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PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

PRAIA DA CLARIDADE

Figueira da Foz - Portugal

09
Nov05

Conímbriga

Praia da Claridade

Ruinas_de_Conimbriga.jpg


Conímbriga, cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia, perto de Condeixa-a-Nova, onde se encontra um vasto campo de ruínas.

Muitos sugerem que Conímbriga tinha origem num
castro de origem celta da tribo dos Conii. O que se sabe ao certo, é que Conímbriga foi ocupada pelos romanos nas campanhas de Décimo Junio Bruto, em 139 a.C.. No reinado do imperador César Augusto (século I), a cidade sofre importantes obras de urbanização, tendo sido construídas as termas públicas e o Forum. Nos finais do século IV, e com o declínio do Império Romano, é construída uma cintura amuralhada de defesa urbana, com cerca de 1.500m de extensão, possivelmente para substituir e reforçar a muralha antiga, do tempo de Augusto. A maneira um tanto rústica como está construída denota uma certa urgência na sua construção, evidenciando um clima de tensão e de eminentes ataques, por parte dos povos bárbaros. Em 468 os Suevos assaltam a cidade e destroem parte da muralha. A partir de então, Conímbriga começa a desertificar, acabando por perder o seu estatuto de sede episcopal para Aeminium (Coimbra), que possuía melhores condições de defesa e sobrevivência. Os habitantes que ficaram, fundaram Condeixa-a-Velha, mais a norte.

Em escavações de
1913, encontraram-se testemunhos da época do ferro, a eles podendo juntar-se peças de pedra e bronze que podem fazer recuar o início da povoação do local. As referências em fontes literárias antigas são poucas: ao descrever a Lusitânia, a partir do Douro, Caius Plinius Secundus refere-se a oppida Conimbriga; o Itinerarium de Antonino, menciona-a como estação viária na estrada que liga Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga).

Depois das
invasões bárbaras a vida continua na cidade como prova uma inscrição do século VI, testemunho da era visigótica e árabe. As moedas visigodas são cunhadas em Aeminium, cidade que tirou o poderio a Conímbriga, e para ela se transfere a sede episcopal, embora nos Concílios até ao século VII continue a aparecer o bispo da cidade. As primeiras escavações com sequência começaram em 1899 graças a um subsídio concedido pela rainha D. Amélia. A partir de 1955 o ritmo das investigações intensificou-se. Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de muralhas, de disposição quase triangular. O tramo Norte-Sul das muralhas corta a cidade em duas zonas. Particularmente notável pela planta e pela riqueza dos mosaicos que a pavimentam, é a grande villa urbana com peristilo central, a norte da via. Em trabalhos junto à muralha sul foi descoberto um grande edifício cuja finalidade seriam termas públicas, com as suas divisões características. Os abundantes materiais arqueológicos de toda a espécie, que não era possível conservar no local encontram-se no Museu Monográfico de Conímbriga. Conimbriga fica situada a 17 km de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha (concelho de Condeixa-a-Nova).

Conímbriga foi uma antiga cidade romana localizada na via militar que ia de Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga). É a estação arqueológica romana melhor estudada em
Portugal. Entre os vários escavadores desta cidade há a salientar o nome de Virgílio Ferreira que fez um estudo sistemático desta cidade. Entre 1930 e 1944 (ano da sua morte) escavou toda a área contígua à muralha leste, descobrindo, extramuros, umas termas públicas e três vivendas, entre as quais há a destacar a chamada Casa dos Repuxos, com uma área de 569 m2 pavimentada de mosaicos e com um jardim central onde se conservava todo um sistema de canalizações com mais de 500 repuxos. Na zona interna à muralha a escavação revelou uma basílica paleocristã, uma luxuosa vivenda com termas privativas. As escavações revelaram um fórum augustano demolido na época dos Flávios, altura em que a cidade recebeu um estatuto municipal, para dar lugar a um novo fórum de maiores dimensões e monumentalidade; umas termas também construídas no reinado de Augusto. Entre estes sectores monumentais foi escavada uma zona habitacional, da época claudiana, constituída por insulae que seria ocupada pela classe média da população ligada ao artesanato. A partir de uma nascente localizada em Alcabideque a água era conduzida até Conimbriga por um aqueduto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
07
Nov05

O Petróleo

Praia da Claridade

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O petróleo (do latim petrus, pedra e oleum, óleo), no sentido de petróleo bruto, é uma substância oleosa, inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom.

