Quarta-feira, 2 de Novembro de 2005

Informática: o Worm

Um Worm em computação é um programa auto-replicante, semelhante a um vírus. O vírus infecta um programa e necessita deste programa hospedeiro para se propagar, o worm é um programa completo e não precisa de outro programa para se propagar.

O primeiro worm que atraiu grande atenção foi o Morris worm, escrito por Robert Tappan Morris, Jr. no Laboratório de Inteligência artificial do MIT. Ele foi iniciado em 2 de Novembro de 1988, e rapidamente infectou um grande número de computadores pela Internet. Ele propagou-se através de uma série de erros no BSD Unix e seus similares. Morris foi condenado a prestar 3 anos de serviços à comunidade e a pagar uma multa de US$10.000.

Além da replicação, um worm pode ser projectado para fazer muitas coisas, como apagar arquivos num sistema ou enviar documentos por e-mail. O worm pode trazer embutido programas que geram algum tipo de problema ou que tornam o computador infectado vulnerável a outros ataques. Um worm pode provocar danos apenas com o tráfego de rede gerado pela sua reprodução. O Mydoom, por exemplo, causou uma lentidão generalizada na Internet no pico de seu ataque.

Os worms Sobig e Mydoom instalaram backdoors (brechas) nos computadores tornando-os abertos a ataques via Internet. Estes computadores zumbis são utilizados por enviadores de Spam para enviar e-mail ou para atacar endereços de sites da Internet.

Acredita-se que enviadores de Spam são capazes de pagar para a criação desses worms
, e criadores de worms já foram pagos vendendo listas de endereços IP de máquinas infectadas.

Outros tentam afectar empresas com ataques DDOS propositados. As brechas podem também ser exploradas por outros worms, como o Doomjuice, que se espalha utilizando uma brecha aberta pelo Mydoom.

Os worms podem ser úteis: a família de worms Nachi, por exemplo, tentava buscar e instalar patches do site da Microsoft para corrigir diversas vulnerabilidades no sistema (as mesmas vulnerabilidades que eles exploravam). Isto eventualmente torna os sistema atingidos mais seguros, mas gera um tráfico na rede considerável — frequentemente maior que o dos worms que eles estão protegendo — causam reboots (1) da máquina no processo de aplicar o patch, e talvez o mais importante, fazem o seu trabalho sem a permissão do usuário do computador. Por isto, muitos especialistas de segurança desprezam os worms, independentemente do que eles fazem.

(1) - Reboot é o processo de inicialização do
computador que carrega o sistema operacional quando ligamos o mesmo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



É por isso muito conveniente  ter algumas cautelas adicionais e aplicar as regras básicas do envio e recebimento de e-mail's, tratamento dos mesmos, antivírus actualizado diariamente, programas anti-spywares....  

Em resumo: 


Proteger o computador...
...para tentar minimizar os problemas...
Publicado por: Praia da Claridade às 23:30
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Dia dos fiéis defuntos


O dia dos fiéis defuntos, dia dos mortos ou dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

A Tradição da Igreja sempre exortou aos seus fiéis para que possam, neste dia especialmente, estar venerando a memória dos seus entes queridos já falecidos. Neste sentido, para a doutrina católica é fundamental a ideia de comunhão que deve haver entre os membros do Corpo Místico de Cristo, isto é, todos os fiéis cristãos acreditam que estão em comunhão com o Cristo ressuscitado e que a vivência desta comunhão expressa a todas as pessoas, a presença viva e atraente de Jesus Cristo. Esta comunhão envolve e abraça todos os cristãos, vivos e defuntos. Isto porque, Cristo ressuscitado desvenda ao ser humano o seu destino final. A morte não tem a última palavra. Para os cristãos católicos romanos, a fé é uma resposta à ansiedade diante do mistério da morte.
Neste dia muitos fiéis costumam visitar os cemitérios para rezar e venerar a memória daqueles que já partiram. O sentimento de saudade é inevitável. Contudo, os cristãos procuram testemunhar uma esperança confiante, apesar do sofrimento gerado pela separação de seus entes queridos.

Finalmente, eis a grande esperança celebrada no dia de finados:
Que os falecidos já tenham encontrado a vida verdadeira junto de Deus. Enquanto não chega a hora do reencontro, somos capazes de estar em comunhão com os falecidos estando em comunhão com Cristo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 21:24
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O Sistema Solar (cont.)


