estrelas (como a luz recebida das estrelas apresentam um desvio para o vermelho (1) - menor frequência -, os astrónomos concluem que o universo está em expansão). Permite também a medição da velocidade de objectos móveis (automóveis, aviões, etc.) através de radares ou lasers. Na medicina, um ecocardiograma utiliza este efeito para medir a direcção e velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco.
Foi-lhe atribuído este nome em homenagem a Christian Andreas Doppler que o descreveu pela primeira vez em 1842.


(1) - Em termos muito simples o desvio para o vermelho corresponde a uma alteração na forma como a luz é observada em função da velocidade relativa do seu emissor e do seu receptor.

Dada a constante da velocidade da luz e admitindo um emissor e um receptor fixos, um raio de luz é captado como uma cor fixa, em função da sua frequência. Na sua vertente de onda, a frequência da luz (ou cor) é definida pelo espaço de tempo entre duas cristas consecutivas da onda, que não varia no exemplo anterior.

Se o emissor se move na direcção do receptor, o espaço de tempo que este mede entre duas cristas consecutivas será inferior, observando um aumento da frequência e, logo, um desvio para a gama de cores de mais elevada frequência (desvio para o azul).

Se, pelo contrário, o emissor se afasta do receptor, o espaço de tempo que este mede entre duas cristas consecutivas aumenta, observando um desvio para a gama de cores de mais baixa frequência (desvio para o vermelho).

Na origem deste fenómeno está o Efeito Doppler que explica, pelo mesmo motivo, porque é que o apito de uma locomotiva soa mais agudo (frequência mais elevada) quando esta se aproxima do ouvinte.

Em Astronomia o desvio para o vermelho tornou-se um tema de destaque quando se observou este fenómeno em todas as galáxias, implicando que todas se estão a afastar da Via Láctea. Posteriormente apurou-se que não só isso acontece como em geral elas se afastam entre si, ilustrando o estado de expansão acelerada do Universo e reflectindo uma origem comum no Big Bang.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Cortina de Ferro

 
Divisão da Europa pela Cortina de Ferro



Cortina de Ferro
foi um termo usado no Ocidente para designar a fronteira que dividiu a Europa em duas áreas separadas de influência política desde o fim da Segunda Guerra Mundial até ao fim da Guerra Fria. Durante este período, a Europa Oriental esteve sob o controlo político e/ou influência da União Soviética, enquanto que a Europa Ocidental esteve sob o controlo político e/ou influência dos Estados Unidos da América.

A expressão foi criada em 1946 pelo então primeiro-ministro britânico Sir Winston Churchill para designar a política de isolamento adoptada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus estados-satélites após a Segunda Guerra Mundial.

Extracto do discurso
Discurso de Churchill em Fulton (Missouri, Estados Unidos da América), 5 de Março de 1946.

« From Stettin in the Baltic to Trieste in the Adriatic an iron curtain has descended across the Continent. Behind that line lie all the capitals of the ancient states of Central and Eastern Europe. Warsaw, Berlin, Prague, Vienna, Budapest, Belgrade, Bucharest and Sofia; all these famous cities and the populations around them lie in what I must call the Soviet sphere, and all are subject, in one form or another, not only to Soviet influence but to a very high and in some cases increasing measure of control from Moscow. »

"De Stettin, no Báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente. Atrás dessa linha estão todas as capitais dos antigos Estados da Europa Central e Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia; todas essas cidades famosas e as populações em torno delas estão no que devo chamar "esfera soviética", e todas estão sujeitas, de uma forma ou de outra, não somente à influência soviética mas também a fortes, e em certos casos crescentes, medidas de controle de Moscovo."
Inicialmente, a Cortina de Ferro é formada pelas repúblicas da Rússia, Arménia, Azerbeijão, Belarus, Estónia, Geórgia, Kazaquistão, Quirguistão, Lituânia, Letónia, Moldávia, Tajiquistão, Turquemenistão, Ucrânia, Uzbequistão e os estados-satélites da Alemanha Oriental, Polónia, Checoslováquia, Hungria, Bulgária e Roménia. Todos ficam sob o estrito controle político e económico da URSS. Em 1955 unem-se militarmente por meio do Pacto de Varsóvia. O bloco desfaz-se definitivamente em 1991, com a dissolução da URSS.
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

Portal do Astrónomo (199)


www.portaldoastronomo.org


NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 199


Esta semana com a evolução da fase da Lua para Quarto-Crescente, na próxima quinta-feira dia 8 às 9h36 UT, vamos ter boas oportunidades para observar o nosso satélite natural ao inicio da noite. Uma dessas oportunidades será no próximo dia 4, em que a Lua e Vénus estarão separados por pouco mais de 3º no céu. Vénus terá uma fase de 29,7%que poderá ser observada com um telescópio, e magnitude -4,7 enquanto que a Lua, 3º mais abaixo no horizonte oeste terá uma fase de apenas 12,8%, um belo crescente portanto.

Para quem acorda cedo, Mercúrio está de volta no céu da madrugada, antes do Sol nascer. O mais interior dos planetas do sistema solar terá uma magnitude de -0,2 e uma fase bastante pronunciada de menos de 50%. Um pouco mais alto à mesma hora estará o planeta gigante, Júpiter, ligeiramente mais brilhante que Mercúrio com magnitude -1,7 e a preparar-se para ao longo dos próximos meses se aproximar de nós, e crescer em brilho e tamanho aparente.