É uma mistura de compostos orgânicos, cujos principais constituintes são os
hidrocarbonetos. Os outros constituintes são compostos orgânicos contendo elementos químicos como nitrogénio, enxofre, oxigénio (chamados genericamente de compostos NSO) e metais, principalmente níquel e vanádio.

O petróleo é um
recurso natural não renovável, e também actualmente a principal fonte de energia. Dele extraem-se variados produtos, sendo os principais: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão e polímeros plásticos. Já provocou muitas guerras, e é a principal fonte de renda de muitos países, especialmente no médio oriente.


Origem do Petróleo

Teoria Biogénica

O petróleo é o produto da compressão e aquecimento da matéria orgânica depositada junto com os
sedimentos. O soterramento progressivo e consequente subsidência dessa matéria orgânica depositada juntamente com os sedimentos marinhos ou lacustres produz a compactação e formação de uma rocha chamada rocha geradora. A matéria orgânica, no estado sólido, presente na rocha geradora é chamada de querogénio. Com o incremento de temperatura, as moléculas do querogénio começam a ser quebradas, gerando compostos orgânicos líquidos e gasosos, num processo denominado catagénese. Para se ter uma acumulação de petróleo é necessário que, após o processo de geração, ocorra a migração do óleo e/ou gás através das camadas de rochas adjacentes, até encontrar uma rocha selante e uma estrutura geológica que detenha o seu caminho, sob a qual ocorrerá a acumulação do óleo e/ou gás numa rocha porosa e permeável chamada rocha reservatório. Embora objecto de muitas discussões no passado e que ainda continuam na actualidade, essa teoria ainda continua tendo maior aceitação pela comunidade científica ocidental.


Teoria Abiogénica

Petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos primordiais de grande estabilidade termodinâmica, formados a altas pressões e temperaturas no manto da terra. Gases primordiais como metano, hélio e nitrogénio conduzem o petróleo para níveis crustais mais rasos, alojando-se em espaços porosos, sobretudo em rochas sedimentares, constituindo os reservatórios. Os hidrocarbonetos são excelentes nutrientes para bactérias primitivas que vivem no interior da terra. Essas bactérias contaminam o petróleo com moléculas biológicas chamadas de biomarcadores (biomarkers), além de outros contaminantes também presentes nos sedimentos. Alguns metais, sobretudo níquel e vanádio, mas também cádmio, arsénio, chumbo, mercúrio, platinóides entre outros, também estão associados ao petróleo e atestam a origem mantélica. Portanto o petróleo não é um combustível fóssil, como muitos ainda imaginam, mas sim uma substância originalmente inorgânica sobre a qual actuam processos geológicos posteriormente retrabalhados por biologia.


Associação da ocorrência de petróleo com estruturas profundas

A ocorrência do petróleo encontra-se relacionada a estruturas geológicas profundas na terra, principalmente sobre limites crustais de
placas tectónicas (convergentes como subducção ou colisão continental e limites divergentes). Também pode ocorrer sobre áreas onde houve impacto de meteorito, desde que as falhas produzidas pelo impacto atinjam o manto da terra. Quando se observa a distribuição dos campos de óleo e gás ao longo dos arcos como na Indonésia, Golfo Pérsico, nos Apeninos, Alaska, Arco de Barbados em continuidade a Trinidad & Tobago e Venezuela; na evolução do grande rifte do Atlântico Sul e outras bacias riftogénicas, isto pode ser claramente constatado.