Unidade Astronómica (UA)
</strong>
(Complemento ao meu artigo de 29-Outubro-2005)



Em astronomia, a Unidade Astronómica (UA) é uma unidade de distância, aproximadamente igual à distância média entre a Terra e o Sol. É bastante utilizada para descrever a órbita dos planetas e outros corpos celestes no âmbito da astronomia planetária, valendo aproximadamente 150 milhões de quilómetros.
1 UA = 149.597.870,691 km (este valor não é fixo).


Definição

É o raio da órbita circular de um planeta de massa desprezível e livre de perturbações cujo movimento médio é “K” radianos por dia à volta do Sol, onde “K” é a constante gravitacional de Gauss, com a unidade de tempo do dia solar e a unidade de massa, a massa do Sol. Essa unidade está, então, relacionada às dimensões do sistema solar e ao movimento da Terra. Em termos práticos, a unidade astronómica pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol e cujo valor aceito actualmente é: 149.597.870,610 quilómetros.
Um feixe de luz leva aproximadamente 8,3 minutos para viajar uma unidade astronómica.

As suas relações com outras unidades de distância utilizadas na astronomia são:


  • ano luz =     63.241,07710     UA

  • 1  parsec   =  206.264,806248  UA


Foi no século II a.C. que o astrónomo grego Hiparco tentou fazer o primeiro cálculo conhecido da distância entre a Terra e o Sol, aproveitando os eclipses totais da Lua. O seu método, entretanto, era bastante impreciso e resultou valores equivocados.

No início do século XVII, a determinação da distância da Terra ao Sol era a mais importante da astronomia, e Edmund Halley propôs um método baseado na paralaxe da observação de dois astrónomos situados distantes um do outro a observar o trânsito de Vénus sobre o disco solar para melhor se avaliar esta distância. No entanto, dada a raridade do fenómeno, somente em 1631 e 1639 ocorreu esse fenómeno e, então, foi possível aplicar o método de Halley para calculá-la como sendo cerca de 150 milhões de quilómetros.
Actualmente, são utilizados modernos métodos de deflexão de ondas de rádio para avaliação mais precisa desta distância.

Paralaxe estelar é utilizada para medir a distância das estrelas utilizando-se o movimento da
Terra
em sua órbita.

A paralaxe anual é definida como a diferença de posição de uma estrela com vista da Terra e do Sol. Como não podemos ver a estrela do Sol, a observação e feita entre dois pontos opostos da órbita da Terra e o resultado dividido por 2. O
parsec é a distância para a qual a paralaxe anual é de um segundo de arco ou arcseg. Um parsec é igual a 3,26 anos-luz
.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A unidade astronómica não é uma medida fixa, mas sim uma medida reavaliada periodicamente.
Um dos métodos:  o trânsito de Vénus, que aconteceu em 8 de Junho de 2004, permitiu mais uma vez o cálculo da Unidade Astronómica.

A unidade astronómica é estimada em 149.6 milhões de quilómetros (93 milhões de milhas).

Lembrete:

Para calcular a unidade astronómica com a passagem de Vénus, é preciso ter dois observadores distantes. Exemplo: os astrónomos amadores da Índia poderão encontrar amadores noutros países, e assim coordenar as observações destinadas à medição da unidade astronómica.

A exactidão do resultado dependerá, evidentemente, da quantidade de participantes. Observatórios, clubes de astronomia, associações, escolas, professores, em suma, todas as pessoas interessadas são convidadas, geralmente, a  participarem neste importante evento:  o calculo da unidade astronómica com a passagem de Vénus.


Curiosidade:

Se imaginarmos o Sol como uma bola de basquete, a Terra seria do tamanho de uma cabeça de alfinete. Júpiter - o maior planeta do sistema solar - fica com o tamanho de uma bola de pingue-pongue.


Unidades de distância em Astronomia
Mais algumas considerações

Como as distâncias medidas em astronomia são escandalosamente grandes para os padrões terrestres, os astrónomos utilizam algumas unidades características.

Entre elas encontramos:
A unidade astronómica, o ano-luz e o parsec.


A Unidade Astronómica

A unidade astronómica é definida como a distância média entre a Terra e o Sol.
A sua abreviatura é U.A. (sempre em letras maiúsculas).

Uma unidade astronómica equivale a 149.597.870,691 km mas, em geral, consideramos o valor aproximado de 150 milhões de quilómetros.

A unidade astronómica é mais usada quando tratamos de medidas de distância no interior do Sistema Solar. Tendo em vista o seu pequeno valor ela não é usada para caracterizar distâncias estelares. 


O ano-luz

Um ano-luz é a distância que a luz viaja num ano no vácuo.
A sua abreviatura é a.l..

Qual é o valor de um ano-luz?

