Segunda-feira, 3 de Outubro de 2005

Incêndios + Eclipse

Combate a fogos na Figueira da Foz pelo segundo dia consecutivo, mais habitações em perigo,
e um Eclipse Anular do Sol para recordar...
- 3 de Outubro de 2005 -

FigueiraFozIncendio03102005-01.jpg       AviaoCombateIncendioFigFoz.jpg

EclipseANULAR_01.jpg       EclipseANULAR_02.jpg
Publicado por: Praia da Claridade às 22:06
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A Torre de Belém

Torre_de_Belem.jpg



Um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa, localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.

História

Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projectado à época de D. João II (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Forte de São Sebastião da Caparica.

Provavelmente com esboço de Garcia de Resende, veio a ter como arquitecto Francisco de Arruda. A estrutura foi iniciada no reinado de D. Manuel I (1495-1521) em 1514. Localizava-se nas águas, fronteira à antiga praia de Belém, destinada a substituir a antiga nau artilhada à qual era confiada a defesa da cidade, que naquele trecho ancorava, e de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo de Boitaca, que, à época, também dirigia as obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.

Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.

Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico, e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de D. Filipe I (1580-98), e, mais tarde, por D. João IV (1640-56).

Sofreu várias reformas ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem voltado para o rio e o claustrim.

A Torre de Belém, classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada pela UNESCO como Património Cultural de toda a Humanidade desde 1983.

Características

O monumento reflecte influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tentando o primeiro baluarte para artilharia no país.

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.

A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.

A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:

  • Primeiro pavimento  - Sala do Governador.
  • Segundo pavimento - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas.
  • Terceiro pavimento - Sala de Audiências
  • Quarto pavimento   - Capela
  • Quinto pavimento   - Terraço da torre

A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustrim, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o Santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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Domingo, 2 de Outubro de 2005

Incêndios Figueira da Foz

Os incêndios voltaram, infelizmente !
Hoje, mais uma vez, diversas frentes de incêndio estão "às portas" da cidade da Figueira da Foz !...
Toda a cidade foi invadida por um imenso fumo e pequenos resíduos queimados trazidos pelo vento. Várias corporações de Bombeiros tentam ainda a esta hora ( 20.00 h.) combater o fogo.
Os meios aéreos também foram utilizados.


FigueiraFozIncendio02102005-01.jpg


FigueiraFozIncendio02102005-02.jpg


A situação ainda está complicada com habitações a serem ameaçadas.
Às 21.45 horas tive conhecimento que há pessoas que estão a abandonar as suas casas para proteger a própria vida...  Entretanto, já com a noite fechada, o movimento de viaturas dos Bombeiros e Ambulâncias continua. As suas sirenes fazem-se ouvir constantemente, o que é preocupante...
Já de noite, ao fundo, na foto, o clarão das chamas...


FigueiraFozIncendio02102005-03.jpg

Publicado por: Praia da Claridade às 20:37
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Eclipse Anular do Sol em Portugal

EclipseANULAR.jpg



Os eclipses do Sol podem ser: Totais, Anulares ou Parciais.
Em primeiro lugar tome atenção de que nunca deve olhar directamente para o Sol sem uma protecção adequada, pois poderá estar sujeito a graves lesões nos olhos.

Na manhã do próximo dia 3 de Outubro, terá lugar um eclipse anular do Sol:  a Lua não tapa completamente o Sol,  à sua volta será visível um maravilhoso anel de luz.
A sua faixa de anularidade passará pelas regiões do Minho, Trás-os Montes e Alto Douro. Em Lisboa e no resto do país, o eclipse será parcial.

Deverá começar a notar-se às 08.30 h., ficando a luz do Sol cada vez mais fraca. A fase máxima do eclipse acontecerá cerca das 09.55 h. A partir desta hora segue-se o inverso, em que o Sol voltará progressivamente à sua luminosidade normal, o que deve acontecer pelas  11.20 h., altura em que o eclipse termina.

Ilha Madeira: das 08.40 h. às 11.05 h. - fase máxima às 09.48 h.
Ilha Açores:   das 07.40 h. às 09.55 h. - fase máxima às 08.42 h.

É de notar que este eclipse terá um obscurecimento muito maior comparativamente ao eclipse parcial que foi observado em Portugal no mês de Agosto de 1999.