Rift, ou rifte, é a designação dada em geologia às zonas do globo onde a crosta terrestre, e a litosfera associada, estão a sofrer uma fractura acompanhada por um afastamento em direcções opostas de porções vizinhas da superfície terrestre.
Em resultado do afastamento das porções vizinhas da crusta, formam-se zonas de abatimento tendencialmente lineares, separadas por escarpas de falha, ou seja zonas de graben. Estas estruturas podem ter maior ou menor complexidade, mas, em geral, prolongam-se por muitas centenas ou mesmo por muitos milhares de quilómetros.
O alargamento da crusta cria condições propícias para a subida de magma, pelo que o eixo das zonas de rift está em geral associado a linhas de vulcanismo activo onde as erupções geram nova crusta para compensar o afastamento. O Vale do Rift, que percorre cerca de 5.000 km no Médio Oriente e no nordeste e centro da África, é o melhor exemplo de um rift emerso.

Apesar das semelhanças estruturais, os vales de rift são distintos das cristas médias oceânicas, onde nova crusta é continuamente formada para compensar o afastamento de placas tectónicas divergentes. Contudo, se o processo de formação do rift prosseguir por tempo suficiente, criando uma ruptura que leve à formação de distintas placas tectónicas, pode originar uma crista capaz de gerar um novo oceano (tal parece ser a origem do Atlântico).
Quando a formação de riftes convergentes ocorre sobre um ponto quente, como é o caso da região dos Açores, existe em geral tendência para que o processo continue até que se desenvolva uma zona de ascensão de magma suficientemente poderosa para permitir a formação de uma crista oceânica, iniciando o afastamento das placas tectónicas vizinhas e a formação de crusta oceânica.

Exemplos de rifts:

  • O Grande Vale do Rift, em África;
  • O Mar Vermelho
  • O Lago Baikal, cujo fundo constitui o mais profundo rift da Terra;
  • O rift do Rio Grande, no SW dos Estados Unidos da América;
  • O Golfo de Corinto, na Grécia;
  • O Rift da Terceira, nos Açores.

Geologia do Petróleo

Como anteriormente mencionado, o petróleo está associado com grandes estruturas que comunicam a crosta e o manto da terra. Embora muitos geólogos ainda acreditem que o petróleo possa ser formado a partir de substâncias orgânicas procedentes da superfície terrestre (detritos orgânicos), isto hoje não faz sentido. Os avanços obtidos na astronomia e astrofísica, na geofísica, cálculos termodinâmicos, estudos de geoquímica da crosta e do manto, estudos oceanográficos entre outros, apontam consistentemente para uma origem abiogénica do petróleo:
Ver
http://www.gasresources.net/DisposalBioClaims.htm.

A aplicação de estudos geológicos na prospecção de petróleo inclui métodos geofísicos (sísmica, gravimentria, magnetometria, imagens de satélite, etc.). O petróleo ou gás são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares, mas também em rochas do embasamento cristalino. Os hidrocarbonetos ocupam espaços porosos nas rochas, sejam eles entre grãos ou fracturas. As rochas reservatórios e selantes são estudadas através da sedimentologia, estratigrafia e paleontologia. São efectuados estudos das potencialidades das estruturas acumuladoras (armadilhas ou trapas). Durante a perfuração de um poço de petróleo, as rochas atravessadas são descritas, pesquisando-se a ocorrência de indícios de hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são investigadas as propriedades radioactivas, eléctricas, magnéticas e elásticas das rochas da parede do poço através de ferramentas especiais (perfilagem) as quais também permitem identificar e avaliar a ocorrência de hidrocarbonetos.


Produtos do petróleo

O petróleo é uma mistura de diversos componentes, na sua grande maioria
hidrocarbonetos, que tem pouca aplicação no seu estado natural. Nas refinarias, a separação destes componentes permite a geração de diversos produtos (mais de 350 tipos) com características distintas, o que traz grande utilidade. A destilação é o modo mais comum de se efectuar a primeira fase desta separação. Outros processos podem vir em sequência, dependendo do que se quer separar. A gasolina é um derivado do petróleo. Além dos processos de separação, onde as moléculas do petróleo in natura não são modificadas, existem outros que as modificam, como o craqueamento (onde moléculas com grandes cadeias carbónicas são quebradas em cadeias menores) e a reforma (onde o arranjo atómico é modificado, dando nova forma a molécula). No final de todos estes processos, os produtos derivados de petróleo são obtidos e comercializados.
De forma resumida, podemos classificá-los em:

  • Gases de refinaria - formado em maioria por metano e etano e em geral consumido nas próprias refinarias em função de sua dificuldade de armazenagem (é bastante similar ao gás natural);
  • Gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha) - formado em maioria por propano e butano; como pode ser facilmente armazenado por se liquefazer a baixas pressões (cerca de 15kgf/cm2), geralmente é envasado e vendido para uso domiciliário;
  • PRODUTOS LEVES - gasolinas, querosene e nafta;
  • PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS - óleo diesel e alguns óleos lubrificantes;
  • PRODUTOS PESADOS - óleos combustíveis e alguns lubrificantes, parafina, asfalto, coque e vaselina.

Na destilação encontramos os seguintes componentes :


  • De 20 - 60 graus Celsius  ----> Éter de petróleo
  • De 60 - 90 graus Celsius  ----> Benzina
  • De 90 - 120 graus Celsius  ---> Nafta
  • De 40 - 200 graus Celsius  ---> Gasolina
  • De 150 - 300 graus Celsius  --> Querosene
  • De 250 - 350 graus Celsius  --> Gasóleo
  • De 300 - 400 graus Celsius  --> Óleos Lubrificantes
  • Resíduos    -------------------> Asfalto, piche e coque
  • Sub produtos   ---------------> Parafina e vaselina

Nafta: </strong> líquido combustível, mais leve que a água, incolor, muito inflamável, volátil, de cheiro activo e penetrante, que se obtém a partir da destilação do petróleo e é utilizado industrialmente como carburante para máquinas e no fabrico de borrachas.

Querosene:  óleo resultante da destilação do petróleo natural, composto por uma mistura de hidrocarbonetos e utilizado como constituinte dos combustíveis de explosão e em iluminação.

Piche: substância negra, resinosa, muito pegajosa, produto da destilação do alcatrão ou da terebintina.

Coque: espécie de carvão.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
07
Nov05

Estudo epidemiológico sobre a gripe

Praia da Claridade

O GRIPEPT.NET  </strong>é,  em simultâneo,  um projecto informativo multimédia e um estudo epidemiológico sobre a gripe em Portugal. O instrumento principal é este site, a que qualquer pessoa pode aceder e, através dele, participar activamente na recolha de dados sobre a propagação da epidemia.

Ao inscrever-se no estudo receberá, por email, uma confirmação automática e uma newsletter semanal com notícias actuais e curiosidades científicas sobre a gripe. Na newsletter encontrará um link para este site onde deverá preencher semanalmente um pequeno formulário sobre sintomas associados à gripe.

A primeira newsletter de cada mês será apresentada na revista Pública − suplemento do jornal Público − no primeiro Domingo de cada mês, de Novembro-2005 a Abril-2006.

Esta iniciativa surge na sequência de um projecto pioneiro desenvolvido na Holanda em 2003/04 - www.degrotegriepmeting.nl.

Dê vida ao projecto!

Os dados recolhidos nos questionários semanais contribuirão para monitorizar, em tempo real, a evolução da epidemia de gripe em Portugal.

A vida deste projecto é da responsabilidade de todos nós.


06
Nov05

O Oceano Atlântico

Praia da Claridade
 

Oceano Atlântico

 

 
O Oceano Atlântico  é o oceano que separa Europa e África, a Este, da América, a Oeste. Tem uma área de 82.400.000 km² (106.200.000 km², incluindo os mares locais como o Mar Mediterrâneo, o Mar do Norte e o Mar das Caraíbas, o que corresponde a aproximadamente um terço das águas oceânicas mundiais).

Geografia

O Oceano Atlântico, o segundo do mundo em superfície está localizado no hemisfério ocidental e alonga-se no sentido Norte-Sul. Com um formato que lembra um S, comunica com o Oceano Árctico pelo estreito da Islândia; com o Oceano Pacífico e com o Oceano Índico pela ampla passagem que se abre entre a América, a África e a Antártida, nas altas latitudes austrais. No hemisfério Norte, as costas continentais, muito recortadas, delimitam numerosos mares anexos (Mar da Mancha, Mar do Norte, Mar Báltico, Mar Mediterrâneo, Mar das Antilhas). Ao Sul, ao contrário, as costas são bem rectilíneas.
  