Para obter este valor basta calcular o número de segundos que existem num ano e multiplicar o resultado pelo valor exacto da velocidade da luz no vácuo,  que é  299.792.458 metros por segundo.

Um ano-luz equivale a 9.460.530.000.000 km, o que é, aproximadamente, 9.500 biliões de quilómetros!

O valor exacto do ano-luz é 9.460.528.410.545.436,2688 metros ou 9.460.528.410.545,4362688 km.

Usando a notação científica podemos escrever que:
1  ano-luz  =   9,46053 x 1012 km.

Comummente aproximamos o resultado dizendo que um ano-luz é equivalente a 1013 km.

Também usamos sub-unidades do ano-luz tais como a hora-luz, o minuto-luz e o segundo-luz.

Uma hora-luz é a distância percorrida pela luz numa hora.
Ela corresponde a 1.079.252.820 km

Um minuto-luz é a distância percorrida pela luz num minuto.
Ele corresponde a 17.987.547 km.

Um segundo-luz é a distância percorrida pela luz num segundo.
Ele corresponde a 299.792 km.


Importante: o ano-luz e seus submúltiplos, hora-luz, minuto-luz e segundo-luz, são unidades de medida de distância e não de tempo.

Podemos compreender porque é que a unidade astronómica não é utilizada para definir a distância às estrelas:
Uma unidade astronómica é equivalente a, aproximadamente, 499 segundos-luz. Um feixe de luz leva aproximadamente 8,3 minutos para viajar uma unidade astronómica. A unidade astronómica é uma medida muito pequena para representar distâncias estelares. Um ano-luz corresponde a cerca de 63.070 unidades astronómicas. A estrela mais próxima de nós (não considerando o Sol) está a uma distância de 4,2 anos-luz ou seja 264.894 unidades astronómicas.


O parsec

Para medir distâncias às estrelas mais distantes os astrónomos usam, frequentemente, uma unidade de medida ainda maior do que o ano-luz e que tem o nome de parsec. A sua abreviatura é pc.

O parsec é definido como a distância na qual um objecto celeste, como por exemplo uma estrela, teria uma paralaxe de um segundo de arco. O parsec corresponde a 20.6265 unidades astronómicas e a 3,26 anos-luz. Isto significa que:

Um parsec  =   3,085678 x 1013 km = 3,08 x 1018 cm.

Usa-se bastante dois múltiplos do parsec:

1 kiloparsec    =   1 kpc  = 1000 parsecs = 103 pc
1 megaparsec =   1 Mpc = 1 milhão de parsecs = 106 pc


Em astrofísica não se usam unidades de tempo diferentes daquelas de uso comum. A idade de uma estrela é dada em anos.
Um ponto importante é não considerar ano-luz como unidade de medida de tempo. Ano-luz é unidade de medida de distância.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:12
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2005

Terramoto de Lisboa de 1755

Faz hoje 250 anos !...


 

Gravura_em_cobre_alusiva_ao_terramoto.jpg

Gravura em cobre alusiva ao terramoto



 

O Terramoto de 1755,  como ficou conhecido,  aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, às 9h20m da manhã, resultando na quase destruição da cidade de Lisboa e de grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami que se crê terá atingido a altura de 20 metros e múltiplos incêndios, tendo feito mais de 100 mil vítimas mortais. Foi um dos mais mortíferos terramotos da história.

O terramoto teve um enorme impacto na sociedade do Século XVIII, em especial na estrutura política em Portugal e tornou-se o primeiro estudo cientifico do efeito de um terramoto numa área alargada.
Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu 9 graus na escala Richter.

Na prática, a escala é graduada de 1 a 9 mas teoricamente é ilimitada, fala-se assim de uma escala aberta.
  • 1. Sentido apenas por instrumentos científicos.
  • 2. Sentido por algumas pessoas e animais.
  • 3. Sentido por muitas pessoas.
  • 4. Sentido por todas as pessoas.
  • 5. Destrói algumas construções
  • 6. Estruturas balançam e paredes começam a cair.
  • 7. Destrói muitas construções e mata pessoas.
  • 8. Um desastre.
  • 9. Destruição total.
O Terramoto

O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro, no feriado católico do dia de Todos-os-Santos. Relatos contemporâneos afirmam que o terramoto durou, consoante o local, entre seis minutos e 2 horas e meia, causando fissuras gigantescas de cinco metros que cortaram o centro da cidade de Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao abaixamento das águas, revelando o fundo do mar, cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Dezenas de minutos depois um enorme tsunami de 20 metros fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos 5 dias.

Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, nomeadamente o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. As ondas de choque do terramoto foram sentidas por toda a Europa e norte da África. Os tsunamis originados por este terramoto varreram desde a África do norte até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando locais como Martinica e Barbados.

De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, 90 mil foram mortos. Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram pouco danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico.

A recém construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço foi destruído pelo terramoto e pelo tsunami. Dentro, a biblioteca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio, foram perdidas. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora, e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal). A sepultura do herói nacional Nuno Álvares Pereira também foi perdida



Ruinas_do_Convento_do_Carmo.jpg

Ruinas do Convento do Carmo

A destruição da cidade de Lisboa, colocou em causa as ambições do Império Português de então. Os europeus do século XVIII tentaram explicar o cataclismo através de sistemas religiosos e racionais. Os filósofos do Iluminismo, especialmente Voltaire escreveram acerca do desastre. O próprio conceito de sublime avançado por Immanuel Kant teve em parte inspiração na tentativa para compreender a catástrofe.


O dia seguinte

Quase por milagre, a família real escapou ilesa à catástrofe. O rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda em Lisboa.

Tal como o rei, o Marquês do Pombal, primeiro-ministro de D. José, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua governação, iniciou imediatamente a reconstrução de Lisboa. A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.

O ministro e o rei, contrataram arquitectos e engenheiros, e em menos de um ano depois do terramoto, já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada e grandes praças e avenidas largas e rectilíneas marcaram a planta da nova cidade. Na altura alguém perguntou ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dias elas serão pequenas... o que se reflecte hoje no trânsito caótico de Lisboa.

O novo centro da cidade, hoje conhecido por baixa pombalina é uma das atracções turísticas da cidade. São os primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções anti-sismo, que foram testados em modelos de madeiras à medida que as tropas marchavam ao seu redor.


 
Implicações Sociais

O terramoto abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com muita tradição de edificação de igrejas e evangelização das suas colónias. O facto de o terramoto ocorrer num feriado religioso e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII esta manifestação da ira divina, era de difícil explicação.

Na política, o terramoto foi também devastador. O ministro Marquês do Pombal era o favorito do Rei mas não era do agrado da alta nobreza, que competia pelo poder e favores do Rei. Depois de 1 de Novembro, a resposta competente do Marquês do Pombal (cujo titulo lhe é atribuído em 1770), garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e aprofundar no Absolutismo o seu reinado. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras.


O nascimento da
sismologia

A competência do ministro não se limitou à acção de reconstrução da cidade. O Marquês do Pombal ordenou um inquérito, enviado a todas as paróquias do país para apurar a ocorrência e efeitos do terramoto.
O questionário incluía:
  • quanto tempo durou o terramoto?
  • quantas réplicas se sentiram?
  • que tipo de danos causou o terramoto?
  • os animais tiveram comportamentos estranhos?
  • que aconteceu nos poços?
... entre outras questões. As respostas estão ainda arquivadas na Torre do Tombo. Através das respostas do inquérito foi possível aos cientistas actuais recolherem dados fiáveis e reconstituírem o fenómeno de uma perspectiva científica. O inquérito do Marquês do Pombal foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismologia, razão pela qual o Marquês do Pombal é considerado um percursor da ciência da sismologia.

As causas geológicas do terramoto e da actividade sísmica na região de Lisboa são ainda causa de debate científico. Apesar de existirem indícios geológicos da ocorrência de grandes abalos sísmicos com a periodicidade de aproximadamente 300 anos, Lisboa encontra-se no centro de uma placa tectónica, não existindo assim justificação para um terramoto tão intenso. Alguns geólogos portugueses avançam que o terramoto estará relacionado com a zona de subducção do Oceano Atlântico.


Uma  zona de subducção  é uma área de convergência de placas tectónicas, onde uma das placas desliza debaixo da outra. As zonas de subducção são áreas onde o alastramento oceânico iniciado dos rifts encontra compensação, isto é, onde as placas desaparecem. Este movimento descendente provoca a fusão do manto subjacente e induz vulcanismo.

As maiores zonas de subducção encontram-se no Oceano Pacífico, ao largo da costa Oeste da América do Sul e América do Norte. A cordilheira dos Andes e os seus vulcões é o maior exemplo de vulcanismo associado a zonas de subducção.

As zonas de subducção são potenciais focos sísmicos. Os terramotos de consequências mais devastadoras estão normalmente associados a este enquadramento geológico. A fricção das duas placas pode provocar a libertação repentina de enormes quantidades de energia, que resulta no terramoto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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FILIPE FREITAS

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