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Os continentes formaram-se mais cedo do que se pensava

http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=597

A ideia de que os tempos primordiais da Terra foram infernais está sendo abandonada à medida que se reunem evidências de que o ambiente, logo após a formação da Terra, rapidamente arrefeceu e permitiu a existência de água líquida e crostas continentais. Um trabalho recente sugere que os continentes começaram a desenvolver-se durante os primeiros 100 milhões de anos da história da Terra, enquanto as teorias convencionais apontavam para um longo período de formação dos continentes com início cerca de 500 milhões de anos após a formação da Terra. O estudo baseia-se na análise de isótopos de háfnio em zircões do oeste australiano, com 4 a 4,35 mil milhões de anos - constituem o registo geológico mais antigo na Terra – que aponta para a presença de porções significativas de crosta continental praticamente desde a formação da Terra.


Número de “anéis de Einstein” conhecidos quadruplica

http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=598

Os astrónomos combinaram os recursos do Sloan Digital Sky Survey e do Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) para identificarem dezanove novas galáxias que sofrem o efeito de lente gravitacional. Entre essas dezanove galáxias, oito pertencem à categoria dos “anéis de Einstein” – de que até agora se tinham observado apenas três exemplos! Um anel de Einstein é um caso particular do fenómeno de lente gravitacional e ocorre quando duas galáxias se encontram perfeitamente alinhadas com o local de observação, formando a luz em torno da galáxia em primeiro plano um padrão semelhante ao obtido por uma lente grande angular, do tipo olho-de-boi. As lentes gravitacionais podem ainda ser um indicativo da distribuição da matéria escura em galáxias elípticas.
</font>
Fontewww.portaldoastronomo.org  -  O Portal do Astrónomo.
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Escravatura

DIA INTERNACIONAL PARA A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA


O Dia Internacional para a Abolição da Escravatura deve servir para recordar a todos, em toda a parte, que a escravatura não é um problema do passado. Hoje, milhões de homens, mulheres e crianças são comprados e vendidos como bens móveis, forçados a trabalhos em regime de servidão, mantidos como escravos para fins rituais ou religiosos ou traficados de uns países para outros, por vezes para serem vendidos e obrigados a dedicar-se à prostituição. Todas estas formas de escravatura são repugnantes e devem ser erradicadas.

_________________________________________________

A escravatura, também nomeada de escravidão ou escravagismo no Brasil, é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, que são impostos involuntariamente sobre o escravo. A escravatura foi comum na Antiguidade em todo o mundo, a partir do momento em que o crescimento populacional numa região levou à introdução do conceito de propriedade e, consequentemente, de conflitos para assegurar a sua posse.

Nas guerras era comum os vencidos - que assim perdiam a sua propriedade - ficarem subjugados aos vencedores como força de trabalho - como escravos -, não só para cultivar a terra e realizar outras tarefas, mas também, nos casos em que os escravos perdiam a sua identidade, passando a fazer parte do povo proprietário, como guerreiros em futuras guerras com outros povos.

A escravatura deixou de ser apenas uma forma de governar e desenvolver os continentes, para passar a ser uma forma de comércio, no momento em que os europeus começaram a colonizar os outros continentes, no século XVI e, por exemplo, no caso das Américas, em que os povos locais não se deixaram subjugar, foi necessário importar mão-de-obra, principalmente de África.

Nessa altura, muitos reinos africanos e árabes passaram a capturar escravos para vender aos europeus, o que resultou finalmente na sua própria colonização - uma vez que os europeus preferiam não partilhar o lucro desse negócio com os africanos, menos avançados tecnologicamente em termos de armamento - e no declínio de muitas civilizações.

Na sequência desse movimento, dos conflitos entre as potências colonizadoras e também da revolução industrial na Europa, a escravatura passou a ser considerada pouco rentável e deu lugar ao surgimento do abolicionismo, em meados do século XIX.

A escravidão é pouco produtiva porque como o escravo não tem propriedade sobre sua própria produção ele não é estimulado a produzir já que não irá resultar em um incremento no bem estar material do escravo.

Desde os tempos mais remotos, o escravo é legalmente definido como uma mercadoria cujo dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objecção pessoal ou legal. A escravidão da era moderna está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior.

A prática da escravidão data de épocas pré-históricas, embora sua institucionalização provavelmente tenha começado com o desenvolvimento da lavoura, que possibilitou às sociedades mais organizadas usar escravos para desempenhar determinadas funções.

A escravidão era uma situação aceita e logo tornou-se essencial para a economia e para a sociedade de todas as civilizações antigas, embora fosse um tipo de organização muito pouco produtivo. A Mesopotâmia, a Índia, a China e os antigos egípcios e hebreus utilizaram escravos. Nas civilizações pré-colombianas (asteca, inca e maia) os escravos eram empregados na agricultura e no exército.

A exploração da costa da África, o descobrimento da América pelos espanhóis no século XV e a sua colonização nos três séculos seguintes incrementaram consideravelmente o comércio moderno de escravos.

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FILIPE FREITAS

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