Fundo oceânico

O fundo oceânico apresenta uma disposição regular: a plataforma continental, ampla ao largo das costas da Europa, da América do Norte e da porção meridional da América do Sul, estreita-se nas costas da África e do Brasil; uma enorme cadeia de montanhas submarinas, a dorsal meso-atlântica, estende-se ao longo do oceano; entre ela e os continentes abre-se uma série de bacias de 6.000 a 7.000 m de profundidade (bacias americana, brasileira e argentina, a O; bacias escandinava, da Europa Ocidental, da Guiné, de Angola e do Cabo, a E). A crista dorsal é sulcada em toda a sua extensão por uma grande fossa tectónica (rift), que secciona no sentido longitudinal. Área de constante instabilidade geológica, provocada pela contínua emissão de material ígneo,é objecto de estudos geológicos que analisam os processos de formação e evolução das placas tectónicas, ou seja, da crosta terrestre. A crista da dorsal meso-atlântica situa-se geralmente entre -3.000  e  -1.500 m, mas emerge em alguns pontos, formando ilhas: Jan Mayen, Islândia, Açores, Ascensão, Tristão da Cunha. Nas latitudes equatoriais, a dorsal é cortada por falhas transversais que determinam fossas abissais (fossa da Romanche. -7.758 m). Nas outras porções do Atlântico as fossas são raras: situam-se nas Antilhas (Caimans e Porto Rico  -  a mais profunda com  -9.218 m)  e nas ilhas Sandwich do Sul  (-8.264 m).
 
Origem das águas
 
Na fachada ocidental, grandes bacias hidrográficas despejam considerável quantidade de sedimentos sobre a plataforma continental, definindo cones alunionais, como os dos rios São Lourenço e Mississipi, no Atlântico Norte, e o do Amazonas, na faixa equatorial. As águas do Atlântico são as mais salgadas de todos os oceanos (37,5 por mil de salinidade média) e animadas por correntes que asseguram intensa circulação entre as águas frias das altas latitudes e as águas quentes equatoriais. As correntes frias do Labrador e das Falkland descem respectivamente ao longo das encostas setentrionais e meridionais da América. De Benguela percorre a costa sul-ocidental africana, em direcção ao equador. São compensadas pelas correntes quentes do Brasil e Equatorial Atlântica, nos seus ramos N e S, pela corrente do Golfo, que tem grande influência sobre os climas da Europa norte-ocidental, tornando-os menos rigorosos. Essa circulação das águas favorece sua oxigenação e a proliferação de plâncton, definindo importantes zonas pesqueiras, como as costas do Brasil meridional, a fachada norte-americana em torno da Terra Nova, as costas da Escandinávia e da Islândia, além da África meridional. As plataformas continentais encerram, às vezes, jazidas petrolíferas (Mar do Norte, costas da Venezuela e do Brasil, Golfo da Guiné). Ladeado no hemisfério Norte pelas duas áreas mais industrializadas do globo (NE dos EUA e Europa Ocidental), o Atlântico Norte apresenta o mais intenso tráfego marítimo e aéreo transoceânico do mundo.
 