Consultar:  http://topazio1950.blogs.sapo.pt/arquivo/609538.html



Hora em que o eclipse poderá ser visto na sua intensidade máxima e percentagem, por distritos:


Aveiro  ..................   09.53 h.  -  88 %

Beja  .....................   09.55 h.  -  81 %

Braga  ...................   09.54 h.  -  90 %

Bragança  .............   09.55 h.  -  90 %

Castelo Branco .....   09.55 h   -  87 %

Coimbra  ...............   09.54 h.  -  87 %

Évora  ...................   09.54 h.  -  83 %

Faro  .....................   09.55 h.  -  78 %

Funchal ................    09.48 h.  -  53 %

Guarda  ................    09.55 h.  -  89 %

Leiria  ...................    09.53 h.  -  85 %

Lisboa  .................    09.53 h.  -  82 %

Ponta Delgada .....    08.42 h.  -  62 %

Portalegre  ...........    09.55 h.  -  86 %

Porto ....................    09.53 h.  -  90 %

Santarém .............    09.54 h.  -  84 %

Setúbal ................    09.54 h.  -  81 %

Viana do Castelo..    09.53 h.  -  90 %

Vila Real ..............    09.54 h.  -  90 %

Viseu  ..................    09.54 h.  -  89%
 



" Um eclipse do Sol é um fenómeno de rara beleza, privilégio dos seres que habitam o Planeta Terra. Trata-se do resultado de uma interessante coincidência entre as dimensões do nosso satélite natural, a Lua, e a distância à nossa estrela, o Sol. A Lua tem um diâmetro de aproximadamente 3.476 km e encontra-se a uma distância média de 384.400 km da Terra. O Sol, que tem um diâmetro de 1.392.000 km (cerca de 400 vezes maior do que a Lua), fica a uma distância de 150 milhões de km ou seja, aproximadamente 400 vezes mais distante do que a Lua. Como consequência, os diâmetros aparentes do Sol e da Lua, vistos a partir da Terra são muito próximos. Um eclipse ocorre sempre que a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados.

Há cerca de um século que Portugal continental não presencia um eclipse anular ou total do Sol, o último ocorreu em 1912, mas este longo prazo termina no próximo de dia 3 de Outubro de 2005. Ao longo de uma faixa de visibilidade muito estreita, o disco lunar oculta o centro do disco solar e a linha central passa no distrito de Bragança.
in http://www.nuclio.pt/nuclio/eclipse2005/ "
Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
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Sábado, 1 de Outubro de 2005

O Palácio Nacional de Mafra

PalacioNacionalMafra.jpg



O Palácio Nacional de Mafra, foi construído durante o reinado de D. João V, em consequência de um voto que o jovem rei fizera se a rainha D. Mariana de Áustria lhe desse descendência. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara determinou o cumprimento da promessa. Este palácio e convento barroco domina a cidade de Mafra.

O trabalho começou a 17 de Novembro de 1717 com um modesto projecto para abrigar 13 frades franciscanos, mas o dinheiro do Brasil começou a entrar nos cofres, pelo que D. João e o seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig que estudara na Itália, iniciaram planos mais ambiciosos. Não se pouparam a despesas. A construção empregou 52.000 trabalhadores e o projecto final acabou por abrigar 330 frades, um palácio real, umas das mais belas bibliotecas da Europa, decorada com mármores preciosos, madeiras exóticas e incontáveis obras de arte. A magnifica basílica foi consagrada no 41.º aniversário do rei, em 22 de Outubro de 1730, com festividades de oito dias.

O palácio só era popular para os membros da família real, que gostavam de caçar na tapada. Hoje em dia decorre um projecto para a preservação dos lobos. As melhores mobílias e obras de arte foram levadas para o Brasil, para onde partiu a família real quando das invasões francesas, em 1807. O mosteiro foi abandonado em 1834, após a dissolução das ordens religiosas, e dali saiu também em 1910 o último rei D. Manuel II para o seu iate real.

No palácio pode-se visitar, a farmácia, com belos potes para medicamentos e alguns instrumentos cirúrgicos, o hospital, com 16 cubículos privados de onde os pacientes podiam ver e ouvir missa na capela adjacente, sem saírem das suas camas. No andar de cima, as sumptuosas salas do palácio estendem-se a todo o comprimento da fachada ocidental, com os aposentos do rei numa extremidade e os da rainha na outra, a 232 m de distância. Ao centro a imponente fachada é valorizada pelas torres da basílica coberta com uma cúpula. O interior é forrado a mármore e equipado com seis órgãos do principio do século XIX, com um repertório exclusivo que não pode ser tocado em mais nenhum local do mundo. O átrio da basílica é decorado por belas esculturas da Escola de Mafra, criada por D. José I em 1754. Foram muitos os artistas portugueses e estrangeiros que aí estudaram sob a orientação do escultor italiano Alessandro Giusti. A sala de caça exibe troféus de caça e cabeças de javalis.

O Palácio possui ainda dois carrilhões, mandados fabricar em Antuérpia por D. João V, com um total de 92 sinos que pesam mais de 200 mil quilos e são considerados dos maiores e melhores do mundo.

Contudo o maior tesouro de Mafra é a biblioteca, com chão em mármore, estantes rococó e uma colecção de mais de 40.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluindo uma primeira edição de Os Lusíadas de Luís de Camões.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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FILIPE FREITAS

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