História
 
Os antigos, que chamavam de Mar Tenebroso ou Mar Oceano, conheciam apenas as costas situadas entre o norte das ilhas britânicas e as Canárias. Dos séculos VIII a XI, os Normandos frequentaram as praias da Noruega, da Islândia, da Gronelândia, de Spitsbergen e da Nova Escócia, no actual Canadá. Até o final da Idade Média, só se faziam navegações costeiras, indo até ao Cabo Bojador (atingido pelo navegador português Gil Eanes em 1434). No século XV os portugueses intensificaram a exploração da costa africana e, ao mesmo tempo, desenvolveram técnicas de navegação que permitiram viagens por alto mar. A navegação por latitudes (determinadas pela observação da altura da estrela Polar ou do Sol ao meio-dia, técnica desenvolvida por volta de 1485) foi facilitada pelo uso de instrumentos como a bússola e o astrolábio. Outro factor decisivo foi o estudo do regime dos ventos no Atlântico: em 1439, as informações existentes já permitiam uma navegação assídua e segura. Essas técnicas, aliadas aos novos navios desenvolvidos pelos portugueses (as caravelas, de maior porte, calado mais alto e comum sistema de velas que permitia o aproveitamento dos ventos, mesmo em sentido contrário) permitiriam o reconhecimento da costa da África e as primeiras incursões em alto mar; há ainda informações de que no séc. XV os portugueses teriam explorado também o Atlântico Norte, juntando conhecimentos que mais tarde facilitaram a viagem de Cristóvão Colombo na primeira travessia documentada do Oceano. Com o desenvolvimento técnico obtido, as viagens portuguesas tornaram-se mais ousadas e frequentes através do Atlântico, de tal forma que até 1488 toda a costa oeste da África estava explorada, reconhecida e, nos primeiros 20 anos do séc. XVI, toda a costa atlântica do continente americano (encontrado em 1492 por Colombo) fora visitada por navegadores portugueses, espanhóis ou italianos a serviço da Espanha.
 
Os reis de Portugal procuraram, desde o início, garantir as descobertas dos seus navegadores e desde 1443, várias leis reivindicaram o direito de navegação exclusiva nos mares reconhecidos pelas suas naus. Em 1454, o papa Nicolau V ratificou a pretensão dos portugueses, reservando-lhes o direito exclusivo de navegação e comércio. Em 1474, D. Afonso V mandou que aqueles que violassem essas determinações fossem mortos e os seus bens confiscados pela coroa. O Tratado de Paz de Toledo, entre Espanha e Portugal, ratificou esses direitos, que foram reafirmados nas ordenações Manuelinas (1514). Até 1580, houve pouca contestação internacional a essas pretensões, excepto pequenos conflitos diplomáticos causados pela acção de corsários protegidos pelos reis da França e Grã-Bretanha. Após 1580, contudo, a contestação cresceu, envolvendo também os holandeses em guerra com a Espanha pela sua independência. Eles estenderam as acções bélicas contra Portugal, após a união das duas Coroas e passaram à liberdade dos mares; na trégua assinada com Felipe III (III de Espanha e II de Portugal), obtiveram o direito de navegar por esses mares, embora sob licença régia. Esse tratado marcou o início do fim do domínio exclusivo pelos portugueses dos mares que haviam descoberto e, após 1640, o princípio da liberdade dos mares estava solidamente estabelecido.
 
A partir do século XVII, começou a exploração hidrográfica do Atlântico, efectuada de início pelos holandeses, depois pelos ingleses e franceses no século XVIII. No século XIX, foram organizados numerosos cruzeiros oceanográficos que permitiram a elaboração de uma detalhada carta batimétrica do Atlântico.

Fonte: Wikipédia. 
 
 
05
Nov05

O Azeite e a Azeitona

Praia da Claridade

Azeite.jpg


O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona.

Foi dos primeiros produtos
exportados por Portugal. Já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. Em Portugal, a referência à oliveira é muito antiga. O Código Visigótico, nas leis de protecção à agricultura, prescreve a multa de cinco soldos para quem arrancasse oliveira alheia, pagando por outra árvore apenas três soldos.

Alguns autores afirmam que o maior desenvolvimento desta cultura se verifica nas províncias onde a
reconquista chegou mais tardiamente. Os forais dos mouros, foros de Lisboa, Almada, Palmela e Alcácer do Sal, dados por D. Afonso Henriques em 1170, e mais tarde o dos mouros do Algarve (1269), e no de Évora (1273
),  referem-se expressamente a esta cultura de oliveira.

No que diz respeito à
Beira Baixa só há uma menção «a plantação recente de oliveira num chão tapado, dentro da vila de Covilhã em 1359». Das tabelas medievais de portagem (direitos), podemos concluir quais os principais géneros do comércio local: sal, azeite, pão, vinho, animais vivos e peixe salgado ou fresco.

Do
séc. XIV há noticia de dois concelhos em que se cultivava a oliveira: Évora e Coimbra
. Neste último o rei concede os mesmos privilégios que a Lisboa, isto é, «podiam carregar o azeite no rio e foz do Mondego, assim para fora do Reino como para o interior».

Na época dos
Descobrimentos nos sécs. XV e XVI, o azeite e o vinho continuam a fazer parte da lista dos produtos exportados. Como no séc. XIV, Coimbra, Évora e seus termos eram as regiões de maior produção no séc. XV. Em 1555 o consumo do azeite sofreu grande aumento, pois começou a ser utilizado com frequência na iluminação. Neste século vendia-se o produto dentro do reino e exportava-se com destino aos mercados do Norte da Europa e para o ultramar, em especial para a Índia.

No tempo do
domínio filipino o «mercado negro», o açambarcamento e a especulação oneraram o produto; compreende-se assim a baixa na exportação, apesar de Manuel de Sousa Faria ter elogiado a sua qualidade e abundância, afirmando que a exportação continuava para a Flandres, Alemanha, Castela-a-Velha, Província de Leão, Galiza, Índia e Brasil
.

No
séc. XVIII Coimbra deixou de ser o principal centro produtor e o azeite de melhor qualidade foi o de Santarém. O monopólio de lagares, na posse dos donatários e dos mestrados das Ordens, foi causa de queixas várias na baixa de produção. Contudo, ainda no séc. XIX e, não obstante os processos de fabrico continuarem rudimentares, o azeite português foi premiado na Exposição de Paris de 1889
.



Azeitonas.jpg


A azeitona é o fruto das oliveiras (Olea europea), árvores que podem viver até mil anos. Ela surgiu no Mediterrâneo, provavelmente na ilha de Creta, no sul da Grécia. Na oliveira, a azeitona surge bem verde, depois, a casca adquire tons acinzentados e logo vira dourada. Em seguida, torna-se castanha e o próxima passo da metamorfose é ir ficando arroxeada e ir escurecendo até ficar preta. Quanto mais escura, constata-se que mais tempo ela ficou no pé.

Cerca de 20% da sua composição é
azeite de oliveira, repleto de bom colesterol (HDL) que mantém a sua circulação sanguínea livre de obstáculos. Apesar de ser muito benéfica, a azeitona tem essa quantidade de gordura, o que a torna muito calórica. Por isso, o melhor é beliscá-la como aperitivo e experimentar acrescentá-la aos pratos de carnes, massas e saladas
.

Nunca coma uma azeitona do pé, ela precisa ser tratada.
Veja uma forma de a preparar, típica do Algarve: as azeitonas de sal:

Azeitonas de sal são uma forma de preparar as azeitonas na região do Algarve. Como se sabe, este fruto não é doce, mas utilizado como petisco ou como tempero. Para ser utilizado, tem primeiro que ser "curtido", ou seja tratado para lhe tirar o sabor amargo que tem quando apanhado da árvore.

Uma das formas de tratar  a azeitona (sem ser para a extracção do azeite) é deixá-la de molho em água durante vários dias, mas no Algarve existe esta forma de a preparar em que se acrescenta sal de cozinha à água da curtimenta. Para a azeitona não ficar salgada, ela é depois passada por água a ferver, novamente posta de molho e finalmente temperada com ervas aromáticas.
Na gastronomia portuguesa, a azeitona é principalmente utilizada como aperitivo, mas também é servida junto com alguns pratos típicos, como o...

                              Bacalhau à Gomes de Sá

BacalhauGomesSa.jpg


Este é um prato típico da região centro de Portugal.
É de preparação simples e relativamente rápida.

Ingredientes:

4       postas de
bacalhau demolhado;
1 kg de batatas descascadas;
1 kg de
cebolas
;
2      dentes de
alho
;
2      ovos;
azeite q.b.;
salsa para polvilhar e azeitonas pretas a gosto.


Preparação:

Cozer o bacalhau em água abundante, as batatas e os ovos. Depois de cozido, desfia-se o bacalhau em lascas, dispensando pele e espinhas. Cortam-se as batatas às rodelas, juntamente com os ovos depois de descascados.

Prepara-se um bom refogado regado de azeite, com a cebola cortadas às rodelas e os alhos picados. Depois de a cebola alourar, retira-se do lume.

Num tabuleiro de ir ao forno, colocam-se camadas alternadas de bacalhau, batatas, ovos e cebolada. Repetindo este processo até terminarem todos os ingredientes.

Leva-se o tabuleiro ao forno, polvilhado de salsa picada e algumas azeitonas.
Depois de bem quente é só saborear...  e...  
BOM  APETITE !
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
04
Nov05

Luís Figo

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Luís Filipe Madeira Caeiro Figo, conhecido como Luís Figo - Cascais, 4 de Novembro de 1972  -  é um futebolista português.

Jogou no Sporting Clube de Portugal, FC Barcelona e Real Madrid. Actualmente joga no Inter de Milão.
Foi recentemente anunciado a sua ligação à equipa portuguesa da A1 Grand Prix juntamente com o bem conhecido adjunto do Manchester United, Carlos Queiroz.
Figo é casado com Helen Svedin. O casal tem três filhas: Daniela, Martina e Stella.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
03
Nov05

O Granizo

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O granizo, também conhecido por pedraço, é uma forma de precipitação, composta por pedras sólidas de gelo que podem medir 5mm ou ser do tamanho de uma toranja. Em muitas partes do mundo, é idêntica a uma tempestade, mas com pedras de gelo do tamanho de uma bola de ténis...

O granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a humidade. Essa humidade congela-se e as partículas são levadas novamente para cima pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para cair em direcção à Terra.

Os granizos grandes podem estragar as plantações, furar tetos, amassar carros e quebrar pára-brisas. O recorde das maiores pedras de granizo foi alcançado em Bangladesh, durante uma tempestade que matou 92 pessoas. As pedras de gelo pesavam quase  1 kg e caiam com velocidades próximas de 50 metros por segundo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
03
Nov05

Associação Académica de Coimbra

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A Associação Académica de Coimbra (AAC), fundada a 3 de Novembro de 1887, é a mais antiga associação de estudantes de Portugal. Representa os cerca de 20.000 estudantes da Universidade de Coimbra, que são automaticamente considerados seus sócios quando se encontrem inscritos nesta universidade.

A AAC alberga uma série de secções culturais e desportivas. Entre as secções culturais pontificam a Rádio Universidade de Coimbra (RUC), a secção de jornalismo (que edita o jornal universitário "A Cabra"), o Grupo de folclore e etnografia (GEFAC), a secção de fado e os grupos de teatro (TEUC e CITAC). As secções desportivas abrangem um vasto leque de desportos, tais como o futebol, andebol, basquetebol, rugby, canoagem, natação, voleibol, ténis, artes marciais e xadrez, entre outros. O clube de futebol mais conhecido de Coimbra, a "Académica", de seu verdadeiro nome Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol (AAC-OAF), foi em tempos a secção de futebol da AAC, mas é hoje um clube independente, cuja ligação com a AAC é ténue.

A AAC é dirigida pela Direcção Geral (DG), composta por estudantes, e eleita anualmente entre Novembro e Dezembro, em eleições abertas a todos os sócios. À DG compete a administração da AAC bem como a representação política dos estudantes. Em termos políticos, é ainda de referir a importância das Assembleias Magnas, assembleias sobretudo de discussão política, abertas a todos os sócios, cujas decisões têm sido sempre assumidas pela DG, mesmo contra a sua vontade e faltando quórum à assembleia. Este poder decisório da Assembleia Magna torna-a no palco de discussões acesas, sobretudo entre os estudantes politizados. No passado recente, tem havido no mínimo 5-6 Assembleias Magnas por ano, com participação oscilante, mas um mínimo de cerca de 200 sócios.

O actual edifício da AAC foi inaugurado em 1961 e alberga praticamente todas as secções da AAC, estando integrado num quarteirão que inclui ainda uma sala de espectáculos (Teatro Académico de Gil Vicente) e um complexo de cantinas.
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